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6 jogadores que podem abandonar o Dragão neste verão

Como é de conhecimento geral, o FC Porto, em termos financeiros, caminha por estradas algo sinuosas, encontrando-se longe (e muito) do exemplo que outrora foi, em Portugal e no mundo, no que a gestão diz respeito. Como tal, há uma necessidade clara de encaixar milhões no próximo mercado de transferências, recorrendo, portanto, a vendas de jogadores, sendo que, alguns desses mesmos atletas, encontram-se bem perto de terminar os seus vínculos com o clube. Logo, olhemos para alguns dos nomes que poderão estar de malas feitas no próximo verão.

O talento de Jovane Cabral

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Jovane Cabral cumpre a segunda temporada ao serviço da equipa principal do Sporting Clube de Portugal. Aos 21 anos, o jovem formado na Academia de Alcochete, procura afirmar-se e tornar-se titular na equipa verde e branca. O extremo leonino tem um vínculo que se estende até 2023, com uma cláusula de rescisão fixada nos 60 M€.

Jovane iniciou a sua carreira futebolística em Cabo Verde, nos escalões de formação do Grémio Nhagar. Na época 2014/15 rumou ao Sporting, completando o seu trajeto na formação até ser lançado na equipa principal do Sporting.

Na temporada transata, Jovane Cabral afirmou-se na equipa leonina, somando 31 jogos, quatro golos e oito assistências. O número 77 dos leões, esteve muito tempo ausente dos relvados, devido a lesão na presente época. No entanto, em apenas sete partidas sob a liderança de Silas, apontou um golo e assistiu em duas ocasiões.

Jovane tem sido decisivo cada vez que salta do banco
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O jovem extremo destaca-se pela sua qualidade técnica, forte no um contra um, com boa meia distância, cruza com qualidade e será fundamental para o ataque dos leões, para o resto da temporada. Neste momento lutará pela titularidade com Rafael Camacho, Yannick Bolasie e Gonzalo Plata, sendo um forte candidato a ser a primeira escolha.

Trata-se de um jovem com um enorme talento que poderá evoluir e ganhar importância no plantel leonino. Assim, possa ajudar o Sporting, com golos e assistências, para que o clube atinja os seus objetivos: vencer, a cada jogo disputado.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Club Atlético de Madrid 1-0 Liverpool FC: Colchoneros surpreendem campeão europeu

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A CRÓNICA: INGLESES DOMINARAM, MAS ESPANHÓIS CONTROLARAM

A magia da Liga dos Campeões voltou e em grande estilo. Num ambiente fervoroso no Wanda Metropolitano, completamente lotado para um dos grandes jogos dos oitavos de final da liga milionária, defrontaram-se duas equipas com reais aspirações ao título desta temporada.

O Atlético de Madrid quis aproveitar o facto de jogar em casa para marcar posição e surpreender o atual detentor do troféu, ao entrar forte no encontro, num estilo de jogo agressivo e à procura do golo, que acabou por aparecer ao minuto 4 por intermédio de Saúl Ñíguez após a conversão de um pontapé de canto. Depois de abrirem o marcador, os colchoneros recolheram-se no seu meio-campo – apostando numa abordagem defensiva – e passaram a ver o Liverpool jogar, permitindo que os reds pautassem o ritmo do jogo e dominassem a posse de bola. Ainda que com um maior domínio da partida por parte dos ingleses, a defensiva madrilena foi extremamente eficaz na eliminação das iniciativas ofensivas adversárias, não existindo mais nenhuma ocasião clara de golo para nenhum dos lados até ao fim do primeiro tempo.

A segunda parte foi quase uma cópia da primeira, com o Liverpool a querer mandar na partida e a tentar reduzir a desvantagem no marcador, e com os colchoneros a mostrarem uma consistência tática incrível com todos os seus jogadores a serem solidários no processo defensivo, anulando o ataque dos ingleses de maneira a preservar a vantagem. Perante as escassas chances de golo, Jürgen Klopp tentou surpreender ao retirar de campo Mané e Salah, mas as mexidas não surtiram qualquer efeito.

Apesar de magra, os comandados de El Cholo levam uma vantagem importante para a segunda mão, que fará com que o campeão europeu tenha de correr atrás do prejuízo, perspetivando-se uma partida espetacular em Anfield Road.

A FIGURA

Fonte: Atlético Madrid

Renan Lodi – Apesar de toda a linha defensiva madrilena ter realizado uma grande exibição, o defesa brasileiro foi, para mim, um dos elementos chave ao anular por completo Mohamed Salah, um dos avançados mais letais da atualidade.

O FORA DE JOGO

Firmino, Mané e Salah são um dos trios atacantes mais temidos da Europa
Fonte: Liverpool FC

Trio atacante do Liverpool – Os três homens da frente dos reds – Mané, Firmino e Salah – estiveram bastante aquém neste encontro, não criando qualquer tipo de perigo à baliza adversária, ainda que esse apagão se deva, em certa parte, ao excelente processo defensivo exibido pelo Atlético. 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Para Diego Simeone, o 4-4-2 continua imutável para a sua filosofia de jogo. A formação blaquinegra entrou a querer mandar no encontro, mas recuou bastante as linhas após abrir o marcador, passando a apostar no jogo sem bola e em (raros) contra-ataques, tentando explorar as costas da defesa adversária. No processo defensivo destacou-se a coesão defensiva e a constante agressividade ao portador da bola, tornando ineficazes as investidas do Liverpool. Destaque ainda para a indisponibilidade de João Félix que continua a contas com uma lesão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (6)

Vrsaljko (7)

Savić (7)

Felipe (7)

Renan Lodi (8)

Koke (6)

Saúl Ñíguez (8)

Partey (7)

Lemar (6)

Correa (6)

Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Marcos Llorente (6)

Vitolo (6)

Diego Costa (-)

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Em termos táticos, o dispositivo base escolhido por Jürgen Klopp manteve-se no 4-3-3, sistema rotineiro na formação dos reds. O técnico alemão também não promoveu alterações no “onze” inicial, entrando para esta partida na máxima força. Apesar da superioridade ao longo da maior parte do encontro, com as linhas altas e o controlo – quase por completo – da posse de bola, mostraram muita impotência ofensiva, criando pouco perigo real à baliza adversária, com os homens da frente a serem constantemente anulados pela linha defensiva do Atlético.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Allison (6)

Alexander-Arnold (7)

Gomez (7)

van Dijk (6)

Robertson (7)

Henderson (6)

Fabinho (6)

Wijnaldum (6)

Salah (5)

Firmino (6)

Sadio Mané (5)

SUBS UTILIZADOS

Origi (6)

Oxlade-Chamberlain (6)

Milner (-)

Foto de Capa: Club Atlético Madrid

Revisto por: Jorge Neves

BVB Dortmund 2-1 Paris Saint-Germain: Decisão final adiada para Paris

A CRÓNICA – “FENÓMENO” HAALAND ATACA OUTRA VEZ

Foi no Signal Iduna Park que dois dos melhores ataques de toda a Europa abriram uma das eliminatórias que mais expectativa gera nestes oitavos de final da Liga dos Campeões. Com a vontade de jogar bom futebol e comandar as rédeas do encontro a ser mútua, Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain conseguiram incomodar várias vezes a linha defensiva adversária. No entanto, enquanto que a linha recuada dos alemães foi lidando de forma irrepreensível com as ofensivas rivais, a dos franceses revelou debilidades durante toda a partida, sendo a prova mais evidente disso o segundo golo do Borussia. Se a primeira parte não teve golos, a segunda trouxe-os, e logo da parte de ambas as equipas. Os dois tentos de Haaland (o segundo foi um verdadeiro “golaço”) superiorizaram-se ao golo solitário de Neymar, deixando a vantagem na eliminatória do lado dos alemães, de forma justa e merecida. A decisão final fica adiada para dia 11 de março, no Parque dos Príncipes.

A FIGURA

Fonte: BVB Dortmund

Erling Braut Haaland – Mais dois golos para a conta pessoal, sendo já dez em sete jogos durante toda a atual edição da Liga dos Campeões. Se o primeiro foi de “fácil” execução, o segundo deixou à mostra toda a capacidade e o talento do avançado norueguês, que não deu hipótese a Keylor Navas, dada a violência do pontapé. 

O FORA DE JOGO

Fonte: Paris Saint-Germain

Presnel Kimpembe – De entre os três elementos que compuseram a linha mais recuada dos parisienses, foi sempre o mais inseguro e, consequentemente, o que mais erros cometeu. Se a equipa da capital francesa pretende avançar para a próxima ronda da competição milionária, terá que melhorar bastante o processo defensivo, e tal passa também por uma subida do rendimento individual de Kimpembe. 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Dispostos em 3-4-3, os comandados de Lucian Favre mostraram o quão perigosos são nas transições rápidas para o ataque, sobretudo quando é Sancho a conduzir o esférico e Haaland a finalizá-lo. No processo defensivo, nota também muito positiva, conseguindo anular (quase sempre, sendo exceção o lance do golo) o poderosíssimo trio ofensivo dos parisienses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (6)

Lukasz Piszczek (6)

Mats Hummels (7)

Dan-Axel Zagadou (6)

Achraf Hakimi (7)

Emre Can (6)

Axel Witsel (6)

Raphael Guerreiro (6)

Jadon Sancho (7)

Thorgan Hazard (5)

Erling Braut Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Giovanni Reyna (6)

Marcel Schmelzer (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

Apostando igualmente no 3-4-3, talvez de forma a tentar encaixar na formação do adversário alemão, coube a Marquinhos recuar do papel de trinco, que recentemente tem desempenhado, para o de terceiro central. No ataque, a opção passou por uma frente com Di Maria, Neymar e Mbappe, deixando Icardi no banco e apostando na mobilidade como forma de chegar ao golo. Ainda assim, não foi suficiente para sair de Dortmund com a vitória.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (6)

Marquinhos (6)

Thiago Silva (6)

Presnel Kimpembe (5)

Thomas Meunier (5)

Marco Verratti (6)

Idrissa Gueye (5)

Layvin Kurzawa (6)

Angel Di Maria (6)

Neymar Jr. (7)

Kylian Mbappe (6)

SUBS UTILIZADOS

Pablo Sarabia (5)

Foto de Capa: BVB Dortmund

Revisto por: Jorge Neves

Os ovos de serpente em Alvalade

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Após a manifestação de sócios e adeptos que aconteceu em Alvalade na semana passada – sim, houve uma manifestação contra a atual direção. E sim, eram mais de cem adeptos.  Muitas foram as vozes a condenar um momento de supostas agressões a dois elementos da actual direcção. Aliás, sobre a semana passada, só ficou o registo das agressões.

Digo supostas agressões porque, ao contrário do que garantiu o presidente Frederico Varandas, e consequentemente alguns “jornalistas” e opinadores, nenhum dos vídeos até hoje disponibilizados mostra qualquer tipo de acção física. Apesar disso, quero desde já reforçar que, caso tenham existido, devem ser sancionadas, sem desmerecer e esquecer a manifestação ordeira que aconteceu.

Um dos “jornalistas” carinhosamente conhecido no universo sportinguista por “Caracolinhos” – e coloco a palavra jornalista entre aspas visto até hoje não conseguir perceber se essa personagem é mesmo jornalista ou apenas alguém que tem opiniões sobre futebol e fortes contactos, uma vez que apenas o vejo em programas de opinião e debate, e a lançar sondagens e movimentos sobre a verdade desportiva – deu mais uma opinião sobre o Sporting.

Diz o referido que no Sporting ainda há muitos ovos de serpente deixados por Bruno de Carvalho. Isto para tentar ligar as acções bélicas das claques ao anterior presidente do clube. Diz, ou faz querer entender, que Bruno de Carvalho usava as claques (ainda usa) como braço armado. Quanto a isso gostaria de relembrar o caro senhor que outros dois presidentes ainda em funções, e a quem ele já dirigiu rasgados elogios pelos resultados apresentados, sempre usaram as claques, GOAS, ou grupos fantasmas que os mesmos nunca tiveram conhecimento apesar do lugar que ocupam nas cadeiras do estádio e faturas pagas, como seus braços armados. Esses continuam à frente dos seus clubes, sem qualquer consequência pessoal, e tirando dividendos dessa condição.

Não quero dizer que, por alguém poder fazer algo errado nós também o possamos fazer, mas queremos apenas ser avaliados e regidos pelas mesmas regras, leis, consequências que os outros. E mais que qualquer outro, deveriam ser os Sportinguistas a lembrar-se disso, e a reclamar essa igualdade de tratamento para si. Já houve quem lutasse para que essa concorrência leal se regesse pela justiça, no entanto foi engolido pela injustiça que rege a própria justiça. Assim, talvez devêssemos então exigir que o Sporting pudesse lutar com as mesmas armas que outros, ainda que fora da lei, ou então esquecer a questão de lutar por títulos.

Porque isto de sermos diferentes é muito bonito mas não ganha títulos, pelo menos enquanto os outros podem fazer o que querem. E não, o sofrimento de Cristiano Ronaldo não conta.

A contestação à direção leonina continua
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os ovos de serpente existem no Sporting há muitas décadas, e quando eclodirem não terão os traços físicos de Bruno de Carvalho, mas de outras personagens que voltaram aos corredores de Alvalade de onde tinham saído aquando da desinfestação feita depois de 2013. Os ovos não estão nas claques porque não são elas que compra, vendem, gerem o clube. Podem lutar e gritar por impor a sua vontade, mas no fim das contas, tudo o que foi assinado e contratado dentro do clube tem poucos nomes que gostem de se associar às claques. São pessoas de bem, educadas, que nunca pertenceram à escumalha.

Bem sei que a melhor forma de nos protegermos e mobilizarmos as massas é criando um inimigo exterior, ou não, a quem possamos imputar as culpas de todos os males e infortúnios que se abatem sobre nós. Mas a verdade é que só nos estaremos a enganar a nós próprios e a tapar buracos que mais cedo ou mais tarde se voltarão a revelar e a engolir-nos. Neste momento temos uma administração que gasta mais dinheiro e tempo em cartilhas do que em construir equipas competitivas.

E se uma administração está mais empenhada em esconder falhanços do que em resolvê-los, o clube nunca evoluirá. No máximo, manter-se-á como está, e não está nada bem.

Só não entendo como é que tantos Sportinguistas ainda não acharam estranho que tantos “opinion makers” tivessem tanto de mau para dizer de um presidente que mantinha o Sporting competitivo, sempre a lutar pelas competições até ao fim, e terem tantos elogios sobre um presidente que ainda não fez nada senão colocar o clube no abismo que estava em 2013, principalmente de gente que publicamente sempre se mostrou acérrimo defensor de outras cores clubísticas. De certeza que é coincidência. Ah, já sei, é só teorias de conspiração, traumas de perseguição. Tentem parar um pouco, pesquisarem como funciona isto da informação/contra-informação, manipulação de opinião pública, e depois comparem com o que se tem passado na comunicação social contra a anterior direcção e a favor da atual. Não, esqueçam, estou a brincar, são só histórias que nos contam. De certeza.

Uma coisa é certa, existem com certeza ovos de serpente no Sporting, no entanto o caçador de serpentes já não está. O ninho tende a crescer.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Jogadores que Admiro #108 – Nicolás Gaitán

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Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán – Nico Gaitán – é um prodígio de técnica, um raro exemplar de inteligência em campo.

Pessoa tímida que sempre teve no relvado o mundo onde expressar as suas emoções, sempre de bola no pé, sempre emocionalmente ligado ao fenómeno que é o futebol. O argentino nunca conseguiu esconder das bancadas os seus sentimentos. Os seus toques, os seus passes, as suas fintas, tabelinhas e remates sempre foram um espelho da sua alma.

Já vimos um Nico triste de futebol desinspirado, já vimos um Nico feliz de futebol alegre e já vimos um Nico realizado e de futebol entusiasmante.

Chegou ao Estádio da Luz no Verão de 2010. Chegou para substituir o seu compatriota Ángel Di Maria. Dois mágicos, um mais desequilibrador pela linha em velocidade e outro pelo centro em classe.

Foram seis anos de águia ao peito. Meia dúzia de anos onde actuou pela esquerda, pelo centro e pela direita. Chegou mesmo a ser um Simão da ala direita. Enfrentou lesões e problemas de confiança (talvez também pessoais) que durante ano e meio condicionaram o seu futebol. Nos primeiros três anos de vermelho e branco não sentiu o sabor de ser campeão. Foram anos de maturação. Foi abaixo e levou o seu futebol consigo, voltou à tona e elevou o futebol do Sport Lisboa e Benfica.

Quando saiu foi como tricampeão. Deixou na Luz e na memória dos adeptos momentos épicos que irão perdurar para sempre. Juntamente com Pizzi, Jonas e Mitroglou formou um quarteto mágico de sonho.

Era capaz de resolver um jogo por si, com um remate impensável ou uma arrancada imparável. Era capaz de vencer pela forma como fomentava o colectivo da equipa, provocando os seus colegas a serem melhores, entendendo-os e encontrando-os em qualquer pequeno espaço onde se encontrassem.

No Sport Lisboa e Benfica foram 253 jogos, 41 golos e 88 assistências. Conquistou três títulos de campeão nacional, uma Taça de Portugal, cinco Taças da Liga, uma Supertaça e ainda foi duas vezes vice-campeão da Liga Europa.

Nico Gaitán formava um quarteto de luxo com Jonas, Mitroglou e ainda Pizzi
Fonte: SL Benfica

Não dá para esquecer Nico Gaitán de vermelho e branco a criar a vitória do Benfica em pleno Vicente Calderón. Na segunda-parte, já depois de ter concretizado o golo do empate, o argentino desenhou uma jogada de futebol de rua. Arrancou da área encarnada, tabelou na linha com Jonas, em velocidade tirou uma garrafa de água do caminho, puxou para dentro batendo o seu marcador e de pé direito encontrou a desmarcação de Gonçalo Guedes para o golo da vitória.

Em jogo de Liga Europa conseguiu na Luz, frente ao PAOK, batizar um livre com o seu nome. Uma “panenkada” de fora da área a sobrevoar a barreira até se aninhar no conforto das redes. Um golo impensável. Um golo só possível no mundo maravilhoso de um virtuoso como Nico Gaitán.

E para todo o sempre ficará o bailado em pleno Estádio José Alvalade. Impossível descrever. No momento em que recebe a bola deu-se um clique na cabeça do argentino e de repente descobriu o fogo e criou a teoria da relatividade. O golo nasceu assim que tocou na bola. A partir daí foi bailado. Dançou, avançou, tabelou com Enzo que lhe devolveu de primeira pelo ar e Nico, sem deixar a redonda tocar no relvado, tocou também de primeira para Lima, ao primeiro toque, finalizar no ar um golo pintado pelo fantástico maestro que Gaitán se tornara.

Em 2016 procurou um campeonato com outra qualidade, mas acabou por escolher uma casa que não o compreendia. Nico Gaitán respira e vive Futebol. Sem bola é um homem triste, um jogador apático. No Atlético de Madrid perdeu a alegria. Seguiu-se a China e a MLS, desparecido num mundo que não era seu.

Agora, a fazer 32 anos, poderá voltar a encontrar em França a felicidade e o prazer do jogo. Bom campeonato, boa equipa para o seu futebol e um clube que está a lutar pelo pódio francês. No Lille OSCM poderemos voltar a ver o Nico fantasista que vive feliz a vender fantasias aos adeptos do Futebol.

Eu estou desejoso por o ver renascer. O futebol de Nico Gaitán é pura emoção na ponta da chuteira.

Foto de capa: SL Benfica

Revisto por: Jorge Neves

69.º All Star Game: O mais competitivo de sempre?

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O jogo das estrelas sempre acarretou uma premissa: ninguém defende e os jogadores apresentam-se para se divertirem. Desta vez, foi exatamente o contrário. A equipa formada por LeBron James e a formação de Giannis Antetokounmpo entraram na quadra para lutarem por cada ponto conquistado. No final não só ganharam os azuis de The King James por 157-155, como ganhou todo o basquetebol com tanta competitividade e excelência representada no United Center, em Chicago.

Antes do árbitro levantar a bola, várias homenagens foram prestadas. No início deste ano, a NBA perdeu dois importantes impulsionadores da modalidade e culpados pela projeção da liga além-fronteiras: David Stern, ex-comissionário, e Kobe Bryant, antigo jogador e um dos melhores de sempre, que deixaram um legado inesquecível no desporto. As lágrimas tiveram de ser seguradas por uns minutos.

Falando do “jogo jogado”, o All Star de 2020 marcou o início de uma nova era neste formato. Cada período vencido por cada uma das equipas valia um prémio para uma instituição de caridade de Chicago, o que também ajudou ao espetáculo que se desenrolou. O lance livre de Anthony Davis desfez as dúvidas e selou as contas do encontro, que foi disputado até ao último lance possível.

Kawhi Leonard venceu o prémio MVP Kobe Bryant pela primeira vez
Fonte: NBA

Na edição deste ano, foram dez os estreantes no jogo que junta os melhores jogadores da NBA. Nomes de futuro como Luka Doncic, Trae Young ou Jayson Tatum tiveram a primeira experiência nestas “lides” com os grandes nomes que cresceram a idolatrar. Por outro lado, também Rudy Gobert teve honras de All Star. O francês já brilhava desde 2013, mas só este ano conseguiu marcar o seu lugar no plantel.

O primeiro MVP Kobe Bryant (nome dado a partir de agora ao prémio de melhor jogador do jogo) foi atribuído a Kawhi Leonard. O ala dos Los Angeles Clippers brilhou com 30 pontos, com oito triplos concretizados a ajudar à exibição notável. No final das contas, foi um fim de semana bonito com muitas surpresas à mistura, e uma prova de que a NBA cresce a cada dia que passa. A mais jogos assim, tenho a certeza que os amantes do jogo agradecem esta mudança de paradigma.

Foto de Capa: NBA

Revisto por: Jorge Neves

«Falta apostar nos clubes e nas jogadoras» – Entrevista BnR com Sofia Jesus

Sofia Jesus é jogadora de Futsal. Atualmente ao serviço do SL Benfica, a atleta aceitou o convite do Bola na Rede para falar sobre a sua carreira até aos dias de hoje, explica como tem conseguido intercalar a modalidade com o mestrado e, ainda, dá a sua opinião acerca do estado do Futsal feminino português.

-Carreira como Jogadora-

Bola na Rede (BnR): Há quantos anos é que estás ligada ao Futsal?

Sofia Jesus (SJ): Comecei a jogar futsal quando tinha seis anos, por isso há 15 anos.

BnR: Como surgiu a paixão por este desporto?

SJ: Os meus pais sempre me incentivaram a fazer desporto. Comecei pelo Ballet e já pratiquei Ténis, Basquetebol, Badminton, Canoagem, Voleibol, Surf, entre muitas outras coisas mas estava sempre a brincar com bolas de futebol. Quando entrei no primeiro ano existiam várias atividades extracurriculares na minha escola, e uma delas era o Futsal. Aí comecei a jogar, a entrar em competições e a ganhar um gosto enorme por esta modalidade. O Futsal foi o desporto que nunca mais larguei.

BnR: Qual era o/a teu/tua ídolo/a quando começaste a dar os primeiros passos no Futsal? E porquê?

SJ: Quando comecei a jogar não via assim muito Futsal e só conhecia o Ricardinho. Gostava imenso de o ver jogar, mas o meu maior ídolo sempre foi o Cristiano Ronaldo como atleta.

BnR: Como caraterizas o teu estilo de jogo, tendo em conta a posição em que jogas?

SJ: Considero-me uma jogadora inteligente que pensa bastante o jogo e sinto que tenho uma boa leitura de jogo em campo.

BnR: O teu primeiro clube foi o Futsal Oeiras. Lembras-te do primeiro dia em que foste treinar a este clube? E quem foi a pessoa responsável pela tua ingressão na equipa da linha de Cascais?

SJ: Para quem não sabe, o Futsal de Oeiras era o futsal que existia como atividade extracurricular da minha escola. Começou por ser o Clube Futsal da Medrosa e, entretanto, essas atividades acabaram na escola e fundaram o Futsal de Oeiras. Os responsáveis por esta primeira equipa do Futsal de Oeiras e pela minha ingressão no clube foram o Jorge Boiça e o Marco Relvas, os meus primeiros treinadores.

O Futsal Oeiras foi o primeiro clube da jogadora que atua como Ala e Pivot
Fonte: Arquivo pessoal da entrevistada

BnR: O teu primeiro jogo de competição foi certamente disputado ao serviço do Futsal Oeiras. Recordas-te onde decorreu essa partida? E qual foi o resultado final?

SJ: Lembro-me que existiam uns torneios de Futsal entre escolas, quando ainda o clube se chamava Futsal da Medrosa, não me recordo dos resultados exatos, mas sei que na altura fui considerada a melhor jogadora de um dos torneios e ainda guardo a medalha com muito carinho.

BnR: Tiveste durante seis anos no Futsal Oeiras, onde tiveste de jogar com rapazes. Durante esse tempo, sofreste algum tipo de discriminação por pertencer a uma equipa só de atletas do sexo masculino? Se sim, como superaste esses episódios menos positivos no teu percurso no Futsal?

SJ: Felizmente nunca senti nenhum tipo de discriminação. Nunca fui a única rapariga no clube, e sempre senti que os rapazes até achavam piada existirem raparigas a jogar bem na sua equipa.

Os 5 possíveis destinos para Lionel Messi

É muito difícil desassociar Messi do Barcelona e vice-versa mas…

Soaram os alarmes em Barcelona! Veio a lume à umas semanas atrás, que Lionel Messi terá reagido muito mal a uma intervenção pública do director desportivo da equipa, Eric Abidal. Abidal houvera dito que o grande factor para a saída de Ernesto Valverde do comando técnico catalão, foi a falta de empenho dos jogadores quer nos treinos, quer nos jogos, um comentário que mereceu resposta da parte de Messi que não gostou, e afirmou que Abidal deveria concentrar-se em fazer o seu trabalho e dizer o nome dos verdadeiros responsáveis, ao invés de colocar toda a equipa ao barulho.

Este acontecimento foi o mote para que se falasse na saída do argentino da equipa culé, e também que viesse à baila a tão falada cláusula que permite que o astro argentino abandone os Blaugrana a custo zero no final de cada época, só tendo que avisar o clube antes de maio.

O mundo do futebol alimentou-se desta polémica e logo surgiram rumores de possíveis destinos para o internacional argentino, uns com mais sentido que outros mas a verdade é que não é qualquer clube que pode contratar Messi.

Com base nisto, resolvi também elaborar uma lista de cinco equipas que seriam hipóteses, caso Messi abandonasse mesmo o Barcelona. De Espanha, a Itália, e passando claramente por Inglaterra, clubes interessados não faltam.

Os 5 destaques da equipa sub-23 do SL Benfica

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A primeira fase da Liga Revelação de sub-23 chegou ao fim. A equipa do SL Benfica, agora comandada por Luís Castro, terminou esta fase em segundo lugar, apenas atrás do surpreendente Rio Ave (em igualdade pontual). A equipa encarnada segue agora para a fase de apuramento de campeão, onde discutirá o título com Rio Ave FC, GD Estoril Praia, Sporting CP, Clube Desportivo das Aves (atual detentor do título) e SC Braga.

Apesar de não ter conseguido atingir o primeiro lugar (apenas por culpa da diferença de golos), a prestação da equipa das águias foi bastante satisfatória. Para além da boa primeira fase que a equipa fez coletivamente, vários foram os atletas que se destacaram do ponto de vista individual. Alguns atletas já deram mesmo o salto para a equipa B.

Decidi selecionar apenas cinco das principais figuras da equipa de sub-23. Como tal, vários foram os jogadores que se destacaram, mas não integram esta lista. Destaco Tiago Araújo, Tiago Gouveia, Miguel Nóbrega, Diogo Capitão, Fábio Baptista e Kevin Csoboth (começou bem a época e transitou imediatamente para a equipa B).

Os recém chegados Samu (vindo do Boavista) e Elias Pereyra (vindo do San Lorenzo) têm feito exibições de qualidade, sendo o primeiro já opção para a equipa B.

Atenção ainda aos mais jovens: Henrique Jocu, Gerson Sousa, Diogo Nascimento, Jeremy Sarmiento, Filipe Cruz e Sandro Cruz. Todos ainda juniores, no entanto têm vindo a integrar a equipa de Luís Castro e podem ainda ser importantes na fase de apuramento de campeão.

Vamos, então, aos grandes destaques das águias nesta primeira fase.