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Sporting CP | O estado de Ecletismo dura até quando?

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Ainda há poucos dias vinha aqui elogiar o início de temporada da maior parte das modalidades ditas amadoras do Sporting CP. Porém, já recebemos indícios do tal desinvestimento que tanto se vem falando. 

Estas últimas notícias não retiram o mérito do que já foi conseguido esta época desportiva, mas deixa antever algumas dificuldades para manter o Sporting CP como um clube ecléctico e vitorioso. 

Um dos indícios é a dispensa de alguns dos atletas com mais títulos nacionais e internacionais. Falo especificamente de Nelson Évora e João Costa. Dispensa não será a palavra mais apropriada uma vez que não sabemos se lhes terá sido apresentado novo contrato com o tal corte de custos falado para as modalidades que se poderia reflectir em redução salarial, algo que eles decidiram recusar. 

Ainda assim, e em termos práticos, ficamos para já com menos dois atletas (pelo menos são os que temos conhecimento, apesar de já terem saído outros) que garantidamente trariam títulos nacionais, provavelmente internacionais, para o palmarés leonino. E quanto ao contributo do Nélson, farão muita falta os pontos que garantia na luta pelo campeonato nacional de atletismo, que continuamos a perder em masculinos para o nosso eterno rival. 

Nelson Évora conseguiu completar a sua caderneta de títulos com a conquista do título de campeão europeu de triplo salto ao ar livre em 2019. Tem mais de uma dezena de títulos de campeão nacional, e vários pódios olímpicos. Já João Costa, teve vários pódios na Taça no Mundo, para além dos inúmeros títulos de campeão nacional nas várias vertentes de tiro. 

Outro indício das dificuldades que as modalidades do Sporting CP poderão vir a passar é a suspensão de Miguel Albuquerque. Não vou aqui falar sobre as razões que levaram o clube a fazê-lo, mas apenas sobre as provas que deu como profissional do clube. Perdemos alguém que começou por construir uma equipa de futsal competitiva nacional e internacionalmente, sob a sua direcção, as modalidades do clube tiveram uma das melhores épocas de sempre no que toca a títulos conquistados. Por isso, independentemente do que possa fazer na sua vida conjugal (que parece estar ultrapassado) é inegável que perdemos um profissional competente.

Miguel Albuquerque, homem forte do Sporting CP para o futsal, viu o seu contrato de trabalho suspendido por alegada prática de violência doméstica
Fonte: Sporting CP

Para além de perdermos alguns dos melhores atletas por falta de competitividade financeira, e perdermos a competência directiva, perdemos também o direito a competir, com a suspensão, por parte da DGS, de todas as competições das modalidades amadoras. 

Perfeito. Se não podemos competir, para que precisamos dos melhores atletas? A verdade é que, quando o clube transparece tantas dificuldades, a todos os níveis, para manter os seus melhores activos, como conseguirá que as modalidades sobrevivam em Alvalade? Podem vir dizer que os outros também irão passar pela mesma dificuldade, e é verdade, mas primeiro pouco me importa o que acontece na casa dos outros, e depois alguns dos “outros” mostram menos dificuldades financeiras o que ajuda a ultrapassar de uma forma menos preocupante este período sem competição e meio de subsistência. A verdade é que não será fácil a sobrevivência de muitos dos clubes das várias modalidades, sem que haja ajuda do Estado e das Federações. 

Devemos ficar preocupados? Acho que sim. Só não nos preocupamos se o objectivo for mesmo acabar com o ecletismo do Sporting CP e esta pandemia tenha criado o cenário perfeito para que o plano se concretize. E o melhor é que temos quem culpar, e desta vez não é o Bruno (acho eu). 

Mas nós também só nos lembramos das modalidades quando elas ganham título, e quando precisamos do argumento do clube com mais títulos e mais ecléctico. Por isso, deixa arder. Estou errado? Mas vejam lá se qualquer dia até esse argumento perdemos.

Real Madrid CF 3-2 FC Internazionale Milano: Vitória merengue num jogo à “Champions”

A CRÓNICA: BLANCOS TREMEM MAS NÃO CAEM (DA CHAMPIONS)

Champions League “nonstop” nestas três semanas: obrigado UEFA. Tivemos grandes jogos e, desta feita, à terceira jornada, vamos poder assistir a uma partida entre dois dos maiores clubes do futebol mundial: Real Madrid CF e FC Internazionale Milano. Encontro decisivo para o futuro das duas equipas nas competições europeias, onde ainda não tinham conseguido vencer.

Que grande primeira parte! Foram 45 minutos com ambos os clubes balanceados para a frente, mas com domínio claro e inequívoco por parte dos madrilenos, que se refletiu no resultado ao intervalo. Aos 25 minutos, Hakimi fez uma asneira tremenda ao atrasar a bola para Handanovic e Benzema, sempre atento, interceptou o lance, sentando o veterano esloveno e convertendo com a baliza aberta. Oito minutos mais tarde, foi a vez do espanhol Sérgio Ramos cabecear no coração da área, na sequência de um canto, a bola para o fundo das redes.

Adivinhava-se vida difícil para o Inter de Milão mas eis que, numa resposta imediata ao segundo golo sofrido, aparece a genialidade de Nicolo Barella. O italiano, entre linhas, a fazer um passe mágico para Lautaro, que com frieza, reduziu. Seguiram-se mais 10 minutos bastante equilibrados e Clément Turpin apitou para mandar todos os jogadores para os balneários.

Os segundos 45 minutos prometiam muito e não desiludiram. Os nerazzurri entraram com outra assertividade tática e tiveram, até aos 70 minutos, sempre por cima do encontro. Tanto que aos 68 minutos, aconteceu o mais expectável: empate, por intermédio de Perisic, com o Inter de Milão a explorar bem as costas da defesa milanesa.

O crescimento do Inter de Milão ameaçava não ficar por aqui, mas num ataque rápido, a velocidade e qualidade dos dois brasileiros do Real Madrid CF fizeram a diferença. “Vini” passou rasteiro para “Rodry” que finalizou com classe para o 3-2. A vantagem não sofreu alterações e os milaneses ficaram em maus lençóis neste Grupo B da Champions.

 

A FIGURA


Primeira Parte do Real Madrid CF- Já não via os “blancos” a jogar assim há muito tempo. Foram 45 minutos iniciais muito intensos, a sufocar o Inter de Milão e conseguir anular praticamente todos os seus craques, com excepção de Barella. O problema dos madrilenos é que depois adormecem e permitem muito aos adversários, precisamente o oposto do que fizeram no primeiro tempo. Jogando assim, são candidatos a ganhar tudo, mesmo sem um “matador” de área,

 

O FORA DE JOGO


Antonio Conte- Sem dúvida que esteve bem ao intervalo, na motivação dos jogadores – imagino eu –, mas houve muito demérito do Real Madrid CD em permitir tantas ocasiões. Esteve sobretudo mal porque na “tripla” de centrais que utiliza, só é que é de nível elevado e continua a deixar Milan Skriniar no banco, o que para mim é incompreensível.

Depois, da mesma forma que teve bem em conseguir empatar, acho que perde o jogo no momento em que tira Perisic (tinha de ser, estava esgotado) mas sobretudo Barella, que para mim foi o melhor em campo. O equilíbrio que o italiano dava a um meio-campo com Vidal pobre e Brozovic com muitas preocupações defensivas, era essencial. Ainda assim, creio que com Lukaku podia ter tirado mais deste jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA: REAL MADRID CF

Os “blancos” parecem ter dado um pontapé na crise da Primeira Liga Espanhola, mas na Champions estão ainda muito “aquém” daquilo que podem fazer. Zidane fez subir ao terreno de jogo o seu tradicional 4-3-3, com Hazard a agarrar a titularidade depois de Benz… do treinador francês sentar Vinicius Jr no banco de suplentes. A polémica no nosso país vizinho tem sido muita nos últimos dias e era preciso muito autocontrolo para conseguir afastar todo esse falatório das cogitações dos jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (7)

Mendy (6)

Varane (6)

Sérgio Ramos (7)

Lucas Vasquez (7)

Casemiro (6)

Valverde (7)

Kroos (6)

Hazard (6)

Benzema (7)

Asensio (6)

SUBS UTILIZADOS

Vinicius (6)

Rodrygo (6)

Modric (-)

 

ANÁLISE TÁTICA: FC INTERNAZIONALE MILANO

Antonio Conte não inventa e alinha com o seu clássico 3-5-2. O técnico italiano entrou para este jogo da Champions com uma baixa de peso: Lukaku. Por isso, a solução foi a adaptação de Perisic a uma posição que não lhe é nada estranha (é um híbrido na frente de ataque), mas talvez a maior surpresa no onze seja Ashley Young, que tem estado na sombra de um excelente Matteo Darmian.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

D’Ambrosio (6)

De Vrij (6)

Bastoni (6)

Hakimi (6)

Barella (8)

Brozovic (6)

Vidal (5)

Ashley Young (5)

Perisic (6)

Lautaro Martinez (8)

SUBS UTILIZADOS

Alexis Sanchez (5)

Gagliardini (5)

Nainggolan (-)

FC Porto 3-0 Olympique de Marseille: Domínio completo dos Dragões no regresso de AVB ao Porto

A CRÓNICA: DRAGÕES EXÍMIOS NOS CONTRA-ATAQUES NÃO DÃO HIPÓTESES AOS GAULESES 

O jogo a contar para a terceira jornada era crucial para o Olympique de Marseille (OM), que partiu para o encontro com zero pontos. Não deixava de ser um jogo importante para o FC Porto também, como qualquer um na Liga dos Campeões, mas os Dragões partiam numa posição mais confortável.

A partida começou muito animada, com ambas equipas a tentarem atacar com velocidade. Tivemos que esperar apenas 4 minutos para o primeiro golo da partida. Corona cortou para o meio a partir da direita, consegue ganhar um ressalto com um defesa adversário que o coloca já dentro da área onde cruza de forma perfeita para Marega. O Maliano teve apenas que encostar para o fundo das redes para abrir o marcador.

Logo aos 9’, Thauvin consegue fazer uma boa finta dentro da área portista e é derrubado por Malang Sarr. O árbitro não tem dúvidas e aponta para a marca de penálti. Chamado a marcar, Dimitri Payet atira por cima da baliza de Marchesin, desperdiçando assim a oportunidade de igualar o resultado.

O jogo começou a estabilizar com mais bola para o OM, mas com os franceses a não conseguir criar perigo. O FC Porto parecia a equipa mais capaz de incomodar a defesa adversária. E foi na insistência do ataque azul e branco que Corona, já dentro da área, é carregado depois de fazer um cruzamento. Mais uma vez, o árbitro não tem dúvidas e aponta para a marca de 11 metros. Sérgio Oliveira não comete o mesmo erro de Payet e finaliza muito bem o penálti, longe do alcance de Mandanda. Ainda foi marcado mais uma grande penalidade a favor do Marselha, mas foi revertida pelo VAR.

A segunda parte começou de forma algo lenta, sem grandes oportunidades nos primeiros 20 minutos. Aos 67’, Corona arranca ao meio-campo e parte para uma jogada individual fantástica, só acabando à entrada da área, quando toca de calcanhar para Luís Diaz. O colombiano não quis ficar atrás do mexicano e deferiu um remate indefensável para a baliza de Mandanda.

Corona queria complementar as suas assistências com um golo, mas foi egoísta a mais e atirou por cima aos 84’, numa jogada de contra-ataque em que o FC Porto estava em superioridade numérica.

A FIGURA
Não deixava de ser um jogo importante para o FC Porto também, como qualquer um na Liga dos Campeões, mas os Dragões partiam numa posição mais confortável.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jesús Coronao mexicano voltou às suas melhores exibições. Faz uma boa jogada e assistência perfeita no primeiro golo, ganha o penálti de onde resultou o segundo, e fez uma arrancada de quase metade do campo antes de largar de forma mágica em Luís Diaz para o terceiro. Tem sido o jogador dos Dragões mais consistente do último ano e meio e só beneficia quando joga a extremo e não a lateral.

O FORA DE JOGO
Não deixava de ser um jogo importante para o FC Porto também, como qualquer um na Liga dos Campeões, mas os Dragões partiam numa posição mais confortável.
Fonte: Olympique de Marseille

André Villas-Boas – falou-se muito do treinador português, como não poderia deixar de ser com o seu regresso à casa onde foi mais feliz, mas Villas-Boas não conseguiu impor-se em termos táticos. A sua equipa parecia quase sempre perdida em campo, sem grande ideia de como progredir. Também não conseguiu melhorar a sua equipa com as substituições, e enfrenta agora um cenário quase impossível de apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto, surpreendentemente, apesar de jogar só com Marega como avançado puro, alinhou num 4-4-2, com Luís Diaz a posicionar-se perto do maliano. A fechar a esquerda alinhou Otávio. Claramente uma estratégia de apostar nos contra-ataques rápidos, enquanto que defendia com um bloco médio muito coeso. Sem nunca dar espaço entrelinhas para os médios do OM, o FC Porto manteve-se sempre muito seguro de um ponto de vista defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Marchesin (6)

Wilson Manafá (6)

Chancel Mbemba (6)

Malang Sarr (6)

Zaidu Sanusi (7)

Sérgio Oliveira (7)

Uribe (7)

Otávio (6)

Jesús Corona (9)

Luís Diaz (7)

Marega (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Shoya Nakajima (6)

Fábio Vieira (6)

Mehdi Taremi (-)

Marko Grujic (-)

Romário Baró (-)

ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIQUE MARSEILLE

 O Olympique Marseille alinhou num 4-4-2 losango, com Payet a jogar a “10” e Thauvin como segundo avançado. Ainda assim, desdobrava-se por vezes num 4-3-3 quando Payet descaía naturalmente para a esquerda e Thauvin para a direita.

Apesar de querer ter muita gente no espaço médio, com quatro jogadores, o OM nunca conseguiu dominar essa zona do campo. Nem os centrais nem o trinco, Kamara, conseguiam fazer o passe que entrasse no bloco do FC Porto. Também não conseguiu atrair os jogadores portistas para o meio e explorar os flancos com os seus laterais. Amavi ainda foi capaz de dar alguma profundidade, mas Sakai nunca o fez.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Steve Mandanda (5)

Hiroki Sakai (5)

Álvaro González (4)

Duje Caleta-Car (4)

Jordan Amavi (5)

Boubacar Kamara (4)

Morgan Sanson (5)

Valentin Rongier (5)

Florian Thauvin (5)

Dimitri Payet (5)

Dario Benedetto (3)

SUPLENTES UTILIZADOS

Michael Cuisance (5)

Luís Henrique (4)

Valère Germain (5)

Marley Ake (-)

Kevin Strootman (-)

Olheiro BnR: Nico Mannion

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Com o Draft 2020 a cercar-se, o BnR volta a analisar aquele que será um dos principais nomes a ter em conta no Draft. Nico Mannion de seu nome, leva o rótulo de craque, todavia ainda tenha muitos aspetos no seu jogo por lapidar.

Nascido em Siena, Itália, Mannion mudou-se muito cedo para os E.U.A, tornando-se rapidamente a principal figura da Pinnacle High School, em Phoenix, Arizona. O jovem atleta de apenas 19 anos desde cedo foi identificado com um autêntico prodígio dentro dos meios de comunicação social norte americanos.

À medida que ia realizando números “a sorrir” quase sempre nos dois dígitos, a sua equipa ia somando recordes positivos, também nos 2 digitos. Inclusive, na sua primeira temporada, liderou a equipa a um recorde de 22-6, concretizando em média 20 pontos, 4.7 assistências, 4.6 ressaltos e 2.4 roubos de bola por jogo. Tudo, sublinhe-se, com apenas 15 anos de idade.

Dito isto, o mote estava dado e Nico Mannion rapidamente acarretou a atenção de vários scouts das melhores universidades do país (Duke e Villanova), não obstante tenha escolhido Arizona para completar o seu percurso formativo até à NBA. No meio deste sucesso todo, em julho de 2018, o jovem base estreou-se pela seleção principal italiana com apenas 17 anos de idade, tornando-se o quarto mais jovem da história a fazer-lo.

O seu primeiro ano na NCAA foi um autêntico sucesso. O italiano concluiu a sua primeira (e única) temporada como um dos melhores freshman da prova e com uma menção honrosa no All-Pac-12 second team, tendo obtido em média 14 pontos e 5.3 assistências por partida.

Após esta temporada muito positiva em Arizona, Mannion não teve dúvidas e declarou-se para o NBA Draft, sendo hoje projetado como a 23ª pick, segundo o nbadraft.net.

Foto de capa: Arizona University

5 promessas do Campeonato de Portugal que ainda vão dar que falar

O Campeonato de Portugal é o mais importante escalão de futebol não profissional no nosso país, sendo a “porta de entrada” para os dois principais campeonatos. Esta competição conta com jogadores experientes, futebolistas que que têm qualidade, mas não atingiram o nível exigido para subir de patamar a nível desportivo, e também jovens atletas que dão os primeiros passos no futebol sénior ou procuram adquirir experiência.

Neste artigo apresentamos cinco jovens jogadores que têm imenso potencial, e que continuando a aumentar os níveis de desempenho, brevemente darão o “salto” para as ligas profissionais. Destaque também para a inclusão de dois atletas que integram os plantéis de equipas “B”, sendo o exemplo de que este campeonato pode ser uma boa plataforma para amadurecer jovens prodígios do futebol nacional. 

 

As 5 melhores exibições da 6ª jornada da Primeira Liga

Cá estamos nós novamente para uma análise a mais uma jornada da Primeira Liga. Desta vez, voltaremos atenções para a ronda que terminou na última segunda-feira. E quantas histórias esta sexta jornada tem para contar… Desde grandes vergados à irreverência de oponentes em noites inspiradas, passando por um dérbi histórico do nosso futebol, até terminar no novo líder do campeonato. Muitas surpresas, muitos golos ao cair do pano, muita emoção: assim se resumem os nove encontros que compuseram esta ronda da Liga.

Com isso em mente, viajámos por esses nove jogos de modo a eleger as cinco melhores exibições da sexta jornada da Liga.

Menções Honrosas: Lucas Piazon (Rio Ave FC), Pedro Trigueira (CD Tondela) e Iuri Medeiros (SC Braga).

FC Porto x Olympique de Marseille | 5 dados estatísticos do duelo

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Chega mais uma terça feira com aquela música. A liga dos campeões é, cada vez mais importante para o FC Porto, é obrigatório contrariar os resultados negativo que assombram os azuis e brancos no campeonato português, as jornadas da liga milionária são uma lufada de ar fresco no que toca a exibições, até ao momento o conjunto não desiludiu, tanto contra o Manchester City como na receção ao Olympiacos FC os pupilos de Sérgio Conceição chamam à atenção pela garra e vontade de vencer.

PODE SER UM DUELO IMPORTANTÍSSIMO PARA AS CONTAS DOS AZUIS E BRANCOS NA LIGA DOS CAMPEÕES. SERÁ QUE CONCEIÇÃO DERROTA AVB? APOSTA JÁ NA BET.PT!

À terceira jornada, o Olympique de Marseille viaja até ao dragão à procura dos primeiros pontos nesta edição. Os franceses, comandados pelo bem conhecido André Villas-Boas, atravessam um dos piores períodos em competições internacionais, desde a chegada do português ao clube.

No entanto, os Les Phocéens continuam a ter uma palavra sobre as contas do grupo e este duelo pode ressuscitar a equipa na competição, ou em caso de derrota, sentenciar as esperanças de passar à fase seguinte da competição. Já os portistas precisam desta vitória, tanto financeiramente como emocionalmente já que a equipa está claramente abatida depois das más exibições no campeonato.

Para este duelo, Sérgio Conceição deve apresentar um onze cheio de alterações em relação ao último jogo para o campeonato. Com uma tática de 4-2-3-1: Marchesín; Manafá, Sarr, Mbemba, Corona; Sérgio Oliveira, Uribe; Luis Díaz, Fábio Vieira, Otávio; Marega.

Do lado francês, Villas-Boas deve apostar num estilo atacante de modo a garantir a vitória. Com a tática de 3-4-3 com: Mandanda; Balerdi, Alvaro, Caleta-Car; Sakai, Kamara, Rongier, Amavi; Payet, Thauvin, Radonjic.

Sporting CP | Início prometedor de uma equipa que promete

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O campeonato ainda vai numa fase muito precoce, é verdade, mas já é possível começar a avaliar o desempenho da equipa do Sporting CP. Ora, na presente data, os leões já jogaram 6 partidas tendo vencido cinco e empatado umaO Sporting CP acabou a noite do passado domingo na liderança do campeonato (ainda que à condição), algo que não acontecia há muito tempo. Para tal, venceu o Tondela, protagonizando um grande jogo no qual, finalmente, os leões mostraram um futebol de domínio, de ataque, de pressão constante. Foi praticado um futebol entusiasmante que se aliou à vitória! 

Apesar de nem sempre ter jogado um futebol de excelência, o clube de Alvalade tem feito um ótimo início de campanha e, acima de tudo, tem superado as baixas expectativas que os adeptos tinham sobre esta equipa. Voltámos a sentir o sabor da esperança, voltámos a festejar golos com o entusiasmo de estar nos lugares cimeiros e na luta por algo. Muito provavelmente não iremos ser campeões, mas o sentimento de estar na luta já traz emoções que o clube devia proporcionar mais aos adeptos. Confesso que já não festejava tanto os golos do Sporting CP como festejei na reviravolta contra o Gil Vicente FC há algum tempo e isso diz muito do que Rúben Amorim está a conseguir fazer. O jovem treinador português não tem uma equipa que se compare à dos outros grandes, mas tem uma equipa cheia de potencial, garra e irreverência que consegue transmitir emoções para os adeptos.

Rúben Amorim tem feito um bom trabalho neste início de época, sendo presenteado com um primeiro lugar (ainda que à condição)
Fonte: Bola na Rede

É óbvio que existem e existiram erros, mas também podemos comprovar que o treinador dos leões tem aprendido com os mesmos: analisemos, por exemplo, o caso de Jovane a avançado e a entrada de Sporar para o onze inicial. É certo que houve o desastre europeu mas, se calhar, em termos desportivos, sair da Europa foi positivo para a campanha nacional na medida em que há mais tempo para trabalhar a equipa, até porque o plantel leonino é curto em várias posições. Claro que preferia estar na Liga Europa, mas se atentarmos nos pontos positivos percebemos que jogar de semana a semana tem sido positivo para a equipa liderada por Rúben Amorim. Observemos as estatísticas à sexta jornada: 

16 pontos em 18 possíveis; 

– 15 golos marcados e apenas 4 sofridos; 

Melhor ataque (à condição) e terceira melhor defesa da liga; 

Tudo isto com um plantel com muito menos valor que o dos rivais e, simultaneamente, valorizando os jovens da academia de Alcochete. Tem sido desenvolvido um bom trabalho, os jogadores que entraram acrescentam algo à equipa e o Sporting CP está a ter um ano zero que pode resultar num ano muito mais positivo do que a maior parte de nós, sócios e adeptos, esperávamos.  

Há que ter calma nas expectativas que temos. Contudo, é importante ter, também, consciência que se deve continuar a trabalhar assim no futebol. Quero acabar com uma frase do treinador do Tondela FC, Pako Ayestarán, sobre Rúben Amorim e a sua equipa: “Dá gosto ver este Sporting jogar”. Sinto exatamente o mesmo e penso que todos devem estar orgulhosos deste bom início de campeonato.

Altura das grandes decisões na Vuelta

Com a chegada da última semana de Volta a Espanha (La Vuelta), chega também a altura das grandes decisões. A faltar 6 etapas, o equatoriano Richard Carapaz lidera com uma vantagem de 10 segundos para o esloveno Primoz Roglic.

Uma Vuelta recheada de montanha, com poucas oportunidades para os homens mais rápidos, fez desta edição o cenário ideal para trepadores. No entanto, a luta pelo primeiro lugar está em aberto, com 1m50s a separar o primeiro do quinto lugar.

A semana final começa com um contrarrelógio de 33,7 quilómetros entre Muros e o Mirador de Ézaro. Os últimos dois quilómetros são duríssimos porque existem rampas a mais de 16% de inclinação. Este é o cenário ideal para Roglic passar para primeiro lugar, recuperando a camisola vermelha a Carapaz, visto que o esloveno é um dos melhores do mundo na especialidade. Por outro lado, o equatoriano sente dificuldades no esforço individual da montanha. Do top dez, Roglic, Enric Mas e Wout Poels poderão ser os beneficiados no final do dia.

A etapa 14, apresenta algumas dificuldades, com três contagens de terceira categoria ao longo do percurso. Esta conta também com uma chegada empinada, com o quilómetro final a ter 6,5% de inclinação média. É uma jornada extensa de 204,7 quilómetros, entre Lugo e Ourense.

A etapa seguinte é a mais longa da competição. Trata-se de uma ligação de 230,8 quilómetros entre Mos e Puebla de Sanabria. O terreno será novamente ondulado, com cinco contagens de montanha de terceira categoria. A última contagem estará, aproximadamente, a cerca de 20 quilómetros da meta, com a parte final a ser em descida/terreno plano.

Boavista FC 3-0 SL Benfica: Águias cedem primeira derrota e entregam liderança a Leões

A CRÓNICA: AXADREZADOS DE LUXO IMPÕEM LIÇÃO A ENCARNADOS

O último jogo da sexta jornada colocou frente a frente o Boavista FC, 17.º classificado do campeonato, e o SL Benfica, único clube com pleno de vitórias.

Ainda sem público na bancada, os “encarnados” entraram em campo a saber da liderança (provisória) do Sporting CP e, por isso, a ideia de Jorge Jesus passava por não facilitar e manter a senda de vitórias, bem como o primeiro lugar da Primeira Liga.

Nos primeiros quinze minutos de jogo, a posse de bola foi repartida e muito disputada a meio campo, com as equipas a tentarem perceber qual a estratégia do adversário para o jogo.

Ainda que o Boavista FC tentasse parar a primeira fase de construção “encarnada” através da pressão alta, foi o Benfica que marcou primeiro por intermédio de Darwin Nuñez, mas o jovem avançado uruguaio estava adiantado e o golo foi anulado por fora de jogo.

Com o decorrer da primeira parte, os comandados de Jorge Jesus foram aumentando os números da posse de bola, mas pouco ou nada fizeram a nível ofensivo. Assim, aproveitou o Boavista: lance individual de Angel Gomes na área do Benfica, Everton comete falta sobre o jovem luso-inglês e Hugo Miguel não teve dúvidas em apontar para a marca de grande penalidade. O ex-Manchester United foi chamado a converter, não acusou a pressão e fez o 1-0 no Estádio do Bessa XXI.

Boavista FC - SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O Benfica viu-se obrigado a jogar em desvantagem (algo que só tinha acontecido contra o PAOK) e subiu as linhas para encostar os “axadrezados” junto à sua grande área. O jogo não fluía, mas num grande lance individual, Adel Taarabt descobre Jan Vertonghen solto na área, mas o internacional belga cabeceia à figura de Léo Jardim na oportunidade mais clara do Benfica em toda a primeira parte. Como “quem não marca, sofre”, o Boavista fez o 2-0 aos 38 minutos por intermédio do hondurenho Eli,s depois de uma assistência de Angel Gomes.

O técnico do Benfica tinha de mudar o “chip” ao intervalo e colocou em campo Rafa, Seferovic e Weigl (para os lugares de Gabriel, Everton e Pizzi). Como era de esperar, os “encarnados” entraram por cima e aumentaram a sua pressão, mas as oportunidades continuaram sem aparecer e, aos 60 minutos, Jorge Jesus decidiu esgotar as substituições ao colocar Franco Cervi e Diogo Gonçalves.

O clube da Luz continuou sem apresentar grandes soluções ofensivas, apesar dos inúmeros avançados. A “machadada final” veio aos 74 minutos, quando Paulinho viu Hamache à entrada da área e colocou a bola no defesa argelino, que com um excelente remate deixou Vlachodimos pregado ao chão e deu ainda maior vantagem ao Boavista FC.

Até ao final do jogo, nota para as perdidas de Yusupha e de Darwin Nuñez, já para lá do minuto 90.

A FIGURA

Boavista FC - SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Angel Gomes – O internacional inglês sub-19 voltou a ser o melhor em campo com um golo, uma assistência e um penálti ganho. Emprestado pelo Lille OSCM, o luso-inglês voltou a mostrar a sua capacidade técnina bem como a sua maturidade em campo. Jogou e fez jogar a sua equipa. A continuar a jogar a este nível não admira que na próxima época volte ao seu clube de origem.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

SL Benfica – Depois do passeio nas primeiras cinco jornadas da Primeira Liga e nos dois primeiros jogos na Liga Europa, o emblema “encarnado” cai com estrondo no fecho da sexta jornada. Num jogo onde os melhores lances foram protagonizados por Vertoghen e por Darwin Nuñez já ao cair do pano, uma atitude apática e falta de dinâmica ofensiva foram as principais características dos encarnados.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no seu habitual 4-4-2. Sem poder contar com os habituais laterais por estarem lesionados, Jorge Jesus colocou no onze inicial o jovem Nuno Tavares e Gilberto.

A verdade é que foi pelos corredores que o Boavista mais atacou. Ambos os laterais mostraram pouca eficiência defensiva e muitos erros na construção de jogo. Se na primeira parte havia muita passividade por parte dos defesas, esta mesma atitude alastrou-se para a restante equipa na segunda parte.

Ainda que no segundo tempo tenha havido mais mobilidade e mais garra nos jogadores “encarnados”, o jogo nunca pareceu fluido e pouco foi o perigo à baliza de Léo Jardim (mais uma grande exibição do ex-Rio Ave).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Gilberto (3)

Jan Vertonghen (4)

Nicolás Otamendi (5)

Nuno Tavares (3)

Gabriel (4)

Pizzi (4)

Adel Taarabt (4)

Everton ‘Cebolinha’ (3)

Luca Waldschmidt (3)

Darwin Núñez (3)

SUBS UTILIZADOS

 Rafa Silva (6)

 Julian Weigl (3)

Diogo Gonçalves (3)

Haris Seferovic (3)

Franco Cervi (-)

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O emblema “axadrezado” jogou de forma muito diferente em relação às anteriores cinco jornadas e mostrou atitude desde o início, a querer acabar a série de jogos sem ganhar.

Assente no habitual 4-3-3, o Boavista não jogou na defensiva e desde cedo pressionou a defesa encarnada de modo a tentar estancar a primeira fase de construção encarnada. De facto, a estratégia resultou e ao intervalo já ganhava por 2-0.

Apesar de ter defendido muito mais na segunda parte, os comandados de Vasco Seabra nunca perderam a atitude inicial e mantiveram o perigo longe da sua baliza. Com o jogo “a pedir” o contra-ataque, as “Panteras Negras” acabaram com a esperança do Benfica aos 78 minutos e assim asseguraram a primeira vitória na Liga NOS.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Cannon (6)

Awaziem Chidozie (5)

Castro (5)

Yanis Hamache (7)

Ricardo Mangas (6)

Miguel Reisinho (6)

Show (5)

Alberth Elis (7)

Angel Gomes (9)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

 Yusupha Njie (4)

 Gustavo Affonso (4)

Sebastian Perez (-)