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Sim, ele passou por lá: Yakubu no Gil Vicente FC

A viragem do século foi pródiga em jogadores africanos a brilhar no futebol europeu: Samuel Eto’o, Obafemi Martins, Michael Essien e um tal Yakubu, que somou golos atrás de golos no futebol inglês. No entanto, a carreira do antigo internacional nigeriano também fica marcada por uma passagem-relâmpago por Barcelos, onde vestiu a camisola do Gil Vicente FC durante… Um mês.

Recuemos até agosto de 1999. Aos gilistas chegavam dois nigerianos para treinar à experiência com os então comandados de Álvaro Magalhães: o defesa Harry e o avançado Yakubu, de apenas 17 anos, mas os problemas começaram logo à partida. Depois de um mês de negociações e do clube investir 40 mil contos (perto de 300 mil euros) nas duas contratações, os jogadores recusaram-se a cumprir os exames médicos, supostamente por estarem a ser pressionados por empresários para aceitarem propostas maiores de outros emblemas.

Um telefonema do guarda-redes Peter Rufai, que nessa época também reforçou o Gil Vicente, acabou por resolver a situação e Yakubu e o compatriota acabaram por integrar o grupo de trabalho, com o avançado nigeriano a mostrar a veia goleadora na pré-temporada: dois golos num jogo particular, que deixavam visível as qualidades do jovem jogador.

No entanto, no último dia de agosto, o presidente gilista João Magalhães não quis esperar mais pelos certificados internacionais dos jogadores e dispensou os dois nigerianos, dizendo-se «lesado» por não ter Yakubu disponível para o segundo jogo da época, frente ao CF “Os Belenenses”.

Já Cátio Baldé, representante do empresário da dupla africana, garantia que os certificados chegavam no dia seguinte e que, entre as várias propostas pelos jogadores, o Gil Vicente tinha sido escolhido pelas «boas relações» com Álvaro Magalhães, mas nada havia a fazer: chegava ao fim a (curta) passagem de Yakubu pelos gilistas.

O resto é história: o avançado nigeriano rumou para Israel, chegou a Inglaterra em 2002/2003 e marcou golos atrás de golos no Portsmouth FC, Middlesbrough FC e Everton FC, além de fazer carreira pela seleção da Nigéria, com 21 golos em 57 internacionalizações.

Para trás, fica só a imaginação do que poderia ter sido a passagem de Yakubu pelo futebol português, se a passagem pelo Gil Vicente não fosse tão efémera.

 

 

Robert Shwartzman: ADN do futuro da Fórmula 1

Nos fins de semana preenchidos pelos desportos motorizados, é normal a atenção recair para as categorias principais. No entanto, algumas horas antes, a pista fica recheada com talentos que esperam ocupar uma cadeira da Fórmula 1 e um desses casos é Robert Shwartzman. O russo é um dos pilotos da academia em que todos depositam muitas esperanças e espera-se que em breve ganhe um contrato no meio dos graúdos.

Como milhares de pilotos, a carreira de Robert começou nos Karts. Ao longo de sete anos, os títulos e a determinação do automobilista começaram a chamar a atenção às grandes equipas. Naturalmente, o próximo passo era começar a competir nos grandes campeonatos jovens.

Depois de surpreender na Fórmula 4 e na Fórmula Renault, o natural de São Petersburgo assinou com a Prema e, por consequência, foi incluido na prestigiante academia da Ferrari. O nome de Shwartzmann entrava aos poucos nos ouvidos dos amantes das corridas de monolugares e futuro prometia muitos troféus.

Em 2018, na estreia como piloto da categoria de Fórmula 3, foi considerado o novato do ano e terminou no terceiro lugar. Depois do pódio na competição, a grande evolução do russo começou a valer-lhe comparações com os grandes talentos da prova como Mick Schumacher, o seu colega de equipa na Prema Racing e na academia do cavallino rampante.

A esperança cada vez mais passava a uma certeza no mundo do automobilismo. Um ano depois do surpreendente terceiro lugar, Robert Shwartzman realizou uma temporada de sonho e venceu o campeonato da categoria no seu país natal, a Rússia. O título na F3 foi mais um grande passo rumo ao sonho da categoria principal dos campeonatos da FIA.

Depois da evolução meteórica nas categorias de formação, o piloto corre, em 2020, na Fórmula 2. Com as cores da Prema Racing e o símbolo da ferrari no peito, o russo já venceu duas etapas e ocupa o segundo lugar da classificação geral da categoria, atrás do britânico Callum Elliot.

Robert Shwartzman faz, com o colega Mick Schumacher, a dupla que mais promete no campeonato que antecede a entrada na Fórmula 1. O futuro é incerto, mas já há quem acredite que a Alfa Romeo é o próximo destino do talentoso piloto do maior país do mundo.

O ADN do piloto promete trazer vitórias e muita competitividade às pistas do calendário do campeonato mundial. Aos poucos, todos começam a falar de um nome que cada vez menos é desconhecido, muito devido à irreverência e qualidade demonstrada. O piloto do futuro fica apresentado.

Foto de capa: Fórmula 2

UEFA Youth League | À terceira será de vez?

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Ditou o destino que dois protagonistas de um clássico europeu, Real Madrid CF e SL Benfica, surgissem como finalistas de uma UEFA Youth League na qual dominaram em toda a linha. Os encarnados, primeiro com Jorge Maciel e, posteriormente, Luís Castro, vandalizaram a competição e perderam apenas por uma única vez – com o Lyon, no Seixal – contando por vitórias os restantes oito jogos e golos, muitos golos (27, contra os 24 do Real).

Os merengues, comandados por Raúl González, deixaram pelo caminho equipas como a Juventus FC, Inter de Milão ou o Red Bull Salzburgo, campeão de 2017, mas contra si têm a força da experiência no histórico contra os portugueses: sempre que os encontraram foram eliminados (meias-finais de 2014 e 2017, ocasiões onde os encarnados tropeçaram na final), além de que é a estreia no jogo decisivo, o que pode siginificar uma desvantagem emocional face aos concorrentes.

Uma das más notícias para a equipa é a ausência forçada do seu melhor marcador, Juan Latasa, que não poderá ajudar o conjunto blanco nas definições ofensivas e aumentar a sua conta pessoal de quatro golos. Antonio Blanco, Dotor González ou Sergio Arribas são os nomes que assumem protagonismo, por força das exibições superiores que têm conseguido: o primeiro impressiona pela capacidade tática e simplicidade de processos, que justificam inclusão na próxima pré-temporada da equipa de Zidane, servindo como alternativa a Casemiro.

Latasa viu amarelo frente ao Salzburgo e é uma das grandes ausências da final – os encarnados agradecem…
Fonte: UEFA

Do lado benfiquista, a ausência mais notada será a de Paulo Bernardo, por motivos disciplinares, com o amarelo frente ao Ajax. A saída do talentoso médio dará muito possivelmente espaço para outra pérola do Seixal, Ronaldo Camará, que ficou de fora do jogo anterior.

Outra das possíveis ausências será a do capitão Pedro Álvaro, recordista de jogos da Youth League (28), ainda a recuperar de lesão. Assim, espera-se por um onze muito próximo daquele que venceu o Ajax: Kokubo; Filipe Cruz, Tomás Araújo, Morato e João Ferreira; Rafael Brito, Tiago Dantas e Ronaldo Camará; Úmaro Embaló, Gonçalo Ramos e Tiago Araújo.

O jogo realizar-se-á no Estádio Colovray, em Nyon, e tem início às 17h portuguesas desta terça feira.

Artigo revisto por Joana Mendes

As 5 maiores ausências na convocatória de Fernando Santos

Numa convocatória atípica face a toda a situação vivida em torno do futebol, a convocatória para o duplo embate da seleção portuguesa suscitou um interesse maior. Quais seriam os critérios considerados por Fernando Santos para a escolha, era uma incógnita maior que nunca. Se por um lado se deve prevalecer a qualidade dos jogadores, por outro deve-se ter em atenção que a ausência de jogos e treinos por parte das quinas pode retirar algum entrosamento e dinâmica, o que faz com que não convenha mexer muito na base da turma do engenheiro.

Sendo assim, e com uma ambiguidade de critérios e dificuldade em encontrar lusos para os 23 selecionáveis, este top 5 tem jogadores com alguma pujança já nas convocatórias e outras agradáveis surpresas de 2019/2020. Entre entradas de uns, saídas de outros e algumas dúvidas de rendimento, quais seriam as tuas opções?

WWE SummerSlam: Ninguém Previu Isto!

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A frase promotora deste SummerSlam era “You’ll never see it coming” e, para variar, a WWE cumpriu a sua promessa.

Fê-lo, não só, através de resultados e da qualidade de combates, como também pelo regresso inesperado de Roman Reigns. O “Big Dog” retornou após a vitória de The Fiend sobre Braun Strowman e atacou os dois homens, tendo agora os olhos postos no Universal Championship.

Mas, antes disso, ocorreram sete combates que merecem ser discutidos. Por isso, revejamos tudo o que ocorreu no SummerSlam de 2020.

Nota do evento: 7,5/10

Foto de Capa: WWE

5 jogadores que venceram a UEFA Youth League e dão cartas a nivel sénior

A “Liga dos Campeões dos mais novos” tem ganho cada vez mais peso entre as competições europeias. Criada em 2013/2014, a UEFA Youth League conta já com quatro vencedores diferentes: FC Barcelona (2013/2014; 2017/2018), Chelsea FC (2014/2015; 2015/2016), FC Red Bull Salzburg (2016/2017) e FC Porto (2018/2019).

Pelos palcos da prova têm sido várias as promessas a abrir o apetite aos espetadores, com alguns já a mostrarem o esplendor do seu valor na alta roda do futebol mundial. Neste artigo vamos olhar para quem de Nyon – local onde se realiza todos os anos a final – levantou o troféu de campeão, e que se destaca em comparação aos outros pelo seu valor. Lembraste de mais algum?

Os 5 jogadores que poderiam já dar o “salto” para um “grande”

Estamos naquela fase em que o futebol começa a arrancar, apesar de estarmos num ano atípico onde tivemos jogos de alto nível até agosto. Até lá, continuamos a falar de transferências, a típica conversa de café onde abordamos rumores como autênticos treinadores de bancada. Posto isto, a nossa Primeira Liga Portuguesa é normalmente um viveiro de excelentes jogadores, que se mostram num ano e mudam de equipa no seguinte. Resolvo, então, não fugir da maioria dos entusiastas de futebol por esse mundo, fazendo um exercício de futurologia, onde expresso a minha opinião acerca do que vi em 2019/20. Quais serão os cinco jogadores que eu considero terem já qualidade para dar o salto para um “grande” do futebol português, ou, por hipótese, para uma das “big five”?

Nota: Não vou falar daqueles que já deram, efectivamente, o tal “salto” – Diogo Gonçalves, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Hélton Leite, Cláudio Ramos ou Carraça –, nem daqueles que os “especialistas do mercado” já colocam nos diversos clubes (Mehdi Taremi ou Toni Martinez, por exemplo).

Fernando Santos divulga convocatória para a Liga das Nações

Fernando Santos, selecionador nacional da equipa das quinas, divulgou hoje a convocatória dos atletas que vão iniciar a defesa do troféu da Liga das Nações, já no próximo dia 5 Setembro, no Estádio do Dragão, diante da Seleção da Croácia.

O timoneiro da seleção nacional chamou os seguintes 25 elementos:

Guarda-Redes: Rui Patrício, Anthony Lopes, Rui Silva

Defesas: João Cancelo, Domingos Duarte, Nélson Semedo, Pepe, Rúben Dias, José Fonte, Raphael Guerreiro, Mário Rui

Médios: Danilo Pereira, Rúben Neves, João Moutinho, Bruno Fernandes, Sérgio Oliveira, Renato Sanches, André Gomes

Avançados: Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva, João Félix, André Silva, Gonçalo Guedes, Diogo Jota e Trincão

As principais surpresas na convocatória de Fernando Santos são:

Joshua King | Um rei para o lugar do arqueiro?

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Numa altura em que se dá as negociações por Cavani como terminadas, sem que ambas as partes tenham chegado a acordo, começam a surgir outros nomes para o ataque encarnado. Um desses nomes é, justamente, o de Joshua King.

O avançado norueguês, de 28 anos, é uma das figuras de proa do AFC Bournemouth, clube que foi despromovido ao segundo escalão do futebol inglês, pelo que a sua permanência nos cherries não é certa.

Joshua King passou pela cantera do Manchester United FC, mas nunca chegou à equipa principal. Após inúmeros empréstimos, foi no Blackburn Rovers FC onde começou a destacar-se, somando oito golos e dez assistências em 72 jogos, com a particularidade de ter jogado a maior parte dos jogos a extremo direito.

Após três épocas ao serviço dos Rovers, King deu o salto para os cherries que, na altura, tinham acabado de ser promovidos à Premier League. O avançado norueguês cedo se afirmou como uma das principais figuras do Bournemouth, tendo somado sete golos e quatro assistências na sua época de estreia no principal escalão inglês.

A jogar numa posição central do ataque, onde é mais forte, King demonstra ser uma ameaça constante às redes adversárias, somando já 48 golos em 161 partidas no principal escalão. Dotado de uma capacidade física notável e de uma grande mobilidade, o norueguês apresenta, também, uma grande velocidade que, aliada à sua versatilidade e ao seu faro para golo, o torna num jogador completo no último terço do terreno.

A um ano de terminar contrato, o “assédio” ao internacional norueguês começa a aumentar. No mercado de transferências de inverno chegou a falar-se de que quatro clubes dos “big six” ingleses estariam interessados em contar com o serviço de King, tendo até sido efetuada uma proposta por parte do Manchester United, a rondar os 20 milhões de libras, mas a mesma foi recusada pelos cherries.

No entanto, houve uma pandemia e o emblema do sudoeste de Inglaterra desceu de divisão, pelo que deverá passar pela cabeça dos seus dirigentes vender alguns dos seus principais ativos, um dos quais sendo Joshua King que, sem dúvida alguma, está destinado a maiores voos.

Artigo revisto por Joana Mendes

5 opções para a frente de ataque do Sporting CP em 20/21

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Depois de analisar o eixo defensivo, o lado direito e os extremos chega o momento de finalizar este capítulo de possíveis reforços para o Sporting CP precisamente pela posição mais adiantada no terreno: os avançados.

Voltei a cruzar dados estatísticos, como fiz anteriormente:

  • A performance de Andraž Šporar(elemento com mais minutos na equipa verde e branca);
  • Algoritmo que permite uma boa performance dentro do contexto da Primeira Liga;
  • A importância e o esforço necessário por parte do Sporting CP em reforçar de forma certeira o seu setor ofensivo.

Consegui, assim, construir melhor a minha análise e reunir cinco nomes que considero ter as capacidades necessárias para reforçar o Sporting CP dentro de moldes de negócio favoráveis ao clube – quer seja a curto, médio ou longo prazo – e de serem jogadores importantes para Rúben Amorim trabalhar dentro do seu sistema e para acrescentar maior poder ofensivo ao ataque, sendo que contar apenas com Šporar é curto, visto Luiz Phellype e Pedro Mendes (agora na equipa B) não darem as garantias necessárias.