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BnR LIVE: O futuro de Jorge Jesus e Sérgio Conceição

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Em plena onda de calor em Portugal, o dia ficou ainda mais quente com a notícia de que Jorge Jesus estaria a caminho de Portugal para assinar pelo SL Benfica, cinco anos após a sua partida da Luz quando saltou para o outro lado da Segunda Circular.

Com Edmílson Pimenta como comentador, o extremo brasileiro, que se sagrou campeão por duas ocasiões com o FC Porto e uma com o Sporting CP, partilhou a sua opinião sobre o regresso de JJ a Portugal, a marca que deixou no Brasil e a porta que abriu para mais treinadores portugueses entrarem no mercado brasileiro.

Falou-se de Jesus, Luís Filipe Vieira e o projeto Seixal, mas também de Sérgio Conceição, o papel de Jorge Nuno Pinto da Costa neste título, e também do relógio vermelho que Edmilson teve que trocar depois de bisar na sua estreia pelos dragões.

Com Leonardo Bordonhos, Pedro Diniz, Tiago Serrano e Edmílson.

Jorge Jesus está de regresso ao SL Benfica

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Cá estamos nós outra vez… Jorge Jesus está de regresso a Portugal e ao SL Benfica. O clube encarnado anunciou esta sexta-feira na CMVM a contratação do técnico ao CR Flamengo, minutos depois de os brasileiros anunciarem a saída do técnico português nas redes sociais.

Jorge Jesus abandonou o Sporting CP em julho de 2018. Desde esta data, o treinador português pairou como uma sombra sobre SL Benfica e FC Porto. Cada vez que alguma destas equipas atravessava uma fase menos positiva, surgia sempre o nome do treinador natural da Amadora. Desta vez a especulação é mesmo realidade.

Jorge Jesus, ainda mais depois dos êxitos no CR Flamengo, atingiu um estatuto de quase divindade no futebol português. O seu nome surge sempre associado a grande futebol e a grandes equipas. É absolutamente inegável que o treinador português é um grande treinador. Os êxitos no Brasil, as finais europeias, a transformação no Sporting CP, etc. Mas, terá o seu impacto no SL Benfica sido assim tão grande para justificar todo este estatuto?

No clube encarnado, foi campeão três vezes em seis épocas. 50% de vitórias. Pondo os números em perspetiva, é a mesma percentagem de Rui Vitória ou Bruno Lage. As finais da Liga Europa e as boas caminhadas na Liga dos Campeões são uma das grandes bandeiras do treinador.

No entanto, o que mais deixou saudades nos adeptos encarnados foi de certeza a qualidade de jogo apresentada. Quase todas as equipas, mas sobretudo as de 2009/2010 e 2013/2014, atropelavam todo e qualquer adversário a nível nacional e na Europa batiam o pé a qualquer tubarão. É perfeitamente aceitável exigir um treinador que provoca tantas memórias de bom futebol, num momento em que a equipa só venceu quatro dos últimos 15 jogos.

Olhando para as coisas de forma menos sentimental: será Jorge Jesus, neste momento, o treinador ideal para o SL Benfica?

Lá está, a qualidade do treinador de 65 anos é inegável. Com a sua chegada a Portugal, passa a ser, sem qualquer dúvida, o melhor técnico no nosso campeonato. Contudo, convém relembrar que Jorge Jesus abandonou os encarnados, há cerca de cinco anos, por não encaixar no perfil ideal para dar continuidade ao “projeto desportivo” do clube das águias. A verdade é que vai regressar.

Esta decisão levanta variadíssimas questões sobre a seriedade ou planeamento deste tal “projeto desportivo”… Relembrar ainda que Luís Filipe Vieira, há pouco mais de um ano no auge da “era Bruno Lage”, afirmou numa reunião com sócios que, enquanto fosse presidente, Jorge Jesus nunca mais treinaria o Benfica. No entanto, cá estamos nós… Curioso a decisão do presidente do clube encarnado ser tão perto das eleições onde se prevê a maior contestação no seu “reinado”.

A chegada de Jorge Jesus trará certamente uma coisa: investimento. O treinador já fez transparecer que não trabalhará com este plantel, o qual considera limitado. Já se fala da chegada de Bruno Henrique e Gerson, dois jogadores que poderiam acrescentar muito, e de orçamentos de transferências na ordem dos 100 milhões de euros. Numa altura de incerteza provocada pelo covid, este tipo de investimento pode parecer algo precipitado e pouco pensado.

Não sou o único a ter este tipo de pensamento. Aliás, Domingos Soares de Oliveira concorda. O CEO do SL Benfica disse recentemente numa entrevista que não se previam “grandes investimentos” e que contratações acima dos 10 milhões de euros seriam todas cirúrgicas. Ainda bem que a direção do clube encarnado mantém a sua palavra e parece ter este “projeto desportivo” completamente delineado.

Com Jorge Jesus no banco, o aumento do nível exibicional da equipa encarnada é um dado adquirido. O já experiente treinador conseguirá, com toda a certeza, extrair muito mais de certos elementos do plantel. No entanto, acredito que vários atletas desaparecerão completamente das opções. É aqui que entra a questão da formação.

Talvez o grande defeito que todos apontam a Jorge Jesus. A sua carreira ficará para sempre marcada pelo erro de Bernardo Silva. Se é verdade que não é conhecido por apostar na formação, também é mentira que pura e simplesmente exclua os jovens jogadores das suas opções. Reinier, André Gomes, Ivan Cavaleiro, Gelson Martins ou Paulo Oliveira demonstram que este argumento não é totalmente verdade. Contudo, todos estes jogadores foram lançados sobre circunstâncias muito especiais. Devido a crises de lesões, falta de melhores opções ou grande concentração de jogos, como foi o caso de Reinier.

Conseguirão Paulo Bernardo, Tiago Dantas ou Ronaldo Camará conquistar lugar numa equipa que conta com Weigl, Florentino, Taarabt, Gabriel, Samaris, Gerson (se for concretizado), um possível regresso de Gedson e até David Tavares, mesmo admitindo que haja saídas? O mesmo se pode dizer para Jota ou Gonçalo Ramos. O possível investimento irá certamente tirar minutos a estes jovens prodígios. Este “projeto desportivo” parece-me extremamente volátil….

A questão da formação deixa alguns benfiquistas receosos em relação ao regresso de Jorge Jesus ao clube
Fonte: SL Benfica

A chegada de Jorge Jesus trará certamente muita qualidade ao SL Benfica e ao campeonato português. Mas é Jorge Jesus a opção ideal? Não, longe disso. Existiam opções melhores, mais baratas e que trariam algo de novo ao emblema das águias. Para isto acontecer o SL Benfica tinha de ser gerido como um clube desportivo e não uma empresa.

Creio que o ciclo de Jorge Jesus no clube encarnado já terminou há bastante tempo e com razões válidas. Jorge Jesus continua a não encaixar no perfil de treinador para o “projeto europeu”, “construído através da formação”. Isto é culpa do treinador português? Óbvio que não. Nesta altura acho que todos sabem de quem é a culpa…

Artigo revisto por Joana Mendes

Olheiro BnR: Babacar Niasse

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Quando falamos no CD Tondela, há uma figura incontornável do clube em que pensamos de imediato: o guarda redes Cláudio Ramos. De facto, o internacional português é uma referencia histórica do clube pela longevidade ao serviço dos beirões e pela sua qualidade entre os postes, algo que lhe vale o epíteto incontestável de um dos melhores guarda redes do campeonato. Contudo, o número dois da baliza tondelense, Babacar Niasse, merece ser alvo de análise, fundamentalmente após a recente lesão de Cláudio Ramos, o que nos dá a oportunidade de finalmente ver em ação outro guarda redes ao serviço do CD Tondela.

Babacar Niasse cumpre a sua primeira temporada ao serviço do CD Tondela. É senegalês e tem apenas 23 anos, o que para um guarda redes é uma idade extremamente jovem e que abre todas as perspetivas de uma carreira longa pela frente e com muita margem de progressão. Niasse destaca-se pela sua complexão física, invulgar para um guarda redes.

Com uma estatura imponente de 1.95m, tem características físicas que se destacam imediatamente do guarda redes comum. Possuidor de qualidades excelentes entre os postes, como os reflexos e a capacidade de ir ao relvado, algo que poderia ser complicado dada a sua elevada estatura, Niasse tem também aspetos a melhorar, como qualquer jovem guarda redes. O timing de saída dos postes e o seu jogo de pés são aspetos do seu jogo que podem claramente evoluir mas, pelo lado positivo, são questões que não são tão graves assim. À medida que os jogos avançam, vamos conhecendo melhor este guarda redes e, com uma eventual saída de Cláudio Ramos, poderá até agarrar a titularidade, algo que me parece fulcral na sua evolução enquanto jogador.

 

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⚔️🔰 #Alhamdoulilah#objectif #juntos #orgulhobeirão

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Ainda não é um dado adquirido de que Babacar Niasse será um guarda redes de referência e ainda não temos um conhecimento totalmente aprofundado para que o digamos, mas uma coisa é certa: Niasse tem características únicas que, bem potenciadas e com competição nas pernas, podem levá-lo a patamares de relevo.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Vitória SC: O fracasso evitável

Infelizmente, os objetivos do Vitória SC já foram; e todos por cumprir. Uma despedida que resta um sentimento de que deveríamos ter feito mais e que, concretamente, era algo realizável dado a equipa que apresentamos e as grandes exibições que apresentamos em alguns momentos da época, e também na curta caminhada europeia.

Um treinador de excelência e uma equipa que não deixa assim tanto a desejar, no que diz respeito a expetativas – na realidade, deixa imenso a desejar. Desde o início da época que estamos à espera de grandes exibições e, quando estas acontecem, o resultado é sempre o mesmo: Jogámos como nunca, perdemos como sempre! É um sentimento amargo que fica travado na garganta e que não passa com o tempo, porque é algo que dói, mas não é bonito.

A época trouxe consigo um Vitória fraco, desorganizado e pouco (ou nada) fiável, que acabou por arruinar o maior objetivo da temporada de 2019/2020. Acabamos por perder a luta pela Europa contra o recém subido FC Famalicão, e um dos nossos rivais diretos, o Rio Ave FC, o que torna a situação mais frustrante – digo isto enquanto adepta.

“Vamos lutar enquanto for matematicamente possível”, palavras do técnico Ivo Vieira que, por muito adorado que seja (por alguns), não satisfizeram nem um pouco os ouvidos vitorianos.

 

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#SLBVSC 📸 SL Benfica – Vitória SC #SomosAAlmaDoRei #LigaNOS

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A derrota frente ao SL Benfica por 2-0 acabou com as hipóteses do Vitória SC alcançar os palcos europeus. E, não é com estes resultados que queremos ir à Europa. Não é a fazer contas e a depender do insucesso de outros, é mérito próprio. Resta confiar, mais um ano, que as coisas correram de forma diferente na época que se aproxima. É esperar que as vitórias morais se tornem em resultados desportivos, não chega ser os melhores fora do campo, há que ter ambos para variar. É confiar que eles sintam o emblema que representam ao peito, pelo menos um terço daquilo que nós sentimos!

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 Clubes da Saga “Em nossa casa… mandam eles”

A posição desconfortável de ser a pior equipa do campeonato a jogar em casa pertence neste momento ao CD Tondela, embora os beirões ainda tenham uma última oportunidade de passar o testemunho ao seu concorrente mais próximo, o CD Aves.

Ambas as formações têm mais uma partida caseira até ao término da Liga e logo contra dois adversários do topo da tabela, pelo que se adivinham tarefas bastante complexas. Na próxima jornada, os avenses recebem o SL Benfica e os tondelenses recebem o SC Braga, onde só a vitória interessa aos auriverdes para evitarem inscrever o seu nome nesta ‘lista negra’ da pior equipa a atuar no seu recinto.

O destino parece estar já traçado e nem o triunfo pode ser suficiente caso o CD Aves pontue, sendo que os 11 escassos pontos amealhados até ao momento no João Cardoso ameaçam igualar o pior registo da década. A equipa tem-se comportado bastante melhor fora de portas, mas este nem é um cenário inédito, uma vez que parece ser uma imagem de marca dos beirões desde que subiram à Primeira Liga. Desde a época de estreia no primeiro escalão, a formação beirã já inscreveu o nome nesta lista indesejada por duas vezes e prepara-se para fazê-lo pela terceira vez, num total de cinco épocas.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A verdade é que a manutenção tem sido garantida muitas vezes com sofrimento e o atual exercício segue o mesmo caminho, ainda que falte confirmar o destino final. Caso percam a próxima partida frente aos Guerreiros do Minho, serão a equipa com pior registo caseiro dos últimos seis anos, ou seja, desde que o campeonato alargou para 18 equipas.

Mas esta ‘batata quente’ já pertenceu a outras freguesias e se fizermos um périplo pela última década notamos que o mínimo de triunfos alcançados em casa foram apenas dois, dando isto direito à imediata inclusão no top das piores equipas a atuar perante os seus adeptos.

SL Benfica | Os 5 mestres em livres no século XXI

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Costuma-se dizer que o futebol é uma arte e dentro da modalidade há várias formas de expressar a arte de cada um. Desde as defesas “impossíveis” aos remates de outro mundo, o futebol é, generalizando, uma arte em movimento, em que cada um é capaz de coisas muitas vezes inexplicáveis. O pousar da bola, o ajeitar, os passos contados, o olhar para aquele cantinho onde a coruja dorme, o remate, o golo! Uma obra de arte em que nós, como adeptos, podemos visualizar ao pormenor a sua criação. Muitos foram os especialistas deste tipo de arte que passaram no SL Benfica no século XXI e neste artigo destacarei cinco artistas cujo pincel era o próprio pé.

Os 5 melhores golos de Mathieu com a verde e branca

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Jérémy Mathieu foi um defesa central especial. Conhecido pelas suas qualidades defensivas, a verdade é que se destacava, sobretudo, pelas valências ofensivas que trazia à equipa. Além das suas enigmáticas arrancadas pelo corredor esquerdo (muitas delas ao minuto 90), o francês deixou-nos uma panóplia de golaços, para recordar com muita saudade.

Transmissões BnR: Liga Bielorrussa | Jornada 18

Liga da Bielorrússia está no Bola na Rede e aqui poderás encontrar a transmissão de todos os jogos da principal competição deste país.

Muda a página para veres os jogos desta jornada. ➡️

12 pontos nos clássicos como só Mourinho havia feito no FC Porto

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O campeão regressou. Regressou dois anos depois. Num final feliz de uma época tão atípica.
Uns falam em sorte, outros falam em culpa dos adversários, mas há um dado que tem de ser realçado: os 12 pontos conquistados diante dos principais rivais. Um registo que não se via desde a era do Mourinho. Diante do SL Benfica e do Sporting CP, o FC Porto saiu sempre vencedor, tanto a jogar em casa como a jogar fora. E talvez tenha sido isso o principal motivo desta conquista.

Em Alvalade já não vencia desde a década passada e diante do SL Benfica, no Dragão, conseguiu a vitória que foi o início desta recuperação histórica. O jogo em que os portistas podiam ter ficado a dez pontos, mas que encurtaram distância para quatro. O jogo que provavelmente decidiu o título. Ainda questionam o quão meritório é este feito, mas até se torna irreal a forma como desvalorizam a recuperação portista e os triunfos nos duelos de fogo.

Ontem, no jogo que podia decidir o título, o FC Porto apenas precisava de um ponto diante do Sporting CP, mas foi mais além e somou três, fruto da vitória por 2-0 conseguida na segunda parte. Aliás, até tem sido essa uma das curiosidades da equipa de Sérgio Conceição. Depois da quarentena, quase todos os golos dos portistas foram apenas marcados na segunda parte. Isso até pode ter sido motivado pela força anímica que advém do balneário e da união que muitos falam.

12 pontos nos clássicos como só Mourinho havia feito no FC Porto. os 12 pontos conquistados diante dos principais rivais. do Mourinho
Conceição alcançou recorde de Mourinho
Fonte: FC Porto

Ontem, os leões até entraram melhor e chegaram mesmo a assustar os portistas, mas a nova estrela dos dragões até fez esquecer ausências. O miúdo Fábio Vieira tem magia nos pés. Jogou e deu a jogar e ainda deu o primeiro sinal de campeão: um remate à trave. Os golos surgiram depois, com o capitão Danilo a abrir caminho e o contestado Marega a consolidar o triunfo.

O FC Porto venceu o Sporting CP e venceu bem. Sem margem para dúvidas. Tal como já tinha vencido anteriormente em Alvalade e tal como venceu os benfiquistas nos dois jogos. A temporada foi atípica, não há como negar, mas os portistas diante dos principais rivais foram sempre mais fortes. E no final de contas, também levou a melhor e somou o 29°. campeonato.

A festa está a ser feita, com mais ou menos contenção. Mas os jogadores, esses que foram duramente criticados durante a época, hoje são heróis. O treinador que até o lugar pôs à disposição este ano na derrota da Taça da Liga, mais uma vez, fez do FC Porto campeão, tal como os adeptos pedem consecutivamente.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Real Madrid CF 2-1 Villarreal CF: Décima vitória seguida e….grita-se “campeones” em Madrid

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A CRÓNICA: A REGULARIDADE IMPLACÁVEL

O Real Madrid CF entrou em campo para defrontar o Villarreal CF a saber que, mesmo perdendo, podia garantir os festejos do título espanhol, desde que o Barcelona não vencesse. Isso até aconteceu, mas a formação de Madrid empenhou-se em chegar à décima vitória consecutiva no pós-pandemia e, com isso, conquistar o 34.º campeonato espanhol da História.

Desde cedo se percebeu que seriam os merengues a tomar a iniciativa do jogo, perante um submarino amarelo com mais cautelas defensivas, mas sempre com o olho na baliza contrária. Numa primeira parte com oportunidades para Carvajal e Modric, seria mesmo Benzema a inaugurar o marcador à passagem da meia hora de jogo e a justificar a vantagem obtida.

O segundo tempo trouxe um ritmo de jogo mais calmo, mas nem por isso os blancos deixaram de procurar o segundo golo para dar uma maior tranquilidade à equipa de Zidane. E assim foi… Sergio Ramos fez de avançado, conquistou um penálti que se encarregou de converter, mas que seria repetido devido a um mau ensaio com Benzema. À segunda tentativa, foi o próprio Benzema a bisar. Já na reta final, e imediatamente após uma bola de Kroos à barra, apareceu o recém-entrado Iborra na área contrária a reduzir a desvantagem.

O Villarreal sufocou nos últimos minutos, ameaçou a baliza de Courtois por mais duas vezes e, na resposta, ainda houve tempo para um golo anulado a Asensio nos descontos. Minutos loucos! Sem ganhar um campeonato desde 2016/17, os adeptos do Real Madrid puderam finalmente gritar “campeones.

A FIGURA


Karim Benzema – Terceiro jogo seguido a marcar do ponta de lança francês! Benzema nem dispôs de grandes oportunidades para marcar na receção ao Villarreal, mas as poucas que teve conseguiu finalizar. E a verdade é que um ponta de lança também precisa disso: sentido oportuno e eficácia. Pode-se dizer que marcou os dois golos do título do Real.

O FORA DE JOGO


Primeira parte do Villarreal CF – Estando a equipa do Villarreal a lutar por manter o 5.º lugar (e com isso uma vaga na fase de grupos da Liga Europa) esperava-se que a estratégia para abordar o jogo fosse a de uma equipa mais atrevida. O que é certo é que a formação de Javier Calleja não quis correr riscos, fechou-se lá atrás e quase nem passou para o meio-campo adversário. Coletivamente, não funcionou. As mudanças ao intervalo foram a prova disso.

 ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Zidane mudou duas peças em relação ao onze que tinha derrotado o Granada. Sem mexer no setor defensivo, optou apenas por recuar Modric para a posição de Valverde e lançar Hazard e Rodrygo no apoio a Benzema, deixando Isco no banco. Num 4-3-3 mais vertical, a formação de Madrid fez questão de controlar o jogo a seu bel-prazer, nomeadamente no primeiro tempo em que não permitiu uma única aproximação perigosa do adversário. Tudo isso graças à excelente organização defensiva, ao envolvimento dos médios entre setores e à velocidade dos laterais patente em ambos os corredores. E assim se constrói uma equipa campeã…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (7)

Ferland Mendy (6)

Sergio Ramos (7)

Raphaël Varane (7)

Daniel Carvajal (8)

Toni Kroos (7)

Casemiro (6)

Luka Modric (8)

Eden Hazard (6)

Rodrygo (6)

Karim Benzema (9)

SUBS UTILIZADOS

 Marco Asensio (7)

Vinícius Júnior (6)

Federico Valverde (-)

Lucas Vázquez (-)

Isco (-)

 ANÁLISE TÁTICA – VILLARREAL CF

Já Javier Calleja acabou por mudar mais de metade da equipa que tinha jogado na jornada anterior, revolucionando todos os setores e fazendo a equipa alinhar num 4-2-3-1 – Morlanes e Zambo Anguissa atuaram como trincos numa tentativa de travar as investidas dos blancos pelo corredor central. Certo é que a equipa do leste de Espanha sentiu muitas dificuldades em ter bola para sair em transição, mesmo depois do golo de Benzema. Com as mexidas ao intervalo, o Villarreal até melhorou na circulação de bola e na saída para o ataque, mas apenas conseguiu reduzir a desvantagem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergio Asenjo (7)

Xavier Quintilla (5)

Pau Torres (6)

Soufiane Chakla (4)

Mario Gaspar (6)

André Zambo Anguissa (6)

Moi Gómez (6)

Manuel Morlanes (6)

Rubén Peña (5)

Samuel Chukwueze (4)

Gerard Moreno (5)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Soriano (6)

Javier Ontiveros (7)

Vicente Iborra (7)

Santi Cazorla (5)

Manu Trigueros (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão