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Belenenses 1–3 Rio Ave: Está (re)animada a luta pela Europa

futebol nacional cabeçalho

O Belenenses que se viu hoje, no Restelo, não foi, certamente, aquele que se tem visto ao longo da época. A exibição fraquíssima perante um Rio Ave bastante sólido, quer no processo defensivo como nos movimentos ofensivos, ficou bastante longe daquelas que colocaram a equipa lisboeta numa posição capaz de lutar por um lugar na Europa.

A entrada do Rio Ave no encontro foi absolutamente implacável. Aos quatro minutos de jogo, e sem pedir licença, Diego Lopes foi percorrendo a área até achar um espaço por onde rematar. Quando o fez, o remate saiu em arco e só parou quando achou o fundo das redes.

O Belenenses, no entanto, foi conseguindo manter posse da bola. No entanto, esta não se traduziu em perigo evidente para a baliza de Ederson, que, com excepção de um cabeceamento por parte de João Afonso, foi quase sempre espectador.  O Rio Ave tinha a sua estratégia bem traçada: não pressionar, esperar que o Belenenses caísse em erro e, quando assim fosse, sair em transição rápida. Acabou por aproveitar bem a ausência de João Meira no onze e a colocação de Sturgeon a ala direito, uma escolha de Jorge Simão que se mostrou bastante infeliz: Tiago Pinto passou por meio mundo e colocou a bola por baixo das pernas de Ventura e dentro da baliza. Demasiado fácil para os Vila-Condenses.

Diego Lopes marcou um grande golo no Estádio do Restelo Fonte: Rio Ave FC
Diego Lopes marcou um grande golo no Estádio do Restelo
Fonte: Rio Ave FC

À entrada para a segunda parte, e com duas alterações feitas – Dálcio e Pelé saíram para dar lugar a Fábio Nunes e a Tiago Caeiro – o Belenenses entrou melhor, desta feita com Sturgeon a jogar a extremo direito ao invés de ala. A diferença notou-se: Rui Fonte criou perigo a Ederson com um remate de primeira após cruzamento do luso-britânico.
Apesar do crescimento do Belenenses no jogo, o Rio Ave não acusou a pressão, e, aos 52 minutos de jogo, fez o golo através dos pés de Del Valle, que, após cruzamento de Ukra, teve tempo para receber, driblar dois jogadores, e finalizar. O jogo estava por esta altura arrumado.

Nos momentos que se seguiram pouco mais se passou no encontro que mereça destaque, para além da bola à trave da baliza do Rio Ave, que teve mais de demérito dos Vila-Condenses do que de mérito dos Azuis do Restelo. Um central fez uma autêntica “rosca” e levou a que a bola acabasse a saltitar na barra, só para ser agarrada por Ederson. Posteriormente, é de fazer destaque ainda para a lesão do capitão Vila-Condense, Vilas Boas, que deu lugar a Nélson Monte.

Foi aos 87 minutos que o Belenenses fez o seu único golo da partida. O Rio Ave estava claramente com o jogo ganho e, por isso, em gestão do jogo. Após lançamento lateral, Tiago Caeiro desviou de cabeça para o segundo poste, onde estava Rui Fonte pronto a finalizar de cabeça. Um 3-1 sem quaisquer esperanças de empate.

Com esta vitória o Rio Ave termina uma série de seis jogos sem vencer e ganha novo fôlego na corrida aos lugares europeus. Recorde-se que, ou com o Sporting a conseguir um lugar na Liga dos Campeões e uma vitória na final da Taça de Portugal, ou com o Braga a vencer a Taça e a manter o 4.º lugar na Liga, existe ainda lugar para o 6.º classificado ter a possibilidade de marcar presença na Liga Europa.

A lutar por esse lugar estão Paços de Ferreira, que conseguiu empatar com o Braga, e os adversários de hoje, Belenenses e Rio Ave. Na próxima jornada os Azuis vão mesmo à Mata-Real, naquele que promete ser um jogo decisivo nesta luta pela Europa. Se o topo da Liga não parece susceptível a surpresas, as lutas de meio da tabela podem certamente dar-nos algumas.

Vitória FC 0-2 FC Porto: Num jogo destes, os serviços mínimos chegaram

eternamocidade

Ao longo deste campeonato, fui dando a opinião sobre aquilo que é o campeonato português e as suas exigências, tendo em conta o nível médio das equipas. Mesmo considerando que há algumas formações de qualidade, como Belenenses, Paços Ferreira, Rio Ave ou Nacional, parece-me óbvio que esta é uma prova demasiado bipolar relativamente ao grau qualitativo das equipas. Por isso, olhar para este Vitória de Setúbal torna-se quase confrangedor, dada a fraca qualidade de muitos dos seus jogadores e sobretudo a falta de uma ideia clara de jogo. Bem sei que sem ovos não se podem fazer omeletes, mas mesmo não tendo o melhor plantel deste campeonato, creio que os vitorianos poderiam fazer mais do que aquilo que o seu estilo de jogo demonstra. Por tudo isto, creio que a exibição do FC Porto esta noite, no Estádio do Bonfim, foi meramente o suficiente para chegar a uma vitória perfeitamente natural.

Nos onzes iniciais, Bruno Ribeiro e Lopetegui optaram por ir ao encontro das expetativas: do lado sadino, destaque para a inclusão de Advíncula no lado esquerdo do ataque, procurando com isso suster o caudal ofensivo portista e aproveitar a rapidez do peruano para a exploração das transições rápidas; do lado portista, Ricardo foi o substituto natural do castigado Danilo, enquanto Herrera e Quaresma voltaram à titularidade depois de terem sido suplentes no clássico da última semana, frente ao SL Benfica. Os primeiros minutos de jogo demonstraram um FC Porto mandão, a procurar – mesmo que sem um ritmo muito alto – chegar rapidamente a uma vantagem que lhe pudesse facilitar o rumo da partida. Para isso, a equipa de Lopetegui decidiu, quase sempre no primeiro tempo, deixar as faixas para os laterais, remetendo os alas Quaresma e Brahimi a uma zona mais interior, procurando criar uma fase de pressão mais alta junto do meio campo sadino. Os comandados de Bruno Ribeiro sentiram enormes dificuldades pelas subidas dos laterais portistas, sobretudo no caso de Alex Sandro, que não raras vezes ultrapassou Zequinha e aproveitou as costas da defensiva vitoriana para criar perigo.

Portanto, não foi de estranhar que tenha sido pelas zonas laterais que o golo portista tenha chegado, após um excelente trabalho de Jackson a arrastar a marcação de três defesas do Vitória. Depois, Ricardo acabou por fazer um cruzamento com conta, peso e medida a que Brahimi respondeu afirmativamente para o primeiro golo portista no Bonfim. A vantagem era natural, tamanho era o domínio portista e a incapacidade gritante para o Setúbal chegar sequer ao último terço dos dragões. Também por isso, o FC Porto continuou a carregar no acelerador, mesmo que de forma não muito intensa. Ainda assim, até ao intervalo o segundo golo poderia ter chegado, numa bela trivela de Quaresma que só Raeder parou.

Como não podia deixar de ser, a segunda parte vitoriana foi completamente diferente. Ao contrário do que havia acontecido no primeiro tempo – em que o meio campo composto por Dani, Paulo Tavares e João Schimdt raramente havia sido intenso o suficiente para provocar erros na fase de construção portista – a segunda parte trouxe-nos um Vitória mais afoito, num bloco mais alto e sobretudo com as linhas mais próximas, procurando explorar a profundidade com o avançado Suk e a velocidade com Zequinha e Advíncula. Mais unida e solidária taticamente, a equipa do Setúbal começou a ganhar confiança num jogo que, à medida que os minutos foram passando, foi perdendo velocidade e intensidade.

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Brahimi marcou o primeiro golo do FC Porto, no Bonfim
Fonte: Página de Facebook do FC Porto

O FC Porto já não controlava o jogo como no primeiro tempo, e o resultado magro não garantia o triunfo final. Por isso, aos ameaços do Vitória – com particular destaque para um cabeceamento de Suk para defesa de Helton – Lopetegui respondeu com dupla mudança: entradas de Evandro e Hernâni para as saídas de Quaresma e Brahimi. A equipa portista ficou mais rápida e sobretudo mais desperta, não cometendo o erro que já tantas vezes lhe foi fatal, que é o de adormecer demasiado o jogo e depois não conseguir responder ao ímpeto adversário. Os minutos finais tinham entusiasmo nas bancadas e crença na equipa da casa, mas o que é facto é que o V. Setúbal, mesmo com muito boa vontade dos seus jogadores, raramente deu a ideia de que podia tirar qualquer coisa do duelo com os dragões.

Por essa razão, os portistas, mesmo sem fazerem uma exibição de encher o olho, acabaram por matar a partida através de Jackson Martinez, que, após excelente assistência de Herrera, desfeiteou Raeder e fez o 18.º golo no campeonato, recuperando a liderança isolada na tabela dos melhores marcadores. Sem ter feito um grande jogo, até porque o adversário não o obrigou a tal, o FC Porto voltou a vencer num dos redutos em que possui maior percentagem de vitórias. Mesmo que sem grandes objetivos para esta reta final do campeonato, fica o registo de mais um triunfo portista. Sem brilho nem sequer grande velocidade e intensidade, os portistas voltam a colocar em três pontos a distância para o líder.

A Figura
Alex Sandro –
O lateral brasileiro fez um jogo a roçar a perfeição no Bonfim. Raramente perdeu um duelo individual e foi, durante toda a partida, um verdadeiro quebra cabeças para Pedro Queirós. Exibição a relembrar os velhos tempos do brasileiro.

O Fora de jogo
Primeira parte do V. Setúbal
– A qualidade do plantel está longe de ser grande mas mesmo isso não justifica um primeiro tempo tão cinzento da equipa de Bruno Ribeiro. Sem atitude nem capacidade de pressão, a equipa sadina pareceu um fantasma tático nos primeiros 45 minutos do jogo desta noite, no Bonfim.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Balotelli, who?

Naquele dia em que Balotelli marcou dois golos à Alemanha, no Euro 2012, todos achámos que estávamos perante uma nova estrela. A imagem do festejo em tronco nu correu mundo, fez capas de jornais, e aqueles dois golos conduziram Itália à final do Europeu. Mario Balotelli saiu do Euro da Polónia e da Ucrânia com o rótulo de craque emergente.

Mas, então, o que é que aconteceu? Depois do verão de 2012, o Super Mario acabou por se transferir para o Milan. De regresso à Serie A, e apesar de uns primeiros três jogos impressionantes, não conseguiu afirmar-se. Os episódios caricatos foram-se sucedendo, uns mais graves que outros, e o seu nome ia aparecendo na comunicação social por motivos bem diferentes dos que já havíamos visto. Acabou por voltar à Premier League esta época para representar o Liverpool.

Roberto Mancini – tal como o próprio o disse – foi um pai para Balotelli. Apoiou-o nos primeiros anos da sua carreira, no Inter, e voltou a reencontrá-lo no Manchester City. Foi ele que decidiu que o jovem jogador estaria bem melhor de volta a casa, de volta à Serie A, quando este saiu para o Milan. Mancini foi o único treinador que conseguiu impor limites a Balotelli mas ao mesmo tempo acarinhá-lo, de maneira a extrair dele os melhores resultados. Este tipo de jogadores precisa deste exacto tipo de treinadores: exigentes, fortes, competitivos, mas com tempo para ouvir, treinar e melhorar.

Balotelli não se conseguiu impor em Liverpool Fonte: Facebook Liverpool FC
Balotelli não se conseguiu impor em Liverpool
Fonte: Facebook Liverpool FC

Esta época, em Liverpool, também não foi de boa memória para Mario Balotelli. Com apenas um golo marcado, o internacional italiano foi quase sempre segunda opção e voltou a não conseguir afirmar-se. Com o futuro em aberto, penso que seria melhor para Balotelli voltar às origens – talvez mesmo ao Inter de Milão -, ao futebol que bem conhece e às linhas de passe que o isolam na cara do guarda-redes.

Sinto falta da velocidade irresponsável, dos remates que não pediam licença a ninguém, da rebeldia benigna que atraía verdadeiros lances de mágico. Balotelli precisa de assentar, de um técnico que o respeite e acalme, e precisa, essencialmente, de fazer com que esqueçamos as nódoas negras no seu currículo. Tem talento para isso e muito mais.

24 anos é muito pouco, e este Super Mario tem muito por onde crescer. Fico à espera de que volte ao seu melhor nível e ao seu melhor futebol, para que no próximo Europeu possamos outra vez falar de uma estrela em ascensão. Mas, desta vez, acertadamente.

Foto de capa: Facebook Oficial de Mario Balotelli

Pequenos passos rumo à grandeza

porta

O fim de semana passado foi, com algum eufemismo à mistura, bastante agridoce. Confesso que apesar de ter crescido numa casa em que António Livramento ou Ramalhete eram pronunciados com a mesma vivacidade de Damas ou Yazalde, nunca fui um grande adepto do hóquei em patins. Ainda assim, domingo passado vivi o desempate por grandes penalidades como o meu pai vivia há cerca de vinte anos, e no final, aquando dos festejos de todos aqueles bravos leões, senti aquele Sportinguismo indescrítivel e que passa de pai para filho, de geração para geração e que torna este grande clube em algo único.

Por outro lado, apesar de por escolhas pessoais não ter estado presente no MEO Arena, fiquei desiludido com a derrota frente ao Barcelona. Não por achar que seríamos à partida favoritos, ou porque fosse a obrigação vencer o jogo; apenas porque sinto que era a nossa vez, a nossa oportunidade, e deixámos de novo escapar por entre os dedos. Faz parte perder, e às vezes perder torna os grupos mais fortes. Espero que seja esse o caso e que o Sporting se reerga e que pelo segundo ano consecutivo volte a festejar e a sentir orgulho no Ecletismo que é o Sporting.

As centenas de pessoas que inundaram o Aeroporto da Portela são o exemplo perfeito do que é o Sporting Clube de Portugal Fonte: Facebook  Sporting
As centenas de pessoas que inundaram o Aeroporto da Portela são o exemplo perfeito do que é o Sporting Clube de Portugal
Fonte: Facebook Sporting

As vitórias das modalidades históricas do clube, como a do fim de semana passado no Hoquei em Patins, vêm dar razão aos anos passados a pedir um pavilhão, vêm dar valor a dezenas – ou centenas – de atletas, treinadores e dirigentes que andaram com a “casa às costas” durante mais duma década para que o Sporting não perdesse uma grande parte do que realmente é. São esses os heroís escondidos, não é somente o Bruno, os Nunos ou o Vicente. É toda a gente que dispensava horas do seu dia, sem por vezes receber um cêntimo, para dar ao clube o que ele precisava, a “dose diária de Sportinguismo”.

Graças a eles, a todos eles, daqui a uns meses ou anos levarei os meus filhos ao Pavilhão João Rocha, onde lhes mostrarei o nome do pai num mural com milhares de outros verdadeiros leões, e poderei transmitir tudo aquilo que felizmente o meu pai me ensinou.

O Sporting, o verdadeiro Sporting, não se preocupa com outras cores, com as derrotas dos outros, porque nada disso lhe confere grandeza. O verdadeiro Sporting ultrapassa infinitamente as quatro linhas do relvado do Estádio José de Alvalade.  O Sporting vive numa mesa de ténis com o Diogo Chen, num terreno de corta-mato com o Rui Silva, na ponta do stick do Girão ou na mão cheia de resina do João Pinto.

E é esse o rumo que aos poucos volta a ser criado, e o orgulho que tenho nele é enorme.

Foto de Capa:  Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal.

Millennium Estoril Open: à terceira foi de vez!

cab ténis

Richard Gasquet conseguiu finalmente, e após as finais perdidas em 2007 para Novak Djokovic e em 2012 para Juan Martin Del Potro, conquistar o título em solo português. O francês bateu Nick Kyrgios por 6-3 e 6-2 e conquistou o segundo troféu na atual temporada.

Numa final que até prometia ser bastante equilibrada, sobretudo se tivermos em conta o último duelo entre ambos, em que Nick Kyrgios bateu Richard Gasquet após salvar nove match points, o francês apresentou-se muito mais consistente e justificou por completo a vitória.

Richard Gasquet, contrariamente ao que se tinha passado no encontro de ontem frente a Guillermo Garcia-Lopez, entrou bastante forte e ao sexto jogo fez o break. Nick Kyrios, que pareceu acusar bastante a pressão de estar a jogar a sua primeira final da carreira, não mais foi capaz de assustar Gasquet e perdeu o primeiro set por 6-3.

No segundo set, e mesmo contando com o apoio do público português, Kyrgios voltou a não entrar bem, sofrendo o break logo de entrada. O francês, por sua vez, nunca baixou os níveis de concentração e continuou a exibir um ténis de altíssimo nível. Gasquet conquistou, assim, um título sob o pó de tijolo que lhe fugia desde 2010.

Richard Gasquet a levantar o troféu de vencedor Fonte: Facebook oficial do Millennium Estoril Open
Richard Gasquet a levantar o troféu de vencedor
Fonte: Facebook oficial do Millennium Estoril Open

A velha máxima imperou: à terceira é de vez! A maior experiência de Richard Gasquet prevaleceu sobre a irreverência de Nick Kyrgios. O francês, que estava a regressar de uma lesão, surpreendeu tudo e todos e conquistou o título com toda a autoridade. Relativamente ao australiano Nick Kyrgios, e como anteriormente já foi referido, pareceu acusar bastante a pressão de estar a jogar a primeira final da carreira e nunca foi capaz de praticar o ténis que vinha exibindo ao longo da semana.

Termina, assim, a primeira edição do Millennium Estoril Open. Foi uma semana carregada de emoções e com encontros de alto nível. O Bola na Rede teve o maior prazer em acompanhar o maior evento de ténis realizado em Portugal.

Foto de capa: Facebook oficial do Millennium Estoril Open

A Espanha como referência

A procura de modelos de excelência como forma de encontrar o melhor rumo é comum a todas as áreas, e o basquetebol não foge à regra. Ainda me lembro bem que após o 25 de Abril tivemos acesso ao basquetebol que se fazia na Bulgária e ao desporto da Roménia. Mais tarde, com a introdução da NBA na TV, passámos a sonhar com o basquetebol norte-americano, e as equipas de clube e treinadores passaram a viajar para os Estados Unidos. Recentemente descobrimos que aqui mesmo ao lado mora a melhor Liga profissional (ACB), uma das melhores escolas de formação de treinadores e as melhores selecções jovens do Continente.

Saber quais as características ou competências que tornam os basquetebolistas espanhóis em praticantes de excelência é uma das questões que interessam a muitos dos treinadores nacionais. Como desenvolvem eles essas competências? Como aprendem? De que forma competem? Com que idade se iniciam no basquetebol?

O denominado “Método FEB” colocou Espanha na liderança dos Rankings das selecções jovens da FIBA e é o mais estudado no mundo do basquetebol.

O segredo é simples: métodos de trabalho comuns entre clubes, associações e Federação (Gabinete Técnico), o que permite a detenção e acompanhamento dos talentos.

Claro está que a escolha dos treinadores é determinante e aí escolhem quem quer estar ao serviço dos jogadores numa permanente ajuda para a sua formação.

As sete chaves do método FE são:

1 – O JOGADOR – Procuram os mais competitivos e não os mais altos ou os mais fortes.

2 – ENSINO – Fomentam a habilidade do jogador sem esquecer a correção dos seus defeitos.

3 – TREINADORES – Trabalham com líderes e dinamizadores de grupo.

4 – JOGO – Querem que os jogadores entendam o jogo.

5 – REALIDADE – Trabalham para criar situações similares aos jogos nos treinos.

6 – TALENTO – O jogo é adaptado ao talento dos jogadores e não o contrário.

7 – HUMILDADE – A base do Método FEB é voltar ao início em cada época.

O basquetebol espanhol tem o valor que tem porque, entre muitos outros factores que se completam, os jogadores treinam e competem de forma intensa, seguindo a regra dos 10 anos, que continua em vigor: para atingir a excelência necessita um praticante de 10 anos de preparação cuidada.

A selecção espanhola é das melhores do mundo Fonte: Facebook de Pau Gasol
A selecção espanhola é das melhores do mundo
Fonte: Facebook de Pau Gasol

O desemprego toca a todos

Em Espanha, o basquetebol, como qualquer outro desporto profissional, é um negócio que movimenta muito dinheiro. O orçamento da FEB é de cerca de 45 milhões de euros mas, ao contrário do que acontece em Portugal, cerca de 90% dessa verba é proveniente do sector privado, o que lhes permite aumentar as actividades desportivas e os programas de promoção de carácter social.

Sabemos também que a Escola de Treinadores espanhola é por todos reconhecida por formar muitos e bons técnicos. Contudo, a crise também se faz sentir em Espanha e nesta área, pelo que não se estranha a estratégia da FEB, que procura mover todas as influências para colocar noutras paragens muitos dos treinadores que estão agora no desemprego.

Uma recente informação da FEB dava conta de 52 técnicos a trabalharem fora de Espanha, distribuídos por 32 países diferentes.

A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha…

Sempre defendi que podemos aprender muito com o nosso vizinho do lado na matéria do basquetebol, tentando adaptar o que fazem à nossa realidade.

O mesmo pensa João Freitas, ex-treinador do CAB, que numa atitude corajosa estagia no Real Madrid e tem sido bem recebido. Uma conclusão já tirou: a componente física é determinante. Quem não tem físico não pode jogar ao nível mais elevado. Assim, treinam o mesmo número de horas a parte física e a parte técnico-táctica, desde os Infantis. Muito do conhecimento agora adquirido pelo técnico madeirense tem de ser útil ao basquetebol nacional.

Não tenho também dúvidas de que a presença em Portugal do galego Moncho Lopez, actual treinador do FCPorto e ex seleccionador nacional, tem sido benéfica ao nosso basquetebol e à Associação do Porto em particular.

Tive alguma influência na presença em Clínics de Treinadores de Moncho Monsalve, Jenaro Diaz e Toni Carrillo e não me arrependo, dada a qualidade dos mesmos.

Contudo, corremos o risco de ser colonizados basquetebolisticamente falando se levarmos ao exagero essa ajuda. Assim não faz muito sentido promover Clínics só com espanhóis, relegando os treinadores portugueses para a bancada. É muito discutível também a contratação avulsa de técnicos espanhóis para a nossa prova principal, LPB. A ANTB (Associação de treinadores) já mostrou preocupação à FPB relativamente a esta matéria e não é muito difícil de evitar os erros actuais: basta adaptar o Protocolo da antiga LCB. A taxa de inscrição dos treinadores estrangeiros não pode ser simbólica e tem de ter valores em tudo semelhantes aos praticados nos países de origem. Da mesma forma faz sentido que quem quer treinar a este nível tenha de ter currículo de relevo e não pode ser permitida a mudança de Clube a meio da época, como de forma caricata já foi autorizada esta época.

Tal como recentemente afirmou o futebolista Cristiano Ronaldo, “devemos aprender, tal como fazem os espanhóis, a valorizar mais «o produto da casa» e não tanto os estrangeiros. Espanha tem uma cultura de que gosto, são um povo extrovertido e valorizam o que é deles, algo que devemos aprender em Portugal: não valorizar tanto os estrangeiros, mas sim ‘o produto da casa’”.

Foto de capa: Facebook da ACB- Asociacion de Clubes de Baloncesto

Floyd Mayweather vs Manny Pacquiao: E ainda invicto…

cabeçalho desportos de combate

Escrevo este artigo momentos depois do fim do apelidado “Combate do Século”. E, de facto, apesar de todas as críticas que se possam apontar a determinados momentos e fases deste, o apelido é bem dado. Foi a celebração de duas das mais brilhantes carreiras do Boxe mundial, e, apesar de a nível oficial existir um vencedor e um perdedor, considero que ambos saíram vencedores.

Mayweather venceu por decisão unânime, conforme era expectável e havia sido previsto por muitos analistas da modalidade. O combate poucas vezes esteve a favor de Pacquiao, não porque este não tivesse trabalhado o suficiente, mas porque a estratégia de Mayweather estava predestinada a ser bem-sucedida. As críticas já se amontoam, é verdade, mas “Money” é, sem dúvida, um dos melhores, senão o melhor, boxers defensivos da história da modalidade, e isso verificou-se. Pacquiao é alguém que gosta de lutar em distâncias curtas, ir ao encontro do adversário. Mayweather aproveitou-se bem dessa característica, arrastando sempre o seu adversário, levando-o a arriscar atacar, para depois se desviar e, cirurgicamente, contra-atacar. Deu a entender que Mayweather só se esquivava e fugia de Pacquiao, segundo muitos, mas é impossível não lhe reconhecer o sucesso da estratégia.

Apesar de tudo, Pacquiao ainda fez danos, com destaque para uma esquerda, na quarta ronda, que levou Mayweather a encostar às redes e simplesmente defender até que o filipino terminasse o descarregar de socos. Esta foi a única ronda que Pacquiao claramente venceu. Nas restantes, Pacquiao ainda conseguiu acertar algumas sequências, mas Mayweather nunca pareceu em perigo. Dois dos juízes atribuíram ainda a “Pac” a 6.ª, 9.ª e 10.ª rondas, mas estas ficaram tão em aberto que seria justo para qualquer um dos lados.

Posto isto, porque é que se pode considerar que Pacquiao não perdeu, realmente? Porque os fãs assim o entendem. O apupar de Mayweather por parte do público no final da luta diz tudo: Manny continua a ser o favorito. O público acha que o filipino deveria ter ganho. E isso pode vir a ter mais valor do que a vitória oficial. O próprio considera que Mayweather pouco mais fez do que esquivar-se. Não saberemos se desencadeará uma desforra, mas uma coisa é certa: Pacquiao acha que consegue vencer e o público também. É algo que está nas mãos de Mayweather.

O americano é, agora, o campeão unificado (WBA, WBC, WBO, The Ring) da categoria de Peso Médio e leva 48 vitórias, 0 derrotas. Disse, em entrevista pós-luta, que voltaria a lutar em Setembro. Mesmo que vença, não deve terminar a carreira por aí. Certamente caminhará para o número redondo (50) de vitórias e só aí irá terminar aquela que tem sido uma das mais belas carreiras da história do boxe, juntamente com a de Manny Pacquiao. Será ainda mais bela se a sua quinquagésima vitória for contra este mesmo. Apenas futuro dirá se vai terminar com mais um “E ainda invicto…”.

Foto de Capa: Mark J. Rebilas, USA TODAY Sports

Sporting 2-0 Nacional: Sr. Presidente, livre-se de vender este jogador!

sexto violino

E se William Carvalho passasse a jogar a defesa central? E Nani a ponta-de-lança? Ou ainda Adrien a trinco, como Paulo Bento tantas vezes insistiu? Decerto não renderiam nem metade do que rendem nas suas posições naturais. Ora, se isto é unânime com todos os jogadores, por que razão merece Fredy Montero um tratamento diferente? É óbvio que o colombiano não é nem nunca foi um jogador de área, um matador. A sua veia goleadora inicial quando cá chegou, tão fantástica como singular, induziu muitos Sportinguistas em erro.

A verdade é que quem esperar que Montero marque 30 golos num campeonato, como um qualquer Jardel ou Falcao, ficará obviamente desapontado, uma vez que El Avioncito nunca foi esse jogador. Mas quem lhe pedir para actuar nas costas do ponta-de-lança, jogando entre linhas, ora vindo atrás buscar jogo ora entrando na área para tentar o golo, distribuindo e tentando passes de ruptura, verá nele um dos melhores futebolistas a jogar em Portugal.

E, este ano, há uma curiosidade: Montero, o tal que nunca marca, leva mais golos do que Slimani, o matador – 14 tentos em 1957 minutos contra 13 em 2062 do argelino. Não quero, contudo, ser mal interpretado: acho que há lugar para ambos no onze do Sporting. É até possível que actualmente tenhamos o grupo de avançados mais equilibrado e concretizador desde o título de 2002. Porém, é necessário que se perceba que, assim como Slimani não pode desempenhar o papel de típico “avançado vagabundo” a cair nos corredores, também não se pode pedir a Montero que jogue como única referência atacante. Os seus pés de veludo não merecem ser “engolidos” por centrais duros e esfomeados. Montero afasta-se deles, não em fuga, mas para poder criar jogo para os restantes companheiros. Mesmo quando não marca, o colombiano joga e faz jogar. É o presente e o futuro do Sporting. Será um crime se for vendido!

Quanto ao jogo em si, não houve, uma vez mais, grandes motivos de interesse. Um Sporting já sem objectivos no campeonato e a contar os dias para a final da Taça venceu um Nacional bem organizado mas a quem faltou mais engenho no último terço do terreno. Como já vem sendo habitual, os leões entraram sonolentos e voltaram a dar uma parte de avanço a um adversário pressionante e incomodativo, motivado pelo facto de o 6º lugar ter passado a dar acesso à Europa. Numa defesa onde Jéfferson e Ewerton estiveram algo intranquilos, foram Rui Patrício (noite calma com uma excelente defesa a remate de Tiago Rodrigues aos 28’, no melhor período do Nacional) e, sobretudo, Paulo Oliveira (excelente segunda parte, com vários cortes importantes a serenidade habitual) quem mais contribuiu para, por uma vez, o clube de Alvalade acabar uma partida sem golos sofridos.

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Montero voltou a bisar. É atrás do avançado que o colombiano rende mais
Fonte: Facebook oficial do Sporting CP

No meio-campo, destaque para mais uma exibição agradável de André Martins (qualidade e critério com a bola no pé, procurando sempre a solução mais simples e parecendo até mais expedito do que aquilo que Adrien costuma mostrar; outro exemplo de um jogador que rende mais se actuar na sua posição natural…) e para o facto de Rosell (pouco acrescentou e foi rendido por Adrien no descanso) continuar a quase nunca conseguir jogar mais do que 45 minutos de cada vez, no máximo. Já Capel esteve muito apagado, embora com a entrega habitual (saiu ao intervalo depois de duas perdas de bola que originaram outros tantos contra-ataques perigosos) e Mané apareceu algumas vezes solto, ainda que a bola não lhe chegasse.

Marco Silva apresentou menos um homem na zona intermédia com o objectivo de conseguir maior volume ofensivo, mas foi apenas com a entrada de Carrillo, ao intervalo, que os leões começaram a criar perigo. Jogando uma ou duas velocidades acima dos colegas, o peruano colocou algumas bolas venenosas na área, uma das quais resultou no primeiro golo de Montero (boa jogada, embora Gottardi seja mal batido). Louve-se, a partir daí, a atitude do Nacional, que adiantou jogadores em busca de algo do jogo. Contudo, esse comportamento arrojado criou mais espaço para o ataque do Sporting explorar – particularmente Carrillo, Mané e Montero, mas também com alguns lances de envolvimento de Cédric. Tanaka esteve mais apagado, sendo rendido por João Mário na hora de defender.

Até final, nota apenas para uma das melhores jogadas do encontro, quando Montero, no meio-campo e de costas para a baliza adversária, dominou uma bola alta e difícil e lançou Mané na esquerda, com o jovem a galgar terreno e a abrir espaço, após defesa incompleta do guarda-redes, a novo golo do próprio Montero. Vitória do Sporting, que assim segura o 3º posto, embora os visitados tenham passado por alguns apertos quando venciam apenas pela diferença mínima. O Nacional ganhou vários lances aéreos em bolas paradas, e não se percebe como é que uma equipa que está a defender uma vantagem oferece tanto espaço nas costas para o adversário explorar. Tem sido uma constante ao longo da época e, talvez por isso, o Sporting já esteja afastado há muito da luta pelo título…

A Figura

Fredy Montero – Não tendo feito uma exibição sublime, foi um dos elementos mais esclarecidos e somou novo “bis”. Com Tanaka na frente, pôde baixar no terreno sem que com isso a equipa ficasse “órfã” no ataque. É este o esquema que o Sporting tem de usar contra a esmagadora maioria das equipas, e é difícil entender como Marco Silva só se apercebeu disso no fim da época e quase por acaso, quando começou a rodar a equipa… Nota também para Carrillo, que entrou ao intervalo e revolucionou o jogo. Foi o único a trazer velocidade e repentismo, mesmo antes do golo.

O Fora-de-Jogo

Defesa do Sporting – Hoje foi um dos raros jogos em que a baliza leonina ficou a zeros, mas não por falta de oportunidades para o Nacional. E não é que os madeirenses tenham tido muitas. A verdade, porém, é que qualquer bola que chegue perto da baliza verde-e-branca é uma aflição. Tanto espaço nas costas, mesmo a ganhar, tantos buracos no meio e falhas de posicionamento… Contra adversários melhores, estas falhas, que deste modo passam quase em claro, teriam custado golos. Hoje tremeram Jéfferson e Ewerton e valeu Paulo Oliveira.

 

Foto de capa: site oficial do Sporting CP

Millennium Estoril Open: Gasquet e Kyrgios sofrem, mas vencem

cab ténis

Num dia marcado mais uma vez pela excelente adesão do público, Nick Kyrgios, que está pela primeira vez na final de um torneio ATP, e Richard Gasquet, já por duas vezes finalista no Jamor (2007 e 2012), qualificaram-se para a final de amanhã.

O primeiro encontro do dia, pelo menos no que diz respeito aos singulares, opôs o australiano Nick Kyrgios ao espanhol Pablo Carreno Busta. Era o primeiro encontro entre os jogadores. Carreno Busta entrou bastante bem – pancadas bastante profundas e a servir muito bem (83% de pontos ganhos com o primeiro serviço) – e arrecadou com toda a justiça o primeiro set por 7-5. Na segunda partida, e embora Kyrgios tenha salvado um break point logo no primeiro jogo de serviço, o australiano assentou o seu jogo e ganhou o segundo set no tie-break. Carreno Busta acusou em demasia a perda do segundo set e não mais foi capaz de voltar ao bom ténis que havia vindo a praticar durante o primeiro set. Em conferência de imprensa, Kyrgios afirmou estar bastante contente com a vitória e também não ter qualquer preferência relativamente ao adversário da final de amanhã.

Nick Kyrgios foi o primeiro a apurar-se para a final
Nick Kyrgios foi o primeiro a apurar-se para a final
Fonte: Facebook oficial do Millenium Estoril Open

A segunda meia-final do dia, que colocou frente a frente Richard Gasquet e Guillermo Garcia-Lopez, este último com uma impressionante série de oito vitórias consecutivas, prometia ser mais um excelente encontro, e assim foi. O espanhol entrou melhor e ao sempre importante sétimo jogo fez o break. No segundo set, Gasquet, que não estava a conseguir contrariar o excelente momento de forma de Garcia-Lopez, elevou o nível e fechou a segunda partida por 6-2. Aproveitando o ascendente depois de recuperar de um set de desvantagem, o francês fez o break logo no jogo inaugural da terceira e decisiva partida. Garcia-Lopez, provavelmente acusando o desgaste físico e também psicológico a que tem sido sujeito nas últimas semanas, parecia derrotado. Contudo, e quando o francês servia para fechar o encontro, Lopez conseguiu fazer o break e manteve-se, assim, vivo no encontro. Este, que na minha opinião foi o melhor de todo o torneio até à data, só viria mesmo a resolver-se no tie-break. Gasquet não pareceu afetado pelo facto de não ter fechado o encontro a 5-4 e acabou mesmo por se qualificar para a final ganhando o tie-break por 7-1

Posto isto, e perspetivando a final de amanhã, Nick Kyrgios e Richard Gasquet dão garantias de que iremos ter mais um excelente encontro. Os jogadores já se defrontaram por duas vezes, com uma vitória para cada lado. No entanto, no que ao pó de tijolo diz respeito, Gasquet venceu Kyrgios por 7-6/6-2 e 6-2, num encontro a contar para a taça Davis. A minha aposta vai, por isso, para o francês. Foi mais um dia de Millennium Estoril Open.

Foto de capa: Facebook oficial do Millenium Estoril Open

Gil Vicente 0-5 Benfica: O título está já ali

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Este era à partida um jogo bastante decisivo nas contas do título. Porque o Benfica fora nem sempre joga como nos habitua, porque o Gil Vicente precisava desesperadamente de pontos e poderia preparar uma táctica que impedisse o campeão nacional de jogar como quer, e por toda a conversa ao longo da semana sobre a nomeação de Capela.

Mas passando da teoria para a prática, o Benfica mostrou porque é melhor e ganhou facilmente em Barcelos. A surpresa no 11 foi a entrada de Sulejmani para o lugar do lesionado Salvio, deixando de fora Ola John e Talisca. O primeiro golo surge aos 15 minutos por Maxi Pereira, fruto de uma forte pressão por parte do Benfica. O Gil bem tentou, mas a sua vontade foi fatal. Jonas (quem mais?) num lance de contra-ataque marcava o segundo e dava a entender que este jogo seria bastante calmo. O brasileiro apanha, à condição, Jackson Martinez na lista de melhores marcadores. No entanto, o Gil Vicente não baixou os braços e por duas vezes Júlio César teve de intervir, tranquilizando os muitos benfiquistas presentes no estádio.

Maxi, autor de um improvável bis Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Maxi, autor de um improvável bis
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Talvez colocados em sentido pelos dois lances de perigo do Gil Vicente, o Benfica entrou na segunda parte pronto para tirar qualquer dúvida quanto ao vencedor. Ainda muitos adeptos vinham dos bares do estádio e já Luisão marcava o terceiro golo do jogo. Agora era só uma questão de saber por quantos iria ganhar o Benfica. O resto do jogo foi apenas o Benfica a espalhar magia pelo relvado, jogando a seu bel-prazer. Jonas (que classe) e Lima combinaram para o brasileiro marcar o quarto e estiveram presentes no quinto golo, o segundo de Maxi Pereira. Pelo meio o Gil Vicente tentava o golo de honra, merecido para quem nunca baixou os braços, mas que não esconde as fragilidades da equipa de José Mota.

Três jogos, três finais e o 34 está mesmo ali ao virar da esquina. Os benfiquistas já o começam a sentir, mesmo sem entrar em euforias. Uma palavra para o árbitro, que foi tema durante a semana, mas que esteve bem. José Mota deveria preocupar-se mais com a sua equipa. Eu também recebi uma chamada da Austrália mas a referir-se ao facto de este Gil Vicente ser tão fraco.

A Figura:
Maxi Pereira – Há tanto por onde escolher: Jonas, mas já é um pleonasmo tê-lo aqui, Julio César, pela calma que tem, mas decidi escolher Maxi Pereira. Grande jogo do uruguaio recompensado com dois golos. Maxi respira o Benfica como ninguém e merece a renovação.

O Fora de Jogo:
Lesão de Gaítan – Com dores musculares, o argentino teve de sair no intervalo. Esperemos que não seja nada de grave, pois Gaitan é fundamental para o Benfica, principalmente quando ainda não há Sálvio e só faltam quatro jogos.