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FK Shakhtar 2-1 SL Benfica: Derrota gelada que não apaga a esperança

Não há como escapar. Em Kharkiv, o Sport Lisboa e Benfica deu seguimento a mais um ciclo de maus resultados e más exibições. O resultado não é definitivo e abre espaço para o apuramento em pleno Estádio da Luz mas é uma derrota que poderia ter sido bem mais pesada. Independente das escolhas de Bruno Lage para o 11 titular, o que há a evidenciar são as fragilidades do colectivo encarnado que se têm refletido jogo após jogo.

A primeira parte trouxe-nos um jogo mais equilibrado com algum ascendente da equipa do FK Shakhtar. Ambas as equipas procuraram ter bola, procuraram construir jogo e evitaram correr riscos. A equipa de Luís Castro foi mais competente neste momento do jogo, principalmente por conseguir ter um processo defensivo mais bem trabalhado, o que levou a que o SL Benfica só perto do intervalo tivesse conseguido chegar com algum perigo, através de um lance de Pizzi, à baliza de Pyatov. O intervalo trouxe um nulo e uma sensação que assim que os ucranianos acelerassem, as redes encarnadas iriam balançar.

A segunda parte trouxe-nos velocidade. Durante largos minutos a defesa encarnada teve imensas dificuldades em parar o jogo mais dinâmico do FK Shakhar. Mais velocidade na pressão, mais velocidade na troca de bola e maior velocidade nas incursões na defesa encarnada. Vlachodimos salvou enquanto pôde e até não poder mais. Foram 10 minutos até Alan Patrick colocar a equipa da casa em vantagem. Um resultado justo para o que se passava em campo. A equipa encarnada tentou reagir, tentou subir as linhas mas não mostrou grandes qualidades para melhorar o seu jogo. Mesmo assim, numa boa jogada de Tomás Tavares, Cervi acabou por ganhar o penálti que Pizzi concretizou para o empate. Um empate que durou 6 minutos até naturalmente surgir o golo da vitória do FK Shakhtar desta vez concretizado por Kovalenko.

Uma vitória justa, uma derrota que poderia ser mais pesada, uma exibição preocupante e uma eliminatória que continua totalmente em aberto. Foi um SL Benfica pouco criativo, com evidentes fragilidades defensivas e somente reactivo ao estado do marcador. Foi um Shakhtar notavelmente ainda à procura de encontrar o seu futebol, com qualidade colectiva e individual, mas ainda sem a intensidade que é dada pelo ritmo competitivo.

A FIGURA

Ismaily – Esta é uma distinção muito metafórica. Ismaily fez um excelente jogo e é interessante ver um nome que já andou na segunda linha portuguesa a jogar desta forma a nível internacional. Por outro lado foi a imagem tanto da sua equipa como um exemplo daquilo que também tem faltado ao Benfica – o Grimaldo capaz de fazer a diferença no ataque. Ismaily quando aumentou a velocidade do seu jogo fez abanar todo o lado direito da defesa encarnada. Ismaily ao contrário de Grimaldo, e sem precisar de guarda-costas, conseguiu constantemente criar desequilíbrios na defesa adversária – coisa que o espanhol tão bem fazia antes de andar tão condicionado. E apesar da qualidade ofensiva ainda foi capaz de manter o seu lado defensivo controlado.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Florentino  Vários jogadores tiveram uma exibição muito apagada. O Seferovic não apareceu em jogo. O Rúben Dias teve dois erros crassos no lance do 2-1. Florentino não foi pior que os seus colegas, mas representou muito daquilo que falhou no jogo do Benfica. Um meio-campo mal trabalhado e no qual este médio-defensivo se sente completamente limitado na ocupação do espaço. Um processo defensivo que permite constantemente um buraco central em frente aos centrais. Uma tremenda falta de criatividade na posse de bola com o Florentino a ser incapaz de segurar a bola e desequilibrar com passes inteligentes e de ruptura. O motor da equipa, o meio-campo, a falhar tanto no processo defensivo como no processo ofensivo.

ANÁLISE TÁTICA – FK SHAKHTAR

Luís Castro não apresentou grandes surpresas. Lançou o 4-3-3 esperado e tentou colocar em campo o jogo que já lhe é conhecido. Dois laterais ofensivos a dar largura para os dois virtuosos extremos se soltarem nos seus movimentos. Um ponta de lança em sintonia com as incursões dos virtuosos vindos das alas. Dois centrais com qualidade na primeira fase de construção e devidamente apoiados pelo médio defensivo. E dois médios com qualidade para distribuir a bola, criar apoios e aproximarem-se das zonas de finalização. Marlos e Tyson são os dois craques desta equipa e bem sustentados foram sempre colocando a defesa encarnada em sobressalto.

Notou-se uma FK Shakhtar ainda sem grande capacidade de pressão e aceleração, principalmente para 90 minutos de jogos. Abordaram o jogo de uma forma mais cautelosa e dando mais importância à circulação da bola, mas quando aceleraram, na procura do golo, foi quando a qualidade dos seus atacantes destruiu definitivamente a defesa montada por Bruno Lage.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pyatov (5)
Bolbat (5)
Krivtsov (6)
Matviienko (6)
Ismaily (8)
Stepanenko (7)
Alan Patrick (6)
Kovalenko (6)
Marlos (8)
Taison (7)
Júnior Moraes (8)

SUBS UTILIZADOS

Marcos Antônio (5)
Konoplyanka (-)
Tetê (-)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Bruno Lage não surpreendeu apesar das novidades no 11. Sim, digo-o sem qualquer dúvida – Bruno Lage é neste momento um treinador à deriva. Não se percebe o que procura do jogo, as suas escolhas não favorecem o estilo de jogo que a sua equipa parece pretender praticar e as suas palavras não alinham com o fruto do seu trabalho – o treino.
O SL Benfica actuou com o seu já usual 4-2-3-1, onde se insiste na ideia que o extremo da equipa deve jogar defensivamente de forma a proteger o seu lateral. A verdade é Cervi não lança Grimaldo, Cervi condiciona-o.

Quem tem de compensar as subidas do lateral é o médio e o central, algo que não acontece. Um 4-2-3-1 onde o médio mais defensivo tem o seu raio de acção perturbado. Um 4-2-3-1 onde os laterais não dão profundidade e os extremos não dão velocidade ao ataque. Um 4-2-3-1 com o melhor jogador da equipa no banco – Rafa. Um 4-2-3-1 com o melhor ponta de lança e o matador na equipa também no banco – Vinicius. A entrada de Seferovic no papel dá-nos a ideia que Bruno Lage procurou favorecer um futebol de apoio com entrados em tabelas pelo centro do terreno. Mas depois deixa Rafa no banco e remete Cervi para um papel mais defensivo.

Enquanto os ucranianos mantinham um ritmo de jogo mais reduzido, a equipa de Bruno Lage foi mostrando intenções de também ela controlar a bola e construir com paciência o seu jogo – mas com total falta de laivos criativos para abrir a defesa adversária. Quando a equipa de Donetsk resolveu atacar com maior determinação, a equipa encarnada abanou toda.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)
Tomás Tavares (6)
Rúben Dias (3)
Ferro (4)
Grimaldo (5)
Florentino (3)
Taarabt (5)
Pizzi (6)
Chiquino (5)
Franco Cervi (5)
Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Vinicius (5)
Rafa (-)
Samaris (-)

Foto de Capa: FK Shakhtar

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 5 golos mais marcantes do SC Braga na Europa

O SC Braga é um dos poucos clubes que conseguiu terminar a fase de grupos da Liga Europa sem conhecer o gosto (amargo) da derrota. A iniciar a próxima fase que conseguiu alcançar na sua caminhada europeia, aqui fica um top 5 de golos do SC Braga nesta alta competição.

O reerguer do Marselha de André Villas Boas

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O Marselha é a equipa sensação na liga francesa esta época. A equipa é orientada pelo técnico português André Villas Boas, que regressou ao futebol depois de uma experiência nos ralis e conseguiu construir uma equipa vencedora, com poucos recursos e em pouco tempo.

O Marselha sonha voltar ao topo do futebol francês e acordar o monstro que há muitos anos anda desaparecido. Os “Olympiens” conquistaram por nove vezes o campeonato francês, dez vezes a taça e ainda arrecadaram uma Liga dos Campeões, esta no século passado.

A equipa não é campeã desde 2009/2010, coincidentemente quando começou o domínio do Paris Saint-Germain. Além dos parisienses, apenas o Mónaco os conseguiu superar, graças ao título conquistado na última década. O melhor lugar alcançado pelo Marselha desde o último título foi o segundo, por duas vezes diferentes, embora desde 2013/2014, o melhor conseguido foi a quarta posição.

As projeções de regressar à elite da Ligue 1 para já são positivas, visto que o Marselha encontra-se num sensacional segundo lugar, com mais 11 pontos que o Rennes. Para a realidade existente na liga, o facto de estarem “apenas” a 10 pontos do líder PSG é um bom indício, tendo em conta a dificuldade, ou até incapacidade em superar este domínio, de momento. Além disso, a qualidade do Marselha é incomparável e as expectativas da equipa no início da temporada dificilmente apontavam para este cenário atual.

Os “Olympiens” desiludiram no começo da Ligue 1, devido à impossibilidade de forte investimento no mercado. As contratações realizadas foram Darío Benedetto por 14 milhões de euros ao Boca Juniors, Valentin Rongier por 13 milhões de euros ao Nantes, Álvaro González ao Villarreal e a promoção à equipa principal do jovem de 18 anos, Marley Aké.

Os primeiros resultados eram inconstantes, apesar de se evidenciar qualidade, notando-se alguma necessidade de adaptação às novas ideias do treinador. O Marselha apenas assumiu a boa forma após um período de maus resultados em Outubro, incluindo uma goleada de 4-0 contra o PSG. A partir desse momento, os resultados têm sido notórios.

A equipa de Villas Boas bateu o recorde de invencibilidade da história do clube. Esteve 105 dias sem perder, desde 30 de Outubro de 2019 até 12 de Fevereiro de 2020, com a derrota frente ao Lyon na Taça de França, batendo assim os 103 dias da equipa de 1998/1999, orientados por Roland Dourbis. Nessa época, foi uma sequência de 17 jogos sem perder.

Este ano, o Marselha conseguiu estar 16 jogos seguidos sem sentir o sabor da derrota, com 13 vitórias e três empates. Só para o campeonato, continuam numa série invicta nos últimos 14 jogos, apenas com duas partidas empatadas e as restantes com triunfos. A equipa francesa sofreu apenas um golo para o campeonato desde o início do ano civil, o que denota uma evolução tremenda de uma equipa sólida e bem estruturada.

Os 52 pontos conquistados pelo Marselha revelam um segundo lugar sólido, mesmo que sejam o quarto melhor ataque da prova, apenas com 35 golos marcados. Apesar disso, são a terceira melhor defesa, com 22 golos sofridos e só com mais um que o Paris Saint-Germain. A melhor defesa é o Stade de Reims com 19 tentos encaixados.

André Villas Boas tem feito um grande trabalho em França e promete chegar longe com esta equipa. Para já está bem encaminhado para a qualificação à Liga dos Campeões, prova que o Marselha não participa desde 2012/2013. Neste momento, um segundo lugar com grande margem diferencial para o terceiro é quase uma garantia de que para o ano a equipa poderá alinhar na competição mais importante a nível de clubes da Europa.

Fonte: Marseille

O Marselha conta com jogadores de qualidade, embora no início da temporada não se esperasse um plantel capaz de chegar a este nível. As expectativas foram superadas e o coletivo exacerbou-se neste aspeto.

O jogador mais influente do clube é Dimitri Payet, que já marcou 11 golos e fez cinco assistências até ao momento. O resto da frente de ataque é composto por Darío Benedetto e Valère Germain, dois avançados móveis que contribuem para o momento ofensivo da equipa, sendo que o primeiro é mais goleador. Surgem ainda opções viáveis no ataque, como Radonjic e Bouna Sarr, um lateral de origem que atua como extremo.

No miolo, destaca-se a qualidade de jogadores como Kevin Strootman, Valentin Rongier, Morgan Sanson e Maxime Lopez, estes dois últimos que já contribuíram em dez golos juntos, só na Ligue 1.

Boubacar Kamara é um dos mais promissores da liga francesa e tem cumprido com distinção. Atua como médio defensivo ou defesa central e tem enchido as medidas aos adeptos.

É curioso pensar que Florian Thauvin, um dos melhores jogadores do plantel, está lesionado e disputou apenas um jogo esta temporada. Se estivesse disponível, ainda podia ser um contributo de peso para melhores resultados do clube.

Na equipa técnica do Marselha estão ainda outros portugueses, como Ricardo Carvalho e Daniel Sousa no cargo de adjuntos e Will Coort, um velho conhecido do futebol português, como treinador de guarda-redes, ele que teve uma passagem de nove anos pelo FC Porto.

O objetivo passa agora por garantir o segundo lugar e a consequente qualificação para a próxima edição da Liga dos Campeões, manter o projeto e se possível reforçar as posições mais debilitadas, de forma a conseguir evoluir progressivamente a qualidade do plantel. André Villas Boas tem deixado uma boa marca em França e promete continuar o bom trabalho, no entanto, já referiu anteriormente que precisava de reforços e mesmo assim conseguiu montar uma equipa bem-sucedida. A ver se na próxima época a direção corresponde ao seu pedido.

Foto de Capa: Marselha

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O regresso da Liga mais competitiva da Europa

A segunda competição mais importante de clubes da Europa regressa esta semana, com os 1/16 avos de final. Ao contrário da Liga dos Campeões, esta competição é muito mais importante para o futebol português, pois existem quatro representantes: SL Benfica; FC Porto; Sporting CP; SC Braga.

É TEMPO DE LIGA EUROPA E HÁ QUATRO EQUIPAS PORTUGUESAS NA LUTA PELO SONHO EUROPEU! EM QUEM APOSTAS? APOSTA NA BET.PT

Neste artigo, serão lançadas as eliminatórias, com enfoque principal nas partidas com candidatos à conquista do troféu. Recordar que o campeão da Liga Europa também se apura para a Liga dos Campeões (caso não tenha conseguido o apuramento através da liga doméstica, o que significa que Sporting e Braga têm aqui uma boa possibilidade) e estará presente na Supertaça Europeia contra o vencedor da Liga dos Campeões.

Atalanta BC 4-1 Valencia CF: Noite histórica em Milão

A CRÓNICA

Depois da épica fase de grupos que os homens de Gasperini proporcionaram a quem gosta de futebol (única equipa com três derrotas nos três primeiros jogos a qualificar-se para os oitavos), a Atalanta recebia o Valência com pompa e circunstância, numa noite histórica para o clube e para a cidade. A ocasião foi tão grande que o Mayor da cidade, Giogio Gori, justificou a falta de um aluno «devido a um evento histórico cultural, ele vai assistir com o seu pai a um jogo histórico para Bergamo». Percebe-se, então, o impacto social destes Oitavos-de-Final para os italianos e a forma como preparam o seu jogo do ano.

No lado dos espanhóis, Celades não atravessa boa fase no comando ché, depois de três jogos sem ganhar e com a enfermaria cheia: Rodrigo, Paulista, Garay, Florenzi e Coquelin continuavam sem condições de ir a jogo. Não era expectável uma grande exibição espanhola em San Siro, a casa emprestada da Atalanta, que se vê obrigada a jogar a Champions a 50km de casa, mas tamanha derrocada era também de difícil aposta. O ambiente fervoroso, com 42 mil tiffosi, ajudou ao desfecho final.

O jogo decorreu como era expectável e a Atalanta entra a todo o gás, com a presença de Dómenech a impedir males maiores e a emendar o espaço concedido por Mangala e Diakhaby. A capacidade física dos homens de Gasperini obrigaram o Valencia a um jogo que não é seu, numa procura constante da profundidade e, por consequência, de Gonçalo Guedes. O português não esteve nos seus dias apesar do estilo abnegado.

E, depois, Papu Gómez. O criativo e dono da equipa italiana, na qual dita ritmos a bel prazer, conduz pela esquerda e descobre Hateboer ao segundo poste. A influência do trequartista argentino é enorme e só equiparável ao peso de Ilicic nas manobras ofensivas. Os dois, de estilos distintos e objectivos diferentes, complementam-se como poucos por essa Europa fora e em dia sim, como hoje, tornar-se-á sempre difícil aguentar as movimentações italianas na procura do golo (melhor ataque da Serie A). O esloveno, já que se fala nele, marca de pé direito o segundo, à beira do intervalo, e confirma a supremacia dos comandados de Gasperini, apesar de se notar uma obsessão pelo golo e por margens mais confortáveis no resultado.

O que se confirmou na segunda metade. O golaço de Freuler, num remate em arco a obrigar Domenech a seguir com os olhos, abateu ainda mais o conjunto espanhol sem armas nem meio-campo para lutar: apesar dos esforços de Kondogbia na luta nuclear, Parejo é um romântico da bola e desinteressado pelos conflitos naquela zona. Não que a Atalanta defendesse melhor, que a ingenuidade foi perceptível a espaços, como no golo de Cheryshev: um mau passe na zona central sobra para o ucraniano que, ao primeiro toque na bola, fá-la entrar num remate rasteiro à esquerda de Gollini, já depois do bis de Hateboer; Aos 66’, o contador marcava 4-1 e as incursões de Gameiro e Cheryshev, em tentativas desesperadas de amenizar a vantagem, não puseram em causa o domínio dos homens de Gasperini; Aliás, o apaixonado e excêntrico treinador, decide aos 74’ trocar Caldara por Dúvan Zapata, deixado à mercê no banco de suplentes. Desce Freuler para central, Pasalic encaixou com De Roon e Papu passou a único ‘10’. A saudável loucura da mudança acentuou ainda mais as diferenças de qualidade nas equipas e foram várias as oportunidades para dilatar a vantagem.

A FIGURA

Fonte: Atalanta

Josip Iličić- Apesar do bis de Hateboer e da magia de Papu Gómez, Ilicic demonstrou mais uma vez as suas excepcionais qualidades em contexto de Champions. Lutou, segurou, marcou e confundiu marcações, no seu jeito desengonçado, mas incrivelmente técnico e letal. Craque que chegou ao estrelato demasiado tarde.

FORA-DE-JOGO

Fonte: UEFA

Parejo- Apesar das tentativas em pegar na batuta, não foi jogo para ele. Não por falta de espaço para progredir e organizar, de frente, como bem gosta; De Roon e Pasalic apertaram e taparam todos os caminhos e, assim, abateu-se o Valência. Para esquecer, ficando a promessa de uma segunda mão a alto nível num Mestalla que nunca perdoará este tipo de exibições.

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

O 3-4-2-1 como base para todas as atuações. Tóloi e Caldara como bloqueadores, Palomino entre eles. Hateboer e Goosens como locomotivas a completar as alas, enquanto Freuler e De Roon dinamitaram as aspirações ché a êxitos. Pasalic fez as vezes de número ‘10’, jogando à frente do duplo pivot, mais como médio de ligação que ajudaria, em primeira fase, Papu Gómez, e os dois em conjunto prestavam auxílio a Ilicic. Gollini começou na baliza e demonstrou bons apontamentos, sobretudo na coragem para sair dos postes. O preenchimento da zona central e a inclusão dos alas em zonas de finalização foram ingredientes demasiado fortes para o apetite espanhol.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gollini (7)

Tóloi (4)

Palomino (5)

Caldara (5)

Hateboer (8)

De Roon (8)

Freuler (8)

Goosens (7)

Pasalic (6)

Papu Gómez (8)

Ilicic (9)

SUPLENTES UTILIZADOS

Dúvan Zapata (6)

Malinovsky (5)

Tameze (-)

ANÁLISE TÁTICA – VALENCIA CF

Com a equipa bem moldada ao 4-4-2 de Marcelino Toral, Celades não foi criativo na abordagem ao jogo, muito por culpa das lesões e castigos. Diakhaby e Mangala não foram uma dupla eficaz, com erros de posicionamento constantes. Wass e Gayá foram sempre laterais acessíveis, tanto a oferecer linhas de passe como a associar-se por zonas interiores, onde Gayá se destacou. Kondogbia foi bombeiro de serviço e mal acompanhado por Parejo e a dupla mesmo a 100% nunca seria capaz de ocupar convenientemente o espaço que Ferrán Torres e Soler deixavam, no ataque aos corredores. Os extremos espanhóis foram pouco voluntariosos na luta a meio-campo e preferiram sempre as zonas exteriores, onde Guedes também atacava. O português, que jogou no apoio a um desinspiradíssimo Maxi Gómez, lutou muito mas sem qualquer resultado prático.

11 ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Domenech (7)

Wass (5)

Diakhaby (4)

Mangala (4)

Gayá (5)

Kondogbia (7)

Parejo (4)

Ferrán (6)

Soler (5)

Guedes (5)

Máxi Goméz (4)

SUPLENTES UTILIZADOS

Cheryshev (6)

Gameiro (5)

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Sporting CP x Istanbul Başakşehir FK: A última cartada da época para os Leões

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LEÕES ENFRENTAM ATUAL VICE-CAMPEÃO TURCO

Os dois clubes chegam a este embate em contextos bem distintos. Depois de perder Bruno Fernandes, o Sporting CP continua com exibições inconstantes e medíocres onde começa também a aliar os maus resultados, coisa que por vezes devido à capacidade individual do ex-capitão conseguia esconder.

É TEMPO DE LIGA EUROPA E HÁ QUATRO EQUIPAS PORTUGUESAS NA LUTA PELO SONHO EUROPEU! EM QUEM APOSTAS? APOSTA NA BET.PT

Na liga vêm de um empate a uma bola diante o Rio Ave FC. Os turcos chegam a Alvalade em segundo lugar no campeonato local e extremamente motivados depois de vencerem por 1-0 um dos rivais na luta pelo título: o Beşiktaş. É de recordar que o Sporting CP ficou em 2.º lugar no seu grupo da Liga Europa, atrás do LASK Linz. Por outro lado, o Istanbul Başakşehir FK venceu o seu grupo onde tinha a companhia do Borussia Monchengladbach e da AS Roma.

COMO JOGARÁ O SPORTING CP?

O Sporting CP joga aqui a única competição que ainda pode ganhar na presente época. A verdade é que a equipa ficou muito mais fraca com a saída de Bruno Fernandes e os dirigentes decidiram não investir em reforços. Torna-se complicado para Silas fazer omeletes sem ovos. A verdade é que o treinador também tem cometido alguns erros e demonstrado ser bastante premiável, não tanto com a ideia de jogo, mas mais com o sistema e estrutura que vai tentando alterar de jogo para jogo. Posto isto, o Sporting CP ainda terá a ausência de Jeremy Mathieu confirmada, que será uma baixa de peso na ideia de jogo leonina, sobretudo por ser o único central que demonstra capacidade na primeira fase de construção. Jorge Silas deverá apresentar um esquema de 4x3x3 de modo a tentar equilibrar a equipa, mas também tentar confirmar o favoritismo que tem e evitar grandes surpresas para a segunda mão que se joga num terreno sempre complicado.

JOGADOR A TER EM CONTA

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Andraz Sporar – Parece de facto ser um bom ponta de lança e demonstra para já qualidades e movimentos que Luiz Phellype não demonstrou. Os bons apontamentos que demonstram mais tarde ou mais cedo serão traduzidos em golos. Sem qualidade atrás dele ou sem intervenientes que consigam fazer com que a bola lhe chegue, torna-se ingrato e complicado. Com os possíveis regressos de Vietto e Acuña poderá ter essa tarefa mais facilitada e ajudar o Sporting CP a assumir o jogo em casa e fazer assim o seu primeiro golo com a verde e branca. Conta já com 6 jogos e 5 golos nesta competição, ainda que tenham sido ao serviço da sua antiga equipa.

XI PROVÁVEL

4x3x3: Luis Maximiano; Ristovski, Neto, Coates, Acuña; Battaglia, Wendel, Eduardo; Vietto, Rafael Camacho e Sporar

COMO JOGARÁ O ISTANBUL BAȘAKȘEHIR?

É uma equipa que se baseia sobretudo numa estrutura de 4x4x2, ainda que por vezes se possa apresentar em 4x2x3x1. É uma equipa que sabe o que fazer com bola e que conta com jogadores bastante experientes, como é o caso de Clichy, Skrtel, Elia ou ainda o grande destaque da equipa: Visca. Procura impor algum ritmo nos seus jogos e é uma equipa bastante vertical. Procura dar estabilidade ao meio-campo com um duplo-pivot de características mais defensivas e dar a liberdade aos seus laterais ofensivos e aos seus extremos que são bastante rápidos e tecnicistas. O Sporting CP poderá aproveitar, no entanto, as lacunas defensivas dos turcos quer em transição defensiva, deixando muito espaço para jogar e se apresentarem partidos em campo e por outro lado aproveitar a profundidade nas costas dos centrais da equipa turca. Já no processo ofensivo, a equipa turca conta com bastantes homens de carácter ofensivo, como referi anteriormente. Os laterais ao subirem e darem profundidade faz com que os extremos procurem os terrenos interiores e zonas entrelinhas para aí procurarem fazer a diferença. É uma equipa interessante e que poderá surpreender, mas que estará certamente à altura dos Leões.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Istanbul Başakşehir FK

Edin Višća – Um dos muitos jogadores experientes da formação turca e sem dúvida de que é o homem chave desta equipa. Prefere atuar sobretudo na ala direita. Um jogador que conta com 50 jogos pela seleção da Bósnia será a maior dor de cabeça para os Leões. Apesar dos seus 30 anos, demonstra a sua influência na equipa jogo após jogo. Tecnicamente evoluído, muito rápido e de remate fácil. Conta com 9 golos e 11 assistências em 32 jogos.

XI PROVÁVEL

4x4x2: Mert Gonuk; Junior Caiçara, Martin Skrtel, Alexandru Epureanu, Gael Clichy; Edin Višća, Kahveci, Tekdemir, Elia; Demba Ba e Crivelli

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

FK Shakhtar x SL Benfica: O regresso das noites europeias

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OBJECTIVO: AQUECER A ALMA NO GELO DE DONETSK

É já amanhã que o Sport Lisboa e Benfica se desloca à cidade de Donetsk para defrontar os ucranianos do FK Shakhtar. À espera dos encarnados vai estar uma excelente equipa, um estádio cheio e ainda uma temperatura ali muito próxima dos zero graus.

A equipa ucraniana encontra-se  a liderar o campeonato tranquilamente – uma liderança de 14 pontos e construída em 18 jogos, onde só sofreu nove golos e marcou 50. Com 15 golos Junior Moraes é o melhor marcador da equipa e do campeonato. Ambos os clubes chegam a esta fase da Liga Europa despromovidos na fase de grupos da Liga dos Campeões.

É TEMPO DE LIGA EUROPA E HÁ QUATRO EQUIPAS PORTUGUESAS NA LUTA PELO SONHO EUROPEU! EM QUEM APOSTAS? APOSTA NA BET.PT

Só por duas vezes se defrontaram em jogos oficiais. Foi em 2007, quando calharam no mesmo grupo da Liga dos Campeões. Nesse confronto, quem saiu por cima foi o SL Benfica. Além de ter terminado o grupo em terceiro e com mais um ponto que o FK Shakhtar, também conseguiu vantagem no confronto directo. Apesar de os encarnados terem perdido por 0-1 na Luz, foram à Ucrânia vencer por 1-2 num jogo que contou com um bis de Óscar Cardozo.

Este confronto tem a particularidade de colocar o treinador Luís Casto e o ex-chefe de prospecção do SL Benfica José Boto no caminho das águias.

Uma das marcas deste duelo é o distinto contexto competitivo dos clubes. De um lado temos a equipa do SL Benfica que vem de consecutivos jogos do Campeonato e da Taça de Portugal. Um equipa com alto ritmo competitivo, mas num mau momento de forma e com algum cansaço acumulado.

Do outro lado temos uma equipa que regressa neste jogo à competição. O futebol na Ucrânia está parado há precisamente 2 meses e apesar dos vários amigáveis disputados nos últimos 20 dias, ritmo competitivo ganha-se em competição. Assim, apesar das pernas frescas, é ainda uma incógnita o nível de preparação desta equipa.

Olhando para os palmarés, vemos que o Futbolniy Klub Shakhtar, ao contrário do Sport Lisboa e Benfica, já venceu esta competição. Aconteceu em 2009, numa final disputada em Instambul frente ao Werder Bremen.

COMO JOGARÁ O FK SHAKHTAR?

Luís Casto é um treinador de ideias positivas e que gosta de uma equipa que goste de ter bola e a saiba trabalhar. É um entusiasta de um jogo de linhas próximas, com uma progressão em futebol apoiado. Encontrou em Donetsk uma equipa com histórico de jogo baseado em jogadores com grande técnica e sentido colectivo. Ter posse num colectivo que privilegia a criatividade é uma mistura deliciosa. A grande dúvida será a qualidade do processo defensivo do FK Shakhtar, principalmente caso o SL Benfica se apresente num jogo de transições rápidas e a colocar Rafa a pressionar os defesas na primeira fase de construção.

Irá actuar num 4-3-3 com um meio-campo de três homens muito bem definido e a criarem as ligações dos virtuosos extremos ao mortífero ponta de lança. Serão uma equipa de bola com qualidade na transição e com forte presença na zona de finalização.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: UEFA

Taison – Capitão e ex-internacional brasileiro. O extremo do FK Shakhtar é um poço de força e velocidade. Consegue rasgar uma defesa numa arrancada, sendo fortíssimo nos momentos de transição ofensiva. Poderá também ser uma ameaça na pressão à primeira linha encarnada. Um jogador veloz, com boa técnica e golo, e que tem vindo a aprimorar o seu sentido de jogo colectivo. Será o principal potenciador de espaços no meio-campo encarnado.

XI PROVÁVEL:

4-3-3 – Piatov, Dôdô, Kryvtsov, Matviienko, Ismaily, Stepanenko, Alan Patrick, Kovalenko, Taison, Marlos e Júnior Moraes.

COMO JOGARÁ O SL BENFICA?

A equipa de Bruno Lage chega a este jogo sem poder contar com Jardel, André Almeida, Gabriel e Julien Weigl. Baixas de peso se considerarmos o momento de forma de Ferro e também que Gabriel e Weigl seriam a dupla titular deste treinador.
Tacticamente, não deverá haver uma grande mudança. A equipa actuará num 4-2-3-1, onde a maior nuance estará no posicionamento do homem que actua nas costas do avançado. Assim, poderemos ter um meio-campo mais reforçado com a presença de Samaris e Florentino e um Taarabt mais solto ou então a manutenção de um meio-campo a dois com Chiquinho ou Rafa mais próximos do avançado.

Bruno Lage terá de decidir como quer abordar este jogo. Se vai apresentar uma equipa com bola e com iniciativa ou se vai apresentar uma equipa sem bola e expectante. Dar bola a um colectivo como o do FK Shakhtar pode ser um imenso tiro no pé.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Odysseas Vlachodimos – Não há como escapar ao óbvio. O guarda-redes dos encarnados tem sido constantemente o melhor – ou dos melhores – jogador da equipa. Jogo após jogo. Foram já vários pontos conquistados e eliminatórias asseguradas devido às exibições do greco-alemão. Se vamos para um jogo deste Benfica sem saber o que esperar da exibição individual e colectiva dos jogadores de campo, quanto a Vlachodimos já não temos esse problema. É a aposta segura. Tem falhas, evidentemente. Um jogo de pés ainda por aprimorar e uma grande dificuldade em agarrar bolas. Mas, tem sido um muro autêntico para os avançados adversários.

XI PROVÁVEL:

4-2-3-1 – Vlachodimos, T. Tavares, R. Dias, Ferro, Grimaldo, Florentino, Samaris, Pizzi, Rafa, Cervi e Vinícius.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

As 5 melhores vitórias leoninas em Alvalade nas competições europeias

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No seio de uma história gloriosa, perpassada por conquistas laboriosas e por feitos que alguns vaticinavam inatingíveis, eis que se ergue o Sporting Clube de Portugal, clube mundialmente reconhecido. Atualmente, em terras lusas, o sucesso metaforiza-se na luz disposta ao fundo de um túnel escuro e sombrio, brilho esse que nunca resplandece sobre os nossos olhos. Em pátrias longínquas, a seca e o deserto já subjugaram o clube de Alvalade à penumbra, com início em 1965 e sem fim à vista, embora presenciando algumas tentativas de revolta que se caracterizaram só por isso: tentativas.

O Sporting europeu emerge com religiosidade nula. Período sim, período não. A inconstância (vocábulo escondido do epitáfio?) é nota dominante e ora que contemplamos um rugido voraz e proveniente da maior das entranhas, ora que observamos a faceta do medo e o miar do mais “querido e meigo” dos felinos, facto traduzido em momentos através dos quais o clube transpira amabilidade e recetividade a mais um desaire. No fundo, um emigrante bipolar, que alterna o sentimento de saudade com o de independência. Em jeito metafórico, claro.

Seguem, no decorrer desta introdução suspeita, a descrição dos cinco melhores embates leoninos na Liga Europa e já extinta Taça UEFA: *

*Nota: são aqui citadas apenas vitórias com consequente passagem à fase que se avizinhava.

Tottenham Hotspur FC 0-1 RB Leipzig: Asas alemãs para os “quartos”?

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A CRÓNICA: ALGUM LANCE HAVERIA DE DAR GOLO

O RB Leipzig foi ao reduto do Tottenham vencer o conjunto inglês por 0x1 e conseguir, assim, uma vantagem importante para a segunda mão dos “oitavos” da Liga dos Campeões.

O primeiro tempo resumiu-se a um festival de oportunidades por parte do conjunto alemão. Só nos primeiros dois minutos, foram logo três oportunidades e uma delas a esbarrar no poste. Os ingleses responderam apenas numa investida de Bergwinj e viram o conjunto forasteiro a voltar a ameaçar o golo por mais três ocasiões (duas de Schick e uma de Werner). O poderio ofensivo do Leipzig foi tanto que o Tottenham podia agradecer a todos os santos por ir para o intervalo com a baliza a zeros. Contudo, a fechar o primeiro um quarto de hora da segunda parte, tudo caiu por terra. Davies cometeu penálti e Timo Werner tratou de inaugurar o marcador.

A correr atrás do prejuízo, Mourinho arriscou com as substituições e da mesma forma que Lo Celso até esteve perto do golo duas vezes, também o conjunto alemão ameaçou o segundo golo em transições bem desenhadas. Na reta final do encontro, Lamela e Lucas Moura estiveram perto de empatar a partida, mas seria mesmo o Leipzig a quebrar a boa série de jogos do Tottenham. Vem aí tarefa difícil para Mourinho na segunda mão…

A FIGURA

Será o céu o limite?
Fonte: RB Leipzig

Poderio ofensivo do RB Leipzig – Uma autêntica avalanche de oportunidades. De todas as formas e feitios. O conjunto alemão entrou muito bem e só não traduziu isso em golos no primeiro tempo devido à falta de eficácia e também por culpa de Lloris. Na segunda parte, o caudal ofensivo baixou mas foi suficiente para chegar ao tão desejado golo. E justamente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham Hotspur

Ben Davies – Estragou aquela que seria a estratégia do Tottenham para a eliminatória, a de não sofrer golos em casa. Não se pode dizer que tenha feito uma má exibição defensivamente, mas acabou por ficar ligado ao desfecho do encontro devido à grande penalidade (algo infantil, diga-se) que cometeu para travar Lamier.

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM

Face à lesão de Son, José Mourinho voltou a ganhar dores de cabeça para dar músculo ao setor ofensivo da sua equipa, tendo apostado na titularidade de Lo Celso e fazendo adiantar Lucas Moura no terreno. Com Gedson no lugar de Dier, o Tottenham alinhou no já habitual 4-2-3-1 e não entrou nada bem. Falta de ligação entre setores, forte pressão do adversário e pouca assertividade no último terço foram fatores que remeteram os ingleses para uma primeira parte…pobre. O golo do Leipzig no segundo tempo alterou a estratégia de jogo e Mourinho foi obrigado a tomar riscos numa tentativa de chegar, pelo menos, ao empate. Algo que não aconteceu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (7)

Ben Davies (4)

Davidson Sánchez (6)

Toby Alderweireld (5)

Serge Aurier (6)

Harry Winks (6)

Gedson Fernandes (6)

Steven Bergwijn (7)

Dele Alli (6)

Giovani Lo Celso (7)

Lucas Moura (5)

SUBS UTILIZADOS

Tanguy Ndombélé (5)

Érik Lamela (6)

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Sem poder contar com o central Upamecano, Nagelsmann recorreu a Ampadu para preencher o eixo central da defesa, tendo ainda trocado Olmo por Nkunku face ao jogo anterior. Alinhados num 3-4-1-2, o conjunto alemão entrou de forma impetuosa e soube como causar mossa no setor defensivo contrário, principalmente ao longo da primeira parte, período em que dispôs de meia dúzia de oportunidades flagrantes. Contudo, foi num segundo tempo com menos ocasiões que acabaria por surgir o golo. E já sabemos da importância de um golo fora de portas…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Péter Gulácsi (7)

Marcel Halstenberg (7)

Ethan Ampadu (7)

Lukas Klostermann (7)

Angeliño (7)

Marcel Sabitzer (6)

Konrad Laimer (6)

Nordi Mukiele (6)

Christopher Nkunku (7)

Timo Werner (8)

Patrik Schick (8)

SUBS UTILIZADOS

Amadou Haidara (5)

Yussuf Poulsen (6)

Emil Forsberg (-)

Foto de Capa: RB Leipzig

Bayer 04 Leverkusen x FC Porto: A aventura europeia continua por terras germânicas

Como é habitual no calendário desportivo, com o mês de fevereiro regressam as competições europeias e com elas o desejo de cada equipa conseguir chegar o mais longe possível, com a finalidade de conseguir alcançar a glória europeia.

Neste sentido, o FC Porto, por estes dias, encontra-se a preparar a partida para os 16 avos finais da Liga Europa, no qual vai ter de defrontar os alemães do Bayer 04 Leverkusen. A equipa portuguesa está ciente das dificuldades que os germânicos vão implementar na eliminatória e a tarefa lusa não se adivinha fácil, contudo os dragões contam consigo a maior tradição neste tipo de desafios.

É TEMPO DE LIGA EUROPA E HÁ QUATRO EQUIPAS PORTUGUESAS NA LUTA PELO SONHO EUROPEU! EM QUEM APOSTAS? APOSTA NA BET.PT

Ambas, as formações vêm de vitórias nos respetivos campeonatos e em clara ascensão no aspeto anímico, uma vez que os azuis e brancos tem conseguido diminuir a desvantagem pontual face ao SL Benfica e pelo meio ainda garantiram a presença na final do Jamor. Por sua vez, os “farmacêuticos”, como são conhecidos na Alemanha, também saíram vitoriosos na última jornada da “Bundesliga”, ocupando, atualmente, o 5º posto do respetivo campeonato.

O encontro terá como palco o Bay Arena, pelas 20 horas, com a arbitragem de Slavko Vincic.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

Os últimos resultados do FC Porto tem servido para subir animicamente o estado do clube, que após um mês de janeiro complicado, começou este novo período da melhor maneira, uma vez que conseguiu conquistar 6 pontos na corrida pelo título e garantiu mais uma vez um lugar na final da Taça de Portugal. Deste modo, esperam-se uns dragões cientes do que vão encontrar e por isso uma equipa mais compacta e sólida no momento defensivo, tentando explorar as visíveis debilidades defensivas do seu opositor. Sérgio Conceição não deve fazer praticamente mexidas no onze, dúvida de Pepe, e fazer uso da máxima “em equipa que se ganha, não mexe”. No entanto, isto não quer significa que o FC Porto vá apenas à procura de defender e os ideias da partida devem passar pela concentração na transição defensiva e audácia no período ofensivo.

JOGADOR A TER EM CONTA

Corona tem evidenciado uma grande disponibilidade, tanto a lateral como a extremo
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Corona – O internacional mexicano tem sido o atleta mais dos dragões, esta época. Dono de uns atributos técnicos assinaláveis e finalmente com a consistência de jogo que lhe tanto foi criticada, o jogador do FC Porto é um dos futebolistas que os alemães quererão vigiar mais de perto. Além de todas estas vantagens que proporciona à equipa, é com agrado que todos no clube veem o compromisso do atleta com a formação azul e branca. Inicialmente, deve começar a partida a defesa direito, como tem sido costume, contudo também poderá ser um trunfo na frente de ataque, se assim o técnico do FC Porto o desejar.

XI PROVÁVEL:

Marchesin (GR), Corona, Mbemba, Marcano, Alex Telles; Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio; Luís Diaz, Soares e Marega

COMO JOGARÁ O BAYER LEVERKUSEN?

 Quem tem a oportunidade de assistir a jogos do Bayer 04 Leverkusen, tem a perceção que esta equipa é capaz do melhor e do pior na mesma partida. Com um elenco de fazer inveja, já que possuem nos seus quadros vários atletas promissores, como é o caso de Kai Havertz ou de Leon Bailey, os germânicos tem uma frente de ataque com enorme velocidade e dinâmica, o que poderá provocar muitos estragos aos portistas. No entanto, tem na defesa o seu calcanhar de aquiles e expõem-se demasiadas vezes a contra-ataques, que podem ter efeitos negativos no resultado. Com isto, o Bayer 04 Leverkusen assume-se como uma formação entusiasmante na vertente ofensiva, mas sem nível na defesa.

JOGADOR A TER EM CONTA

Kai Havertz é atualmente uma das maiores promessas do futebol alemão
Fonte: Bayer Leverkusen

Kai Havertz – Quem gosta de futebol, certamente vai apreciar este talento germânico, que apesar da sua tenra idade já é o maior ativo dos germânicos. Com uma grande capacidade de passe e de técnica, o jogador consegue criar jogadas fantásticas para os seus companheiros de equipa e por isso é, muitas vezes, o rei das assistências. Além disso, também é um jogador com golo e não tem medo de assumir o momento da finalização, pelo que o torna imprevisível no ato da decisão. Porém, como todos os jogadores tem as suas fraquezas e a pressão que deve exercer sobre o seu adversário direto nem sempre é a melhor, o que ajuda um pouco a compreender as debilidades que o conjunto alemão apresenta.

XI PROVÁVEL:

Hrádecký (GR), Tah, Bender, Dragovic, Weiser; Amiri, Bender, Wendell; Havertz, Bailey e Volland.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede