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Crise. Entre um governo e um recurso com fertilidade momentânea, a distância ainda é grande

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O futebol, como efígie híbrida de genialidade e emoção, absorve a alma mais desligada e insensível ao maior dos ajuntamentos – palavra em voga – por diversas razões que, aqui debitadas, maçavam a paciência de quem já possui só resquícios. A missiva anterior conduz à incompreensão de quem faz usufruto da palavra “indiferença” como forma de classificar ou atribuir um significado. Equivale a demonstrar um sentimento isento e desapegado perante uma crise socioeconómica por exemplo:

(Jornalista): Portugal, depois da pandemia, irá conviver com a pior das crises. Qual a sua opinião?

(Cidadão): Paciência! Importa saber lidar. Pessoalmente, não me faz diferença. Continuo a obter rendimentos. Crises vêm e vão!

(Jornalista): Não desviando a rota da temática, falemos de futebol. Gosta ou não de futebol?

(Cidadão): É-me indiferente. Mesmo que os jogadores estejam sob tutela do vírus. Continuo a ter o meu salário ao fim do mês.

A este pequeno bloqueio mental e – de algum modo – irracional, chama-se tentar ter piada e arranjar uma forma de interligar algo grave (situação pandémica) com algo muito pior (fonte de rendimento do Sporting Clube de Portugal).

Ora, no período que antecedeu, Bruno Fernandes era, como se brame na gíria, pau para toda a obra no universo leonino, fora dele e no limiar entre as duas fronteiras. A palavra incansável era tão frequente na associação que, por si só, o tornava cansável. Defendia, atacava, corria, passava, visionava, fintava, vestia a cartola e pegava na batuta de modo natural e sem alarido, assistia, marcava, decidia. A designação box-to-box assume uma quantidade residual de “boxes” para o distinguir como um dos melhores médios a exercer funções na Europa e o melhor, sem margem para qualquer dúvida, a atuar nos relvados portugueses durante os últimos 15 anos.

A irreverência no sentido puro e em estado bruto. Na primeira época, o clube ainda experimentou uma réstia de “tempos de vacas gordas” e Bruno, obviamente, aproveitou as facilidades. Adaptação, ambição, afirmação. Nota A para o governo.

A segunda época evidenciou (mais) um período de austeridade confinado aos leões, motivado e acentuado por Alcochete: Bruno era o Sporting. Ele, só ele. Guiou a equipa ao terceiro lugar e à conquista da Taça de Portugal. Um Schindler à portuguesa, adjuvado pelo ministro da Administração Defensiva Interna, Jérémy Mathieu, injetado pela bazuca financeira holandesa (um fundo europeu, ao fim e ao cabo) Marcel Keizer e protegido pelo Fado, nome tão português, incerto e quimérico, simultaneamente.

Na terceira e corrente época, o internacional português descobriu que a injeção de capital não era a fundo perdido e ressentiu-se. Consequentemente, o país que carrega a peso bruto fá-lo cair. Seguem-se três tentativas de subverter uma crise que adensava a preocupação dos habitantes do país. Problema? O facto de serem portuguesas? Não, mas era uma boa razão. As ideias discutidas no parlamento não eram viáveis e, quando realizadas, surtiam o efeito oposto ao intencionado. Esquerda, direita e centro não resolveram nada. Bruno Fernandes demite-se com o sentimento de dever cumprido, mesmo quando antevia impossibilidade.

A certa altura, momentos antes da propagação expansiva do vírus, surge uma outra injeção de capital de origem lusa. Rúben Amorim recebe e vence o Desportivo das Aves (2-0) e inicia o longo percurso de três meses (no futebol, a duração é longa) sem resultados negativos. Depois, o raciocínio acendeu, lentamente, as luzes destinadas ao seu funcionamento e constatou que a Primeira Liga experimentou um interregno.

O futebol voltou em junho. Adivinhavam-se resultados miseráveis à semelhança dos anteriores. Portugal vivia uma crise, o Sporting Clube de Portugal vivia duas. É o resultado de estar colocado sempre na dianteira.

Mas, quem seria o homem do leme? Quem iria tomar as rédeas? Melhor! Quem queria e estaria disponível a exercer a chefia de um governo com resultados desfavoráveis e a escuridão no seu trilho? A candidatura de Luciano Vietto era expetável – eu apostei e perdi – porque a odd era a de menor valor para reaver algum lucro.Foi Jovane Cabral. É Jovane Cabral!

Diferentes maneiras de enfrentar e responder a uma crise transversal à sociedade. Jovane Cabral é díspar de Bruno Fernandes. O cabo-verdiano é a parafernália de todos os contra-ataques, as explosões de velocidade, as demonstrações de força, os índices de maturidade que atingiu em escassos meses, a atitude combativa e o espírito de solidário e de entrega total face às dificuldades que cada partida exige transpor. Grande parte do jogo leonino passa pela sua ação direta e, quando o contrário acontece, nota-se uma mudança de comportamento ofensivo abismal pela diminuição de ímpeto e da criação de jogadas com perigo para o reduto adversário.

O processo de dilapidação urge ao cuidado. Malbaratar um recurso – no qual a balança tem pendido, na maioria das vezes, para o lucro – é o tipo de estratégia que um sportinguista consegue prever antecipadamente. Assegurar a sobrevivência através dele ainda não é algo palpável, embora se comece a percorrer esse trilho. Jovane é, assim, um artefacto que carece de contas certas, sem qualquer tipo de negociata, lavandarias de fundos ou tráfico de influências.

As exibições entusiasmam, mas a crise não desapareceu com a senda vitoriosa. No fundo, circunscreve-nos, apenas, um aumento nas receitas do turismo.

Tyrell Malacia – o prodígio holandês que poderá suceder a Alex Telles

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A notícia foi publicada recentemente num portal criado por adeptos do Feyenoord Rotterdam, FR 12, e rapidamente teve repercussão nos meios de comunicação social em Portugal. O seu nome é Tyrell Malacia, é holandês, defesa-esquerdo e dizem que poderá ser o escolhido para assumir o lugar de Alex Telles. Com apenas 20 anos e avaliado em 3,20 milhões de euros, segundo o Transfermarkt, o FC Porto pode ter que abrir os cordões à bolsa para contratar o internacional sub-21 pela Holanda.

Curiosamente, o FC Porto não é totalmente desconhecido para Malacia, uma vez que nesta época o Feyenoord Rotterdam já defrontou os azuis e brancos a contar para a fase de grupos da Liga Europa. No jogo do Estádio do Dragão, que acabou com uma vitória dos portistas por 3-2, Malacia fez o 2-0 para o FC Porto com um golo na própria baliza.

Apesar de ter apenas 20 anos, Tyrell Malacia já joga pela formação principal do Feyenoord Rotterdam desde 2017/2018, sendo este um indicador positivo para que a transferência se consume. O FC Porto precisa de um jogador que, acima de tudo, dê certezas e Sérgio Conceição pode ver em Malacia um diamante em bruto que é facilmente lapidável. Contudo, esta foi a primeira época em que o lateral esquerdo conseguiu pegar de estaca no onze inicial. Até a temporada terminar na Holanda, por força da pandemia do novo coronavírus, Malacia já levava 21 jogos e quatro assistências.

Porém, o FC Porto não está sozinho na corrida pela contratação de Malacia. Diz-se que o Stade de Reims, quinto classificado da Primeira Liga Francesa, pretende reforçar uma lacuna no lado esquerdo da defesa e vê no holandês o homem certo para a posição. Os dragões, caso consigam adquirir o seu passe, podem contar com um jogador tecnicista, rápido, com um bom remate e, simultaneamente, com uma grande capacidade defensiva.

Veremos como se desenvolve o negócio e a atuação do FC Porto neste mercado de transferências, pois o orçamento é bastante reduzido, dadas as obrigações financeiras que o clube tem de cumprir. Já existem inúmeros nomes referenciados pelos jornais desportivos para o lado esquerdo do setor defensivo portista e com a saída de Alex Telles e o FC Porto precisa mesmo de agir com urgência no mercado.

Jorge Costa: «Em circunstâncias normais encontrámos o próximo campeão nacional [FC Porto]».

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O BnR TV nunca esteve tão protegido muito por causa do convidado: Jorge Costa, antigo capitão e defesa central do FC Porto. Muitos momentos foram recordados enquanto jogador, principalmente da camisola dos portistas. Porém, houve tempo ainda para se falar da inspiração José Mourinho e as experiências como treinador.

O programa começou mesmo com um célebre episódio em que Jorge Costa era capitão do FC Porto e José Mourinho o treinador. Uma partida contra o CF Os Belenenses e com uma desvantagem por um golo, o defesa central pediu uns minutos ao “special one” e «fez o trabalho sujo». Mourinho simplesmente só teve de retificar as lacunas a nível tático para, com a junção do discurso de Jorge Costa, vencer o jogo na 2.ª parte.

Questionado se apareceria alguém parecido com o mesmo no FC Porto, Jorge Costa foi perentório ao responder que não tinha certeza disso. «Jogava com o coração e nasci portista. Quando fazes as coisas com prazer tens sempre algo mais», desabafou. Ainda na cidade invicta, o defesa central não se esqueceu do “parceiro de defesa”: Fernando Couto, com quem tinha muita cumplicidade dentro e fora de campo.

Com grandes exibições frente ao eterno rival, o antigo capitão portista não quis ser hipócrita e destacou que os jogos entre FC Porto e SL Benfica como “jogos com um sabor especial”. «Era um jogo que marcava um golo e o golo tinha outro significado. Apesar de a vitória valer só três pontos, era uma vitória que tinha outro significado. Não posso ser hipócrita, mas tudo o que se conseguia perante o Benfica tinha um sabor especial», contou.

No continente africano, Jorge Costa orientou o Gabão de 2014 a 2016 e o classificou a experiência como «complicada ao início». Explicou a grande diferença que é a de treinar uma seleção devido, sobretudo, à impossibilidade de reunir todos os convocados de forma rápida e aos calendários. Mas, o agora treinador acredita que «com o tempo se consegue fazer algo interessante».

E se houvesse possibilidade de ser tornar treinador do FC Porto? Jorge Costa acredita que não lhe faria «bem ao coração». Porém, compreende que os dragões estão bem servidos com Sérgio Conceição, que acredita estar perto de ser campeão, e acho que seria desrespeitoso dizer algo em relação a isso quando alguém ainda é treinador desse clube. Para completar, afirmou mesmo que ainda não tinha feito nada da carreira como treinador para chegar a um patamar como é este.

Se perdeste a entrevista de Jorge Costa ao nosso site, podes rever tudo aqui.

Força da Tática: O impacto das equipas de Antonio Conte

Quando um clube decide avançar para a contratação de Antonio Conte, sabe que está a apostar num conjunto de caraterísticas táticas, técnicas e mentais, com um perfil muito próprio e com uma identidade de jogo que está fortemente associada à personalidade do treinador Italiano. Quando as pessoas ouvem o nome de Antonio Conte, três coisas surgem imediatamente na nossa cabeça: a sua farta e gloriosa cabeleira, a sua forte exigência e a formação 3-5-2. Olhando para um artigo interessante sobre esta materia, podemos traçar alguns destaques importantes.

O antigo médio que jogou em apenas dois clubes na sua carreira (US Lecce e Juventus FC), já vai no seu oitavo projeto enquanto treinador. Começando em 2005 como adjunto no SSR Siena, passa para treinador principal do SS Arezzo, onde está duas épocas antes de fazer as malas para FC Bari, onde conseguiu uma subida à primeira divisão. Consegue dar o salto para a Atalanta BC antes de voltar a Siena. A partir de aqui a história e inovação tática de Conte passa a ser sobejamente conhecida e ganha outro tipo de notoriedade.

Em 2011 a Juventus FC vivia um período conturbado em consequência da descida de divisão provocada pelo escândalo de corrupção desportiva, apesar de se ter estabelecido novamente no primeiro escalão. Contudo, este regresso à principal liga de futebol Italiano estava longe de ser fácil, e os bianconeri procuravam ainda uma reafirmação no futebol transalpino. Depois da contratação falhada de Luigi Del Neri, o antigo capitão Antonio Conte foi o eleito para a difícil tarefa de reconstruir uma Juventus FC habituada a muitos troféus.

Depois de uns meses iniciais em que procurou implementar outros sistemas táticos, cedo Conte verificou que o plantel tinha lacunas em posições essenciais, o que o levaram, de forma natural, a caminhar para o seu conhecido 3-5-2 e que resultou num registo defensivo notável (apenas vinte golos sofridos logo na primeira época). Depois de três títulos consecutivos da Liga Italiana com a Juventus FC, e dois anos no comando da seleção italiana (sem títulos, mas seguramente com a Itália mais surpreendente dos últimos anos, que acaba por ser eliminada do Europeu de 2016 contra a Alemanha, apenas nas grandes penalidades), Conte chega a Inglaterra, onde faz uma época de estreia absolutamente inacreditável, com o seu 3-5-2 a levar os blues para uma tranquila conquista da Liga inglesa, com Diego Costa, Kante e Matic a assumirem um papel essencial na manobra da equipa.

O projeto acabou por correr menos bem na segunda temporada por conta do outro de lado menos positivo de Antonio Conte: o Italiano é conhecido por ser um “sargento implacável”, que se por um lado permite manter uma certa disciplina e união de grupo, por vezes leva a que o treinador prescinda de jogadores absolutamente essenciais, como aconteceu com Diego Costa e Matic, ou como viria a acontecer mais tarde com Icardi ou Radja Nainggolan.

Atualmente, Conte é treinador do FC Inter de Milão onde está a fazer ma época notável, voltando a colocar os nerazzurri na luta pelo título, coisa que não acontecia há já vários anos, foi até às meias finais da Copa de Itália e fez uma Champions League bastante interessante, onde não consegue passar a fase de grupos por muito pouco num “grupo da morte” com FC Barcelona e Borussia Dortmund.

O sistema de Conte baseia-se em algumas premissas essenciais: um trio de centrais forte e com capacidade de circulação e bola no pé, dois alas bastante ofensivos com grande capacidade para realizar cruzamentos para a área, meio campo coeso (quase sempre com três unidades na zona central) e uma dupla de avançados composta por um jogador mais físico e posicional e um jogador mais rápido e solto.

No momento da posse e da construção, um dos médios recua ligeiramente para ajudar os centrais, por forma a atrair o adversário e conseguirem lançar ataques na profundidade. Os alas têm de ser verdadeiros atletas, com velocidade e capacidade física para subir e descer ao longo de todo o flanco. Os médios escolhidos por Antonio Conte são normalmente uma combinação entre artistas e portentos físicos. Os centrais tem de ser altamente inteligentes, com capacidade para sair a jogar e tecnicamente dotados.

No caso concreto do FC Inter de Milão, os dados falam por si, já que ao fim de 26 jogos a equipa regista o quarto melhor ataque e a terceira melhor defesa do campeonato. Como acontece muitas vezes, o Inter é muito flexível na disposição dos seus jogadores, colocando nuances que permitem alterar ligeiramente o sistema de acordo com as caraterísticas do adversário e do jogo em questão.

Mas o grande trunfo do 3-5-2 é a polivalência e liberdade dada à dupla de avançados. Podendo utilizar jogadores com características distintas como Romelu Lukaku, Lautaro Martínez ou Alexis Sánchez, Conte tem ao dispor três atacantes de alta qualidade, o que lhe permite em certos momentos mudar o sistema para um 3-4-2-1 com o meio campo a subir um pouco as linhas e a zona de pressão.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Em certos momentos, os processos implementados são até bastante simples, tentando com regularidade uma jogada típica em que a bola é colocada no avançado mais possante e posicional e o mesmo recebe, segura e procura os apoios frontais ou a rotação para lançar na profundidade o outro avançado mais móvel ou um dos alas. É um tipo de jogada que é utilizada com frequência, tendo até em conta a capacidade física de Lukaku. A verdade é que no sistema do treinador Italiano não há nenhum jogador que não assuma relevância no momento de construção da equipa. Lukaku é importante nesta fase do jogo já que é capaz de manter a bola em posse e esperar o momento certo para o passe, permitindo que a equipa crie opções de ataque. Ao todo, 74,95% de seus passes são bem sucedidos, o que são números bastante satisfatórios.  Já Lautaro Martinez procura sempre abrir espaço para avançar pela zona central, cabendo aos alas e muitas vezes aos médios centrais explorar o espaço enquanto Lukaku segura a bola.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Mas quando é preciso fazer golos, a flexibilidade do sistema de Conte permite subir os dois alas, fixar os dois avançados e colocar a equipa numa espécie de 3-3-4 com a “carne toda no assador”.

No momento defensivo, não podemos esquecer que se trata de um treinador Italiano, e como tal, a prioridade é sempre a consistência da equipa, razão pela qual não tem qualquer pudor em descer os seus alas, se o jogo a isso obrigar, criando uma linha de cinco a defender, com dois médios a realizar trabalho de contenção. O médio defensivo (neste caso Brozovic, mas o mesmo acontecia com De Rossi, Pirlo ou Kante) é fulcral não só no equilibro defensivo da equipa, mas igualmente no momento de construção, já que a sua mobilidade permite atrair os adversários, criando espaço para a entrada dos jogadores mais ofensivos. Os setores estão sempre muito próximos, para que cada jogador possa receber a bola e imediatamente ter em aberto várias possibilidades de passe.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

No entanto, a especialidade do 3-5-2 de Antonio Conte é a forma rápida e inteligente como contra-ataca, conseguindo ser uma equipa que aguarda pacientemente pelo momento para causar dano no adversário, o que quase sempre consegue. Sem ser uma equipa muito goleadora, a verdade é que tanto em jogos “grandes” como nas partidas com equipas de menor renome, as equipas de Conte é sempre muito perigosa em todos os contra ataques, sendo impressionante ver como a equipa muitas vezes posicionada de forma recuada e privilegiando o momento defensivo, consegue, em poucos segundos e com poucos toques na bola, criar desequilíbrios no ataque, criando superioridade numérica em relação ao adversário, ou então explorando de forma eximia os erros defensivos contrários.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Como pontos mais negativos, destaco a dependência da boa forma física dos jogadores, que têm de apresentar uma disponibilidade física gigante para conseguirem dar resposta a todos os momentos de jogo de forma eficaz. Paralelamente, quando a equipa adversária consegue anular ou neutralizar as ações de Lukaku (ou quando o mesmo não está tão inspirado), a equipa perde soluções, torna-se mais previsível e mais fácil de anular. Algumas das perdas de pontos do Inter nesta temporada foram muito pela incapacidade de Lukaku executar a sua função nos termos descritos.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Conclusão: Conte além da forma apaixonada como vive o jogo, tem um paradigma muito próprio, que foi uma lufada de ar fresco e que permitiu revolucionar e modernizar o conhecido catenaccio. A contratação do Italinao tem sido sinónimo de títulos, competência e competitividade, e talvez por isso, o FC Inter de Milão fez uma forte aposta para conseguir regressar ao topo do futebol transalpino. Pessoalmente é dos treinadores que mais me encanta, não só pela paixão que coloca dentro e fora de campo, mas também pela capacidade que tem de ir “ao mercado” contratar jogadores à sua imagem, que encaixem na perfeição no sistema implementado. É um treinador com uma identidade própria, com um sistema e dinâmicas próprias, que o mesmo assume sem rodeios, e que quando é colocada em prática quase sempre resulta e leva as equipas ao sucesso. Peca por algum excesso de disciplina e de inflexibilidade na relação com os jogadores, o que por vezes cria incompatibilidade no seio do grupo.

Aguardo com expectativa para ver se será Conte a conseguir devolver os títulos ao FC Inter de Milão. Não tenho dúvidas, há semelhança do que aconteceu na Juventus FC, na seleção Italiana e no Chelsea FC, que é o homem certo para o cargo.

Inter Movistar FS 3-3 Viña Albali Valdepeñas: Partidazo coroa Inter como campeão!

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A CRÓNICA: O 14.ª TÍTULO DO INTER MOVISTAR

A final do campeonato espanhol teve um pouco de tudo. Emoção até ao fim, alegria e tristeza de jogadores de parte a parte. No duelo particular entre portugueses, o Inter Movistar FS de Ricardinho (apesar de não ter jogado nesta fase final) levou a melhor sobre o Viña Albali Valdepeñas de Edu Sousa (guardião com uma exibição à qual já nos habituou, muito ingrata mas quase imaculada na segunda parte, apesar de não ter tido muito trabalho).

Em relação ao jogo, o Inter Movistar FS jogava com dois resultados, pois sabia que um empate seria suficiente para se sagrar campeão espanhol pela 14.ª vez. Uma primeira parte ingrata e nem sempre bem jogada, com o emblema madrileno a provar porque é um clube temível. Estava bem na generalidade a defender e muito eficaz no processo ofensivo, tendo apontado três tentos contra apenas um do seu rival. O Viña Albali Valdepeñas cometeu muitos erros defensivos e não esteve muito bem na altura de finalizar.

O prejuízo era grande para recuperar, mas se há coisa que o clube de Edu mostrou é que nunca desiste de lutar, como provou pela recuperação épica contra o CA Osasuna Magna nos quartos-de-final (recuperação 0-4 para 4-4 na segunda metade).

Os últimos 20 minutos começaram com uma pressão alta do terceiro classificado da fase regular, perante uma boa organização defensiva do Inter Movistar FS, sem nunca descurar o contra-ataque. Houve algumas boas ocasiões de golo, mas Edu Sousa e os postes mantiveram a incerteza no placar até ao fim.

Houve uma boa reação do Valdepeñas, que marcou dois tentos, mas tal não foi suficiente para inverter o rumo dos acontecimentos e o Inter Movistar FS tornou-se campeão. O clube de Ricardinho, que se despediu hoje do seu clube que representava há sete anos, conquistou assim mais um troféu e provou porque é a equipa mais respeitada e temida de Espanha e da Europa.

A FIGURA

Tino Pérez – Muito criticado pelas mais variadas individualidades – mesmo dentro do clube, incluindo o presidente -, o treinador espanhol conseguiu levar o clube à gloria no campeonato. Apesar de algumas situações menos agradáveis, conseguiu unir o plantel e conquistar desta maneira o título no país vizinho.

O FORA DE JOGO

Erros defensivos do Viña Albali Valdepeñas – A época do clube foi memorável e brilhante, mas houve alguns erros cometidos a nível defensivo que penalizaram a equipa. Neste nível os erros pagam-se muito caro e aqui está a prova.

ANÁLISE TÁTICA – INTER MOVISTAR FS

Na primeira parte mostrou ser uma equipa habituada a estes momentos que são as finais. Entrou da melhor forma e marcou logo o primeiro ainda com pouco tempo jogado. Pito e Borja foram as grandes individualidades do Inter Movistar FS, que estavam endiabrados e muito eficazes. Do lado defensivo contavam com um Jesus Herrero muito forte entre os postes e com uma grande organização defensiva.

Na segunda parte foram uma equipa mais pragmática. Não tentou fazer um jogo de ataque continuado e mostrou o enorme respeito pelo adversário ao adotar um estilo mais conservador, atento à manobra defensiva sem nunca descurar uma hipótese de contra-ataque. Esta postura podia ter sido um tremendo erro não fosse a consistência defensiva de alguns jogadores.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jesus Herrero (6)

Carlos Ortiz (7)

Borja (7)

Pola (6)

Pito (8)

SUBS UTILIZADOS

Elisandro (6)

Raya (6)

Bebe (6)

Marlon (6)

Humberto (6)

ANÁLISE TÁTICA – VIÑA ALBALI VALDEPEÑAS

Defensivamente, a equipa de Valdepeñas mostrou estar muito ansiosa em diversos lances e isso tornou-se capital para aquilo que eram as pretensões para esta final, principalmente o momento em que faltavam pouco mais de um minuto para o final do 1.º tempo. Ofensivamente, mostravam-se muito perigosos nos remates de longa distância, que não surpreendiam de todo o guardião do Inter Movistar FS. Se não fosse a falta de eficácia em alguns momentos, teríamos tido ainda mais emoção.

Na segunda parte, o Viña Albali Valdepeñas tornou-se uma equipa ainda com mais vontade e muito mais perigosa. Definiu uma tática mais ousada muito por causa da desvantagem no marcador. Conseguiu encostar o Inter Movistar FS às cordas e fazer um encontro muito positivo, dominando as estatísticas em termos de ataques e remates. Um digníssimo vencido. O escasso tempo e a jogar mais com o coração do que com a cabeça levaram a que a equipa de Valdepeñas não conseguisse, nos últimos minutos, impor mais o cinco para quatro.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edu Sousa (7)

José Ruiz (6)

Cainan (7)

Chino (6)

Pablo Ibarra (6)

SUBS UTILIZADOS

Terry (6)

Juanan (6)

Rafael Rato (7)

Buitre (6)

Catela (6)

Dani Santos (6)

Nano (6)

Foto de Capa: Inter Movistar FS

«Em 2010 vi-me como colega de equipa de Lance Armstrong» – Entrevista BnR com Tiago Machado

O Bola na Rede esteve à conversa com o famalicense Tiago Machado, corredor de 34 anos, a correr a sua primeira temporada na equipa Efapel.

Bola na Rede [BnR]: Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer-lhe por ter aceitado o convite para esta entrevista. Em 2007 surgia um jovem Tiago Machado, na Riberalves-Boavista, a vencer várias classificações da Juventude em provas nacionais, incluindo na Volta a Portugal, considera que foi uma conquista importante para o início da sua carreira?

Tiag Machado [TM]: Foi importante na minha carreira sem dúvida, mas o grande marco da minha carreira foi a passagem a profissional em 2005 pela Carvalhelhos Boavista.

BnR: Como correu a adaptação na equipa RadioShack, na sua primeira temporada no World Tour?

TM: Fui para o primeiro estágio e tudo parecia correr mal, fiquei sem telemóvel, sem computador e a minha sorte foi o Sérgio Paulinho me ter deixado usar os seus. Graças a ele acabou por correr bem a adaptação e acho que sem ele, talvez, a minha aventura fora de Portugal tivesse ficado por aquele estágio!

BnR: Esteve um ano na Team NetApp – Endura, onde atingiu bons resultados, incluindo uma grande prestação no Critérium Internacional, Giro Del Trentino, Tour da Califórnia, e a vitória na geral da Volta à Eslovénia, foi certamente um ano especial, quais são as memórias que guarda desta experiência?

TM: Foi um ano espetacular, digno de uma reserva, se de vinho se tratasse (brincadeira). Foi um ano com muito boas recordações, mas a melhor foi o Campeonato Nacional, em que fui ultrapassado a 150 metros da meta.

BnR: Em 2015 mudou-se novamente para uma equipa do World Tour, para a Team Katusha, como classifica os quatro anos que passou na equipa?

TM: Esse ano foi muito bom, bons resultados, mas exagerámos no número de corridas nessa época e no ano a seguir paguei caro, onde os resultados não surgiram. Quando isso acontece, no World Tour, não há segundas oportunidades e passas de um ciclista que podia estar no top dez a ciclista de trabalho. Por isso os últimos anos foram penosos, onde não tenho vergonha em admitir que apenas os suportei pela parte monetária.

BnR: No seu trajeto pelo World Tour teve a oportunidade de correr com grandes figuras do ciclismo Mundial (ciclistas e staff). Considera que existiu algum/alguns nomes que o ajudaram, especialmente, a ser o corredor que é hoje?

TM: Sem dúvida, cresci a ver ciclismo de Lance, Ulrich, Pantani, Cippolini. Em 2010 vi-me como colega de equipa de Lance, numa super-equipa repleta de estrelas que estava habituado a ver na TV. Oportunidade única, onde aproveitei para aprender com eles o melhor que podia!

Fonte: EFAPEL

BnR: O Tiago já teve a oportunidade de correr em diversas provas no estrangeiro, qual foi a prova que mais gostou de correr?

TM: As minhas provas preferidas foram a Volta à Califórnia e o Santos Tour Down Under (Austrália), são culturas que adorei.

BnR: Já contabiliza algumas quedas marcantes na sua carreira, houve algum momento na sua vida (queda ou momento negativo) em que se questionou sobre ter escolhido o Ciclismo de estrada como profissão?

TM: NUNCA. Quando decidi ser ciclista já sabia que isso poderia acontecer. Graças a Deus tive sorte no que a quedas diz respeito. Muitas das vezes digo “Foi Nossa Senhora que guiou a minha bicicleta “

BnR: Regressou às equipas nacionais em 2019, pelo Sporting Clube Portugal – Tavira. Como foi encarado o regresso a Portugal, era algo premeditado?

TM: Foi algo muito pensado em conjunto com a minha esposa que sempre me aconselhou bem. Estava saturado de viagens, do tempo fora de casa e de pouco reconhecimento do outro lado. A gota de água foi quando o meu filho teve de ir assistir a clássica de San Sebástian para poder ver o pai um par de horas, ter de ir para o autocarro e ele chorar amarrado à minha perna, mexeu muito comigo, e nesse dia começámos a preparar o meu regresso.

BnR: Agora a correr de amarelo e preto, quais são os seus objetivos pessoais na equipa Efapel?

TM: Tenho muito orgulho na carreira que fui construindo ao longo destes 16 anos como profissional, por isso o que vier por acréscimo é sempre muito bem-vindo. Acho que ganhei nova vida na Efapel, um grupo que de dia para dia não para de me surpreender.

Bruno Lage | Crónica de uma saída anunciada (e por demais retardada)

Só faltava a laje, para colocar à cabeça de uma cova há muito escavada. Só faltava a Madeira, para fabricar um caixão há muito encomendado. Talvez por custar enfrentar a morte, mesmo que se trate da morte de um ciclo, ainda não tinha havido coragem (como de costume…) para deixar ir Bruno Lage.

Numa clara demonstração de falta de punho, liderança e visão do (ainda) presidente do Sport Lisboa e Benfica, a anunciada e desejada saída de Lage do comando técnico dos futuros vice-campeões nacionais só se materializou quando o próprio ex-técnico dos encarnados se viu forçado a colocar o lugar à disposição.

No entanto, mais do que a saída, surpreendeu a queda de Bruno Lage. De viver um estado de graça por graça de Jaime Graça a cair em desgraça sem que ninguém ache graça alguma foi um instantinho. Em cerca de ano e meio, Lage caiu sem paraquedas do pico mais alto dos céus divinos (Monte Eusébio, creio ser o nome) até às mais profundas profundezas do Inferno da Luz.

Compreender-se-ia, com relativa facilidade, que Lage alcançasse um patamar razoável e caísse para um não tanto razoável. Não se compreende, nem muito menos se explica, que um treinador atinja um patamar em que bate recordes históricos positivos e caia depois para um patamar em que quebra recordes históricos negativos.

Bruno Lage sai do SL Benfica com 48 jogos, 38 vitórias, 5 empates e 5 derrotas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Todavia, não foi (apenas) por culpa própria que Lage caiu tanto. Luís Filipe Vieira podia e devia ter amparado a queda do setubalense ainda nos anos a.C. (antes do Covid). Não o fez então, não o fez depois e não o fez agora! Talvez, quiçá, tenha visto a luz e decidido ignorar desta vez. O problema é que, desta feita, a luz era da traseira de um camião, contra a qual o Ferrari vermelho se enfaixou. Por falar em enfaixar, podem pintar de azul e branco as faixas de campeão…

O futebol encarnado perdeu qualidade. Logo, o SL Benfica perdeu jogos (e competições). Logo, Bruno Lage perdeu o emprego. Feliz ou infelizmente, as coisas são algebricamente assim. É tempo agora de Lage procurar uma nova aventura e das águias procurarem um novo aventureiro. E terá que ser um enorme aventureiro o próximo timoneiro do clube da (pouca) Luz, porque não é qualquer pessoa sã que aceita treinar uma equipa cuja ala direita é composta por André Almeida e Pizzi.

No momento da despedida, pouco mais posso escrever (já que não posso utilizar profanações). Podia socorrer-me de toda uma miríade de estatísticas e dissertar sobre elas e tentar explicar o inexplicável. Podia recolher toda uma panóplia de opiniões e citações e pronunciar-me sobre as mesmas. Contudo, neste momento de emoções fortes e dilacerantes, apenas um número interessa: um.

Bruno Lage sai do SL Benfica com um título de campeão magistralmente conquistado e com um triunfo em cinco jogos após a retoma. Foi bom, muito bom, enquanto durou, mas nada dura para sempre (nada, Vieira, nada…). Obrigado pelos bons momentos, Lage. Espero que a vida te vista de sorte, mas o teu ciclo terminou. Ponto final. Parágrafo. Fim.

FC Paços de Ferreira 0-1 FC Porto: Dragões dão três “Paços” rumo ao título

A CRÓNICA: UMA POUCO BELA MAS FUNDAMENTAL VITÓRIA

Os dragões entravam no Estádio Capital do Móvel com a certeza de que, caso conquistassem os três pontos, abririam uma confortável vantagem para o SL Benfica, equipa que acabava de perder na Madeira.

E, verdade seja dita, o FC Porto parecia não querer demorar muito tempo para começar a construir essa vantagem. Sétimo minuto de jogo, canto cobrado à direita do ataque azul e branco e, em resposta a um alívio algo defeituoso de Ricardo Ribeiro, Mbemba estica as redes da equipa da casa com um remate de pé direito.

No entanto, nos restantes minutos que completaram o primeiro tempo, pouco ou nada que mereça registo: bola muito longe de ambas as balizas, linhas defensivas a sobreporem-se, com maior ou menor dificuldade, aos homens da frente de ambas as formações.

A segunda parte seguiu as mesmas premissas da primeira, todavia com algumas especificidades: jogo ainda pouco vistoso, mas com uma mão cheia de oportunidades de golo. Do lado dos castores, Luiz Carlos foi protagonista de duas das principais ameaças à baliza dos azuis e brancos: primeiramente, de cabeça, viu o esférico passar ligeiramente ao lado; por fim, num remate acrobático, forçou Marchesín a aplicar-se.

Do lado portista, destaque para uma boa intervenção de Ricardo Ribeiro, a remate de Luis Díaz, e ainda para um corte providencial de Oleg a um cruzamento de Marega, que procurava os pés de Fábio Vieira.

Em suma, um jogo que poucas saudades deixará. Muitos duelos, muitas bolas pelo ar, pouco futebol espetáculo. No entanto, bastou para colocar o FC Porto ainda mais isolado na liderança do campeonato.

A FIGURA

FC Paços de Ferreira 0-1 FC Porto: Dragões dão três "Paços" rumo ao título. o FC Porto parecia não querer demorar muito tempo para começar
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chancel Mbemba – Numa partida onde as individualidades pouco saltaram à vista, há que ressaltar o trabalho de Mbemba. Seguro atrás, não só hoje, como também nos recentes confrontos dos dragões, e, esta noite, decisivo lá à frente.

 

O FORA DE JOGO

FC Paços de Ferreira 0-1 FC Porto: Dragões dão três "Paços" rumo ao título. o FC Porto parecia não querer demorar muito tempo para começar
Fonte: FC Paços de Ferreira

Douglas Tanque – Era um dos nomes para manter debaixo de olho neste FC Paços de Ferreira. No entanto, e também por mérito da defensiva portista, passou muito ao lado do jogo. Acabou por ser substituído ao minuto setenta.

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pepa escolheu pôr em prática um esquema tático semelhante a um 4-2-3-1. Laterais participativos no jogo ofensivo, um Luiz Carlos muito interventivo à frente de Eustáquio. No apoio a Douglas Tanque, Pedrinho, Hélder Ferreira e João Amaral.

Foi na segunda parte que a equipa conseguiu soltar-se efetivamente, conquistando mais pontapés de canto e encostando, por vezes, o FC Porto atrás.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Ribeiro (4)

Jorge Silva (6)

Marcelo (5)

Maracás (5)

Oleg (6)

Luiz Carlos (7)

Stephen Eustáquio (5)

João Amaral (5)

Hélder Ferreira (5)

Pedrinho (6)

Douglas Tanque (4)

SUBS UTILIZADOS

Adriano Castanheira (5)

Zé Uilton (5)

Diaby (4)

Denilson (4)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto entrou em campo com um desenho tático bem semelhante àquele que apresentou na maioria dos anteriores jogos a contar para o campeonato. Defesa a quatro, com dois médios mais centrais à sua frente; ofensivamente falando, o jogo ficava, à partida, entregue a Otávio (na direita) e a Corona (na esquerda), em apoio a Marega e Soares, jogadores que, não raras vezes, se deslocavam até zonas mais próximas às linhas laterais.

Na segunda metade, com a inclusão de Luis Díaz, Corona deslocou-se para a direita, Otávio para uma zona mais central e Marega ocupou a posição de ponta de lança solitário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Marchesín (5)

Manafá (5)

Mbemba (7)

Pepe (5)

Alex Telles (5)

Danilo Pereira (6)

Matheus Uribe (5)

Otávio (5)

Tecatito Corona (5)

Marega (4)

Soares (4)

SUBS UTILIZADOS

Luis Díaz (4)

Loum (4)

Vitinha (5)

Fábio Vieira (4)

Artigo revisto por Joana Mendes

CS Marítimo 2-0 SL Benfica: Insulares agravam crise encarnada

A CRÓNICA: ENCARNADOS PERDEM NA MADEIRA E PODEM FICAR A SEIS PONTOS DO TÍTULO

Bruno Lage mudou meia equipa para o jogo contra o CS Marítimo, face a castigos e a lesões: Chiquinho, Samaris e Cervi foram titulares, enquanto que Rúben Dias, Gabriel e Rafa (no banco) ficaram de fora.

O jogo começou com um domínio do SL Benfica, com mais posse de bola no meio-campo ofensivo, cerca de 65% aos quinze minutos de jogo. Nos primeiros momentos de jogo, assumiu-se aquele que viria a ser uma das principais estrelas do jogo: Amir Abedzadeh, o guarda-redes do Marítimo. No primeiro quarto de hora, o jogador iraniano fez duas grandes defesas a remates de Chiquinho, aos dois e aos cinco minutos.

O ímpeto inicial do Benfica foi desaparecendo e, ainda que os números de posse de bola se tenham mantido, as ocasiões de golo até final da primeira parte foram quase nulas. Em sentido contrário encontrou-se a equipa da casa que, em contra-ataque, tentou criar perigo à equipa ‘encarnada’ muito por culpa de Nanu. Aos 23 minutos, o lateral da Guiné-Bissau arrancou pela direita e à entrada da área passou para Rodrigo Pinho, que finalizou para dentro da baliza, ainda que fosse, mais tarde, anulado por fora-de-jogo. O destaque da jogada vai para a jogada individual de Nanu e para a grande passividade da linha média do Benfica.

O empate manteve-se até ao início da segunda parte, assim como as duas equipas. Os últimos 45 minutos começaram como se iniciou o jogo: dois remates nos primeiros cinco minutos. Ainda assim, nenhum destas ocasiões apresenta grande perigo e Bruno Lage decidiu tirar Carlos Vínicius e Samaris para colocar Rafa e Seferovic dentro das quatro linhas.

Como seria expectável – e a precisar de ganhar, o Benfica manteve-se no ataque e depois de um cruzamento de André Almeida, Seferovic cabeceia ligeiramente, mas a bola sai muito ao lado da baliza ‘insular’. Aos 73 minutos, o treinador ‘encarnado’ decidiu fazer mais duas alterações e apostar em Zivkovic e Dyego Sousa para os lugares de Pizzi e Cervi.

No entanto, o primeiro ‘tiro no porta-aviões’ veio um minuto depois, quando Nanu fez uma grande jogada, deixou meia equipa do Benfica para trás e cruzou para o segundo poste onde estava Correa, que encosta para o golo. Esperava-se uma reação das ‘águias’, mas o que se sucedeu foi mais um golo do Marítimo: nova arrancada do lateral africano e nova assistência, desta vez para Rodrigo Pinho que fez o 2-0 para a equipa insular. Até ao apito final, Amir voltou a evidenciar-se numa excecional defesa a cabeceamento de Dyego Sousa, mas o resultado manteve-se em 2-0.

Com esta derrota, o Benfica pode ficar a seis pontos do FC Porto, caso os ‘dragões’ vençam frente ao FC Paços de Ferreira. No final do jogo, Luís Filipe Vieira disse, em conferência de imprensa, que Bruno Lage pôs o lugar à disposição e que haverá uma decisão nas próximas horas.

A FIGURA

Fonte: CS Marítimo

Amir Abedzadeh – O prémio teve dois candidatos muito fortes: Amir e Nanu. Ainda que o lateral tenha feito duas assistências e uma grande exibição, a primeira barreira que o Benfica encontrou foi na baliza e tem o nome de Amir. O guardião iraniano fez sete defesas, sendo que seis destas foram a remates dentro da área. A exibição começou a construir-se nos primeiros minutos, devido a duas grandes defesas após remates de Chiquinho, e manteve-se até ao fim, quando fez uma defesa ao ângulo após cabeceamento de Dyego Sousa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

SL Benfica – Mais uma derrota para a equipa de Bruno Lage e possivelmente seis pontos para o FC Porto. Uma exibição que prometia ser melhor que as últimas depois dos primeiros quinze minutos da primeira parte, mas que, lentamente, foi perdendo o ‘fôlego’ e acabou com mais uma derrota. Vlachodimos pouco ou nada fez durante o jogo, a defesa esteve (novamente) fora de si e, juntamente com o meio-campo, demonstrou a enorme passividade aquando das arrancadas de Nanu. Além disto, o ataque ficou em branco e nenhum dos três avançados criou grande perigo durante os 90 minutos (exceção feita ao remate de Dyego Sousa perto do fim).

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Montada num 4-1-4-1, a equipa de José Gomes fez o que lhe competia: fechou-se na defesa e, em contra-ataque, tentou ‘magoar’ a equipa do Benfica. E conseguiu na perfeição. É verdade que durante grande parte do jogo limitou-se a defender, mas Amir segurou o empate e Nanu tratou de ganhar o jogo. Através das arrancadas do lateral e das finalizações de Correa e Rodrigo Pinho, o Marítimo ganhou um jogo bastante importante na luta para a manutenção.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Amir – 2

Fábio China – 2

Kerkez – 2

Zainadine Junior – 2

Nanu – 3

Rene – 3

Edgar Costa – 1

Pedro Pelágio – 2

Vukovic – 2

Correa – 2

Rodrigo Pinho – 4 

SUBS UTILIZADOS

Getterson – 2

Joel Tagueu – 1

Diego Moreno – 1

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Bruno Lage manteve o seu sistema tático habitual, um 4-4-2 com Chiquinho atrás de Vinícius. Ainda que tenha mudado metade da equipa face ao último jogo, a qualidade exibicional manteve-se. Linha defensiva subida, algumas ocasiões de golo defendidas por Amir, mas apenas nos primeiros momentos de cada parte. Depois dos primeiros quinze/vinte minutos de cada parte, a equipa voltava a ‘assombrar-se’ pelas exibições passadas e, consequentemente, a perder o respetivo jogo.

Maior parte das jogadas dos ‘encarnados’ vieram de cruzamentos de ambas as alas, mas falta um finalizador na área que encoste para golo (algo que Vinicius conseguiu frente ao Santa Clara nos dois jogos). Com esta derrota, o Benfica tem duas vitórias em treze jogos e pode ficar a seis pontos do primeiro lugar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos – 2

André Almeida – 2

Jardel – 2

Ferro – 2

Nuno Tavares – 3

Samaris – 3

Weigl – 3

Pizzi – 2

Cervi – 3

Chiquinho – 2

Carlos Vinícius1

SUBS UTILIZADOS

Seferovic  – 2

Rafa Silva  – 2

Zivkovic – 1

Dyego Sousa – 1

Jota – 1

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 melhores jogadores que passaram pelo FC Barcelona e Club Atlético de Madrid

O FC Barcelona e o Club Atlético de Madrid irão defrontar-se esta terça feira, numa partida a contar para a 33ª jornada da liga espanhola, em Camp Nou. Os “Culés” estão na segunda posição da tabela classificativa, a dois pontos do líder Real Madrid CF. Os “Colchoneros” estão num estável terceiro lugar, mas longe do título. Uma “escorregadela” pode permitir ao Sevilla FC uma aproximação, visto que apenas quatro pontos separam os dois emblemas.

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Em jeito de antevisão, apresentamos cinco jogadores que vestiram as cores “Blaugrana” e “Rojiblancas”, e que deixaram a sua marca em ambos os históricos espanhóis. Dois dos maiores emblemas do nosso país vizinho, que juntamente com o Real Madrid CF dominam os relvados castelhanos nos últimos anos.