O SC Braga anunciou esta amanhã que Custódio abandonou o lugar de treinador principal após a derrota contra o Rio Ave FC. Sem qualquer experiência como treinador principal, o português foi o escolhido para ocupar o comando técnico dos arsenalistas, após a saída de Ruben Amorim. Tal como Amorim, Custódio só teria testado as suas capacidades nas camadas jovens do clube, o que surpreendeu os adeptos, pois, nenhum deles detinha a carteira de treinador necessária para treinar no escalão principal escalão do futebol português.
Em mais um teste à sorte, António Salvador viu a sua aposta falhada, parecia claro que o antigo médio não estava preparado para o nível competitivo a que foi sujeito. Após o sucesso exponencial do seu antecessor a pressão foi demasiada e os resultados não corresponderam às expectativas, nos seis jogos à frente da equipa conseguiu apenas dois vitórias o que resultou na perda do 3º lugar no campeonato.
Mas, o campeonato continua e Salvador parece não perder uma hipótese para apostar na “prata da casa”, como tal, Artur Jorge, antigo central que esteve à frente dos juniores minhotos é o quarto treinador apresentado para a época 2019-20. Esta solução, apesar da luta pelo pódio do campeonato ainda estar em aberto, é, claramente, provisória para o que resta da temporada.
A cadeira de treinador dos minhotos é uma das mais apetecíveis da liga, como tal, não parecem faltar candidatos ao emprego. Ficam aqui alguns dos possíveis sucessores.
No último programa da primeira temporada do BNR TV Modalidades contamos com a presença do João ‘JOliveira10’ Oliveira e de Zé ‘Runrun’ Soares, dois dos melhores jogadores de FIFA da atualidade.
Falámos do investimento da FPF e da profissionalização na modalidade, de outros nomes da comunidade portuguesa e internacional e do próximo Masters de FIFA, organizado pela FPF Esports.
Muito se fala sobre a tendência que os jogadores têm em fazer do campeonato português um destino intermédio com vista ao seu objetivo final: as grandes ligas europeias. Nos últimos anos, esta prática tem rendido vários milhões aos cofres dos clubes portugueses, principalmente dos chamados três grandes, pela sua maior perícia na descoberta de talentos escondidos. Mas há quem tenha evoluído também neste aspeto e hoje falaremos do Vitória SC por isso mesmo.
No início deste século, as maiores “pérolas” foram encontradas no continente americano, mais concretamente a sul, como Colômbia, Brasil, Argentina e México. Quem não se lembra, na história recente do futebol nacional, de Éder Militão? O defesa central (que chegou como defesa esquerdo) brilhou no FC Porto oriundo do São Paulo FC e, ao fim de uma época, transferiu-se para o Real Madrid CF por uns impressionantes 50 milhões de euros.
Ultimamente, à América do Sul juntou-se a Região dos Balcãs, como a Sérvia e a Croácia (o SL Benfica foi pioneiro na busca de talentos nesta zona, principalmente na descoberta de jogadores sérvios) e do mercado japonês, que tem exportado grandes talentos para o futebol luso, com o caso mais mediático a ser Shoya Nakajima que se destacou ao serviço do Portimonense SC antes de rumar ao FC Porto (com uma passagem pelo Qatar pelo meio).
Já nesta última situação apresentada, constatamos que os restantes clubes nacionais têm progressivamente melhorado o seu scouting, traduzindo-se numa maior capacidade de reforçar os seus plantéis com verdadeiros prodígios e, desta forma, tentar equilibrar ligeiramente o tão desnivelado campeonato português.
O Vitória SC tem sido um dos emblemas a garantir um plantel com alguns jogadores de topo na Primeira Liga e este investimento acaba por se traduzir na entrada de grande capital nos cofres do clube minhoto, aquando a transferência destes jogadores. Em janeiro deste ano, o clube garantiu a transferência do seu melhor jogador – e um dos melhores jogadores a atuar na Primeira Liga -, Edmond Tapsoba, para o Bayer 04 Leverkusen, encaixando 18 milhões de euros e atingido, assim, o seu recorde de vendas.
Agora, prevê-se que os vimaranenses repitam o feito e batam este valor. Desta feita, será Marcus Edwards o protagonista. O extremo direito chegou ao Vitória SC no início desta época, proveniente do Tottenham Hotspur FC, onde fez a sua formação, e desde cedo que tem dado nas vistas na equipa orientada por Ivo Vieira. Edwards é um jogador extremamente virtuoso, com uma grande capacidade de drible e uma agressividade q.b. na disputa de bola. A sua técnica afinada na condução do esférico e as suas arrancadas quase sempre bem-sucedidas pelo lado direito do terreno despertaram a atenção de alguns emblemas do seu país natal, que já terão perguntado ao clube minhoto pelo inglês.
A concretizar-se esta transferência, tudo indica que iremos assistir a novo recorde de vendas no Vitória SC. Isto porque Marcus Edwards está avaliado em cerca de 20/25 milhões de euros e na luta pelo jogador estarão Manchester United FC e… o Tottenham Hotspur FC. É isso mesmo, depois de “largarem” o extremo direito no verão passado a custo zero para o clube de Guimarães, os Spurs ficaram impressionados com a evolução de Edwards e planeiam fazê-lo regressar no próximo defeso.
Se excluirmos as transferências protagonizadas por jogadores dos três grandes, esta transferência – a ser por 25 milhões de euros – entraria para o Top 3 das maiores transferências, apenas atrás dos 35 milhões de euros que valeu a saída de Shoya Nakajima do Portimonense SC para o Al-Duhail SC do Qatar, no final da época 2018/2019 e da recente passagem de Francisco Trincão do SC Braga para o FC Barcelona, por 31 milhões de euros.
Apesar dos vimaranenses apenas serem detentores de 50% do passe de Edwards, esta transferência representaria, ainda assim, um importante encaixe financeiro para o Vitória SC e, consequentemente, uma maior margem de manobra no ataque ao mercado. São pequenos passos numa caminhada gigante para uma liga mais competitiva, por quem todos torcemos e onde, acredito, acabaremos por chegar um dia.
O SC Braga tem tido um arranque de segunda metade da Primeira Liga Portuguesa – chamemos-lhe assim – complicado e até já houve demissão de Custódio, o treinador que tomou conta das rédeas após a saída de Ruben Amorim para o Sporting CP.
Derrotas contra Rio Ave FC, CD Santa Clara e Boavista FC, empate contra o FC Famalicão e, por fim, três pontos contra o Vitória SC. Um percurso longe de estar brilhante depois da pandemia e que não se antecipava de forma alguma. É certo, nenhum treinador deve gostar de manter o estilo de jogo do seu antecessor sem lhe dar o seu cunho pessoal e apesar de ter corrido tudo muitíssimo bem a Ruben Amorim, há que implementar a sua ideia de jogo.
Em primeiro lugar, não nos podemos esquecer que os clubes contra os quais os bracarenses jogaram são conhecidos por dar boas réplicas aos seus adversários. Parece que estou a tentar desresponsabilizar Custódio pelos maus resultados, porque em condições normais, o SC Braga venceria os seus oponentes.
FC Famalicão e CD Santa Clara fora de casa são equipas dificílimas, que fazem mais do que só defender, tentam ganhar e ser superiores. Já o jogo com o Boavista FC, em casa, creio que podia ter sido vencido com relativa facilidade e considero esse o grande pecado de Custódio.
Parece que sempre que aqui escrevo sobre a UCI é para criticar o organismo máximo do ciclismo mundial. Não é por me dar prazer. O que me daria verdadeiro gosto seria ter a modalidade que amo governada de forma séria e competente. Mas, infelizmente, não é isso que acontece e, como se costuma dizer, eles põem-se a jeito.
Um dos mais recentes episódios incompreensíveis da liderança de David Lappartient foi o conceder a distinção da Ordem da UCI ao ditador do Turquemenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow. Ora, tantas questões que isto levanta.
Desde logo, o que é a Ordem da UCI? Segundo a UCI, é o seu mais elevado galardão. É uma honra que não era usada há mais de dez anos e que, tendo, é verdade, pouca relevância prática, não deixa de, até pela sua parca utilização, dar ar de uma relevância enorme do distinguido para a comunidade das duas rodas.
Mas, quem é esse Gurbanguly Berdimuhamedow? É o Presidente do Turquemenistão desde 2006, num regime autocrático de culto da personalidade. Entre outras atividades muito pouco simpáticas para os cidadãos que governa, o World Press Freedom Index 2020, da responsabilidade dos Reporters Without Borders, coloca o país como o segundo pior, só mesmo à frente da famosíssima Coreia do Norte, e as suas prisões integram uma sinergia entre falta de condições e tortura.
E o que fez ele para merecer a distinção? Bom, o Senhor Presidente é adepto da modalidade, já conseguiu bater um recorde do Guinness que incluía bicicletas e vai pagar para o seu país receber os Mundiais de Ciclismo de Pista de 2021.
Basicamente, é isto. Sim, a UCI decidiu agraciar com uma grande honra um dos mais severos ditadores do mundo que nem sequer fez qualquer contribuição particularmente importante para o ciclismo.
Ah! E, claro, convém não esquecer aquele detalhe de um os membros da direção da UCI ser um bilionário russo com negócios petrolíferos no Turquemenistão.
Mas, lembram-se de quando o Brian Cookson é que era mau Presidente da UCI, porque ele era britânico e a Sky ganhava sempre o Tour? Pois… Tudo se resolveu pelo melhor… ou não.
A retoma da competição, após paragem devido à Covid-19, trouxe uma novidade na equipa do FC Porto. Corona deixou de preencher a posição de defesa-direito para voltar a pisar terrenos mais adiantados no campo, e, desta forma, deixou uma vaga livre. Não se pode dizer que, atualmente, há um novo senhor do lugar, uma vez que Sérgio Conceição tem alternado entre Tomás Esteves, que começou a ser opção imediata após a conclusão do seu processo de renovação, e Manafá, que tem desempenhado um papel de rotação.
Ambos os atletas oferecem coisas diferentes à equipa, visto que os seus perfis são muito distintos. Por um lado, Tomás Esteves, devido à sua tenra idade, ainda não apresenta uma compostura física equivalente às dos dos seus companheiros, mas em contra partida concede ao jogo portista uma outra inteligência e técnica. Visto como uma enorme promessa do clube azul e branco, antes dos seus primeiros passos no futebol sénior pela equipa principal, já era presença regular na formação secundária, tem sido tímidos e cautelosos, de modo a não comprometer defensivamente, algo perfeitamente natural.
Apesar de não evidenciar, de forma tão expressa, o seu jogo ofensivo como faz o seu parceiro de balneário, Manafá, o jovem transborda uma maior solidez defensiva e ataca sempre pela certa, ou seja, quando o faz, faz sempre da maneira mais correta. Por isso, muitos o catalogam como um lateral do futebol moderno, ou seja, competente a defender e que gosta de explorar os flancos e quem o conhece aponta-o a altos voos do futebol europeu.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Por outro lado, temos Wilson Manafá, que pode ser considerado como uma espécie de “patinho feio” para os adeptos portistas, que não lhe reconhecem qualidade suficiente para ser uma opção válida para uma equipa como o FC Porto. Porém, da mesma opinião não parece ser Sérgio Conceição, que não tem medo de o lançar para dentro de campo e as estatísticas demonstram isso mesmo.
Quando pensamos no ex- Portimonense SC pensa-se logo em velocidade e capacidade de explosão, pois muitas vezes é nisso que consegue fazer diferença perante os seus opositores. Além disso, também a sua versatilidade é um ponto a favor, visto que não tem problemas em fazer o corredor contrário. Contudo, muitas vezes, o defesa não compensa devidamente o seu lado, deixando a defesa a exposta a contra-ataques que podem ser letais, assim como comete erros que podem comprometer fatalmente a baliza do FC Porto.
Neste momento, Manafá parece ganhar vantagem sobre o seu colega mais jovem, pois Tomás Esteves tem tido alguns problemas físicos que o atiram sempre como a primeira opção para abandonar o onze inicial, pelo contrário o jogador formando no Sporting CP tem conseguido implementar uma maior preponderância no futebol físico de Sérgio Conceição e prova disso foi a sua forte entrada no jogo em casa contra o Boavista FC e a recente titularidade na capital do móvel.
Por fim, há de salientar o facto de serem jogadores distintos nas suas caraterísticas, no qual um ainda se qualifica como um projeto de jogador, Tomás Esteves, enquanto que o outro não parece passar de apenas uma boa opção de rotação, Manafá. Assim, ao dia de hoje, talvez Manafá encaixe melhor naquilo que Sérgio Conceição pede para a equipa produzir, algo que poderá funcionar a favor do crescimento de Tomás Esteves, que não tem aquela pressão de se tornar numa opção válida no imediato e assim terá uma afirmação, esperemos todos nós, gradual e saudável.
Neste dia 1 de julho, dia de aniversário dos 114 anos de história do Sporting Clube de Portugal, os leões recebem o Gil Vicente FC, num jogo a contar para a 29ª jornada do campeonato. Na presente época, o clube de Alvalade defronta pela terceira vez os gilistas, somando uma vitória e uma derrota.
O Gil Vicente FC regressou esta época ao principal escalão do futebol português, depois de ter estado afastado da Primeira Liga durante vários anos, na sequência do “Caso Mateus”. A última temporada em que os gilistas estiveram na Primeira Liga foi a de 2014/2015. O clube de Barcelos, que na última temporada militava no Campeonato de Portugal, construiu de raiz um plantel liderado por Vítor Oliveira e com o objetivo da manutenção.
O Sporting CP encontra-se no terceiro lugar, ainda a sonhar com o segundo lugar. Rúben Amorim terá várias baixas para este encontro: Jovane Cabral, Luiz Phellype, Marcos Acuña e Luciano Vietto, todos devido a lesão. Assim, o treinador leonino deverá apresentar um onze semelhante àquele que venceu o Belenenses SAD por 1-3, na Cidade do Futebol, no seu esquema de 3X4X3.
A equipa de Barcelos liderada por Vítor Oliveira tem o plantel praticamente na sua máxima força. Nesse sentido, deverá escolher o seu “onze” habitual, na sua estrutura de 4X3X3. O Gil Vicente ocupa o 11º lugar da tabela classificativa, somando 33 pontos.
Nesta antevisão, trago-vos o momento do Sporting CP e de Gil Vicente FC e ainda o confronto direto entre os dois emblemas. As estatísticas valem o que valem, mas a história tem o seu peso. O que irá acontecer esta quinta-feira, em Alvalade?
Undertaker ter-se-á aparentemente retirado. Anunciou a sua decisão num documentário na WWE Network intitulado “The Last Ride” que, ao longo de cinco episódios, acompanhou os últimos anos da carreira do Deadman.
Haveria alguns indícios que tal decisão estava tomada: o nome do documentário, o título do último episódio (“Revelation”) e a constante conversa ao longo da minissérie sobre o seu último combate. Todo o documentário é incrível porque, pela primeira vez, é desvendada a verdadeira identidade do homem por detrás do Undertaker.
Ainda assim, o anúncio não pareceu ser definitivo. Mark Calaway nunca disse “eu estou retirado”. Apenas afirmou que, neste momento, está satisfeito com a sua carreira e pretende passar mais tempo com a sua família.
Mas se Undertaker tiver mesmo terminado a carreira, decidi fazer-lhe uma pequena homenagem e recordar os melhores combates da sua carreira icónica.
O jogo começou com um primeiro período bastante interessante, repartido e renhido. O FC Barcelona começou a vencer, mas o Baskonia aproveitou muitos dos erros da equipa catalã para virar o resultado do encontro. Com um “empurrão” na bola ao cesto no último segundo, o Baskonia terminou os primeiros dez minutos a liderar o marcador por 17-16.
No segundo quarto, o FC Barcelona sentiu-se inconformado com a desvantagem de um ponto e tomou a liderança. A equipa catalã conseguiu um parcial de 10-0 nos primeiros quatro minutos do período. O Baskonia ainda tentou equilibrar as contas, aproveitando inúmeros contra-ataques, mas o encontro foi para intervalo com um 39–33 no marcador, a favor do FC Barcelona.
O retomar do encontro foi marcado por um número grande de faltas cometidas por ambas as equipas. Um início de segunda parte pausado devido às faltas, mas, que com o passar do jogo, começou a acelerar. Foi um terceiro período marcado por diversos contra-ataques a grande velocidade e tomadas de decisão de passe bastante rápidas. Quem dominou o terceiro período foi o Baskonia que diminuiu a desvantagem de 6 pontos e conseguiu empatar a partida a 51-51.
O último quarto do encontro começou quente. Foram 19 os pontos concretizados, no total, pelas equipas apenas nos primeiros quatro minutos do período. A faltarem apenas cinco minutos para o final da partida, o FC Barcelona perdeu um jogador-chave, Nikola Mirotic, por acumular faltas. A emoção continuou até aos segundos finais da partida, pois o resultado não saía de um empate constante entre as equipas.
Apenas nos últimos dez segundos da partida ficou decidido, após um passe para a zona interior, que o Baskonia se tornaria campeão espanhol de basquetebol. O FC Barcelona ainda tentou aproveitar um último ataque, a três segundos do final, mas a pressão falou mais alto.
Com um resultado final de 67-69, o Baskonia voltou a ser campeão 10 anos depois.
Luca Vildoza – Vildoza foi das peças mais importantes no jogo do Baskonia e no alcançar da vitória. A sua visão de jogo e concretização de pontos foram fulcrais para a conquista do campeonato. Após a sua lesão, voltou em grande forma e continuará a ser um jogador para ver e acompanhar.
O pavilhão vazio – Uma final tremenda como a que foi vivida entre o FC Barcelona e o Baskonia merecia aquilo que mais vida dá ao jogo para além da quadra. O pavilhão em Valencia merecia mais vida do que teve, mas é uma infeliz nova realidade devido ao panorama que se vive mundialmente.
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
O FC Barcelona optou por uma abordagem de jogo mais ofensiva. A procura pela posição interior e o concretizar de pontos nessa mesma posição foi a chave do FC Barcelona durante a partida, no entanto não foi suficiente para alcançar a vitória.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Victor Claver (5)
Adam Hanga (5)
Corey Higgins (7)
Nikola Mirotic (6)
Ante Tomic (4)
SUBS UTILIZADOS
Thomas Heurtel (8)
Brandon Davies (5)
Kyle Kuric (6)
Pierre Oriola (5)
Alex Abrines (3)
ANÁLISE TÁTICA – SASKI BASKONIA
Desde o início da partida que a equipa do Baskonia optou por um jogo mais defensivo. Os seus pontos e o seu decorrer de jogo partiram de erros do adversário, que acabaram por ser bem aproveitados pela equipa basca. A busca pelo erro do FC Barcelona e os contra-ataques com aproveitamento foram o ponto forte do Baskonia ao longo da partida.
A CRÓNICA: TERÁ O ATLÉTICO DE MADRID SIDO O “CARRASCO” DOS BLAUGRANA PELO TÍTULO?
Jogo grande em Espanha, a contar para a Primeira Liga Espanhola, onde se opõem dois estilos distintos de entender aquilo que deve ser o futebol. Nos onzes iniciais duas surpresas, uma para cada lado: do lado blaugrana Riqui Puig, jovem da formação catalã, e do lado colchonero a aposta em Correa no lugar de João Félix.
Estava à espera de ver um jogo mais fechado, no entanto, fiquei surpreendido com a postura de pressão de alta do Atlético de Madrid. Entraram melhor em campo e, apesar de terem sofrido um golo por azar, empataram logo de seguida (1-1) e o FC Barcelona começava a perceber que “este” Atlético era dos melhores desta época. De facto, o ritmo foi frenético até ao minuto 25 com investidas de ambas as partes, mas, com a paragem para hidratação, o ritmo quebrou: o “Barça” ficou com a bola e o Atlético desceu linhas. O intervalo chegou e já estávamos com saudades dos primeiros minutos de jogo.
Com a segunda parte a começar com uma “panenkada” de Leo Messi (2-1), frente aquele que para mim é o melhor guarda-redes do mundo, o “líder” do FC Barcelona demonstrou que a segunda-parte era para dominar e melindrar o Atlético de Madrid. No entanto, não foi assim. No terceiro penalti da partida, acontece o 2-2 e apesar da posse de bola estar quase sempre nos pés dos jogadores da casa, as oportunidades repartiram-se até ao fim.
Um excelente jogo entre duas grandes equipas, com resultado em aberto durante os 90 minutos e pontos divididos, algo que não interessa a nenhum dos envolvidos.
Yannick Ferreira-Carrasco – Eu não sei, honestamente, o que é que ele fazer para a China se ainda tinha todo este futebol para dar ao mais alto nível. Podia ir ganhar dinheiro mais tarde. Agora de certeza que também tem a conta recheada e pode fazer jogos destes. “Partiu” Semedo e Piqué todos, cavou dois penaltis e sempre que a bola lhe chegava aos pés, o Atlético tinha outra rotação.
Menção honrosa para Riqui Puig, que fez uma grande partida a construir jogo para o “Barça” e a destruir do adversário, sempre que era necessário.
Defesas desastradas – Três grandes penalidades – quatro até, só que uma não contou – e um auto-golo. É preciso dizer mais? Uma partida bem disputada do meio-campo para frente, mas que teve nas defesas das duas equipas o principal foco negativo. Parecia uma mistura de nervosismo com baixa forma física. Piqué, Nelson Semedo, Lodi e Arias estiveram particularmente mal.
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
Na equipa da casa, Quique Setién entrou num declarado 4-3-3 clássico, com um meio campo reforçado e Leo Messi encostado a uma ala – ou onde quisesse –, com total liberdade de movimentos. Muito criticado nas últimas semanas pela forma como os blaugrana jogam, com uma posse de bola muito larga mas que depois não resulta em nada, o treinador espanhol continuam a ser fiel aos seus princípios de jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ter Stegen (7)
Nelson Semedo (5)
Piqué (5)
Lenglet (6)
Jordi Alba (6)
Busquets (5)
Rakitic (6)
Vidal (6)
Riqui Puig (7)
Messi (7)
Suaréz (6)
SUBS UTILIZADOS
Sergi Roberto (5)
Ansu Fati (-)
Griezmann (-)
ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID
Já “El Cholo” Simeone até a conta oficial do Twitter da sua equipa enganou, porque o objetivo não era jogar em 4-4-2, mas sim espelhar o 4-3-3 do “Barça”, colocando Llorente como terceiro médio, Correa e Carrasco nas alas. Porém, isto seria numa configuração defensiva, visto que quando saiam para ataque, era claro o posicionamento de Marcos Llorente, que tinha liberdade para subir pelo lado direito, juntando-se Correa a Diego Costa mais na frente.