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«Não era o meu futebol. Jorge Jesus não ia era com a minha cara» – Entrevista BnR com Miguel Rosa

O Evangelho, segundo Miguel Rosa, podia ser o nome da obra que versava sobre o percurso contrário ao que rezava a profecia de um missionário do nosso futebol. Encontrou na Cruz de Cristo, com vista para o Tejo, o santuário que buscava desde o Inferno da Luz. Figura de proa da embarcação azul, viu o barco a ir ao fundo antes de pedir Piedade e ver na Cova a salvação. Nunca precisou de panegíricos para estar ciente do seu valor e, como qualquer devoto a este desporto, deixou a promessa de muitos golos na próxima época. Se Deus quiser, porque com Jesus não pode contar. Em mais uma aparição das Entrevistas Bola na Rede, luz Miguel Rosa.

– Retrospetiva de um amor profundo –

“Sempre fiz grandes épocas desde que comecei a ser comparado a Rui Costa”

BnR: Bem-vindo, Miguel. Obrigado por teres aceitado conceder-nos esta entrevista. O futebol surgiu muito cedo na tua vida.

Miguel Rosa [MR]: Aos oito anos. Os meus familiares leram num jornal desportivo que o Benfica estava a fazer captações e decidimos ir lá tentar a sorte, porque não tínhamos nada a perder e o “não” era sempre certo. Acabei por treinar com a equipa A – um ano mais velhos do que eu -, e a verdade é que me correu muito bem e eles quiseram logo ficar comigo.

BnR: Como viste a transição dos Pupilos do Exército para o Benfica Campus?

MR: Não há comparação possível. Saímos de um pelado, que arranhava por todo o lado, e de uns quartos que eram uma coisa mínima para um luxo – aquilo agora é um hotel, praticamente. Até já ouvi dizer que está nomeada para Melhor Academia do Mundo. É qualquer coisa de extraordinário.

BnR: Disseste recentemente que as memórias desses tempos davam um livro. Queres ensaiar agora um capítulo e contar algumas delas?

MR: Vou pelas mais engraçadas. Estávamos na passadeira do ginásio, eu e o André Carvalhas, e ele pôs na velocidade máxima – tínhamos de entrar em andamento. O Carvalhas conseguiu, porque se agarrou de lado. Eu, em vez de fazer como ele, quis agarrar-me no meio, e não me matei por um bocadinho. Era o centro de estágio inteiro a gozar comigo. Depois, tive outra: o carrinho de relva. Muitas vezes íamos para os treinos nele. Certo dia, não sabia que estava com a marcha-atrás posta, carreguei no acelerador, aquilo anda para trás e parti tudo o que lá havia.

BnR: Deixaste a escola e tiraste um curso profissional. De quê?

MR: De informática.

BnR: O rótulo de um dos jogadores mais promissores da tua geração pesou negativamente?

MR: Não, nunca senti esse peso. Aliás, até foi bom, porque as pessoas olhavam-me de outra forma. A verdade é que sempre fiz grandes épocas desde que comecei a ser comparado, por exemplo, com o Rui Costa. Desde então, comecei a fazer tudo e mais um pouco, mas não tive oportunidades para dar continuidade na equipa A.

Fonte: Facebook Miguel Rosa

BnR: Esses bons desempenhos valeram-te chamadas às seleções e à equipa principal. Alguma vez te deslumbraste?

MR: Não, pelo contrário. Sempre mantive os pés bem assentes no chão e sabia que tinha de continuar a trabalhar. Nos escalões jovens de Portugal, lembro-me de um torneio que fizemos no Porto, no qual acabámos por ser campeões e onde eu fui considerado o melhor jogador da competição. Nessa altura, falou-se em grandes equipas que andavam atrás de mim, como o Barcelona e o Arsenal, mas nunca me chegou nenhuma proposta.

BnR: Também FC Porto e PSV Eindhoven mostraram interesse.

MR: O FC Porto foi num estágio da Seleção, no Jamor. O Freitas, que era diretor da formação do clube, foi perguntar aos meus familiares qual era a possibilidade de eu ir para o FC Port. Disseram-lhe que tinha contrato de formação e que tinham de pagar 250 mil euros dos direitos de formação ao Benfica, mas eles não estavam disponíveis para pagar esse valor. Por sua vez, o PSV contactou o Benfica, salvo erro, na Irlanda. Jogámos contra eles, ganhámos 2-0 e marquei os dois golos.

BnR: Porque é que Bruno Lage foi o treinador que mais te marcou nas camadas jovens?

MR: Quando o mister Bruno Lage me conheceu, começámos a jogar num sistema tático com o qual me identifico muito: o 4-4-2 losango, onde jogava a “10”, atrás dos dois avançados.

BnR: O sistema predileto de Jorge Jesus.

MR: Exatamente. A partir daí, comecei a fazer cada vez mais grandes épocas e cada vez mais golos. Nos Juvenis de segundo ano, fiz 37 golos! Sempre fui um médio que se caracteriza pelo meu instinto goleador: todos os clubes por onde passo, faço bastantes golos.

BnR: Como viste a passagem de Bruno Lage pela equipa principal?

MR: Eu, o André Carvalhas, o Rúben Lima, o Miguel Vítor – os que tinham mais confiança e moral com ele – já falávamos nisso nos juniores; dizíamos-lhe mesmo que era uma questão de tempo até chegar à equipa principal do Benfica. Sabíamos do seu valor, da pessoa que era e a forma como motivava os jogadores. Percebemos que ia ser um treinador de alta competição.

Magia parisiense procura derrubar o poderio bávaro

A final da Liga dos Campeões irá não só ditar o clube campeão da Europa, como também colocará um ponto final na época desportiva no velho continente. A derradeira decisão irá ter como palco o Estádio da Luz, num encontro disputado entre Paris SG e FC Bayern Munique, neste domingo, às 20 horas. Um duelo de magia parisiense frente ao poderio do Bayern.

Os parisienses, que finalmente garantiram um lugar na final, procuram a primeira vitória na competição, depois do enorme investimento em craques como Neymar e Mbappé, os dois jogadores mais caros da história do futebol. No lado oposto. está o FC Bayern Munique, que já venceu o troféu por cinco ocasiões, duas delas no presente século.

A LUTA PELO TROFÉU MAIS DESEJADO DA EUROPA É ENTRE FRANCESES E ALEMÃES! TEREMOS TÍTULO INÉDITO DO PSG OU MAIS UM TROFÉU PARA O BAYERN? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O Paris SG deixou pelo caminho o BVB Dortmund nos oitavos de final, antiga equipa de Thomas Tuchel, numa eliminatória disputada a duas “mãos”. Posteriormente, na fase final, disputada apenas com oito equipas, com as eliminatórias a serem decidias em um só jogo, venceu a Atalanta BC por duas bolas a uma, consumando uma reviravolta épica ao cair do pano. Nas meias finais, venceu confortavelmente o RB Leipzig por três a zero.


A formação bávara chega à final, após “esmagar” todos os adversários que encontrou pelo caminho. Completou a fase de grupos apenas com vitórias e seguiu imbatível até ao jogo que irá ditar o vencedor do troféu. Nos “oitavos”, ainda disputados a duas partidas, derrotou o Chelsea FC nas duas ocasiões, e, em seguida, humilhou o FC Barcelona numa vitória épica, com o resultado a fixar-se em oito bolas a duas. Por fim, nas meias finais, venceu calmamente o Olympique Lyonnais, uma das surpresas da competição.

No Paris SG, o destaque vai para Neymar e Mbappé. O jogador brasileiro é a principal estrela da companhia, sendo um verdadeiro desequilibrador capaz de resolver uma partida com lances de génio. Relativamente ao avançado francês, tem sido uma das peças chave na brilhante época da equipa de Paris, sendo o melhor marcador do plantel nesta competição, a par de Icardi, com cinco golos marcados. Aos 21 anos de idade, tem a oportunidade de juntar mais um troféu de extrema importância ao seu vasto palmarés. É importante mencionar também Marquinhos, implacável a defender, que foi o responsável pelo golo do empate frente à Atalanta ao cair do pano, e Ángel Di María, que é líder de assistências na Liga dos Campeões, contando com seis passes certeiros para golo, os mesmo que Robert Lewandowski.


O ponta de lança polaco é a principal ameaça do lado do Bayern Munique, estando a desempenhar a melhor temporada da sua carreira. Na presente época, em 46 partidas disputadas já apontou 55 golos, 15 deles na Liga dos Campeões. Lewandowski está a apenas dois golos de quebrar o recorde de golos marcados em apenas uma única edição da competição, que atualmente pertence a Cristiano Ronaldo (17 golos marcados). A avalanche ofensiva dos bávaros é uma das imagens de marca da presente temporada. Curiosamente, o Bayern Munique leva 42 golos marcados na competição, 24 deles provenientes da dupla Lewandowski-Gnabry, contrastando com os 25 golos marcados por toda a equipa do Paris SG.

Existe uma grande incógnita quanto ao vencedor, mas há a certeza de que será um verdadeiro espetáculo de futebol. Será no domingo, em Lisboa, que Paris SG ou FC Bayern Munique se irão sagrar campeões europeus de clubes, na época desportiva mais longa de que há memória.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP Estíria: Pol na Pole

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A ANTEVISÃO: A COMPETITIVADE É ENORME

Em 2020, o MotoGP tem-nos dado alegrias com Miguel Oliveira a conseguir levar a sua KTM a disputar os dez primeiros da categoria rainha da velocidade. Para além de Miguel Oliveira, a competitividade parece estar ainda maior. Não sei se é da ausência do dominador Marc Márquez, mas que o campeonato está interessante, isso é verdade.

Em 2020, a KTM, a Aprillia, e, nesta última ronda da Áustria, vimos uma evolução na Suzuki. Em sentido inverso, as Ducati, principalmente as da equipa oficial, parecem um pouco desnorteadas e a Honda perdeu quem conseguiu resultados consistentes com a RC213V, Marc Márquez.

Já a Yamaha ainda precisa de trabalhar no seu motor. No Grande Prémio da Áustria da semana passada, a Yamaha descobriu que o problema estava nas válvulas, sendo que, para tal se resolver, ter-se-ia que quebrar o selo FIM que cada motor tem no início da temporada. Mas, esta semana, a Yamaha não conseguiu apresentar os factos necessários à Associação dos Fabricantes do MotoGP, com Lin Jarvis, chefe de equipa da Yamaha, a dizer que “arranjaram outra solução para o problema das válvulas”. Com esta solução, vamos ver como se apresentam as M1 de 2020.

O GP da Estíria é a corrida 900 do MotoGP. Rossi não deve estar a lutar pela vitória. Mas com os problemas de motor ‘quase’ resolvidos, pode o Doctor chegar-se mais à frente?
Fonte: Monster Energy Yamaha MotoGP

Ora bem, voltamos ao Red Bull Ring e ao Grande Prémio da Estíria. Em quatro sessões de treinos livres, quatro motores diferentes. Jack Miller na Ducati da Pramac foi o mais rápido no TL1, com Pol Espargaró na KTM o mais rápido no TL2. O TL3 foi para Joan Mir e a Suzuki, enquanto que no TL4 Takaaki Nakagami foi o mais rápido na Honda.

Para a qualificação, mais uma vez, Miguel Oliveira conseguiu entrar diretamente no Q2. Mais uma boa prova de que a KTM se adapta muito bem ao circuito ‘caseiro’. No Q1, Danilo Petrucci e o lesionado Johann Zarco passaram à Q2.

Mais uma vez, tenho de dizer, a competitividade nesta temporada de 2020 está ao rubro. Zarco é um grande exemplo, em Espanha terminou na 11.º e 9.º posição e na República Checa começou a mostrar-se com um pódio. Na Áustria, a Desmodici GP19, com o chassis parecido ao de Lorenzo, só mostra as qualidades do francês, que tem um estilo de pilotagem muito parecido ao do espanhol.

Assim sendo, Zarco qualificou-se com o terceiro tempo mais rápido. Infelizmente não vai capitalizar da primeira fila, pois, com o acidente da semana passada, os comissários deram-lhe uma penalização que o faz partir do pitlane.

Ora bem, esta penalização de Zarco coloca Mir na linha da frente, ele que esteve no seu primeiro pódio no MotoGP a semana passada com a Suzuki.

Mas mais impressionante foram os dois pilotos à frente na qualificação. Pol Esparagaró conquistou a sua primeira pole position no MotoGP. O piloto da KTM já tinha ‘prometido’ na semana passada, e esta semana cumpriu.

O mais impressionante foi o japonês Nakagami. O piloto da LCR Honda levou o modelo de 2019 até à segunda posição, apenas não fazendo o melhor tempo por ter excedido os limites na sua última volta rápida. Uma primeira linha que promete. Miguel Oliveira fez o oitavo melhor tempo e, com a penalização de Zarco, sobe à sétima posição.

Uma partida do início da terceira fila da grelha pode ser o impulso para chegar ao pódio…

SL Benfica 3-0 AFC Ajax: Domínio total do princípio ao fim

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A CRÓNICA: INCAPACIDADE DEFENSIVA DECIDIU O JOGO

Na meia-final da Youth League encontravam-se duas das melhores escolas de jogadores do futebol mundial. O elevadíssimo ritmo de jogo foi o que marcou o início da partida no Colovray Sports Centre, em Nyon, na Suiça. Tanto SL Benfica como AFC Ajax entraram muito pressionantes. Ambas as equipas procuravam sair a construir a partir da defesa, mas os holandeses tiveram imensas dificuldades em superar a a pressão encarnada. Fruto de um erro de construção (forçado) da equipa de Amesterdão, surgiu a primeira oportunidade do jogo (logo aos dois minutos), que terminou com um remate de Úmaro Embaló que tirou tinta ao poste.

O jogo prosseguiu com um claro domínio encarnado que, com uma forte pressão e contrapressão após a perda de bola, continuava a aproveitar os erros na primeira fase de construção do AFC Ajax. À esquerda do ataque da equipa portuguesa, Tiago Araújo teve sempre muito espaço para progredir e tirar os seus cruzamentos com conta, peso e medida. Van Der Sloot teve dificuldades em conter o jovem português que subiu no terreno face à adaptação de João Ferreira à esquerda. Paulo Bernardo teve dificuldades em ligar o jogo e teve pouca chegada à área. Tiago Dantas esteve algo apagado.

O Ajax criou pouco na primeira parte, mas foi conseguindo equilibrar o jogo. Rasmunssen a figura mais central do ataque dos holandeses foi sempre muito bem condicionado por Morato. Hansen passou completamente ao lado da partida. Depois de muitas oportunidades encarnadas, incluindo uma perdida escandalosa de João Ferreira na marca de penalti, Tiago Araújo chegou mesmo ao golo (aos 42’ minutos) com um forte remate de fora da área que não deu hipóteses a Raatsie. Mais uma vez, o golo surge de uma forte pressão encarnada e de um erro da defensiva do AFC Ajax.

Na segunda parte, o domínio do SL Benfica continuou a fazer-se sentir. Os encarnados dominavam o jogo com bola, mas iam tendo dificuldades para concretizar as enumeras ocasiões que criavam. Os comandado de Luís Castro chegaram ao segundo golo aos 75 minutos, com um remate de Úmaro Embalo à entrada da área. Musampa ainda desviou a bola e traiu o seu guarda redes.

Dois minutos, aos 77’, uma maldade de Luís Lopes, “obriga” Douglas a cometer penalti sobre o avançado português. A exibição do lateral holandês ficou marcada por diversos erros defensivos e algumas ações que deixaram evidente a sua falta de desportivismo. O penalti foi convertido na perfeição pelo “mágico” Tiago Dantas. 3-0. Ficava assim fechado o jogo. Os minutos que restaram serviram apenas para gerir situações físicas e disciplinares de alguns jogadores do SL Benfica.

No final do jogo, ficou evidente a enorme superioridade desta equipa de elite do SL Benfica. Ao Ajax fizeram muita falta jogadores como Naci Ünüvar, Gravenberch, Kenneth Taylor, Ekkelenkamp, Dest ou Rensch, todos ao serviço da equipa principal. A defesa da equipa de Amesterdão mostrou-se muito frágil, tal como tinha ficado evidente frente ao FC Midtjylland, e isso acabou por prejudicar muito as suas ambições.

O SL Benfica dominou do início ao fim, sendo o vencedor mais do que merecido desta partida. Os encarnados atingem assim a sua terceira final da UEFA Youth League, tendo perdido as duas anteriores frente a FC Barcelona e RB Salszburg. Os comandados de Luís Castro ficam agora à espera do desfecho do jogo entre Real Madrid CF e RB Salszburg.

A FIGURA

Morato – Tiago Araújo também fez um grande jogo, mas o central brasileiro realizou uma exibição imperial. Muito forte no controlo da profundidade, sempre bem posicionado e impecável nos duelos. Na primeira fase de construção, foi fundamental para superar a pressão holandesa. Está feito um senhor central. Jorge Jesus, põe os olhos neste miúdo!

O FORA DE JOGO

Christian Rasmussen – Jogo muito apagado do avançado dinamarquês, que é uma das principais figuras ofensivas da equipa. Derivou muito para a direita em busca do seu excelente pé esquerdo, mas foi quase sempre controlado com facilidade. Teve muito poucas hipóteses frente a Morato.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Luís Castro entrou para este jogo com algumas mudanças relativamente ao jogo anterior. O esquema manteve-se: 4-3-3, mas com algumas dinâmicas ligeiramente diferentes. No momento de construção, o SL Benfica saia quase sempre apenas com os dois centrais. Ocasionalmente, Henrique Jocu, o pivot mais recuado no momento ofensivo, baixava no terreno para receber a bola ou abrir espaço na suas costas, que era gerado também devido à fixação do adversário feita pelos médios portugueses. Os encarnados saiam quase sempre curto pela esquerda, mas sempre atentos à profundidade dada por Embaló à direita e as subsequentes overlaps de Filipe Cruz.

Paulo Bernardo falhou em dar algum apoio a Gonçalo Ramos. O médio português chegou poucas vezes á área. Os desequilíbrios surgiam sobretudo a partir das alas. Tiago Dantas não fez um dos seus melhores jogos. Teve alguma dificuldade em ligar setores. Tiago Araújo fez um jogo muito positivo mais adiantado no terreno, onde teve muito espaço para desequilibrar. A defender, os dois médios mais avançados recuavam para formar uma linha de três ao lado de Jocu. Isto foi determinante para que a forte pressão ofensiva dos encarnados desse frutos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leo Kokubo (7)

João Ferreira (7)

Tomás Araújo (6)

Morato (9)

Filipe Cruz (8)

Henrique Jocu (6)

Paulo Bernardo (6)

Tiago Dantas (7)

Úmaro Embaló (7)

Tiago Araújo (8)

Gonçalo Ramos (7)

SUBS UTILIZADOS

Luís Lopes (7)

Samu (6)

Henrique Araújo (5)

Rafael Brito (-)

Martim Neto (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AFC AJAX  

A equipa comandada por John Heitinga alinhou num esquema de 4-3-3 bastante dinâmico e com muita mobilidade na frente. Os holandeses procuravam sempre sair a jogar curto com os dois centrais e ocasionalmente um dos médios, mas sentiram muita dificuldade em ultrapassar a pressão dos encarnados. Na frente, Rasmussen, o ponta de lança, derivava muito para a direita procurando a sua boa meia distância de pé esquerdo, permitindo a Reeger avançar no terreno. No entanto, esta dinâmica foi facilmente anulada pela linha defensiva do SL Benfica.

A defesa do AFC Ajax esteve muito mal no controlo de profundidade, sobretudo no seu lado esquerdo. O jogo interior foi praticamente inexistente. Os jogadores de meio campo tiveram muita dificuldade em transportar a bola ou a encontrar espaços. Apenas Timber foi capaz de causar alguns esporádicos desequilíbrios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Raatsie (5)

Van Der Sloot (4)

Kasanwirjo (4)

Musampa (4)

Douglas (4)

Llansana (5)

Martha (6)

Timber (7)

Rasmunsen (3)

Regeer (4)

Hansen (4)

SUBS UTILIZADOS

Hlynsson (5)

Pinas (5)

Ideho (4)

De Waal (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Utilização de 3 médios: uma possibilidade?

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Com a nova tática implementada por Rúben Amorim, surgiram alguns aspetos positivos. Porém, realçaram-se, também, algumas lacunas, nomeadamente na construção de jogo. Como referi num outro artigo que escrevi para o Bola na Rede sobre Wendel, os dois médios que atuam na equipa do Sporting CP têm um papel mais preponderante sem bola do que com ela no pé. Os adversários pressionam muito os dois homens do meio campo, obrigando-os a jogar, quase sempre, ao primeiro toque. Desta forma, a formação de Alvalade é obrigada a recorrer às alas, utilizando-as como o principal motor ofensivo da equipa.

No meu ponto de vista, o meio campo é a alma de uma equipa de futebol. É lá que se encontra o equilíbrio (ou falta dele), algo que é decisivo no sucesso (ou insucesso) tático.

Penso que seria benéfico acrescentar um terceiro homem ao meio campo da equipa de Rúben Amorim. Não digo que fosse logo de início, até porque já se viu que o jovem técnico não abdica do 3-4-3, mas sim num cenário em que o Sporting precise de uma mudança de estratégia e alteração nas movimentações. Uma das características negativas que aponto a Rúben Amorim é a falta de adaptabilidade ao jogo. Muitas vezes, o Sporting CP encontra-se neste cenário e o treinador limita-se a trocar os jogadores, mantendo a formação.

Somando um homem ao meio campo, o Sporting CP teria outro estilo de jogo. Em vez dos três jogadores da frente, teria um mais atrás (estilo número 10) e dois avançados móveis. Jovane poderia dar profundidade no centro do terreno (ou Plata), fugindo para as alas quando necessário; Sporar continuava como avançado trabalhador, servindo o apoio frontal à equipa; enquanto que Vietto ou até mesmo Pedro Gonçalves (nova contratação) desciam no momento da construção e atacavam a área no último terço do campo. A utilização do 3-4-1-2 oferecia outra dinâmica à equipa, algo que poderia baralhar e desequilibrar a formação adversária.

Exemplos de sucesso com táticas semelhantes são o BVB Dortmund e o FC Internazionale Milano. O clube alemão varia entre 3-4-3 e 3-4-1-2, enquanto que o Inter utiliza o 3-5-2. É certo que os dois têm mais do que matéria prima para executar as diferentes formações. Não descartando o facto de o Sporting CP ter um plantel desequilibrado, penso que Rúben Amorim deveria também pensar em mais um plano de jogo para atacar a temporada 2020/2021.

Artigo revisto por Mariana Plácido

FC Porto de regresso à Liga dos Campeões no meio dos tubarões

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Depois de ter ficado de fora da última edição da Liga dos Campeões – após a eliminação surpreendente diante do FC Krasnodar na pré eliminatória -, o FC Porto está de regresso à prova milionária e vai estar no Pote 1 aquando do sorteio.

O facto de o FC Porto ser cabeça de série deve-se à vitória do FC Bayern de Munique diante do Lyon, que colocou os alemães na final diante dos franceses do Paris Saint-Germain FC. De acordo com as regras estipuladas pela UEFA, se o vencedor da Liga dos Campeões já tiver lugar no pote 1, a vaga passa para o campeão do país que surge no ranking, isto é, passa para Portugal, que atualmente ocupa a sétima posição. Os outros seis lugares, que são também determinados pelo ranking da UEFA, estão destinados aos campeões de seis países: Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França e Rússia. Neste caso específico, tanto os alemães como os franceses já tinham vaga assegurada.

Este lugar no pote 1 deixou a equipa portista numa posição privilegiada e as reações do clube não tardaram. Como já é apanágio, o clube utilizou a newsletter dos Dragões Diários para realçar esse mesmo lugar e atirar farpas ao principal rival.

FC Porto de regresso à Liga dos Campeões no meio dos tubarões europeus. Depois de ter ficado de fora da última edição da Liga dos Campeões
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

No texto pode ler-se a seguinte passagem:

“A realidade voltou a sobrepor-se à ficção. Enquanto o analista ‘independente’ Rui Santos anunciava o xeque-mate, porque ‘o Benfica está demasiado grande para aquilo que é a dimensão do futebol português’, a realidade colocava o FC Porto no Pote 1 da próxima edição da Liga dos Campeões, enquanto os que são demasiado grandes ainda têm que jogar a fase prévia. Uma coisa é certa, quer na Champions, quer na Liga Europa, o FC Porto manter-se-à como o último vencedor fora dos cinco grandes campeonatos, que dominam as provas europeias desde as conquistas do FC Porto”, atiram os campeões nacionais.

O facto de o FC Porto ser cabeça de série ajuda os dragões a evitarem alguns dos principais tubarões europeus. No entanto, os outros potes também vão ser compostos por equipas muito fortes que não afastam assim a possibilidade de os portistas ficarem com um grupo complicado. No entanto, as hipóteses são menores.

A liga milionária está de volta ao Dragão e a equipa de Sérgio Conceição tenciona deixar uma boa imagem, quer do clube, quer do país.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão WWE SummerSlam 2020: Será um evento inesperado!

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O maior evento de verão da WWE está de volta este domingo. Pela primeira vez, desde a pandemia causada pelo novo coronavírus, a WWE realizará um evento especial fora do WWE Performance, no Amway Center. Não haverá entrada de fãs no edifício, mas, tal como aconteceu na edição mais recente do SmackDown, estes irão estar presentes em vários ecrãs LED.

Apesar da situação atual, em termos de qualidade de combate, é de se esperar que a edição deste ano não fique muito longe das edições anteriores do SummerSlam.

Agora, vou tentar prever algo muito difícil: os resultados dos combates.

Foto de capa: WWE

Sevilla FC 3-2 FC Internazionale Milano: Seis em Seis…e Lopetegui sorri num jogo de loucos

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A CRÓNICA: TU MARCAS? EU RESPONDO. MAS SÓ UM GANHA.

Intensidade, entrega, emoção… Bem, o duelo inédito entre Sevilla FC e FC Internazionale Milano na final da Liga Europa teve de tudo um pouco. Frente a frente, estavam duas filosofias de jogo claramente distintas (ambas bem trabalhadas), mas só uma podia conquistar o troféu. Começou a perder, mas o Sevilla acabaria mesmo a sorrir com uma vitória por 3-2.

O jogo não poderia ter começado melhor para os amantes do futebol. Logo a abrir, Lukaku conduziu um contra-ataque desde o meio-campo, foi tocado por Diego Carlos na grande área e tratou de inaugurar o marcador de penálti. Velocidade e simplicidade? Sim. Só que do outro lado estava um Sevilla com forte poder de reação e que, ainda nos primeiros 15 minutos, chegou ao golo do empate por Luuk de Jong, fruto de uma grande jogada de insistência.

A intensidade era alta, a exigência também e, por isso, o ritmo de jogo não abrandou nem por um bocadinho. Pouco depois da meia hora de jogo, o mesmo De Jong chegaria ao tento da reviravolta (novamente de cabeça) na sequência de um livre estudado, ao qual a equipa de Milão reagiu logo a seguir, com um cabeceamento certeiro de Godín também num lance de bola parada. Mais emoção que isto? Era difícil…

No regresso dos balneários, as duas equipas passaram a correr menos riscos, as oportunidades diminuíram, mas a intensidade, implicitamente, esteve sempre lá. A formação de Conte até chegou a ser um pouco mais autoritária no segundo tempo, mas isso não se traduziu em golos e foi mesmo o Sevilla a fazer o 3-2. Minutos depois de Lukaku ter falhado a reviravolta na cara de Bono, o belga acabaria por ter a infelicidade de desviar um remate acrobático de Diego Carlos para o fundo das redes.

O Sevilla baixou as linhas, defendeu o resultado como pôde e acabou mesmo por triunfar, vencendo a competição pela sexta vez (todas neste século) em seis tentativas, terminando a temporada com 21 jogos consecutivos sem derrotas. Lopetegui conquista, assim, o seu primeiro título ao serviço de uma equipa sénior. E que título…

 

A FIGURA


Luuk de Jong – O perfume que Éver Banega deixou em campo fala por si, mas o destaque vai mesmo para o avançado holandês, autor de dois dos três golos que premiaram o Sevilla. Não tinha sido primeira opção para Lopetegui nos últimos encontros, mas o golo na meia-final justificou a aposta para o derradeiro jogo. E com resultados práticos. Dois cabeceamentos certeiros de um avançado que apareceu no sítio certo e na hora certa.

 

O FORA DE JOGO


Nicolò Barella – Não se pode dizer que tenha realizado um péssimo jogo, mas foi o elemento mais apagado da equipa do Internazionale. Amarelado ainda na primeira parte, sentiu parte das suas ações condicionadas no segundo tempo para travar as investidas adversárias, o que fez com que muitas vezes fosse ultrapassado ou perdesse a bola em zona proibida e não tivesse a astúcia exigida para a recuperar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILLA FC

Após três jogos consecutivos a utilizar o mesmo “onze” inicial, Lopetegui optou por promover uma alteração na frente de ataque, trocando En-Nesyri por Luuk de Jong, ele que marcou o golo que apurou os espanhóis para a final. A jogar no habitual 4-3-3, o Sevilla entrou pressionante, voltou a cometer um penálti numa fase madrugadora do encontro (pela terceira vez seguida), mas nem isso abalou o conjunto espanhol, que soube como reagir às adversidades.

Mais posse de bola, pressão forte, paciência na circulação e bom timing de passe. Tudo isto conduziu às maiores jogadas de perigo, contando o apoio nos laterais a premiar o bom jogo exterior do Sevilla. Certo é que, dos três golos, dois saíram de bolas paradas… E isso também se trabalha.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (7)

Sergio Reguilón (7)

Diego Carlos (6)

Jules Koundé (7)

Jesús Navas (6)

Fernando (7)

Éver Banega (8)

Joan Jordán (6)

Lucas Ocampos (7)

Suso (6)

Luuk de Jong (8)

SUBS UTILIZADOS

Munir El Haddadi (6)

Franco Vázquez (5)

Nemanja Gudelj (-)

Youssef En-Nasyri (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE

Quatro jogos consecutivos para a mesma competição, quatro vezes em que Antonio Conte decidiu apostar exatamente no mesmo “onze”. Com o já tradicional esquema de três centrais, o Internazionale voltou a jogar num 3-5-2, com os laterais muitas vezes projetados no ataque e a rondar a grande área, mas também sempre prontos a descer no terreno, a acompanhar a aposta nos flancos pelo adversário e, com isso, a fazer linha de cinco perante a persistência ofensiva do Sevilla.

Apesar da forte pressão do Sevilla, a turma de Conte revelou ter a segurança necessária para sair a jogar, mas nem sempre conseguindo dar o devido desenvolvimento às saídas de pressão. Ainda assim, o maior erro esteve na abordagem defensiva às bolas paradas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samir Handanovic (6)

Alessandro Bastoni (5)

Stefan de Vrij (6)

Diego Godín (7)

Ashley Young (6)

Roberto Gagliardini (7)

Marcelo Brozovic (5)

Nicolò Barella (4)

Danilo D’Ambrosio (6)

Lautaro Martínez (5)

Romelu Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Eriksen (5)

Victor Moses (5)

Alexis Sánchez (6)

Antonio Candreva (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Os primeiros ingleses da história do FC Porto estão às portas do Dragão

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O mercado no FC Porto tem sido, até ao momento, vivido com muita tranquilidade, uma vez que ainda só se registaram duas entradas, que são “Carraça” e Cláudio Ramos, que chegam à cidade invicta em negócios de baixo custo, ou seja, a “custo zero”.

No entanto, fora dos holofotes do público, há muito trabalho a fazer pela direção portista, visto que há muitos processos a clarificar, tanto a nível de entradas como de saídas. Um dos vários nomes apontados ao FC Porto são dois jovens britânicos, que também deverão ingressar no campeão nacional como jogadores livres e, a concretizarem-se, serão os primeiros atletas ingleses a vestir a camisola azul e branca.

O primeiro destes jogadores ingleses é Danny Loader, que terminou contrato com o Reading FC, e espera relançar a sua carreira ao serviço do FC Porto. O jovem avançado chega a Portugal com o rótulo de promessa, é presença habitual nas seleções jovens de Inglaterra, e na época transata esteve perto de assinar pelo Wolverhampton Wanderers FC por uma quantia a rondar os 10 milhões de euros.

Loader assinou um vínculo com a duração de dois anos, e integrará a equipa secundária dos azuis e brancos. Por este jogador, o FC Porto bateu a concorrência do Sporting CP e de alguns clubes da Premier League, que tentaram uma aproximação ao atleta, mas sem sucesso.

Por outro lado, há um outro futebolista inglês que parece estar próximo de assinar contrato com o FC Porto, mas nesta situação será uma aquisição para a formação e falamos de Benicio Boaitey, um jovem de 16 anos, que também não pretende continuar no seu atual clube, o West Ham FC. Mesmo tendo estado um período na Alemanha a prestar provas em alguns clubes cotados da Bundesliga, o futuro do promissor extremo deve mesmo passar por Portugal, mais concretamente para o FC Porto.

A imprensa germânica, fruto da sua imprevisibilidade e da sua técnica, apelidou-o mesmo como o “novo Douglas Costa”, o que faz criar alguma “água na boca” sobre o que possa vir a dar no futuro. O que é certo é que este jogador é agenciado pela mesma empresa de Danny Loader e a oficialização deve estar para breve.

Por fim, os dois jogadores serão os primeiros ingleses a representarem o FC Porto e também a confirmação que a Liga Portuguesa é vista como um palco ideal para que estes mesmos jovens possam evoluir, visto que parecem querer seguir o exemplo de Marcus Edwards pela camisola do Vitória SC.

Artigo revisto por Joana Mendes

Os lesionados crónicos da Alemanha 2014 | O preço da boa engenharia alemã?

Quem não se lembra do mítico mundial de 2014? As memórias vão desde a má prestação da seleção das quinas à memorável derrota por 7-1 dos anfitriões, o Brasil, ante a seleção que viria a erguer o troféu nesse ano, a imparável seleção da Alemanha.

A seleção orientada por Joachim Löw começou logo por mostrar ao que vinha, ao golear a seleção portuguesa por 4-0, num jogo que ficou marcado pela expulsão de Pepe ainda na primeira parte. No jogo a seguir, os alemães não foram além de um empate a duas bolas com o Gana, cuja estrela era Asamoah Gyan, mas acabaram por vencer todos os restantes jogos até à final. Na final, que opôs a Argentina à Alemanha, foi Mario Götze, uma das maiores promessas do futebol mundial na altura, que selou a vitória da “Mannschaft” com um golo já no prolongamento.

Um bom futebol e consistência da Alemanha fizeram com que, aos olhos de maior parte dos adeptos de futebol, aquele desfecho fosse o mais justo. Eis o que me perturba, quando me recordo deste mundial. Que é feito dos jogadores da Alemanha e autores desta grande conquista? Onde andam os eleitos de Joachim Löw para este mundial? Por me ter questionado sobre este tema há já algum tempo, aproveitei e fui pesquisar e eis os eleitos do treinador germânico para a competição: 

Guarda-redes: Neuer, Zieler, Weidenfeller.

Defesas: Grosskreutz, Höwedes, Ginter, Hummels, Durm, Lahm, Mertesacker, Boateng, Mustafi.

Médios: Khedira, Schweinsteiger, Özil, Draxler, Kroos, Götze e Kramer.

Atacantes: Schürrle, Podolski, Klose

Desta lista de 23 selecionados, para facilitar o exercício há que descontar os “reformados”. Ou seja, Weidenfeller, Lahm, Höwedes, Mertesacker, Schweinsteiger, Schürrle, Podolski e Klose. De 23, passamos agora a ter 15 jogadores e destes quinze já há sinais alarmantes. É que, no pós-mundial, jogadores como Höwedes, Mertesacker, Schweinsteiger, Schürrle e Podolski nunca mais jogaram ao nível ao qual estávamos habituados a vê-los jogar. Destes cinco, Höwedes e Schürrle (então com 25 e 23 anos, respetivamente) decidiram “pendurar as botas” no final desta época. Höwedes tem 32 e jogava no Lokomotiv de Moscovo, já Schürrle, com 29 anos, estava no Spartak de Moscovo, por empréstimo do Dortmund.

Por sua vez, Podolski (35 anos, atualmente) depois do mundial, transferiu-se por empréstimo do Arsenal para o Inter de Milão e depois disso foi sempre a cair a pique com passagens por Turquia e Japão. Kevin Grosskreutz tem 32 anos e joga no humilde KFC Uerdingen, Erik Durm com 28 anos fez apenas 822 minutos, espalhados por 15 jogos, pelo Eintracht Frankfurt, notícias dão conta de que Götze está de saída do Dortmund por falta de espaço no onze, Özil tem sido alvo de muitas críticas nos últimos anos pelos fãs do Arsenal, pela sua falta de rendimento, Reus (que não está na convocatória acima por se ter lesionado a poucos dias do arranque do mundial) decidiu interromper a sua carreira por causa das lesões que sempre o atormentaram.

Schweinsteiger embarcou numa nova aventura no Man. Utd. apenas um ano após a conquista do mundial e nada mais correu bem, acabando por terminar a sua carreira no Chicago Fire da MLS. Até mesmo Neuer, um dos melhores guarda-redes de todos os tempos, já teve que lidar com lesões desde esse mundial e há até quem diga que nunca mais foi o mesmo desde essas lesões.

Vamos a ver e os únicos jogadores que ainda se vão aguentando no topo mundial, mesmo depois destes anos todos, são estes: Hummels, Müller, Boateng e Kroos. Quatro jogadores de um plantel de 23 campeões mundiais que continuam a demonstrar o que nos habituaram a ver, qualidade. É estranho pensar que tudo isto é uma coincidência e que todos estes jogadores simplesmente tiveram azar com lesões ou que simplesmente perderam a garra de querer continuar ao mais alto nível… É bizarro ver como Götze, uma das maiores pérolas da altura, passou a ser suplente pouco utilizado no seu próprio clube. É inexplicável ver Schürrle a terminar uma carreira aos 29 anos, é estranho ver Reus a não poder mais com dores e, por último, é estranho ver toda uma geração a cair no esquecimento após terem tocado no céu.

Enquanto adepto de futebol e grande fã desta seleção que nos levou numa viagem incrível durante o mundial do Brasil, tenho pena que ninguém se pergunte o que aconteceu a estes grandes craques e que não se questionem de quais poderão ter sido as razões por detrás da queda de toda uma geração. É algo que me inquieta, ver como os jogadores por vezes são esquecidos por não demonstrarem o mesmo desempenho do passado e que consequências em termos psicológicos isso pode ter num atleta de alta competição.

Artigo revisto por Joana Mendes