Com o campeonato a entrar na fase de todas as decisões, e com o FC Porto a liderar o campeonato com dois pontos de avanço para o segundo classificado, Sérgio Conceição dispõe de um plantel vasto e com soluções suficientes e com qualidade para atacar o titulo que foge aos dragões há quatro anos consecutivos. Com um vasto plantel, esta época destacamos as cinco principais figuras no onze da equipa portista.
Portugal 0-3 Holanda: Acerto laranja castiga inércia lusa
Havia contas por acertar. O Euro 2004, o Mundial 2006 e o Euro 2012 ainda estavam bem presentes na memória de todos os holandeses, que saíram de todas essas competições à nossa custa. Era normal, por isso, que vissem, no jogo de hoje, uma oportunidade para se vingar desse inimigo de estimação que é Portugal.
Conseguiram. Três golos numa das piores primeiras partes do Legado de Fernando Santos fizeram um resultado que se aceita pelos 45 minutos inciais, mas que são claramente exagerados, se olharmos, também, para o segundo tempo.
Este despertar tardio fez com que o processo ofensivo de Portugal se desenvolvesse com lentidão e displicência nos primeiros minutos do jogo. A Holanda agradeceu, roubou a bola, iniciou as suas transições ofensivas e foi feliz. Fez, desta forma, dois golos na primeira meia-hora – Depay inaugurou o marcador ao desviar um remate de Van de Beek (11 minutos) e Babel, de cabeça, ampliou a vantagem após cruzamento de De Ligt (32 minutos).
O despertador tocou, mas Portugal quis ficar mais dez minutos na cama. Só até ao intervalo. Pois bem, a Holanda voltou a aproveitar. Três minutos depois de Depay ter estado perto de ampliar, Van Dijk, de cabeça fez 0-3 sobre o apito final.
Fernando Santos pedia reação. Fê-lo através das entradas de André Silva e Gonçalo Guedes para os lugares de André Gomes e Adrien. E a equipa acedeu. Esteve perto do golo por três ocasiões (Cristiano Ronaldo, de cabeça, André Silva num ressalto e Quaresma numa trivela), e sentia-se o início de uma revolução… mas esta foi travada pela imprudência de João Cancelo. O lateral-direito português, já amarelado, fez falta dura sobre Aké, foi expulso aos 62 minutos.
A reacção de Portugal ficou, portanto, suspensa. Fernando Santos operou várias alterações, tal como Ronald Koeman na Holanda e o ritmo do jogo acalmou… até ao último quarto de hora. A partir daí, Portugal tentou o golo de honra e esteve, por várias vezes, perto dele. Mário Rui (grande remate) aos 75 minutos, Gelson (remate em arco, ao lado) aos 77, Gonçalo Guedes e André Silva (desvios, de cabeça e com o pé direito, respectivamente) , ambos sobre o minuto 90, tentaram a sua sorte, mas a defesa holandesa manteve-se impenetrável na defesa da sua vingança e leva para casa a consolação de ter dado três socos (um por cada eliminação em grandes provas) no seu monstro de estimação.
Foto de capa: FPF
Portugueses lá fora: Revelações e afirmações


Rony Lopes – Desde cedo apontado com uma grande promessa, o português nascido no Brasil saiu bastante cedo de Portugal, para os ingleses do Manchester City. Foi aí que se estreou como sénior, mas devido às poucas oportunidades para se afirmar rumou a França. Passagens pelo Lille por empréstimo do Mónaco permitiram-lhe ter tempo de jogo, evoluir e ganhar nome no futebol francês. As várias vendas por parte do Mónaco após a última temporada deram-lhe o espaço necessário para conquistar um lugar no plantel, e ter oportunidades para lutar por um lugar no onze inicial. As suas boas exibições fizeram-no conquistar esse espaço, conquistando o lugar que outrora fora de Bernardo Silva. Não tão cerebral como o atual craque do City, Rony Lopes é mais veloz e não tem medo de arriscar no 1×1. Além disso, tem mostrado veia goleadora na atual temporada, fator cada vez mais importante no futebol moderno. Após conquistar França, resta ver quanto tempo levará a que um colosso europeu decida abrir os cordões à bolsa pelo prodígio luso-brasileiro.
Polónia 25-27 Portugal: Triunfo garante a conquista do Rugby Europe Trophy


A jogar num país onde nunca tinha triunfado, Portugal sentiu dificuldades para bater o penúltimo classificado, mas um ensaio marcado por Rodrigo Freudenthal nos minutos finais do desafio, permitiu, à seleção comandada por Martim Aguiar, vencer a Polónia por 27-25. Com esta vitória os Lobos garantiram o play-off de acesso à primeira divisão europeia.
A precisar apenas de somar o ponto de bónus defensivo (derrota inferior a 8 pontos) para garantir a vitória na competição, Portugal concedeu o primeiro ensaio do jogo, começando a perder por 7-0. Os Lobos responderam com uma penalidade concretizada por José Rodrigues, um ensaio de Salvador Vassalo e respetiva conversão de José Rodrigues, mas possibilitaram a reviravolta da seleção anfitriã antes do intervalo (13-10).


O início da segunda parte revelou-se desastroso para Portugal, que permitiu à Polónia atingir uma vantagem de 15 pontos (25-10). Nos minutos seguintes, um ensaio de Manuel Queirós recolocava a seleção nacional na luta pela vitória e apuramento do play-off. Pouco tempo depois, Tomás Appleton, conseguia um novo ensaio. Desta vez, a conversão fora de Nuno Sousa Guedes, deixando a seleção nacional a três pontos dos anfitriões.
Apesar da fraca exibição, Portugal consumou a reviravolta no último lance do jogo disputado em Lodz, e ultrapassou a Holanda na liderança do Rugby Europe Trophy, o segundo escalão europeu.
No play-off, a seleção portuguesa irá defrontar a Alemanha, última classificada da primeira divisão, com seis derrotas em outros tantos jogos, na expectativa de melhorar o resultado da época passada. Recorde-se que os Lobos foram derrotados pela Bélgica, o ano passado, no jogo de acesso ao escalão principal.
XV de Portugal:
1 – Bruno Medeiros; 2 – João Corte-Real; 3 – Francisco Bruno; 4 – Manuel Picão; 5 – Gonçalo Uva; 6 – Salvador Vassalo (5); 7 – Sebastião Villax; 8 – João Lino ©; 9 – Manuel Queirós (5); 10 – Jorge Abecasis; 11 – Tomás Appleton (5); 12 – José Rodrigues (3+2); 13 – Manuel Vilela; 14 – Rodrigo Freudenthal (5); 15 – Nuno Sousa Guedes (2+2).
Suplentes: 16 – Gonçalo Domingues; 17 – João B. Melo; 18 – Fernando Almeida; 19 – Salvador Cunha; 20 – Vasco F. Mendes; 21 – Gonçalo Prazeres; 22 – João Freudenthal; 23 – Bruno Rocha.
XV da Polónia:
1 – Wilckzuk Marcin; 2 – Buczek Grzegorz; 3 – Kostalkowski Sebastian; 4 – Piotrowski Adam; 5 – Wisniewski Piotr; 6 – Nowicki Aleksander; 7 – Plonka Marek; 8 – Zeszutek Piotr; 9 – Plichta Mateusz; 10 – Banaszek Dawid; 11 – Rokicki Tomasz; 12 – Bracik Kewin; 13 – Beccuau Valentin; 14- Beccuau Alexandre; 15-Rajewski Przemyslaw
Suplentes: 16 – Ignaczak Adrian; 17 – CHROSCIEL Adrian; 18 – Graban Robert; 19 – KROL Wojciech; 20 – Nowicki Jedrzej; 21 – Szablewski Lukasz; 22 – Kaminski Jakub; 23 – Bachurzewski Craig
Foto de Capa: Filipe Monte – Fotografia
Chelsea FC: quem te viu e quem te vê
Não sei o que vos diga nem o que vos conte! Se, pese embora o mau início da temporada transata, o Chelsea foi afirmativamente expressivo e conquistou a Premier League com 93 pontos, esta época os blues correm sério risco de até não se apurarem para a Liga dos Campeões.
E, por falar na prova milionária, se na época transata o emblema londrino beneficiou, de certa forma, internamente, do facto de não competir nas competições europeias, esta época passou em segundo num grupo em que era favorito, com Atlético de Madrid, Roma e Qarabag e, nos ‘oitavos’, depois de uma 1ª mão em que fez grande jogo em casa contra o Barcelona, na segunda mão saiu vergado a uma derrota por 3-0 no Camp Nou.
2017/18 começou em agosto, igualmente com um desaire perante o Arsenal na Community Shield nas grandes penalidades e os blues voltaram a perder, meses depois, para os gunners nas meias-finais da Carabao Cup.
Agora, com 56 pontos, no quinto lugar, o Chelsea vê o sexto, Arsenal, longe, a 8 pontos, mas vê também o quarto, Tottenham, a cinco. Se, por esta altura, em 2016/17, a equipa de Antonio Conte defendia a liderança, agora luta por um lugar, ainda que seja no playoff, da próxima edição da Liga dos Campeões… E espera que o Arsenal não ganhe a Liga Europa, claro está….


Fonte: Chelsea FC
Resta também a FA Cup, onde a formação comandada pelo treinador italiano defronta o Southampton nas meias-finais, mas, se a equipa não cumprir o mínimo no campeonato, uma hipotética conquista da Taça de Inglaterra será pouco ou mesmo nada significante.
Como bem se recorda o adepto atento do futebol, a forma de jogar de 2016/17 dos ‘blues’ e a mudança que se verificou a meio da época na abordagem tática ao jogo, para o tão propalado 3x5x2 deu frutos na plenitude para os campeões de Inglaterra. Contudo, como em tantos outros casos e exemplos, o que já não é novidade para os outros, pode acabar por se virar contra a própria equipa. É um pouco o que se constata neste Chelsea. Tem de se reinventar. E, provavelmente, já não será com Antonio Conte…
Foto de capa: Chelsea FC
Texto revisto por: Teresa Lopes
Ben Yedder: do futsal dos «Bleus» ao Stade de France
O que é que têm em comum Ronaldo, Ronaldinho, Iniesta, Messi, Hazard, Neymar e Coutinho? Todos eles tiveram o futsal como parte integrante da sua formação, mas foi no futebol de 11 que se conseguiram destacar e jogar pelas suas seleções. A este grupo juntou-se, a partir desta sexta-feira, Wissam Ben Yedder, que, aos 27 anos, se estreou na seleção principal dos «Bleus» diante da Colômbia. No entanto, o gaulês tem uma particularidade: também é internacional pela seleção francesa… de futsal! Um feito peculiar, que, se não é único, não andará muito longe disso!
Nascido em Sarcelles, uma das periferias mais problemáticas de Paris, Ben Yedder carregava o sonho da maioria dos jovens da sua idade: correr atrás de uma bola para o resto da vida. Começou com o futebol de rua, onde os rapazes do seu bairro se superiorizavam aos demais, de onde também se destacava Riyad Mahrez, atual futebolista do Leicester e amigo de infância de Wissam. Aos 10 anos, inscreveu-se num clube de futebol local, o modesto FCM Garges. As suas capacidades técnicas não passaram despercebidas e foi neste período que desenvolveu uma das suas mais valiosas capacidades: a destreza de jogar com os dois pés. Conta um dos seus primeiros treinadores que ele teve uma lesão no tornozelo direito, que obrigou ao uso de gesso e que, supostamente, o impossibilitava de jogar futebol durante uns tempos. Mas o franco-tunisino tinha tanta vontade de jogar que jogava com o pé esquerdo, desenvolvendo o seu jogo com o seu pé menos forte.


Fonte: FFF
Aos 13 anos, Ben Yedder decidiu jogar também futsal, no Garges Lamartine (que mais tarde se viria a chamar Garges Djibson), dividindo assim os seus fins-de-semana entre o campo e a quadra, durante dois anos.
Doha 2019: O risco da aposta
Estamos a exactamente 18 meses dos Mundiais de Doha. É o próximo evento global e o primeiro após o final de carreira de Usain Bolt, o que por si só já é um desafio. A escolha de Doha pareceu estranha há pouco mais de 3 anos e hoje parece ainda mais arriscada. Será este um passo certo da IAAF ou um passo em falso, numa altura em que o desporto recupera de várias batalhas?
Se olharmos para todas as edições anteriores de Mundiais ao ar livre, veremos um padrão que não observamos nesta escolha. O Qatar é um país com pouca tradição no Atletismo. Aliás, em toda a história de Campeonatos Mundiais, o Qatar apenas venceu 7 medalhas (face a 19 portuguesas, por exemplo), sendo o 44º país no ranking global de medalhas. É verdade que neste momento tem Mutaz Essa Barshim, um dos nomes grandes da modalidade e do Salto em Altura em específico. Tem também apostado em naturalizações e prospeção jovem, como é o caso de Abdalelah Haroun, nascido no Sudão e medalhado nos 400 metros de Londres ou o velocista nascido na Nigéria, Femi Ogunode. Mas também é verdade que parece ser pouco.


Fonte: IAAF
A nível de eventos de Atletismo, Doha já tem um Meeting anual presente na Diamond League. É o primeiro de cada época e embora em termos organizativos seja exemplar, a verdade é que é apenas uma sessão de três horas num estádio de 19.000 pessoas. Levanta-se aqui a grande interrogação: como irão encher o estádio de 48.000 pessoas em 10 dias de eventos dos Campeonatos Mundiais? A organização garante que voltaremos a ter os estádios cheios, como sucedeu em Londres, campeonatos que bateram todos os recordes a nível de assistências, com praticamente todas as sessões cheias. Mas a pouco mais de 1 ano, não existe ainda informação sobre qual será a estratégia a adoptar, o que não sossega a IAAF.


Fonte: IAAF
A juntar a tudo isto, existem preocupações no que diz respeito ao ambiente político entre o Qatar e alguns vizinhos do Golfo Pérsico (com acusações de financiamento de terrorismo), mas sobretudo devido a investigações que decorrem relativamente a acusações de corrupção e compras de votos no processo de selecção da cidade, que implicam até Lamine Diak, que era à altura o presidente da IAAF e o seu filho, com acusações de que Diak terá recebido uma simbólica quantia de…5 milhões de dólares para atribuir a organização à cidade! Sebastian Coe, o actual presidente da IAAF, foi apanhado no meio do furacão, com a batata quente nas suas mãos, a juntar ao escândalo de doping russo, bem como uma série de trapalhadas deixadas pela direcção anterior.
O fim-de-semana verde e branco
Mais uma semana, mais um resumo. Resultados globalmente positivos, com várias modalidades a somarem importantes triunfos, rumo aos objectivos traçados, como são exemplos, por um lado o Andebol e o Râguebi em termos de Campeonato, e por outro o Futebol feminino, o Hóquei em Patins e as duas equipas de Futsal num plano de competições disputadas por eliminatórias. Eis o resumo, o mais completo possível:
Andebol | O Sporting CP venceu o ABC por 34-22, em jogo a contar para a primeira jornada do Grupo A da Fase Final. A turma verde e branca começou o encontro da melhor forma, conquistando um parcial de 4-0 que obrigou Jorge Rito a solicitar um time-out para tentar inverter o rumo dos acontecimentos iniciais. Contudo os Leões continuaram a controlar a partida e a aumentar gradualmente a vantagem, sendo que o marcador ao intervalo registava um diferencial de nove golos (17-8). No segundo tempo, os comandados de Hugo Canela mantiveram a bitola, geriram a vantagem e terminaram a partida com uma vitória por números esclarecedores. Na próxima jornada, o Sporting CP desloca-se ao Pavilhão da Luz para defrontar o SL Benfica.


Fonte: Sporting Clube de Portugal
Basquetebol em Cadeira de Rodas | Os Leões perderam frente à APD Leiria por 59-46 na 14.ª jornada do Campeonato Nacional.
Carambola | Os Leões venceram os Dragões de Lisboa “A” por 4-0, consolidando assim a liderança isolada da Zona Sul da primeira fase do Campeonato, sendo que na última jornada desta etapa defrontam o CBA.
Futebol de Praia | O Sporting CP terminou a Liga de Inverno com triunfos frente ao Estoril (4-3) e à CB Loures (5-4).
Futsal feminino | As Leoas venceram o CR Golpilheira por 0-6, carimbando assim a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Débora Lavrador, Taninha, Débora Queiroz (2), Cátia Morgado e Cris foram as marcadoras dos golos da partida. O Campeonato regressa com uma deslocação a Fafe, para defrontar o GCR Nun’Álvares.
Futsal masculino | Os comandados de Nuno Dias venceram o Viseu2001 por 0-3, com golos de Diogo (2) e Pedro Cary, apurando-se assim para a final-eight da Taça de Portugal. Segue-se nova jornada da Fase Regular da Liga SportZone, agora diante do CD Burinhosa, em Alcobaça.
Lendas do universo encarnado: Pablo Aimar
“Pablo, Pablito Aimar, que la gloria volverá, como Kempes y el Piojo, otro Pibe inmortal”, entoava-se no Monumental quando um novo pibe chegara para maravilhar.
Um pibe pequeno, franzino, de cabelos longos, que fazia lembrar, por muito que os adeptos do River não quisessem admitir, uma lenda do Boca, o génio Maradona. A cabeça levantada, a facilidade no drible, a classe no passe e no remate não deixava grande margem para dúvidas: Aimar era o sucessor de El Pibe de Oro.
Depois de apaixonar as bancadas em Belgrano, Aimar rumou a Espanha, ao Valência. Com Rafa Benítez no comando dos laranjas, Aimar foi figura maior no título conquistado pelo Valência em 2001/2002. Claro está que o Mestalla rapidamente adotou o cântico do River e imortalizou o dez argentino. Trocou-se Kempes e el Piojo [Claudio Lopez] por Kily [González] e Milito. A intensidade do futebol europeu era outra e as lesões começaram a assolar a carreira do pequeno dez. Esteve perto do Real, para se juntar a Ronaldo, Zidane ou Figo, mas Florentino Perez desconfiou da sua capacidade física e desistiu da sua contratação.
Depois de Valência, seguiu-se Zaragoza, onde o percurso foi em quase tudo semelhante ao de clubes anteriores. Só que as lesões estavam para ficar e a felicidade do menino de Córdoba esmorecia. Uma notícia, no entanto, pô-lo sorridente. A ele e a mais de seis milhões espalhados pelo mundo: Pablo Aimar assinava pelo Sport Lisboa e Benfica. Nem um mês e a Luz rendia-se ao génio argentino: no lugar de Kempes, El Piojo, Kily e Milito, entravam para o cântico Eusébio e Rui Costa, dois dos maiores símbolos do Benfica. Foi rápido porque Aimar é a essência do jogo e até o mais incauto assimila todo o seu talento.


Fonte: SL Benfica
Na Luz pôde vislumbrar-se toda uma expressão do futebol que não antes se tinha visto em Portugal. Este cantinho à beira-mar já presenciou variadíssimos craques. Todos eles singulares no seu futebol e cada um com as suas qualidades. Mas como Aimar… como Aimar não houve ninguém. O movimento, o toque e sobretudo a pausa. Quem se esquece daquelas rotações que, com um toque, deixavam os adversários no relvado? Ou as receções que mudavam, de repente, todo o rumo de uma jogada? Sem a velocidade de passada que entusiasmou as bancadas do Monumental e do Mestalla, Aimar ficou no coração dos benfiquistas pela velocidade de pensamento, pela classe. Até apetece dizer que mesmo de muletas valia o bilhete.
Para os amantes do jogo, Aimar foi um dos precursores do futebol moderno. O futebol que valoriza a mente sobre o atlético. Guardiola e Messi, dois dos maiores génios de sempre, queriam-no na dream team do Barça. E que melhor elogio se poderia dar a Aimar?
“Pablo, Pablito Aimar, que a glória voltará, como Eusébio e Rui Costa, outro 10 imortal…”.
Foto de Capa: SL Benfica
Sporting CP 34-22 ABC: Mais um passeio na caminhada do título


O primeiro golo do jogo foi marcado por Pedro Solha logo ao segundo minuto de jogo. Na resposta o ABC conseguiu encontrar espaço para o seu pivot, mas este desperdiçou duas oportunidades seguidas sozinho com o guarda-redes, permitindo que o Sporting se encontrasse a vencer 3-0 logos aos quatro minutos.
O jogo corria de feição à equipa de casa que aproveitava a entrada dos pontas a segundo pivot para concretizar os ataques. Já à equipa visitante o jogo não corria tão bem, tendo varias falhas técnicas no ataque, obrigando o seu treinador a pedir um time-out logo aos cinco minutos de jogo quando o Sporting vencia 4-0. Mas esta tentativa de mudar o ritmo da partida não teve qualquer efeito prático: a equipa de Hugo Canela encontrava-se a realizar uma grande partida e aos nove minutos vencia 7-2 com quatro golos de Pedro Solha.


Fonte: Ricardo Rosado – Fotografia
Por outro lado, a equipa de ABC estava com dificuldades ofensivas e passou a jogar com um jogador extra no ataque e tornou-se mais agressiva na defesa. A equipa melhorou um pouco, mas a qualidade do Sporting sobressaiu e conseguiu manter o controlo do jogo. O resultado ao intervalo era 17-8.
Na segunda parte o ABC entrou a marcar com um bom remate de Dario Andrade na ponta esquerda. Todavia não foi capaz de esboçar qualquer revolta e o domínio do Sporting continuou por toda a segunda parte. As esperanças da equipa minhota diminuíram ainda mais quando Hugo Rosário foi desqualificado aos 40 minutos. Délcio Pina juntou-se ao colega no balneário aos 48 minutos. Com o jogo decidido ambos os treinadores aproveitaram para dar minutos a jogadores menos utilizados e o resultado final foi 34-22. Com este resultado o Sporting passa a somar 41 pontos, mais dois que o Benfica.
Equipas Iniciais:
Sporting CP:
Skok; Pedro Portela; Tiago Rocha; Frankis Carol; Carlos Ruesga; Edmilson Araujo; Pedro Solha
ABC:
Humberto Gomes; Tomás Albuquerque; Carlos Martins; Hugo Rosário; Nuno Silva; Hugo Rocha; Dario Andrade







