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«A nossa bandeira é a qualidade dos textos» – Entrevista BnR com Mário Cagica Oliveira

Em dia de aniversário, o Bola na Rede quis reviver com os seus leitores um percurso recheado de histórias e peripécias e foi ao encontro do seu fundador, Mário Cagica, para uma conversa descontraída e revivalista. Da origem na rádio à passagem para a web, o ainda diretor do projeto explicou, de fio a pavio, este panzer de fazer jornalistas que caiu como uma bomba na comunicação social em Portugal. Qual máquina de guerra, encontrou nas adversidades da pandemia forças para se reinventar e foi nesta altura que alcançou os melhores resultados em dez anos de vida. Está dado o tiro de partida!

-Início do Bola na Rede-

«Depois do João [Benedito] a porta já estava aberta e foi tudo mais fácil»

Bola na Rede: Quem é o Mário Cagica, fundador e proprietário do Bola na Rede?

Mário Cagica: O Mário é uma pessoa que quis lutar muito por este projeto e que, numa primeira fase, olhava para o Bola na Rede como um hobby, que surgiu naturalmente com a ESCS FM, a rádio da Escola Superior de Comunicação Social.

Bola na Rede: Como nasceu a ideia?

Mário Cagica: Por acaso, a ideia não nasceu connosco. Foi do Óscar Góis, que era o coordenador de desporto da rádio. Como ele sabia que eu gostava particularmente de desporto, liga-me no meu primeiro verão enquanto aluno da ESCS e diz-me que vai haver um programa de desporto “Prepara um programa a teu gosto, propõe-me e vamos com isso para a frente”. Falei com mais três pessoas, fiquei como moderador para desenrascar a situação e foi assim que aconteceu.

Bola na Rede: 28 de outubro de 2010 marca o arranque deste projeto. Lembras-te deste dia?

Mário Cagica: Mais ou menos. Lembro-me da gravação do programa. Aliás, como foi gravado, já o tínhamos feito antes de ir para o ar. O Bola na Rede é precisamente o programa que inaugura a ESCS FM – um orgulho para nós. Éramos quatro amigos, todos estudantes de jornalismo e, como já disse, era o moderador; depois havia um comentador pertencente a cada um dos três grandes. Como era um projeto tão à vontade e sem pressões, a malta começou a gostar de ouvir e de nos acompanhar. Tivemos um crescimento progressivo e isto foi bom para que o nosso percurso fosse em crescendo e sustentado.

Bola na Rede: Do que falavam nas primeiras emissões?

Mário Cagica: Temas da atualidade. Riamo-nos muito e divertíamo-nos muito a gravar. Ainda tremíamos um bocadinho com o microfone à frente.

Bola na Rede: Tem-las guardadas?

Mário Cagica: Tenho de procurar, mas devo ter algumas.

Bola na Rede: Qual era a duração dos programas?

Mário Cagica: Cerca de uma hora cada programa.

Fonte: Arquivo Pessoal

Bola na Rede: Nessa jornada conseguiram levar a estúdio nomes relevantes do panorama desportivo nacional. Como eram as abordagens?

Mário Cagica: Eram “Vamos arriscar, procurar emails na internet – não tínhamos base de contactos alguma”. Abordávamos jogadores no Facebook e muitas vezes nem “visto”. Calha o dia em que enviei um email para o João Benedito e ele responde-me “Olá, Mário. Claro que sim. Fica com o número do meu assessor e pede-lhe autorização, mas diz que eu aceito”. Eu nem sabia o que era ligar a um assessor, mas ficou marcado e foi muito giro salvo a parte dos nervos, porque eram muitos. O João foi cinco estrelas, estava muito bem-disposto e, depois, até decidimos arranjar uma lembrança e fizemos uma t-shirt do BnR para lhe dar. Depois do João, a porta já estava aberta e foi tudo mais fácil. A seguir foi o Madjer, depois o Jorge Andrade e por aí fora.

GP Emilia-Romanha: E vão sete seguidos para a Mercedes

A CORRIDA: OS COMBOIOS DE ÍMOLA VOLTARAM

Neste estranho ano de 2020, o esquisito também chegou à Fórmula 1 com a adição de vários circuitos que não constavam no calendário há vários anos (ou de todo). O lendário Autodromo Enzo e Dino Ferrari foi um dos regressos, após 14 anos fora do calendário, e um circuito onde “antigamente” era difícil seguir e ultrapassar o carro da frente, com estes carros quase do tamanho de uma limousine, ou se formavam comboios, ou os pilotos eram obrigados a ser criativos durante a corrida.

A história principal, é sem dúvida, o feito astronómico da Mercedes, que mais uma vez mostra ser uma das melhores equipas de todos os tempos, ao fechar o sétimo campeonato de construtores consecutivo, recorde que se mantinha em pé desde que a Ferrari dominou entre 1999 e 2004. Para chegar ao troféu, Lewis Hamilton venceu, seguido do colega de equipa e homem da pole position, Valtteri Bottas, com Daniel Ricciardo (Renault), a conseguir um inesperado pódio, que só nas últimas voltas lhe caiu do céu.

Inicialmente, o arranque do britânico não foi o melhor possível, perdendo a segunda posição para Max Verstappen (Red Bull). Os três homens da frente seguiam próximos uns dos outros, sem haver uma clara declaração de superioridade, com Valtteri Bottas (Mercedes) a liderar, mas sem cilindrar. O finlandês que na segunda volta da corrida viu uma peça da Ferrari a ficar presa no seu carro, o que o tornou muito mais lento. Quando ele e Max Verstappen fazem as primeiras paragens, Lewis Hamilton ficou de fora, e em ar limpo, o que permitiu uma gestão muito melhor dos pneus e tempos mais rápidos. Ao não conseguir passar Bottas nas boxes, Verstappen tinha de o fazer em pista, mas em Imola, não é assim tão simples. Qualquer hipótese de chegar a Hamilton, ficou por terra para o holandês, quando surge um Safety Car Virtual causado pela avaria de Esteban Ocon (Renault), que vem mesmo a calhar para Lewis Hamilton, que assim perde apenas 17 segundos ao parar, em vez dos normais 27.

A partir daí foi trabalho normal para Lewis Hamilton (Mercedes) até à vitória, com Valtteri Bottas a ter problemas e não segura Verstappen, contudo, o piloto da Red Bull tem um dramático furo, e é colocado fora da corrida, o que dá ao finlandês o segundo lugar, e manda o Safety Car para a pista.

É neste momento que o pódio cai nas mãos de Daniel Ricciardo, com o australiano a segurar Daniil Kvyat (Alpha Tauri) nas últimas voltas, para garantir a segunda visita do ano às escadas do pódio. O russo a  garantir um quarto lugar, na sua melhor corrida deste ano, num momento em que as previsões o colocam fora da Fórmula 1 em 2021.

O quinto lugar ficou para Charles Leclerc, cuja corrida não foi a melhor, conseguindo esta posição graças às desistências de Verstappen e Pierre Gasly (Alpha Tauri). O pódio de Ricciardo poderia muito bem ter ido para Sergio Perez (Racing Point), que após uma fenomenal decisão estratégica de parar algumas voltas depois do resto do pelotão, conseguiu passar para a frente, mesmo após se qualificar fora do top 10. A equipa a aproveitar o “comboio” causado por Kevin Magnussen, que abrandou os pilotos que pararam antes das 20 voltas. Todo esse trabalho acabou por ser deitado fora, quando no momento do safety car, a equipa tomou a decisão de abdicar da posição em pista, para colocar os pneus macios. Caso o safety car não fosse prolongado pelo acidente de George Russell (Williams), podia funcionar, contudo, “Checo” apenas teve cinco voltas para recuperar as posições, conseguindo “apenas” uma fenomenal ultrapassagem sobre Alexander Albon (Red Bull).

Seguem-se os homens da McLaren, com Carlos Sainz em sétimo e Lando Norris em oitavo, numa corrida silenciosa, em que a equipa nunca lutou pelo topo do pelotão. O top 10 foi fechado pelos homens da casa, na Alfa Romeo. Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi a terminarem em nono e décimo respectivamente, após saírem perto do fundo da grelha. Confirmados para 2021, esta performance só pode colocar sorrisos na equipa que os mantém.

Com cinco desistências, vimos a oportunidade para alguns pilotos que não conseguem pontuar habitualmente, de trazerem um pequeno prémio para as suas equipas. Nicholas Latifi (Williams) terminou em 11.º, contudo, não fosse o erro durante o período de safety car, é quase certo que George Russell iria garantir os primeiros pontos da sua carreira e da equipa esta temporada, e todos sabemos que ele já os merece. Outro homem para quem a corrida foi muito ingrata foi Sebastian Vettel (Ferrari). O alemão fez 39 voltas de médios, e quando se colocava numa fantástica posição para pontos, a equipa mais uma vez, o deixa ficar mal, com uma trapalhona paragem de 13 segundos.

Do lado da Haas, foi apenas uma corrida invisível para ambos pilotos, com Romain Grosjean a terminar em 14.º, sem grande influência na corrida, e Kevin Magnussen a abandonar. Deste grupo final, destaque para as corridas horríveis de Lance Stroll (Racing Point), e Alexander Albon (Red Bull). O canadiano estava a conduzir um carro que mostrou ritmo, mesmo após parar na primeira volta, tinha a obrigação de fazer melhor, mais um fim-de-semana trapalhão para o homem que, convém realçar mais uma vez, se mantém na vez de Pérez para 2021. Já Alexander Albon, foi invisível na corrida, sem conseguir sair daquele pelotão, ao mesmo tempo que o seu colega de equipa batalhava com os líderes. No recomeço após safety car, é ultrapassado por Pérez, e perde controlo, caindo para o fundo da grelha. Se é assim que tenta convencer a Red Bull a mantê-lo, então a decisão será fácil.

Tal como era esperado, Imola não é um circuito fácil para criar uma boa corrida com estes novos carros. A complexa aerodinâmica e tamanho dos bólides, torna batalhas e ultrapassagens seguidas no alcatrão estreito deste circuito. Foi uma viagem a outros tempos na F1, a um dos circuitos mais icónicos, por boas e más razões, mas que para os carros atuais, sabe a pouco.

Mais uma vez, vimos história a ser feita revestida de preto e turquesa, com a Mercedes a demonstrar que é a equipa mais dominante da história, ao vencer sete campeonatos de construtores consecutivos. Antes que digam que é aborrecido, sim, era bom que mais equipas pudessem batalhar pelo primeiro lugar, mas não podemos desvalorizar o rolo compressor que é a eficiência e capacidade de trabalho desta equipa. A maioria ganha algumas vezes, e relaxa, ou comete erros quando já não sabe onde extrair mais performance, mas a Mercedes consegue a cada ano, retirar um defeito dos seus carros, mantendo as virtudes, enquanto os outros tropeçam sobre si mesmos, sem se aproximarem o suficiente.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Os 5 melhores jogadores da década de 90

Deixem-me antes de mais mandar um desabafo: que saudades dos anos 90! E que grandes jogadores!

Nesta década o futebol não era o negócio que era hoje, os jogadores jogavam por amor ao desporto e à camisola, deixando sangue, suor e lagrimas em campo. Existia magia em campo em todos os jogos.

Bem, o que lá vai, lá vai, mas é sempre bom fazer uma pequena viagem ao período onde o Calcio italiano era rei e onde os campeonatos do mundo faziam parar um país.

Ficam aqui as minhas escolhas para os 5 jogadores mais geniais da década de 90.

Os 5 mitos do Football Manager que nunca chegaram a acontecer

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O Football Manager (FM) é o jogo onde todos podemos ser treinadores e montar a nossa equipa preferida, quais mestres de táticas, transferências e treinos. A primeira versão chegou em 2005 e surgiu duma evolução do já existente Championship Manager (CM) e desde então tem conquistado uma legião de fãs um pouco por toda a parte.

Já alguns treinadores do mundo real assumiram apoiar-se na muito completa base de dados do jogo para conhecer novos talentos no mundo do futebol e acredita-se que que departamentos de scouting de vários clubes fazem esta mesma utilização do jogo na hora de ponderar uma nova contratação.

Contudo, nem sempre os jogadores que surgem como promessas no Football Manager ou no CM se conseguiram afirmar e ter sucesso na realidade. Assim, apontamos cinco mitos do jogo que nunca chegaram a acontecer.

Leixões SC 3-2 SL Benfica B: E tudo o que Rui Pedro e Nenê levaram

A CRÓNICA: SEXTA DERROTA CONSECUTIVA AO CAIR DO PANO

O jogo começou equilibrado, mas transparecia um jogo mais físico do que propriamente jogado no campo. Com oportunidades parte a parte, inclusive uma grande defesa de Beto a um cabeceamento de Tomás Araújo que parecia golo certo, foi o Leixões que abriu o marcador. Após jogada individual de Nduwarugira que acabou em cruzamento, foi Nenê que recebeu a bola e rematou para o fundo da baliza defendida por Mile Svilar, aos 13 minutos da primeira parte do encontro.

A equipa do Benfica não tardou em igualar o marcador. Aos 23 minutos, depois uma largada de Tiago Araújo pelo lado esquerdo, terminou a cruzar para Paulo Bernardo que, frente a frente, a Beto não desperdiçou e empatou a partida a uma bola. Logo no minuto seguinte, a equipa de Matosinhos viu um golo que lhes poderia dar vantagem anulado por fora de jogo.

O jogo manteve-se equilibrado até muito perto do final da primeira parte. Durante 20 minutos, quase não existiram oportunidades. Mas, no minuto final da primeira parte, Diogo Mendes cabeceou sozinho e conseguiu o golo da vantagem dos encarnados. Ainda antes do soar para o recolher aos balneários, houve lugar para uma defesa brutal de Mile Svilar a um remate potentíssimo de Joca Samuel. À ida para o intervalo, o marcador ditava o 2-1 a favor da equipa B do SL Benfica.

O recomeço do jogo mostrou mais um pouco daquilo que foi o jogo físico demonstrado na primeira parte. Foi maior o número existente de faltas cometidas por ambas as equipas do que propriamente o número de oportunidades de golo. Mas aos 50 minutos, o Leixões mostrou que não estava morto no jogo e que não tinha desistido do resultado. Nenê conseguiu rematar para o fundo das redes dos encarnados, após uma jogada algo confusa na área do Benfica B.

Mais confusão existiu 15 minutos depois, quando Rui Pedro teve nos pés a oportunidade colocar o Leixões novamente em vantagem. O avançado do Leixões tirou Svilar do caminho, mas ficou perdido. Com a baliza aberta à sua frente, Rui Pedro passou a bola para Nenê que falhou o alvo e rematou para defesa do guarda-redes belga do Benfica B. Foi uma boa jogada, apenas falharam no momento de decisão.

O jogo prosseguiu até ao final com bastantes oportunidades de golo parte a parte, mas nenhuma flagrante, e continuou a ser o jogo a que estava destinado desde o apito inicial. Com ambas as defesas alinhadas, apanhando o adversário em constante fora de jogo, com um número elevado de faltas para ambas as equipas e um empate quase anunciado. Se não fosse Rui Pedro a ditar o contrário, já para lá dos 90 minutos do encontro. Depois de ter falhado no momento decisivo frente a Svilar aos 75 minutos, Rui Pedro não falhou a poucos minutos do final do encontro, e deu a decisiva vantagem e vitória para o Leixões.

 

A FIGURA

Paulo BernardoDepois deste encontro, outra escolha seria difícil de ser encontrada. Rematou para o primeiro golo dos encarnados, assistiu para o segundo e deu mais uma lição de futebol. Paulo Bernardo marcou o seu primeiro golo pelo Benfica B – que foi o culminar de uma exibição ao seu nível. Agarrou a oportunidade que teve depois de ser colocado a titular e fez ver o quanto merece a posição. Não é difícil de observar o talento que o jovem de 18 anos tem e transmite para a jogabilidade da equipa.

 

O FORA DE JOGO

Rafael Furlan – O lateral esquerdo da equipa de Matosinhos pareceu não estar em jogo. Alinhou em 82 minutos do encontro, pois acabou por ser substituído, mas mostrou não estar na sua melhor forma e acabou por nem contribuir positivamente para o encontro. O brasileiro de 26 anos chegou esta temporada ao Leixões e já mostrou aquilo que é capaz nos restantes jogos em que alinhou.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

João Eusébio utilizou um 4-3-3, mostrando novas adaptações no onze inicial, pois costuma utilizar outro sistema tático. Beto voltou a defender as redes da equipa da casa, João Pedro e Pedro Pinto seguraram a defesa central, com os apoios de Rafael Furlan e Edu Machado. No meio-campo, Avto, Encada e Nduwarugira assistiram os atacantes de serviço Joca Samuel, Jota (que no anterior sistema tático utilizado por João Eusébio alinhavam no meio-campo) e Nenê.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (5)

Edu Machado (6)

Pedro Pinto (6)

João Pedro (5)

Rafael Furlan (5)

Nduwarugira (6)

Jota (6)

Joca (6)

Encada (7)

Avto (6)

Nenê (8)

SUBS UTILIZADOS

Rui Pedro (7)

Belkheir (6)

Bruno Monteiro (6)

Sapara (-)

Tiago André (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

Renato Paiva foi a jogo contra o Leixões num 4-3-3 algo ofensivo. Na baliza, Mile Svilar defendeu as redes dos encarnados e, na linha defensiva, João Ferreira e Tiago Araújo nas alas a apoiar Pedro Ganchas e Tomás Araújo. Na linha de meio-campo, com caráter mais ofensivo, estiveram Diogo Mendes, Ronaldo Camará e Paulo Bernardo. Os homens-golo dos encarnados foram Henrique Araújo, Samuel Pedro e, mais adiantado, Daniel dos Anjos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Svilar (6)

João Ferreira (6)

Tomas Araújo (6)

Pedro Gancha (5)

Tiago Araújo (8)

Paulo Bernardo (8)

Diogo Mendes (7)

Ronaldo (6)

Samuel Pedro (6)

Henrique Araújo (6)

Daniel dos Anjos (5)

SUBS UTILIZADOS

Kevin Csoboth (6)

Vukotic (5)

Gerson Sousa (5)

Rafael Brito (-)

Zé Gomes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica B

BnR: Fez entrar Rafael Brito e José Gomes já para lá dos 90 minutos, o que pretendia com essas alterações?

Renato Paiva: Mais que tático, senti que tinha duas unidades que trabalharam até à inconsciência. Daniel dos Anjos e Paulo Bernardo foram dois gigantes naquilo que foi a ocupação de espaço e no trabalho com e sem bola. Portanto, para além de os fazer descansar, porque eles já não estavam mesmo a aguentar mais, era obviamente para tentar quebrar, naquela altura, a avalanche. Senti que o Leixões estava a ir muito pelos corredores e as substituições foram táticas por esse aspeto. Não foi mais que mexer nas pedras que estavam dentro de campo e refrescar o trabalho dos jogadores ali dentro.

Leixões SC

BnR: Como é que analisa o jogo e o golo marcado já ao cair do pano?

João Eusébio: O golo ao cair do pano é normal. Entramos muito bem no jogo. Deixe-me dizer que não acho que exista uma equipa que esteja sempre por cima. O Leixões esteve por cima nos primeiros 20 minutos, fez um golo. Depois de um lance fortuito, o Benfica (B) empatou. Mais uma vez, estivemos por cima e marcamos outro golo, mas estava fora de jogo de facto. E depois, num lance de bola parada, deixamo-nos sofrer. Na segunda parte, alterámos a nossa maneira de jogar. Passámos de um 4-3-3 para um 4-4-2 mais ofensivo do que a maneira como começamos o jogo e fomos à procura do resultado. Tivemos de equilibrar a equipa e fomos aquela que mais procurou a vitória. Tem a ver com os jogadores, com a capacidade. É a nossa gente, é a cidade, é o mar, a raça e a ambição que têm. Daí penso que o resultado é inteiramente justo.

 

 

ANTEVISÃO | Sporting CP x CD Tondela: uma nova esperança para os Leões

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Noite de futebol em Alvalade: a Turma de Rúben Amorim recebe a formação do CD Tondela em jogo a contar para a 6.ª jornada do campeonato.

Depois da reviravolta histórica frente ao Gil Vicente FC e do desaire do FC Porto na Mata Real, os Leões procuram consolidar o 2.º lugar aumentando a vantagem pontual sobre o FC Porto enquanto perseguem o SL Benfica na luta pelo primeiro lugar.

Há 74 anos que não se via uma reviravolta do Sporting CP a faltar oito minutos para o final do jogo: em 8 minutos os Leões passaram de um 0-1 para um 3-1- em poucos minutos, com os jovens Daniel Bragança e Tiago Tomás a protagonizar o golo da reviravolta.

Todavia o que foi, sem dúvida, um triunfo histórico deve igualmente servir de alarme. O Sporting CP esteve a perder até ao minuto 82’ e Rúben Amorim viu-se novamente forçado a alterar o seu próprio modelo de jogo. Há muitas falhas ou lacunas no modelo do técnico leonino que se vão tornando cada vez mais previsíveis para os adversários, todavia parece mais evidente que o Sporting CP não pode continuar a jogar sem um ponta-de-lança como referência na frente de ataque e Jovane Cabral não pode ser o chamado “falso 9”.

CONSEGUIRÃO OS LEÕES ENTRAR A VENCER? SPORAR OU POTE, SERÁ QUE ALGUM DELES IRÁ ABRIR O MARCADOR NO JOGO FRENTE AOS BEIRÕES? APOSTA JÁ NA BET.PT!

No entanto, uma coisa é certa: uma vitória no próximo Domingo é um passo importante na luta pelo título e é isso que jogadores e equipa técnica têm de ambicionar.

Por seu turno, o CD Tondela é uma equipa que procura ganhar estabilidade no campeonato na medida em que vem da sua primeira vitória obtida em casa na recepção ao Portimonense SC. Todavia uma visita a Alvalade não deixa de ser um teste complicado para os comandos do técnico espanhol Pako Ayestarán.

Para este duelo o Sporting CP continua sem poder contar com Tabata e Eduardo Quaresma. A grande novidade foi o regresso de Antunes aos treinos, podendo o lateral português ser uma opção para Rúben Amorim. Já o CD Tondela tem como indisponíveis Rúben Fonseca e Jota Gonçalves devido a infecção por COVID-19.

Nesta antevisão procuro dar-vos a conhecer alguns factos importantes sobre um duelo que nem sempre tem sido “pêra-doce” para os Leões, bem como destacar os jogadores em destaque nas duas formações.

Podcast BnR T1/EP9: Os 5 melhores jogadores sub-21 da atualidade

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No nono episódio do nosso podcast, os comentadores BnR escolheram os 5 melhores jogadores sub-21 da atualidade.

Vem daí para este programa com a moderação de João Filipe Brandão e com os comentários de Afonso Santos, Diogo Soares Loureiro, Pedro Pinto Diniz e Tiago Serrano.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

BnR TV: Os 5 candidatos à subida no Campeonato de Portugal c/Eduardo Moreira

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No BnR TV de hoje contámos com a presença de Eduardo Moreira – jovem treinador de 35 anos, ex-treinador adjunto do SC Covilhã e Moreirense FC durante a época passada para uma análise rigorosa ao Campeonato de Portugal, acompanhado do Luís Pinto Coelho e João Nívea.

Falámos da atualidade desportiva, depois de o Governo e DGS terem adiado os jogos das competições não profissionais do futebol português e das modalidades. Tentámos perceber junto do Eduardo e do João Nívea – ambos treinadores com ligações a estes escalões, o impacto que decisões como esta podem ter nas equipas não profissionais.

Segundo Eduardo Moreira, por exemplo, a chave para o sucesso das equipas esta temporada passará muito para força psicológica.

Passada a polémica, analisámos ao pormenor as séries do Campeonato de Portugal (de A a H), os seus pontos fracos e fortes de cada equipa, quais os jogadores e treinadores que se podem destacar ao longo desta temporada do Campeonato de Portugal.

Foi, sem dúvida, um BnR TV para ver e rever.

Rio Ave FC 2-0 Moreirense FC: Duas partes iguais, dois golos ficam em casa

A CRÓNICA: ESPELHO PARTIDO VAI PARA MOREIRA DE CÓNEGOS

O jogo no Estádio dos Arcos entre o Rio Ave FC e o Moreirense FC começou acompanhado de chuva e de um equilíbrio entre ambas as equipas. Mas era o esperado porque falamos de duas equipas que têm feito uma caminhada semelhante no campeonato e que possuem ideias de jogo relativamente semelhantes.

Nos primeiros dez minutos, o Rio Ave foi a única equipa a conseguir criar perigo, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo e a bola que havia sido rematada por Bruno Moreira acabou nas mãos de Pasinato.

Mas essa única oportunidade foi o pressentimento do que aconteceria aos 15 minutos. Pedro Amaral venceu uma disputa de bola e assistiu para Lucas Piazon concretizar o primeiro golo da partida. O brasileiro, à entrada da grande área, rematou para o fundo das redes do Moreirense. A equipa visitante não tardou em responder, mas, por infelicidade, Pedro Nuno não conseguiu aproveitar da melhor forma o cruzamento de Ferraresi.

O tempo foi-se esvaindo na primeira parte do encontro e, apesar da desvantagem no resultado, o Moreirense ganhou posição no relvado e mostrou que não era esse o resultado que queria levar para casa. Aos 31 minutos e depois de ameaçar várias vezes a baliza de Kieszek, a equipa de Moreira de Cónegos quase viu uma grande penalidade a ser assinalada em seu favor, mas a decisão por revertida pelo árbitro Iancu Vasilica.

A mesma situação aconteceu dez minutos depois, aos 41 minutos, dentro da grande área do Moreirense, mas Iancu Vasilica, em cima do lance, teve de consultar o vídeo-árbitro e voltou a reverter a decisão de apontar para a marca dos onze metros a favor do Rio Ave.

E foi assim que o jogo se manteve até soar o apito para recolher aos balneários. E o recomeçar do encontro demonstrou mais do mesmo daquilo que foi a primeira parte. Exatamente o mesmo, exceto a definitiva marcação de uma grande penalidade a favor da equipa vilacondense aos 82 minutos. E Lucas Piazon não desperdiçou a oportunidade de aumentar a vantagem para o Rio Ave.

E pouca mais história existiu para contar na segunda parte do encontro. A equipa vilacondense venceu por 2-0 num jogo que se tornou monótono com o passar do tempo, apesar de equilibrado.

 

 

A FIGURA

Lucas Piazon – O jogador brasileiro do Rio Ave fez toda a diferença num jogo que se tornou monótono no Estádio dos Arcos. Para além de ter concretizado os golos que deram a vitória à equipa vilacondense, foi por Piazon que passou todo o jogo e praticamente todas as oportunidades de golo do Rio Ave. Um diamante ainda por lapidar que brilha por Vila do Conde.

 

O FORA DE JOGO

Ferraresi – O defesa venezuelano do Moreirense não esteve na sua melhor forma no encontro em Vila do Conde. O jovem de 21 anos acabou por fraquejar em alturas decisivas, no entanto não deixa de ser um dos grandes talentos da equipa de Moreira de Cónegos.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave entrou em jogo num 4-2-3-1, com o já conhecido Kieszek na baliza e uma defesa central assegurada por Santos e Borevkovic, com o apoio de Pedro Amaral e Ivo Pinto nas alas. Filipe Augusto foi o homem responsável para segurar o meio campo, ao lado de Pelé e, igualmente, com a ajuda dos homens mais avanços no terreno, Carlos Mané, Diego Lopes e Lucas Piazon. O homem alvo dos vilacondenses foi Bruno Moreira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Filipe Augusto (6)

Borevkovic (6)

Bruno Moreira (7)

Diego Lopes (7)

Lucas Piazon (8)

Pelé (6)

Carlos Mané (7)

Pedro Amaral (7)

Ivo Pinto (6)

Aderllan Santos (7)

SUBS UTILIZADOS

André Pereira (6)

Tarantini (-)

Francisco Geraldes (-)

Meshino (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Leandro Mendes continuou a apostar num 4-4-2, como nos tem habituado desde o início da época. Pasinato a defender as redes da baliza do Moreirense, com uma defesa bastante experiente e composta por Ferraresi, Steven Vitória, Rosic e Afonso Figueiredo. Os homens do meio-campo Fábio Pacheco e Filipe Soares contam com os extremos Pires e Walterson na ajuda e também para assistir aos homens-golo da equipa de Moreira de Cónegos, Pedro Nuno e Alex Soares.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (6)

Rosic (6)

Ferraresi (5)

Fábio Pacheco (7)

Pires (5)

Steven Vitória (6)

Filipe Soares (6)

Afonso Figueiredo (6)

Alex Soares (6)

Pedro Nuno (6)

Walterson (6)

SUBS UTILIZADOS

David Tavares (6)

D’Alberto (6)

Gonçalo Franco (-)

Ibrahima (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

Não foi possível colocar questões ao treinador do Rio Ave FC, Mário Silva

Moreirense FC

Não foi possível colocar questões ao treinador do Moreirense FC, Ricardo Soares

Modalidades | Sintomas de uma morte eclética lenta e anunciada

O Governo português decidiu adiar todos os encontros de competições de modalidades desportivas não profissionais que estavam agendados para o fim de semana compreendido entre 30 de outubro e 3 de novembro.

Em comunicado conjunto, após reuniões, as cinco federações assentiram à decisão, apesar de darem a conhecer que não concordavam. A Federação Portuguesa de Basquetebol, a Federação de Andebol de Portugal, a Federação Portuguesa de Futebol, a Federação de Patinagem de Portugal e a Federação Portuguesa de Voleibol viram os jogos das suas competições adiados e remitidos a uma alteração total da próxima jornada dos seus calendários.

Em detrimento, apenas têm lugar os jogos das competições profissionais de futebol. No total, foram adiadas 58 partidas das modalidades, e falamos de jogos dos principais escalões de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol tanto na vertente masculina como feminina.

No comunicado conjunto lançado pelas federações lê-se que a razão pela qual o calendário foi alterado relaciona-se com as “medidas especiais aplicáveis aos concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira no âmbito da situação de calamidade, e da Resolução do Conselho de Ministros nº 89-A/2020, que determina a limitação de circulação entre diferentes concelhos do território continental”. Mas, afinal, porque é que se aplica a uns e não a todos? O que existe de diferente?

Marcel Matz, treinador da equipa de voleibol masculino do SL Benfica, foi o primeiro a manifestar-se relativamente a esta decisão. E de forma correta porque é manifestamente nítido o destratamento dado às competições desportivas não profissionais, nomeadamente as modalidades.

Falamos de várias vertentes do desporto que foram as primeiras a ver a época passada dada como concluída, e algumas sem decisões para além da conclusão. Que estão, desde o início da corrente época, sem qualquer tipo de público – e é aqui que se levanta a questão que coloquei acima.

Porque é que não há espaço para público nas modalidades, mas existem noutras atividades sociais e culturais? Porque é que os transportes públicos continuam a abarrotar sem qualquer tipo de resposta de aumento de oferta por parte das empresas, mas os pavilhões continuam sem público? Porque é que uma praça de touros pode estar cheia, mas um pavilhão, onde se podem nitidamente cumprir as regras, não pode ter público? Porque é que não há espaço para público nas modalidades? Porque é que parece que nem há espaço para as modalidades?

Há clubes que, este fim de semana, já tinham viagens e estadias marcadas. Só um dos encontros acabou por se realizar. O confronto entre o Lusitânia e o Barreirense, para a liga de basquetebol, teve lugar porque a formação do Barreiro e os árbitros já estavam nos Açores quando a decisão do adiamento de jogos foi conhecida e tornada pública. Onde está o sentido de responsabilidade? Porque é que uns são mais que outros?

É assim que morrem lentamente estes clubes que sobrevivem das modalidades e da sua realização. Não ter público já é um sufoco, porque algumas destas sociedades vivem do lucro da bilhética, das quotas dos sócios, das vendas de bar e outras tantas razões, mas estarem a ser constantemente tomadas decisões desconsiderando as modalidades é provocar uma morte mais que anunciada e a olho nu.

“Há um triângulo de incoerência, injustiça e omissão”, é assim que Rui Lança, diretor das modalidades coletivas de pavilhão do SL Benfica, caracteriza estas decisões. Obviamente que o desporto não é mais importante do que a saúde, mas a injustiça é notória quando se veem concertos, touradas e outras atividades com um público maior que o staff de alguns clubes que alinham nestas modalidades.

Enquanto falamos e debatemos a injustiça de ver encontros adiados e de calendários alterados nas modalidades devido à “limitação de circulação entre diferentes concelhos do território continental”, existe alguém, neste mesmo momento, a transitar de um sítio para outro porque tem um bilhete para um espetáculo na mão.