Com Lisboa como palco, a Liga dos Campeões prepara-se para ser decidida como nunca aconteceu: através de uma final eight em que cada eliminatória será decidida em apenas um jogo. Tendo em conta este último dado, a imprevisibilidade acerca do vencedor de cada eliminatória é ainda maior do que já seria habitual, pois sendo apenas um jogo, tudo pode acontecer.
De entre as oito equipas que ainda estão em prova, muitos são os jogadores de enorme qualidade que compõe os respetivos plantéis. Contudo, uns destacam-se mais que outros, sendo que é precisamente nisso que o seguinte top se foca: nos três futebolistas que podem brilhar entre o Estádio da Luz e o Estádio de Alvalade.
Duisburgo recebeu um dos duelos mais esperados dos “quartos” da Liga Europa. Entrega e competitividade não faltaram, mas o mesmo não se pode dizer no que toca aos golos. Ainda assim, um golo chegou para que o Sevilla FC batesse o Wolverhampton Wanderers FC, já bem perto do final. Depois de eliminar a equipa de Paulo Fonseca, Julen Lopetegui volta a derrotar outro treinador português: Nuno Espírito Santo.
Os ingleses até foram os primeiros a criar oportunidades junto da baliza adversária (inclusive com um penálti desperdiçado de forma inédita por Jiménez), mas rapidamente os espanhóis se apoderaram da iniciativa de jogo. Aliás, com uma posse de bola esmagadora, só não conseguiram provocar estragos porque do outro lado esteve sempre um adversário cauteloso a defender – Suso e Ocampos apenas testaram a atenção de Rui Patrício.
A segunda parte trouxe muito mais Sevilla, mas num raio de ação muito semelhante ao da primeira parte: mais bola, construção apoiada e…pouco ou nenhum perigo na hora de rematar. Só Youssef En-Nesyri e Banega assustaram o guardião português. Contudo, já bem perto dos descontos, apareceu mais um nome a querer fazer a diferença. Na sequência de um cruzamento de Banega, apareceu Ocampos dentro da grande área a cabecear para o único golo do encontro.
O tempo de reação para o Wolves era escasso e o Sevilla limitou-se a controlar, triunfando de forma justa. A equipa mais titulada da competição disputará as “meias” frente ao Manchester United FC.
Éver Banega – O cérebro da equipa do Sevilla. Com uma visão de jogo invejável, o argentino atacou, construiu, criou, recuperou, defendeu… Basicamente, fez tudo o que tinha a fazer. Nos períodos de maior posse, optou por recuar para construir a partir de trás e, sempre que possível, fazer valer a sua astúcia lá na frente. Foi assim no livre direto que assustou Patrício e foi também na assistência para o golo de Ocampos na reta final. Com jogadores assim…
Segundo tempo do Wolverhampton – Além de ter permitido que o adversário voltasse a ter muito mais bola e iniciativa, o Wolverhampton não criou uma única ocasião de golo junto da baliza de Bono. O comprometimento coletivo ninguém pode colocar em causa, mas a armada lusa de Nuno Espírito Santo acabou mesmo por sofrer num dos últimos lances do jogo e dizer, assim, adeus à Liga Europa (bem como à possibilidade de a disputar na próxima época).
ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC
Nuno Espírito Santo procedeu a duas alterações forçadas em relação ao “onze” que eliminou o Olympiacos FC de Pedro Martins. Jonny Otto (lesionado no último jogo) e Podence (castigado) deram lugar a Rúben Vinagre e Dendoncker, respetivamente, passando a formação de um 3-4-3 para um 3-5-2, com os laterais muitas vezes a recuar para uma linha de cinco. Apesar da boa entrada no jogo, o conjunto inglês, após o penálti falhado, recuou no terreno e tentou apostar mais no contra-ataque. O mesmo cenário arrastou-se para o segundo tempo e, quando tudo parecia encaminhado para o prolongamento, uma falha defensiva comprometeu tudo o resto.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Rui Patrício (7)
Romain Saïss (5)
Conor Coady (6)
Willy Boly (6)
Rubén Vinagre (7)
João Moutinho (6)
Rubén Neves (7)
Leander Dendoncker (7)
Matt Doherty (6)
Raúl Jiménez (5)
Adama Traoré (7)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Neto (5)
Diogo Jota (5)
ANÁLISE TÁTICA – SEVILLA FC
Tal como se costuma dizer, em equipa que ganha…não se mexe. Após eliminar a AS Roma de Paulo Fonseca, Julen Lopetegui cumpriu o velho ditado, fazendo com que a equipa voltasse a alinhar num 4-3-3 e com Fernando a ser o elemento mais recuado do meio campo espanhol. Perante um adversário muito organizado a defender, o Sevilla teve de recorrer à posse de bola, à visão de jogo de Banega e, sobretudo, e à paciência coletiva para conseguir “romper” de forma eficiente. As tentativas foram várias, as ocasiões não tanto, mas suficientes para dar justiça ao resultado alcançado ao cair do pano.
Prevê-se uma janela de transferências agitada para os lados do Dragão. Por entre rumores de saídas e entradas, alguns nomes são dados como certos na versão 20/21 dos azuis e brancos, casos como os de Cláudio Ramos, Nuno Santos, Mehdi Taremi ou Zaidu. Por outro lado, há indícios que diversos atletas poderão fazer o caminho inverso: Diogo Leite, Soares e Danilo Pereira são dos mais falados.
Aproveitando a boleia destes rumores, decidimos elencar cinco jogadores do nosso campeonato que poderiam reforçar o plantel azul e branco, quer para compor elenco, quer para lutar pela titularidade.
No passado dia 3, foi anunciada mais uma candidatura às próximas eleições do SL Benfica, neste caso do movimento “Servir o Benfica”, liderado por Francisco Benitez. Depois das candidaturas de Luís Filipe Vieira, Rui Gomes da Silva, João Noronha Lopes e Bruno Costa Carvalho (embora esta ainda não tenha sido oficializada devido a questões relacionadas com os estatutos do clube), surge, assim, como a quinta e provavelmente a última, numas eleições que certamente farão correr muita tinta e provocarão bastantes discussões nos próximos tempos no universo encarnado.
“Conforme compromisso por nós assumido, apresentamos esta candidatura num período posterior ao fim das competições”https://t.co/J9U8TB8lS4
Francisco Benitez tem 56 anos, os mesmos anos de sócio do clube, e foi atleta da modalidade de rugby, tendo contribuído para a conquista de alguns títulos nos escalões mais jovens e de formação; é licenciado em Marketing, passou por áreas como a Publicidade, Industrial e Grande Distribuição. Fã e apaixonado pelo associativismo, foi um dos fundadores da AAB (Associação de Adeptos Benfiquistas).
Segundo o próprio, a decisão de concorrer às próximas eleições iniciou-se ainda com o SL Benfica numa fase positiva da época, designadamente, como líder do campeonato, com sete pontos de avanço para o segundo classificado. Neste sentido, mencionou que não considerava pertinente que a candidatura fosse de um homem só, mas sim de um movimento que congregasse vários sócios apaixonados pelo clube, tendo como líder um que personifica o coletivo, algo possível de verificar.
No vídeo de apresentação, além de Francisco Benitez (candidato à presidência), foi revelada a presença do candidato ao Conselho Fiscal (Nuno Leite) e à Mesa Assembleia Geral (João Pinheiro), os quais, juntos, apresentaram e elencaram um conjunto de medidas, propostas e valores que devem, no seu entender, ser os mais indicados a seguir pelo SL Benfica no futuro, caso o seu movimento obtenha a vitória nas eleições.
Assim sendo, foram focados três pilares vitais: democracia, através de uma Assembleia Geral que assegure e restaure a tradição democrática do clube; transparência, com um Conselho Fiscal independente, que seja o garante para os associados de uma Direção questionada e fiscalizada sempre que pertinente; ambição desportiva, possibilitada por uma Direção capaz de aliar competência à paixão pelo SL Benfica e recentre a prioridade em obter sucesso desportivo. Por oposição, algumas situações mereceram críticas concisas e, a meu ver, extremamente adequadas para a atual direção do clube (OPA, agressão de Luís Filipe Vieira a um sócio, eternização no poder e tecnocracia na SAD)
Posto isto, foram esmiuçadas outras ideias mais concretas para o futuro do clube, nomeadamente:
a tentativa de reter os melhores jogadores no SL Benfica, não só no futebol mas também nas diversas modalidades, quer com aumentos salariais quer com a apresentação de projetos que aliciem os atletas a tal permanência (ambição europeia, reforços de qualidade, investimento);
a limitação de mandatos na presidência do clube; reduzir as enormes discrepâncias do sistema eleitoral, particularmente, a relação número de anos de sócio/número de votos;
a aprovação, em Assembleia Geral, dos membros indicados pelo clube para a SAD;
complementar o voto eletrónico com o voto físico, de forma a aumentar a credibilidade, transparência e evitar possíveis fraudes;
a hipótese de Assembleias Gerais se realizarem aos fins de semana, em outros pontos do país e serem transmitidas para todos os sócios, para que o maior número possível tenha conhecimento dos assuntos discutidos e das decisões tomadas;
reduzir a quotização para captar mais associados, com a possibilidade de equiparar os sócios correspondentes aos sócios efetivos;
o fomento das Casas do Benfica no que diz respeito ao recrutamento de associados do clube, com a promessa de 25% do valor das quotas para as mesmas;
renumerações de sócios no período de 5 anos;
a obrigatoriedade de existirem debates com os candidatos à presidência do clube na BTV;
o regresso de modalidades como o futebol e voleibol de praia, assim como do rugby ao Complexo da Luz;
a obrigatoriedade de apresentação de novo Orçamento/Relatório e Contas em caso de não aprovação na Assembleia Geral;
entre outras que podem ser lidas no Twitter ou Facebook do Movimento “Servir o Benfica”, ou ouvidas no vídeo de apresentação da candidatura.
Em jeito de conclusão, além do amor ao clube, transparência, credibilidade e enorme ambição do projeto para a conquista de títulos nas diversas modalidades, captação de parceiros comerciais de renome e afirmação do clube no que concerne ao prestígio e dimensão à escala planetária, é necessário salientar o cariz modernizador do Movimento, a organização, associativismo e, assim, saudar mais uma candidatura à presidência do SL Benfica, sinal de uma enorme vitalidade e de conjuntos alargados de pessoas, alguns com ideias divergentes, mas que, na sua essência, desejam o melhor para os desígnios do clube. Fazendo jus ao nome do Movimento, o que faz sentido é “Servir o Benfica” e não utilizar esta grandiosa instituição para proveito pessoal ou como escudo protetor.
Falemos do Fulham FC. Ao longo dos anos foram-se desenvolvendo novos métodos de competição diferentes do tradicional campeonato, que congratula a equipa mais regular e capaz ao longo de uma época. Grande parte das modalidades têm adotado o método do play-off, muito apreciado por uns, menosprezado por outros.
No futebol, em termos de primeiras ligas, essa é uma realidade que parece ainda bem distante, mas também na promoção de equipas dos escalões inferiores este esquema tem vindo a expandir-se. Em Inglaterra, país onde se pratica o melhor futebol do mundo, este é já um costume antigo. O primeiro e o segundo lugares são automaticamente promovidos e do terceiro ao sexto lugar é disputado um play-off de onde apenas um poderá sair vencedor e, consequentemente, também elevado à Primeira Liga Inglesa.
Este ano em tudo foi atípico, mas as três equipas que conseguiram um lugar na melhor liga de futebol da Europa pouco surpreendem os adeptos e analistas. Ao Leeds United FC e ao West Bromwich Albion FC juntou-se o Fulham FC, que bateu o Brentford FC por 2-1, no prolongamento. Desta forma estamos perante três emblemas que conhecem bem a realidade em que vão viver na próxima temporada e onde inclusive fizeram já grandes campanhas nos seus tempos mais gloriosos.
O Fulham FC, recorde-se, foi despromovido o ano passado, depois de não ter conseguido ir além do 19º lugar. O objetivo seria voltar o mais rapidamente possível e, embora não o tenham conseguido da forma mais simples, a verdade é que lá chegaram.
Olhando para as estatísticas, a equipa de Scott Parker atingiu os 81 pontos, (23 vitórias, 12 empates e 11 derrotas) com 64 golos marcados e 48 golos sofridos, números bem inferiores aos do Brentford FC, com quem acabou em igualdade pontual. Num formato convencional, a equipa de Londres teria de esperar mais uma temporada para tentar a sua sorte, mas também no play-off se mostrou dona de um pragmatismo que a levou ao sucesso, deixando para trás um símbolo que, apesar dos números mais expressivos, não os conseguiu traduzir em resultados palpáveis e acabou por morrer na praia.
Fulham está de volta a Premier League após bater por 2-1, na prorrogação o Brentford, pelos playoffs de acesso da Championship!
Joe Bryan marcou os dois gols da vitória, enquanto Dalsgaard descontou para o Brentford.
— Desimpedidos Zueira (de 🏠) (@desimp_zueira) August 4, 2020
Os Cottagers fizeram a festa, mas é já altura de começar a pensar no futuro. Devido aos condicionalismos que a pandemia proporcionou, a próxima época está aí à porta e uma equipa recém-promovida precisa de uma grande preparação para conseguir lutar pela manutenção.
Em relação a reforços, é provável que cheguem alguns, apesar da qualidade já existente no plantel. Recorde-se, por exemplo, que o avançado Aleksandar Mitrovic foi o melhor marcador do campeonato, depois de apontar 26 golos em apenas 41 partidas. De resto, há vários nomes que entusiasmam os adeptos e que têm mais do que qualidade para atuar na Primeira Liga Inglesa, como é o caso do português Ivan Cavaleiro, de Joe Bryan, de Anthony Knockaert, entre muitos outros.
Como referi, e à semelhança dos outros dois símbolos promovidos, numa primeira época de readaptação o objetivo passará por assegurar a manutenção de forma sólida para nos anos seguintes ser possível dar um passo com outras proporções que elevem o clube a patamares superiores. Esta é, talvez, a missão mais complicada, uma vez que conhecemos histórias bem recentes de equipas que, depois da subida, não se conseguiram afirmar e acabaram por voltar ao segundo escalão, como é o caso do Norwich City FC.
Posto isto, e sabendo a estrutura e equipa técnica do Fulham FC, melhor do que ninguém, as dificuldades que vão encontrar, é hora de começar a pensar em todos os detalhes que vão certamente ser decisivos no desfecho da próxima temporada. O campeonato começa a meio de setembro, o que dá cerca de 1 mês de pré-época. Não é o que as equipas idealizavam, mas é a realidade a que todas terão de se adaptar.
Em relação aos Lillywhites, que voltam a tornar o Craven Vottage num dos grandes palcos da Europa, a especulação e curiosidade são enormes para ver o que vão ser capazes de fazer neste retorno à melhor liga de futebol do mundo. A qualidade está, como foi visível na última época, bem presente, e os valores para a prática de um bom futebol também. Será importante começar bem e ganhar uma confiança extra que tire de todos os elementos o que de melhor eles têm.
Finda a temporada 19/20 e porque foi um campeonato com algumas surpresas, fui recordar na última década que equipas tiveram uma prestação que superou as expectativas e que, por isso mesmo, merecem destaque.
Pioneiros em certas medidas, retrógrados noutras, estamos por demais habituados às comparações sobre o futebol em Portugal. Ou porque o argentino é melhor que o português, ou porque o português de agora é melhor que o português de antigamente, as comparações não têm fim e, muitas vezes, em nada acrescentam à discussão em causa.
Durante anos houve sempre aquele complexo de inferioridade, onde “lá fora é que é”, mas rapidamente deu lugar ao nacionalismo exacerbado, onde qualquer discussão vai desaguar e, de armas em punho, se eleva para lá dos limites o treinador e o jogador português.
Ali no meio, onde se pesam vários fatores e se tem em conta várias opiniões, é onde eu gosto de estar. Ouvir e ler outras visões e, sobretudo, analisar. Assim, este artigo vai percorrer as classificações finais das principais ligas europeias, mais a portuguesa, e desmistificar que a competitividade do campeonato português fica assim tão aquém do melhor futebol europeu.
Importa lembrar, antes de qualquer análise, que só a Alemanha tem uma prova composta por 18 equipas como Portugal. Espanha, Inglaterra, Itália e França têm uma prova disputada por 20 emblemas. Além disso, a liga francesa foi interrompida com apenas 28 jogos, o que contamina o primeiro ponto desta análise; os golos marcados.
A Liga portuguesa só fica à frente da francesa no número de golos marcados, ainda que a competição vencida pelo PSG tenha cumprido apenas 28 dos 38 jogos previstos. Em Portugal, foram marcados 763 golos, apenas mais 59 que em França (704). Espanha e Alemanha ultrapassaram as nove centenas (942 e 982), Inglaterra chegou aos 1034, mas foi na Itália onde, de longe, se marcaram mais golos (1154).
Neste parâmetro, a Liga portuguesa não sai beneficiada. Estaria, provavelmente, em último lugar na festa do golo caso a competição francesa tivesse os restantes jogos realizados. O cenário tende a agravar-se se tivermos em conta a produção ofensiva dos primeiros e últimos classificados de cada país.
Resumo da época do CD Aves, a 1.ª equipa ⬇despromovida na 🇵🇹Liga NOS:
➡23 derrotas em 29 jogos
➡Pior defesa (55 golos sofridos)
➡3 treinadores
➡42 jogadores utilizados (equipa que + jogadores utilizou), de 14 nacionalidades diferentes pic.twitter.com/oUfOv9fE88
Por exemplo, Juventus FC e FC Internazionale Milano marcaram mais golos (157) do que as equipas que desceram, US Lecce, Brescia CSA e SPAL 2013 (114). Até aqui tudo normal. Aliás, seria até expectável que assim fosse. No entanto, o mesmo não acontece nos outros países. Ou melhor, acontece que os primeiros classificados marcam mais golos que as equipas que descem e outras que ainda alcançaram a manutenção. Evidenciando, assim, o fosso entre primeiros e últimos.
Em França, Paris SG FC e Olympique Marseille marcaram mais golos (116) que Toulouse FC, Amiens SCF, Nimes Olympique e AS Saint-Étienne (111). Na vizinha Espanha, Real Madrid CF e FC Barcelona marcaram por mais vezes (156) do que RCD Espanyol, RCD Mallorca, CD Leganés e RC Celta de Vigo (134).
Na Alemanha, FC Bayern Munchen e BVB Dortmund marcaram mais golos (184) que SC Paderborn 07, DTS Fortuna, Werder Bremen e Augsburg 1907 (160). Na Primeira Liga inglesa, Liverpool FC e Manchester City FC marcaram mais golos (187) do que Norwich CFC, Watford FC, AFC Bournemouth e Aston Villa FC (143). Em Portugal, não são três nem quatro; FC Porto e SL Benfica marcaram, sozinhos, mais do que cinco equipas.
Os dois rivais que disputaram o título até às últimas jornadas, sozinhos, marcaram mais golos do que cerca de 30 porcento dos demais competidores. Dragões e águias festejaram por 145 vezes, mais do que CD Aves, Portimonense SC, Vitória FC, B-SAD e CD Tondela (138).
A outra má notícia, mascarada de ponto positivo, é que a diferença pontual entra cada competidor está dentro da média europeia e algo distante dos casos mais graves. Podia significar competitividade, mas, no meu entender, espelha a falta de qualidade interna.
A ver vamos; o CD Aves foi dos últimos classificados que menos golos sofreu (68), mas um dos que mais longe ficou do primeiro lugar (65 pontos). Além disso, do universo dos últimos colocados, foi a equipa que mais longe ficou do penúltimo (16 pontos). Em termos pontuais, só conseguiu fazer melhor que o Toulouse FC (17 pontos contra os 13 dos franceses).
No outro extremo da tabela, só a Juventus FC teve mais dificuldade que FC Porto para se sagrar campeã (um ponto de vantagem sobre o segundo classificado). Os dragões, tal como o Real Madrid CF, abriram uma vantagem de cinco pontos para o segundo lugar, longe das vantagens de 12 e 13 pontos de PSG FC e FC Bayern Munchen ou dos 18 pontos do Liverpool FC sobre o Manchester City FC.
Assim, não se é campeão em Portugal com mais facilidade do que em Espanha ou Itália, muito por culpa da qualidade – ou falta dela – e não da competitividade, como tanto se apregoa. O que acontece nesses países é que os últimos classificados conseguem dar mais luta. Ao que parece, Inglaterra e Alemanha continuam como os exemplos a seguir.
O pelotão do WorldTour começa a preparar as equipas para a próxima temporada, com várias entradas e saídas como já é habitual. Alguns nomes já estão confirmados, mas o mercado está longe de estar fechado.
Comecemos pela equipa francesa da AG2R La Mondiale, que conta com as saídas das suas “pérolas” dos últimos anos, falamos de Romain Bardet, Pierre Latour e de Alexandre Geniez. Os três ciclistas franceses que lutavam por classificações gerais estão de malas feitas para novos desafios.
O líder Romain Bardet irá para a Team Sunweb, uma equipa que precisava de um homem para se intrometer nos primeiros lugares de uma classificação geral. Será a primeira vez que Bardet irá mudar de equipa, visto que a sua carreira foi sempre feita na equipa AG2R. Latour e Geniez continuarão companheiros de equipa, mas agora na Team Total Direct Energie, equipa ProTour francesa.
No que toca a entradas, a equipa, curiosamente, não introduziu nenhum nome para a montanha. No entanto, podemos ver um reforço de grande categoria para a nova temporada, o belga Greg Van Avermaet, um ciclista talhado para as clássicas. Seguem também para a AG2R dois colegas seus da CCC, o suíço Michael Schar e Gijs Van Hoecke, que servirão certamente de apoio para o belga. Para o sprint, a equipa contratou mais dois franceses, Marc Sarreau, atualmente ligado à Groupama-FDJ, e Damien Touzé (Cofidis). O jovem belga Stan Dewulf (Lotto Soudal) também reforçará a equipa.
Outra formação que tem mostrado o poder de compra tem sido a Israel Start-up Nation. O nome sonante é o de Chris Froome, com a equipa a querer montar um conjunto capaz de discutir as grandes Voltas. Será que Froome consegue voltar aos seus tempos áureos, mesmo sem a superequipa que dispunha na Team INEOS? Qual será a sua relação com Daniel Martin que, atualmente, dispõe de um lugar privilegiado dentro da equipa? A aliar a estas questões, o britânico veio de uma longa paragem, regressando à competição em fevereiro, não conseguindo voltar ao nível de outrora.
Chris Froome muda de cores em 2021 Fonte: Team INEOS
A equipa investiu ainda num bom reforço para a montanha chamado Carl Fredrik Hagen (Lotto Soudal). Será um bom apoio para a montanha na ajuda aos líderes da equipa. O norueguês surpreendeu na Volta a Espanha do ano transato, ao terminar no oitavo lugar da classificação geral. O bloco da Israel para a montanha, em 2021, começa a ganhar forma, com Daniel Martin, Chris Froome, Ben Hermans e Hagen. No entanto, a equipa ainda deverá contratar mais algum gregário de apoio para as etapas mais duras.
Adrien Silva, luso francês, nascido em Angoulême (França), médio centro de 31 anos, campeão europeu e formado na Academia de Alcochete. Nada mau para o início de uma biografia mas, infelizmente, não é o tema que nos traz até aqui.
É escusado fazer um breve resumo dos acontecimentos dos últimos dias, tudo o que menos quero é abordar a entrevista dada ao jornal Record, as palavras “percebi que no Sporting não contavam comigo” ou até a possibilidade de jogar no rival da Segunda Circular. Não é nada disso que… Pois!
Já todos reconhecemos o quão deprimente está a ser o mercado em Alvalade, há sensivelmente mais de um mês que se fala em reforços e a única coisa que chegou foi uma mão cheia de nada. Não há dinheiro? Não há planeamento? Não à gestão de qualidade? É caso para perguntar “o que passou-se?”
Desde que Adrien Silva regressou ao Sporting CP, depois do empréstimo à Académica de Coimbra, a minha admiração por ele foi sempre em crescendo. Aprecio bastante as suas qualidades enquanto jogador, deu tudo pela camisola verde e branca e foi um bom capitão. Claramente existia um meio campo sem Adrien e outro com. A raça com que encara o jogo foi sempre algo que me cativou e a consistência que dava à equipa, era fundamental para equilibrar o sistema taticamente.
Hoje gostava de recuar no tempo e encarar alguns dos acontecimentos em que esteve envolvido, durante a sua passagem pelo Sporting CP, com total imparcialidade, sem o fanatismo que por vezes nos altera a razão:
A RENOVAÇÃO
Decorria a época 2012/2013 quando se falou na possibilidade de Adrien Silva trocar o Sporting CP pelo FC Porto. Depois da grande época em Coimbra, que valeu a conquista da Taça de Portugal, precisamente contra o Sporting CP, o médio ganhou a cobiça de vários clubes em Portugal e na Europa. Adrien terminava contrato na época seguinte e a saída a custo zero esteve perto de ser uma realidade. Contudo, a novela terminou quando renovou contrato, estendendo o seu vínculo em Alvalade.
CONQUISTA DA BRAÇADEIRA DE CAPITÃO
Com a chegada de Jorge Jesus, Adrien ganhou um destaque gigante na equipa leonina. Para além de ser um dos jogadores que mais tempo representou o Sporting CP, a preferência do técnico por um jogador de campo para erguer a braçadeira de capitão foi fulcral para colocar Rui Patrício como sub capitão (que até à data era o capitão leonino).
Afirmo com toda a certeza que Adrien Silva teve um desempenho excelente na função de capitão.
Com o Europeu à vista, Adrien precisa de somar minutos para voltar à Seleção Fonte: FPF
A POLÉMICA TRANSFERÊNCIA PARA INGLATERRA
Não vale a pena mencionar o que aconteceu, esta história fez correr muita tinta. Em Agosto de 2017 não foi inscrito na Premier League por uma questão de segundos e valeu-lhe meia época sem jogar. Depois da sua saída, acusou Bruno de Carvalho por ter dificultado e atrapalhado a celeridade da transferência. Não poupou nas críticas ao ex-presidente e surgiram algumas trocas de “galhardetes” entre ambos. Adrien foi acusado de forçar a saída para Inglaterra e a forma como saiu criou divisão de opiniões na massa associativa.
Na minha opinião, entendo o porquê de querer sair e cumprir o sonho de jogar na Premier League. Se até para um mero adepto de futebol, há o sonho de assistir um jogo do campeonato inglês, porque é que um jogador que foi exemplar não pode cumprir esse desejo? Se houve culpa em alguma parte, é algo que só os próprios intervenientes saberão. Recordo a lesão que o levou até ao hospital, num jogo frente ao CD Feirense, em Alvalade… pelo menos falta de apoio de Bruno de Carvalho nessa altura não se pode queixar, que abandonou o estádio na ambulância a seu lado.
ENTREVISTAS E MAIS ENTREVISTAS PARA REGRESSAR
Por onde passou, as coisas não foram correndo como se esperava, principalmente em Inglaterra. Na última época representou o AS Monaco e o emblema monegasco não acionou a cláusula de compra. Nos últimos meses Adrien Silva foi dando várias entrevistas referindo por outras palavras “Quero regressar ao Sporting CP na próxima época” ou “Estou disponível, venham buscar-me”. Relativamente a este ponto, sempre apoiei o seu regresso. Deixa a desejar quando não descartou a possibilidade de representar o eterno rival.
— Sporting CP Adeptos (@sportingcp_adep) May 24, 2020
Para terminar, gostaria de fazer a seguinte questão: Será que Adrien Silva não tinha um lugar de caras na atual equipa do Sporting CP? Eu olho para o atual plantel e não vejo um jogador no meio campo com mais qualidade que o luso francês (nem mesmo Wendel, que poderia beneficiar com a vinda do mesmo).
Tenho bastante dificuldade em entender esta situação. Seria mais fácil se de facto estivessem a chegar reforços de qualidade e que Rúben Amorim tivesse uma ideia diferente para a equipa. A verdade é que o tempo passa e a depressão aumenta. Não me importa o quer que seja, simplesmente quero bons jogadores, uma equipa competitiva e o Sporting CP vencedor. Venha quem vier, se for para tornar o nosso clube naquilo que ambicionamos, então que seja. Infelizmente, o barco continua à deriva e não há sinais de melhora. Mas como sempre, os melhores do mundo, cá estarão!
Neste «recordar é viver», iremos evocar aquele que foi o maior feito nacional na modalidade. Já passou cerca de 1 ano, após a conquista do Europeu sub-20 divisão B, que deixaria todos os adeptos do basquetebol encantados com uma equipa que apresentou uma maturidade emocional incrível durante o torneio todo.
Depois de vários estágios/torneios, de modo a preparar o campeonato, as expectativas ficaram elevadas para a nossa seleção. A nossa seleção sub-20 derrotou seleções do calibre de Israel- atual campeã europeia sub-20 divisão A (que contava com Deni Avdija) ou seleções com maior estatuto na modalidade que Portugal (República Checa). A juntar a isto, Portugal tinha um grupo de atletas muito forte individualmente, onde detinha aquele que era o nome maior no Europeu Divisão B- Neemias Queta. O poste de Utah State, vinha de um NBA Combine e apresentava-se como futuro potencial jogador da NBA.
Curiosamente, não foi ele o maior destaque no final do campeonato, não obstante foi a peça mais importante no desenrolar do torneio.