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Newcastle United FC | Dos milhões da Arábia às contratações low cost

As notícias que deram conta das negociações para a venda do Newcastle United FC ao Fundo de Investimento Público (PIF), da Arábia Saudita, rapidamente se transformaram numa das maiores novelas dos últimos tempos, que prometiam abanar por completo as fundações do futebol inglês e mundial, com a criação de mais uma superequipa europeia financiada pelo dinheiro do médio-oriente.

Entre avanços e recuos num negócio que envolveria números estratosféricos, quem esfregava as mãos de contente certamente seriam os adeptos dos magpies, que viam grandes estrelas do futebol a serem apontadas pela comunicação social à formação do norte de Inglaterra, entre eles Kylian Mbappé, Philippe Coutinho, Gareth Bale e até treinadores de renome, como Mauricio Pochettino e Massimiliano Allegri.

E quando tudo indicava para o sucesso na concretização do negócio, eis que a novela sofreria mais um twist: a intervenção da Liga. Segundo o clube, a entidade que regula o futebol inglês colocou um travão no processo, pondo em causa a legalidade da proveniência do dinheiro saudita e as negociações caíram por terra.

Assim, o clube manteve-se nas mãos de Mike Ashley e os objetivos da formação inglesa foram certamente reajustados para uma visão mais realista da conjuntura atual do clube. Descartados os muitos milhões sauditas, a abordagem ao mercado também mudou, sendo que, até ao momento, os toon gastaram cerca 38,75 milhões em dois atletas. A aquisição mais sonante foi a de Callum Wilson, avançado de 28 anos, que abandonou os relegados do Bournemouth AFC a troco de 22,25 milhões de euros, enquanto que Jamal Lewis, jovem lateral de 22 anos, foi contratado ao Norwich City FC por 16,5 milhões de euros.

A custo zero chegou o extremo escocês Ryan Fraser, também proveniente do Bournemouth AFC, Jeff Hendrick, médio ex-FC Burnley, e Mark Gillespie, guarda-redes ex-Motherwell FC. Ainda que longe da equipa que era expectável com a venda do clube, a época 20/21 já teve início em terras de Sua Majestade e não podia ter começado da melhor maneira para o Newcastle, que conquistou os primeiros três pontos da temporada no terreno do West Ham United FC, depois de derrotar os da casa por 2-0, em partida a contar para a primeira jornada da Liga Inglesa. Os novos reforços Callum Wilson e Jeff Hendrick deram uma preciosa ajuda, ao apontarem os tentos da vitória.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

A importância de (manter) Jovane

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Desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico do Sporting CP, a aposta nos jogadores da formação tem sido algo mais frequente. Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes ou até mesmo Tiago Tomás têm sido alguns dos nomes que costumam aparecer nas convocatórias e no onze principal da equipa de Alvalade. No entanto, Jovane Cabral tem sido a principal revelação na equipa: o extremo cabo-verdiano tem assumido o papel de principal referência ofensiva, destacando-se no transporte de bola, no drible e na definição no último terço do terreno.

O jogador que antes apenas rendia quando entrava na segunda parte cresceu. Passou a ser um jogador que desequilibra e cria problemas constantemente durante a partida. Desde que apareceu na equipa principal mostrou ter algo que, por exemplo, Gelson Martins não tinha, isto é, capacidade de decisão, seja no remate ou na assistência, mas, por outro lado, não conseguia ser decisivo quando jogava a titular. Com Rubén Amorim esta realidade mudou e, com a saída de Bruno Fernandes, Jovane assumiu o legado deixado pelo médio português. Desde então conta com: 

– 9 jogos oficiais;
– 5 golos;
– 1 assistência;

Estes números representam um ótimo final de época que lhe valeu um aumento no seu valor de mercado. Passou de 4,5 para 10 milhões de euros – mais do que duplicou, de acordo com o site TransferMarkt. Assim, é normal que o jogador comece a ser procurado por alguns clubes que vêem nele um jogador bastante útil: rápido, forte fisicamente e com capacidade de decisão. Um jogador com estas características tem faltado ao Sporting CP e é raro de se encontrar, daí considerar que é muito importante conseguir manter Jovane Cabral no plantel leonino. O rendimento da equipa pode passar muito pelo que Jovane faz em campo e, assim, a época pode correr melhor com Jovane do que sem ele. Embora possa representar um encaixe financeiro significativo, acho importante que a SAD tente segurar o jogador até para o conseguir vender por uma quantia maior na próxima época.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Devido a3-4-3 de Rúben Amorim, Jovane é um jogador que se encaixa perfeitamente numa das três posições do ataque visto que joga bem de costas viradas para a baliza, consegue aparecer em espaços interiores e é fulcral na transição rápida da equipa. Manter Jovane é sinónimo de não precisar de ir ao mercado para a respetiva posição, é sinónimo de não correr riscos de contratar mal e é sinónimo de garantir qualidade na posição através de um jogador que conhece o clube e a liga onde joga. 

Jovane Cabral pode ser jogador-chave da equipa e, com a chegada de Pedro Gonçalves e a possível contratação de um avançado, o extremo pode ser potencializado ao máximo, podendo ter valor desportivo durante mais uma época e podendo ter mais valor financeiro do que tem agora. Confio em Rúben Amorim para lapidar um diamante que começou agora a brilhar…

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Pierre Gasly: A carreira que poderia ser uma montanha-russa

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Pierre Gasly. O nome acaba por nos soar mais familiar nos últimos meses do que nos últimos anos porque é este menino que tem sido um dos grandes destaques do Campeonato de Fórmula 1 em 2020.

De apenas 24 anos, o francês nascido em Rouen tem tido um percurso no Mundo do desporto motorizado que poderíamos totalmente comparar a uma “montanha-russa”, devido aos altos e baixos que são claramente visíveis para quem acompanha bem a modalidade.

Adiante, é importante, assim, explicar aos menos atentos o que é que estes altos e baixos têm trazido a Pierre Gasly, sendo este o propósito deste artigo.

DA TORO ROSSO PARA A RED BULL…

Acabadinho de ganhar o campeonato da antiga GP2 Series (Fórmula 2 atual), em 2016, Pierre Gasly chega à Scuderia Toro Rosso, em 2017, para finalizar a época de Daniil Kvyat, fazendo assim as últimas seis corridas da temporada.

E assim se confirma, para o ano seguinte, como piloto oficial da scuderia italiana, ao lado de Brendon Hartley, levando a Toro Rosso ao quarto lugar logo no Grande Prémio do Bahrain, a melhor qualificação desse ano.

E era assim que Pierre Gasly conquistava a equipa que apostou nele desde os tempos do karting. Desta vez, em 2019, foi-lhe dada a oportunidade de correr ao lado de Max Verstappen, na equipa principal. Parecia um real «mar de rosas» para o piloto.

…DA RED BULL DE VOLTA PARA A TORO ROSSO…

Mas, como sabemos, a vida nem sempre é um mar de rosas, e Gasly sabe bem disso. Ao ser confirmado na Red Bull, podemos afirmar que o ano de 2019 para o piloto francês foi um ano agridoce. E de que maneira.

A pilotar no que se afirmava um dos carros mais competitivos da grelha, Pierre Gasly não atingia resultados dignos de um piloto da Red Bull. Ou seria assim que pensaria alguém que comparasse Pierre Gasly aos resultados de Max Verstappen que, em 2019, tentava dar luta à Mercedes, a equipa que atingiu a hegemonia desde 2014, enquanto que o piloto francês apenas estava ocupado a ceder à pressão.

E, quem pensou assim também foi a direção da Red Bull que, em julho, decide despromover o piloto novamente para a Toro Rosso (algo que também já tinha acontecido a Daniil Kvyat, em 2016), promovendo, então, Alexander Albon para o lugar.

O pior apenas aconteceu. No primeiro fim-de-semana de volta à Toro Rosso, em agosto, no GP da Bélgica, Pierre Gasly perde um dos seus melhores amigos de infância, num acidente na Fórmula 2 que tirou a vida a Anthoine Hubert.

Lembram-se de ter falado num ano agridoce? Aqui está. A mudança de equipa parece ter feito bem ao piloto francês. No final da época, conquista o seu primeiro pódio, no GP do Brasil, classificando-se em segundo lugar, num carro que, à vista do Red Bull, em nada era competitivo. «Há males que vêm por bem», diriam os nossos avós.

BnR TV Live: A queda do SL Benfica em Salónica

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O SL Benfica perdeu em Salónica frente ao PAOK de Abel Ferreira e disse adeus à Liga dos Campeões de forma prematura tendo em conta o investimento dos encarnados durante o verão.

Em noite europeia, os nossos comentadores abordaram a eliminação das águias, as escolhas de Jorge Jesus para o onze inicial, o futuro dos encarnados no campeonato e na Liga Europa, bem como a contestação ao técnico português e ao presidente Luís Filipe Vieira.

Os comentadores do Bola na Rede concordaram que a titularidade de Haris Seferovic foi surpreendente tendo em conta a presença de Carlos Vinícius no banco de suplentes, ele que foi o melhor marcador das águias na época transata. A opção por Darwin Núñez como primeiro substituto também foi discutida dado o pouco tempo que o avançado teve para se adaptar ao esquema do técnico.

O futuro do Benfica também foi um dos temas abordados. Dado o forte investimento encarnado no projeto europeu, os comentadores BnR concordam que a época atual foi colocada em risco do ponto de vista financeiro e que, ao contrário do que Jorge Jesus afirmou, as águias dificilmente conseguirão contratar mais reforços para 2020-21.

Terminando, as palavras dos candidatos à presidência Bruno Costa Carvalho e Rui Gomes da Silva também foram analisadas, concluindo-se que a temporada atual ficará sempre marcada pela luta pela presidência do clube.

BnR TV Live sobre a derrota do SL Benfica em Salónica com a moderação de Leonardo Bordonhos e os comentários de Afonso Santos, João Reis Alves e Pedro Palma.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Sporting CP | Construção destruída em cinco atos

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Os agentes de futebol, assim como os políticos, gostam de nos encher os ouvidos com frases feitas quando não querem responder, ou não sabem o que dizer.

Frases como, “temos de levantar a cabeça”, “temos de olhar para nós e esquecer o adversário”, “estamos focados no nosso jogo, sem olhar ao que os outros fazem”, “herança pesada”, e tantas outras já fazem parte do léxico futebolístico e quase já adivinhamos as respostas dependendo do interveniente.

Nos últimos dias, foi o actual presidente do Sporting que nos deixou uma dessas pérolas, dizendo que “Destruir é fácil e rápido, Construir demora tempo”. Concordo com ele (não, não estou a ser irónico), apesar de no contexto em que foi aplicado não concordar tanto assim. Digo que concordo, porque, em termos abstractos, sem especificar o motivo, é uma afirmação verdadeira e que não merece contestação.

Assim, cingindo-me apenas ao significado generalista da afirmação vou aproveitar a ideia para descrever os momentos que, para mim, foram chave para destruir o que parecia ser a recuperação de um Sporting Forte.

CONTRATAÇÃO DE JORGE JESUS

Digo isto, não pela incapacidade técnica do treinador, mas pelo efeito borboleta que gerou no futebol português e principalmente no clube que o empregava.

Ao contratar Jorge Jesus, o presidente do Sporting daquela altura criou um rebuliço no futebol em Portugal, porque teve a audácia de “roubar” um treinador ao rival (sim, roubou, porque apesar de o quererem despachar, queriam escolher o seu destino – e agora voltou). Até esse momento, havia uma lei de não-agressão entre os três “grandes” que eu nunca entendi muito bem (até porque sempre que havia uma troca de jogadores entre clubes, o Sporting quase sempre acabava a perder – se isto não é agressão, não sei o que é).

Este primeiro acto agitou as águas turvas, de onde começaram a surgir entidades incomodadas com este novo modus operandi fora dos pressupostos implementados no sistema.

Jorge Jesus foi protagonista de um dos verões mais quentes do futebol

DENÚNCIA DE VOUCHERS

Este acto foi mais uma pedrada no charco em que estava (e está) inundando o futebol português.

Ninguém estava à espera que o “puto” que, por sorte, ganhou as eleições do Sporting viesse para um programa televisivo, em horário nobre, denunciar uma prática que “era mentira”, mas que depois “afinal, era verdade mas todos faziam”, e que, depois de muita tinta, e lavagens cerebrais acabou no esquecimento.

Ainda assim, os “bosses” do sistema perceberam que não iam ter descanso enquanto aquele “rapazola” estivesse na presidência do Sporting, pelo que seria necessário afastá-lo e desacreditá-lo.

PAOK FC 2-1 SL Benfica: Este novo Benfica ainda tem um cheiro antigo

A CRÓNICA: DEJA-VU NÃO CHEGAR PARA DESCREVER ISTO…

Acabou antes de começar. Assim foi o tão propalado sonho europeu 20/21 do “novo” SL Benfica. Uma segunda parte à moda antiga foi o suficiente para deitar por terra tal ensejo e por deixar já pelo caminho, na primeira paragem da Liga dos Campeões que ainda não o é, as águias de Jesus.

Segue para o play-off o PAOK de Abel Ferreira, após um jogo de duas partes relativamente distintas. Primeiro tempo com claro ascendente encarnado em termos de domínio territorial – também com permissão grega – e de domínio da posse de bola, mas sem que tal se tenha refletido nas oportunidades flagrantes de golo, ainda que a principal tenha pertencido ao SL Benfica.

Após um par de calafrios para cada lado, Pizzi atirou com estrondo ao poste da baliza de Zvikovic no batimento quase exemplar de um livre direto frontal, aos 29 minutos. Não entrou a bola e pouco tempo mais tarde saíram os jogadores. Quando voltaram, tudo mudou.

O PAOK veio mais determinado para o segundo tempo. Mais determinado do que tinha estado na primeira parte e mais determinado do que o adversário. Não chegou a dominar o jogo com bola – nem tenção disso fazia -, mas dominou-o sem o esférico e com qualidade defensiva.

O plano ofensivo não mudou: explorar a ala direita da defesa encarnada e as costas da mesma. Aos 63 minutos, resultou. Giannoulis avançou no terreno como é seu apanágio, encontrou com uma paralela Akpom, que surgiu em diagonal, do meio para a esquerda, nas costas da defensiva benfiquista e o avançado do PAOK endereçou a bola de novo a Giannoulis.

Vertonghen intercetou o esférico na sua trajetória, mas não lhe deu uma melhor – enviou-a para as redes de Vlachodimos, fazendo o 1-0 para os gregos. A reação psicológica do SL Benfica foi aquela a que já nos habituou a equipa encarnada: péssima, se alguma.

Ainda que o PAOK não forçasse muito o segundo golo, este era quase espectralmente esperado. Pairava no ar um sentimento forte de deja-vu. Mas faltava algo…

Faltava Zvikovic. O sérvio ex-SL Benfica entrou e, claro está, marcou. Aos 75 minutos, chegou aos seus pés uma bola vinda da esquerda, que o jovem sérvio tratou de puxar para o centro do terreno, partindo da direita, e rematar rasteiro para o 2-0.

Até final, apenas caos disfarçado de “ideia de jogo bem trabalhada”. A turma de JJ circulava a bola sem, no entanto, ter grandes planos para ela. As entradas de Darwin e Vinícius vieram povoar a área grega, sem que verdadeiramente lá chegasse o esférico, pelo menos, de forma “redonda” e limpa.

Um singelo golo, aos quatro minutos de compensação, foi tudo o que os pupilos de Jesus foram capazes de obter, não tendo sido sequer suficiente para fazer renascer a esperança.

 

A FIGURA

Ala esquerda do PAOK – A par do guardião Zvikovic, Giannoulis e Tzolis foram os melhores jogadores em campo, com exibições portentosas que escamotearam por completo as suas tenras idades – 20 e 18 anos, respetivamente. A já conhecidamente debilitada asa direita da águia lisboeta não foi capaz de travar o ímpeto destes dois jovens gregos. De resto, foi a partir da ala esquerda grega que surgiram ambos os golos da turma de Salónica.

O FORA DE JOGO

Segunda parte do SL Benfica – A primeira parte das águias foi positiva, plena de domínio, ainda que inócuo, e com a marca deixada no poste direito da baliza à guarda de Zvikovic. Não fazia prever a segunda parte… à SL Benfica… de 2020. Falta de concentração, falta de ideias, falta de coesão, falta de inteligência/chico-espertice, falta de tudo o que não podia faltar.

Mas, acima de tudo, falta de capacidade defensiva para travar um PAOK ofensivamente previsível, um PAOK que fez o que se esperava: procurar saídas rápidas pela esquerda do seu ataque e minar as costas da defesa encarnada. Em outras e menos palavras, mais do mesmo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PAOK FC

A equipa de Abel Ferreira defendia em 5-4-1 (por vezes 5-3-2) com Akpom a ser o principal elemento na pressão à construção encarnada. No momento ofensivo, os gregos alinhavam num 3-4-3, por vezes moldado num 3-4-2-1, que bebia da fantasia de Tzolis, das subidas de Giannoulis e da mobilidade de Akpom.

A turma de Abel optou sempre por um bloco compacto, coeso e baixo no momento de defender, dificultando de sobremaneira as penetrações do SL Benfica. Na saída para o ataque, não se distendiam muito, apoiando-se apenas na qualidade técnica e no entrosamento dos jovens Tzolis e Giannoulis.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Zivkovic (9)

Ingason (6)

Varela (7)

Michailidis (7)

Pelkas (6)

Crespo (6)

El Kaddouri (6)

Schwab (7)

Giannoulis (9)

Tzolis (9)

Akpom (7)

SUBS UTILIZADOS

Zivkovic (7)

Swiderski (5)

 Esiti (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus não fugiu muito ao apresentado na pré-temporada, apostando num 4-2-3-1 assente na mobilidade e intercâmbio de corredores de Pedrinho e Pizzi. As tentativas de entrada no cerrado bloco defensivo do PAOK tinham por base o jogo entrelinhas de Pedrinho e a capacidade de jogar de costas para a baliza de Seferovic.

Taarabt deveria ter funcionado como dínamo do meio-campo encarnado, mas não foi capaz de o ser com constância. Everton procurava muito o jogo interior, abrindo “ala” para Grimaldo, mas a falta de entrosamento entre ambos era ainda algo notória. Nos 30 minutos finais, o jogo das águias tornou-se menos claro e fluido, com a procura de endossar a bola para os avançados – Darwin e Vinícius – a ser a ordem do dia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

André Almeida (5)

Rúben Dias (6)

Vertonghen (6)

Grimaldo (5)

Weigl (5)

Taarabt (5)

Pedrinho (7)

Everton (7)

Pizzi (5)

Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Darwin Nuñéz (5)

Vinícius (5)

Rafa (7)

Não degolem os treinadores!

Estamos cada vez mais perto do início da nova época em Portugal, o que já faz salivar os adeptos mais entusiastas que aguardam ansiosamente pelo pontapé de saída que está marcado para o dia 18 deste mês. Como sempre acontece nesta fase, a expetativa é grande, mesmo que o panorama não seja o mais favorável, com a ausência de público nos estádios a ser a principal contrariedade do futebol moderno. Uma realidade alternativa a que nos vamos habituando e que nos faz suspirar pelo rápido regresso à normalidade, ainda que se perceba que este tenha de ser feito de forma faseada. Se recuarmos à época passada, à antiga realidade, verificamos que existiam outro tipo de contrariedades no futebol português, particularmente ligadas a determinados clubes e numa escala bastante diferente da referida anteriormente. Contrariedades essas que fizeram do último ano um dos piores da década nessa infeliz estatística e que se foram acumulando com o decorrer da temporada. Refiro-me ao despedimento de treinadores que, de repente, passou a ser uma norma no nosso campeonato, tornando-o pouco fiável para trabalhos a longo prazo.

Ainda que a aposta seja quase sempre em técnicos nacionais, a dança das cadeiras tornou-se moda em Portugal e faz com que sejamos um dos campeonatos europeus em que se passa menor tempo como timoneiro de uma equipa, fazendo lembrar os clubes brasileiros, mestres na hora de despedir. A temporada transata é um forte exemplo, com Sporting CP e SC Braga à cabeça, tendo ambos contado com quatro técnicos cada um.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Começava há um ano a troca de líderes, sensivelmente, quando no início de setembro Filó dava o lugar a Pepa no comando técnico do FC Paços de Ferreira e fazendo desse mês aquele em que houve um maior número de vítimas nos bancos, seguindo-se o mês de dezembro. Portanto, foi no início e a meio da época que o chicote mais vezes estalou e os balneários sofreram mudanças estruturais – habitualmente indesejadas para os clubes e sinal de que as coisas não estão a resultar.

Sendo quase inevitável que mais cedo ou mais tarde aconteçam despedimentos, por qualquer motivo, o desejo para este ano é que esse número seja drasticamente reduzido em relação ao anterior, para que os trajetos iniciados no começo não sejam interrompidos prematuramente. É sempre mau sinal para uma Liga quando se ‘degolam’ tantos treinadores, podendo significar má gestão dos responsáveis, aliado a projetos desportivos pouco convincentes.

Contudo, nota-se que para a nova época houve algumas apostas de risco e o cenário de mudanças precoces pode estar aí à porta. Os casos de Rio Ave FC e Vitória SC são paradigmáticos, onde Mário Silva e Tiago Mendes vão ser postos à prova pela primeira vez numa competição com maior visibilidade e acredita-se que tragam novas ideias e dinâmicas de jogo, mas, ao mesmo tempo, são apostas que trazem uma certa dose de desconfiança, pelo que o processo de adaptação e apresentação de resultados terá de ser rápido para não caírem cedo demais, num campeonato que já mostrou que não se importa de prescindir dos treinadores prematuramente.

O que é certo é que este ano teremos a promessa de um futebol mais arrojado, de maior qualidade, sobretudo pelas apostas feitas pelos clubes, o que, observando o futebol apresentado em geral no ano passado, não será muito difícil de acontecer. O meu pedido é simplesmente que não ‘degolem’ em demasia os sujeitos do costume.

Daniel Bragança e Joelson: Dois talentos com futuro?

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Os jovens formados na Academia de Alcochete viram recentemente os seus vínculos ao Sporting Clube de Portugal prolongados. O médio e o extremo leoninos são internacionais pelos escalões jovens da seleção portuguesa.

Daniel Bragança renovou com o clube de Alvalade, prolongando o seu vínculo até 2024, com uma cláusula de rescisão de 45 milhões. O médio na última temporada representou o Estoril-Praia, por empréstimo, tendo disputado 22 jogos, nos quais apontou quatro golos e rubricou quatro assistências.

O extremo leonino, Joelson Fernandes, rubricou um novo contrato válido até 2023, com uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões. Joelson já disputou quatro jogos pela equipa principal, tendo brilhado na equipa sub-23 na última temporada, com cinco golos e duas assistências, em 28 jogos.

No meio-campo do Sporting, Daniel Bragança poderá assim ser alternativa a nomes como Wendel, Palhinha e Matheus Nunes. O jovem destaca-se pela sua qualidade de passe, visão de jogo, critério na construção e uma boa meia-distância. Em termos defensivos, é um jogador capaz de equilibrar a equipa nas transições defensivas. Bragança, que chegou ao Sporting em 2006, tem agora a oportunidade de brilhar na equipa principal.

Joelson
O extremo leonino é uma das promessas do clube e foi premiado com a renovação de contrato
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Joelson é o mais recente extremo leonino, na tradição de talentos como Futre, Figo e Ronaldo. O jovem leonino, que veste a listada verde e branca há sete anos, poderá ser uma alternativa para o trio ofensivo, no modelo de 3X4X3 de Rúben Amorim. O jovem internacional português é um jogador forte no um contra um, tecnicamente muito evoluído, define bem no último terço e tem na velocidade a sua principal arma.

Estes são mais dois talentos que Rúben Amorim tem à sua disposição, num plantel que deve ser composto pelo talento oriundo da formação e jogadores mais experientes. Que Bragança e Joelson possam ajudar o Sporting ao longo dos próximos anos, com Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória das vitórias, a cada jogo, e os tão ambicionados títulos.

Foto de Capa: Sporting CP

FC Porto | Amigáveis só à porta fechada

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Nesta pré-época mais pequena de sempre depois da época mais longa de sempre, o FC Porto tomou a opção de não fazer qualquer jogo amigável aberto ao público. É também a primeira vez, pelo menos desde que nasci, que não existe um jogo de apresentação, que também só faz sentido com público nas bancadas do Dragão.

O FC Porto nunca iria ser o clube em Portugal mais falado ao longo deste mês de preparação devido ao fenómeno Jorge Jesus e tudo o que veio de arrasto com a contratação do técnico português por parte do SL Benfica. A equipa da Luz reforçou-se em peso e o grande interesse dos adeptos e dos media em Portugal iria sempre cair nos encarnados. Devido a isso, é perfeitamente compreensível que o clube do Dragão tenha optado apenas por jogos de treino à porta fechada.

Os jogos de pré-época podem sempre ser incrivelmente enganadores e podem muitas vezes criar falsas expetativas nas mentes dos adeptos, sejam elas positivas ou negativas. De um ponto de vista puramente estratégico, se por qualquer uma das mil e uma razões possíveis os jogos não corressem de feição à equipa de Sérgio Conceição e, por outro lado, corressem de facto bem ao SL Benfica, todo este alarido que se tem vindo a sentir na comunicação social iria apenas ser exacerbado.

E, para além disso, os jogos em si são, para muitos treinadores, a parte menos importante da pré-época. Os jogadores estão quase sempre muito desgastados física e mentalmente e acabam por não ter o rendimento que iriam normalmente ter. Os treinadores começam logo a ser criticados pelos adeptos e pela comunicação social e perde-se logo aquela união que Sérgio Conceição tanto fala como sendo crucial.

Da pouca informação que tem saída para fora, não tem sido fácil tirar grandes conclusões. Segundo os grafismos apresentados (normalmente) no O JOGO, a equipa tem jogado tanto em 4x4x2 como em 4x3x3, prevendo, como se já estava a antecipar, que serão novamente estes os sistemas utilizados por Conceição. Sabendo claro que o sistema com dois avançados é o preferido do treinador, que tem vindo a adotar os três médios nos jogos mais difíceis para garantir o controlo do miolo do campo.

Em termos de jogadores, está tudo ainda muito incerto. O plantel está ainda demasiado grande, com muitas saídas ainda por acontecer. Vão sair centrais (Queirós e Osorio os mais prováveis) e são ainda necessárias algumas saídas na frente do ataque, depois das contratações de Taremi, Evanilson e a possível transferência de Toni Martínez. Ainda assim, mesmo estes jogadores que se prevê a saída têm tido minutos para se mostrarem a Sérgio.

Nesta pré-época tão pequena e tão próxima da passada época, seria sempre natural que as coisas não fossem como o normal, e no FC Porto isso não é exceção. Para voltarmos a ver os mandados de Conceição, teremos que esperar ansiosamente pelo início do campeonato.

Os 5 jogadores mais jovens internacionais de sempre na Europa

Todos os anos somos brindados com jovens talentos desconhecidos que aparecem no mundo do futebol e mostram que o desporto rei estará em boas mãos nos próximos largos tempos. Faz parte da evolução de qualquer desporto e também este é um fator que apaixona ainda mais os adeptos. Ter a oportunidade de ver no mesmo relvado um jogador com 30 e muitos anos e um larga experiência futebolística e um miúdo que ainda nem atingiu os 20 mas que se mostra competitivo e capaz de enfrentar os mais maduros.

Esta é uma realidade do futebol moderno. Basta pensarmos em jogadores como Ansu Fati (17 anos), Kylian Mbappé (21 anos), Jadon Sancho, (20 anos) entre muitos outros jovens que estão a aparecer em grandes clubes europeus e que elevam cada vez mais o nível do jogo a que estamos a assistir.

No entanto, e embora muitas pessoas pensem o contrário, não foi só agora que se começou a apostar em jovens e a lista que apresentamos a seguir é a prova disso mesmo. Assim, fazemos um top 5 com os jogadores mais jovens de sempre a estrearem-se pelas suas seleções na Europa, fazendo uma viagem até aos séculos passados e revelando nomes de que certamente muitos adeptos não se recordam.