Início Site Página 10369

Taremi e Toni Martínez: o que pode mudar na frente de ataque portista

0

Muito se tem falado das possíveis contratações de Taremi e Toni Martínez para o FC Porto. Foram dois dos avançados que mais se destacaram na Liga Portuguesa ao longo desta última época e seriam ambos, a meu ver, boas adições à frente de ataque dos Dragões.

Ataque esse que teve alguns problemas nesta temporada. Nenhum dos avançados do plantel se destacou particularmente e houve sempre alguma dificuldade em encontrar a melhor dupla. Marega era obviamente indiscutível, mas também não conseguiu ter uma época tão bem conseguida, pelo menos ao nível dos golos marcados. Soares e Zé Luís também não conseguiram propriamente afirmar-se como titulares, sem margem para dúvida. Conseguiram os dois fazer, a espaços, boas exibições, mas nunca com a consistência necessária. Ainda assim, fazendo as contas no final da época, foi Soares que ganhou a luta pelo segundo avançado a ser selecionado na ficha de jogo.

Mas uma coisa foi óbvia aquando do final do campeonato: a posição de avançado era uma que necessitava de ser reforçada. Especialmente tendo em conta que a relação entre Sérgio Conceição e Zé Luís parece já não ser a melhor e que o cabo-verdiano parece estar na porta de saída do Dragão. Outro aspeto que ficou claro, tendo em conta os nomes que foram associados aos Dragões, é que o FC Porto olhou para o mercado nacional para preencher esta vaga. Desta forma, Taremi e Toni Martínez fazem todo o sentido.

 São os dois avançados muito competentes que podem trazer coisas bastante diferentes ao jogo de Sérgio Conceição, comparando com os avançados atuais. São os dois bem capazes de atacar a profundidade, mais pela inteligência de movimentos do que pela velocidade, como o estilo do treinador pede, mas não é aí que se destacam de Soares ou Zé Luís. Taremi tem uma capacidade técnica muito acima de qualquer um dos já mencionados e associa-se muito bem com os médios atrás dele. Mais do que um ponta-de-lança puro e duro, é um avançado muito completo, capaz de recuar para trazer jogo para a frente, enquanto é sempre uma ameaça para as costas dos defesas.

Toni Martínez não diferencia em muito de Taremi, apesar de ser um jogador que usa mais a sua qualidade física. Ainda assim, consegue na mesma jogar aquele futebol associativo. Aliás, estes dois jogadores não conseguiriam ter tido papéis tão relevantes nas respetivas equipas (Rio Ave e Famalicão foram duas das equipas que melhor futebol jogaram no campeonato) se não fossem fortes no jogo de equipa, se não tivessem boas capacidades técnicas e se não fossem fortes a ler o jogo de posição.

A meu ver, seriam duas muito boas opções para aumentar a qualidade e a competitividade na frente de ataque dos Dragões. Trazem qualidades que o plantel atualmente não tem e ambos já mostraram mais que competência suficiente na nossa Liga. Parece-me a mim que Taremi seria o melhor preparado para fazer dupla com Marega, e creio que se iria adequar muito bem naquele papel de avançado ligeiramente mais recuado.

Mas com todos estes pontos positivos, também existe um senão. Enquanto acho positivo que o FC Porto tente encontrar avançados com um perfil diferente ao existente, a verdade é que o estilo de jogadores dos que estão hoje no plantel é o estilo de Sérgio Conceição. Com isto quero dizer que não se pode contratar jogadores que jogam de maneiras claramente diferentes e pedir-lhes o que se tem pedido aos atuais avançados.

Porque embora ache que Taremi e Toni podem ser muito boas adições, não será no jogo direto e vertical de Conceição que estes se vão destacar. Um aspeto que acho que não é tido em conta suficientemente quando se fala em novas contratações é o contexto para o qual o jogador vai entrar. E não tenho dúvidas de que para que estes dois jogadores possam atingir todo o seu potencial no FC Porto, é preciso que o treinador adapte algumas das suas ideias para os servir.

Artigo revisto por Joana Mendes

NBA: O David também vence o Golias

0

Depois do recomeço enigmático da NBA e de confirmados todos os intervenientes para a derradeira fase da bolha, os ingredientes estavam preparados para uns playoffs como nunca antes vistos. Se, por um lado, a falta de adeptos prejudica o ambiente e o cenário em redor dos playoffs, por outro, sendo sempre jogado em campo neutro, as equipas teoricamente mais fracas terão menor pressão de jogar no campo adversário, acabando por beneficiar, competindo de forma supreendente contra os favoritos.

Foi o caso dos Portland Trail Blazers, Dallas Mavericks e até mesmo os Orlando Magic, que apesar da esperada famosa “varridela”, conseguiram-se superar de forma clara e merecedora diante os adversários Lakers, Clippers e Bucks, respetivamente.

Para além disso, o «small ball» em Houston tem dado resultado e os MVP’s parecem insaciáveis. Vê aqui os principais destaques da primeira semana de playoffs.

Foto de capa: NBA

Paris Saint-Germain FC 0-1 FC Bayern Munchen: E no final… ganham os alemães

A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE DE GRANDE NÍVEL DÁ VITÓRIA AO FC BAYERN

Mais de um ano depois do começo oficial da edição de 2019/20 da Liga dos Campeões, temos vencedor! O FC Bayern Munchen venceu o Paris Saint-Germain FC em pleno Estádio da Luz, numa final inédita na história da prova e que ficará para sempre registada nos livros de recordes.

Num jogo com muita emoção e digno de uma final da “prova milionária”, a entrada mais forte foi dos alemães, dominando a posse sobretudo nos primeiros dez minutos de jogo. Contudo, foi a equipa francesa que começou a explorar o espaço aberto nas costas da defesa adversária, valendo-se da velocidade e qualidade de drible de Mbappé, Di María e Neymar para deixar em sentido a defesa do Bayern. Em resposta, ao minuto 22, o inevitável Lewandowski atirou ao poste da baliza de Keylor Navas. Estava a partida lançada!

O Paris Saint-Germain passou a pressionar alto o adversário (e com sucesso), mas tal apenas durou alguns minutos. O controlo do Bayern sobre a posse de bola foi reposto a partir do momento em que o inevitável “atirador” polaco dos bávaros colocou à prova o guardião Navas, tendo este respondido de forma instintiva, mas fantástica. A fechar a primeiera parte, houve ainda tempo para Mbappé desperdiçar uma ocasião soberana, rematando fraco e para encaixe fácil de Manuel Neuer. Fechou-se assim uma primeira de grande nível, onde só faltaram os golos.

O segundo tempo começou com várias quezílias entre os jogadores, mas que rapidamente (e muito bem, diga-se) foram sanadas pelo árbitro da partida, o italiano Daniele Orsato. Pouco depois, numa altura em que o Bayern dominava a posse de bola e o Paris Saint-Germain apenas tentava sair no contra-ataque, foi inaugurado o marcador. Ao minuto 60, depois de uma sobra de bola, Kimmich cruzou milimetricamente para Coman, que apenas teve de cabecear para o fundo das redes, dada a falta de oposição. O tal golo que faltava a este encontro aparecia finalmente!

Poucos minutos depois, o mesmo Coman voltou a aparecer solto ao segundo poste, mas desta vez valeu ao PSG Thiago Silva, a cortar em cima da linha de golo. A partir deste momento, os bávaros ficaram confortáveis na partida e passaram a dominar o jogo, tanto com bola, como sem ela. O jogo, contudo, ficou muito partido a meio-campo, o que fez com que as oportunidades perto das balizas fossem praticamente nulas.

Em cima do minuto 90, e embora estivesse em fora-de-jogo, Mbappé deu mais uma prova de que esta não era a noite do Paris Saint-Germain, ao falhar na cara de Neuer, que se saiu com uma bela “mancha”. Assim, no final, voltaram a ganhar os alemães, pela margem mínima, mas de forma merecida, uma vez que foram a melhor equipa de toda a competição. É a sexta Liga dos Campeões que segue para o museu dos bávaros, contrastando com os parisienses, que continuarão em busca da primeira vitória na prova.

A FIGURA

Kingsley Coman – Para além de ter marcado o golo da vitória, foi o jogador que mais agitou o lado ofensivo do Bayern. Pegou na bola, acelerou, driblou e ainda marcou o golo decisivo, numa verdadeira exibição de homem do jogo. Nota ainda para o grande jogo de Manuel Neuer, que por várias vezes mostrou que ainda é um dos melhores do mundo na sua posição.

O FORA DE JOGO

Neymar Jr. – Foi uma final inglória para o “astro” brasileiro. Depois de ter sido figura de destaque em toda a campanha dos parisienses até à final, esteve completamente desaparecido durante toda o encontro decisivo. Todavia, assistimos a uma nova atitude de Neymar durante esta campanha, menos individualista e mais virada para o coletivo, pelo que o futuro parece reservar grandes feitos para o avançado “canarinho”.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

O 4-3-3 em que Thomas Tuchel vinha apostando nos últimos jogos manteve-se, com uma frente muito móvel e sem um ponta-de-lança “puro”. Assim, durante a primeira parte, o tridente ofensivo foi aproveitando os espaços dados pela defensiva adversária, alicerçados num meio-campo muito coeso e com grande qualidade de passe. No setor mais recuado, toda a defesa foi conseguindo travar o feroz ataque do Bayern e não lhes concedeu o mínimo espaço interior.

No entanto, a segunda parte foi totalmente diferente: a pressão dos alemães intensificou-se, os ataques dos franceses foram inexistentes e a defesa ficou perdida a partir do momento em que sofreu o primeiro golo. Um jogo de duas partes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (6)

Thilo Kehrer (6)

Thiago Silva (6)

Presnel Kimpembe (5)

Juan Bernat (6)

Marquinhos (6)

Ander Herrera (6)

Leandro Paredes (6)

Ángel Di María (6)

Kylian Mbappé (5)

Neymar Jr. (5)

SUBS UTILIZADOS

Marco Verratti (5)

Julian Draxler (5)

Layvin Kurzawa (5)

Eric Choupo-Moting (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Tal como o técnico adversário, também “Hansi” Flick apostou na formação habitual: o 4-2-3-1. Se a defesa esteve bem no primeiro tempo, anulando o veloz ataque adversário, o ataque esteve algo apático, jogando muito pelas alas, dada a dificuldade em encontrar espaços interiores, e sem grande velocidade (com exceção dos últimos dez minutos para Kingsley Coman).

No segundo tempo, o Bayern entrou com outro espírito, tanto sem bola, como com bola. O golo marcado dentro dos primeiros quinze minutos da segunda parte galvanizou a equipa para uns bons 45 minutos, assustando o adversário, por um lado, e não se deixando intimidar, por outro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Joshua Kimmich (6)

Jérôme Boateng (6)

David Alaba (6)

Alphonso Davies (6)

Thiago Alcántara (6)

Leon Goretzka (6)

Serge Gnabry (6)

Thomas Muller (6)

Kingsley Coman (7)

Robert Lewandowski (6)

SUBS UTILIZADOS

Niklas Sule (6)

Ivan Perisic (5)

Philippe Coutinho (5)

Corentin Tolisso (-)

Guarda-Redes | O lugar que ninguém e muitos querem

0

A chegada de Jorge Jesus para o comando técnico encarnado significa, a título imediato, em mudanças no plantel do Sport Lisboa e Benfica, nomeadamente no posto de guarda-redes. Ora, se nas últimas semanas surgiram reforços como Waldschmidt, Everton, Gilberto, Vertonghen, Pedrinho e, finalmente, Helton Leite.

Pois bem, é deste último, ou melhor da posição em que o mesmo atua, que nos vamos focar neste artigo. Atualmente o Benfica tem quatro opções para a baliza no seu plantel, no entanto, a posição de guarda-redes é, provavelmente, a que menos é rodada a temporada toda.

Na equipa principal estão o titular Odysseas Vlachodimos, Helton Leite, Mile Svilar e, para acrescentar a esta lista, Leo Kokubo, guardião da equipa de sub-23 das águias, tem estado em grande plano.

Assim, são quatro as opções de Jorge Jesus para uma posição em que apenas três terão permanência, pelo menos é o expectado. Pois bem, se ninguém gosta de ser terceira opção, não deixa de ser verdade que há uma luta entre dois destes guardiões pela última vaga terceiro guarda-redes.

Creio que em circunstâncias normais, Vlachodimos manterá a sua titularidade assegurada e com a chegada de Helton Leite, este deverá ser a segunda opção, no entanto fica a dúvida de quem ocupará a terceira vaga no plantel encarnado.

Fonte: SL Benfica

Svilar já teve a sua oportunidade na equipa principal, mas alguns erros da sua parte acabaram por danificar a sua imagem perante os adeptos, que não o consideram um guarda-redes seguro e capaz de defender as redes encarnadas. Resta ainda referir Kokubo que tem melhorado a olhos vistos, sendo até o escolhido para defender a baliza encarnada na UEFA Youth League.

Analisando as duas opções para ocupar a última vaga reservada a guarda-redes, Svilar é o mais experiente. Ainda que tenha apenas 20 anos, o guardião belga, que fez a sua formação no Anderlecht, onde até chegou a vencer a Liga e Supertaça pela equipa principal, ainda não convenceu nos seus três anos de SL Benfica.

Quanto a Leo Kokubo, o mais novo dos três atletas em discussão (19 anos), parece-me um pouco “verde” para subir à equipa A dos encarnados. Ainda que venha a melhorar significativamente, penso que a melhor opção para Kokubo seria rodar pela equipa B e pelos sub-23 por mais uma temporada e aguardar pela sua oportunidade no plantel principal para não arriscar sair com a sua imagem prejudicada como aconteceu com Svilar.

Assim, julgo que Mile Svilar deverá ser o terceiro guarda-redes do conjunto de Jorge Jesus e que Kokubo será o preterido desta lista, devendo ficar à espreita de um lugar no plantel. Será no seu quarto ano de Sport Lisboa e Benfica que Svilar convence os adeptos da sua aptidão? Ou será “apenas” o terceiro guarda-redes que ninguém espera nada?

Julgo que saberemos no decorrer da temporada.

GP Estíria: A Portuguesa em alto e bom som só para ti, Miguel

0

A CORRIDA: DEIXEM O NOSSO MENINO VOAR!

À semelhança da Fórmula 1, Áustria foi palco de duas corridas e a segunda com a mudança de nome para: GP de Estíria. Depois do acidente assustador entre Morbidelli e Zarco, novamente o Red Bull Ring deu-nos novo acidente que arrepiou qualquer pessoa. Porém, já lá vamos a esse assunto, pois primeiro falemos do arranque e da primeira volta!

Com Pol Espargaró (KTM Factory Racing) na pole, Takaaki Nakagami (LCR Honda) e Joan Mir (Suzuki) na primeira linha do grid, foi a vez de Jack Miller vir disparado do 4.º lugar para 1.º sem pedir licença. A primeira volta foi de trocas e baldrocas nas posições dos pilotos, mas aquele que podia estar chateado com o seu desempenho – e depois de tudo o que já mostrou – era Pol Espargaró.

Mas se achavam que Jack Miller ia disparado para liderar a corrida, enganaram-se. Joan Mir, depois de já ter brilhado no GP de Áustria, apareceu na frente e nunca mais ninguém o viu. Conseguiu mesmo uma vantagem de um segundo sob Miller e Nakagami, que lutavam incessantemente pelo 2.º lugar. Mas quem também estava numa luta interessante era Brad Binder (KTM Factory Racing) e Miguel Oliveira (RedBull Tech3).

O problema é que Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha), que já se vinha a queixar de um problema no travões, teve de saltar da sua moto em andamento e acabou por embater com estrondo, começando a arder. Tivemos por isso um red flag e a corrida esteve parada para que fosse substituído a parte onde a Yamaha acabou por embater. Joan Mir ia lançado para uma vitória – para a sua primeira -, mas houve nova partida, tal como já tinha acontecido no round one em Áustria.

A faltar 12 voltas para o final, partiram todos juntos novamente e o que dizer de mais um grande arranque por parte de Jack Miller e também de… Miguel Oliveira! Quando a corrida estava parada, os comentadores diziam que isto era uma oportunidade para aqueles que estavam mais para trás e veio a confirmar-se essa mesma premissa. Porém, também foi um grande revés para alguns pilotos, como Takaaki Nakagami e Joan Mir.

Na frente preparava-se um prato que vinha a ser à boa moda portuguesa. Com o grande arranque, Miguel Oliveira ficava em 4.º lugar e ia acompanhando os três da frente só como ele sabe. Mas, em primeiro lugar, vinha (outra) grande batalha entre Jack Miller e Pol Espargaró, que vinha agora com vontade de remediar aquilo que de mal tinha feito na primeira parte do GP.

Enquanto o australiano e o espanhol iam lutando por um lugar, era Miguel Oliveira que ia aproximando-se dos dois da frente como uma flecha. Quando já se desesperava em várias casas portuguesas para que a corrida terminasse e houvesse o primeiro pódio falado em português no MotoGP… eis que o melhor cenário aconteceu! Jack Miller e Pol Espargaró tornaram-se mais agressivos pela luta pelo primeiro lugar e as últimas duas curvas foram fatais para ambos!

Acho que será impossível descrever quando se viu a Tech3 de Miguel Oliveira a passar por dentro os dois pilotos que iam na frente e a dizer “adeus que esta é minha”. Foi muito “rato” o nosso “Falcão” e vimos PELA PRIMEIRA VEZ o número 88 a passar a linha axadrezada em primeiro lugar. Miguel Oliveira torna-se assim o primeiro português a vencer na categoria rainha e que temporada está a fazer.

É lavado em lágrimas que escrevo este rescaldo, pois, tal como eu, muitos têm acompanhado o percurso de Miguel Oliveira desde o Moto3 até agora ao MotoGP e não há melhor do que esta vitória. Voa, menino! Apenas o céu é o teu limite e creio que nem isso será um limite para ti. Na RedBull Tech3 tens feito um trabalho extraordinário e na próxima época estarás a fazer algo muito melhor. Todos os portugueses estão orgulhosos de ti e prontos para te apoiar sempre! Obrigado, Miguel. 

Miguel Oliveira é agora 9.º no campeonato de MotoGP e subiu cinco lugares na classificação. Na liderança continua Fabio Quartararo, porém, agora apenas com uma distância para Andrea Dovizioso (Ducati Team) de apenas três pontos! Em terceiro está Jack Miller (Pramac Racing), que deu um salto de quatro posições.

As 5 contratações para equilibrar o campeonato português

No rescaldo de uma época atípica devido à pandemia e com o mundo a lutar ainda com o vírus, face às consequências económicas, todos imaginavam o mundo do futebol em contenção de custos, a “apertar o cinto”; no entanto, parece estar a suceder quase o oposto, com os clubes a investir cirurgicamente, mas em reforços de peso, de maneira a proporcionar aos adeptos um campeonato mais competitivo e sobretudo, mais equilibrado. Com tanto nome sonante a ser apontado ou mesmo apresentado no futebol português, com a qualidade dos jogadores e dos treinadores, creio que podemos esperar quiçá um dos melhores campeonatos dos últimos anos. Vejamos então, cinco reforços que podem fazer isso valer e contribuir para o equilíbrio de forças da Primeira Liga.

Bruno Varela | Um regresso para (re)conquistar

Bruno Varela está de volta aos relvados portugueses, após duas temporadas a serviço do AFC Ajax, em que foi pouco utilizado, regressa ao campeonato onde já foi feliz, desta vez, para defender as cores do Vitória SC e provar que continua a ser uma mais valia para qualquer equipa.

A questão é: Bruno será o patrão da baliza?

Tem a favor a experiência, apesar dos cinco jogos realizados pelos holandeses, fez mais de 30 jogos pelo SL Benfica (onde não convenceu), após a temporada 2016/17 onde foi um dos melhores guarda-redes da liga no Vitória FC.

A favor dos Sadinos mostrou que em equipas onde a pressão é menor consegue ser uma mais valia, daí esta aposta por parte dos vimaranenses parece ser acertada, uma vez que, têm falhado neste aspeto ao longo dos anos. A baliza foi constantemente um ponto de insegurança para a equipa e depois da saída de Douglas e Miguel Silva o projeto precisa desesperadamente de assegurar continuidade e confiança na posição.

Relaxem, o 🏰 está bem seguro 🔐

✔ de 𝐕itória, ✔ de 𝐕arela!
#WelcomeBrunoVarela 🧤 pic.twitter.com/3iWugf9qnr

— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) August 19, 2020

A luta pela titularidade será interessante, o seu principal “adversário” é Trmal, o checo apresenta uma grande margem de evolução, aos 21 anos vem de duas épocas a titular no seu pais natal, onde é visto como o titular natural da seleção, estes fatores dão boas perspetivas de competitividade para a posição. Nenhum dos jogadores é um claro favorito ao onze inicial, a condição física de Bruno Varela é uma incógnita, mentalmente desde a época a serviço das águias ficou afetado pela vaga de críticas jogo após jogo, por sua vez, dada a tenra idade, a adaptação e aumento de exigência pedida ao jovem checo são fatores que condicionam o desenvolvimento destes jogadores.

À imagem bem-sucedida do FC Famalicão, a abordagem ao defeso passa pela contratação de jovens com potencial, que possam ser rentabilizados tento em campo como financeiramente. Em contrapartida o que esperar da equipa é um mistério, se o projeto for bem-sucedido, no espaço de 2-3 anos podemos ver o Vitória a lutar por todas as competições nacionais, mas, se por algum acaso a equipa não corresponder ao nível necessário, é um duro golpe nas ambições na cidade berço.

 

5 Jogadores com passagem no Campeonato de Portugal em destaque na Liga 19/20

Aparentemente, a fase final da Liga dos Campeões está a ser disputada em Portugal, mas confesso, caro leitor, que me tem passado completamente ao lado. A meu ver é uma competição interessante de acompanhar quando não houver mais nada que fazer, visto que todos os anos é disputada também em Portugal uma competição de muito maior qualidade: o Campeonato de Portugal.

Uma competição na qual 80 equipas* lutam por duas vagas que dão acesso à Segunda Liga. Se a esta ideia juntarmos um dado que é a incrível qualidade de alguns dos atletas que atuam no Campeonato de Portugal e também a tremenda emoção que os adeptos de cada clube vivem, só nos podemos estar a referir a uma das melhores competições do desporto mundial. Claramente muito superior a este conjunto de sete jogos disputados por jogadores banais e desconhecidos que os estádios da Luz e de Alvalade estão acolher.

Torna-se então pertinente analisar cinco jogadores que apresentaram excelente rendimento na Liga 2019/2020 e que passaram pelo Campeonato de Portugal.

*Na época 2020/2021 o modelo da competição irá sofrer alterações.

Gelson Dala | Equipa B e empréstimos… para quê?

0

É oficial, Gelson Dala é reforço do Rio Ave FC. O avançado angolano foi moeda de troca, juntamente com Francisco Geraldes, no negócio que trouxe Nuno Santos para Alvalade. Pela equipa principal dos Leões só teve a oportunidade de somar 71 minutos, um para a Primeira Liga e 70′ para a Taça de Portugal.

A equipa secundária dos leões, supostamente, serve para os jovens se desenvolverem e darem provas de que merecem jogar pela equipa principal. Gelson Dala chegou no mercado de 2016/2017, vindo do Clube Desportivo 1º de Agosto, e ingressou diretamente na equipa B. Fez 17 jogos e marcou 13 golos. Na época seguinte começou na equipa B e fez seis jogos, onde apontou quatro golos. Acabou emprestado ao Rio Ave FCNa equipa secundária do leões somou, no total, 17 golos em 23 jogos.

Para que serve a equipa B se os jogadores mostram serviço e acabam por não ser hipótese na equipa principal? Nas duas épocas que somou minutos na equipa secundária dos leões, o Sporting CP tinha no seu plantel como alternativas para o ataque, além dos titulares, Luc Castaignos, Hernán Barcos, André Felipe, Lukas Spalvis, Luiz Phellype e Seydou Doumbia…

Nos empréstimos, Gelson Dala só não foi feliz na Turquia, ao serviço do Antalyaspor Kulübü, onde participou em nove jogos (415 minutos) e fez um golo. De resto, nos três empréstimos ao Rio Ave FC, o avançado angolano mostrou serviço no escalão máximo do futebol português. Pelos vilacondenses fez 46 jogos e apontou 14 golos. Só na temporada transata, na meia época que esteve em Vila do Conde, participou em 15 jogos, marcou seis golos em 584 minutos.

A gestão de Gelson Dala no Sporting CP deve ser analisada e refletida. É difícil entender o porquê de não integrar o plantel desta época, visto que as únicas opções para a frente de ataque, até à data, são Andraž Šporar, Luiz Phellype e Tiago Tomás

Foto de Capa: Rio Ave FC

Darnold há de sorrir

0

Terceira escolha do Draft 2018, Sam Darnold não teve dificuldades em afirmar-se como o quarterback titular dos New York Jets, mas, aos olhos de muitos, continua sem mostrar qualidade suficiente para justificar uma seleção tão madrugadora. Seria pouco sensato tentar argumentar que Darnold já demonstrou que vai ser uma estrela, mas também não faz sentido dar eco a visões de que a sua terceira época será de ‘tudo ou nada’.

Darnold tem progredido e, mesmo com lesões, as suas exibições vão ficando mais sólidas. Quem quer um quarterback já feito não o pode querer ir buscar ao Draft. Darnold é um projeto em desenvolvimento, tal como os Jets. E, o mais importante é que o crescimento, de jogador e equipa, seja sustentável e de longo prazo.

Obviamente que Darnold tem aspectos em que precisa de melhorar o quanto antes. Os dois principais aspectos em que tal se dá são as interceções e a corrida. No total das suas duas épocas na NFL, Darnold tem uma média de mais de uma interceção por jogo. Apesar de, no geral, os seus passes até serem bastante sólidos, com demasiada regularidade saem-lhe bolas que são verdadeiras ofertas ao adversário. Quanto à corrida, é uma arma que Darnold é muito relutante em usar, acabando por recorrer ao passe mesmo em situações em que se vê com via aberta para subir ele mesmo no terreno com a bola. Mesmo que esta não seja uma epecialidade sua, na NFL de hoje é fulcral que o QB não tenha receio de assumir essa responsabilidade de quando em vez e Darnold não o tem feito.

Contudo, Darnold ficaria certamente bem melhor na fotografia se a equipa em seu redor fosse de outro calibre, o que não tem sido o caso. A sua linha ofensiva é terrível e Darnold sofreu, respetivamente, 30 e 33 sacks nestes dois anos nos Jets e que até poderiam ser bem mais, mas Darnold resiste muito bem à pressão adversária, aliás, uma das suas melhores características. Por esse mesmo motivo, os Jets gastaram a sua escolha de primeira ronda no Draft deste ano num homem para o proteger, Mekhi Becton. Com este e mais um ou outro ajuste, esperemos que Darnold passe a ter maior tempo para definir jogadas.

Claro que o tempo para definir também é mais útil quando se tem opções para receber a bola e, nesse campo, os Jets fizeram uma revolução este ano, que poderá bem dar frutos. Para as jogadas de corrida, Bell tem agora a companhia de Gore e do versátil Perine, dando uma bem necessária profundidade de opções a RB.

Darnold terá, esta época, melhores opções para passar a bola
Fonte: New York Jets

E, para receber passes, os Jets também fizeram aquisições de qualidade. Escolhido na segunda ronda do Draft, Denzel Mims é a grande esperança para o futuro e há bastante entusiasmo com o que poderá dar aos Jets nos próximos anos. Mais experientes, Breshad Perriman e o duas vezes vencedor do Superbowl Chris Hogan, são contratações mais sonantes e que podem ter um impacto imediato. Nenhum dos dois é uma estrela, ainda que Hogan seja um jogador de grande calibre quando está num dia bom, mas em conjunto com Jamison Crowder dão a Darnold uma leque de opções de qualidade superior aquelas que tem tido até agora.

E não esqueçamos que Darnold é ainda bastante jovem, mais jovem, por exemplo, que a primeira escolha dos Drafts de 2020. Aos 23 anos, o QB dos Jets vai acumulando experiência, tem uma longa carreira pela frente e, acima de tudo, tem sempre mostrado progresso. Vivemos num tempo de imediatismo, mas, por vezes, as boas escolhas só se veem no longo prazo.

Com tempo, Darnold sorrirá. E, com ele, os fans dos Jets.

Foto de Capa: New York Jets