Início Site Página 10453

Olheiro BnR: Edu Sousa

Numa pequena cidade espanhola, vive uma autêntica muralha portuguesa. Talvez para muitos seja um autêntico desconhecido, mas para quem acompanha a modalidade de perto, já pouco passa despercebido. Em Valdepeñas, uma cidade a pouco mais de 215 km de Madrid, encontra-se um clube que está a surpreender as estruturas do Futsal espanhol. No Viña Albali Valdepeñas, a tal surpresa e atual terceiro classificado da Liga Espanhola, existe a muralha, de seu nome Eduardo Sousa Veiga – ou muitas vezes conhecido por Edu Sousa.

Atualmente com 23 anos, este jovem guarda-redes esteve em destaque na Taça de Espanha ao serviço do seu clube. Foi o grande protagonista ao levar (não diria às costas, mas quase) o Vinã Albali Valdepeñas a uma Final inédita contra o FC Barcelona. Edu Sousa foi até muito destacado pela própria Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) ao longo de toda a competição e com razão. Mas quem é este guarda-redes?

Começou a sua caminhada no país de nuestros hermanos, no Zierbena FS com apenas 19 anos. Após dois anos no clube basco, o português mudou-se para Este para o CA Osasuna Magna, onde ficaria por dois anos para depois se mudar para Valdepeñas. Numa das melhores escolas de guarda-redes mundiais, como é a Espanha, Edu Sousa já tem as características típicas de um portero espanhol.

Edu Sousa é um guarda-redes alto e a início isto pode parecer uma «fraqueza», porém não é este o caso. Ao contrário do tradicional guarda-redes português, que é de uma estatura média ou média-baixa, Edu Sousa assemelha-se muito à característica típica de um guarda-redes espanhol. Basta olhar para Juanjo, Paco Sedano e se continuar a lista é enorme. Mas para uma liga como a Espanhola a altura não é um problema, mas sim uma grande vantagem.

Devido à alta estatura, Edu Sousa consegue, muitas vezes, estar muito afastado da linha de golo e, ainda assim, cobrir grande parte dos ângulos possíveis de remate da sua baliza. Em caso de fazer uma mancha, o jovem guarda-redes tem uma rápida recuperação e caso perca a sua posição, novamente, a sua altura permite que, facilmente, consiga cobrir tudo de forma rápida.

Covid-19 e o regresso de Jorge Lorenzo à competição

0

A OMS declarou, ontem, que o Covid-19 já é considerado pandemia. Além da vida social em todo o mundo, também o desporto se viu afetado por este virús ainda sem cura.

O mundial de motociclismo não foi exceção e acabou por adiar o arranque da temporada de 2020, cancelando o GP do Qatar, o GP das Américas e também a prova que se ia disputar no circuito de Termas de Rio Hondo na Argentina.

Assim sendo, os motores só vão começar a acelerar no primeiro fim de semana de Maio. O impacto que este adiamento terá na prestação dos pilotos e nos desenvolvimentos das motos, só saberemos ao longo dos primeiros treinos livres do Grande Prémio de Jerez de la Frontera.

Mas o impacto na vida e saúde, tanto de pilotos como de espetadores, já o sabemos. Proteção e precaução – Um lema que todos devemos adotar para combater a propagação do Covid -19, e sermos, acima de tudo, conscientes.

Enquanto o mundial não começa, Márquez vai-se divertindo no Motocross:

Competição parada, mas as novidades continuam a surgir. Desta feita, falo de Jorge Lorenzo e do seu regresso aos comandos de uma moto – ainda que seja como wild-card.

O atual piloto de testes da Yamaha anunciou, há alguns dias, que aceitou a proposta da marca nipónica para competir no Grande Prémio de Barcelona como wild-card.

Recordo que Lorenzo anunciou o final da sua carreira apenas há quatro meses, e agora, decide voltar a competir – ainda que seja a título de convite. Mas a verdade é que, o piloto espanhol está disposto a sentir a adrenalina de voltar a competir, acabando por contrariar a justificação dada para a sua retirada.

O regresso de Lorenzo tanto à competição como à Yamaha vem reforçar a ideia de que o espanhol nunca se encontrou na Honda e que isso ditou o seu afastamento da competição, além das constantes lesões.

A verdade é que a decisão da Yamaha de contratar Lorenzo como piloto de testes poderá ser fundamental para uma possível conquista do mundial.

Quem diria que iríamos ver Valentino Rossi a receber conselhos e dicas de um dos seus maiores rivais? A verdade é que o vimos nos testes oficiais da Malásia e a chave para o décimo título de Il Docttore pode estar aqui.

Veremos o que o mundial nos trará. Mas não se esqueçam: só a partir do dia 3 de maio.

Foto de Capa: MotoGP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Olheiro BnR: Fábio Abreu

Quem é Fábio Abreu? Posso começar por dizer-vos que vão 10. 10 golos na Primeira Liga, além de dois golos na Taça de Portugal. O Moreirense FC tem 34 golos marcados no campeonato, o que significa que o seu artilheiro vale cerca de 30% dos golos da equipa. Isto são estatísticas, meros números. Mas quem é, verdadeiramente, o homem que tem feito a diferença nos de Moreira de Cónegos? Tem 27 anos, é internacional angolano e a freguesia do concelho de Guimarães parece estar a tornar-se demasiado pequena para a qualidade deste ponta-de-lança.

É verdade que um avançado vive de golos e Fábio Abreu não é exceção: com 10 golos apontados, só está atrás de jogadores dos “grandes”, na lista dos melhores marcadores do campeonato português. Mas a verdade é que o avançado angolano não se limita a marcar golos. Joga bem de costas para a baliza, vem atrás buscar jogo e tem um sentido posicional quase perfeito.

Neste momento, todas as equipas do campeonato precisam de um Fábio Abreu, que tanto participa em goleadas, como o histórico jogo com o Gil Vicente FC, em Barcelos, em que os visitantes golearam por 5-1, naquele que foi o jogo em que o Moreirense mais faturou em toda a sua história, como decide jogos, como o empate na Luz frente ao SL Benfica, que roubou a liderança aos actuais campeões nacionais.

Creio que o factor de destaque deste avançado angolano é a sua capacidade de antecipação, quer literal quer metafórica, isto é, o facto de ler o jogo como poucos, percebendo o que vai acontecer e onde vai cair a bola, o que lhe permite depois antecipar-se aos defesas de forma a originar situações de golo. Nesse aspecto, consegue ser substancialmente melhor que a maioria dos avançados das equipas “grandes”.

Fábio Abreu esteve no Penafiel FC duas épocas antes de rumar ao Moreirense FC
Fonte: Penafiel FC

Fábio Abreu era um nome desconhecido até esta época. Por onde andou este talentoso jogador? O seu nome apareceu no futebol português em 2012/2013, no modesto Ribeira Grande da Madeira. Nas épocas seguintes, actuou pelo Marítimo B com ocasionais chamadas à equipa principal dos Madeirenses, até em 2017/2018 ter sido contratado pelo FC Penafiel, onde se destacou, tendo-se feito jogador na nossa competitiva Segunda Liga, marcando 20 golos em 69 jogos (nas duas épocas).

É certo que isto chamou a atenção dos responsáveis do Moreirense, que o trouxeram para os palcos da Primeira Liga, onde tem brilhado e aproveitado a oportunidade e que lhe valeu a chamada à Seleção de Angola. É dos avançados mais completos da Liga, faturando contra qualquer equipa, desde Benfica e Porto até Gil Vicente e Marítimo.

O jogador finaliza bem com ambos os pés, como se pede a um avançado, e desmarca-se com um timing excelente. Tem tudo para dar o próximo salto. Quem me dera que houvesse mais jogadores como ele na Primeira Liga: é dos que traz competitividade ao nosso campeonato. Está talhado para outros voos. Voa, Fábio!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Futsal | Olhos dos adeptos postos na Taça de Portugal

0

Oito finalistas perseguem o sonho da Taça de Portugal em Futsal

Inicia-se, a partir de dia 12, a final a oito da Taça de Portugal em Futsal, disputada no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos. Até ao próximo dia 15, sete equipas do principal escalão e uma da segunda divisão alimentam o sonho legítimo de chegar à final.

O sorteio ditou um confronto aliciante entre rivais lisboetas, considerado o dérbi mais intenso e de melhor  qualidade no mundo do futsal, inclusivamente por mim, o jogo entre Sporting CP e SL Benfica logo nos quartos de final, significando que não teremos mais uma final decidida com esse encontro, algo que abre o quadro para uma equipa de menores recursos poder chegar a uma sempre importante final da Taça Nacional.

Para além do encontro já mencionado, outros três preenchem a grelha do primeiro dia de competições, com jogos entre SC Braga e a equipa de escalão inferior presente na prova, o ACD Ladoeiro, formação sensação desta edição da Taça e que viaja desde o concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.

O vencedor deste encontro cruza com o vencedor do Eléctrico FC, de Ponte de Sor, frente ao Portimonense SC, significando que um destes quatro emblemas estará no jogo decisivo desta competição, contando que todos os clubes do principal escalão estão a realizar uma temporada abaixo das expetativas, destacando obviamente os bracarenses (sétimos) e o Eléctrico (décimo) já que a turma algarvia até está relativamente confortável na sua luta para evitar a despromoção, isto é, 12 pontos de vantagem para a linha vermelha, apesar do atual lugar na tabela classificativa (12.º lugar). Por isso, este troféu pode ser visto como uma oportunidade para abrilhantar uma época cinzenta e ligeiramente abaixo das expetativas.

O outro jogo desta fase inicial envolve o AD Modicus Sandim e o CR Leões de Porto Salvo, sendo que quem sair vitorioso enfrenta o vencedor do dérbi na semifinal.

EQUIPA A TER EM CONTA:

Fonte: UEFA

Sporting CP – O grande candidato a vencer a prova, uma das equipas mais fortes e competitivas da Europa, conforme comprova o estatuto de campeão europeu de futsal em título. Tem uma prova de fogo no seu primeiro encontro, mas quem vencer esse jogo passa a ser o grande favorito a vencer o troféu.

POSSÍVEL SURPRESA

Fonte: FPF

Eléctrico FC – Pode parecer arriscado, mas eu aposto no conjunto alentejano para estar na grande final. Muito bem orientado por um treinador que admiro muito, Kitó Ferreira, a equipa de Ponte de Sor tudo irá fazer para aproveitar um quadro mais aberto para poder chegar à final, pese embora o grande valor dos seus oponentes, sendo de destacar o Sporting Clube de Braga.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Liverpool FC 2-3 Club Atlético Madrid: Colchoneros avançam com a marca de Llorente

A CRÓNICA: MARCOS LLORENTE E MORATA COLOCAM COLCHONEROS NOS QUARTOS!

O Liverpool FC recebeu em Anfield, o Atlético Madrid, após derrota no Wanda Metropolitano, por 1-0. Nesta segunda-mão, os reds estavam obrigados a vencer para seguir para os quartos-de-final. Ainda assim, a equipa liderada por Jürgen Klopp, era favorita, mas acabou por ficar pelo caminho.

Numa partida de sentido único, nos 90 minutos, o Liverpool FC foi claramente superior. Ao minuto 43, Gini Wijnaldum empatou a eliminatória, com assistência de Oxlade-Chamberlain. Na segunda parte, a equipa da cidade dos The Beatles continuou em busca do segundo golos, que daria a passagem à próxima fase, mas o marcador não voltou a alterar-se.

Na primeira parte do prolongamento, Chamberlain voltou a assistir, com Firmino na área a cabecear ao poste da equipa espanhola, mas na recarga fez o segundo golo do Liverpool FC.

No segundo tempo, Diego Simeone lançou Marcos Llorente, que viria a ser determinante, no prolongamento. Já no tempo-extra, Adrián entregou a bola ao Atlético Madrid, um enorme erro que ditou o 2-1. À passagem do minuto 105, Llorente fez o 2-2, mais uma vez aproveitando um erro do Liverpool.

No final dos 120, Morata, que tinha sido lançado no prolongamento, marcou o terceiro golo do Atlético, sentenciando a eliminatória. Os colchoneros eliminaram o campeão europeu, apesar da superioridade inglesa.

A FIGURA

Fonte: Club Atlético Madrid

Marcos LLorente – O médio espanhol, que chegou esta temporada ao Atlético Madrid, marcou dois dos três golos espanhóis, nesta noite europeia. Um médio com capacidade de chegada a zonas de finalização, sendo que definiu muito bem na hora de fazer o golo. Com os seus dois golos, no prolongamento arrumou a eliminatória, deixando pelo caminho o todo-poderoso Liverpool.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liverpool FC

Adrián – O espanhol ocupou a baliza do Liverpool, na ausência do habitual titular Alisson Becker. Adrián ficou associado ao desfecho da eliminatória, com um erro individual que ditou o primeiro golo de Marcos Llorente.

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL

Jürgen Klopp apostou no 11 que lhe tem dado mais garantias, com o seu tridente ofensivo composto por Salah, Mané e Firmino. Apresentando assim, a sua habitual estrutura em 4X3X3. A equipa do Liverpool FC dominou o encontro, no entanto não foi eficaz na finalização. Teve mais de 60% de posse de bola, 12 remates enquadrados e ainda assim, foi eliminado pelos “colchoneros”. O erro individual de Adrián deitou por terra a esperança dos ingleses na luta pelo título de bicampeão europeu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adrián (3)

Alexender- Arnold (6)

Gomez (5)

Van Dijk (5)

Robertson (6)

Henderson (5)

Wijnaldum (7)

Chamberlain (7)

Mané (5)

Salah (6)

Firmino (6)

SUBS UTILIZADOS

Milner (5)

Fabinho (4)

Origi (4)

Minamino (3)

ANÁLISE TÁTICA – ATLÉTICO MADRID

O Atlético Madrid, liderado por Simeone, apresentou-se em 4X4X2, sendo uma equipa que passou maior parte do tempo em processo defensivo e sem posse. Se Adrián esteve ligado ao golo de Llorente, Oblak foi uma das maiores unidades em campo, fazendo defesas importantes. O Atlético Madrid foi uma equipa à imagem do seu treinador, um coletivo muito combativo, a privilegiar o seu processo defensivo, e procurando explorar os erros do adversário e as transições rápidas. Uma noite, na qual os “colchoneros” foram felizes e muito eficazes capitalizando as oportunidades que dispuseram ao longo dos 120 minutos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (8)

Renan (5)

Felipe (6)

Savic (6)

Tripier (5)

KOKE (4)

Partey (5)

Saúl (7)

CORREA (5)

Diego Costa (5)

João Félix (5)

SUBS UTILIZADOS

Llorente (8)

Vrsaljko (5)

Morata (7)

Giménez (5)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Universo Paralelo: Rúben Amorim, o salvador de uma época desastrosa

0

A existência de um mundo paralelo, onde neste caso só Amorim nos vai prender à realidade, permite o divagar contínuo e a construção de fantasias que rapidamente se apoderam da realidade. A certa altura, a confluência dos dois mundos irá baralhar o subconsciente da pessoa que padece de tal “doença”: daí, irrompe um mar de questões às quais as respostas teimam em não aparecer e fincam o pé até ao incrustar da pegada no solo. A entrada neste processo vital não apresenta qualquer tipo de linearidade pelo facto de parte da população mundial ser adepto da quimera e do sonho e esses atributos lhe ser completamente inerentes.

Já que o leitor insiste (a premonição gosta de mim), moldemos o assunto à ingestão de estupefacientes de caráter alargado. O senhor LSD e o compincha MD estão a par e sabem perfeitamente o que aqui se redige: tal como um assassino da espécie mais sanguinária possível, o consumo dos facínoras subjuga o ser humano à sua própria bolha e, antes que este pense na libertação e escapatória, já as agulhas e os materiais cortantes se situam do outro lado da barricada. (Passe a referência e publicidade, David Lynch é o mestre da profusão do universo de modo cinematográfico. A partir daí, estendam a missiva ao que vos fascina!)

Quanto aos sportinguistas, o vício é outro, os efeitos e as consequências idem: a esperança, aquela fé inabalável naquilo em que acreditamos e depositamos todas as “fichas” existentes. Durante anos a fio que nos alastramos pelo domínio do quase e da suposição. A agulheta do espetro da culpa variava entre nós mesmos e todo o exterior que se edifica. Duas máfias, um “Godfather”. Um Apito Dourado e um Sistema de Cartilha com tudo incluído, do bom e do melhor. Contudo, algo não se alterou: a direção medíocre leonina, de troca o passo, vitimizando-se. Os líderes meigos, amigos dos opositores, a todo o momento espezinhados e recalcados.

Universo Paralelo
A euforia do golo só pode ser superada pelo festejo de um título
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

2020 foi ano fraturante e de mudança. Antes de Amorim, na morgue leonina pereceram Marcel Keizer, Leonel Pontes e Jorge Silas. Frederico Varandas e toda a cúpula dirigente que o encarcera, depois de três tentativas que pecaram pela ausência de tática, estratégia e todos os sinónimos possíveis e imaginários, apostou num treinador proveniente da Bracara Augusta: Rúben Amorim, a sensação da Pedreira. Em 12 ou 13 partidas sob a sua orientação e supervisão, os mais entendidos, no íntimo da estrutura do Sporting Clube de Portugal, entenderam contratá-lo (desculpem o pleonasmo, foi para fazer jus ao adjetivo).

Principescamente, face à fossa cavada perante o FC Porto e o SL Benfica, os adeptos leoninos experimentaram um êxtase negativo e uma ausência de confiança. Além disso, alguns (tal como eu), não conceberam a relação com o SC Braga e o jogo múltiplo, ambíguo e bipolar que o presidente, António Salvador, possui de modo constante e vincado com o clube de Alvalade. Mas isso são outros quinhentos, como se profere na gíria…

O volte-face edifica-se a partir da 24.ª jornada. O clube leonino, a partir desse momento (2-0, frente ao CD Aves, num hino ao futebol), percorre terreno e aproveitará as benesses dadas pelos dois rivais, encetadas nos empates a uma bola diante de Setúbal e Rio Ave. Aqui, de modo objetivo e, arrisco-me a dizer visionário, prevejo tombos sucessivos de ambas as partes: à entrada da derradeira e decisiva jornada, os três de sempre disputarão a mais almejada das competições internas – a Primeira Liga – com claro favoritismo para os dois que, não sendo de sempre, são quase.

O foco localizar-se-á no Estádio da Luz e na Pedreira. Curiosamente, Rúben Amorim sabe como vencer em cada um dos terrenos e quais os antídotos a adotar para que tal aconteça. Sem querer gabar o meu jeito premonitório, o Sporting Clube de Portugal liderado por Amorim irá quebrar o jejum de 18 longos anos (novamente, não é um sonho) e festejar o 19.º  no reduto do maior dos rivais. Não vou cercar-me de hipocrisia e dizer que se for assim de 18 em 18 anos fico radiante, porque diminuído o tempo de espera, as circunstâncias tinham bem mais piada. Muito mais do que a ironia do destino que se avizinha…

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Paris Saint-Germain 2-0 BVB Dortmund: Equipa de França confirma favoritismo

A CRÓNICA: NEM FOI PRECISA AJUDA DO 12.º JOGADOR EM FRANÇA

Foi perante um Parc des Princes vazio que o Paris Saint-Germain recebeu o Dortmund, numa eliminatória que prometia grandes emoções até ao final. O primeiro jogo, na Alemanha, tinha ditado o 2-1 para a equipa caseira, resultado que não era nem muito bom, nem muito mau para nenhuma das equipas. O PSG, com um golo passaria para a frente da eliminatória e o Dortmund, ainda que com vantagem, sempre desconfiado do resultado que de um momento para o outro lhe poderia ficar desfavorável.

Este jogo em França começou morno, sem grandes oportunidades de golo em ambas as balizas. Para além da falta de adeptos no estádio, não havia a necessidade urgente da equipa parisiense marcar, e os alemães, mais expectantes, mantiveram-se assim confortáveis no jogo. Nesta altura, o grande espetáculo era protagonizado pelos adeptos da casa que, embora fora do estádio, se faziam ouvir, lançando até fogo de artíficio, dando essa força adicional aos seus jogadores.

A partir do minuto 25 o cenário mudou, quando Cavani deixou o aviso com um remate que passou a rasar o poste, já depois de Burki ter feito uma grande defesa com o pé. Minutos mais tarde e apesar das poucas oportunidades surgiu o primeiro golo da equipa de Tuchel. Na sequência de um pontapé de canto muito bem batido por Angel Di Maria, Neymar apareceu em zonas por onde não costuma andar neste tipo de situações, e com um golpe de cabeça colocou a bola no fundo das redes. Era a vez do PSG de estar na frente da eliminatória.

O rumo da partida mudou, como era de prever. A equipa alemã já não podia jogar com o resultado e tinha agora de ir para cima do adversário. Os homens de amarelo subiram no terreno e foi em Sancho que viram a sua melhor oportunidade de empatar o jogo. Ainda que sem muito perigo, aos 35 e 37 minutos o jovem inglês protagonizou dois remates dignos de registo.

Apesar do maior equilíbrio na segunda metade do primeiro tempo, os franceses não se acomodaram e foi ao minuto 45+1 que Juan Bernat fez o segundo golo, a passe da Sarabia. Apareciam assim dois heróis improváveis, que viriam a dar outro tipo de conforto no jogo da turma dos azuis.

O jogo foi para intervalo com 2-0 e na segunda metade o Borussia Dortmund teria de assumir as rédeas e tentar chegar ao golo que empataria a eliminatória frente à equipa de França. O domínio alemão confirmou-se, ainda que sem grandes oportunidades de golo. A grande oportunidade seria mesmo de Di Maria, que com um livre direto quase fez o 3-0 e sentenciou a partida. Apesar de alguns remates dos alemães, nenhum acabou por ir à baliza e o Dortmund acabaria mesmo por ser eliminado, depois de uma segunda parte com pouca história.

Aos 89 minutos, Emre Can acabaria por ser expulso depois de um confronto com Neymar e de uma confusão desnecessária. O guião estava escrito, e o Paris Saint Germain confirmara o favoritismo inicial que lhe fora atribuído. Mantém-se assim o sonho dos parisienses.

A FIGURA

Fonte: PSG

Neymar Jr. – Apesar de não ter feito uma exibição deslumbrante em França, bem ao seu estilo, foi decisivo no jogo e na eliminatória. Marcou o primeiro golo que desbloqueou o jogo e deu conforto à sua equipa. Para além de se ter mantido sempre muito constante, foi no momento defensivo que mais surpreendeu. Bem fiel ao plano tático do seu treinador, mostrou-se comprometido com a equipa e fez o que tinha de fazer. Não tanto pelo jogo, mas pelo espírito de sacrifício e maturidade que mostrou ao longo de toda a partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: BVB Dortmund

Hakimi – Sabemos que é um lateral muito competente em todos os momentos do jogo, mas hoje não esteve nos seus dias. Leva com todas as culpas do primeiro golo, depois de uma desatenção que deixou Neymar completamente à vontade para fazer o golo. Para além disso não foi diferenciador no momento ofensivo, e acabou por ver a sua equipa ser eliminada.

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

O PSG abordou o jogo em França no 4-4-2 em linha, com algumas alterações no 11 inicial. Thiago Silva, Munier e Verratti estavam indisponíveis e Mbappe, depois de ter estado ausente por motivos de saúde durante a semana, começou no banco. Assim apareceram Bernat e Kehrer nas laterais, no apoio ofensivo a Neymar e Di Maria. No lugar de Verratti jogou Paredes e na frente Cavani e Sarabia completavam a equipa que teria de dar a volta à situação.

Neymar, a partir da esquerda, aparecia muitas vezes em zonas mais interiores e foi muito por ele que passou o processo ofensivo da equipa. Di Maria apareceu também com muita liberdade, estando muitas vezes ao lado de Cavani, fazendo assim a troca com Sarabia.

Em termos de plano as coisas pareceram correr bastante bem. Assumiram o jogo desde cedo e conseguiram controlar as tentativas de contra ataque do Borussiam Dortmund. O golo cedo ajudou, tornando esta numa noite bastante positiva, como os adeptos parisienses mereciam.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (7)

Kehrer (6)

Marquinhos (7)

Kimpembe (7)

Bernat (7)

Di Maria (6)

Paredes (6)

Gueye (7)

Neymar (8)

Sarabia (7)

Cavani (7)

SUBS UTILIZADOS

Mbappé (6)

Kurzawa (6)

Kouassi (-)

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

O Dortmund começou o jogo em França no 3-5-2 que tem vindo a ser utilizado por Lucien Favre, com o mesmo 11 que bateu o Borussia Monchengladbach no passado dia 7. Lucasz Pisczek juntou-se a Hummels e Zagadou no eixo central da defesa, deixando assim toda a ala direita entregue a Hakimi. Do outro lado aparecia Raphael Guerreiro que estaria no apoio ofensivo de Jadon Sancho.

Apesar da tática ditar os três defesas, o Dortmund passou grande parte da primeira parte com cinco, uma vez que os laterais estavam bem juntos aos três centrais. Conforme o adiantamento do jogo, o Dortmund percebeu que teria de projetar esses dois homens para a frente, juntos com o resto da equipa. Isso aconteceu na segunda parte, embora não tenha dado frutos. Haaland, o menino de ouro, teve poucas oportunidades para fazer o que melhor sabe e não conseguiu ajudar a sua equipa, como tem vindo a fazer em todos os jogos. O Dortmund seria eliminado, depois de não ter conseguido dar uma boa resposta aos dois golos marcados pelo PSG.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Burki (6)

Piszczeck (5)

Hummels (6)

Zagadou (6)

Hakimi (4)

Emre Can (4)

Witsel (5)

Raphael Guerreiro (5)

Jadon Sancho (6)

Thorgan Hazard (5)

Haaland (5)

SUBS UTILIZADOS 

Julian Brandt (5)

Giovanni Reyna (5)

Mario Gotze (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

De que valem os milhões, se não formos campeões?

0

Excelentíssimos membros da Direção e da Sociedade Anónima Desportiva,

Numa fase em que chegamos à reta final de mais uma época desportiva, é imperativo, na minha modesta opinião, começar a fazer um balanço sobre o desempenho do SL Benfica na presente temporada.

No momento em que escrevo esta carta, constato que perdemos os sete pontos de vantagem que tínhamos para o segundo classificado, FC Porto, tendo os mesmos assumido a liderança do campeonato após um mês de fevereiro completamente inenarrável para um clube com a dimensão do Benfica.

Gostaria de saber como é que é possível que um clube que respira uma saúde financeira invejável tenha preparado a época da maneira que preparou, sendo que o fruto dessa gestão é agora visível para todos os benfiquistas. Foi mais uma época vergonhosa a nível europeu, mais uma época a ser eliminados da Taça da Liga, podemos ter hipotecado o campeonato no mês de fevereiro e, para variar, lá conseguimos chegar à final da Taça de Portugal.

O plantel apresenta lacunas graves, especialmente no setor defensivo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, preocupa-me o facto de que a Direção apenas se preocupe com os resultados financeiros e que use os mesmos para se defender das críticas relativas à má gestão desportiva. Os craques vão saindo e os responsáveis teimam em não reforçar a equipa nas zonas em que esta fica mais desfalcada.

O plantel apresenta inúmeras lacunas, especialmente no setor defensivo, sendo o caso mais flagrante o dossiê sobre a lateral direita. Desde a saída de Nélson Semedo, em 2017, que o Benfica não comprou nenhum jogador para assumir o lado direito da defesa encarnada, sendo que os jogadores que por lá têm passado são atletas que já se encontravam no clube – e que não cumprem os requisitos para serem indiscutíveis num XI titular de uma equipa como o Benfica.

Termino esta carta com um simples pedido, excelentíssimos membros da Direção: deixem de gerir o Benfica como se de uma empresa se tratasse e comecem a focar-se na conquista de títulos, pois é isso que alimenta um clube de futebol e os seus adeptos.

Porque, no fim de contas, meus caros, de que valem os milhões, se não formos campeões?

Cumprimentos,

Um sócio preocupado.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

«Terramoto»: Arcos TT presta homenagem a Paulo Gonçalves

A 22.ª edição do Arcos TT destacou-se pela solene homenagem a Paulo Gonçalves e pelo recorde do número de participantes. O evento tem lugar em Arcos de Valdevez e, este ano, foi especial em diversos aspetos. É o “maior Evento da Europa com Motos de Todo Terreno de duas e quatro rodas” e o seu objetivo principal é a confraternização, o aproveitar das belas paisagens da vila e, claro, usufruir de tudo o que as motas de todo o terreno têm para dar. Este ano apresentou o maior número de inscritos desde a sua criação contando com 1525 incrições.

O início do passeio é marcado pela reunião de todo os participantes
Fonte: Moto Clube Arcos de Valdevez

O Arcos TT 2020 teve um sentimento diferente dos anos anteriores, tornando-se mais especial e mais emotivo para quem passou por esta vila. Teve início com uma homenagem a Paulo Gonçalves, quer como forma de agradecimento pelo seu contributo a nível profissional, quer pela sua proximidade ao evento.

Sempre que a sua agenda permitia, Paulo Gonçalves, marcava presença no Arcos TT e, em 2016, após o seu excelente resultado no Rally Dakar (segundo lugar), foi-lhe prestada uma “homenagem na qual mais de 1300 pessoas aplaudiram em pé o seu lugar no pódio enquanto era reproduzido um vídeo em tela grande, o que fez com que o piloto se emocionasse”. Desta forma, a organização do evento (nas mãos do MCAVV- Moto Clube de Arcos de Valdevez em parceria com o Município de Arcos de Valdevez) decidiu que faria todo o sentido prestar homenagem numa espécie de “adeus”.

Foi cumprido um minuto de silêncio antes da partida das motas, seguido de uma imagem de 5×4 metros que desceu lentamente do pórtico de entrada do parque fechado. Foi também entregue “uma lembrança ao filho de Paulo Gonçalves, acompanhado pelo seu tio, Joaquim Rodrigues, pelo seu avô e pelo chefe de equipa da Hero” que marcaram presença durante o evento, segundo o relato do Moto Clube de Arcos de Valdevez. Paulo Gonçalves era considerado “um verdadeiro embaixador do Arcos TT e um amigo”.

A equipa da Hero marcou presença no evento
Fonte: Moto Clube Arcos de Valdevez

Apesar dos 22 anos desde a sua criação, esta prova tomou proporções maiores a partir de 2014, tendo crescido de forma contínua e, neste momento, reúne motards de diversas zonas do país e até de diferentes países como Espanha (cerca de 400 participantes), França (cerca de 600 participantes), Luxemburgo, Suíça, Holanda e Andorra. Os participantes destes países decidiram abraçar o Arcos TT apesar da distância e das despesas que tiveram que suportar. O amor pelas motas é mais forte do que qualquer uma destas barreiras.

O passeio turístico tem lugar nas serras da vila de Arcos de Valdevez e o percurso tem cerca de 90km e conta com refeições programadas que promovem um grande convívio entre participantes.

Com os acontecimentos mais recentes, devido à elevada propagação do Coronavírus, esse mesmo convívio poderia não ser possível. No entanto, o Moto Clube de Arcos de Valdevez teve em atenção o alarmismo da população e a gravidade do problema e tomou as devidas precauções e providências informando a Direção Regional de Saúde acerca da realização do evento e todo o processo foi acompanhado ativamente por uma profissional de saúde. Para além disso, estava assegurada uma sala de contenção em caso de suspeita e estavam disponíveis desinfetantes bem como informações sobre a própria situação, o que demonstrou um excelente controlo e desempenho pela organização na sua totalidade, na tentativa de tranquilizar a população preocupada com a concretização da “prova”.

É certo que grande parte dos participantes da 22.ª edição aguarda ansiosamente por uma 23.ª e isso é visível pelas partilhas das suas experiências, em que afirmam que a adrenalina e a emoção estão presentes do início ao fim do dia e que fazer parte do Arcos TT é um “orgulho”. Resta aguardar pela próxima edição e esperar que tenha tanto sucesso quanto a última.

Foto de Capa: Moto Clube Arcos de Valdevez

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os 5 melhores laterais da Primeira Liga extra-grandes

0

Nesta temporada, tem havido vários jogadores, nomeadamente laterais, fora dos três grandes, a destacarem-se no campeonato. Estes jogadores têm sobressaído e mostrado que merecem dar um passo em frente nas suas carreiras. Aqui, irei fazer aquele que, na minha opinião, é o top cinco dos melhores laterais da Primeira Liga.