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SL Benfica 1-3 SC Braga: Festa, festa é em Braga!

A CRÓNICA: SL BENFICA OFF, ANDREIA NORTON

A Taça de Portugal 2019/2020 é do SC Braga! Com todo o mérito e toda a justiça (que a há no futebol), as bracarenses superiorizaram-se de forma clara ao SL Benfica e, com um 3-1 no marcador, levantaram o tão cobiçado troféu, que segue para o Minho. Partida de imensa qualidade, um espetáculo merecedor de assistência e uma promoção excelente para o futebol feminino.

A equipa bracarense entra melhor na partida e precisa apenas de oito minutos para materializar o seu domínio em vantagem no marcador. Após as lisboetas não serem capazes de “sacudir” a pressão na sequência de um canto pela direita, a bola pinga para o pé esquerdo de Hannah Keane, que a estadunidense utiliza para desferir um excelente e indefensável remate.

A resposta benfiquista tarda. Chega apenas aos 19 minutos, por intermédio de Andreia Faria, que conta com – e desperdiça – uma assistência de excelência de Matilde Fidalgo. A lateral-esquerdo coloca a bola com conta, peso e medida na entrada da pequena área, a médio mais recuada do SL Benfica penetra bem a grande área bracarense e alcança a bola, mas atira por cima.

Continua o SL Benfica a procurar criar perigo da mesma forma: cruzamentos pela esquerda a serem correspondidos – sem sucesso – por jogadoras à entrada da pequena área em posição frontal, cada vez mais e melhor vigiadas pelas defesas arsenalistas.

Defender bem é a missão primordial do SC Braga, que ainda assim consegue assustar as águias aos 32 minutos, com um remate de Dolores Silva a encontrar uma das bancadas do Municipal de Aveiro. Podia ter feito melhor a capitã bracarense, a quem havia sido concedido muito espaço pela defensiva benfiquista.

Jogo frio nos quinze minutos finais do primeiro tempo. Marcador inalterado e vantagem mínima – mas importante – das bracarenses na ida para os balneários. Também temporária. Cinco minutos jogados na segunda parte e golo do SL Benfica. Como? Cruzamento pela esquerda, desta feita de Ana Seiça, a encontrar uma jogadora na zona frontal da entrada da pequena área, desta feita Nycole, que iguala o marcador, de cabeça, contando com o auxílio de um resvalar da bola na arsenalista Andreia Norton.

Mal a equipa de Miguel Santos no lance do empate, permitindo que a avançada brasileira das águias chegasse a um cruzamento para uma área bracarense onde se encontravam quatro jogadoras do SC Braga e apenas Nycole do lado benfiquista. Dolores Silva faz jus à braçadeira de capitã e procura redimir a equipa, rematando de meia distância e tentando surpreender Carolina Vilão, que recuperava posição.

Curtos minutos volvidos e novo lance de perigo do SC Braga e de Dolores Silva, que remata à figura de Vilão. A fúria arsenalista não se esgota nos pontapés de Dolores e congrega-se no pé direito de Jermaine, que, aos 63 minutos, volta a colocar o SC Braga na frente do marcador, não com um golo, mas com um golaço.

Ao virar da esquina direita da área benfiquista, a avançada sul-africana desfere um remate arqueado de belíssimo efeito, fazendo a bola sobrevoar a mão esquerda hirta de Carolina Vilão e ir aninhar-se nas redes da baliza à guarda desta. De novo o SC Braga em vantagem, posição em que já se havia sentido confortável durante largos minutos.

Aos 77 minutos, mais confortável se passa a sentir a turma minhota. Grande progressão com bola de Andreia Norton, que liberta para a direita para o cruzamento de Myra Delgadillo, direto para a cabeça de Jermaine, que bisa na partida. Vantagem minhota dilatada e final (praticamente) resolvida.

Último quarto de hora sem veleidades benfiquistas, segurando o SC Braga a vantagem e assegurando a Taça de Portugal 19/20.

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Andreia Norton – Para se ser a figura do jogo sem marcar, tendo alguém bisado, é preciso uma exibição completa e especial. Como a de Andreia Norton nesta final. Esteve em todo o lado e fez de tudo. A sua posição em campo foi indefenível e a sua qualidade em todas as ações – com e sem bola – inefáveis. Equilibrou e desequilibrou, fez avançar, recuar e parar o jogo sempre que este assim exigia. Exibição soberba!

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Cloé Lacasse: Em verdadeiro contraste com Norton, a canadiana do SL Benfica foi a jogadora mais apagada desta final. As poucas ações com bola não trouxeram nada de novo ao jogo da sua equipa e sem bola foi, apenas, uma jogadora esforçada. Exibição paupérrima, mesmo sem ter em linha de conta a real qualidade de Cloé Lacasse.

 ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O corredor central mostra-se o favorito das benfiquistas no momento de atacar. É sobretudo por aí que as encarnadas de Lisboa tentam progredir no terreno, colocando jogadoras entre linhas nas divisórias dos terços de campo.

Numa primeira e mais recuada instância, Andreia Faria e Pauleta dão linhas de passe entre a linha avançada e a linha média do SC Braga; chegando-lhes o esférico, a tentativa mais recorrente é a de encontrar um elemento mais avançado – muitas vezes, Cloé Lacasse – de costas para a baliza, novamente entre linhas.

Já numa zona avançada do terreno, o SL Benfica tenta então explorar as alas, algo que não faz recorrentemente no primeiro terço do terreno. É precisamente pelo espaço que conquista nas alas que cria mais e maior perigo a equipa de Filipa Patão, recorrendo sobretudo aos cruzamentos tensos para a zona frontal da pequena área.

No momento de defender, as águias tentam conter os rasgos de ataque rápido das arsenalistas, com relativo sucesso. Nos poucos momentos de defesa em posição, o 4-4-2 era o desenho mais utilizado pelas comandadas de Filipa Patão, com três linhas bem definidas, com Cloé Lacasse e Nycole na primeira linha de defesa.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Carolina Vilão (5)

Catarina Amado (5)

Carole Costa (5)

Sílvia Rebelo (5)

Matilde Fidalgo (6)

Andreia Faria (6)

Pauleta (6)

Beatriz Cameirão (5)

Ana Vitória (5)

Nycole (6)

Cloé Lacasse (4)

SUPS. UTILIZADAS

Ana Seiça (6)

Kika Nazareth (5)

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

No momento defensivo, as bracarenses optam por um 4-3-1-2, com Hannah Keane a ter a missão de impedir que Andreia Faria e Pauleta encontrem espaço nas costas da primeira linha de pressão das Guerreiras e possam fazer o jogo das águias progredir verticalmente pelo corredor central.

De uma forma muito coordenada, a equipa do SC Braga sobe as linhas de pressão consoante o fluir do esférico, dando muito pouco espaço de manobra à equipa adversária no momento de construção da mesma. Myra e Jermaine primeiro, Hannah Keane depois e uma terceira linha de três – com Dolores Silva no centro a fazer um fantástico papel de pêndulo e dínamo defensivo, ofensivo e de equilíbrio – conseguem, não raras vezes, evitar calafrios para a linha defensiva de quatro jogadoras.

Os ataques posicionais das bracarenses são raros, optando a turma de Miguel Santos por ataques mais rápidos e verticais, procurando a baliza ou, no mínimo, ganhar jardas e subir as linhas, obrigando o SL Benfica a voltar a construir, colocando de imediato o SC Braga uma enorme pressão sobre as águias.

Hannah Keane, tal como a defender, revela-se nos ataques arsenalistas um elemento preponderante, circulando bastante entre setores e corredores, ganhando duelos e segurando bolas, permitindo à sua equipa subir no terreno e ter bola com alguma regularidade.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Marie Hourihan (6)

Rayane Machado (5)

Nágela Oliveira (6)

Ágata Filipa (6)

Diana Gomes (7)

Regina Pereira (7)

Dolores Silva (8)

Andreia Norton (9)

Jermaine (8)

Hannah Keane (7)

Myra Delgadillo (7)

SUPS. UTILIZADOS

Sofia Silva (6)

Laura Luís (-)

 Teles (-)

CD Nacional 2-4 FC Porto: Dragões seguem em frente na Prova Rainha

A CRÓNICA: FC PORTO SOFRE PARA PASSAR ´TESTE´ NA MADEIRA

 Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional. Contudo, em jogos a contar para a Prova Rainha do futebol português já sabemos que o toque de magia é sempre diferente. Na antevisão, Luís Freire referiu que “num dia bom, tudo pode acontecer”, esperando-se assim, um Nacional ofensivo em diversos momentos do jogo.

Sérgio Conceição e os seus homens eram conhecedores das dificuldades defensivas dos insulares, começando desde início com o pé no acelerador, com várias subidas no terreno até a área adversária, porém, sem grande perigo.

A primeira aparição dos alvinegros junto da baliza de Diogo Costa aconteceu aos 13′, com um cruzamento de Rúben Freitas, previamente desviado na defensiva portista.

O FC Porto estava bem no capítulo ofensivo, e até já tinha ameaçado algumas vezes a defesa insular, mas eis que ao minuto 21′, numa jogada de inspiração do colombiano Luis Díaz, o Porto assinalou o primeiro golo da partida.

Porém, lembra-se caro leitor, de anteriormente termos avisado para a magia da taça?! Pois, é que praticamente no primeiro lance que sucedeu o golo dos dragões, Riascos subiu no terreno e cruzou para, à meia volta, Róchez fazer o empate.

À meia-hora de jogo, sucederia mais um par de boas oportunidades para a formação da Invicta, com Sérgio Oliveira a enviar a bola ao ferro alvinegro e mais uma vez Luis Díaz, em combinação perfeita com Corona, a chutar um ‘nadinha’ ao lado da baliza do italiano do Nacional.

Até final da primeira parte, os lances de grande perigo não aconteceram, prevalecendo um jogo muito faltoso até aos 45′. Ao intervalo, a estatística de jogo remetia-nos para um claro domínio do FC Porto, com a posse de bola a corresponder aos 59%, contra os 41% do Nacional.

No recomeço da partida, viu-se novamente um Porto com fortes ambições atacantes, porém, o Nacional mostrava-se mais disponível em termos defensivos, e os seus jogadores limpavam qualquer bola que circula por zonas recuadas.

Isto até que Nanu pegou na ‘redondinha’, fintou meio mundo e sofreu falta de João Vigário. Na sequência da falta, o médio português Sérgio Oliveira protagonizou um grande remate para defesa apertada de Ricardo Piscitelli.

À passagem do minuto 16 do segundo tempo, numa jogada de insistência do Nacional, o jogador internacional pelo Curaçau, Kenji Gorré trocou as voltas aos atletas do Porto, encaixou a bola nos pés de Riascos e este fuzilou a baliza à guarda de Diogo Costa.

Num jogo de ‘bola lá, bola cá’, a turma portista respondeu de pronto ao golo que dava a vantagem ao CD Nacional, com Rui Correia, central e capitão, a ser expulso por segundo amarelo devido a uma falta sobre Toni Martínez.

Depois do 2-1, a turma ‘alvinegra’ praticamente desapareceu do jogo a nível ofensivo e apenas se remetia aos 30 metros defensivos, contrariamente ao FC Porto, que colocou a ‘carne toda no assador’, para pelo menos levar a partida para o prolongamento.

A partida caminhava para o fim, e Sérgio Conceição arriscava tudo, depositando todos os elementos ofensivos que possuía no banco, até que num lance individual, o recém-entrado Evanilson fez o gosto ao pé empatando a partida. Até final, o que se viu foi um jogo com várias ocorrências no capítulo disciplinar, finalizando, no entanto, o jogo em dois iguais.

No prolongamento, o Porto entrou com claras ambições de vencer a partida, algo, que de resto já tinha demonstrado no final dos segundos 45′. Por variadas vezes, o Porto atacou a baliza de Riccardo Piscitelli como quis, muito pelo facto da formação madeirense se ver privada do capitão de equipa, expulso a meio da segunda parte. Ao décimo segundo minuto do prolongamento, numa jogada estudada, Sérgio Oliveira responde da melhor maneira possível ao canto batido por Otávio, consumando assim, a reviravolta portista no Estádio da Madeira.

No entanto, engana-se quem pensa que o FC Porto tirou o pé do acelerador. Para os segundos 15′ do prolongamento, regressaram com vontade de mostrar o porquê de possuir o estatuto de Campeão Nacional, restando ainda energia ao iraniano Taremi para sentenciar a partida em 4-2.

Quando o relógio já marcava os 120′, eis que o senegalês Loum responde de forma ilegal a um cabeceamento de Júlio César, ao que António Nobre, juiz da partida, assinalou grande penalidade a favor do CD Nacional. Contudo, o penálti viria a ser defendido pelo guardião português, Diogo Costa.

A partida acabou com uma esmagadora percentagem de posse de bola para a formação liderada por Sérgio Conceição, voltando assim, o FC Porto à cidade Invicta, com o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal no bolso.

 

A FIGURA

Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional.
Fonte: CD Nacional

Brayan Riascos – A sua equipa perdeu, porém, o colombiano apresentou-se de forma incansável durante todo o jogo, estando mesmo envolvido, diretamente, nos dois golos da formação madeirense. Na segunda parte esteve envolvido numa disputa de bola com um jogador portista, ficando a cambalear a partir desse momento, o que nem por isso o impossibilitou de dar o melhor contributo possível aos seus companheiros. Um jogador inesgotável, a defender e a atacar.

O FORA DE JOGO

Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Toni Martínez – O espanhol contratado ao FC Famalicão, ainda não foi capaz de demonstrar a razão pela qual foi contratado pelo Campeão Nacional. O se rendimento não têm sido o melhor e apenas leva 2 golos em mais de uma dezena de jogos. Hoje, também não se apresentou da melhor forma no Estádio da Madeira, sendo substituído por Moussa Marega, ao minuto 76´.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

O jovem treinador do CD Nacional, Luís Freire sabia que na taça de Portugal tudo era possível e de início apresentou um sistema de 4-3-3, mais uma vez com o colombiano Riascos a jogar numa das pontas e hondurenho Róchez, sozinho, na frente.

No meio-campo, a entrada do nigeriano Alhassan, permitiu ganhar uma maior dimensão física numa zona de grande importância, para o desenvolvimento do jogo. Os ´insulares´ até nem estavam mal em termos defensivos, mas relativamente à segunda bola, essa, era sempre dos homens vestidos de azul e branco. Ainda na defesa, os homens equipados de branco e preto, demonstravam algumas dificuldades, como de resto já tínhamos chamado a atenção, no entanto, foi a sua passividade no ataque ao portador da bola que custou o 1-0 ao Nacional.

Contudo, o ataque ´insular´ deu uma boa resposta ao golo sofrido e Brayan Riascos inspirou-se pela ala direita, livrou-se de Malang Sarr e cruzou para um trabalho exemplar de Bryan Róchez.

Ao intervalo, com certeza que Luís Freire ´aqueceu´ as orelhas dos seus jogadores, pois, no início da segunda metade notou-se um Nacional muito mais concentrado e mais preocupado em atacar a profundidade defensiva.

No capítulo ofensivo, os condados de Luís Freire, atuavam em bola longa e contra-ataque, disponibilizando sempre o extremo Kenji para o ataque rápido. O que resultou no segundo golo dos ´insulares´, em que Gorré subiu, rapidamente, no terreno, distribuiu na ala para Riascos e este finalizou.

Se no começo do segundo tempo, o Nacional foi uma equipa capaz de responder aos ataques do FC Porto, a verdade é que tal não se verificou após a expulsão do central Rui Correia. A jogar com menos um, a equipa nunca se conseguiu impor, e acabou por conceder o empate ao minuto 89´, numa desatenção da defensa alvinegra.

O contra-ataque foi a única arma que os ´alvinegros´ exibiram com agilidade, durante a restante partida, mesmo em período de prolongamento. Resumindo-se o resto da sua prestação a “defender com muitos e atacar com pouco”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (6.5)

Rúben Freitas (5)

Pedrão (4.5)

Rui Correia © (4)

João Vigário (5.2)

Alhassan (5.2)

Larry Azouni (5)

Chico Ramos (5)

Kenji Gorré (6)

Bryan Róchez (6.5)

Brayan Riascos (7.5)

SUBS UTILIZADOS

Júlio César (4.5)

Nuno Borges (4)

João Victor (3)

Kalindi (-)

Vincent Thill (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Na deslocação à Madeira, Sérgio Conceição optou por trazer um sistema de 3-4-3, com Tecatito Corona e Mehdi Taremi nas costas do espanhol Toni Martinez, com Luís Diaz e Nanu nas alas.

Assim, a jogar em saída curta, com trocas de bola constantes e variações continuas nos flancos, os jogadores portistas demonstravam-se sempre perigosos. Até que Luís Diaz numa dessas variações de flanco, puxou dos ´galões´ e atirou a contar para o fundo das redes da baliza de Piscitelli. Defensivamente, o Porto era equipa muito concentrada, falhando apenas no lance do golo de Róchez, visto que Diogo Leite deixou-se antecipar ao jogador hondurenho.

No segundo tempo, o conjunto ´azul e branco´ veio ainda mais paciente, e a demonstravam não ter qualquer problema em trocar a bola calmamente. No entanto, essa calma acabava a bola atingiu os pés do ala direito Nanu, que se sentia confortável em partir para o 1×1.

Com o segundo golo do Nacional, Sérgio Conceição retirou Malang Sarr e Marko Grujic de campo, e enviou o lateral Zaidu, a fim de dar uma maior contribuição ofensiva no flanco esquerdo do ataque portista, assim como o brasileiro Otávio para potenciar, ainda mais, o condal ofensivo da formação da cidade do Porto. Entraram ainda Marega, João Mário e Evanilson, passando os ´dragões´ a jogar numa espécie de 4-3-3 bastante ofensivo, com apenas um central de raiz.

Para o prolongamento, a formação do Porto, apresentou-se bastante ofensiva, tentado sempre subir em ataque posicional, finalizando por 2 vezes, perante um Nacional muito abatido defensivamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Nanu (6.5)

Pepe © (5.5)

Diogo Leite (4.2)

Malang Sarr (4)

Luís Díaz (7)

Marko Grujic (4.2)

Sérgio Oliveira (7.5)

Tecatito Corona (6)

Mehdi Taremi (7)

Toni Martínez (4)

SUBS UTILIZADOS

Zaidu Sanusi (5)

Otávio (6)

João Mário (5.5)

Marega (4)

Evanilson (5)

Loum (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA:

Não foram colocadas perguntas a nenhum dos técnicos.

As 5 transferências que prometem aquecer muito o mercado de inverno

O mercado de transferências costuma gerar, como não podia deixar de ser, rumores e movimentações que oferecem um extra ao espetáculo que envolve o futebol.

O período de inverno, ainda que breve, quando comparado com aquele que ocupa o verão, abriu oficialmente no dia 1 de janeiro de 2021. A pandemia da Covid-19 trouxe com ela a crise, que acentuou, definitivamente, debilidades financeiras um pouco por todos os clubes do mundo. Parece evidenciar a diferença entre clubes mais desafogados, capazes de investir, e outros que lutam agora pela sobrevivência.

Neste artigo pretende-se referir e analisar alguns dos maiores e mais interessantes rumores e confirmações de transferências do futebol nacional e internacional, que prometem dar que falar.

CD Nacional x FC Porto | 5 dados estatísticos rumo à final

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Estamos de volta à prova rainha, no caminho para a final, o FC Porto vai ao encontro do Nacional da Madeira nos oitavos de final, numa altura em que os portistas atravessam uma fase histórica.

Vencer a Taça de Portugal não é estranho aos dragões, já a ganharam em 17 ocasiões. O que faz com que o objetivo seja apenas a levantar a Taça, tal como o fez na temporada passada quando derrotou o SL Benfica por duas bolas a uma.

DEPOIS DA ELIMINAÇÃO DO SPORTING CP NA MADEIRA, OS DRAGÕES TENTAM EVITAR O MESMO DESFECHO DA EQUIPA VERDE E BRANCA. SERÁ QUE O FC PORTO VAI VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Nesta caminhada, o Nacional deve entrar em campo na máxima força de forma a ultrapassar o atual campeão nacional. Luís Freire deve iniciar o jogo com um 4-4-2 com Daniel na baliza; Vigário, Freitas, Schenfeld, Freitas; Camacho, Micael, Borges, Azouni; Riascos, Rochez.

Já Sérgio Conceição, para manter a boa forma da equipa deve juntar num 4-4-2 Diogo Costa na baliza; Nanu, Diogo Leite, Pepe, Manafá; Otávio, Sérgio Oliveira, Grujic, Baró; Taremi, Toni Martinez.

Veremos, então, cinco dados estatísticos sobre os confrontos dos dois conjuntos.

Frente a Frente: Matheus Nunes vs. Daniel Bragança

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O meio-campo leonino está recheado de qualidade. João Mário trouxe de volta a sua classe aos relvados portugueses e João Palhinha finalmente se afirmou na equipa do Sporting CP. Na sombra destes atletas estão dois jogadores: Daniel Bragança e Matheus Nunes. Mas o que é que cada um pode acrescentar no centro do terreno?

Já se viu que Ruben Amorim tem clara preferência por Matheus Nunes. O brasileiro de 22 anos é, normalmente, lançado na segunda parte de todas as partidas. Uma espécie de “tampão” do meio-campo, o médio costuma entrar em jogo em situações em que o Sporting se encontra mais preocupado em defender o resultado do que propriamente em procurar o golo. O seu poderio físico, aliado à intensidade, boa condução de bola e recuperação defensiva, fazem com que seja a aposta mais utilizada pelo treinador leonino.

A outra opção para o meio-campo é Daniel Bragança. O médio formado em Alcochete teve menos oportunidades, tendo mostrado toda a sua qualidade na Taça de Portugal e na Taça da Liga. O jovem de 21 anos é criativo, conjuga a sua excelente visão com os passes que executa e é um jogador muito inteligente em campo, visto que, muitas vezes, antecipa as jogadas, quer no momento defensivo, quer no ofensivo.

Daniel Bragança encarna um papel mais ofensivo, enquanto que Matheus Nunes adota uma postura mais defensiva no jogo dos leões
Fonte: Bola na Rede

O papel criativo da equipa está ocupado por João Mário, e, com a falta de competições em que o clube de Alvalade está inserido, Daniel Bragança acaba por ter menos tempo de jogo. Porém, acredito (e espero) que Ruben Amorim esteja a prepará-lo para a saída de “João Mágico”, já na próxima temporada, de modo a ser o oito de destaque.

Já Matheus Nunes, na minha ótica, é o jogador utilizado pelo técnico português que mais se assemelha ao papel que João Palhinha tem no desempenho tático do clube. Apesar das suas diferenças, penso que Matheus Nunes se podia perfeitamente adaptar à posição 6 que Ruben Amorim quer: com um jogador forte, combativo e raçudo.

São dois atletas muito diferentes, mas ambos com um futuro promissor pela frente. Daniel Bragança e Matheus Nunes são jovens repletos de qualidade, que, com toda a certeza, acabarão por vingar com a verde e branca.

Fórmula 1 | Os 10 melhores pilotos da temporada de 2020

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2020 foi um ano atípico para todos, e a Fórmula 1 não foi excepção disso. Para contextualizar esta afirmação, tivemos uma temporada também ela atípica.

17 corridas em cerca de cinco meses (um feito nunca antes visto na categoria!), não tivemos circuitos históricos como o do Mónaco, mas tivemos novidades, incluindo o Autódromo Internacional do Algarve, que fez parte da categoria pela primeira vez na sua História.

Mas, não ficou por aí. Desta feita, tivemos recordes batidos, surpresas do ano e desilusões, que, ao longo do ano, fomos apelando nos nossos artigos de análise às corridas.

Neste artigo, fizemos uma seleção de metade do pelotão e escolhemos então os dez pilotos que marcaram a 70.ª temporada de Fórmula 1.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Artigo redigido por Angelina Barreiro, Clara Maria Oliveira, David Pacheco e Luís Manuel Barros

CF Estrela x SL Benfica | 5 visitas históricas à Reboleira

Foi há 33 anos. Em Maio de 1988, o Estrela consumava, finalmente, a subida ao escalão máximo do futebol português. Trabalhão de José Gomes, o empresário local que deu a vida pelo emblema tricolor e partiu inesperadamente em 1989, em paz pelo sucesso alcançado.

Quando entrou, em 1977, o Estrela tinha apenas um peladão sem bancadas – o Campo de Jogos João Pimenta –, uma carrinha a fazer de autocarro e uma equipa a participar na Distrital. Na hora do adeus, o seu Estrela era figura na Primeira Divisão e preparava-se para conquistar a Taça de Portugal, um ano depois. O símbolo maior de uma história que começou em 1933, aquando da reunião de sete amigos. O mais pertinente, Julio da Conceição, olhou o céu estrelado e sacou daí inspiração para o nome.

O equipamento colorido nasceu de amizade inesperada com as gentes do Fluminense, que numa visita a Portugal deixaram uns exemplares seus na sede do clube, como gesto de fraternidade. Como homenagem, o verde-vermelho-branco ficou como parte da identidade – substituindo o azul com lista horizontal verde.

NUM JOGO COM CONTORNOS HISTÓRICOS MARCANTES, O SL BENFICA VISITA A AMADORA COM UM OLHO NA PRÓXIMA FASE DA TAÇA DE PORTUGAL. SERÁ QUE O REGRESSO DE JORGE JESUS VAI SER FELIZ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Os 21 anos que separaram a ascensão e a penosa queda, devido a problemas financeiros, estão cheios de boas memórias. Desses 21, 16 passar-se-iam no primeiro escalão, com cinco intervalos na Segunda para ganhar fôlego. Nomes incontornáveis como João Alves, mister vencedor da Taça, Rebelo, Paulo Bento, Marlon Brandão, Chaínho, Jorge Andrade, Leal, Gaúcho ou Jorge Jesus (1968-1971 na formação, 1984-87 como jogador profissional, 1998-00 e 2001-2003 como treinador) fazem parte do orgulhoso bairrismo latente à eterna luta pela glória do Estrela.

Uma participação na Taça das Taças em 1990-91, e dois sétimos lugares (1993-94 com João Alves e 1997-98, com Fernando Santos) são os maiores triunfos na era dourada. Na Reboleira era difícil passar com os três pontos: a arquitectura do José Gomes implica uma grande proximidade com a massa humana, que parece encolher um relvado de dimensões habituais (105×68).

Em 2008-09, o 11.º lugar implicava a participação na edição seguinte da Primeira Liga. Não aconteceu porque chegaram as dificuldades financeiras e o Belenenses tomou a vaga. Em Novembro de 2008, Lito Vidigal deu uma conferência de imprensa como técnico principal onde expunha os problemas. «Nós estamos no limite. […] Se não nos ajudarem, dificilmente poderemos continuar a trabalhar», pedido de um socorro que nunca chegaria. Quatro meses depois do final da temporada, uma tentativa de PEC – Procedimento Extrajudicial de Conciliação – é rejeitado pela Direcção Geral dos Desportos e os Tribunais declaram o clube insolvente.

Um grupo leal de ex-sócios agarrou no clube. Ficou CF Estrela e funcionou apenas com os escalões de formação até surgir a fusão com o Sintra Football Club – daí nasce o Club Football Estrela, já elegível para criar uma SAD e disputar o Campeonato Nacional de Seniores. É nesse nível que se encontram os tricolores, por estes dias a participar na Série G de forma auspiciosa: oito vitórias e três empates que lhe dão o primeiro lugar destacado.

Na Taça, quatro vitórias sobre o São Roque dos Açores, o Lusitano Vildemoinhos, o primodivisionário SC Farense e o Anadia. Luís Mota, Latón, Paollo Madeira ou Chapi Romano (argentino formado no River Plate) são algumas das principais figuras ao dispôr de Rui Santos, português de 56 anos que iniciou a sua carreira em… 1988-89, no mesmo ano em que o Estrela subia pela primeira vez (convidado do BNR TV na semana passsada).

Será o jogo fácil para o SL Benfica? Não, ou pelo menos tudo aponta para que seja jogo de se levar a sério. Este Estrela tem nível de Segunda Liga e Jorge Jesus está a par dessa realidade. O «meu Estrelinha», como lhe chamou na conferência de imprensa , não será presa fácil para um Benfica ainda a trote na qualidade exibicional. Não ajudará a entrada de segundas linhas, circunstância que se justifica pela proximidade da ida ás Antas, na sexta feira.

Até essas dificuldades acrescidas farão relembrar os saudosos velhos tempos. Decidimos recordar cinco das mais marcantes visitas do Benfica à Amadora, contextualizadas por ordem cronológica.

Tribuna VIP: Mistérios da Catalunha

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

«No campo os jogadores nem falam uns com os outros. Apenas o suficiente em ações de bola parada e nada mais».

A frase pertence a um jogador do Levante. Disse-a ao jornal Sport, logo após o jogo diante do Barcelona, em dezembro de 2020. Acrescentou que, mesmo ganhando, não se ouviu uma única palavra de satisfação do lado contrário. A identidade do jogador, obviamente, não foi revelada.

Optei por escolher esta frase, que não minha, para iniciar este meu regresso ao Bola na Rede. Mais ainda por me recordar, quase seis anos depois, de uma das minhas últimas crónicas escritas para este órgão que tanto respeito. Foi no verão de 2015, quando analisei para o BnR a vitória do Barcelona diante da Juventus, na final da Liga dos Campeões, disputada em Berlim.

Seis anos depois, tanto mudou. Já não sou mais um colaborador assíduo do Bola na Rede, já sou um jornalista profissional e, desportivamente falando, o Barcelona não é mais aquela equipa cujo trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) havia ficado para a eternidade.

Fonte: André Maia / Bola na Rede

É certo que o Barcelona conseguiu conquistar alguns títulos internamente, mas na Liga dos Campeões, nem mais uma Liga Milionária para a amostra.

Enquanto jornalista, não posso nem devo mostrar as minhas preferências clubísticas. Mas permitam-me que abra uma exceção: sempre olhei para o Barcelona como um exemplo a seguir. Apaixonei-me pela cidade quando a visitei em 2006, poucos meses depois da conquista do título europeu em Paris, diante do Arsenal, numa final decidida por um tal de Juliano Belletti.

Lembro-me da animação nas ruas, da paixão pela cultura, da azáfama de uma cidade cosmopolita. Daquela semana, recordo-me bem da visita guiada que fiz a Camp Nou. Dei de caras com a grandiosidade da história de um clube, que nas palavras daqueles que o amam, é bem mais do que isso. É um modo de vida, uma afirmação cultural. Falar do Barça é falar de muito mais do que futebol, é falar da história da Catalunha e da Espanha, com todas as suas tragédias e glórias.

Tornei-me adepto do clube, mesmo à distância. Foram tardes e noites a ver um estilo de jogo tão próprio, que tantos títulos conquistou. Admito, sou nostálgico, gosto de recordar o passado: de recordar aqueles célebres jogos entre o Barcelona e o Real Madrid; entre Messi e Ronaldo, entre Guardiola e Mourinho. Gosto de recordar as intermináveis discussões sobre quem era melhor e de, no final de todas as palavras inflamadas, não chegar a conclusão alguma. O futebol é belo por isso.

Por tudo isto, hoje olho com tristeza para o momento do Barcelona. Um clube descaracterizado, envolvido numa falta de liderança diretiva. O poder saiu à rua e porventura nem as eleições, marcadas para 24 janeiro, vão trazer a paz que se exige. As fraturas são claras, o clube está dividido e a falta de resultados é apenas a gota de água que faz transbordar tudo o resto.

A pandemia obrigou a reajustes que não foram aceites pelo plantel. Cortes de salários trazidos a público e que expuseram o clube a um ridículo inimaginável. Dentro das quatro linhas, a equipa de futebol tornou-se fantasmagórica nos últimos anos, nos principais palcos europeus. Corei de vergonha nos pesadelos vividos em Roma, em Anfield ou na Luz, quando o Barcelona foi vergado a humilhante derrota perante o Bayern de Munique. E não, não me senti assim só pelos resultados: senti-me assim por não ver, nos rostos de quem enverga a camisola, a paixão que o símbolo exige.

Fonte: FC Barcelona

Talvez Luís Enrique tenha sido o último treinador que capaz de formar um sagrado balneário. A partir daí, acumularam-se os «erros de casting» no banco e na equipa. A gratidão é um dos valores que mais valorizo. Ora, tal não se tem visto na Catalunha e basta recordar a forma como figuras como Luis Suárez ou Rakitic saíram pela porta pequena. Custa-me olhar para um talento como Francisco Trincão e perceber que a oportunidade de uma vida, afinal, pode ser um presente envenenado. Custa-me olhar para Messi – um dos meus heróis da adolescência – e ver alguém que foi mais vezes notícia pelas birras que fez do que pelas exibições que protagonizou.

Este não é o «meu» Barcelona. Bem sei que, quando se tem jogadores de classe, tudo pode mudar de um momento para o outro. Mas a vitória momentânea apenas permitirá adiar a resolução do problema. A história de um clube precisa de mais do que bons plantéis. Os adeptos têm que olhar para dentro e perceber que há quem sinta o clube como eles. Talvez seja necessária uma revolução, a começar no presidente e a terminar na equipa de futebol. Como qualquer revolução, não será fácil. Mas também não me parece que seja impossível; talvez baste fazer uma visita ao museu, tal como eu fiz em 2006, para que alguém, dentro do clube, perceba o caminho certo. A Catalunha o exige e o futebol também.

Artigo de opinião de Pedro Marques Maia,
narrador da ELEVEN e jornalista d’A BOLA TV


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CS Marítimo 2-0 Sporting CP: Este Sporting não é dado a taças

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A CRÓNICA: DESTA VEZ AS SEGUNDAS LINHAS DO SPORTING CP NÃO CHEGARAM PARA VENCER

O Sporting CP preparava-se para jogar, em menos de uma semana, o segundo jogo em solo madeirense, desta vez para os oitavos de final da Taça de Portugal, e agora contra o SC Marítimo.

Este jogo, apesar de ser entre o primeiro e o oitavo classificados do campeonato tinha tudo para ser um excelente espetáculo. Primeiro porque a “Filomena” se foi e, depois, porque se defrontavam duas excelentes equipas com jogo muito apoiado, jogadores rápidos, e por ser um jogo de taça em que os menos fortes se agigantam.

A primeira parte começou com saída de bola para a equipa da casa que quis logo mostrar que tudo faria para tentar surpreender o Sporting CP. Sempre a querer sair a jogar, com futebol apoiado e muita luta a meio campo, as duas equipas foram-se equilibrando, apesar de um ligeiro ascendente do Sporting CP que foi conseguindo criar algumas ocasiões de golo. Já o CS Marítimo conseguiu criar o seu primeiro lance iminente de golo apenas aos 27 minutos de jogo.

Devido ao forte povoamento do meio campo, o Sporting CP conseguiu os seus lances de maior perigo pelo jogo direito, beneficiando da rapidez de Tiago Tomás, que chegou a atirar uma bola à trave, e Nuno Santos que várias vezes conseguiu ganhar vantagem na extrema direita, não conseguindo, no entanto, a melhor definição.

Este equilíbrio refletiu o empate que se verificava ao intervalo, apesar de o Sporting CP ter feito o suficiente para ter chegado ao descanso em vantagem.

Os segundos 45 minutos, pareciam decorrer como os primeiros. Com muita posse, mas sem que nenhuma das equipas conseguisse jogo interior, optando quase sempre pelo lance longo.

O CS Marítimo conseguia equilibrar ainda mais o jogo e já não permitia que o Sporting CP criasse tantos lances de perigo junto da sua baliza. Pelo menos não criou lances flagrantes como na primeira parte.

Devido a esse equilíbrio, o jogo só poderia ser resolvido por um erro ou uma falha individual, o que aconteceu aos 67 minutos quando, com o Sporting CP a tentar sair jogar e com uma escorregadela de Palhinha, permite que a bola sobre para um jogador do Marítimo, apanhando a equipa leonina descompensada, o que permitiu a Bambock assistir para o golo de Rodrigo Pinho.

A partir daí o Sporting CP deixou de jogar o seu jogo pensado e calculado, tentando chegar o mais rápido possível à baliza adversária, tornando-se uma equipa precipitada. Isso tornou a tarefa do CS Marítimo mais facilitada, que manteve o seu meio campo bem ocupado e pressionante.

Aos 79 minutos, a equipa insular bate a bola para o interior da área na marcação de um canto, que é desviada no vértice da pequena área para o segundo poste. Surge Leo Andrade de trás a fazer o segundo golo, apanhando a linha defensiva leonina em contrapé, que ia a subir para colocar os avançados maritimistas em fora de jogo.

A partir daí pouco mais aconteceu de relevante, a não ser um falhanço de Sporar aos 90 minutos, à boca da baliza, quando já tinha entrado Coates para, também ele, jogar a avançado.

 

A FIGURA

Eficácia do SC Marítimo – Num jogo tão equilibrado, qualquer pormenor poderia fazer a diferença. Esse pormenor foram dois golos, em poucas mais oportunidades que a equipa insular criou. Um jogo muito consistente, com uma equipa subida, a pressionar alto o adversário permitiu, num deslize, criar a oportunidade que desbloqueou a eliminatória.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ineficácia do Sporting CP – A equipa leonina teve vários lances de golo eminente, em que conseguiu colocar os seus avançados cara a cara com Caio Secco. No entanto, em nenhuma dessas ocasiões conseguiu materializar o bom jogo colectivo que estava a permitir construir tantas oportunidades. Neste jogo o Sporting não marcou, sofreu e perdeu o primeiro jogo em competições nacionais, que significa já a perda de um dos troféus que se predispôs a vencer.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Milton Mendes estudou bem a equipa do Sporting CP e povoou o meio campo com uma táctica de 3-5-2. Assim, conseguiu logo vantagem numérica no meio campo, onde geralmente se decidem jogos e onde o Sporting CP costuma ser muito forte. Esta táctica permitiu pressionar alto, podendo estar mais perto da baliza adversária quando ganhasse a bola, o que deu frutos no primeiro golo. Também deixava a descoberto as costas da defesa para os lances em profundidade, o que podia ter criado dissabores, mas correu bem desta vez. O que podia correr mal correu bem, e o que podia ganhar com este modelo correu bem. Win-Win, ganha o CS Marítimo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caio Seco (6)

Zainadine Junior (6)

Lucas Africo (6)

Leo Andrade (7)

Cláudio Winck (6)

Guitane (6)

Frank Bambock (6)

Jean Irmer (6)

Marcelo Hermes (6)

Joel Tagueu (5)

Rodrigo Pinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Milson (1)

Correa (1)

Pelagio (-)

Edgar Costa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se no seu modelo habitual, em 3-4-3, mudando apenas muitos dos protagonistas. Metade da equipa foi alterada relativamente ao jogo anterior, o que até nem se notou durante a primeira parte da partida, com um bom entrosamento entre sectores, a conseguirem criar muitos lances de golo iminente. No entanto, o jogo tornou-se demasiado equilibrado e, ao ficar a perder, o colectivo deixou de funcionar.

O Sporting CP não conseguia jogar pelo meio, uma vez que o Marítimo tinha os espaços bem ocupados e os leões só conseguiam chegar à baliza adversário em lances de profundidade pelas laterais, o único espaço que a equipa insular deixava livre para explorar. Desta vez, apesar de terem ganho, por aí, vantagem em muitos lances, não souberam definir no ultimo passe ou no ultimo toque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (5)

Cristian Borja (5)

Zouhair Feddal (5)

Luís Neto (5)

Nuno Mendes (6)

João Palhinha (6)

Matheus Nunes (6)

Gonzalo Plata (5)

Nuno Santos (6)

Bruno Tabata (5)

Tiago Tomás (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Gonçalves (2)

João Mario (1)

Pedro Porro (1)

Spohrar (1)

Coates (1)

Saltos de Esqui, Taça do Mundo | Um domínio repartido

Findado que estava o Torneio dos Quatro Trampolins, a Taça do Mundo, rumou a Titisee Neustadt, na Alemanha, não muito longe das montanhas da floresta negra.

Será que Stoch iria manter o ritmo absurdo que o levara a vencer o «Four Hills»?

O palco para a ronda 13 e 14 do campeonato (ambas competições individuais) foi o Hochfirst  de Titisee  Neustadt, que tem a particularidade de ser um trampolim natural, isto é totalmente exposto às condições do meio,  não possuindo cobertura plástica (à moda antiga), o que leva a que não possa ser utilizado no decorrer do verão.

Esta estrutura possui 142 metros, tem um k-point  fixado nos 125m com o record  a pertencer a  Domen Prevc da Eslovénia, obtido em 2016 de 148m.

Com a ronda inicial marcada por condições bastante dispares, devido às constantes mexidas de “portão” por conta da intensidade e direção do vento, acabaram por ser mais uma vez os saltadores polacos a tirar maior partido da instabilidade e impressibilidade que o forte vento veio conferir à disputa pelo pódio.

Como tal David Kubacki terminou na liderança, mesmo que saltando menos metros do que a melhor marca, de Halvor Egner Granerud que voara 140 metros, com o líder da Taça do Mundo a  ocupar a terceira posição  à entrada dos trinta saltos finais. Ainda no pódio estava Kamil Stoch que em caso de vitória igualaria Adam Malysz no terceiro posto de saltadores com mais vitórias no certame.

Contudo o grande destaque ia para a exibição coletiva dos polacos: Kubacki, Stoch, Zyla, Stekala e Wolny a marcarem presença entre o Top Ten no final da ronda inicial.

Já o surpreendente Antti Aalto da Finlândia, havia efetuado o nono registo. Nomes como Johansson ou Geiger embora qualificados, viam chegar ao fim as ambições de um bom resultado na etapa de sábado.

Na segunda ronda, em que as condições não se alteraram muito face às verificadas anteriormente, quem começou por “dar nas vistas” foi o norueguês Johann  André Forfang, que “trepou” do lugar número 28 até ao 13.º, tendo arrancado um mega salto de 138m, que a ser feito na primeira ronda lhe daria legitimamente a possibilidade de lutar quem sabe por um pódio.

Depois da ascensão meteórica do ex campeão do mundo de “Ski Flying” entravam em cena os 10 melhores da ronda inaugural. Aí assistiu-se à já esperada “debacle” de Aalto, que voou muito baixo, aterrando fora do Top 20! Mas a Polónia manteve a performance, isto se descontarmos o “acidente de percurso” de Kubacki, que perdeu toda a vantagem que tinha, terminando apenas na sétima posição.

O “rei” foi novamente Kamil Stoch, que com 139m selou o triunfo número 39 da carreira, com o mesmo a ter a companhia no pódio de Halvor Egner Granerud e Piotr Zyla, respetivamente 2º e 3º colocados. Nota ainda para a 5ª posição de Andrzej Stekala, que bateu o sexto lugar , até então o melhor da sua curta carreira, obtido na temporada cessante em Zakopane.

A grande vencedora do dia era mesmo a equipa da Polónia, que reforçara a vantagem em termos de campeonato de nações, colocando quatro homens entre os dez mais e com Wolny logo a seguir em 11.º.

No segundo dia de competição aconteceram várias surpresas: desde logo Kamil Stoch, com um salto de 123,5m arruinou as hipóteses de chegar ao 40.º triunfo, anotando a 25.ª marca. Já no topo era Granerud que queria  imitar o que fizera na qualificação de sexta. Daniel-André Tand, que não conseguira acesso no dia anterior à ronda final, estava agora somente a 3,5 pontos de Granerud, com o germânico Marcus Eisenbichler a ficar em terceiro, ao cabo da ronda inicial.

Apesar de Stoch ter melhorado o seu registo, rubricando 131m, não foi além de um 17.º lugar, com Granerud a confirmar mesmo a sexta vitória da época e da carreira, embora Tand tenha mostrado uma tenaz oposição acabando a menos de um ponto. Já o “baixinho” Stefan Kraft, vencedor da Taça do Mundo na época transata, regressou aos pódios após um início de temporada  não tão bem conseguido, por conta de ter estado infetado com a Covid19 e atormentado com dores lombares. Diga-se que Daniel-André Tande, já não subia a um pódio a contar para a “Champions League “ dos saltos de  Esqui, desde a temporada passada em Lati, em solo finlandês.

Ainda no “Top Five” ficaram Eisenbichler em quarto, o mesmo resultado da etapa de sábado,  com a quinta posição a “sorrir” ao seu compatriota Marius Lindvik. Note-se que  a nação nórdica conseguiu “meter” três elementos, entre os cinco primeiros.

Nas contas do campeonato: Granerud  soma 948 pontos, face aos 784 de Eisenbichler, que está com Stoch a sensivelmente  150 pontos de distância.

No próximo fim de semana “o circo” (Taça do Mundo) ruma a Zakopane na Polónia. O BNR fará posteriormente o resumo desse evento, que terá uma prova por equipas no sábado. O domingo ficará reservado para uma prova individual com a qualificação a ser realizada na sexta feira.

Foto de Capa: FIS-Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues