Carlos Manuel Fangueiro Soares, mais conhecido no mundo do futebol por Fangueiro, recebe-nos diretamente do Luxemburgo. Uma pessoa que já jogou nos mais diversos campeonatos do mundo, desde a terceira liga luxemburguesa até ao principal campeonato do Vietname. Sócio do Leixões há mais de 35 anos, Carlos Fangueiro conta-nos algumas das maiores histórias que marcaram os seus tempos como jogador e como treinador.
-Um guerreiro dentro e fora de campo-
Bola na Rede [BnR]: Bem-vindo e obrigado por ter aceite o nosso convite. O futebol entrou muito cedo na tua vida. Começaste como profissional em 1995 no Leixões ou antes disso?
Carlos Fangueiro [CF]: Oficialmente sim, foi em 1995, mas já antes disso tinha a paixão pelo futebol dentro de mim. Desde que tenho a capacidade física necessária para jogar, antes dos nove anos, que jogo futebol e que tenho a “paixão pela bola”. Além disso, como vivia perto do Estádio do Mar (Leixões) e como o meu pai era sócio do clube, acabei por ficar também sócio do Leixões e a ver os jogos ao vivo. Foi nesse momento que comecei a ganhar o “bichinho” pelo futebol.
BnR: Então o teu pai teve uma grande influência no início da tua carreira.
CF: Sim, definitivamente. O meu pai também jogou em clubes distritais da Associação de Futebol do Porto e tinha uma paixão muito forte pelo Leixões. Tornou-se algo que foi crescendo e que foi sustentada ao longo dos anos (risos).
Fonte: Leixões SC
BnR: Segundo os registos que encontrei, fizeste mais de 337 jogos sendo que mais de 130 foram ao serviço do Vitória Sport Clube. Foi o clube que mais te marcou?
CF: Todos os clubes por onde passei foram importantes para mim. Não chegava a um novo clube apenas para jogar, convivia com as pessoas, com a estrutura, funcionários. Prova disso é que quando chego a uma cidade onde já tenha jogado as pessoas não se esquecem de mim e recordamos tempos vividos. No entanto, existem dois que se sobrepõem: o Leixões por ser o clube da minha terra, o clube que me formou enquanto jogador e enquanto pessoa, o clube que ainda hoje sou sócio. E depois, claro, o Vitória Sport Clube. Quem passa lá fica apaixonado pelo clube, pela cidade. Têm uma mística muito grande.
BnR: Consideras que o Vitória está ao nível dos chamados “três grandes” em termos de massa associativa?
CF: Sim, nesse aspeto está ao nível dos “três grandes”. A exigência dos adeptos é enorme e arrisco-me a dizer que pode até ser maior do que num Benfica, Sporting ou Porto. Eu senti isso na pele, desde os treinos até ao último minuto de cada jogo. O Vitória Sport Clube, com maior capacidade financeira, estaria ao nível dos chamados “três grandes”, sem dúvida.
BnR: Sentes que nesse aspeto o Sporting Clube de Braga está a ter o impulso financeiro que falta ao Vitória?
CF: A cada ano que passa o Braga está mais forte. Não só em termos financeiros, mas também em termos organizacionais, nas condições de trabalho. Isso tudo junto faz diferença.
O SL Benfica e Andrija Zivkovic chegaram, há cerca de duas semanas, a um entendimento para colocar um ponto final no contrato que vinculava o extremo sérvio ao clube da Luz.
Assim, o Benfica fechou um dossier que deu muitas dores de cabeça à direção encarnada e abriu mão do salário estratosférico que Zivkovic recebia, sem que justificasse semelhante.
Quando contratado em 2016, Zivkovic era uma das maiores esperanças do futebol europeu e o Benfica viu no jogador uma hipótese fazer um excelente negócio – e poderia ter sido. “Zivko” era um jogador livre, com o seu passe na mão, à espera que alguém lhe oferecesse um contrato e assim fizeram os encarnados. A SAD encarnada ofereceu seis milhões de euros de prémio de assinatura e um salário a rondar os dois milhões de euros na primeira temporada, com aumento gradual conforme os anos de contrato.
Pois bem, nesta próxima temporada (2020/21), Zivkovic iria receber qualquer coisa como 4,9 milhões de euros, naquele que seria o seu último ano de contrato pelo SL Benfica. Um autêntico “roubo” aos cofres das águias.
Muitas foram as vezes que o Benfica tentou “livrar-se” do sérvio, mas nunca chegaram propostas convincentes pelo extremo, pelo que este nunca saiu da Luz. A falta de propostas deveu-se ao facto de Zivkovic nunca ter conseguido chegar perto daquilo que era considerado o seu potencial.
Em quatro temporadas de águia ao peito, o canhoto disputou 88 jogos, marcou quatro golos e fez 24 assistências, mas quase sempre na condição de suplente utilizado. Números bastante aquém de um jogador que prometia tanto, mas nunca o justificou. Ainda assim, o sérvio fez uma primeira temporada de Benfica que fazia augurar um futuro risonho, mas foi perdendo espaço no plantel.
Zivkovic é dono de uma técnica acima da média, é rápido, ágil e tem um excelente pé esquerdo, no entanto, nunca foi uma verdadeira aposta por parte de nenhum técnico encarnado.
O dezassete vezes internacional sérvio ficou assim, novamente, com o seu passe na mão e pronto para negociar um novo contrato com um novo clube, ganhando um novo e possível chorudo prémio de assinatura, não lhe conferisssem os seus apenas 24 anos uma margem de progressão aceitável.
Fala-se do interesse do Al-Ahli, clube que milita na Arábia Saudita, contudo, tem-se falado, nos últimos dias, do interesse do clube grego PAOK. Exatamente, o mesmo PAOK que o Sport Lisboa e Benfica defronta no próxima dia 15 de setembro em jogo a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Assim, SL Benfica e Andrija Zivkovic podem-se reencontrar já este mês, num jogo que será fulcral para qualquer uma das equipas, uma vez que só um pode ganhar e continuar a sonhar com a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo para isso os encarnados derrotar ainda o Krasnodar, da Rússia.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
A SAD encarnada fechou, assim, um processo que estava pendente já há algum tempo, uma vez que o sérvio não aceitava a rescisão de contrato ou a sua venda. Aceitou, por fim, deixar o Benfica, recebendo ainda cerca de dois milhões de euros para assinar a rescisão.
Este foi, muito possivelmente, um dos piores negócios da história do encarnados, tendo rondado, entre prémios e salários, os 18 milhões de euros: valores estratosféricos para aquilo que Zivkovic rendeu desportivamente.
A CRÓNICA: PORTUGAL DEU UMA AULA À QUAL DEU GOSTO ASSISTIR
Foi por volta das 19:45 do dia cinco de setembro que 11 indivíduos que representam futebolisticamente o país no qual eu nasci e que, por acaso, aprecio, iniciaram aquilo a que podemos chamar um tutorial de bola para croatas.
Devo confessar, caro leitor, que inicialmente fiquei um pouco confuso. Geralmente, no início da partida, os responsáveis pela transmissão televisiva focam a imagem nos treinadores de cada equipa. No entanto, no jogo de hoje destacara, bastante um certo jovem que estava sentado na bancada a viver intensamente o jogo. Tal confundiu-me porque eu estava convencido de que o selecionador nacional era o engenheiro Fernando Santos, mas o grande destaque estava a ser o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Enfim, trata-se de alguém que domina vários âmbitos, não me surpreende que tenha explicado aos craques da armada lusitana os posicionamentos do Kovačić e do Pašalić.
Voltando ao tutorial. Em primeiro lugar, era necessário explicar à equipa da Croácia que é possível jogar bem e criar várias oportunidades e, mesmo assim, não ganhar o jogo. Afinal, os postes e a frase “o futebol é isto mesmo” foram inventados por alguma razão. Nos primeiros 40 minutos do tutorial foi isso que a seleção nacional ensinou, atirando, em três ocasiões, a bola aos ferros da baliza defendida por Dominik Livakovic.
Depois de a matéria ter ficado bem sabida, Portugal avançou para nova explicação. Chegava a altura de explicar qual o objetivo do jogo: o golo. Mas a equipa portuguesa procurou sempre valorizar a qualidade do ensino, não quiseram dar explicações de qualidade duvidosa. Surgiu então João Cancelo, ao minuto 41, a explicar com grande categoria como se marcam golos, com um extraordinário pontapé com o pé esquerdo, levando a bola a entrar no canto superior esquerdo da baliza da Croácia. Após 45 minutos de muita intensidade nas explicações, chegou altura de um bom intervalo.
Findo o intervalo, altura para mais uma dose do tutorial de bola para croatas. A seleção portuguesa optou por conceder uns sólidos 13 minutos aos jogadores da equipa da Croácia, para voltarem a ficar embutidos no espirito de tutorial, mas depois voltou às lições. Minuto 58 e Raphael Guerreiro explicou a importância das assistências para golo, fazendo um passe sensacional para Diogo Jota, bastando que este dominasse e encostasse para golo, como fez, e bem, consumando-se assim o 2-0 para Portugal.
Por vezes, no futebol é importante estar atento às fotografias, e acaba por ser comum os guarda-redes nem sempre se saírem muito bem nesse aspeto. Portugal quis também ensinar esse lado da modalidade à seleção da Croácia. No entanto, fê-lo num regime de aula prática. Em vez de mostrar como se faz, propôs que fossem os croatas a experimentar, estilo físico-química na escola. Desta vez quem assumiu as rédeas da lição foi João Félix, que, por volta do minuto 70, rematou de forma ligeiramente potente, mas deixando o guarda-redes croata mal na fotografia, e assinando o 3-0 para Portugal.
A seleção da Croácia teve um bom comportamento durante a aula, e, como tal, foi recompensada com alguns presentes. O primeiro presente foi o privilégio de assistir ao vivo, coisa que nos tempos que correm é um bocado rara, à estreia de um jovem prodígio na seleção de Portugal. Ao minuto 78 assinalou-se a estreia de Francisco Trincão na seleção A portuguesa. Outro dos presentes oferecidos aos croatas foi a possibilidade de demonstrarem aquilo que aprenderam no tutorial, demonstração essa que executaram perfeitamente, com uma bela jogada coletiva que resultou no 3-1, golo da autoria de Bruno Petkovic ao minuto 90+1.
Ainda assim, era importante que a seleção croata não saísse da aula a achar que já sabia tudo sobre esta modalidade do futebol. Surge então André Silva, no último lance do jogo, através de um pontapé de canto e após cabeceamento de Pepe, a apontar o 4-1 para Portugal, para que os croatas não ficassem excessivamente entusiasmados com aquilo que aprenderam. No final, o professor que levou a cabo a melhor exibição foi Raphael Guerreiro, ainda que todos tenham estado a um bom nível. Ponto curioso sobre tudo isto: este “tutorial” da seleção portuguesa foi dado a uma equipa que no último campeonato do mundo atingiu apenas a final, ou seja, uma equipa que é vice-campeã do mundo. Portanto, parabéns, Portugal!
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Raphael Guerreiro – Muito consistente ao longo de todo o jogo. Ofensivamente foi sempre uma mais-valia. Nota de destaque para a assistência soberba que faz para o segundo golo de Portugal.
O FORA DE JOGO
ACF Fiorentina e RC Celta estão na corrida pelos serviços de Tin Jedvaj, segundo a ‘Kicker’. pic.twitter.com/Uvg12QxmyZ
— Diário de Transferências (@DTransferencias) July 5, 2019
Tin Jedvaj – Tratou-se de um jogo muito difícil para todos os jogadores da seleção da Croácia, no entanto, Tin Jedvaj esteve especialmente desinspirado, tendo ficado bastante mal no segundo e no quarto golo da seleção portuguesa.
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
A seleção portuguesa apresentou-se num sistema tático de 4-3-3, com uma frente de ataque muito móvel sem uma referência fixa. Só já na parte final do encontro, aquando da entrada de André Silva para o lugar de João Félix, é que a equipa nacional passou a jogar com um ponta-de-lança. No meio-campo, Danilo foi o médio mais defensivo, dando espaço a João Moutinho e Bruno Fernandes para subirem mais no terreno.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Anthony Lopes (6)
João Cancelo (7)
Ruben Dias (6)
Pepe (6)
Raphael Guerreiro (8)
Danilo (6)
João Moutinho (6)
Bruno Fernandes (7)
Bernardo Silva (7)
Diogo Jota (7)
João Félix (7)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Trincão (6)
Sérgio Oliveira (6)
André Silva (7)
ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA
A seleção croata apresentou-se num sistema tático de 4-2-3-1, com Kovačić e Pašalić encarregues de segurar o meio-campo. As alas ficaram entregues a Rebić e Brekalo e Kramarić foi o homem solto na frente. No entanto, a estratégia dos croatas acabou por ser bem controlada pela seleção portuguesa.
Os jogos oficiais estão de volta e foi a vez de Portugal entrar em campo a contar para a Liga das Nações, tal como o BnR TV. A partida frente à Croácia foi analisada ao pormenor pelos nossos comentadores, que também fizeram uma previsão para o próximo embate frente à Suécia.
A Seleção Nacional está inserida no Grupo 3 da Liga A juntamente com a França, a Suécia e a Croácia, que acabou por vencer por 4-1. O embate entre suecos e gauleses (0-1), que tem implicações diretas nas contas de Portugal, foi também assunto de debate neste programa.
👑 A FIGURA: @RaphGuerreiro
⛔️ O FORA DE JOGO: Tin Jedvaj
«Era necessário explicar à equipa da Croácia que é possível jogar bem e criar várias oportunidades e, mesmo assim, não ganhar o jogo». 😅❌https://t.co/VWQwVWBNAQ
A recente venda de Fábio Silva do FC Porto para o Wolverhampton Wanderers FC, por cerca de 40 milhões de euros, também foi um tema comentado. O jovem português tornou-se o sétimo jogador sub-19 com a transferência mais cara e com o menor número de minutos jogados.
BnR TV Live com Miguel Araújo, João Alves e Pedro Diniz.
A ANTEVISÃO: NÃO É PRECISO FESTA PARA VER MOMENTOS HISTÓRICOS
A novidade para o fim de semana do Grande Prémio da Itália foi a diretiva técnica por parte da FIA de que os ‘party mode’ estariam banidos, ou seja, que as equipas têm de utilizar o mesmo modo na qualificação e na corrida. Mudar as regras a meio do jogo nunca foi algo que vi com agrado, mas o que está feito, está feito, e esta diretiva na minha opinião, e do que se viu, deu força à Mercedes.
O recorde de 2018 do circuito de Monza foi batido com os Mercedes a conquistarem a linha da frente para o Grande Prémio de Itália. Lewis Hamilton foi mais rápido do que Valtteri Bottas, com o melhor tempo da Q3 a ser 1:18.887s, com Valtteri Bottas a 0.069s.
Aqui é que a ‘coisa’ descamba. O terceiro classificado ficou a 0.808s, ou seja, a quase um segundo dos W11. E nem foi Max Verstappen, foi Carlos Sainz a colocar o McLaren com motor Renault na terceira posição. Para juntar mais água à fervura, Sergio Pérez levou o Racing Point à quarta posição, sendo assim, Max Verstappen só sai da terceira linha da grelha para o Grande Prémio da Itália.
Ainda entre os dez primeiros, a AlphaTauri tinha-se mostrado na sexta-feira, mas chegado à qualificação, Pierre Gasly foi o melhor na décima posição. Infelizmente, Daniil Kvyat não melhorou na última tentativa do Q2, pois Kevin Magnussen errou e não permitiu ao russo tal feito.
Kevin dips a toe in the gravel so can’t improve on his time.
Mas, o grande tema do fim de semana é a equipa da casa, a Ferrari. Desde 1984, sim leram bem, 1984 que carros Ferrari fora dos dez primeiros em Monza não acontecia. Com um SF1000 mau, Sebastian Vettel ficou-se logo pela Q1, no 17.º lugar, enquanto Charles Leclerc ainda foi à Q2, mas apenas foi 13.º classificado. Vai ser mais um domingo difícil e ainda bem que Monza não tem adeptos nas bancadas…
Michele Alboreto em 11,º e René Arnoux em 14.º foi a última fez que os Ferrari ficaram fora dos dez primeiros em Monza Fonte: statsf1.com
Por fim, o circuito de Monza e a sua primeira chicane costuma sempre trazer muita confusão. Pode-se antever que os Mercedes devem sair bem, mas atrás as coisas estão muito animadas. Carlos Sainz já admitiu que o ritmo de corrida não é tão forte como o da qualificação, Sergio Pérez teve dificuldades em Spa com o pacote aerodinâmico e sendo Monza parecido, vamos ver o que o mexicano faz e se usa a sua especialidade, gestão de pneus. Será também interessante ver o que Max Verstappen faz atrás destes dois pilotos.
De resto, vai ser muito difícil para a Ferrari, com um carro que não tem velocidade de ponta, dificuldades em aquecer pneus. Será que ficam entre os quinze primeiros?
E está confirmada a primeira grande venda do FC Porto neste mercado de transferências. Por uma verba que rondará os quarenta milhões de euros, Fábio Silva trocará o Dragão pelo Molineux Stadium, casa do Wolverhamtpon Wanderers FC, clube comandado pelo técnico português Nuno Espírito Santo. Em terras de Sua Majestade, irá partilhar o balneário com os também portugueses Rui Patrício, Rúben Vinagre, Rúben Neves, João Moutinho, Bruno Jordão, Diogo Jota, Daniel Podence e Pedro Neto.
Azul e branco desde 2010, Fábio Silva conta, no entanto, com uma passagem de duas épocas pelo maior rival dos da Invicta, o SL Benfica, entre os anos de 2015 e 2017. De águia ao peito, em trinta e oito partidas disputadas, é autor de vinte e nove golos. No entanto, não obstante os números extremamente positivos enquanto jogador encarnado, Fábio Silva haveria de recusar vários contratos de formação oferecidos pelo clube da Luz; tudo isto, antes de voltar a fazer as malas e regressar a casa, ao FC Porto.
Nas duas épocas que se seguiram, o antigo camisola quarenta e nove dos dragões continuou a somar números dignos de registo. Sessenta e quatro golos em pouco mais de setenta jogos e cada vez mais patente a ideia de que poderíamos estar perante um “caso sério”.
Contudo, não só de golos foi feito o percurso nos escalões de formação de Fábio Silva. Ao esticar das redes, o jovem atacante adicionou troféus, com destaque natural para a UEFA Youth League conquistada a vinte e nove de abril do ano passado.
Chamado por Sérgio Conceição, estreia-se na equipa principal num jogo de má memória para o clube azul e branco: a derrota em Barcelos, perante o Gil Vicente FC, por 2-1. Daí por diante, vai somando minutos no campeonato, na Liga Europa e na Taça da Liga, competição onde, frente ao CD Santa Clara, faz o primeiro jogo na condição de titular.
Concluída a primeira ronda dos Playoffs, os duelos voltaram a ser uma nuance e vários deles tiveram um realce bastante notório, não só entre os analíticos da liga norte americana, como também pelos amantes da modalidade.
Entre os quais, a disputa entre Mitchell e Murray, os candidatos a «MVP» James Harden e LeBron James e o surpreendente Jimmy Butler e Giannis Antetokounmpo.
Um duelo concluído, outro no começo e outro quase a acabar. Vê aqui os destaques destes duelos na última semana da NBA:
Após o sorteio realizado na passada terça-feira, o Sporting CP ficou a conhecer os seus possíveis adversários com quem terá de medir forças na terceira pré-eliminatória da Liga Europa. Viking FK (Noruega) ou Aberdeen FC (Escócia), uma destas duas equipas irá deslocar-se ao Estádio de Alvalade, no dia 24 de Setembro para disputar a eliminatória que será decidida apenas numa partida única. Todavia, o Sporting CP terá de aguardar pelo resultado do duelo entre os dois clubes do Norte da Europa que terá lugar a 17 de Setembro para saber quem irá defrontar em Alvalade.
Devido ao seu estatuto de cabeça de série, o Sporting CP poderia ter o Nomme Kalju (Estónia), o Mura (Eslovénia), o Aarhus (Dinamarca) ou o Lokomotiva Zagreb (Croácia). Na minha opinião, o sorteio ditou, portanto, ao Sporting CP os adversários mais difíceis entre os possíveis. No entanto, e sublinhe-se, não deixam de ser adversários muito acessíveis para uma recepção em Alvalade.
Há desde já a assinalar um ponto em comum entre os dois possíveis adversários do Sporting CP: qualquer um deles virá a Alvalade com um ritmo competitivo muito superior ao da turma de Rúben Amorim, uma vez que o Viking FK iniciou o seu campeonato em Junho enquanto que o Aberdeen FC leva já cinco jogos oficiais. Por outro lado, o duelo europeu do Sporting CP irá ter lugar entre as duas primeiras jornadas do campeonato português, ou seja, entre a recepcção ao Gil Vicente FC marcada para o dia 20 de Setembro e a visita ao FC Paços de Ferreira no dia 27 do mesmo mês.
Seja qual for o adversário que vier a Alvalade no dia 24 de Setembro, desengane-se quem achar que o Sporting CP tem a eliminatória no bolso. Antevê-se um duelo difícil perante possíveis adversários que, na falta de melhores argumentos, facilmente poderão explorar o jogo aéreo, capítulo em que o Sporting CP parece ter várias deficiências.
Ainda assim, e apesar das desvantagens de uma eliminatória a uma mão e de um estádio despido de público, a formação leonina tem obrigação de vencer e convencer para poder disputar o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa. Não quero, por isso, sequer, imaginar um cenário de derrota do Sporting CP e as implicações que pode trazer para o desenrolar da sua época desportiva:
Na onda das apostas de Rúben Amorim nos jovens das fornadas de Alcochete, Tiago Tomás apareceu na equipa A como uma das opções para o ataque leonino. Quando a maioria esperava o surgimento de Pedro Mendes – goleador dos sub-23 na temporada anterior – surgiu um avançado mais novo e diferente na maneira de jogar.
Fez a sua estreia na equipa principal frente ao Gil Vicente FC, e, desde essa jornada, foi utilizado em todos os jogos oficiais, à exceção do empate frente ao Moreirense FC.
Tiago Tomás é um avançado completo. Conjuga o seu instinto goleador com a habilidade técnica, algo que agradou ao técnico verde e branco. É rápido, ágil e pode jogar nas três posições do ataque do Sporting CP, tendo ganho pontos em relação a Pedro Mendes. Sendo este último um ponta de lança mais fixo, forte no jogo aéreo e na capacidade atlética, e menos habilidoso tecnicamente, parece não encaixar no perfil que Rúben Amorim quer para o seu jogo.
Olhando para as opções do ataque leonino encontramos: Sporar, Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos, Vietto, Gonzalo Plata e Tiago Tomás. Os primeiros três são aqueles que se encontram em melhor forma neste início de pré-temporada. Nuno Santos procura o seu lugar, Gonzalo Plata anda “fora dela” e Vietto regressou agora aos trabalhos com a equipa. Joelson Fernandes continua a ser uma incógnita, devido à situação contratual.
Acredito que o avançado de 18 anos irá rodar entre a equipa A e a B. Apesar de se encontrar em boa forma – tendo feito um golo no jogo amigável frente ao B SAD – é um jogador que necessita de ser titular regularmente numa liga profissional. Basta recordar que, na temporada passada, fez apenas seis partidas na Liga Revelação, tendo apontado três golos. Como não acredito que seja indiscutível no plantel principal, penso que a intercalação entre as duas equipas será bastante benéfica para o seu desenvolvimento enquanto atleta.
Rúben Semedo é o novo nome apontado ao SL Benfica. Atualmente veste a camisola do campeão grego, Olympiacos FC, mas foi jogador do Sporting CP dos 16 aos 22 anos.
As águias têm estado agitadas no mercado de verão com as contratações de Pedrinho, Éverton “Cebolinha”, Waldschmidt, Vertonghen, entre outros. O mais recente jogador apontado aos “encarnados” é Rúben Semedo, internacional português pelas camadas jovens e campeão pelos gregos do Olympiacos. Ainda que tenha crescido muito como jogador, o central português já esteve ligado a polémicas, como foi a sua detenção em 2018 onde esteve acusado de sequestro e agressão com arma ilegal.
Rúben Semedo pode reencontrar Jorge Jesus, desta vez no SL Benfica Fonte: Olympiacos FC
Rúben Semedo é um defesa-central com uma boa estatura física (1.89m e 83kg), mas também com uma velocidade “acima da média” para um jogador daquela posição. Além disto, ataca bem a bola seja na defesa como no ataque – onde é bastante forte no jogo aéreo. Apesar de não ter qualquer minuto pela seleção nacional, o atual selecionador, Fernando Santos, já o convocou para dois jogos da qualificação para o Euro 2020 (Luxemburgo e Ucrânia).
A sua formação começou muito cedo no Benfica, mas foi nos juniores do Sporting que começou a crescer como jogador. Depois de mais de 120 jogos pelos “Leões” – 30 dos quais ao comando de Jorge Jesus na época 2016/2017, Rúben Semedo explodiu e o Villarreal pagou 14 milhões de euros pelos seus serviços.
Alguns meses após a sua chegada a Espanha, surgiu o escândalo que levou à sua detenção e o emblema espanhol viu-se obrigado a “congelar” o seu ordenado. No entanto, o jogador português saiu em liberdade cinco meses depois e foi integrado no plantel do “Submarino Amarelo”.
Não teve grande sucesso no Villarreal e foi emprestado ao Huesca da segunda divisão espanhola e ao Rio Ave FC onde esteve em grande nível sob o comando de Carlos Carvalhal na época 2018/2019. O desempenho pela equipa de Vila do Conde levou o Olympiacos, crónico campeão grego, a pagar cerca de quatro milhões e meio pelo seu passe.
Segundo a imprensa portuguesa, a equipa de Pedro Martins estará a exigir cerca de 10 milhões de euros por Rúben Semedo, valor que é considerado demasiado alto pelo Benfica. No entanto, a SAD dos encarnados está a tentar baixar o valor usando o Nottingham Forest e a mudança de Pêpê (ex-Vitória SC) para a Grécia.
Simplificando, o presidente do Olympiacos, Evangelos Marinakis, é o detentor do emblema inglês que tem uma “dívida” de cinco milhões de euros proveniente da última prestação do pagamento de João Carvalho. Ainda, o Olympiacos acaba de contratar Pêpê ao Vitória SC por uma verba a rondar os seis milhões de euros e as “águias” têm a receber 50% do valor da tranferência, neste caso serão três milhões. Ora, se somarmos os três milhões do médio defensivo português e os cinco milhões de euros provenientes do negócio de João Carvalho, o Benfica necessitaria “apenas” de pagar dois milhões para atingir os dez milhões exigidos pelos gregos.
Jorge Jesus já trabalhou com Rúben Semedo e conhece bem as suas características e as suas qualidades. Assim, o técnico português tem-no como preferência para reforçar o eixo central da defesa “encarnada”.