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FC Porto 79-90 UD Oliveirense: Pódio mais próximo de Oliveira de Azeméis

A CRÓNICA: VITÓRIA QUE FAZ APROXIMAR DO PÓDIO

O Dragão Arena recebeu o encontro entre o FC Porto e a UD Oliveirense, que resultou na vitória da turma de Oliveira de Azeméis por 79-90, jogo este a contar para a vigésima segunda ronda da Fase Regular do campeonato nacional. Sendo um jogo considerado de elevada tensão e qualidade, ambas as equipas demonstraram essa realidade. De um lado, a equipa azul e branca que vinha de um histórico de seis vitórias consecutivas e, do outro lado, a equipa bicampeã nacional de basquetebol.

O primeiro período justificou toda a expectativa relativamente ao encontro, onde foram concretizados 50 pontos. O FC Porto entrou em vantagem, mas os unionistas rapidamente mostraram a sua vontade em vencer. Foram trocados cestos, quer dentro quer fora da linha de três pontos, e a percentagem de acerto de ambas as equipas era elevadíssima. No segundo quarto, a equipa azul e branca decresceu na sua produção ofensiva e a UD Oliveirense foi para o intervalo a vencer por 41-44.

Na segunda parte do encontro, os comandados de Moncho López continuaram sem qualquer tipo de pressão ofensiva e foi isso que deu alento à UD Oliveirense pois, a partir da vantagem que criaram antes de soar a buzina do intervalo, nunca mais largaram a dianteira do marcador. A turma de Norberto Alves chegou, inclusive, a alcançar uma margem de 17 pontos de diferença para a equipa portista.

A FIGURA

Fonte: UD Oliveirense

Shonn Miller – O poste norte-americano representante da UD Oliveirense mostrou serviço. Num jogo onde as qualidades individuais se demonstraram, Shonn Miller anotou 22 pontos, três assistências e dez ressaltos. O jovem de 26 anos esteve claramente em destaque perante os azuis e brancos e demonstrou que está numa forma em ascensão.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto Sports

Transição ofensiva do FC Porto – Este foi um encontro com marcador resolvido nos detalhes e o maior detalhe de todos acabou por ser os turnovers. O FC Porto pecou imenso nas transições entre defesa e ataque, resultando num total de 15 turnovers, e, melhor que ninguém, a UD Oliveirense aproveitou isso da melhor forma.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto procurou, desde cedo, trabalhar e concretizar no jogo interior, passando entre a defesa da UD Oliveirense. A opção dos bloqueios para circular melhor a bola no ataque até chegar à zona “do garrafão” foi uma boa escolha por parte de Moncho López que conseguiu gerar resultado.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rawle Alkins (7)

Brad Tinsley (4)

Kayel Locke (5)

Preston Purifoy (5)

Sasa Borovnjak (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Pinto (4)

Francisco Amarante (3)

João Soares (5)

Miguel Queiroz (4)

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

A forma como a turma de Norberto Alves pareceu fluída, ao ponto de tudo parecer estar a correr bem. O seu jogo passou pela capacidade de lançamento e percentagem de acerto da linha de três pontos e também pela comunicação entre equipa, que levou às extraordinárias exibições de Shonn Miller e Corey Sanders.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Corey Sanders (8)

João Balseiro (5)

Duda Sanadze (7)

Shonn Miller (8)

Marc-Eddy Norelia (7)

SUBS UTILIZADOS

André Bessa (6)

João Grosso (5)

João Guerreiro (7)

Foto de Capa: UD Oliveirense

Juventus FC 2-0 FC Internazionale Milano: “Vechia Signora” continua a mandar em Itália

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A CRÓNICA: “JUVE” COLOCA INTER DE QUARENTENA NO TERCEIRO LUGAR

A primeira nota que temos de dar em relação a este jogo é o facto de o mesmo se jogar sem público nas bancadas. O “Derby D’Itália” é sempre uma partida fantástica, com muita cor e festa por parte dos adeptos de ambas as formações, mas o malfadado Covid-19 (Coronavírus) obriga a estas medidas… Dito isto, vamos ao jogo.

Quem esperava uma entrada em campo muito cautelosa e mais a pensar na defesa dos pupilos de Sarri e de Conte, desengane-se, pois não foi isso que aconteceu. As duas equipas começaram logo a tentar desequilibrar o adversário, com a Juventus FC a fazer os primeiros 20 minutos de boa qualidade e a dar trabalho a Handanovic. O FC Internazionale Milano conseguiu afastar a pressão e a partir dos 25 minutos também conseguiu “chatear” Szczesny, maioritariamente com remates de meia-distância. Jogo dividido e o 0-0 que se registava ao intervalo não refletia o que se passava no encontro: a haver um empate no descanso, seria sempre com golos de ambas as partes.

A segunda metade do desafio começou com os milaneses a ter mais posse de bola, mas foi a Juventus FC que marcou primeiro, com Ramsey a aparecer de forma oportuna no coração da área, perante a passividade dos defensores do Inter de Milão, rematando rasteiro para o centro da baliza.

A partir daí esperava-se uma reação forte dos homens de Conte, mas isso acabou por não acontecer. Com a entrada de Paulo “La Joya” Dybala no terreno de jogo, o Inter de Milão quebrou e o argentino fez mesmo um golo de belo efeito: 2-0, resultado final. Até ao fim do jogo até podiam ter sido mais para os da casa, mas Ronaldo falhou duas boas oportunidades já depois dos noventa minutos. Milaneses mais longe do primeiro lugar e Juventus FC mais próxima do seu habitual título.

 

A FIGURA

Fonte: UEFA

Maurizio Sarri – Se esta época o técnico italiano já foi muito criticado por não colocar a Juventus FC a jogar bem, neste jogo deu um banho tático a Antonio Conte. O seu meio-campo forte dominou as operações e quando viu uma oportunidade para matar o jogo, colocou em campo Dybala, que acabou com a partida e fechou os três pontos para os seus homens.

O FORA DE JOGO

Fonte: Juventus FC

Antonio Conte – Por oposição, Antonio Conte não conseguiu reagir bem ao que se estava a passar na partida. O onze que colocou de início foi sólido, mas quando foi preciso mexer no encontro, tirou as unidades que estavam a jogar melhor, na minha opinião: Candreva e Barella. Os jogadores que ele lançou também pouco acrescentaram. Assim que entrou Dybala, a sua equipa ficou desorientada e ele também não conseguiu puxá-la de novo para cima.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Um 4-3-3 clássico, com um médio mais defensivo (Betancur) e dois “oitos” a andarem para trás e para a frente (Ramsey e Matuidi) que conseguiram pautar bem o ritmo de jogo. Creio que seria proveitoso colocar Dybala de início, porque se isso tivesse acontecido, a partida teria ficado resolvida bem mais cedo: Douglas Costa foi uma nulidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (7)

Alex Sandro (6)

De Ligt (7)

Bonucci (6)

Cuadrado (6)

Bentacur (7)

Matuidi (6)

Ramsey (8)

Diego Costa (5)

Ronaldo (7)

Higuaín (6)

SUBS UTILIZADOS

Dybala (8)

De Sciglio (6)

Bernardeschi (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Antonio Conte colocou os homens no habitual 3-5-2, com dois jogadores rápidos e de grande vocação ofensiva a fazer ambos os corredores, meio-campo muito povoado e uma das melhores duplas do mundo na frente de ataque: Lautaro e Lukaku. Creio que o perderam o jogo devido à maior qualidade que a Juventus FC mostrava ter com bola e porque os defesas – especialmente Bastoni – estiveram muitíssimo permeáveis. Foi interessante reparar na tarefa que Conte deu ao seu “central-estrela”, Milan Skriniar: sempre que Ronaldo baixava para construir jogo, ele seguia-o, saindo mesmo de posição e fazia falta (aconteceu umas três ou quatro vezes).

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (7)

Skriniar (5)

De Vrij (5)

Bastoni (4)

Candreva (6)

Brozovic (5)

Vecino (5)

Barella (6)

Young (5)

Lukaku (5)

Lautaro (6)

SUBS UTILIZADOS

Erikssen (5)

Gagliardini (5)

Alexis Sanchez (5)

 

 

 

Manchester United FC 2-0 Manchester City FC: Red Devils vencem dérbi com Bruno Fernandes em destaque

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A CRÓNICA: POUCA CRIATIVIDADE DO MANCHESTER CITY FRENTE A UM MANCHESTER UNITED MUITO BEM ORGANIZADO

Num dérbi de Manchester sempre emocionante, foi o Manchester United com a batuta de Bruno Fernandes que levou a melhor.

Numa primeira parte bem disputada mas com poucas (ou nenhumas) oportunidades claras de golo, até foi o Manchester City quem entrou melhor, a querer pegar no jogo e ter bola, mas foram mesmo os red devils que se adiantaram no marcador após um lance de bola parada genialmente convertido pelo internacional português Bruno Fernandes, que picou a bola por cima da defesa citizen e colocou nos pés de Martial o primeiro tento do encontro, surpreendendo tudo e todos. Ainda que o os visitantes tenham dominado a posse de bola no primeiro tempo, foi a formação da casa quem se mostrou mais assertiva e com mais argumentos para estar na frente do marcador.

No segundo tempo, os comandados de Pep Guardiola foram atrás do prejuízo, voltando a dominar a posse de bola e obrigando a equipa da casa a descer as suas linhas, tal era a pressão exercida. Agüero ainda colocou a bola na baliza de De Gea logo no recomeço da partida mas o lance foi anulado pelo árbitro Mike Dean por fora de jogo. Numa exibição desinspirada e com pouca criatividade para desbloquear a excelente organização do Manchester United, a formação visitante iria mesmo acabar por sofrer mais um golo, mesmo ao cair do pano, após um erro de Ederson que colocou a bola nos pés de Scott McTominay que com a baliza deserta, finalizou com um remate de longa distância muito bem colocado.

Com este resultado o Manchester United ainda sonha com os lugares de qualificação para a Liga dos Campeões, enquanto o Manchester City fica ainda mais longe do título, passando a focar-se noutros troféus ainda em disputa.

 

A FIGURA

Fonte: Manchester United FC

Wan-Bissaka e Daniel James – A ala direita do Manchester United foi extremamente importante nesta partida ora no momento defensivo, com um Wan-Bissaka intransponível, ora no processo ofensivo com muita velocidade e garra de Daniel James. Grande jogo destes dois jovens ingleses.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

Ederson  – O guardião brasileiro esteve muito inconstante na partida, tendo ficado mal na fotografia em ambos os golos sofridos. Má exibição de um excelente guarda-redes.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Ole Gunnar Solskjaer voltou a mexer e apostou num dispositivo base de 3-4-1-2, com os alas (Wan-Bissaka e Williams) a descer e a formar uma linha de cinco defesas no momento defensivo, de modo a conter o poderio ofensivo do Manchester City. Os red devils conseguiram ser agressivos e pressionantes até ao momento do golo, descendo progressivamente as linhas e passando a apostar no contra-ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (7)

Shaw (6)

Maguire (6)

Lindelöf (7)

Williams (6)

Fred (7)

Matić (6)

Wan-Bissaka (8)

Bruno Fernandes (7)

Martial (7)

James (7)

SUBS UTILIZADOS

McTominay (6)

Bailly (-)

Ighalo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Com os internacionais portugueses João Cancelo e Bernardo Silva no “onze” titular e sem o maestro Kevin De Bruyne, os citizens foram a casa do rival alinhados num habitual sistema tático de 4-3-3. Apesar de ter dominado a maior parte da posse de bola, a turma de Guardiola foi muito pouco criativa e teve grandes dificuldades em desbloquear um jogo taticamente muito bem conseguido pelo Manchester United.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Cancelo (7)

Otamendi (7)

Fernandinho (6)

Zinchenko (6)

Bernardo Silva (6)

Rodri (7)

Gündoğan (6)

Foden (7)

Agüero (6)

Sterling (6)

SUBS UTILIZADOS

Jesus (6)

Mahrez (6)

Mendy (-)

Andreas Samaris | O Deus do Olimpo encarnado

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Início de sonho de Andreas Samaris

Chegou à Luz em 2014, proveniente do Olympiacos FC, por uma verba a rondar os dez milhões de euros, e depressa se tornou numa figura importante no universo encarnado.

Em apenas seis meses tornou-se num dos jogadores mais queridos pelos adeptos, ao demonstrar uma enorme capacidade para aprender a língua de Camões, assim como uma grande vontade de mergulhar na cultura deste nosso pequeno país à beira mar plantado. E, se fora de campo ia ganhando pontos junto dos benfiquistas, dentro de campo as coisas corriam-lhe igualmente bem.

Na sua época de estreia em Portugal somou 37 jogos ao serviço das “águias”, assumindo-se como o patrão do meio campo do SL Benfica bicampeão de Jorge Jesus.

Queda do Olimpo

No entanto, a situação do grego iria mudar drasticamente nas épocas seguintes. Com a entrada de Rui Vitória, o internacional helénico perdeu espaço no plano de jogo dos encarnados, sendo relegado para um papel secundário. Durante as três épocas e meia de Rui Vitória ao serviço do SL Benfica, Andreas somou apenas 5794 minutos de competição.

Apesar de não ser uma aposta regular para o técnico ribatejano, Samaris nunca perdeu o empenho e a sua atitude foi sempre elogiada pelos restantes colegas de equipa, tornando-se numa referência quer para os colegas, quer para os adeptos.

No entanto, a situação iria mudar (outra vez)
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Consolidação na mitologia encarnada

Porém, a situação de Samaris iria, novamente, adquirir novos contornos. Após uma derrota por duas bolas a zero frente ao Portimonense SC, em Portimão, Rui Vitória abandona o comando técnico das “águias”, sendo substituído por Bruno Lage, que treinava a equipa B dos encarnados.

O técnico setubalense voltou a trazer Samaris para o primeiro plano, fazendo uma dupla portentosa com Gabriel no meio campo dos encarnados. A entrada do grego na equipa veio estabilizar e dar uma melhor qualidade na circulação de jogo das “águias”, assim como uma maior capacidade de pressão, libertando o seu par no miolo do terreno para tarefas mais ofensivas.

O grego foi, assim, uma das figuras da reconquista do campeonato nacional, sendo que, após uma longa campanha por parte dos benfiquistas nas redes sociais, este renovou contrato com os encarnados até 2024.

Na presente temporada, e após desperdiçar uma vantagem de sete pontos para o FC Porto, o grego voltou a mostrar a sua importância no núcleo das “águias”. Depois de não ser utilizado com regularidade na primeira metade da temporada, Bruno Lage tem chamado Samaris para as últimas partidas, numa tentativa de estabilizar o setor intermediário da equipa.

Apesar de não envergar a braçadeira de capitão, Andreas Samaris é, sem dúvida alguma, uma das principais vozes de comando do SL Benfica. Numa altura em que os encarnados somam apenas uma vitória nos últimos oito jogos, a liderança do “deus grego da Luz” poderá ser fulcral para que as “águias” alcancem os títulos em disputa.

4 finais de peso para o FC Porto até ao final da Primeira Liga

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Faltam 10 finais, algumas com um maior grau de exigência, tendo em conta o histórico de partidas entre o FC Porto e os adversários. Outras, traçam um adversário com um grau de acessibilidade maior, mas nem por isso devem ser menosprezadas. O FC Porto lidera a tabela da Primeira Liga com uma vantagem de um ponto, o que significa que só depende de si mesmo para conquistar o 29º título de campeão nacional.

A questão que se impõe é: conseguirão os dragões serem bem-sucedidos em todos estes 11 jogos que restam? A resposta é… não sabemos. No futebol as bolas de cristal não funcionam e os polvos, elefantes ou qualquer outro animal que adivinhe resultados não são de fiar. Contudo, olhando, de forma crítica, para o que resta do calendário do escalão primodivisionário do futebol português, elaborámos uma análise aos adversários que podem complicar as contas aos azuis e brancos.

Sporting CP 2-0 CD Aves: Golias derrota um David fragilizado

A CRÓNICA: UM JOGO DE SENTIDO ÚNICO 

Sob a nova orientação técnica de Rúben Amorim, os leões entraram confiantes na partida, a controlar o rumo dos acontecimentos e a reagir rapidamente à perda de bola, algo que raramente estava a ocorrer, dado que o Sporting CP não dava grande margem de manobra para os visitantes criarem perigo. O CD Aves sofreu uma contrariedade à passagem dos dez minutos: Rúben Macedo viu cartão vermelho direto, após uma entrada mais ríspida sobre Wendel.

A jogar com menos um, os visitantes já não tinham forma de causar qualquer perigo ao conjunto leonino e pior ficou com a expulsão de Luiz Fernando, depois de ter uma falta completamente desnecessária a meio-campo sobre Wendel. Percebendo que podia aproveitar as debilidades defensivas do Aves, Rúben Amorim colocou Jovane Cabral no lugar de Ristovski, o que veio trazer maior rapidez nas transições ofensivas.

Era uma questão de minutos até se concretizar o 1-0 verde e branco, mas o desacerto dos homens da frente imperava – o exemplo mais evidente disso foi Sporar, aos 44 minutos, em que tira bem o defesa adversário, mas o seu remate saiu por cima da baliza de Beunardeau -, o que fez com que as duas equipas fossem empatadas a zero para o intervalo.

No regresso para a segunda parte, a equipa avense demorou imenso tempo a voltar para o relvado, mas nem assim conseguiu adiar o inevitável, pois, aos 62 minutos, Wendel cruzou para a cabeça do esloveno Andraz Sporar, que marcou assim o primeiro golo da partida (1-0). Não foi preciso esperar muito para se gritar novamente golo em Alvalade. Aos 66 minutos, penalti assinalado contra o CD Aves por mão na bola de Afonso Figueiredo. Desta vez, foi Vietto que assinou o seu nome na lista dos marcadores do encontro e estava feito o 2-0 a favor dos leões.

Num jogo de sentido único onde Luís Maximiano foi (quase) um mero espetador e que ditou a primeira vitória de Rúben Amorim no comando dos leões frente a um CD Aves completamente fragilizado e a jogar com nove unidades. O Sporting CP faz 42 pontos e mantém a perseguição ao terceiro lugar, SC Braga. O CD Aves continua numa situação difícil no fundo da tabela classificativa e a esperança de ainda se manter na Primeira Liga começa a esfumar-se, rapidamente.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Wendel – De um jogo onde pouco deu para alguém se destacar, escolhemos o médio brasileiro. Esteve nas duas jogadas que deram os dois vermelhos aos jogadores avenses, teve também influência direta para aquele que foi o primeiro golo da partida com uma bela assistência. Foi um elemento muito ativo ao longo de toda a partida e na tentativa de entrar na defesa coesa e muito baixa do CD Aves.

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Aves

Luiz Fernando – O trinco teve uma expulsão completamente desnecessária ainda não estava decorrida a primeira meia-hora do encontro, o que obrigou os seus colegas a um esforço redobrado. Até estava a ser um elemento importante nas alturas de maior pressão leonina, mas a sua infantilidade deitou tudo a perder para o Aves em Alvalade.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A grande curiosidade para o jogo da tarde em Alvalade era conhecer que sistema tático o novo técnico dos leões Rúben Amorim ia usar de início. A aposta foi num 3-4-3 com o trio defensivo a ser formado por Coates, Mathieu e Ilori, Wendel e Battaglia a formar a dupla de meio-campo e Sporar apoiado na frente de ataque por Plata e Vietto. A tarefa leonina ficou algo facilitada graças às expulsões no primeiro tempo de Rúben Macedo e Luiz Fernando, o que desequilibrou a partida a favor do Sporting CP.

A entrada de Jovane Cabral pouco efeito surtiu logo de início, mas ao longo do jogo foi aparecendo e sendo solicitado mais vezes. Quem podemos destacar é, sem dúvida, Francisco Geraldes, que mostra estar motivado com o regresso do empréstimo do AEK Atenas e pretende mostrar serviço a Rúben Amorim e aos sportinguistas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (5)

Tiago Illori (6)

Sebastián Coates (5)

Jeremy Mathieu (5)

Marcos Acuña (6)

Rodrigo Battaglia (6)

Wendel (7)

Stefan Ristovski (-)

Gonzalo Plata (5)

Luciano Vietto (6)

Andraz Sporar (7)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (6)

Francisco Geraldes (7)

Rosier (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD AVES

Face ao castigo de Jaílson, Nuno Manta Santos colocou Matos Milos a jogar no lado direito da defesa. Os avenses atuaram num 4-3-3 bastante compacto nos momentos defensivos, com o miolo defensivo a ser reforçado pelo trinco Luiz Fernando nas alturas de maior aperto leonino. Se a tarefa à partida já era difícil, pior ficou com a expulsão de Rúben Macedo ao minuto 11, o que levou Nuno Manta Santos a alterar o esquema tático para um 4-4-1.

Quando se julgava que nada de mal podia acontecer, eis que Luiz Fernando comete uma falta desnecessária e vê o segundo amarelo e é expulso, hipotecando de vez qualquer esperança avense em somar pontos. Reduzido a nove unidades dos avenses começaram a jogar no sistema tático possível para as opções disponíveis em campo com cinco defesas e os restantes quatro jogadores à frente destes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Beunardeau (6)

Mangas (5)

Buatu (5)

Afonso Figueiredo (4)

Diakhite (5)

Milos (5)

Rúben Oliveira (5)

Estrela (5)

Rúben Macedo (3)

Luiz Fernando (2)

Junior (5)

SUBS UTILIZADOS

Banjaqui (5)

Kevin Yamga (-)

Tshibola (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível fazer pergunta ao treinador Sporting CP, Rúben Amorim.

CD Aves

BnR: Com dois expulsos e alguns jogadores importantes lesionados, vai ser, certamente, complicado preparar o próximo jogo contra o Belenenses SAD. Como se prepara um jogo com todas estas condicionantes?

Nuno Manta Santos: Primeiro de tudo é preciso fazer uma análise deste jogo ver aquilo que fizemos de mal e aquilo que fizemos de bem. Depois disto, temos de ver quais são os jogadores disponíveis e o próximo jogo é um daqueles que temos de ganhar. Por isso, temos de trabalhar durante toda esta semana, recuperar os atletas que estão lesionado e são possíveis de recuperar e preparar ao máximo possível esse jogo. É um jogo muito decisivo. Digamos que é um jogo de vida ou de morte para nós. A faltar ainda dez jornadas para o final, é um jogo que temos mesmo de ganhar.

Rescaldo de opinião de Guilherme Costa e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Portugal derrota Lituânia e permanece no Grupo I da Taça Davis

A seleção portuguesa de ténis viajou até à Lituânia para disputar o play-off de permanência do Grupo I da Taça Davis. João Sousa, Frederico Silva, Pedro Sousa e João Domingues foram novamente chamados pelo selecionador Rui Machado para representar as cores nacionais.

O primeiro português a entrar em ação foi Frederico Silva. O tenista de 24 anos defrontou Laurynas Grigelis e precisou de duas horas e meia para confirmar o primeiro ponto para Portugal. A partida até começou bem para o tenista da casa, uma vez que venceu o primeiro set, após ganhar o tiebreak. Insatisfeito com o resultado, Frederico Silva lutou para conseguir a reviravolta e foi mesmo isso aconteceu. Com um 6-3 no segundo set e um 6-0 no set decisivo, Frederico Silva colocou Portugal em vantagem na eliminatória.

Portugal iniciou, com uma vitória de Frederico Silva, a eliminatória da Taça Davis
Fonte: Lisboa Belém Challenger

João Sousa entrou no court logo de seguida para jogar contra o 791.º classificado do ranking ATP. O número um nacional não teve grandes problemas para somar a sua primeira vitória do ano e igualar João Cunha e Silva na lista de jogadores portugueses com mais triunfos em encontros de singulares na Taça Davis. Grande dia para o tenista vimaranense que deu mais um ponto à seleção nacional.

João Sousa igualou o registo histórico de João Cunha e Silva
Fonte: Estoril Open

Na manhã de sábado, Pedro Sousa e João Sousa bateram a dupla da Lituânia constituída por Laurarynas Grigelis e Lukas Mugevicius. Para fechar em grande, Pedro Sousa venceu o respetivo jogo, em singulares, e fechou o resultado da eliminatória num expressivo 4-0.

Sete anos depois, Portugal voltou a sorrir fora de casa. A seleção portuguesa regressa aos courts em setembro para jogar o acesso à fase de qualificação para as Davis Cup Finals de 2021.

Foto de Capa: ATP World Tour

Manchester United FC x Manchester City FC: Derby inglês com toque português

DALOT E BRUNO VS. CANCELO E BERNARDO

Manchester United e Manchester City defrontam-se este domingo pelas 16h30, separados na classificação por 15 pontos. Na antecâmara da jornada 29 da Premier League, a equipa de João Cancelo e Bernardo Silva segue na peugada do quase-campeão Liverpool FC, ao passo que a equipa de Diogo Dalot e Bruno Fernandes está na quinta posição, a lutar por uma vaga na Liga dos Campeões da próxima época.

UM GOLO DE BRUNO FERNANDES COM ODD DE 4.20? APOSTA JÁ NO DÉRBI DE MANCHESTER NA BET.PT!

O Manchester United chega a este jogo após vencer na quinta-feira o Derby County em jogo da FA Cup (0-3), um jogo que se seguiu à escorregadela em Goodison Park, onde a equipa não foi além de um empate frente ao Everton na jornada 28 da Premier League. Já o Manchester City chega a este jogo após conquistar a Taça da Liga no domingo passado frente ao Aston Villa e depois de vencer o Sheffield Wednesday na quarta-feira para a FA Cup (0-1).

Independentemente da distância que separa as duas equipas na tabela classificativa, a distância geográfica (7 km) que as separa faz deste um derby escaldante em que a cidade pára. No jogo da primeira volta, os Red Devils foram ao Etihad Stadium vencer por 2-1, pelo que a possibilidade do City “vingar” a derrota caseira em dezembro passado é apenas mais um ingrediente para apimentar este jogo. O Manchester United precisa de vencer para colocar pressão no Chelsea FC e não ser ultrapassado pelo Wolves, ao passo que o City espera continuar a “perseguição” ao líder Liverpool e manter o Leicester à distância no 3º lugar.

COMO JOGARÁ O MANCHESTER UNITED?

Ainda que esteja a jogar em casa, o United deverá apostar em jogar com o bloco relativamente baixo e na transição ofensiva rápida, através de contra-ataques, até porque o Manchester City é uma equipa que joga em posse e se sente confortável a trocar a bola no pé. Solskjaer deve manter a equipa no habitual 4-2-3-1, modelo menos “arriscado” e no qual os seus jogadores estão mais rotinados. Bruno Fernandes terá um papel determinante quer na manobra ofensiva da equipa, quer no momento defensivo, uma vez que o modelo de posse do adversário a isso o vai obrigar. Os Red Devils farão das transições rápidas a sua maior arma para contrariar o estilo de jogo do City, jogando na profundidade para aproveitar o espaço que a equipa de Guardiola normalmente deixa nas costas da defesa.

JOGADOR A TER EM CONTA

Bruno Fernandes tem estado em alta no Manchester United FC
Fonte: Manchester United FC

Bruno Fernandes – Quem mais poderia ser o jogador a ter em conta do que o médio português que chegou e encantou desde a sua estreia com a camisola dos Red Devils?

XI PROVÁVEL

De Gea, Dalot, Maguire, Lindelof, Luke Shaw, Matic, Fred, Bruno Fernandes, Mason Greenwood, Daniel James e Martial.

COMO JOGARÁ O MANCHESTER CITY?

Pep Guardiola deverá manter a aposta no habitual 4-3-3, privilegiando a posse de bola e jogando com as linhas subidas. A dinâmica ofensiva da equipa assenta na mobilidade dos homens da frente e na sua capacidade de explorar o jogo interior, pelo que poderemos esperar sempre alguma dose de imprevisibilidade e rasgo do tridente atacante da equipa. O City terá que ser acutilante na reação à perda de bola e muito eficaz na transição defensiva, uma vez que o United é exímio em aproveitar o espaço livre nas costas do adversário e tem em Bruno Fernandes um jogador capaz de, com um passe, lançar a equipa rapidamente para a frente e desequilibrar o jogo.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Manchester City FC

Sergio Agüero – Jogador histórico do Manchester City, continua época após época a ser sinónimo de golos, afirmando-se como a grande referência atacante da equipa. Nesta época tem já 16 golos marcados na Premier League e está a apenas um golo de distância dos líderes Jamie Vardy e Aubameyang. Se há jogador que sabe o que é fazer o gosto ao pé no derby de Manchester é ele: marcou por nove vezes e está a dois golos do recorde estabelecido por Wayne Rooney (11).

XI PROVÁVEL

Ederson, Kyle Walker, John Stones, Fernandinho, Mendy, Rodri, Gundogan, Kevin de Bruyne, Sterling, Bernardo Silva e Agüero.

NBA Conferência Este: A corrida aos playoffs

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É renhida a recta final da Fase Regular da NBA, mas mais ainda para as equipas da Conferência Este. É apenas um jogo que separa o 7.º do 8.º: Brooklyn Nets, no 7.º posto encontram se com um recorde de 28-34 e Orlando Magic, no 8.º posto, com um recorde de 28-35.

Ambas as equipas que se encontram com um pé dentro dos oito finais surpreenderam esta temporada. Os Nets pela negativa, com a chegada de Kyrie Irving e tendo estes conseguido o 6.º posto, com um plantel mais fraco, no ano anterior, previa-se que, com a chegada da super estrela, as ambições fossem outras. No entanto, o base lidou com lesões durante toda a temporada e a equipa ficou quase que entregue aos restantes jogadores, que a vão mantendo a lutar por um lugar nos playoffs.

A surpreender pela positiva vem os Orlando Magic. Muito se debateu na temporada passada a qualidade desta equipa, eliminada em cinco jogos pelos Toronto Raptors de Kawhi Leonard, na primeira ronda. Esta temporada pensava-se que seria uma época singular, no entanto, nomes como Aaron Gordon, Evan Fournier e até Markell Fultz têm mantido a equipa a ganhar os jogos que precisa. Os Magic têm vivido das vitórias contra as equipas mais fracas e de sobreviver até ao fim, por vezes, com alguma sorte à mistura a trazer a vitória contra as equipas mais fortes.

No entanto, há sempre as equipas que lutam a época toda para uma presença nos Playoffs nesta Conferência Este. Assim são os Washington Wizards, Charlotte Hornets e Chicago Bulls. Os Wizards encontram se na melhor posição para ainda poderem sonhar, no 9.º posto da conferência com um recorde de 23-39, a equipa tem vivido da boa fase do extremo base Bradley Beal.

Bradley Beal tem feito os possíveis e os impossíveis para que a equipa chegue aos Playoffs
Fonte: Washington Wizards

Beal fez uma média de 35.0 pontos por jogo em fevereiro acompanhados de cinco assistências por jogo. Apesar de os seus números nem sempre se traduzirem em vitórias, Beal marcou mais de 50 pontos por duas vezes mas ambos em derrota, os Wizards vão mantendo o mínimo da qualidade para ganharem os jogos que lhes são obrigatórios. A equipa falha quando nos momentos finais não encontram resposta ofensiva (uma resposta que não seja Beal).

FC Porto 1-1 Rio Ave FC: Tudo igual na luta pelo título

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A CRÓNICA:  Surpresa tática

Depois de saber do deslize do SL Benfica no Bonfim (1-1), o FC Porto entrou em campo com a responsabilidade e a motivação de alargar a vantagem no primeiro lugar do campeonato. O Rio Ave foi um osso duro de roer e a luta pelo título mantém-se igual.

Os dragões entraram por cima do jogo, com uma oportunidade de Sérgio Oliveira aos 4′, mas encontraram dificuldades em penetrar na defensiva vilacondense. Os azuis e brancos acabaram por chegar à vantagem ao minuto 18, na sequência de um canto, com Danilo a cabecear para defesa de Kieszek e Nakajima, no ressalto, a assistir Mbemba para o primeiro golo da noite no Dragão.

O Rio Ave não se deixou abater com a desvantagem e equilibrou mesmo o marcador, numa altura em que conseguiu também equilibrar a partida. Taremi combinou com Diogo Figueiras, passou por Marcano e atirou para o fundo das redes de Marchesín, numa jogada em que a defesa portista ficou parada a olhar para a bola. O jogo chegava ao meio tempo empatado e com os homens da casa a terem uma tarefa árdua pela frente.

Na segunda parte, Sérgio Conceição mudou o sistema tático, mas as dificuldades persistiram. Os dragões ainda marcaram aos 78′, mas, com a ajuda do VAR, Artur Soares Dias invalidou o golo.O Rio Ave assumiu uma posição de contra-golpe e saiu-se muito bem nessa tarefa, tendo uma oportunidade flagrante de Taremi desperdiçada.

Os dragões não aproveitam, assim, o deslize do SL Benfica e mantêm a vantagem de um ponto sobre a equipa lisboeta.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chancel Mbemba – O defesa central congolês marcou e ganhou praticamente todos os duelos, sendo uma verdadeira muralha no caminho do Rio Ave FC.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

Lucas Piazon – O antigo jogador do Chelsea não conseguiu desiquilibrar na sua faixa, ao contrário do colega Nuno Santos

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou-se em 4-4-2, com Nélson Monte à direita, com Diogo Figueiras a subir no terreno e com Piazon a juntar-se a Taremi na frente de ataque. O FC Porto pareceu vulnerável a esta alteração tática de Carvalhal e teve dificuldades. No processo ofensivo, o Rio Ave FC procurou, sobretudo, lançar bolas longas nas costas da defesa azul e branca e sair rápido em contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)
Diogo Figueiras (6)
Borevkovic (6)
Nélson Monte (6)
Aderllan Santos (6)
Pedro Amaral (6)
Tarantini (6)
Al Musrati (6)
Nuno Santos (6)
Mehdi Taremi (6)
Piazón (5[tps_header][/tps_header])

SUBS UTILIZADOS

Gelson Dala (6)
Mané (6)
Júnio Rocha (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se no seu sistema tático normal, com a única alteração face ao último jogo do campeonato a ser Nakajima. O nipónico trouxe caraterísticas diferentes ao ataque do FC Porto, ao envolver-se entre linhas, apesar de, por vezes, ocupar os mesmos espaços de Marega e Soares e confundir os próprios colegas de equipa. Na segunda parte, Sérgio Conceição lançou Aboubakar e Fábio Silva, mas as substituições não surtiram resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Corona (6)
Mbemba (7)
Marcano (6)
Alex Telles (6)
Otávio (6)
Danilo (6)
Sérgio Oliveira (6)
Nakajima (6)
Marega (6)
Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (6)
Aboubakar (6)
Fábio Silva (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Sérgio Conceição

«Não fiquei surpreendido com os três centrais do Rio Ave. À medida que o campeonato vai avançando, vai ficar mais complicado. É escandaloso, este árbitro, que em termos de cotação é dos melhores árbitros do futebol português, não assinalar a grande penalidade sobre o Alex Telles»

 

RIO AVE FC 

Bola na Rede: A mudança do sistema tático do Rio Ave mexeu com o jogo e deixou o FC Porto desconfortável. Qual foi o principal aspeto da sua análise ao adversário na preparação para este jogo que o fez inovar?

Carlos Carvalhal: O Rio Ave começa a época com o treinador a dizer que ia basear o jogo em conceitos, sair a três, a quatro, a dois, alternar dois pontas de lança, é algo que a equipa percebe, porque foi o desafio lançado. Com os jogadores a perceber cada vez mais a nossas ideias, começámos a melhorar , dissemos-lhes que iam dar um salto tático.

Quando o FC Porto tinha a bola no guarda-redes, o Figueiras avançava e tínhamos uma linha de quatro. A partir do momento em que eles passavam, baixavam para linha de cinco. A ideia era fazer afundar a bola no corredor, e termos sempre três jogadores apontados ao último reduto do FC Porto, se o lateral tivesse que fechar no Nuno, tínhamos mais um homem  do outro lado , tínhamos sempre um homem, quisemos puxar o FC Porto para um lado e descobrir o outro lado.