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O CD Feirense está na luta pela subida aos grandes palcos!

A procissão da Segunda Liga ainda vai no adro, mas o tempo das decisões é agora e o CD Feirense juntou-se à festa dos candidatos à subida. Os homens de Santa Maria da Feira ocupam o 3º lugar do campeonato atrás de SC Farense e CD Nacional da Madeira e almejam lutar até ao fim pelo regresso à Primeira Liga.

O Feirense vem de 11 jogos sem perder e de seis vitórias consecutivas, o que faz os homens da Feira sonhar com a subida de divisão, apenas um ano após terem caído do convívio com os grandes do futebol português. Impensável após o primeiro terço do campeonato, a verdade é que a equipa aveirense solidificou o seu jogo e adquiriu uma maturidade que é estritamente necessária a uma equipa que almeja alcançar um dos dois lugares que dão acesso ao escalão máximo do nosso futebol.

Porém, nem tudo foram rosas na época fogaceira. O campeonato não arrancou da melhor forma, com uma contestação crescente não só à equipa como também à direção. Os resultados são a lei do futebol. Quando não ganhas, tudo está mal.

Filipe Martins iniciou a temporada do Feirense nesta Segunda Liga. O clube deu assim continuidade no comando técnico já que Filipe Martins já orientou os últimos jogos do Feirense na Primeira Liga, com a equipa praticamente despromovida. Porém, as coisas não começaram bem. A inconsistência a nível de exibições aliada a resultados não condizentes com o valor dos jogadores fizeram Filipe Martins deixar o cargo, sendo sucedido por Filipe Rocha.

Recorde-se que o treinador de 47 anos começou a época na Primeira Liga, ao serviço do FC Paços de Ferreira, mas também a ele as coisas não vinham correndo de feição, optando assim pelo seu regresso à Segunda Liga, onde na última época fez um trabalho brilhante no SC Covilhã. Com Filipe Rocha o Feirense cresceu jornada após jornada conseguindo amealhar pontos e, paulatinamente, uma ideia de jogo pragmática, realçando a qualidade individual de alguns dos seus jogadores juntando-a a um coletivo cada vez mais forte. Estes onze jogos sem perder não são obra do acaso.

O CD Feirense aproveitem muito bem o mercado de Inverno
Fonte: CD Feirense

Para o bom momento que o Feirense atravessa muito contribuiu o mercado de janeiro, que trouxe algumas boas valias ao clube. Apesar das saídas de Kwame Nsor para o Cova da Piedade e de Alampasu para o Ventspils, as chegadas de Pedro Henrique e João Amorim, um para o ataque e o outro para a defesa, contribuíram e muito para o crescendo de forma da equipa pois as suas características vão muito de encontro àquilo que pretende Filipe Rocha.

Com a qualidade superlativa de Feliz Vaz e a experiência de Fábio Espinho, o Feirense construiu um núcleo experiente de jogadores, vários deles rodados na Primeira Liga ou habituados a ganhar muitas vezes na Segunda Liga. É fundamenta haver uma mentalidade e uma rotina vencedoras numa equipa que pretende subir de divisão.

Há muitos pontos por disputar mas as intenções dos clubes estão mais do que anunciadas. Num campeonato que prima pela competitividade e pelo equilíbrio, a guerra dos pontos promete ser cada vez mais apertada quer para quem quer subir de divisão, quer para quem tenta a manutenção. O CD Feirense já tem estofo de candidato. Terá estofo para regressar de imediato ao principal escalão? Uma coisa é certa: boas fogaças só há numa zona do país.

TOP5 emprestados leoninos | Emprestar tem sido sinónimo de dar

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A política de transferências do Sporting Clube de Portugal nesta temporada tem sido alvo de constante debate por parte da massa adepta. Já a uma distância saudável do mercado de transferências e com a época já praticamente terminada para o clube de Alvalade, admitindo o próprio presidente que, com a chegada de Rúben Amorim, começou a preparação da de 2020/2021, vamos aproveitar esta pausa do campeonato, por motivos de segurança e prevenção em relação ao COVID-19, para analisar os emprestados pelo Sporting CP.

No somatório dos dois mercados, o Sporting esteve minimamente ativo. Entraram 8 jogadores para o plantel, cinco a título definitivo e três por empréstimo. Estamos a falar de Luís Neto, Luciano Vietto, Renan Ribeiro (já fazia parte do plantel na época passada, por empréstimo), Eduardo Henrique, Andraž Šporar, Yannick Bolasie, Fernando e Jesé Rodríguez. Todos estes jogadores foram, à partida, considerados mais valias para enriquecer o plantel. Nesta altura do campeonato já deu para perceber que isso não veio a acontecer, o que nos leva a pensar se alguns dos leões cedidos a título de empréstimo não teriam lugar no atual plantel. Escolhemos cinco que estão a dar cartas e que, muito possivelmente, seriam opção de Rúben Amorim.

Fazendo um balanço dos empréstimos e das compras, de facto, a nosso ver, não se justificam alguns empréstimos. O Sporting não soube vender, não soube comprar e pouco soube emprestar. Se se vende ou se empresta, é porque se tem ou vai comprar melhor… O que não se verificou.

Covid-19: O grande protagonista em semana com tenistas portugueses

Durante a semana, vários desportos viram os seus jogos serem adiados e o ténis não foi exceção. Ainda assim, realizaram-se algumas partidas que contaram com a presença de tenistas lusos, como é o caso de Frederico Silva, Gonçalo Oliveira e Tiago Cação.

Comecemos por Frederico Silva. O tenista natural das Caldas da Rainha fez parte do quadro principal do Challenger de Nur Suntan, no Cazaquistão. No entanto, a participação do tenista, que representou Portugal no último encontro da Taça Davis, acabou por ser curta. Frederico Silva desistiu do encontro quando perdia por 4-0 diante do tenista belga Arthur De Greef, número 333.º do ranking ATP.

No México, Gonçalo Oliveira alinhou no Future de Cancun. O jogador de 24 anos iniciou o torneio da melhor maneira, ao vencer, na primeira ronda, o americano Ishaan Ravichander por 2-0, com os parciais de 6-3 e 6-0. Nos oitavos de final, Gonçalo Oliveira defrontou o tenista japonês Shintaro Mochizuki. O português venceu o primeiro set 6-4, mas sofreu o empate na partida seguinte. No terceiro set, o tenista nascido no Porto resolveu, de forma clara, a partida ao aplicar um 6-1. Não foi preciso esperar muito tempo até o Future ser cancelado devido ao Covid-19, ainda assim ficaram as duas vitórias alcançadas por Gonçalo Oliveira.

Gonçalo Oliveira foi o português que mais se destacou esta semana
Fonte: Antalya Open

Em Portugal, Tiago Cação disputou o seu terceiro Future em solo algarvio. Motivado com a chegada à final no Future de Faro, o tenista português tinha todas em condições para ter uma boa prestação em Loulé, porém ficou pelo caminho logo na primeira ronda. Tiago Cação saiu derrotado por 2-0 do encontro com o tenista inglês Billy Harris.

Tiago Cação não deu seguimento às boas exibições
Fonte: Millennium Estoril Open

Infelizmente, os circuitos ATP, ITF e WTA foram cancelados, já esta semana, e só deverão regressar em finais de abril, período que coincide com o começo do Estoril Open. Esperemos que até lá a situação melhore para que possamos voltar a ver em ação os tenistas que adoramos, sobretudo os tenistas que levam o nome de Portugal por todo o mundo.

Foto de Capa: Lisboa Belém Challenger

Um Paris-Nice esclarecedor

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Apesar do alarme social que tem atravessado a Europa, a ASO levou em diante uma das mais importantes provas por etapas do mundo. Respeitando as normas legais, tomando medidas para proteger os envolvidos e anulando a última etapa que se daria num local mais densamente populado, a organização francesa mostrou que, mesmo em tempos de crise, é possível gerir situações com pragmatismo e assertividade de forma a satisfazer todos.

Mas, este artigo não se foca nisso, mas sim na excelente semana de competição que os atletas nos proporcionaram. Talvez inspirados por saber que será a última prova que farão durante um longo período de tempo, as equipas entraram ao ataque e dispostas a tudo para brilhar.

Na geral final, foi o campeão alemão, Max Schachmann, quem levou a melhor, liderando de fio a pavio. Com uma equipa forte em seu redor, o especialistas das clássicas venceu a primeira etapa e ganhou mais tempo no dia seguinte e no crono, construindo uma vantagem que conseguiu defender nos dois mais duros últimos dias, alcançando a maior vitória da carreira e dando sinais de que poderá ser alguém a ter em conta em provas por etapas nos próximos tempos.

Contudo, quem mais impressionou foi a Team Sunweb, vencedora por equipas. Tiesj Benoot venceu a penúltima etapa, a classificação por pontos e terminou em segundo da geral, Soren Kragh Andersen venceu o contrarrelógio e terminou em décimo e Bol, Matthews e Arndt foram outros nomes a aparecer muito bem. Acima de tudo, o conjunto alemão apresentou um coletivo forte, atacante e eficaz, numa exibição muito distante da equipa apagado que havíamos vista nas últimas duas temporadas.

Nairo Quintana, vencedor da última jornada, foi outro dos ciclistas a sair com a cotação em alta. O trepador colombiano parece estar de volta ao seu melhor e, depois de já ter conquistado o Tour de la Provence e o Tour des Alpes Maritimes et du Var, brilhou agora ao nível World Tour. Uma queda na segunda etapa tirou-lhe a possibilidade de disputar a vitória final, mas uma exibição de qualidade até nas bordures que tantos dissabores lhe causaram no passado apresentam um homem diferente.

A Bahrain McLaren acabou por sair mais cedo da prova, mas, enquanto por lá esteve, Teuns e Cortina estiveram a excelente nível. O espanhol especialmente, triunfando numa tirada e sendo uma verdadeira locomotiva em momentos da corrida. Estaria claramente em forma para as clássicas se estas se fossem realizar.

O campeão colombiano, Sergio Higuita, foi um dos homens em destaque
Fonte: Paris-Nice

Outros dois ciclistas a merecer destaque são Nizzolo e Higuita. O sprinter foi o mais rápido na etapa dois e somou a segunda vitória do ano, ambas no escalão World Tour, em que há anos não vencia. Depois de um período menos bom na carreira, parece ser o renascer do vencedor da classificação dos Pontos no Giro em 2015 e 2016. Já o “Monstro” colombiano esteve soberbo em todos os terrenos e, com apenas 22 anos, está a ficar um senhor ciclista. Terminou no terceiro posto da Geral e com a branca da Juventude e continua a confirmar todo o potencial que lhe era apontado.

Finalmente, uma nota também para Julian Alaphilippe. A estrela francesa está a ter um início de época mais discreto, mas no Paris-Nice já mostrou espaços lampejos de estar a apurar a forma para os objetivos mais à frente, sejam eles quais forem dada a presente situação.

Foto de Capa: Paris-Nice

Otávio: a chave para os problemas de criatividade no duplo pivot

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Uma das grandes dificuldades ao longo desta época para Sérgio Conceição tem sido arranjar uma dupla no meio-campo que produza bons resultados consistentemente, e Otávio pode ser uma peça-chave para a resolução do problema. Esta pausa no campeonato dá oportunidade ao treinador para refletir sobre este assunto, e então também irei eu fazê-lo.

Danilo Pereira, Matheus Uribe e Sérgio Oliveira têm sido os jogadores com mais tempo de jogo no duplo pivô. Contudo, mais recentemente e com vista a melhorar os problemas de falta de criatividade, Sérgio Conceição tem também experimentado Otávio e Vitinha como médio mais criativo dos dois.

A dupla inicial e aquela que, na teoria, é a mais forte é a de Danilo e Uribe. Mas cedo se notou que, para uma equipa como o FC Porto, é preciso ideias mais atacantes no meio-campo. Mamadou Loum teve também algumas oportunidades mas, talvez infelizmente para o próprio, jogou sempre ao lado de Danilo e voltaram a evidenciar-se os mesmos problemas.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Foi apenas quando Danilo começou a ter problemas físicos mais regulares que Sérgio Conceição foi forçado a improvisar um pouco. Aqui surgiu uma dupla que, para mim, tem bastante potencial, especialmente contra adversários de menor qualidade – Uribe e Otávio. Em meados de dezembro, contra o Tondela, foi essa a dupla que atuou no meio-campo e Conceição colheu os frutos. Quando Otávio joga a partir da direita, como é costume, este flete naturalmente para o corredor central e é uma peça chave nas saídas de bola do FC Porto. Mesmo a partir de uma ala, não é assim tão invulgar ver Otávio como o médio mais recuado em certos momentos do jogo. E isto acontece porque de facto é dos que mais qualidade tem para pôr a bola a rolar nessa fase do relvado. Contudo, e já não para benefício da equipa, este comportamento força os médios mais defensivos a subir ligeiramente no terreno, para receber o passe entrelinhas. Mas este não é o forte desses jogadores, nomeadamente de Danilo.

Em vista destes problemas, surge uma questão: porque não começar logo com Otávio na posição que acaba por ocupar em grandes partes do encontro? Isto iria permitir que os jogadores que acabam por receber a bola mais à frente no terreno sejam jogadores mais evoluídos tecnicamente, como Nakajima. Esse jogo contra o Tondela foi uma das poucas vezes em que conseguimos ver Otávio, Nakajima e Luis Diaz em simultâneo no relvado – e o ataque organizado do FC Porto beneficiou desse facto.

Contudo, devido à falta de opções nas alas, também pelo uso de Corona como defesa-direito, surge por vezes a necessidade de jogar Otávio a partir de uma das alas. Nestas alturas, surge uma necessidade de encontrar outro jogador que consiga manter a qualidade na posse de bola na primeira fase de construção. Aqui entra Vitinha. Infelizmente, neste momento o jogador encontra-se a recuperar de uma lesão, mas, em situação normal, o jovem tem todas as capacidades para ser esse médio de ligação entre setores. Tem muita qualidade com bola, seja no passe ou no transporte e tem uma margem de progressão muito elevada.

Ainda como aposta futura para este meio-campo existe Fábio Vieira. O jovem talentoso tem tudo para ser uma estrela no clube. Tem toque de bola, passe, condução e também uma forte chegada à área e golo. Ainda recentemente, ao serviço do FC Porto B contra o Vilafranquense, marcou dois golos de deixar as bocas abertas. Pode ser opção tanto como médio centro mais atacante, como um ala que descai para o centro no 4-4-2 de Sérgio Conceição.

Opções não faltam a Sérgio, que tem ainda Romário Baró, é só preciso que o técnico português tenha mais alguma coragem na escolha do seu duplo pivot. Porque vamos ser sinceros, nos jogos contra as equipas na parte de baixo da tabela classificativa, não é necessário que joguem Danilo e Uribe ou outra dupla que tenha também mais propensão defensiva.

João Carlos Teixeira: A promessa eternamente adiada

João Carlos Teixeira: desde os escalões jovens do Sporting CP até à equipa principal do enorme Liverpool FC, desde sempre foi um dos que prometia o Mundo, mas foi sempre adiado o seu talento e reconhecimento. Ainda que, ao contrário de muitos, tenha vivido a experiência de ser treinado sobre as ordens de um grande nome do futebol mundial: Kloop.

Retornou a Portugal, mas também não seria desta que João Carlos Teixeira deixaria a sua marca no futebol. O Dragão parecia adormecido e rejeitou todo o seu fresco talento. Rumou à cidade onde outrora sonhara ser jogador de futebol, o SC Braga preencheu o seu sonho desde pequenino. Um empréstimo que começou – de forma mínima – a suscitar nas mentes dos portugueses que talvez houvesse uma certa faísca no futebol de João C. Teixeira e nas suas inúmeras peripécias. O tempo de empréstimo acaba e o sonho também, pelos menos pensava o jovem jogador.

Havia vários caminhos e rumos diferentes que a história do jogador poderia tomar. A possibilidade de continuar no FC Porto era nula, visto que o plantel de Sérgio Conceição não apresentava vagas para o médio português. O salário era um dos maiores (se não o maior) entrave para outros clubes – no caso português, o SC Braga e o Vitória SC. A segunda liga inglesa também começava a demonstrar interesse e a pressionar movimentos por parte dos clubes portugueses.

O salto da sua carreira é dado na direção de Guimarães – João C. Teixeira é apresentado como reforço no Vitória SC, durante três épocas. O anúncio levou milhares de adeptos ao delírio. No entanto, no seu primeiro ano a envergar as cores do emblema do rei surgem lesões e, consequentemente, uma falta de atividade que só veio demonstrar a sede de bola que o médio português andava a sentir, levando-o a lutar para garantir um lugar (tanto a titular ou no banco) na equipa de Ivo Vieira.

João Carlos Teixeira leva já oito golos em 26 jogos
Fonte: Liga Portugal

Continuou, sem desistir… Os jogos europeus trouxeram uma lufada de ar fresco, demonstrando o seu talento acima da média. A Europa foi-se, mas em Portugal, João Carlos Teixeira resolve. Um jogador capaz de abrir espaço em qualquer defesa, por mais complicada que seja, e até de marcar golos, sendo um dos mais falados no momento (face às últimas partidas disputadas). Finalmente, está a ser feita justiça face à carreira do jogador. Eis o auge de João C. Teixeira  – já não era sem tempo!

 

 

Um verdadeiro balde de água fria

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Desde o início do ano que a ameaça subia de dia para dia, mas agora todo o mundo começou a despertar para o problema. O Coronavírus vai continuar a ser assunto da ordem do dia, e no desporto não é exceção. A NBA, neste caso, recebeu uma bomba prestes a explodir nas mãos. Depois de testar positivo, Rudy Gobert obrigou a liga de basquetebol americano a cancelar a temporada por tempo indeterminado.

Não teremos campeão? Ninguém sabe. Como será daqui para a frente? Uma incógnita. No entanto, a verdade é que as nossas noites vão ter um vazio enorme sem os espetáculos a que estávamos habituados. A medida, na minha opinião, foi a melhor a tomar em momentos de crise como os que passamos nesta altura, em que todos temos de dar o exemplo.

O caso do poste francês dos Utah Jazz, Rudy Gobert, apesar de comprometer a sua imagem enquanto jogador, trouxe ao de cima a facilidade com que o contágio pode acontecer. Num dia “brincamos” com a situação, e no outro pedimos desculpa pelas parvas atitudes devido a não darmos o devido valor ao problema. Entretanto, já se conhece mais um caso. A estrela da equipa de Salt Lake City, Donovan Mitchell, também contraiu o vírus.

Como em outras modalidades que suspenderam as atividades, não podemos prever o futuro. Resta-nos esperar e perceber se será viável terminar esta temporada nos próximos meses. Não arrisquemos. Temos de saber como e quando parar, isso sim, seria o melhor lance de toda a temporada.

 Foto de Capa: Utah Jazz

Liga Espanhola | Campeonato ao rubro promete emoção até ao fim

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É inegável que a liga espanhola é um dos campeonatos mais competitivos e interessantes da Europa, muito por culpa dos gigantes Real Madrid CF e FC Barcelona que, ano após ano, lutam intensamente pelo título de campeão.

Desta feita, a presente temporada não é exceção, com os dois maiores clubes espanhóis a protagonizarem uma renhida campanha em que ambos vão partilhando o primeiro lugar entre si, com ambas as formações a ateimarem não querer preservar a liderança na tabela classificativa.

Desde o começo da edição 19/20 já existiram mais quatro primeiros classificados para além de Barça e Real, sendo eles Club Atlético de Madrid, Sevilha FC, Athletic Club de Bilbao e um surpreendente Granada CF.

Os dois colossos do futebol espanhol, apesar de serem sempre os mais fortes candidatos ao título e estarem taco a taco no campeonato, têm-se destacado também por alguma irregularidade, tanto dentro como fora das quatro linhas. No Bernabéu, a crise de resultados ecoa pela estrutura do clube madrileno, enquanto no Barcelona a relação entre jogadores e dirigentes tem dado faísca.

Numa altura em que os todos os eventos desportivos (ao qual o futebol não escapa) têm sido suspensos ou cancelados devido à pandemia do covid-19, que está a afetar gravemente todo o globo, obrigou a que a principal competição do país vizinho fosse interrompida à 27.ª jornada, com o Barcelona no topo da tabela classificativa.

Os catalães, que viram Quique Sétien a assumir o comando da equipa a meio da temporada depois da partida de Ernesto Valverde, lideram a liga com 58 pontos, depois de 18 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, e têm em Lionel Messi a principal referência da equipa, com o argentino a ser peça crucial no plantel e o melhor marcador do campeonato com 19 tentos apontados.

Astro argentino é o principal artilheiro do campeonato
Fonte: FC Barcelona

No segundo posto da liga espanhola encontra-se o Real Madrid com 56 pontos, após 16 vitórias, oito empates e seis derrotas, com o avançado francês Karim Benzema a ser o homem-alvo do ataque blanco, ocupando a segunda posição na lista de melhores marcadores com 14 golos.

É provável que o título de campeão seja decidido entre estas duas equipas, tendo em conta que o fosso para o Sevilha, terceiro classificado, ainda é significativo. Os andaluzes encontram-se a nove pontos dos merengues, perseguidos pela Real Sociedad de Fútbol, que está a realizar uma campanha notável, e pelo Getafe CF, que em nada tem ficado atrás. Nota de destaque para o Atlético de Madrid que não está a realizar um bom campeonato, ocupando a sexta posição.

O primeiro clássico da época entre catalães e merengues foi disputado na 26.ª jornada e foi vencido pela turma blanca no Santiago Bernabéu, com os madrilenos a subiram ao primeiro lugar do campeonato. Ainda assim, voltaram a não aproveitar a posição em que se encontravam, perdendo novamente o primeiro posto para o rival Barça, após um deslize frente ao Real Bétis Balompié, que permitiu aos comandados de Sétien recuperar o topo da tabela.

Com a Liga Espanhola parada não é certo quando ou se virá sequer a ser reatada, mas caso as coisas voltem à normalidade, a luta entre o Real Madrid e o Barcelona pelo título de campeão espanhol é um must-see para todos os amantes de futebol.

Ir com “V” de voltar: Os “grandes” já não têm mãos largas

De forma a combater uma política de empréstimos que promovia uma dependência de alguns clubes em relação a outros através dos jogadores emprestados, a Liga redigiu e aplicou uma nova lei desde a temporada de 2018/19.

Até então e desde 2015, era possível emprestar um máximo de três atletas ao mesmo emblema, mas nem isso evitou casos sobejamente conhecidos, como o de Miguel Rosa. Em seis anos de CF “Os Belenenses”, o médio formado no SL Benfica defrontou as águias apenas quatro vezes.

A diretiva que cumpre agora o segundo ano de existência limita a seis o número de empréstimos dentro da Primeira Liga, mas todos a clubes diferentes. A manobra que os “grandes” operavam de forma a rodar os seus atletas tem agora de ser diminuída ou então praticada noutros campeonatos.

Ao abrigo da nova lei e no atual campeonato, o SL Benfica é quem mais empresta, aproximando-se do limite de meia dúzia. As águias têm a “rodar” quatro atletas no Norte; Diogo Gonçalves em Famalicão, Alex Pinto em Barcelos, Heriberto no Boavista FC e Nuno Santos em Moreira de Cónegos.

Com apenas dois emprestados na Primeira Liga estão FC Porto e Sporting CP, curiosamente também em clubes acima do Douro. Os dragões têm Vaná em Famalicão e Marius na Vila das Aves. Por sua vez, os leões têm Palhinha em Braga e Gelson Dala em Vila do Conde.

Mas nem sempre foi assim. Antes de qualquer norma restritiva, os três “grandes” contratavam e emprestavam sem olhar a meios. Num comparativo a cinco e a 10 anos, são os dragões quem, de longe, se destacam nos empréstimos a clubes da mesma divisão.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Há 10 anos, corria a época de 2009/10, o Sporting CP tinha apenas Ronny emprestado ao UD Leiria e Rui Fonte ao Vitória FC. O SL Benfica tinha José Coelho em Paços de Ferreira, Nélson Oliveira em Vila do Conde, Rúben Lima em Setúbal e Fellipe Bastos e o mítico Freddy Adu no CF “Os Belenenses”.

Contra os dois empréstimos leoninos e os cinco das águias, o FC Porto tinha 11 (!) atletas divididos por sete primodivisionários. Em Braga estava Rentería, em Paços de Ferreira estava Candeias e Bruno Moraes em Vila do Conde.

Em Olhão estavam o guarda-redes Hugo Ventura, Tengarrinha e Rabiola. Também em Setúbal jogava um trio de dragões: André Pinto, Ivo Pinto e Hélder Barbosa. Por fim, Bruno Vale defendia a baliza do Restelo e Nelson Benítez atuava no vizinho Leixões SC.

Há cinco anos, na época de 2014/15, a tendência era a mesma: águias e leões bem mais contidos nos empréstimos que os dragões. Os rivais da capital tinham quatro atletas emprestados cada um, enquanto o rival do Norte tinha nove atletas nessa condição.

Ricardo Esgaio e Salim Cissé deixaram Alvalade e rumaram a Coimbra; Iuri Medeiros e Fabrice Fokobo fizeram o mesmo, mas em direção a Arouca. A Luz viu partir Bruno Gaspar para Guimarães, Rui Fonte para o Restelo e Fábio Cardoso e Rúben Pinto para Paços de Ferreira.

Sami deixou o FC Porto por empréstimo e representou na mesma época SC Braga e Vitória SC. Para Guimarães levou consigo Ivo Rodrigues e Otávio, atual médio azul e branco. Tiago Rodrigues foi emprestado ao CD Nacional, Pedro Moreira ao Rio Ave FC e Quiñones ao FC Penafiel. O Dragão viu ainda sair Tozé e Kléber para o GD Estoril Praia e Joris Kayembe para o FC Arouca.

10 anos volvidos, só se pode concluir que as leis aprovadas e experimentadas entretanto foram positivas. Protegeram não só a verdade nas competições, como os atletas que andavam aos saltos entre emblemas anos a fio e as próprias contas dos clubes que contratavam de forma desmedida.

Por vezes, não conseguiram mesmo colocar os excedentes a tempo do início das novas épocas, prejudicando jovens atletas na integração na nova equipa e, consequentemente, os seus desempenhos.

 

Editorial BnR #7: Covid-19

Covid-19. Esta não é mais uma publicação sobre desporto. Os tempos são delicados e obrigam-nos a reforçar a importância sobre todo o ambiente que nos rodeia. Somos um órgão de comunicação social jovem, com pessoas jovens e que até não se enquadram nas faixas etárias de risco.

Mas o nosso apelo não tem idade, não tem sexo, não tem cor e não tem barreiras. Queremos reforçar a importância de seguir todas as normas de precaução relacionadas com o surto pandémico do novo coronavírus, o Covid-19.

Queremos, assim, apelar para que oiças todos os conselhos dados pela nossa Direção-Geral de Saúde. Respeita-os. Por ti, pelos teus pais, pela tua família, pelos teus amigos, pelos amigos dos teus amigos, pelo porteiro de tua casa ou até pelo senhor que te vende café, todas as manhãs. Temos que, em sociedade, lutar para conter ao máximo este vírus que pode prejudicar a saúde dos nossos familiares e amigos.

É por ti e por eles que te deves proteger. Nós, Bola na Rede, fazemos-te este apelo. Da nossa parte, mantemos adiado o regresso do nosso “Bola na Rede TV” e continuaremos a trabalhar – a partir de casa – para te garantir a opinião possível sobre o nosso mundo. Este não é um apito final. É um intervalo para estarmos em casa e cuidarmos de nós. Da nossa parte, faremos os possíveis para te ajudar a passar o tempo com os nossos conteúdos.  

Contamos contigo.