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Serão os Hipercarros a escolha mais acertada?

Eram o sonho. Ou, pelo menos ainda são. Ou talvez não. Ainda não percebi. Estou, claro, a falar dos Hipercarros. Para a temporada de 2021, o Campeonato Mundial de Resistência (FIA WEC) teria uma nova classe de topo. Com os preços a escalar, a classe LMP1 tornou-se insustentável. Hoje em dia sabemos quem vai ganhar, pois apenas há uma equipa: a Toyota.

Ora bem, a regulamentação Hipercarros foi conhecida e a Toyota declarou o seu interesse. Tal como a Aston Martin, com o seu Valkyrie, com motor 6.5l V12 da Cosworth, pois aqui os motores não têm de ser obrigatoriamente híbridos.

Mas, em janeiro, tudo mudou. É chamado LMDh, e, com isto, deitou-se abaixo o «sonho» dos Hipercarros.

Porquê? Porque, apesar do chassis não ser das marcas que escolherem participar, quem participar nestas regulamentações tem de ter um chassis LMP2 modificado para incluir pormenores estéticos típicos das marcas, mas somente os principais fabricantes de automóveis, associados a um dos quatro construtores de chassis – Oreca, Dallara, Ligier, Multimatic, podem homologar um carro LMDh.

Ou seja, carros mais baratos de fabricar. Excelente. Hipercarros, agora nem compensa… Apenas dois resistentes, a Toyota com o GR SuperSport e a Scuderia Cameron Glickenhaus ficaram lá.

Com os LMDh, a Porsche, a Peugeot e todas as marcas que participam no IMSA podem estar interessadas, por isso, o Campeonato do Mundo de Resistência está a ir para novos patamares. Até a Ferrari demonstrou interesse!

Pode ser este o Hipercarro apresentado pela Scuderia Cameron Glickenhaus
Fonte: Scuderia Cameron Glickenhaus

As regulamentações LMDh abrem todo um leque de possibilidades e com a pandemia coronavírus, o dinheiro e as finanças das marcas não são as mesmas. Quanto aos Hipercarros, a ideia foi boa, mas as regras LMDh serão, a meu ver, a solução para o salvamento do Campeonato do Mundo de Resistência. Vendo isto, lá se decidiu que os Hipercarros iriam ser igualados aos LMDh. Que desperdício…

Foto De Capa: FIA WEC

Conflito de identidades

Há uns dias atrás, o CD Mafra anunciou a saída de Vasco Seabra do comando técnico da equipa. O treinador de 36 anos foi o protagonista de uma das grandes sensações da Segunda Liga nesta temporada, ao levar o CD Mafra ao quarto lugar do segundo escalão, com o clube a possuir um dos orçamentos mais baixos da competição.

Tendo em conta a sua saída do clube da cidade do convento, tudo indica que Vasco Seabra deverá regressar à Primeira Liga na próxima temporada, sendo que, logo após a sua saída, a imprensa indicou o Boavista FC como um dos principais clubes interessados nos seus serviços.

Vasco Seabra destacou-se ao serviço do CD Mafra pelo modelo de jogo implementado, com a equipa a possuir um dos estilos mais atractivos da Segunda Liga. No entanto, o estilo do Boavista é praticamente o oposto daquele que Vasco Seabra implementou no CD Mafra.

Ao longo da sua história, o Boavista FC construiu uma identidade cujo estilo de jogo era assente no futebol directo, na raça e na força física dos seus jogadores. Foi esse o estilo com o qual o Boavista se tornou num dos históricos do Futebol Nacional e foi com ele que os adeptos axadrezados se identificaram e se revêm neste momento.

Ao longo dos últimos tempos em que o clube da cidade do Porto regressou à Primeira Liga, o estilo do clube axadrezado manteve-se assente neste perfil. Tudo isto significa que, caso a transferência de Vasco Seabra para o Boavista se concretize, muita coisa terá de mudar no seio do clube.

O estilo de jogo muito físico e directo é imagem de marca do “Boavistão”
Fonte: Boavista FC

Vasco Seara não se revê neste estilo de jogo praticado pelo clube axadrezado e caso a sua ida para o Boavista se confirme, certamente que irá querer construir uma equipa à sua medida, à imagem do seu estilo. Para isso, certamente que terão de ser feitas muitas alterações no plantel e, para que esta transição seja bem planeada, é necessário que a direcção do clube lhe dê garantias de que terá carta branca para construir o plantel à sua medida.

Depois, também é preciso analisar como será a reacção dos adeptos a esta mudança. Tendo em conta as muitas alterações que a contratação de Vasco Seabra irá implicar, é de esperar que as coisas levem algum tempo a entrar nos eixos e comecem a dar frutos dentro de campo.

Para isso, é necessário saber se os adeptos axadrezados serão pacientes e estarão dispostos a dar o tempo de que Vasco Seabra precisa, ou se, à boa moda portuguesa, começarão logo a pedir a cabeça do treinador caso os primeiros resultados não sejam convincentes.

Até agora, tudo isto não passam de especulações e Vasco Seabra pode vir a não ser treinador do Boavista. Mas estará o clube axadrezado disposto a colocar em jogo a sua identidade para iniciar um projecto novo do zero? Isso é algo que só iremos descobrir caso esta mudança se concretize.

Foto de Capa: CD Mafra

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 goleadores que nunca ouviste falar

Os cinco nomes a seguir apresentados representam um total de 130 golos na temporada 2019/2020. Além da relação duradoura com as redes, os goleadores deste top apresentam traços comuns entre eles.

Jogam em ligas que não apresentam grande expressividade mundial, três atuam em terras asiáticas, um no Uruguai e outro na Áustria, e são os atuais melhores marcadores dos seus campeonatos. Apesar de alguns estarem no limiar, são goleadores com menos de 30 anos, com valores de mercado relativamente baixos e com potencial para reforçar equipas de segunda e terceira linha de alguns campeonatos europeus.

Já sondados por clubes com algum renome, nesta lista encontramos dois avançados orientados por treinadores portugueses e quatro com experiência nas suas seleções. Sabemos que a veia goleadora é também influenciada pela competitividade a que está sujeita, contudo são nomes interessantes, à procura de testar as suas capacidades em outros contextos. Além destes, que outros atletas com faro para o golo conheces que permanecem na sombra dos grandes palcos?

As 10 maiores surpresas da Liga dos Campeões na última década

O futebol europeu sofreu alterações significativas ao longo dos anos, principalmente a nível monetário, o que provocou cada vez mais o afastamento dos gigantes europeus das restantes equipas. Na Liga dos Campeões, o lote de favoritos a vencer a competição reduziu e as surpresas passaram a ser menos frequentes nos tempos modernos. Antes desta disparidade entre os clubes, uma equipa não favorita tinha maior possibilidade de chegar longe na competição.

Desde a vitória do FC Porto em 2004, os únicos vencedores da competição foram o Barcelona, o Real Madrid, o Liverpool, o AC Milan, o Chelsea, o Manchester United, o Bayern de Munique e o Inter de Milão, ou seja, equipas com capacidades financeiras elevadas. Não é tarefa fácil competir com os melhores da atualidade, devido à diferença de qualidade dos plantéis e, prova disso, é a dificuldade de um ‘outsider’ em conseguir vencer ou jogar uma final europeia.

As equipas selecionadas nas páginas seguintes são as maiores surpresas da Liga dos Campeões na última década, tendo em conta o desempenho realizado, em função da fase alcançada.

Jogadores do FC Porto contra as condições da DGS

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A Direção Geral de Saúde já definiu, no último domingo, algumas regras para que o futebol possa retomar no final do mês, mas, essas mesmas regras, foram o mote para a revolta de alguns jogadores, incluindo três elementos do plantel do FC Porto que se mostraram indignados.

Após serem definidas as medidas, a Federação Portuguesa de Futebol expôs o ponto 1 do Código de Conduta. Nesse mesmo ponto pode ler-se que “a FPF, a Liga Portugal, os clubes participantes na Liga NOS e os atletas assumem, em todas as fases das competições e treinos, o risco existente de infeção por SARS-CoV-2 e de COVID-19, bem como a responsabilidade de todas as eventuais consequências clínicas da doença e do risco para a Saúde Pública”. Esta medida atribui, assim, responsabilidade própria a cada jogador, assim como aos seus familiares.

Para além dos jogadores, também os treinadores e árbitros estão incluídos. Nesse mesmo documento pode ler-se ainda que “as deslocações dos intervenientes indicados devem restringir-se ao trajeto domicílio-clube/competição-domicílio. Apenas são permitidos contactos sociais com coabitantes e membros do clube (staff estritamente necessário para a prática desportiva)”.

A par destas medidas, entra ainda em vigor a realização de dois testes à Covid-19, o primeiro deve ser feito 48 horas antes do jogo, já o segundo deve ser realizado o mais próximo possível do jogo.

Celebrações como esta não estão permitidas no regulamento da DGS
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No plantel do FC Porto, Danilo Pereira, Soares e Zé Luís reagiram negativamente nas suas redes sociais, mostrando desagrado com as decisões tomadas. Através de emojis e até de palavras – como foi o caso de Zé Luís que escreveu “só pode ser brincadeira” -, os jogadores mostraram estar contra estas mesmas medidas.

As regras aplicadas para o regresso do campeonato também se mantêm para a realização da Taça de Portugal, que será disputada entre o FC Porto e o SL Benfica. Sabe-se para já que o campeonato regressa no dia 4 de junho e tem previsão para terminar no dia 19 de julho. No entanto, tudo pode ser alterado caso haja motivos para tal, uma vez que já há casos de jogadores infetados nas equipas da Primeira Liga.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

A vida de quem rescindiu

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Há dois anos, o Sporting Clube de Portugal passava uma das situações mais difíceis da sua história, talvez a mais dramática. A 15 de maio de 2018 houve uma invasão à academia que envolveu agressões. Um grupo de nove jogadores rescindiu contrato com o clube. Rúben Ribeiro, Rafael Leão, Rui Patrício, Daniel Podence, Gelson Martins, William Carvalho, Bas Dost, Rodrigo Battaglia e Bruno Fernandes alegaram justa causa e abandonaram os Leões. Os últimos três entraram em acordo com o clube para o regresso. O que é feito dos restantes?

Sebastian Vettel e Ferrari: Do conto de fadas, ao divórcio

Caso tenham passado esta semana debaixo de uma rocha (é uma forma legítima de confinamento), foram anunciadas várias mudanças nas equipas para a época de Fórmula 1 de 2021.

Tudo começou com murmúrios vindos da Alemanha de que Sebastian Vettel e a Ferrari não tinham chegado a acordo para uma renovação, sendo confirmado no dia seguinte pela equipa a veracidade dos rumores. Isto ativou a chamada “silly season” sem sequer termos visto os carros em pista competitivamente. Graças a esta mudança, Carlos Sainz foi anunciado na Ferrari, e para o seu lugar na McLaren vai Daniel Ricciardo, mas o artigo de hoje não se foca neles, mas sim em Vettel e na Ferrari.

Um alemão vestido de vermelho trazia memórias de domínio absoluto e, nos primeiros tempos, parecia que a relação tinha tudo para crescer, mas cinco anos depois, chegamos a 2020, e chegamos ao divórcio, sem o tão prometido título. Mas afinal, porque é que surge esta separação?

O regresso que todos esperavam

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No dia 4 de maio de 2020 aconteceu o que todos os adeptos portistas esperavam e ansiavam: o regresso do FC Porto aos treinos após o fim do Estado de Emergência em Portugal e com a forte possibilidade do regresso do campeonato.

Como era de esperar, tudo isto gerou uma grande curiosidade e expectativa nos adeptos que já não assistiam às peripécias do desporto-rei portista desde março…

Os Super Dragões marcaram presença no treino como forma de apoiar o regresso da equipa aos trabalhos, o que motivou alguma indignação pelo facto de, apesar de usarem máscaras, formarem um aglomerado de pessoas sem cumprir uma distância mínima de segurança.

Nesta segunda-feira atípica pudemos assistir pela primeira vez na história, a atletas profissionais de futebol a entrarem no Olival afastados e a sorrirem apenas pelos olhos, visto que a boca estava ocultada pela máscara. Todo e qualquer tipo de contacto teria de ser evitado como forma de segurança para todos os que se encontravam no centro de treinos do FC Porto.

Foi então um regresso aos trabalhos, em que o plantel foi dividido em três grupos, mas só depois da realização de testes imunológicos, que vão confirmar se os atletas já estiveram infetados.

Para além dos habituais elementos relacionados à prática do futebol, o Olival é nestes tempos, um local que permite o contacto, mas sem contacto, ou seja, há a presença física, mas todos os cuidados são poucos entre seres humanos que, naturalmente, não passam ao lado da pandemia. Entre todos os cuidados de segurança, um dos mais vistos foi, sem dúvida, a utilização de desinfetante como forma de proteção individual.

 Relativamente ao treino em si, torna-se importante referir que o primeiro contou com a participação de Francisco Meixedo, jovem guarda-redes da equipa B portista. Nos dias seguintes, também apareceram João Mário e Fábio Vieira. Agora, muitos de vós perguntam: o que isto significa?

Trata-se de uma medida de extensão do plantel principal a jogadores da equipa B que não vão competir mais esta época. Para além disso, vai ser aprovada as possíveis cinco substituições por jogo, e nada melhor que um plantel com muitas soluções para os jogos, que serão desgastantes para qualquer profissional de futebol que nunca ficou tanto tempo longe dos relvados.

Jorge Nuno Pinto da Costa também quis dar o exemplo e acompanhou um dos treinos da semana, mas sempre de máscara.

Ao longo destes tempos, os jogadores viram os seus salários reduzidos, mas continuam sem desistir do objetivo principal de conquistar o campeonato nacional, no qual ocupam atualmente a primeira posição.

A aposta na formação é para manter, principalmente nestes tempos, e espera-se que jovens como Fábio Silva, Fábio Vieira, João Mário, Romário Baró, Vitinha, entre muitos outros, sejam finalmente apostas por um clube que não pode gastar…

Creio que, se houver campeonato, estas caras vão aparecer, e para o ano podem finalmente afirmar-se, não esquecendo que vai haver eleições para até discutir todos os problemas do clube.

Há “males” que até podem vir por “bem” …

Os 5 jogadores mais fiéis a atuar em Espanha

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São cada vez mais raros os atletas que levam à regra o lema “amor à camisola”. Num mundo onde, muitas vezes, o dinheiro fala mais alto, há atletas que resistem a propostas mais tentadoras e outros que, independentemente do estatuto do clube que representam, optam por tentar alargar a sua experiência em diversas equipas ou campeonatos.

Por estas razões e mais algumas, torna-se muitas vezes complicado encontrar situações de atletas que se encontrem a representar o mesmo clube durante anos e anos. Olhando para o caso espanhol, há diversos casos que ascendem a uma dúzia de anos de vínculo contratual, patamar que já é mais difícil de atingir noutros campeonatos. Desde a defesa ao ataque. Desde casos que vêm da formação a contratações quase que singulares. São poucos os jogadores neste contexto, mas importa louvar e particularizar essas mesmas situações.

Os 5 melhores portugueses de sempre na Liga Alemã

Das big 5, a Liga alemã foi a que menos serviu de palco para jogadores portugueses brilharem. Contudo, não foi por isso que tivemos poucos compatriotas a honrar as quinas em terras germânicas.

Do Abel Xavier ao Ricardo Costa, Renato Sanches ao Bruma ou do Petit ao José Dominguez, há menções honrosas para todas as cores, gostos e feitios. Só não há espaço para todos os jogadores.

Depois duma difícil ponderação, e sempre com alguma inevitável opinião à mistura, eis os que considero os cinco melhores jogadores portugueses de sempre na Liga Alemã.