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Vitória SC 1-0 Sporting CP: Leões falham assalto ao Castelo

Vitória SC e Sporting CP defrontaram-se no Estádio D. Afonso Henriques para o campeonato nacional. Em plena época natalícia, ambas as formações procuravam a sua prenda na bonita cidade de Guimarães. Tanto os da casa como os forasteiros apresentavam bons resultados nas últimas partidas: do lado do Sporting CP, desde que Marcel Keizer chegou a Alvalade, os Leões não conheciam o sabor da derrota até este encontro; do lado dos conquistadores, Luís Castro tem dado mostras de ser um treinador com alma de conquistador, não só por sucumbir ao acenar das libras do Reading FC como por ter totalizado cinco jogos sem perder.

No plano teórico, o encontro tinha tudo para ser um “jogo de tripla”: ou dava empate ou vitória para uma das formações. Mas é no campo que se prova quem é melhor. O futebol resiste pouco à teoria das probabilidades: são onze contra onze e uma bola. O resto é conversa.

Ambas as formações iniciaram a partida no seu habitual 4x3x3. Na impossibilidade de utilizar Mattheus Oliveira por estar emprestado pelos Leões à formação vitoriana, Luís Castro apostou em Pêpê para o meio-campo, atuando a oito, no apoio ao homem mais adiantado do miolo da formação da casa, André André. Wakaso foi o médio-defensivo de serviço como vem sendo já habitual na equipa da cidade Berço.

Do lado do Sporting CP, a defesa apareceu logo com uma novidade: André Pinto entrou para o lugar do castigado Sebastián Coates. O tridente ofensivo contou também com Jovane Cabral a titular como ala esquerdo, em substituição do habitual nessa posição, Nani. Destaque ainda para a titularidade de Miguel Luís que tem merecido a confiança de Keizer para compensar o lesionado Wendel.

O jogo começou com uma clara supremacia da equipa da casa. Logo ao minuto sete, Renan teve que se aplicar para tirar uma bola que vinha do lado esquerdo do ataque do Vitória, prontinha para Guedes finalizar ao seu bel-prazer. Em resposta, o Sporting lançou as suas armas, e Douglas retira a bola da cabeça de Bruno Fernandes já muito perto da área vitoriana.

Mas foi a formação de Guimarães que teve sempre mais critério na saída para o ataque e nem precisou de tanta posse de bola para o fazer (no final da primeira parte, o Sporting CP tinha 60% de posse contra apenas 40% da equipa de Luís Castro). O jogo sportinguista era mastigado, de nada adiantava ter posse de bola se não se sabia o que fazer com ela. As tarefas defensivas do Vitória SC faziam-se com particular astúcia, ensinando a Keizer como se defende: por várias vezes, era o extremo Davidson que descia até zonas mais recuadas do terreno, auxiliando o lateral Rafa Soares no bloqueio à rapidez de Diaby.

A toada ofensiva dos conquistadores continuava de vento em popa: ao minuto 15, remate fora da área de Davidson, levando Renan a uma excelente defesa. Só ao minuto 18, Diaby tenta surpreender Douglas após um remate à entrada da área, mas sai ligeiramente ao lado da baliza do Vitória SC. A equipa da casa parecia que tinha estudado à minúcia os pontos fracos da formação sportinguista.

Além de condicionar a primeira fase de construção dos leões, explorava o lado esquerdo da defesa da equipa verde e branca quer pelo ala direito Tozé quer pelo lateral do mesmo lado, Dôdô. Tozé, aliás, esteve em excelente plano durante todo o jogo, sendo uma peça fundamental na manobra ofensiva da equipa de Luís Castro. Foi coroado com um bom golo, o único do encontro, fora da área, após cobrança de um pontapé de canto ao minuto 26. Renan muito pouco podia fazer para defender o esférico. Estava feito o um a zero para a equipa da casa, que se veio a manter até ao final da partida.

Jovane Cabral não correspondeu e saiu ao intervalo
Fonte: Sporting CP

A segunda parte teve a mesma característica da primeira: um Sporting CP dominado e um Vitória SC conquistador. A exceção a esta máxima talvez tenha sido os primeiros minutos do segundo tempo, já com Raphinha em campo para compensar o apagado Jovane Cabral na ala esquerda do Leão.

Do lado dos vitorianos, tinha saído André André, jogador essencial na manobra ofensiva dos da casa durante a primeira parte, para a entrada de Ola John. Com esta substituição, “desce” Tozé para o tridente do meio-campo ficando o holandês na ala direita do ataque. Foi Raphinha, do lado dos forasteiros, que ainda tentou surpreender Douglas com dois remates fortes e venenosos no início da segunda parte obrigando o guarda-redes vitoriano a ter que se aplicar com afinco.

Mas, à exceção disso, o Sporting foi sempre uma equipa muito desinspirada, desorganizada e incapaz de ultrapassar a muralha vitoriana. O “futebol espetáculo” do Leão, tão elogiado antes da chegada ao Castelo de Guimarães, encontrou ali uma poderosa resistência nortenha. A equipa da casa foi uma justa vencedora e teve ainda o mérito de impingir, sem espinhas, a primeira derrota de Marcel Keizer ao leme do Leão.

SL Benfica 6-2 SC Braga: Goleada à antiga

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Jogo grande no Estádio da Luz com o Sport Lisboa e Benfica a receber o Sporting de Braga na última partida antes da paragem para o Natal. A equipa encarnada entrou em campo com a equipa esperada, isto é, com oito regressos comparando com a equipa que entrou em campo para a taça de Portugal. A equipa minhota iniciou a partida com sem novidades, apenas Claudemir, médio que fez dupla com Fransérgio no centro do terreno. Uma presença no onze muito anunciada pelos jornais desportivos.

A partida iniciou-se com a equipa encarnada a ter mais posse de bola e a conseguir de certa forma controlar a partida, algo que Rui Vitória tinha dito que iria fazer. Contudo, nessa primeira fase do encontro notou-se um rápido e perigoso Sporting de Braga que causou momentos de perigo junto da área de Oddyseas. Prova disso foi o remate do já referido Fransérgio ao ferro superior da baliza do guardião encarnado.

O Benfica abriu o marcador dentro da primeira meia hora do jogo com Pizzi a rematar de pé direito para o fundo das redes de Tiago Sá. Nota para o excelente movimento do camisola 21 que tirou o adversário da frente e fez a bola entrar na baliza com um belíssimo arco. Após o tento encarnado notou-se que o Benfica, como infelizmente é habitual, retraiu-se e diminui o ritmo de jogo, tentando apenas partir para o ataque com segurança.

Aos trinta e quatro minutos Dyego Sousa recebeu com classe dentro da área encarnada, assistiu o ex-Benfica Ricardo Horta que ao rematar para a baliza foi o grego a superiorizar-se e a defender para canto. A par do lance de Fransérgio, foi este o segundo grande momento de ataque do Braga nos primeiros trinta e cinco minutos da partida.

Trinta e oito minutos decorridos no relvado da Luz e o Benfica marcou o segundo golo da partida. O capitão da equipa, Jardel, marcou de cabeça para a baliza do topo norte. Um lance inspecionado pelo vídeo-arbitro que analisou a disputa de bola entre o central brasileiro e o guarda-redes do Braga. Mérito do camisola 33 por ter marcado, de forma limpa, ao cabecear antes de Tiago Sá tocar na bola. Foi o segundo golo do experiente jogador esta temporada e o primeiro na Liga NOS.

Logo de imediato foi Jonas o jogador em destaque: em frente ao camisola 12 do Braga foi mesmo o guarda-redes minhoto a defender, e de que forma, o remate do jogador do Benfica. Excelente atenção e oportunidade do brasileiro e ao mesmo nível a reação do guarda-redes do Braga.

Os dois rivais regressaram aos balneários para o descanso do intervalo com a equipa a casa a vencer por duas bolas a zero e com mérito no resultado. A equipa visitante tentou ao máximo tirar partido dos seus lances de ataque e de contra-ataque mas não foi suficiente para introduzir a bola na baliza sul do Estádio da Luz.

O sucesso encarnado no meio-campo do Braga deveu-se, de certa forma, aos movimentos entre Pizzi, Zivkovic e Cervi. Estes três jogadores aproveitaram da melhor forma a sua facilidade em jogar tanto nas alas como em zonas mais interiores: Pizzi marcou ao receber na ala esquerda e Zivkovic e Cervi, muitas vezes, jogaram juntos do mesmo ou até mesmo a ocupar a zona onde habitualmente jogam os dois médios portugueses.

Um plantel unido foi o segredo para uma goleada como prenda de natal
Fonte: SL Benfica

Inicio da segunda parte da partida e nenhuma alteração realizada tanto por uma como pela a outra equipa. O Benfica iniciou a partida com a bola, a atacar para o lado sul e com Gedson a criar o primeiro lance de ataque da partida. Uma jogada com direito a uma finta cheia de classe do internacional português mas onde a bola não chegou a criar grande perigo para Tiago Sá.

Três a zero na Luz logo aos quarenta e oito minutos. Grimaldo, de pé direito, a obrigar os jogadores do Braga a irem buscar a bola ao fundo da redes. Um passe a rasgar deixou a bola ao internacional espanhol que, depois de uma “tabela” com um adversário, ficou sozinho frente ao jovem guardião e finalizou rasteiro para a baliza com mais golos marcados da história do clube.

Ainda se comemorava o golo do Benfica e o Braga reduzia para três a um com Dyego Sousa a cabecear cruzado para o lado oposto de Oddyseas. Um bom golo do matador minhoto que reanimou os adeptos da equipa do Sporting de Braga. Não se pedia melhor forma de reatar da partida, dois golos, um para cada equipa e um bom espetáculo de futebol em Lisboa. O Benfica a abrir o marcador do segundo tempo e o Braga a reagir da melhor forma ao golo sofrido.

Havia melhor forma ainda de se iniciar a segunda parte? Sim. Jonas marcaria o quarto golo com Cervi a assistir depois de Gedson fazer um passe para o argentino. O avançado brasileiro voltou a marcar, pela sexta vez consecutiva, numa jogada onde precisou apenas de encostar para o fundo das redes. Dez minutos da segunda parte, dois golos para a equipa benfiquista, um para a equipa bracarense. Com uma segunda parte com tanto ritmo de jogo, a partida ficaria um pouco mais agressiva com o aumento de faltas e amostragens de cartões amarelos.

A primeira substituição da partida ficou a cargo da equipa visitante com João Novais a entrar para o lugar de Ricardo Horta onde Abel Ferreira tentaria fazer alguma mudança no caudal do jogo. Goiano também saiu e Wilson Eduardo entrou numa substituição onde Esgaio acabou por descer para defesa direito. Duas substituições juntas para tentar reagir ao tão desnivelado resultado. Poucos minutos depois foi a vez da equipa encarnada fazer a primeira substituição: saída de Jonas para a entrada do suíço Seferovic. Uma substituição com direito a grande salva de palmas dos adeptos da casa.

Ainda nem Jonas tinha chegado ao banco de suplentes e o Benfica marcava mais um golo ao Braga. O quinto golo foi de Cervi que de pé esquerdo fuzilou a baliza adversária com Zivkovic responsável pela assistência. (Ler acima acerca das movimentações dos dois jogadores). Um golo muitíssimo festejado pelos adeptos, pelos jogadores em campo mas em grande destaque a notável alegria de Jonas fora das quatro linhas.

Mais um, desta vez, André Almeida.. e de pé esquerdo! O camisola trinta e quatro aproveitou a bola no ar e rematou para o ângulo superior esquerdo da baliza. Uma bola muito chegada ao ferro e o resultado ampliado assim para seis a um. Que reação tão ofensiva ao golo sofrido da equipa da casa a deixa Abel Ferreira incrédulo com o que se estava a passar dentro das quatro linhas.

O Sporting de Braga tentou responder da melhor forma ao sexto golo sofrido mas o máximo que conseguiu foi um remate fraco de Wilson Eduardo para as mãos do guarda-redes encarnado. Contudo, dois minutos depois e numa jogada de contra-ataque, João Novais introduziu a bola na baliza norte num belíssimo remate rasteiro. O médio português estava sozinho e apenas teve que rematar para o local mais longe do guarda-redes adversário. Um golo que não levou muitos adeptos bracarenses a festejarem no terceiro anel do Estádio da Luz devido ao resultado desnivelado e a favor do coletivo adversário.

Segunda substituição do Benfica com Jardel, capitão e autor de um dos golos, a dar o seu lugar ao argentino e camisola dois, Conti. A capitão ficou o também marcador da partida, André Almeida.

Aos setenta e cinco minutos foi anunciado pelo speaker que o Estádio da Luz estava esgotado com cinquenta e sete mil adeptos nas bancadas. Uma casa cheia na véspera de jantar de Natal.

Cervi também foi aplaudido pelos adeptos encarnados na substituição que trouxe Krovinovic aos relvados da Luz. Continua assim o processo de regresso ao bom futebol do camisola vinte encarnado.

Após o segundo golo do Sporting de Braga notou-se, tal como na reta final da primeira parte, a um jogo de ritmo mais lento com a equipa da Luz a jogar com jogadores com características de médios interiores para travar possíveis ataques do Braga. O meio-campo encarnado era composto assim por Fejsa, Gedson, Krovinovic, Pizzi e Zivkovic. Fisicamente notou-se também um desgaste por parte dos jogadores de uma e de outra equipa, já não existiam ataques rápidos nem lances perigosos com a mesma frequência que na restante partida. Algo natural numa partida onde tanta foi a velocidade das equipas.

Wilson Eduardo, irmão de João Mário, era apanhado em fora de jogo num dos lances de ataque da equipa do Braga. O já internacional angolano aproveitou a sua velocidade para surgir com perigo em frente ao guarda-redes do Benfica. Um dos últimos ataques da partida e do Sporting de Braga.

A partida chegou ao final com um excelente resultado para o Sport Lisboa e Benfica e uma goleada sofrida pelo Sporting de Braga. A décima quarta jornada termina para estes dois clubes com o Benfica a ultrapassar o Braga na tabela classificativa numa partida onde notou-se uma grande garra encarnada e um Braga muito “aos papeis” nos lances defensivos. Para a história fica o costume: um Benfica a receber e vencer o Braga na Luz.

Foto de Capa: SL Benfica

FC Porto 2-1 Rio Ave FC: O bacalhau ia sendo servido (bem) frio

O recorde foi igualado. A 15.ª vitória consecutiva foi alcançada, mas, para chegar até ela o FC Porto usou uma vez mais a estratégia do costume: dar um golo de avanço ao adversário.

Assim, pelo quarto jogo seguido a equipa de Sérgio Conceição viu-se obrigada a corrigir uma entrada em falso. É certo que o resultado final é que conta e, novamente, a turma azul e branca arrecadou os três pontos. Com três golos nos primeiros 25 minutos, o resto da partida obrigou os adeptos portistas a colocarem o comprimido debaixo da língua. Nem a entrada de Óliver Torres alavancou um dragão que queria muito passar a quadra natalícia na liderança isolada, mas que nem sempre optou pelos melhores caminhos para lá chegar.

É particularmente simples e fácil de contar a história do primeiro tempo. Comecemos pelo ambiente: Um jogo às 15 horas, a um domingo, em vésperas de Natal, tinha tudo para dar certo. E assim foi. 48 208 adeptos não faltaram à chamada e ajudaram a equipa de Sérgio Conceição e reforçar a liderança isolada do campeonato. Isto, tendo em conta que ao longo do dia, Benfica e Sporting ainda teriam de encarar desafios teoricamente complicados. A entrada da equipa, contudo, não foi a de um dragão feroz à procura de ferir e trucidar um Rio Ave que se apresentou personalizado e disposto em contrariar uma história que parecia ter um final decidido bem antes de ser escrita. Vinícius, aos 12 minutos, confirmou a tendência: este FC Porto anda com ‘tiques’ de masoquista. Um mau passe de Corona foi o tónico para que os vila-condenses aproveitassem a ausência de Maxi no lado direito da defesa para aí abrirem uma autoestrada. Gelson Dala descobriu bem o avançado brasileiro e este, no frente a frente com Casillas, só teve de contornar o guardião e atirar a contar.

Ainda assim, nada de dramas. Brahimi decidiu chamar a si todas as atenções e pegou na bola com toda a confiança. O resto… é mais um tratado daquilo a que o argelino nos habituou. Depois de servir Corona na direita correu para área para receber o cruzamento do mexicano, que fez ainda escala na cabeça de Soares antes de parar nos pés de Yacine. Tudo simples e tudo, de novo, igual, menos de quatro minutos depois. O pé, contudo, continuava no acelerador e foi, mais uma vez, a partir do corredor direito qua vantagem sorriu aos portistas. Maxi soltou em Marega que, depois de aguentar o choque com Nélson Monte tocou com categoria para o fundo das redes de Léo Jardim. Até ao final do primeiro tempo, destaque para a perdida de Corona, que tinha tudo para elevar a contagem, mas atirou ao poste.

Foi um jogo muito disputado no Estádio do Dragão
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Se o resultado não mexeu no fim da primeira parte por intermédio de Corona, o inicio da etapa complementar ficaria novamente marcado pelo desperdício do mexicano. Um cruzamento milimétrico de Brahimi, pela esquerda, encontrou ‘tecatito’ solto ao primeiro poste, que desviou por cima. O terceiro golo, da tranquilidade, não aparecia e do outro lado, o Rio Ave, ia acalentando esperanças de colocar em causa a sério vitória dos azuis e brancos. Não criaram perigo evidente, é certo, mas no ar pairou sempre a possibilidade de chegar o empate. Alex Telles teve de oferecer o corpo às balas para evitar que Tarantini fizesse o 2-2, ao deslizar pelo relvado para tirar o pão da boca ao rioavista.

Já com Óliver em campo mas sem melhorias evidentes, seria na área de Casillas que o perigo andaria novamente à solta. Vinícius segurou bem a bola e depois de fugir à marcação dos centrais rematou forte contra o corpo de Felipe. Na recarga, Coentrão atirou muito torto quando poderia ter feito bem melhor. Até ao apito final de Tiago Martins o mais perto que o Estádio do Dragão teve de entrar em êxtase aconteceu no primeiro dos cinco minutos de compensação, quando Fábio Coentrão perdeu a cabeça numa disputa com Maxi e acabou na rua. Para a história fica a certeza de que o Natal, na Invicta, é mesmo azul e branco.

ONZES INICIAIS

FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona (Óliver, 71’), Brahimi (Adrián, 90+1’), Marega e Soares (Hernâni, 81’).

Rio Ave FC: Léo Jardim, Matheus Reis, Nélson Monte, Buatu, Tarantini (Murilo, 79’), Schmidt, Fábio Coentrão, Nadjack, Gabrielzinho (Bruno Moreira, 87’), Gelson Dala (Jambor, 25’) e Vinícius.

Os rookies de Moto3 em 2019

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O que não falta na próxima temporada do campeonato mundial de Moto3 são novidades. A grelha da categoria mais baixa terá muitas jovens promessas do motociclismo em 2019.

Alguns deles já treinaram com as novas equipas e com a nova mota. Entre eles estão o espanhol Sergio Garcia (Estrella Galicia 0,0), o italiano Riccardo Rossi (Kommerling Gresini Moto3) e o campeão do mundo do FIM CEV Repsol Moto3 de 2018, o espanhol Raul Fernandez (Ángel Nieto Team Moto3).

A lista de rookies não fica por aqui. Muitos outros estão confirmados para a próxima temporada, mas ainda não fizeram a sua estreia. O checo Filip Salac (PrustelGP), o britânico Tom Booth-Amos (CIP) e o japonês Ai Ogura (Honda Asia) são alguns dos nomes que surgirão no próximo ano. Estes pilotos inserem-se no grupo daqueles que ainda não estiveram em pista com as suas equipas. A sua estreia ficará assim adiada para 2019, nos próximos testes.

Quem também ainda não testou foi o turco Can Öncü. O campeão do mundo da RedBull Rookies Cup de 2018 já não é novo nestas andanças. O pilote teve a sua estreia em Moto 3 ainda este ano, na última corrida da temporada. O turco não se ficou por aí e acabou por vencer a corrida em solo valenciano. Um momento histórico para o desporto motorizado e uma incrível surpresa para o turco. Can Öncü irá subir para a categoria de Moto3, depois de bater o recorde do piloto mais jovem a vencer uma corrida no mundial, com apenas quinze anos de idade. As expetativas são muitas para o piloto que desafiou todas as probabilidades e que surgirá com as cores da equipa com que se estreou em Valência, a RedBull KTM Ajo.

Outra das novidades é Celestino Vietti (SKY Racing Team VR46). O nome não é estranho, pois o italiano já tinha substituído Nicolo Bulega em algumas corridas em Moto3. Numa delas alcançou um incrível terceiro lugar.

O italiano Celestino Vietti, que fará a sua estreia em Moto3 em 2019
Fonte: SKY Racing Team VR46

Dos pilotos que permanecem na categoria em 2019, alguns mudaram de equipa e de mota e terão algum tempo de preparação para se habituarem às novidades. Entre eles estão os espanhóis Marcos Ramirez (Leopard Racing) e Aron Canet (Max Racing Team), o britânico John McPhee (Petronas Sprinta Racing) e o argentino Gabriel Rodrigo (Kommerling Gresini Racing).

Novos pilotos, novas equipas e novas motas. Muito se espera da próxima temporada e dos rookies que alcançaram a categoria de Moto3 e que farão a sua estreia oficial no próximo ano. 

Com os principais candidatos ao título de Moto3 da época passada a subir para a categoria intermédia, está tudo em aberto para 2019. 

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: RedBull KTM

António Félix da Costa: É para ser campeão?

A nova época de Formula E arrancou no passado dia 15 de dezembro em Ad Diriyah, na Arábia Saudita. Começou bem e foi uma corrida entusiasmante, com indecisão até ao fim, muito devido ao facto de os pilotos terem de se adaptar aos novos carros ou ao novo formato das corridas. Contudo, no final, a bandeira axadrezada desceu para apenas um homem, e esse é António Félix da Costa.

O português teve uma corrida muito longe de calma, com Jean Eric Vergne a não vencer por culpa de uma penalização. Durante toda a corrida, os carros da Techeetah foram sempre mais rápidos que o Bmw Andretti de Félix da Costa. A Formula E é um desporto relativamente recente – vai apenas para a sua quinta temporada, onde houve sempre um vencedor diferente. Deste modo, fazer previsões no inicio da época tem uma grande probabilidade de dar errado. Contudo, esta temporada revela a possibilidade de ter um português como vencedor, e a Bmw Andretti parece ter construído o carro para tal.

Na Formula E, os monolugares são iguais em termos de chassis e componentes aerodinâmicos; as equipas apenas mudam os motores elétricos e suspensão, e, este ano, parece que a Bmw acertou em cheio. Nos testes de pré-época foram os mais rápidos, com o português a liderar a tabela com o melhor tempo, seguido por Vergne e o seu colega de equipa, Alexander Sims. A primeira corrida foi promissora – Félix da Costa qualificou-se em Pole Position e acabou por vencer, mas a história da corrida foi a velocidade estonteante dos carros da Techeetah, onde Vergne e Lotterer eram mais rápidos que os Bmw, e só não ganharam por sofrerem penalizações.

A estreia correu da melhor forma
Fonte: BMW Motorsport

Vai ser uma época longa, em que estas duas equipas vão lutar pelo lugar de topo e, claro, não se pode esquecer a Audi, que, apesar de terem tido uma primeira corrida abaixo das expetativas, são os campeões de construtores, e nunca se devem colocar de lado como possíveis candidatos ao título. Contudo, o facto é que António Félix da Costa tem um carro competitivo, e a possibilidade de mostrar o talento pelo qual há muito ele é conhecido por ter. Desde os seus dias na Formula Renault que ele era considerado um futuro piloto de Formula 1. Fazia parte da academia de pilotos da Red Bull e muitos consideram que o português apenas perdeu o lugar na Toro Rosso em 2014 para Daniil Kvyat por razões políticas. A Formula E pode ser jovem, mas já possui um bom pedigree no que toca à qualidade dos seus pilotos, muitos deles ex-pilotos de Formula 1 a quem não foi dada uma merecida oportunidade, como Jean Eric Vergne ou veteranos muito respeitados, como Felipe Massa. Se o piloto português da Bmw se conseguir afirmar como campeão no meio destes grandes pilotos, vai finalmente demonstrar o seu talento e, quem sabe, finalmente abrir as portas da Formula 1. 

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: BMW Motorsport

Agora quem dá a bola é Jorge Sampaoli

O Santos FC anunciou a contratação do renomado treinador argentino Jorge Sampaoli. O experiente técnico de 58 anos chega ao “peixe” com estatuto de treinador de primeira linha. Também não podia ser de outra forma, pois o currículo do técnico é invejável.

Sampaoli destacou-se quando comandou o Club Universidad de Chile, sendo tricampeão nacional. Considerado o melhor técnico do país, foi convidado a treinar a seleção nacional chilena. A expetativa dos adeptos e da imprensa chilena sobre o trabalho do treinador era grande. O Chile sempre foi um rival tradicional para Argentina e Brasil no continente sul-americano, mas nunca conseguiu estar em pé de igualdade com os dois gigantes. Porém, Sampaoli chegou à seleção e soube trabalhar brilhantemente com o “material” que tinha à sua disposição. Soube entender as limitações da equipa e fez um plano de jogo extraordinário para a seleção. O resultado esteve à vista em 2015 com o inédito título da Copa América.

O mundo abriu os olhos para Sampaoli e uma proposta europeia chegou ao treinador, que prontamente aceitou. O seu destino era o Sevilla FC. Nos blanquirrojos, ficou por apenas uma temporada e levou o clube ao quarto lugar da La Liga, atrás apenas dos favoritos FC Barcelona, Real Madrid CF e Atlético de Madrid. O Sevilla de Sampaoli gostava de jogar com intensidade e pressionava o adversário ainda no seu terreno defensivo.

Jorge Sampaoli levou a seleção chilena à glória ao conquistar o inédito título da Copa América de 2015.
Foto: conmebol.com

Entretanto, uma proposta da seleção argentina fê-lo deixar o clube espanhol. A possibilidade de treinar o seu país num Mundial foi considerada irrecusável pelo treinador. Mas o tempo era curto. A Argentina estava muito mal nas Eliminatórias, corria o risco de ficar de fora do Mundial e Sampaoli tinha pouco tempo para colocar em prática o seu modelo de jogo. A classificação argentina para o Mundial aconteceu apenas na última jornada e as atuações da seleção preocupavam. Sampaoli não conseguia fazer com que a Argentina tivesse um padrão de jogo aceitável e a pesada derrota ante a Espanha, por 6-1, num amigável de preparação para o Mundial, anunciava o fracasso que a participação na competição se poderia tornar.

Os três meses que tinha até à prova não foram suficientes para “arrumar a casa” e a Argentina caiu nos oitavos de final. Pior do que ser eliminada foi o futebol demonstrado pela seleção. A seleção parecia um amontoado de jogadores em campo, totalmente desorganizada e sem padrão de jogo. Claro que a culpa pela fraca prestação caiu sobre Sampaoli. Realmente, o treinador não fez um bom trabalho e os onzes e as substituições foram alvos de críticas.

Esta retrospetiva dos últimos trabalhos de Jorge Sampaoli mostra-nos que a sua carreira tem mais pontos positivos do que negativos. Evidentemente, não podemos ignorar o seu trabalho na seleção argentina, mas desde que comandou o Universidad de Chile que as suas equipas mostram um futebol bastante interessante. Espera-se que o treinador tenha sucesso no Santos. No entanto, vai precisar de se habituar ao famigerado calendário e entender que, em pausas internacionais, o futebol continua. Vai ter que estar preparado para o campeonato estadual – vencê-lo não será nenhuma grande conquista, mas perdê-lo será quase uma tragédia. O Santos também arrisca em contratá-lo. Afinal, o treinador assinou por dois anos e o seu salário gira em torno de um milhão de reais (pouco mais de 225 mil euros). É muito pesado para um clube que está numa situação financeira delicada.

O plantel também precisa de ser fortalecido. Após a saída de “Gabigol”, a equipa perdeu muito do seu poderio ofensivo. Manter Bruno Henrique e reforçar o setor será imprescindível. Se Sampaoli conseguir fazer funcionar a equipa santista em campo, pode fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil, e até lutar pelo título. O ano de 2019 precisa ser de recomeço na vila mais famosa do mundo. Reestruturar o clube e o plantel para que num futuro próximo os frutos sejam colhidos.

Foto de capa: Santos FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os “machos” do futebol português

“Vivemos em Setúbal, uma terra de machos”. Foi esta a frase que o Lito Vidigal disse na conferência de imprensa após o jogo contra o SL Benfica, quando foi questionado pelo seu estilo de jogo abusivamente agressivo. Ao ter ouvido estas palavras, muita coisa me passou pela cabeça. Mas a principal conclusão a que eu cheguei é que é de machos que a malta gosta.

Eu parto do princípio de que tudo aquilo que se vê dentro das quatro linhas parte sempre um pouco da mentalidade das pessoas, mais precisamente, das pessoas que estão nas bancadas. Como tal, acho que qualquer pessoa que acompanhe o futebol português consegue ver que os machos são aquilo de que o povo gosta.

Mas, afinal, o que são os machos? Os machos são aqueles apologistas do autocarro, do anti-jogo e das equipas “sarrafeiras”, do futebol de contenção medíocre, das equipas que mais se preocupam em não deixar jogar o adversário do que mostrar um futebol positivo que valorize o jogo e o jogador, são os apologistas da dureza e agressividade em detrimento das ideias e do modelo. Os machos são aqueles que mais contribuem para o facto da Primeira Liga ser o campeonato da Europa com menor tempo útil de jogo.

José Mota sempre se tem caracterizado pelo seu futebol de contenção
Fonte: CD Aves

Outro dos “machos” mais conhecidos do nosso futebol, José Mota, até tem tentado deixar outra imagem nos jogos contra os grandes, nomeadamente na Supertaça e no último jogo contra o Sporting, onde mostrou uma equipa a jogar de forma mais aberta e a enfrentar o adversário olhos nos olhos, o que por um lado até é compreensível visto que é nestes jogos que têm mais visibilidade, mas ao receber ‘clubes do seu campeonato’ já regressa às velhas lides.

Com isto, eu quero dizer que são os “machos” que contaminam o futebol português e proporcionam espectáculos paupérrimos para as bancadas. E, por favor, não me venham com a conversa de que cada treinador tem a sua estratégia e as suas armas e que temos de respeitar isso. As pessoas vão ao estádio para ver futebol, pagam bilhete e o dinheiro custa a ganhar. Mas, em vez disso, vão ao estádio para verem equipas a demorar eternidades para repor a bola em jogo e jogadores a simularem lesões, e os adeptos gostam.

É por isso que enquanto formos dominados pela mentalidade dos Litos Vidigais e Josés Motas desta vida, o futebol português dificilmente andará para a frente. Que as ideias de Marcel Keizer, Ivo Vieira e Nuno Manta Santos perdurem no nosso futebol e consigam deixar uma imagem mais positiva e que atraia mais seguidores em Portugal.

 

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Juventus FC 1-0 AS Roma: Serviços mínimos garantem Natal confortável na liderança

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No jogo grande da jornada, a Juventus FC entrou em campo a saber que precisava de ganhar para manter a vantagem de oito pontos sobre o segundo classificado, o SSC Napoli. Ao início da tarde, os napolitanos receberam e venceram o SPAL por 1-0, colocando pressão na Vecchia Signora.

Massimiliano Allegri fez duas alterações em relação ao jogo com o Torino, com Szczęsny e Bentancur a entrarem para os lugares de Perin e Emre Can. Do lado dos romanos, Eusebio Di Francesco também fez duas alterações no onze inicial: saíram Juan Jesus e Kluivert e entraram Santon e Schick.

A Juventus entrou bem no jogo, procurando explorar as costas da defensiva da AS Roma. Alex Sandro esteve em destaque por duas vezes: primeiro aos sete minutos, isolado na área, rematou para uma defesa do outro mundo de Olsen e depois aos 17’, com um disparo de meia distância, ao qual o guarda-redes da formação romana correspondeu com uma defesa de elevada dificuldade.

A AS Roma apostava no futebol direto, com ataques rápidos a explorar a velocidade do seu tridente ofensivo, mas sem conseguir criar lances de verdadeiro perigo. Os romanos apresentaram-se dispostos num 4-3-3, que se tornava num 5-3-2 no momento defensivo, com Shick e Ünder a constituírem a primeira linha de pressão e Florenzi a compor a linha de cinco elementos à frente de Olsen.

A intensidade da pressão da equipa de Di Francesco ia oscilando, mas, como é apanágio das equipas italianas, o bloco defensivo apresentava-se compacto e ia sustendo as investidas da equipa da casa.

Aos 34’, num momento de desatenção da defensiva romana, De Sciglio recuperou a bola na direita do seu ataque e fez um cruzamento largo para a área da Roma. Mandžukić ganhou nas alturas ao defesa adversário e cabeceou para o primeiro golo da noite.

Mandžukić marcou o primeiro golo do jogo
Fonte: Juventus FC

Até ao final da primeira parte, a Roma ainda esteve perto de marcar, com N’Zonzi a aparecer em zona central a cabecear, mas Szczęsny encaixou, para levar a Juventus a vencer para o intervalo. O resultado espelhava uma primeira parte onde quase só deu Juve.

A segunda parte foi pobre em oportunidades, com a equipa da casa a descer linhas e a controlar as operações, procurando aumentar a vantagem no resultado, e a Roma a espreitar o contra-ataque.

Aos 58’, Cristiano Ronaldo esteve perto de marcar por duas vezes,mas Olsen esteve intransponível. O jogador português começou por cabecear na zona de penálti para uma defesa de recurso de Olsen e, no seguimento da jogada, recebeu a bola à entrada da pequena área e rematou de primeira para (mais) uma excelente defesa do sueco.

Bentacur controla a bola perante a pressão de Kolarov
Fonte: Juventus FC

O jogo continuava morno, com poucos lances de perigo, e muito disputado no meio-campo. Foi preciso chegar perto do final para se assistirem a novas oportunidades claras de golo.

Em cima do minuto 90’, a AS Roma esteve perto do empate, após um livre no lado direito do seu ataque. Cristante (ex-SL Benfica) saltou mais alto e cabeceou para uma defesa apertada de Szczęsny.

Na resposta, a Vecchia Signora marcou, por intermédio de Douglas Costa, após excelente trabalho de Ronaldo na direita, mas o árbitro anulou o golo após consulta do VAR. O videoárbitro detetou uma falta de Matuidi, que originou a perda de bola da AS Roma.

Num jogo “cinzento” e parco em oportunidades, a Juventus FC venceu a AS Roma e consolidou o primeiro lugar na Serie A, mantendo a distância de oito pontos para o segundo classificado. A equipa de Massimiliano Allegri continua invicta no campeonato e passa o Natal confortavelmente na liderança. A Roma complicou a sua luta pelos lugares europeus e desceu ao décimo lugar.

 

Onzes iniciais:

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Bentacur, Pjanic (Emre Can, 71’), Matuidi, Dybala (Douglas Costa), Mandzukic e Cristiano Ronaldo.

AS Roma: Olsen, Santon, Manolas, Fazio, Kolarov, Cristante, N’Zonzi (Dezko, 79’), Under (Perotti, 71’), Zaniolo, (Kluivert, 46’) e Schick.

Os últimos 5 campeonatos em que o FC Porto foi líder no Natal

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A dois dias do Natal, o FC Porto está neste momento na liderança isolada da liga portuguesa com o Sporting CP e o SC Braga na luta pelo primeiro lugar, em segundo e terceiro lugar, respetivamente. Os Leões encontram-se neste momento a dois pontos dos Dragões e a equipa arsenalista está precisamente a três pontos. No entanto, tanta o SC Braga como o Sporting CP têm amanhã duas deslocações difíceis que poderão fazer com que o FC Porto se distancie na corrida ao título. O SC Braga vai jogar ao Estádio da Luz contra um SL Benfica que, aos poucos, tem recuperado a sua forma e o Sporting vai defrontar o Vitória SC no D. Afonso Henriques, uma deslocação que quase sempre causa dificuldades aos três grandes.

O FC Porto recebe no mesmo dia o Rio Ave FC e tem a oportunidade de passar a quadra natalícia na liderança, uma prenda que todos os adeptos portistas terão desejado. O clube de Vila do Conde já não ganha há quatro jogos e no seu último jogo sofreu uma derrota pesada contra o Sporting CP, por 5-2, a contar para a Taça de Portugal. Os azuis e brancos estão em excelente forma e procuram a 15ª vitória consecutiva e Sérgio Conceição, para além dos três pontos, quer com certeza alcançar o recorde que é até ao momento de Artur Jorge (15 vitórias seguidas).

No entanto, passar o Natal como líder do campeonato nem sempre significa “festa” em abril/maio. Elaboramos e analisamos uma lista das últimas cinco vezes que o FC Porto era líder no dia de natal para provar tal facto.

Académico BC 21-32 Sporting CP: Clássico termina com vitória tranquila dos leões

Clássico em Braga este sábado, com a equipa do Académico BC a receber, no histórico Pavilhão Flávio Sá Leite, o Bi-Campeão nacional Sporting, num jogo que punha frente a frente o quarto e segundo classificados, respetivamente. A equipa de Lisboa entrava nesta partida sabendo que precisava de vencer para não deixar fugir o FC Porto, primeiro classificado do Campeonato, que vencera na sexta feira o Boa Hora FC por 32-20 em jogo antecipado da 16ª jornada.

Jogo com duas partes totalmente diferentes. Uma primeira parte muito intensa – como é costume -, e com a palavra-chave a ser o equilíbrio entre os dois conjuntos. O ABC começou por defender muito aberto, oscilando entre o 3-3 e o 3-2-1 no plano defensivo. Uma defesa agressiva que colocava muita pressão no ataque leonino comandado pelo experiente Carlos Ruesga. Já no plano ofensivo, o ABC mantinha o seu jogo caraterístico de posse e circulação lenta para depois tentar penetrações aos seis metros ou fazer combinações com o pivot.

Nos minutos iniciais, o ABC ainda conseguiu uma ligeira separação de três golos. O Sporting conseguia, contudo, ganhar várias bolas com a sua forte defesa, o que dava origem a contra-ataques concretizados pelo ponta-direita Fábio Chiuffa, que rapidamente chegou aos 5 golos, fruto da sua velocidade. As duas equipas foram assim para o intervalo com o resultado de 12-13 para o Sporting.

Fonte: Federação de Andebol de Portugal

A segunda parte foi diametralmente oposta, em grande parte devido ao enorme jogo de Skok. O guarda-redes começou por realizar três defesas em ataques consecutivos, o que permitiu ao Sporting disparar de um 12-13 para um 12-16, que aos 36 minutos de jogo já se encontrava num 13-18.

O treinador da equipa de Braga, Jorge Rito, arriscou ao tirar Humberto Gomes da baliza e a jogar em superioridade numérica de sete para seis, com dois jogadores na posição de pivot, mas a estratégia não surtiu grande efeito. Aos 45 minutos de jogo, o resultado encontrava-se nos 17-23 favorável aos visitantes. A equipa de Hugo Canela geriu o resultado calmamente e nem a expulsão direta de Bosko Bjelanovic colocou em causa a confortável vitória dos leões, que terminou com o resultado final de 21-32.

Equipas Iniciais:

Académico BC: Humberto Gomes, Dario Andrade (1), Antonio Ventura (2), Nuno Silva (2), Miguel Baptista (3), André Rei (3), Hugo Rocha (5), Eduardo Mendonça (1), Hugo Rosário, João Peixoto, José Rolo (4), Carlos Bandeira, Carlos Oliveira, Francisco Silva, Cláudio Silva, Rui Ferreira.

Sporting: Aljosa Cudic, Ivan Nikcevic (2), Pedro Valdes (3), Carlos Ruesga (3), Edmilson Araújo (3), Fábio Chiuffa (8), Luís Frade (8), Bosko Bjelanovic(1), Carlos Carneiro (3), Neven Stjepanovic, Matevz Skok, Matej Asanin, Frankis Carol, Tiago Rocha, Nuno Reis(1), Gonçalo Grácio.