Início Site Página 10305

Sporting CP 85-78 UD Oliveirense: Foi tremido, mas foi (Tr)avante

A CRÓNICA: EQUILÍBRIO TOTAL ATÉ AO ÚLTIMO SUSPIRO

 A 13ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol iniciou-se no Pavilhão João Rocha, com um encontro entre Sporting CP e UD Oliveirense. Esperava-se um jogo bastante equilibrado entre o atual líder invicto da fase regular e a equipa bicampeã nacional.

A partida começou favorável à equipa de Oliveira de Azeméis, mas, dada a intensidade e rapidez que ambas as equipas implementaram, rapidamente o Sporting se foi aproximando no resultado. O primeiro período ficou marcado pela falta de eficácia leonina nos primeiros minutos que foi “tapada” pela mão a ferver de Travante Williams na linha de três pontos e de lance livre, que acabou os primeiros dez minutos com 13 pontos. O Sporting partiu para o segundo quarto a vencer por 23-19, onde, do lado da Oliveirense, o jogador mais importante até aí era Justin Alston, com nove pontos derivados das jogadas interiores elaboradas pelos forasteiros.

O jogo bastante faltoso do Sporting condicionou os leões ainda a meio do segundo período. A eficácia da Oliveirense na linha de lance livre e a alternância entre defesa à zona e defesa individual após esses mesmos lançamentos conseguiram trocar as voltas aos leões e ainda mexeram com o jogo. Chegado o intervalo, a turma de Norberto Alves vencia por 45-46 e previa-se bastante emoção no decorrer da segunda parte.

O recomeço do encontro ficou marcado por turnovers sucessivos parte a parte. Nos primeiros cinco minutos do terceiro período foram marcados apenas nove pontos no total. O jogo faltoso dos leões voltou a sobrepor-se na partida, com Travante Williams a ser condicionado com quatro faltas ainda a meio do penúltimo quarto, mas a Oliveirense ainda mais condicionada ficou. A faltar pouco mais de um minuto para o final do período, a turma de Norberto Alves atingiu as cinco faltas, numa altura em que os leões afinavam apontaria na linha de lance livre e podiam ser perigosos.

O marcador não descolava, com a diferença pontual a ser dividida entre dois pontos, no máximo, ou um empate. A Oliveirense manteve-se na frente por um ponto, à entrada para o último período do encontro, vencendo por 56-57.

A agressividade defensiva do Sporting começou a prevalecer no encontro. A Oliveirense começou a acusar a pressão dos minutos finais e ainda mais turnovers começaram a aparecer nos momentos decisivos. A primeira maior vantagem para os leões apareceu a quatro minutos do final do encontro, onde levavam quatro pontos de vantagem – uma vantagem deste calibre já não acontecia no encontro desde o início do segundo período.

A partir daí, a Oliveirense demonstrou uma enorme falta de eficácia, tanto em lançamentos interiores como da linha de lance livre, que a equipa de Luís Magalhães acabou a aproveitar da melhor forma, continuando algo distanciada no marcador.

O inesperado para Luís Magalhães, dada a distância no marcador, acabou por acontecer. Depois de um triplo de Justin Alston, Cláudio Fonseca acabou por não conseguir travar o lançamento na passada de Ec Matthews que conseguiu mesmo empatar a partida (74-74) e levá-la a overtime.

No tempo extra, viu-se um Sporting muito mais pressionante e com vontade de vencer o encontro. A maior vantagem no marcador foi mesmo obtida no prolongamento, onde o Sporting venceu por sete pontos.

Desta forma, os leões venceram a Oliveirense por 85-78, mantêm a liderança da fase regular da Liga e continuam invictos.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Travante WilliamsNão há palavras para caracterizar o jogador que é Travante Williams e a importância que o mesmo tem no jogo jogado do Sporting. A sua exibição frente à Oliveirense foi mais uma prova disso. Foi fulcral no início do encontro com a sua “mão quente” enquanto a equipa apresentava uma falta de eficácia coletiva e, apesar de condicionado por quatro faltas pessoais a meio do terceiro período, foi obviamente um dos jogadores leoninos mais influentes, se não o mais influente na equipa de Luís Magalhães.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Falta de eficácia na UD Oliveirense na segunda metade – A equipa de Oliveira de Azeméis poderia ter sido muito mais feliz caso tivesse uma percentagem um pouco maior de acerto. Se a infelicidade da ineficácia trouxe o equilíbrio no marcador, a Oliveirense podia ter perfeitamente resolvido o jogo no início do quarto período e não perder no tempo extra.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

Luís Magalhães escolheu o melhor cinco que tinha à sua disposição para ir a jogo, com Shakir Smith a voltar após lesão já no final do terceiro período.

Viu-se um Sporting que valorizou bastante as jogadas individuais pelo interior, e que valorizou a defesa individual. Esta mesma defesa apresentou-se algo larga no primeiro período, mas, dado o perigo apresentado pela Oliveirense, passou a ser mais cerrada a partir do segundo quarto.

 CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (8)

João Fernandes (7)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

 Shakir Smith (6)

Cândido Sá (6)

Cláudio Fonseca (6)

Pedro Catarino (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

 Norberto Alves foi a jogo com o cinco inicial esperado, num encontro que marcou o retorno de João Balseiro.

A alternância entre defesa à zona e defesa individual após lançamentos da linha de lance livre foi uma técnica utilizada pela Oliveirense, que acabou por confundir a equipa da casa, e falar de defesa sem falar da muralha que Shaquille Cleare representou é uma falha – foi, sem dúvida, um elemento importante nas transições defensivas na equipa. A defesa meio-campo também foi bastante requisitada por Norberto Alves, tal como a defesa individual que recorreu muitas vezes à necessidade de double team perante os jogadores do Sporting.

A nível de transições ofensivas, a Oliveirense optou, na sua maioria, pelo jogo interior, aproveitando a vantagem dada por Justin Alston em comparação com os jogadores da turma verde e branca.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travis Munnings (7)

João Grosso (6)

José Barbosa (7)

Justin Alston (7)

Shaquille Cleare (7)

SUBS UTILIZADOS

Ec Matthews (7)

João Guerreiro (6)

João Balseiro (7)

E se a carreira de treinador for tão marcante como a de jogador?

Surpreendente. Inesperado. Impensável. A abrir 2021, Edgar Steven Davis (esse mesmo!) foi anunciado como o novo treinador do SC Olhanense, clube que milita no Campeonato de Portugal, para surpresa de todos os amantes do desporto.

Ainda com uma curtíssima carreira na condição técnico, Edgar Davids destacou-se na esfera do desporto pela sua carreira enquanto jogador de futebol. Um atleta cujas capacidades técnicas e táticas eram amplamente reconhecidas por todos os treinadores e adeptos. Um médio que não marcava muitos golos, mas que era peça essencial no desenho dos mesmos, tal eram os índices de criatividade. Uma lenda que chegou a desatar diversos jogos em que participou e a quem chamavam ‘Pitbull’ holandês.

Dotado de um belo pé esquerdo, o antigo futebolista sabia como estancar as iniciativas do adversário e diferenciava-se pelos gestos técnicos que lhe permitiam virar o flanco de jogo de forma inesperada. O “saber ler o jogo” corria-lhe nas veias, qualidade imprescindível à qual se juntava a superioridade no um para um. Não foi, portanto, de admirar que tivesse passado por grandes emblemas do futebol europeu, nos quais enriqueceu (e de que maneira!) o seu vasto palmarés.

No contexto de seleção, as prestações de Edgar Davids não foram nada inferiores e chegaram, inclusive, a marcar uma “era” na História da Holanda. Conhecido por entrar em campo com um estilo próprio – e até mesmo com óculos, como imagem de marca –, foi um dos jogadores mais carismáticos de sempre no futebol. Poderá agora vingar enquanto treinador e vir a ser um dos mais poderosos da sua geração?


Antes disso, olhemos primeiro com mais atenção e pormenor para o seu trajeto. Edgar Davids começou a dar os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do AFC Ajax. Cinco anos depois de entrar para as camadas jovens, chegou à equipa principal do emblema holandês na época 1991/92, pela mão do técnico Louis Van Gaal – também no seu início de carreira como técnico principal. Em cinco temporadas, foram 32 golos em 148 jogos realizados!

O percurso do médio ao serviço do emblema de Amesterdão recheou-se ainda de conquistas de renome. Além dos três campeonatos e das oito taças nacionais, o Ajax venceu ainda a Liga Europa em 1991/92, a Liga dos Campeões em 1994/95 e ainda a Taça Intercontinental, em 1995. Para isso, muito contribuiu a magia que o médio holandês protagonizou em campo, ele que, em 1994, se internacionalizou pela primeira vez ao serviço da “laranja mecânica”.

No verão de 1996, o craque deixou o seu país natal e rumou a Itália para ter a primeira aventura além-fronteiras. O AC Milan foi o primeiro clube que representou, ainda que por pouco tempo. Um golo em 31 jogos, a juntar à qualidade evidenciada dentro das quatro linhas, levou a equipa de Milão a aceitar uma proposta de alto valor na temporada seguinte.

No decorrer da temporada 1997/98, a Juventus FC chegou-se à frente, colocou oito milhões de euros em cima da mesa e rapidamente o contratou. Edgar Davids defendeu as cores do emblema de Turim durante seis anos, tendo estado presente na conquista de três campeonatos italianos e ainda de uma Intertoto (1999).

Nesse período, apontou 11 golos em 235 jogos, número recorde de partidas que não viria a superar noutros clubes que representou. Além disso, ainda hoje se mantém entre os 60 jogadores com mais jogos disputados ao serviço do clube. Foi também durante essa longa estadia que apontou o primeiro golo de sempre ao serviço da Holanda – tento marcado à Jugoslávia nos “oitavos” do Mundial de 1998, decisivo para apurar a sua seleção numa prova em que seria semi-finalista.


Corria o mercado de inverno da temporada 2003/04 quando a Juventus optou por emprestar Edgar Davids ao FC Barcelona, devido à menor utilização naquela época em Itália. Ao serviço dos catalães, disputou 20 partidas e ainda apontou um golo no pouco tempo em que esteve em Espanha. Saiu sem conquistar troféus, mas não só escreveu mais um grande clube europeu no seu currículo, como brindou o campeonato espanhol com ainda mais qualidade.

Depois de vestir as camisolas de Milan e Juventus, o futebolista encerraria o seu ciclo no futebol italiano em 2004/05 ao assinar pelo FC Internazionale Milano por uma temporada. Não marcou nenhum golo, mas contribuiu com várias assistências nos 23 duelos em que teve a oportunidade de participar, despedindo-se de solo italiano com a conquista da Taça de Itália.

Na época seguinte, com 32 anos, Edgar Davids embarcou para uma nova aventura num outro país, o quarto (e último!) do seu historial. Assinou pelo Tottenham Hotspur FC e, apesar de não ter enriquecido o seu palmarés, foi uma aposta regular de Martin Jol na Premier League, tendo apontado um golo em 44 jogos disputados em ano e meio.

Enquanto tinha a primeira aventura em território inglês, o internacional holandês acabaria por realizar o último jogo pela seleção holandesa em outubro de 2005. O duelo diante da Macedónia a contar para a fase de qualificação para o Mundial 2006 acabaria por marcar o fim de um ciclo, ficando para a História um registo de 6 golos em 74 internacionalizações. Mas atenção…atualmente, ainda se encontra no top-25 de jogadores com mais partidas pela Holanda!

O ‘Pitbull’ regressaria a casa em janeiro de 2007, ao Ajax, o clube que o lançou para o mundo do futebol. O poderio no registo ofensivo foi drasticamente mais baixo, tendo apontado apenas um golo em 34 duelos, mas as habilidades técnicas e a capacidade de liderança em campo quase pareciam intactas.

No entanto, no decorrer da temporada 2007/08, uma fratura na perna afastou-o dos relvados durante muitos meses, pensando-se mesmo que a carreira de jogador poderia ter sofrido um ponto final, mas não… Mesmo com ideias de se tornar treinador, Edgar Davids regressou aos relvados e voltou ao futebol inglês para defender as cores do Crystal Palace FC em 2010/11 – no entanto, apenas realizou sete encontros.


A transição entre a carreira de jogador e de treinador não podia ter sido mais original. Em 2012/13, a estrela holandesa rumou à terceira divisão inglesa e assinou com o Barnet FC no papel de…treinador-jogador. Na primeira temporada, conseguiu 11 triunfos em 34 duelos, tendo marcado um golo em 29 dos jogos em que alinhou como jogador. Mas no que toca a objetivos…não evitou a descida de divisão devido a uma mera diferença de golos.

Já na segunda época pelo Barnet, conseguiu novamente 11 triunfos, mas só alinhou em nove das 29 partidas, tendo somado…três expulsões! Três num curto espaço de tempo entre as sete em toda a carreira, imagine-se… Muita polémica! Desde aí, Davids optou por suspender a carreira de técnico, absorver novas ideias, aprimorar outras e esta temporada já agitou o mercado de forma inesperada.

Na presente temporada, com 47 anos, a lenda do futebol holandês e mundial passou a ocupar o lugar de técnico-adjunto de Andries Jonker, ao serviço do SC Telstar, clube que milita na segunda divisão holandesa. Até que tudo mudou nos primeiros dias de 2021!

Edgar Davids foi oficializado como novo treinador do Olhanense, do Campeonato de Portugal, tendo surpreendido tudo e todos. Deste modo, esta será a sua primeira experiência apenas e só como treinador principal de uma equipa…e logo em solo português – mais concretamente na região algarvia, onde inclusive até tem uma casa de férias.


À semelhança dos últimos anos, a ambição do Olhanense é a de regressar à Segunda Liga e isso tem estado perto de acontecer. Neste momento, o Olhanense – até então liderado por José Carvalho Araújo – ocupa o 5º lugar da Série H, com 13 pontos e está a dez do líder Vitória FC (embora com menos dois jogos).

Será expectável que as gentes de Olhão passem a acreditar ainda mais na concretização desse objetivo com esta contratação sonante, mas é preciso perceber que Edgar Davids ainda está no início da sua carreira enquanto treinador e poderá precisar de tempo para se afirmar como um treinador para ser levado a sério!

Mas uma coisa é certa. Se Edgar Davids conseguir incutir nas suas equipas a filosofia que o próprio aplicava em campo enquanto jogador, a sua carreira de treinador estará mais próxima do sucesso. Aguardemos!

Rally Dakar | As dunas da Arábia estão de volta

O Rally Dakar está de volta. A mais dura prova de todo-o-terreno tem início e fim em Jeddah (Arábia Saudita), de 3 a 15 de janeiro, e conta com um total de 7646 quilómetros. São onze etapas, com um dia de descanso em Há’Il, a 9 de janeiro.

Somos presenteados pela prestação de Autos, Motos, Camiões, Quads, SSV e Clássicos (veículos anteriores ao ano de 2000, que competem numa prova de regularidade). São cerca de 500 participantes a percorrer as areias da Arábia Saudita.

Em 2020, Paulo Gonçalves deixou-nos, naquele que foi um ano de imensas perdas. Com a pandemia da COVID-19, muitos eventos foram cancelados, mas David Castera e a sua equipa conseguiram montar a edição de 2021 do Dakar, no segundo ano da Arábia Saudita.

A edição de 2021 traz novidades em termos de regulamentos. Para além dos novos lugares, é apresentada uma nova navegação e os moldes da prova são alterados: mais técnica, mais lenta e mais segura é o grande propósito da organização. Esta sentiu que os acidentes, os danos e as perdas até então, teriam de ser eliminadas. É impossível não recordar as perdas trágicas da passada edição, em solo saudita. Assim:

A organização decidiu entregar aos pilotos das categorias principais a informação sobre o percurso do dia apenas uns minutos antes da partida de cada etapa, evitando consequentemente que as equipas pudessem estudar o traçado ao pormenor. Os pilotos de elite recebem um tablet com a informação mapeada, transformada num “roadbook digital”. Esta medida torna a prova ainda mais competitiva pela ausência de possibilidade do estudo prévio do roadbook (utilizando tecnologias como GPS ou drones) e também mais equitativa pois, habitualmente, quem tinha acesso a esses recursos eram as equipas com maiores possibilidades financeiras;

– Pilotos vão passar a receber um sinal sonoro quando estiverem a 200 metros de zonas de mais perigo;

Nas motos, uso obrigatório de um colete com ‘airbag’;

– Pilotos de motos passam a contar com um limite de seis pneus traseiros para toda a prova;

Estas são estas as principais alterações. Esta é, sem sombra de dúvida, uma prova marcada pela introdução de novidades, que se adivinham ser para “acalmar” um pouco o risco de acidentes. Em termos da pandemia da COVID-19, pilotos, equipas e organização submetem-se ao funcionamento “em bolha” e à realização de testes, tendo já realizado quarentenas, antes do prólogo.

Em 2020 a Honda quebrou a hegemonia da KTM nas motos e com certeza que o construtor austríaco quer recuperar a vitória. Toby Price, Sam Sunderland entre outros estão a apontar ao lugar mais alto de Ricky Brabec. Kevin Benevides, Xavier de Soultrait, são outros candidatos. Quanto às cores portugueses, Joaquim Rodrigues volta na Hero para homenagear Paulo Gonçalves. O luso-português Sebastian Buhler também regressa de Hero, enquanto o Campeão Mundial de Motocross MX2 de 2009, Rui Gonçalves, faz a sua estreia no Dakar com uma Sherco. Alexandre Azinhais leva uma KTM.

Nos carros, as ‘raposas velhas’ voltam a estar no topo da lista de inscritos do Dakar. Carlos Sainz, Stéphane Peterhansel no Mini Buggy, Nasser Al-Alttyiah na Toyota, Sébastien Loeb e Nani Roma no novo BRX. Fora da luta pela vitória, Yazeed Al-Rajhi, Cyril Despres, Giniel De Villiers também vão querer lutar pelo pódio. Nas cores portuguesas, em 2020 os navegadores lusos compõe a caravana dos autos: Paulo Fiúza, Filipe Palmeiro e José Marques. Ricardo Porém volta ao Dakar com o Bogward, mas desta vez com Jorge Monteiro ao seu lado.

Nos Quads, Ignacio Casale larga as motos e vai para os camiões, sendo assim a vitória está em aberto. Manuel Andujar, Alexandre Giroud, Pablo Copetti, entre outros, vão querer ser os mais rápidos.

Nos SSV, a grande estrela do Dakar é o antigo piloto do WRC da Citroen e da Toyota, Kris Meeke. Mattias Ekstrom também estará presente no Dakar. Francisco ‘Chaleco’ Lopez volta a ser o favorito nos SSV, depois de terminar no pódio em 2020. Entre os portugueses, duas duplas: Lourenço Rosa e Joaquim Dias; Rui Carneiro e Filipe Serra.

Por fim, nos camiões, as contas há muito tempo que são simples. Kamaz traz o seu contingente russo e espera dominar nos pesos-pesados. Veremos mais à frente se a IVECO, a MAN ou a MAZ consegue fazer frente aos russos. Nos camiões, José Martins está como piloto e Nuno Forjo Silva como mecânico. No Camião #524 de Javier Jacoste/Francesc Ester Fernandez está José Rosa Oliveira. No camião #547 estão Jordi Ginesta/Marc Dardaillon e o português Armando Loureiro.

Hoje é dia de descanso no Rally Dakar, onde pilotos e equipas aproveitam para recuperar forças antes da primeira etapa Maratona, entre Ha’il e Sakaka com 471 km cronometrados, já no próximo domingo.

Foto de Capa: Rally Dakar

Artigo redigido por David Pacheco e Helena Escaleira

O desaparecimento de Eduardo Quaresma | Sporting CP

0

Com apenas 18 anos, Eduardo Quaresma é considerado uma das grandes promessas da Academia de Alcochete. Depois da boa estreia em Guimarães, em junho do ano passado, logo no primeiro jogo depois da paragem – devido à pandemia – o defesa central deixou de ser opção regular na presente temporada. Fez apenas 90 minutos na Taça da Liga, em vitória do Sporting CP frente ao CD Mafra, além de dois jogos ao serviço da equipa B no Campeonato de Portugal.

Consequentemente, foi ultrapassado pelo também promissor Gonçalo Inácio, que já soma oito jogos esta época na equipa principal do Sporting CP, com um golo marcado e bons indicadores. Eduardo Quaresma foi ausência notada no banco de suplentes dos Leões em várias partidas nesta época. É importante realçar que já esteve infetado com Covid-19 e que já enfrentou uma lesão que o deixou de fora durante um mês, mas, ainda assim, o tempo jogado é escasso.

Chegou a ser considerado um empréstimo que, entretanto, caiu por terra, até porque muito dificilmente chegará um novo defesa central a Alvalade em janeiro. Amorim vincou que o jogador “não irá a lado nenhum” porque é “uma aposta do Sporting CP”, lembrando os casos de Tiago Tomás, Daniel Bragança e de todos os outros jovens, todos a viverem “fases distintas’”.

Mas qual é o problema aqui? É inegável a qualidade técnica de Eduardo Quaresma, tendo o próprio já a demonstrado na equipa principal. No entanto, e de acordo com quem trabalha de perto com o jogador, existe uma notória falta de compromisso. O próprio treinador dos Leões já abordou a questão, salientando que “jogar no Sporting é uma grande responsabilidade”.

Na mesma posição, Luís Neto não é um jogador indiscutível no Sporting CP, sendo o titular mais criticado, apesar da liderança que exerce no balneário, algo importantíssimo numa equipa tão jovem. Eduardo Quaresma tem mais qualidade com bola no pé, mas ainda lhe falta tudo o resto: ambição, compromisso, vontade e liderança (algo que é normal, tendo em conta a idade).

Eduardo Quaresma foi aposta inicial de Rúben Amorim no pós-pandemia, mas perdeu o estatuto de titular para Luís Neto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na retina, e muito embora tenho realizado boas exibições de leão ao peito, ficam alguns jogos em que demonstrou fragilidades, como por exemplo na partida frente ao B-SAD na época transata, em jogo disputado na Cidade do Futebol em Oeiras. Naquela tarde, esteve muito abaixo do esperado e terá sido aí que Amorim percebeu que o jovem ainda não estaria totalmente preparado: embora tenha sido titular nos cinco jogos seguintes, o facto deveu-se sobretudo muito à falta de opções de qualidade, algo que foi revisto no mercado.

Mais recentemente, após o embate entre o Sporting B e o Fontinhas, em jogo válido pelo Campeonato de Portugal, Rúben Amorim não terá ficado satisfeito com a falta de compromisso do jovem defesa, pelo que o deixou de fora do jogo contra o Sacavenense, na Taça de Portugal.

Será fundamental para o jogador perceber que ninguém no Sporting CP possui um lugar cativo, desde o jogador mais rotulado do plantel ao jovem que acabou de subir à equipa principal, independentemente da qualidade. Quem não se esforça no dia a dia, não joga no fim de semana. Será, portanto, esse o motivo que fez o treinador dos Leões optar pelo experiente Neto entre os titulares e Gonçalo Inácio no banco de suplentes, em detrimento de Eduardo Quaresma.

A qualidade, neste caso, está lá e espera-se que Eduardo Quaresma consiga no futuro próximo demonstrar todo o seu talento de leão ao peito, – porque o tem – ele que renovou até 2025 em junho, com uma cláusula de rescisão de 45 milhões. Que faça por merecer!

FC Famalicão 1-4 FC Porto: Vitória tranquila dos dragões em Famalicão

Nota Editorial: Ao Bola na Rede foi, pela terceira vez esta época em jogos com os clubes “grandes” do nosso futebol, negada a presença no Estádio Municipal de Famalicão por parte do FC Famalicão. Assim e ao contrário do habitual (estivemos presentes em todos os jogos com exceção de um – frente ao Rio Ave FC e por questões relacionadas com o COVID-19), este rescaldo foi feito remotamente e não terá a habitual secção referente à Conferência de Imprensa. Uma situação que, naturalmente, lamentamos.

A CRÓNICA: FC PORTO AFUNDA FAMALICÃO E NÃO DESARMA NA PERSEGUIÇÃO AO LÍDER

Numa semana marcada por casos de Covid-19 no FC Porto, este desafio em Famalicão foi uma partida de reencontros e de estreias, já que Toni Martinez voltou ao campo, onde foi o homem-golo da equipa famalicense durante uma temporada, de Diogo Queirós com os dragões e também marcou a estreia de Rúben Vinagre, pelo lado dos minhotos. O jogo começou com um FC Porto dominador, mas sem aproximações perigosas a cada uma das áreas. Por conseguinte, aos 10 minutos, Sérgio Oliveira bate um livre perigoso, de forma rasteira, mas acabou por sair ao lado do poste. Porém, pelos 12 minutos, os portistas, sem pressionar muito, coloca-se em vantagem por Taremi, após assistência de Corona, que colocou um cruzamento que apanhou toda a gente em contra pé, ficando a bola à merce do iraniano, que assim fez o seu sexto golo.

No entanto, O FC Famalicão tentou reagir ao golo sofrido, subindo um pouco as suas linhas e procurando ter mais a bola, sendo que aos 17 minutos, Diogo Leite faz penalty, oportunidade que a equipa orientada por João Pedro Sousa não desperdiçou e assim recompôs a igualdade no marcador, por intermédio de Jhonata Robert. Em seguida, O FC Porto tentou recuperar o controlo da partida, mas sem grande perigo e aos 29 minutos, Vaná chega tarde e derruba Taremi, sendo que Rui Costa, após visionar no monitor do VAR, decide marcar penalty, sendo que Sérgio Oliveira não falha e os portistas voltam a liderar o placar.

A segunda parte foi muito semelhante aos primeiros 45 minutos. Os portistas tiveram sempre mais bola e mais domínio, com um FC Famalicão a tentar reagir, mas sem grande sucesso. Perante esta impotência do conjunto famalicense, por volta de uma hora de jogo, Taremi aumentou a vantagem da formação de Sérgio Conceição, materializando ainda mais o controlo dos campeões nacionais. Deste modo, não existiram grandes momentos de destaque, a não ser o último e quarto golo do FC Porto, por João Mário, que assim se estreou a marcar pela equipa principal azul e branca. Final da partida e os pupilos de Sérgio Conceição mantêm assim a perseguição ao líder Sporting CP.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Taremi – Após um inicio em que não figurava nas escolhas principais de Sérgio Conceição, o internacional iraniano tem conseguido aos poucos ganhar o seu espaço na equipa e assumisse como a principal referência ofensiva dos dragões. Além dos golos, o ex Rio Ave FC também oferece um novo requinte à frente de ataque dos azuis e brancos, o que permite maiores tabelas e combinações com os seus colegas. Claramente, que Taremi tem sido aposta certa por parte dos campeões nacionais.

                                                          O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vaná – O guarda-redes brasileiro, que já representou o FC Porto, não teve uma noite feliz, tendo estado no centro das atenções no penalty cometido sobre Taremi, assim como no 3º golo dos azuis e brancos. Sendo assim, Vaná foi um dos principais protagonistas que contribui mais para exibição cinzenta dos homens da casa.

                                         ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

A equipa de João Pedro Sousa teve uma postura habitual que as equipas, ditas, inferiores tem quando enfrentam um adversário da categoria do FC Porto, ou seja, ofereceu iniciativa da partida aos campeões nacionais, mas tentando sempre condicionar a saída de bola dos portistas. Porém, ofensivamente, deixaram muito a desejar, já que incomodaram muito pouco a baliza de Marchesín. Após uma época de sonho, é caso para afirmar que o FC Famalicão vai viver uma época um pouco abaixo do esperado.

        11 INICIAL E PONTUAÇÕES                       

Vaná (4)

Morer (5)

Diogo Queirós (5)

Babic (5)

Rúben Vinagre (5)

Gustavo Assunção (7)

Riccieli (5)

Lukovic (5)

Gil Dias (6)

Anderson (6)

Jhonata Robert (7)

SUBS UTILIZADOS

Campana (6)

Verdonk (6)

Velenzuela (6)

Jaime (5)

Pereyra (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Apesar dos casos de covid-19, Sérgio Conceição apenas imperou uma troca direta no onze titular, isto é, introduziu Nanu na ala direita. Taticamente, o FC Porto foi igual a si mesmo, ou seja, uma equipa pressionante, tentando sempre aproveitar a superioridade nos flancos, não deixando o adversário ter muita bola. No entanto, principalmente, na primeira parte, o quarteto defensivo azul e branco cometeram alguns erros, que podiam ter custado caro aos campeões nacionais, além de que ofensivamente também houve alguma falta de criatividade, mas sai de Famalicão com uma vitória justa.

                          11 INICIAL E PONTUAÇÕES                                  

Marchesin (6)

Nanu (6)

Mbemba (6)

Diogo Leite (6)

Zaidu (6)

Sérgio Oliveira (7)

Uribe (7)

Otávio (6)

Corona (7)

Marega (6)

Taremi (8)

SUBS UTILIZADOS

Luis Diaz (6)

Pepe (6)

Toni Martinez (6)

João Mário (6)

Grujic (-)

SL Benfica 2-0 CD Tondela: “Café Escaldado” na segunda parte desperta encarnados para a vitória

A CRÓNICA: EMPATE NOS AÇORES ESQUECIDO COM VITÓRIA NA LUZ

Uma das imagens que ficou na memória do empate na jornada anterior foi a de Pizzi a beber um café no reatamento da partida nos Açores, bebida essa que ajuda milhares de pessoas a despertar logo pela manhã.

De facto, era necessário às águias tomarem um café para conseguir mostrar uma reação em força depois mais um percalço na luta pelo título, mas foi preciso muita paciência para conseguir esse tal café que desse o ânimo necessário para conquistar os três pontos: triunfo por 2-0 do SL Benfica sobre o CD Tondela na Luz, com os golos a serem apontados apenas na segunda parte por Seferovic e Waldschmidt.

A entrada na “cafetaria da Luz” feita pelo anfitrião deu logo a entender que o pedido feito por Jorge Jesus era para optar desde logo por um Chocolate Quente, para não arrefecer com o enorme frio que se fazia sentir: conjunto encarnado a ter mais bola nos primeiros minutos de jogo, a exercer uma forte pressão sobre a defesa adversária, mas seria necessária muita paciência para ser satisfeito o desejo da Águia – o golo inaugural.

O convidado teve dificuldade para conseguir entrar no espaço, já que o Benfica não ia dando grande margem de manobra à formação beirã de chegar ao balcão e tentar também pedir uma bebida: neste caso, um Chá Gelado que resfriasse a ambição caseira de reagir ao empate frente ao Santa Clara.

O tempo de espera estava já longo, e os homens do setor mais recuado do Benfica tentaram despachar o empregado na resolução do pedido efetuado logo ao início, com Gilberto a subir no terreno, aos 22’, e a atirar de primeira para fora depois de um cruzamento de Otamendi.

O colega Darwin percebeu que era preciso mostrar algum descontentamento pela demora no serviço, e também disparou no minuto seguinte ao que Niasse respondeu com uma boa defesa. Ainda houve o remate de Pizzi no minuto 27, no entanto o destino da bola não foi o fundo das redes.

A impaciência para que o tal Chocolate Quente fosse finalmente servido começava a crescer, mas o Tondela estava a fazer bem a sua tarefa de fechar os caminhos até à sua baliza, algo que ia deixando Darwin Núñez e companhia um pouco ansiosos e isso era refletido no momento de rematar.

A estratégia inicialmente pensada para fazer e receber logo o pretendido tinha forçosamente de ser revista ao intervalo, uma vez que o nulo no marcador não era o desejado para o Benfica dar cinco estrelas no final da experiência vivenciada na “Cafetaria da Luz”.

O início de segundo tempo trouxe uma mudança de pedido do lado visitado. O Café Escaldado passou a ser a bebida ambicionada para desatar o nulo, e o Benfica veio com maior vontade de ser mais dinâmico na frente de ataque para abrir espaços na defesa contrária.

Essa maior intensidade quase finalmente deu resultado aos 53 minutos, com o golo do suíço Seferovic – Pizzi picou a bola sobre a defesa tondelense para Darwin assistir de primeira o número 14. O tento ainda foi a escrutínio do VAR, mas o pedido dos pupilos de Jorge Jesus era finalmente entregue.

Ao ver que o anfitrião conseguiu chegar ao golo, o Tondela tinha de mudar o seu plano para ser igualmente atendido e obter o Chá Gelado e Jhon Murillo foi lançado para explorar o contra-golpe rápido, apressando assim o funcionário do espaço onde decorria o encontro entre as duas equipas.

Tomada a bebida quente, as águias queriam agora adicionar à sua conta um bolo para fechar o marcador, e essa procura evidenciou-se sobretudo pelo lado esquerdo do ataque que estava a causar muitas dificuldades aos defesas visitantes.

A indecisão entre o Queque e o Bolo de Arroz levou a uma diminuição no ritmo intenso do Benfica, o que ajudou os homens de Pako Ayestarán a partir em busca de alcançar o seu chá. Um lance rápido e bem trabalhado pelo Tondela terminou num remate de Salvador Agra em zona perigosa aos 74’.

Percebendo que o Café Escaldado estava a começar a perder o seu efeito, Jorge Jesus lançou Waldschmidt para ajudar os seus colegas a escolher rapidamente um bolo.

A hora de encerramento do estabelecimento ia-se aproximando a passos largos e o Tondela continuava sem ver o seu pedido efetuado, mas isso podia ter sido alterado por Murillo aos 86’. O extremo venezuelano apareceu solto de marcação na área e rematou para Vlachodimos impedir o empate.

Os encarnados sentiram esse lance, foram novamente para cima do adversário e, por momentos, houve a sensação de que tinha sido escolhido o Queque: no instante seguinte, Darwin chegou a introduzir a bola na balizar para dar o K.O. à equipa visitante, só que o VAR voltou a intervir e anulou a entrega do bolo.

Lembram-se da principal missão de Walschmidt quando entrou em campo? Pois bem, o alemão foi quem fez o pedido final e o Queque chegou à mesa do Benfica aos 90+4’, com novamente Darwin a assistir para o tento que fechou o marcador.

A partida terminou com a experiência do Benfica a receber três estrelas: não foi uma exibição de “nota artística”, mas foi o suficiente para garantir a vitória. O descanso permitiu aos jogadores redefinir a tática para levar de vencida o Tondela por 2-0, o que permite manter distâncias para o topo. O café acabou mesmo por ser importante para as águias reagirem e alcançarem mais três pontos.

CD Nacional 0-2 Sporting CP: União ´leonina´ fez a força

A CRÓNICA: TEMPESTADE ´FILOMENA´ IMPOSSIBILITOU O BOM FUTEBOL

Estava difícil encontrar condições para que o CD Nacional produzisse a sua estreia em 2021. Depois de ver o seu jogo frente ao Vitória SC ser adiado, devido a um surto de casos de Covid-19, desta vez seria a “mãe natureza” a não querer dar tréguas aos alvinegros. Ontem, quinta-feira, ainda se subiu ao relvado do Estádio da Madeira, mas o vento forte não possibilitou o início do jogo entre Nacional e Sporting CP.

Contudo, “à terceira foi de vez” e o Nacional da Madeira, foi a jogo com o líder do campeonato. Para a ronda 13 da Liga, os leões queriam manter a boa prestação até aqui evidenciada, já o Nacional, pretendia seguir o rumo dos últimos dois jogos e conquistar os três pontos.

Com o relvado ensopado devido à chuva que continuava a cair um pouco por toda a ilha madeirense, os jogadores demoraram um pouco a se adaptar às condições do terreno de jogo. Nas circunstâncias que se verificava, existiu uma grande dificuldade em conseguir praticar um futebol vistoso.

À passagem da meia-hora de jogo não havia oportunidades a reportar em nenhumas das balizas. Disputava-se uma autêntica ´batalha naval´, sendo o jogo direto, o tipo de jogo mais utilizado em ambos os lados.

Aos 34´minutos do primeiro tempo, aconteceu, finalmente, a primeira grande ocasião do jogo, com ´Pote´ a chutar para defesa (com a cara), de Daniel Guimarães.

A dois minutos do final dos primeiros 45 minutos, quando o Clube Desportivo Nacional já estaria certamente a pensar no intervalo, eis que num cruzamento de Nuno Mendes, Pedro Gonçalves aparece, sozinho, ao segundo poste desviando a bola para o encosto de Nuno Santos.

Para a segunda metade, os ´insulares´ entraram com mais ambição tendo em conta o resultado negativo da primeira parte. A troca do médio Rúben Micael, pelo extremo Kenji Gorré, comprovava isso mesmo. No imediato, o médio marroquino Azouni fez o guarda-redes Adán sujar o equipamento limpo que trazia do intervalo.

A tempestade ´Filomena´ parecia não querer dar tréguas aos jogadores, e a chuva, assim como o vento estiveram presentes durante toda a partida.

Da forma como o jogo estava, podia ter pendido para qualquer um dos lados, mas foi o Sporting Clube de Portugal que teve a felicidade de marcar o segundo golo na partida, através de uma bola ganha por Tiago Tomás, que assistiu o recém-entrado Jovane Cabral, já para além do minuto 90.

De resto, apenas salientar o facto de ter sido um jogo atípico, devido ao diluvio que se verificou no final da tarde desta sexta-feira na ´perola do Atlântico´, impossibilitando assim, o bom futebol. Estando a união e o espírito de grupo, na base da vitória leonina.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Palhinha – O médio defensivo dos ´leões´ limpou tudo a sua volta. Sugou tudo à sua volta. Duelos aéreos, terrestres, passes completados. Nem as ´piscinas´ do relvado do Estádio da Madeira, impediram o português de 25 anos de se sobressair num autêntico campo de batalha.

 

O FORA DE JOGO

CD Nacional x Sporting CP
Fonte: Bola na Rede

Condições Climatéricas – Apesar de uma ligeira melhoria na meteorologia, de ontem para hoje, a verdade é que a chuva forte fez-se sentir durante todo o jogo. O terreno de jogo, esse, ficou todo ensopado desde cedo e impossibilitou um bom futebol por parte de qualquer uma das equipas.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Luís Freire queria um CD Nacional ambicioso, sem medo de enfrentar o atual líder do campeonato. Para tal, apresentou um sistema de 4-2-3-1, com o colombiano Riascos a jogar na ala esquerda do ataque ´alvinegro´ e o hondurenho Róchez, sozinho, na frente.

Com as condições adversas a se fazerem sentir, e sendo o Nacional a formação com menos bola, o contra-ataque foi a opção ofensiva utilizada pelos condados de Luís Freire, que em períodos defensivos acionavam um 4-5-1, com a máxima “todos defendem, todos atacam”.

Para a segunda metade do encontro, o Nacional deixou o madeirense Rúben Micael no balneário, fazendo entrar o extremo Kenji Gorré, adaptando a equipa num 4-4-2.

No entanto a dinâmica de jogo nunca mudou, nem mesmo depois de Luís Freire ter colocado a ´carne toda no assador´, e ter feito entrar jogadores como Alhassan, João Victor, entre outros.

Defensivamente o Nacional não foi tão agressivo quanto o Sporting CP acabando assim, por perder o jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Guimarães (6)

Rúben Freitas (5)

Lucas Kal (4)

Júlio César (4)

João Vigário (4)

Nuno Borges (4)

Larry Azouni (5)

Rúben Micael (3)

João Camacho (5)

Bryan Róchez (4)

Brayan Riascos (5)

SUBS UTILIZADOS

Kenji Gorré (3)

João Victor (3)

Ibrahim Alhassan (3.5)

Francisco Ramos (-)

Witi Quembo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim, na deslocação até à Madeira não alterou nada na tática da sua equipa e o Sporting CP iniciou o encontro no seu habitual 3-4-3.

Na antevisão ao jogo, o jovem treinador dos leões exprimiu o desejo de realizar a partida, com “possas ou piscinas”. Realmente, foi esta a melhor descrição para aquilo que se foi vivendo no encontro.

O trio central era o grande responsável por construir jogo desde trás, tendo o Sporting decidido privilegiar o jogo direto.

Nos segundos 45minutos, sem tréguas da chuva, foi um Sporting a ocupar muito bem os espaços, sempre em busca de colocar a bola nos homens mais ofensivos em dois ou três toques.

O contra-ataque foi a arma mais utilizada por Rúben Amorim durante todo o jogo. O Sporting não teve problemas em jogar ´feio´ quando era necessário. Qualquer bola que aparecesse entre linhas, era despachada de qualquer maneira para a zona de ataque.

Todavia, foram 5 remates à baliza, 344 passes completados e 54% de posse de bola, para a formação de alvalade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Pedro Porro (5)

Zouhair Feddal (5)

Sebastián Coates (5)

Luís Neto (5)

Nuno Mendes (5)

João Palhinha (7)

João Mário (5)

Pedro Gonçalves (5)

Nuno Santos (5)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Tomás (5)

Matheus Nunes (4)

Jovane Cabral (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional 

Não foram colocadas questões ao técnico do CD Nacional, Luís Freire

Sporting CP

Não foram colocadas questões ao técnico do Sporting, Rúben Amorim

 

Os 5 golos mais bonitos de Cristiano Ronaldo

Não é novidade a incrível capacidade de Cristiano Ronaldo para constantemente quebrar recordes. Na sua longa carreira de profissional até agora, o número de conquistas coletivas e individuais é soberbo.

Considerado por muitos um dos melhores na história do futebol, recentemente conquistou um lugar no melhor “onze” de sempre da modalidade, atribuído pela aclamada “France Football”.

O mais recente feito do jogador português é sem dúvida um marco histórico, ultrapassando Pelé na lista de melhores marcadores de sempre em jogos oficiais. Ronaldo soma agora 758 golos marcados, mais um que o lendário futebolista brasileiro, e está a caminho de alcançar o primeiro posto nesta tabela.

Segundo dados da FIFA, o título de “melhor marcador de sempre” pertence ao austríaco Josef Bican, que em toda a sua carreira, colocou a bola no fundo das redes adversárias com sucesso por 805 ocasiões. Como forma de assinalar esta conquista pessoal de Cristiano Ronaldo, eis uma lista dos cinco golos mais bonitos, na minha opinião, do internacional português.

NFL | Finalmente os playoffs!

0

Depois de 17 semanas de competição, finalmente chegaram os playoffs, a fase mais emocionante da época da NFL, onde a intensidade aumenta e a espetacularidade, também.

Este fim-de-semana, dia 9 e 10 de janeiro, vão-se realizar os seis jogos referentes ao Wildcard, a primeira ronda dos playoffs, de onde saíram as equipas que irão disputar a divisional round. São 12 os conjuntos que entrarão em campo e lutar para se manterem em competição, e, portanto, vamos abordar algumas das principais narrativas em torno destes jogos.

Começando pelos jogos referentes à NFC, os Seattle Seahawks vão enfrentar os Los Angeles Rams, os Tampa Bay Buccaneers vão-se deslocar até Maryland para defrontar a Washington Football Team, e os New Orleans Saints vão jogar contra os Chicago Bears.

Foto de capa: Tennessee Titans

Saltos de Esqui, Torneio dos 4 Trampolins | E Kamil Stoch é «tri»!

O passar do ano fez-se com saltos por terras germânicas e tudo começou com uma polémica. Depois do teste positivo de um dos seus atletas, toda a equipa polaca foi proibida de participar pelas autoridades alemãs e não compareceu à qualificação. Contudo, a FIS forçou a barra e a seleção da Polónia acabou por saltar nos eventos principais.

No dia 29 Oberstdorf recebeu a primeira das quatro provas. Na colina de Schattenberg, dominou um homem da casa, o campeão do mundo de Ski Flying, Karl Geiger. Ao primeiro salto, Philipp Aschenwald foi mais longe (130 metros) e vários outros também saltaram mais que os 127 metros de Geiger, mas com melhor vento e, somados os pontos, o alemão já liderava. Os segundos saltos tiveram como figura principal um incrível Markus Eisenbichler, que com 142 metros subiu do 27.º posto até ao quinto lugar. Com a terceira melhor pontuação, Geiger defendeu-se e conquistou a vitória, apesar de por curta margem sobre Kamil Stoch. Entre os homens importantes para a Geral, destacou-se ainda Granerud, quarto, enquanto Kubacki (15.º) e Zyla (21.º) desiludiram.

2021 começou em Garmisch-Partenkirchen e, no primeiro dia do ano, Dawid Kubacki voou para a vitória, reentrando nas contas da competição. A primeira ronda mostrou logo quem estava para ganhar, com Granerud e Kubacki a serem, respetivamente, primeiro e segundo separados por somente um ponto, e já só com Stoch e Eisenbichler a menos de dez pontos de desvantagem e saltos mais modestos destes na segunda ronda ditaram que tudo se decidisse nos dois saltos finais. Então, o polaco fez magia e com uns soberbos 144 metros não só se transportou para o topo da tabela, como estabeleceu um nove recorde no trampolim de Grosse Olympiaschanze. Granerud, por seu turno, cumpriu e assegurou o segundo posto, ainda com larga margem sobre os polacos Zyla e Stoch e o vencedor da primeira prova, Geiger.

Findos os saltos do lado norte da fronteira, liderava a prova a regularidade do norueguês Halvor Egner Granerud, mas apenas quatro pontos adiantado face a Karl Geiger. Não muito atrás, ambos ainda a menos de dez pontos do líder, era a dupla polaca de Stoch e Kubacki que também ainda mantinha as opções em aberto para a Geral.