Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!
“Diogo Jota Challenge”, “Rúben Neves Challenge” e o “Duelo Improvável” entre Ricardinho e Nani são os primeiros destaques desta iniciativa.
“Numa grande missão de responsabilidade social, a FPF eSports pretende inspirar, entreter e servir Portugal através do futebol virtual. Neste momento em que o futebol está suspenso e em que ficar em casa significa salvar vidas, a FPF cria o movimento #JOGAEMCASA. Esta iniciativa promove várias competições e desafios de futebol virtual, abertos a todos aqueles que querem voltar a sentir as grandes emoções do desporto-rei, em segurança, nas quatro linhas com um comando na mão.
O #JOGAEMCASA vai possibilitar que todos continuem a estar perto dos grandes craques portugueses. Duas competições que vão proporcionar isso mesmo são o “Diogo Jota Challenge” e o “Rúben Neves Challenge”, disputados no FIFA 20 H2H para a PlayStation 4. O vencedor de cada prova tem duelo marcado com os próprios Diogo Jota e Rúben Neves – em jogos com transmissão no Canal 11 – e ganha uma camisola autografada pelos internacionais portugueses.
Esta iniciativa também vai contar com uma série de “Duelos Improváveis” e o primeiro embate tem tudo para ser lendário: Ricardinho vs. Nani. Será um duelo jogado em PlayStation 4 no FIFA 20, e à melhor de 3, com transmissão no Facebook das Seleções de Portugal.
Fique em casa e participe ou acompanhe as transmissões semanais nos canais digitais da FPF e Canal 11, com a voz de Gonçalo “Bombnuker” e a presença de muitos convidados especiais.”
Ronda 2 do Masters Challenge 1v1 da FPF Esports definida!
Fonte: FPF Esports
Ficou também definida esta passada semana a Ronda 2 do Masters Challenge da FPF Esports, novamente com mais uma fase de grupos. 5 grupos de 9 jogadores cada, com um total de 45 jogadores ainda em prova. No grupo A, o destaque para Gouvy10 e Tuga810. No grupo B, Dani7sporting, Somosnos e Troppez são os favoritos. No grupo C, JOliveira10, NunoBC e Diogo10FIFA como jogadores em destaque. No grupo D, Runrun e Seensationzz são os jogadores com mais experiência e, por fim, um Grupo E muito forte com Bernasfigue5, TiagoAraujo10, RastaArtur e ainda IBrunoRatoI.
Grandes jogos da Ronda 2 que começam já amanhã a partir das 21:00. A segunda ronda vai contar ainda com dois jogos transmitidos pelo Canal 11, primeiro no YouTube e depois na TV. Jogos esses que podem conferir na imagem.
De quando em vez, os deuses do futebol enviam para a Terra verdadeiros génios que possuem um toque de bola que não pode ser chamado outra coisa senão divinal. Rui Manuel César Costa é um desses exemplos. Lenda do futebol nacional, e do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa é daqueles casos unânimes, um daqueles de que é impossível não gostar.
Dono de um drible de outro mundo, curto e veloz, senhor de um remate forte e portentoso, criador de passes de fazer inveja a qualquer médio desta e de qualquer outra geração. Senhoras e senhores, o “Maestro” era tudo isto!
Ver Rui Costa a jogar era como ver poesia em movimento, um daqueles jogadores em que o dinheiro do bilhete era bem gasto, pois para além de ver futebol, ainda se tinha direito a um espetáculo de magia. E que bom era ver tal coisa! Um 10 puro, como já não se vê hoje em dia.
No glorioso esteve (apenas) três anos no plantel principal, depois disso teve de mostrar o seu génio por terras italianas, para onde se transferiu para representar a ACF Fiorentina. Por lá chegou, viu e conquistou o coração dos adeptos “viola”.
De Florença mudou-se para Milão para representar o AC Milan, fazendo parceria com nomes como Paolo Maldini, Andrea Pirlo, Shevchenko, Filippo Inzaghi e Clarence Seedorf. Nomes incontornáveis da história do futebol italiano e europeu.
Com o passar dos anos, e com o término da carreira como jogador a aproximar-se, Rui Costa voltou ao “seu” clube. Tinha então 34 anos e mais duas temporadas pela frente.
Na Luz, mesmo já sendo um veterano, mostrou que a qualidade não havia desaparecido e realizou um desfecho de carreira incrível. A título de exemplo, na sua última temporada como profissional, o “Maestro” disputou 45 partidas e apontou 10 golos.
Mas havia chegado o dia em que os relvados perdiam um pouco de magia. Foi a 11 de maio de 2008 que o internacional português se despediu definitivamente da carreira de jogador profissional de futebol.
Fora dos relvados, o craque nascido na Amadora, ingressou na estrutura do SL Benfica, onde desempenha o cargo de administrador da SAD encarnada até ao dia de hoje.
Rui Costa assumiu cargos diretivos no clube da Luz, prolongando a sua ligação ao clube encarnado após ter terminado a sua carreira de jogador Fonte: SL Benfica
No total foram 780 as oportunidades que os adeptos tiveram para ver Rui Costa a espalhar o seu charme e classe pelo relvado. Em 780 jogos como profissional marcou não só 121 golos, como a memória dos amantes do desporto-rei.
No seu palmarés conta com dez troféus conquistados entre Portugal e Itália. Ao serviço dos encarnados conquistou um campeonato nacional e uma Taça de Portugal. Em Florença, conquistou mais três troféus: duas Taças de Itália e uma Supertaça italiana. Milão foi onde mais conquistou, tendo vencido uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, a Serie A, a Taça de Itália e mais uma Supertaça italiana.
Na seleção nacional portuguesa, Rui Costa perfilou-se como uma das peças fulcrais do meio campo, até à chegada de Deco, pertencendo à famosa “Geração de Ouro”. Também ao serviço da seleção das “quinas” o “Maestro” conquistou, tendo sido fundamental na conquista do Mundial de sub-20 em 1991 que se disputou em Portugal.
Rui Costa era, então, o “Maestro” e cada jogo era um recital. Um jogador que certamente deixa saudades a quem teve oportunidade de o ver jogar. Era diferenciado e foi, sem qualquer dúvida, um dos melhores jogadores a passar pelo Sport Lisboa e Benfica.
A liga italiana viveu os seus anos de ouro durante a década de 90, que se prolongaram até ao início do presente século. Durante este período, arrecadaram oito Taça UEFA (atual Liga Europa) e duas Liga dos Campeões. As equipas teoricamente mais fortes eram a Juventus e o AC Milan, e foram as equipas que conquistaram a prova internacional mais importante a nível de clubes neste espaço de tempo: o conjunto de Turim em 96 e a turma de Milão em 2003. A nível interno, também foram os que conquistaram mais “scudettos” (campeonato italiano) ao longo destes anos.
A realidade é que o futebol em Itália não se centrava apenas nestes dois clubes, porque havia sempre muita competitividade internamente, e o domínio alargava-se à Taça UEFA, com inúmeras conquistas para os restantes clubes. Entre 1989 e 1995, o troféu foi seis vezes para o país da bota. O Inter de Milão conquistou-a duas vezes, a Juventus outra duas, a Nápoles uma e o Parma outra. Três anos depois, o Internazionale venceu a taça novamente e no ano seguinte foi a vez do Parma.
Além disso, houve ainda seis finalistas italianos derrotados e todos eles diferentes: o Inter, a Juventus, a Roma, a Fiorentina, a Lazio e o Torino. A partir da última conquista do Parma, mais nenhum clube italiano foi capaz de triunfar nesta prova.
Havia ainda equipas com grande qualidade, que nunca chegaram a vencer nenhum troféu europeu, no entanto, tinham sucesso a nível nacional. É o caso da Lazio, que viveu os seus melhores anos na viragem do século, tendo conquistado a liga em 1999/2000, assim como os seus eternos rivais, a AS Roma, que também venceu o campeonato na época seguinte.
Os anos de ouro italianos iniciaram-se com o revolucionário Diego Armando Maradona, que liderou a equipa napolitana à conquista de dois “scudettos” e ainda uma Taça UEFA. El Pibe era considerado por muitos o melhor futebolista desses tempos e o último título coincidiu com o fim da era dourada dos Gli Azzurri, visto que, em 1991, Maradona foi afastado dos relvados durante 15 meses, por ter acusado positivo no teste à cocaína.
Fonte: SSC Napoli
A saída do astro argentino não foi tão grave para o campeonato italiano, que se estruturou nos anos seguintes para criar uma hegemonia no futebol europeu. As estrelas apareciam de todo o lado. Lothar Matthaus, vencedor da Bola de Ouro, estava no Internazionale e o jogador mais caro do mundo, Roberto Baggio, acabava de chegar a Turim para representar a “vecchia signora”.
O que a Espanha foi durante a última década, recolhendo grande parte dos troféus europeus, era uma semelhança à Itália no final do século XX. Era a liga mais atrativa, que juntava os melhores jogadores, e reconhecida pelo seu futebol clássico e de extrema importância a nível defensivo, que ainda ficou marcado até aos dias de hoje.
A presença de estrelas foi crucial para o desenvolvimento desta liga e marcou uma identidade especial no futebol deste país. Paul Gascoigne é um dos exemplos, pois foi importante para a mística dos adeptos da Lazio, que rapidamente ganharam um carinho especial pelo inglês. O avançado dos biancoceleste, Beppe Signori, marcou um total de 141 golos na liga italiana, mais do que Gabriel Batistuta, uma lenda argentina com uma carreira notável em Itália. Batigol representou a Fiorentina durante quase uma década e teve direito a uma estátua em sua honra na cidade de Florença. O avançado viria mais tarde a mudar-se para a capital, para vencer a Serie A pela AS Roma.
A Sampdoria também escreveu uma bela história neste capítulo, com a conquista do “scudetto” em 1990, e alcançando a final da Liga dos Campeões, dois anos mais tarde, perdendo para o Barcelona com golo de Ronald Koeman. O mítico Gianluca Vialli era o craque da equipa e viria a transferir-se mais tarde para a Juventus, por um valor recorde de 12 milhões de euros. A Juventus era uma superpotência e contava com a estrela Baggio, antes de se mover para o rival AC Milan, Antonio Conte, que ocupava todo o meio-campo, mais Paulo Sousa na equipa que arrecadou a Liga dos Campeões em 1996.
Roberto Baggio é, talvez, o jogador mais talentoso do campeonato a atuar nesta era e foi o primeiro a vencer a Bola de Ouro, a jogar o ano todo em Itália. Em 1997, Ronaldo Fenómeno também coletou o troféu individual enquanto jogador do Inter de Milão, embora tenha jogado a primeira metade desse ano no Barcelona, antes de se transferir para os nerazzurri por um valor recorde de 19,5 milhões de euros.
Baggio venceu apenas um troféu europeu na sua carreira e mais dois “scudettos” em dois clubes diferentes, em anos seguidos, e viveu episódios caricatos enquanto atleta dos bianconeri, porque a sua mudança para Turim nunca foi bem aceite pelos adeptos da Fiorentina. Num jogo entre estas duas equipas, a Juventus ganhou um penálti e Baggio recusou-se a bater. O seu colega Luigi De Agostini assumiu a responsabilidade e falhou, o que foi motivo de grande polémica.
O primeiro título italiano de Baggio coincidiu também com o primeiro de um jovem de 20 anos chamado Alessandro Del Piero. “Del Piero tem tudo para ser um grande jogador”, disse Baggio, e não falhou a previsão. Ravanelli recorda essa mítica época em que alinhava na frente com esses dois grandes avançados e ainda com o goleador Gianluca Vialli, orientados por Marcelo Lippi, técnico que se diferenciava por motivar os jogadores de forma especial.
O AC Milan viveu momentos históricos durante a década de 90 com Van Basten, Gullitt e Rijkaard com toda a força a comandarem as tropas da equipa invencível no campeonato, desde maio de 1991 até março de 1993 (58 jogos seguidos). Foi conhecida como a era “Milan degli Invincibli”, no início da carreira do técnico Fabio Capello, sucessor de Arrigo Sacchi, um dos professores do futebol e vencedor de duas Taças dos Campeões Europeus.
Fonte: AC Milan
O título de 1993/1994 é considerado quase um milagre para o clube, visto que perdeu praticamente todos os melhores jogadores do meio-campo para a frente. Van Basten lesionou-se gravemente, Jean-Pierre Papin, Gullit e Rijkaard saíram do clube e a transferência recorde, Gianluigi Lentini, contratado ao Torino por 13 milhões, teve um acidente e ficou em coma. Mesmo assim, foram campeões com apenas 15 golos sofridos e 36 marcados em 34 jogos, com mérito para um muro de betão liderado por Maldini e Baresi. Como se não bastasse este feito histórico, a Liga dos Campeões também foi para Milão, depois de uma demolição por 4-0 frente ao Barcelona.
O Milan ainda passou por momentos complicados no final da década, com mudanças de treinador sistemáticas, no entanto, ainda conseguiu vencer mais um “scudetto” com Olivier Bierhoff como referência no ataque. Depois desta década, o Milan ainda arrecadou mais uma Liga dos Campeões em 2002/2003, eliminando o Inter de Milão nas meias-finais e a Juventus na final, com craques como Seedorf, Rui Costa, Maldini, Inzaghi, Pirlo, Shevchenko, entre outros.
A Wrestlemania está mesmo à espreita e, tendo em conta as circunstâncias nas quais se irá realizar, será sem dúvida um evento único. O facto de não haver público presente torna a experiência de assistir qualquer evento desportivo muito estranha. Ainda assim, esperemos que a qualidade dos combates não seja afectada.
Deste modo, tentarei prever todos os combates anunciados, sendo que tal será difícil porque, como se sabe, a WWE já gravou as duas noites da Wrestlemania e, aparentemente, ter-se-á dado ao trabalho de gravar diferentes finais para certos combates.
The Kabuki Warriors vs. Alexa Bliss e Nikki Cross
Este combate foi dos últimos a ser anunciados para o grande evento e apenas servirá para ter mais um título em jogo – os Women’s Tag Team Championships.
De resto, é difícil prever este combate, uma vez que é impossível saber o que a WWE quer fazer com estes títulos. Durante a maior parte do último ano, estes têm sido menosprezados. Apenas no TLC tiveram alguma relevância, mas desde aí não houve nenhuma rivalidade à volta dos mesmos.
Assim, penso que Alexa Bliss e Nikki Cross serão as vencedoras, pelo simples facto das Kabuki Warriors já serem campeãs há muito tempo.
Previsão das Vencedoras: Alexa Bliss e Nikki Cross
Otis vs. Dolph Ziggler
Surpreendentemente, esta é das rivalidades mais interessantes e com maior história à entrada para a Wrestlemania.
Tudo começou no dia de São Valentim, quando Otis tinha combinado um encontro com Mandy Rose. No entanto, esta terá mandado uma mensagem a Otis dizendo-lhe que estava atrasada. No entanto, quando Otis chegou ao restaurante, Mandy já tinha chegado e estava acompanhada por Dolph Ziggler. Ao ver isto, Otis deixou cair as suas flores e foi-se embora.
Portanto, há meses que Otis quer colocar as suas mãos em Ziggler, e apesar de o ter feito no Elimination Chamber, não teve oportunidade de o castigar como desejaria.
Prever este combate é um pouco complicado, mas espero que Otis saia vencedor para finalmente ter a sua vingança.
É no leste da Europa, longe dos habituais palcos do estrelato, que se vive uma realidade completamente diferente do resto do continente. Quer seja em termos desportivos, ou de qualquer outro setor da atividade laboral. É na Bielorrússia, país que a nível de população pode dizer-se “à imagem” de Portugal (aproximadamente 9,5 milhões), porém distinto nas ideologias e hábitos praticados, sobretudo nesta época de combate à Covid-19.
O Presidente da República, Aleksander Lukashenko, continua a desvalorizar a pandemia que tem vindo a assombrar o mundo. O líder bielorrusso não implementa medidas de prevenção, e ainda incentiva a população a fazer o seu dia a dia, como se nada fosse: “A vida continua. Não podemos colocá-la em espera”, disse. Enquanto isto, o país conta já com 104 casos de infeção confirmados e uma morte.
Desta forma, a Liga de futebol começou este mês – campeonato composto por 16 equipas, que apenas se inicia em março devido às condições climatéricas durante o inverno – e tem atraído o interesse de canais televisivos de outros países. Se o interesse de plataformas oriundas de Rússia e Ucrânia pode considerar-se natural (pela proximidade geográfica e cultural), o mesmo não se pode dizer de nações como Israel e Índia.
Fonte: FC Bate
Contudo, este pode ser um dos poucos pontos positivos para a Bielorrússia, consequentes dos efeitos do novo Coronavírus, bem como da postura orgulhosa do seu maior representante (que para muitos, é o último ditador do Velho Continente). Graças à suspensão dos principais campeonatos, os jogadores deste podem dar-se a conhecer a outras paragens, valorizando-se, o que não é propriamente normal nesta realidade.
Decorridas duas jornadas, o FC Minsk lidera; em contraposição, clubes de maior renome internacional, como o Dínamo Minsk e o BATE Borisov, estão nesta altura “afundados” na tabela classificativa. O mesmo BATE que venceu 13 das últimas 15 edições da prova, e que tem sido o expoente máximo da Bielorrússia no panorama internacional.
A UEFA anunciou o adiamento do Euro 2020 para o ano seguinte, face à pandemia que se está a verificar no mundo, actualmente, tendo agora a data de início prevista para 11 de Junho de 2021. E esta situação levanta uma série de pontos de interrogação sobre o que será da equipa das quinas no próximo ano.
Antes de mais, começando pelos jogadores que estão numa fase mais avançada da carreira. Cristiano Ronaldo é um caso sério de longevidade no desporto mundial e, certamente, não irá desperdiçar a oportunidade de marcar presença na competição, mesmo que isso implique que tenha de gerir a sua condição física ao longo da época.
Entre os jogadores mais veteranos está também o caso do médio João Moutinho, que tinha vindo a realizar grandes prestações no Wolverhampton Wanderers FC e continua a ser umas das escolhas de eleição de Fernando Santos. Mas, na minha opinião, os casos mais bicudos são os dos centrais Pepe e José Fonte.
Com 36 e 37 anos respectivamente, José Fonte e Pepe vinham a ser titulares ao longo da época, mas, tendo em conta a idade avançada que têm, é difícil garantir esse estatuto na próxima época.
Renato Sanches tem sido uma das figuras do Lille nesta época Fonte: Swansea AFC
Quanto aos jogadores com uma idade mais avançada, convém lembrar que, por norma, estes demoram mais tempo a recuperar a forma e a condição física do que jogadores mais jovens. E esta situação levanta uma incerteza quanto à condição física destes jogadores quando passar esta pandemia.
Ainda para mais, há uns aninhos atrás que o futebol português vinha a carenciar de jovens defesas-centrais com talento. Por isso, espera-se que jogadores como Rúben Semedo, Ferro e Diogo Leite sejam capazes de dar continuidade à sua evolução, de modo a conquistar um lugar na equipa das quinas.
Para além destes jogadores, este adiamento também pode ser prejudicial para jogadores que não eram aposta regular, mas que vinham a fazer por merecer um lugar na competição. Entre estes casos, saliento principalmente o de Renato Sanches.
O médio formado no Benfica tem vindo a relançar a carreira no Lille Olympique Sporting Club Métropole, tendo já integrado por várias vezes o onze da jornada na Liga Francesa e só mesmo algum azar o afastaria da competição, mas com o adiamento do Euro 2020 as circunstâncias podem alterar-se até lá.
Até ao próximo ano, muita coisa há-de acontecer. E espero que nessa altura haja bom senso nas escolhas e que possamos partir para a guerra com os melhores à disposição.
Em terras minhotas – especificamente, em Braga, no Estádio 1.º de Maio – encontrámos a atleta que está a dar a reviravolta na História do Atletismo Nacional. De apenas 19 anos, Mariana Machado dá-nos a conhecer um pouco da sua história, do seu percurso no desporto, da sua vida académica e da importância que o Atletismo tem tido em Portugal.
– O início da viagem ao mundo do Atletismo e a «herança» na Modalidade –
«Fui apurada ao [corta-mato] nacional, e, como adorei a experiência, comecei a treinar mais. A partir daí, fiquei encantada por este mundo».
BnR: Em primeiro lugar, gostaríamos de começar por uma curta viagem ao passado. Como é que descobriste a modalidade?
Mariana Machado: Na verdade, a modalidade de Atletismo sempre esteve muito presente na minha vida, porque a minha mãe foi atleta olímpica e sempre me incutiu o hábito pelo desporto. É óbvio que, o facto de a minha mãe ter praticado Atletismo, sempre me foi incutido, tanto pela minha família, mas também pelas pessoas que conheciam a minha mãe, que diziam «também vais correr como a tua mãe», e, assim, as pessoas «de fora» acrescentavam sempre uma pequena pressão. Por isso, penso que foi por aí que o Atletismo surgiu.
BnR: Quando é que começaste a praticar?
Mariana Machado: Comecei a praticar Atletismo um pouco tarde, com 14 anos, se não me engano. Porque, inicialmente, no meu quinto ano, eu queria praticar, mas a minha mãe achava que era uma vida de muitos sacrifícios, e muito treino, e achava que eu ainda era muito nova. Só no nono ano, é que muitas pessoas me tentaram trazer para o Atletismo, inclusive a minha treinadora, Sameiro Araújo, que na altura era treinadora da Bárbara, e também houve um professor meu de educação física que me convenceu a entrar num corta-mato escolar. Fui apurada ao [corta-mato] nacional, e, como adorei a experiência, comecei a treinar mais. A partir daí, fiquei encantada por este mundo, basicamente.
Mariana Machado, ao lado da sua treinadora, Sameiro Araújo, no campeonato da Europa de Cross-Country, em 2018 Fonte: SC Braga Atletismo
BnR: Consegues definir um pequeno momento em que te apercebeste que o Atletismo era realmente a modalidade certa para ti (por exemplo, uma prova, um treino, entre outros)?
Mariana Machado: Essa prova, que foi a minha primeira competição a nível nacional, que o meu professor me convenceu a ir – o [corta-mato] regional, e depois do regional passar ao nacional, que se realizou na Guarda –acho que foi onde me apercebi que poderia chegar mais longe. Pode ter sido um décimo lugar completamente insignificante, mas, para mim, teve bastante valor, e fez-me consciencializar da decisão de entrar mesmo a sério no mundo do Atletismo. Foi um décimo lugar que conquistei sem sequer treinar para o Atletismo, e aí percebi que isto é um bocado de talento e genética que tenho em mim. Essa prova marcou-me muito, porque, para mim, foi descobrir um mundo novo, algo que foi como «amor à primeira vista». Nesse ano, ganhei a minha primeira medalha a nível nacional, fui vice-campeã aqui [Estádio 1.º de Maio], e, a partir daí, consegui alcançar coisas cada vez maiores, a ambicionar cada vez mais, e, quando é assim, uma pessoa já não quer parar e quer conquistar ainda mais, e ganhar.
BnR: Poderias ter considerado qualquer uma das outras disciplinas do Atletismo, mas optaste pela corrida. Queres-nos explicar um pouco mais sobre esta escolha?
Mariana Machado: A verdade é que eu não tenho jeito para mais nada, sinceramente(risos). No primeiro ano que comecei a praticar Atletismo com a Sameiro, ainda fiz provas combinadas – uma competição que engloba lançamentos, salto em comprimento e em altura, velocidade, barreiras – e ainda fui terceira a nível regional, mas desde cedo me apercebi que só me conseguia destacar nas provas de corridas, e mais longas, principalmente do meio fundo e o fundo. Gostava de fazer um bocadinho de tudo, mas tinha um pequeno «ódio» a fazer barreiras. Mas desde cedo que a minha genética me levou a corrida contínua, e meio fundo/fundo.
BnR: Falando de Atletismo propriamente dito, tens feito competições por 800m, 1500m, 3000m e corta-mato. Das quatro, qual é a disciplina em que te sentes mais à vontade?
Mariana Machado: A que eu me sinto mais à vontade… É difícil. 800m não é de certeza (risos), porque os 800m é uma prova muito dura, e para o qual eu não tenho caraterísticas muito boas. É uma prova incrível de ver, das minhas favoritas no Atletismo, mas não tenho o perfil indicado para a fazer [800m], mas faço – ainda este ano bati o meu recorde pessoal – mas mais numa forma de me preparar para os 1500m, que penso que é a minha melhor prova, e é das que gosto mais, porque não é uma prova muito rápida como os 800m, nem tão demorada como os 3000m.O corta-mato também tem um gostinho muito especial. São duas provas [1500m e corta-mato] muito diferentes – uma é em cross, outra é em pista – e, o corta-mato, é sempre diferente. Nunca encontrámos um corta-mato igual ao outro, e gosto imenso dessa diversidade. E acho que é no cross [corta-mato] que se vê a garra do atleta. Quem tiver mais garra, é o candidato a vencer. No início do ano, fiz corta-matos, fui ao Europeu de Cross-Country, e agora vou voltar a focar-me nos 1500m. Mas são as minhas duas disciplinas de eleição.
BnR: És filha da antiga atleta olímpica de Atletismo, Albertina Machado, e um verdadeiro exemplo de que “filho de peixe sabe nadar”. Essa influência familiar também foi uma das razões que te levou à escolha da modalidade?
Mariana Machado: Sim, claro.O facto de a minha mãe ter sido atleta, é óbvio que me incutiu o hábito pelo desporto. Mas nunca me forçou a nada, muito pelo contrário, no início até era ela que nem queria muito. Mas, desde que eu me decidi, e comecei a mostrar resultados na modalidade [corta-mato], ela também ficou contente por eu me estar a sobressair num desporto que ela tanto adora. E é sempre muito curioso esse provérbio [filho de peixe sabe nadar], e as pessoas, muitas vezes, associam, e eu também acredito que haja uma componente genética. Mas acho que foi sobretudo uma decisão minha, e o facto de eu ser muito ambiciosa, e muito persistente, que me levou a continuar na modalidade. Ter a minha mãe como suporte ajuda bastante, e é sempre bom ter em casa alguém que possa aconselhar neste aspeto.
Mariana Machado com a sua mãe e ex-atleta olímpica, Albertina Machado Fonte: Câmara Municipal de Braga
BnR: Para além da tua mãe, Albertina Machado, quem é que também consideras que é uma influência e uma “inspiração” para fazeres o que fazes?
Mariana Machado: Várias pessoas me perguntam se eu tenho ídolos ou inspirações. Eu inspiro-me nas pequenas pessoas, nos atletas com os quais eu trabalho diariamente. Claro que vejo resultados de atletas internacionais, e fico abismada: «Como é que é possível correrem assim?». Mas eu não sei qual é o trabalho que está por detrás disso. Por exemplo, no meu grupo de treino, eu vejo o quanto eles trabalham e se esforçam diariamente, e acho que é nessas pessoas que eu me inspiro. As pessoas que eu consigo ver realmente o seu esforço, trabalho e dedicação.No Atletismo, tenho como inspiração a minha mãe, claro, porque é uma pessoa com quem eu lido diariamente, e acompanho o seu esforço diário.
BnR: Alguma vez sentiste uma pressão acrescida por todo este histórico familiar que carregas, na modalidade?
Mariana Machado: Claro, há sempre uma pequena pressão. Mas, para ser sincera, nunca fui uma rapariga de ceder à pressão. Sempre lidei bem com ela [pressão], e nunca fiquei nervosa pelo facto de ser filha da Albertina, e das pessoas ficarem de olhos postos em mim por isso. Quando vou para uma competição internacional, sei do trabalho que tenho feito. Tenho consciência de que, se estou lá, é porque estou bem preparada, e só tenho que estar confiante do trabalho que realizei, e, só penso que o trabalho que tenho tido seja recompensado nas próximas provas. Acho que, quando trabalhamos bem, só tem tudo para os resultados correrem o melhor possível, e o melhor ainda está para vir.
No terceiro episódio desta quarentena falamos sobre o futuro do campeonato português, pós-pandemia. Como será? Os nossos comentadores do BnR TV traçam possíveis cenários e deixam críticas para vários intervenientes do meio desportivo!
Com Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues e Marco Ferreira.
Futebol à porta fechada: tem pairado no ar essa possibilidade nos últimos dias. O momento é de grande incerteza e engloba todas as áreas da sociedade. O futebol não foge à regra e em Portugal, como por toda a Europa, tudo se encontra em suspenso, à espera que a tempestade passe.
Com a confirmação do adiamento do Campeonato Europeu de Futebol para 2021, abre-se uma janela para se poderem disputar as restantes dez jornadas da Primeira Liga, que Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, admite realizar, ainda que à porta fechada. Contudo, estará sempre dependente do que decretarem as instâncias governamentais sobre a matéria.
Para já, a hipótese em cima da mesa é terminar a temporada a 30 de Junho, pelo que é nesta janela de três meses que tudo tem que acontecer. Na ótica de Pedro Proença é fundamental que se termine a época desportiva, de modo a serem apurados os campeões da liga e perceber-se quem sobe e quem desce, para que depois a temporada de 2020/2021 possa decorrer dentro da normalidade.
Atualmente apenas um ponto separa FC Porto e SL Benfica na classificação, com os dragões no comando da liga. Mais abaixo, SC Braga e Sporting CP disputam o último lugar do pódio, separados por quatro pontos, lugar que dá acesso direto à Liga Europa. Na luta europeia encontram-se ainda Rio Ave SC, Vitória SC e FC Famalicão. Abaixo da linha d’água estão CD Aves e Portimonense SC, que há muito fazem contas à vida,e que são nesta altura os principais candidatos à descida. E agora?
O campeonato está parado há mais de três semanas e as equipas impedidas de treinar, pois também estão sujeitas às medidas de isolamento social, pelo que a preparação física dos jogadores é sobretudo de cariz individual. São por isso levantadas algumas questões quanto à condição em que aparecerão os atletas, que dificilmente terão margem para uma espécie de pré-época, uma vez que o calendário será seguramente apertado.
Na jornada 25, o campeão nacional Benfica recebe o CD Tondela no Estádio da Luz. Com uma média de 52 479 espetadores por jogo, as águias são líderes do ranking de assistências na liga. O chamado “Inferno da Luz” costuma ser arma importante para empurrar a equipa para a vitória, um ambiente efervescente e por mais que uma vez elogiado tanto pelos próprios jogadores, como por adversários. Os restantes oponentes do Benfica em jogos em casa são: Santa Clara, Boavista, Vitória SC e Sporting. O dérbi que marca o fim do campeonato e que pode ser decisivo no desfecho final será também jogado sem público, o que em jogos desta natureza pode muito bem ser decisivo.
O Estádio da Luz é Estádio com a melhor média de assistência esta época em Portugal Fonte: Bola na Rede
Com 35 625 espetadores em média por jogo, o Porto segue no segundo lugar do ranking de assistências e conta receber no Estádio do Dragão: CS Marítimo, Boavista FC, Belenenses SAD, Sporting CP e Moreirense FC. Em 12 jogos disputados em casa, o Porto apenas perdeu contra o Braga, na altura orientado pelo agora treinador dos leões Rúben Amorim, o que demonstra bem a força dos azuis no seu território. Com as bancadas despidas de público será interessante ver se mantêm a mesma consistência, com especial destaque para a jornada 32, um clássico à porta fechada.
O Braga é apenas sexto no ranking de assistências, com uma média de 10 587 espetadores por jogo, no entanto é um clube muito acarinhado pela sua massa associativa. Há duas jornadas que podem ser decisivas para as contas finais do campeonato, a 28 e a 34, com Vitória SC e Porto como respetivos adversários. A rivalidade entre os de Braga e Guimarães é sobejamente conhecida e representam por norma jogos escaldantes, com a atmosfera criada pelo público a transferir-se para o retângulo de jogo. Também aqui será interessante perceber o comportamento de ambas as equipas em resposta ao silêncio nas bancadas.
O Sporting, terceiro deste ranking, com uma média de 30 234 espetadores por jogo, poderá ser o clube que, no plano teórico, retira maior vantagem da situação. Para além das supramencionadas deslocações às casas dos dois maiores rivais, a próxima jornada ditou a visita a Guimarães, com os leões frente a frente à turma de Ivo Vieira, equipa que com uma assistência média de 16 910 espetadores se posiciona como quarta classificada no ranking, sendo o Berço tradicionalmente um terreno difícil para as equipas adversárias.
Este cenário é, claro, hipotético e está dependente dos mais diversos fatores. A acontecer, colocará todos os adeptos agarrados às televisões, em suas casas, sozinhos ou com as suas famílias. Terá de ser assim, pela segurança de todos. Há ainda a questão das receitas de dia de jogo, que sem adeptos é inexistente, mas os prejuízos de não se terminar a temporada serão seguramente maiores do que haver futebol à porta fechada.
Com o prolongamento do estado de emergência, as pessoas continuam limitadas no que podem fazer e a possibilidade de ter futebol seria uma boa forma de se manterem entretidas. É um tema que certamente continuará a marcar a atualidade desportiva e em breve deveremos saber mais novidades sobre o assunto.
Para esta partida, José Peseiro não pôde contar com Enakarhire, Rogério, Carlos Martins e Pinilla, todos lesionados.
No segundo jogo da eliminatória, o AZ Alkmaar adiantou-se no marcador, à passagem do sexto minuto de jogo por intermédio de Kenneth Pérez. Com este golo, os holandeses estavam na frente da eliminatória. Os leões empataram o jogo antes do intervalo, o goleador luso-brasileiro, Liedson, colocou a bola no fundo das redes, após remate de Polga.
No segundo tempo, o Sporting entrou bem, dispôs de várias oportunidades de golo, sobretudo através de transições rápidas, explorando a velocidade de Douala e Liedson. No entanto, ao minuto 78, o conjunto orientado por Co Adriaanse empatou a eliminatória através do suplente Huysegems. Com o segundo golo dos holandeses, o jogo seguiu para prolongamento, estava tudo empatado na eliminatória.
O tempo-extra começou com o Sporting, com algum, ascendente. No entanto, ambas as equipas dispuseram de oportunidades de golo. Na baliza leonina, Ricardo foi correspondendo aos lances de perigo do AZ. O Sporting, por seu lado, com Pedro Barbosa e Tello, que haviam entrado na segunda parte, ambos em destaque nos melhores lances ofensivos.
Já decorria a segunda parte do prolongamento quando Jaliens adiantou o AZ Alkmaar nesta meia-final, apontando o 3-1, na sequência de um canto. No final da partida, ao cair do pano, decorria o minuto 120, quando o Sporting voltava a marcar. Rodrigo Tello de pé esquerdo levantou a bola para a área, onde estavam os 11 jogadores leoninos e apareceu o herói de Alkmaar: Miguel Garcia, com o ombro a colocar o Sporting na final da Taça UEFA 04/05.
Uma página histórica para o Sporting, um jogo tremendo com emoção do principio ao fim, no De Alkmaarderhout. Uma vitória na eliminatória, conseguida através do Esforço, Dedicação e Devoção, mas também de uma equipa que acreditou e lutou até ao fim. O dia 5 de maio de 2005 ficará na memória dos sportinguistas, bem como Miguel Garcia, para sempre conhecido como “herói de Alkmaar”.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Ricardo (GR), Miguel Garcia Anderson Polga, Beto Severo, Rui Jorge (Marius Niculae, 110’), Fábio Rochemback(Pedro Barbosa, 86’), Custódio, João Moutinho, Ricardo Sá Pinto, Douala, (Rodrigo Tello, 75’), Liedson
AZ Alkmaar: Henk Timmer, Jaliens, Barry Opdam, Ron Vlaar, Tim de Cler, Denny Landzaat, Adil Ramzi (Ali Elkhattabi, 64’), Barry Van Galen, Tarik Sektioui (Christy Janga, 120’), Kenneth Pérez, Robin Nelisse (Stijn Huysegems, 72’)