Num defeso muito mexido, a contratação de Grace Brown, uma australiana de 26 anos, por parte da Mitchelton-Scott, não mexeu com muitos e pareceu até algo insignificante. Agora, após seis dias de competição, começa a suspeitar-se que este pode ter sido um golpe de mestre da equipa da terra dos cangurus.
Com um passado no ballet, dedicou-se depois à Corrida e entrou tarde (para os padrões do desporto) no Ciclismo. Enquanto normalmente as atletas promissoras – como Cecilie Uttrup Ludwig, Letizia Paternoster ou as portuguesas Soraia Silva e Maria Martins – têm a primeira experiência em equipas UCI ainda na adolescência, Brown só já depois dos 20 anos é que sequer se dedicou às duas rodas.
No entanto, rapidamente deixou uma marca no circuito amador australiano e foi ganhando o seu espaço. Em 2017 e no início de 2018 correu pela Holden Team Gusto, equipa de clube australiana que tem já pergaminhos na Oceânia, mas foi a meio do ano passado, depois de conquistar o ouro no crono e a prata no fundo dos Campeonatos Continentais, que teve a primeira grande oportunidade, correndo durante alguns meses pela histórica Wiggle High5.
Começou este ano a vencer com a conquista do Campeonato Nacional de contrarrelógio, a que juntou poucos dias depois o triunfo na terceira etapa do Tour Down Under, mas parece ter potencial para muito mais, como o prova o 21.º lugar na La Course 2018.
Seis dias de corrida em 2019 e já leva duas vitórias Fonte: Santos tour Down Under
O contrarrelógio é a sua arma predileta e foi onde alcançou já os melhores resultados, mas está longe de ser a única, já que a australiana passa também muito bem as dificuldades e tem ainda uma boa ponta final. Desde logo, tem tudo para ser uma ameaça nas clássicas acidentadas e em certas provas por etapas. No terreno mais montanhoso ainda tem margem para evoluir, mas servirá desde já como uma excelente escudeira para apoiar as suas líderes.
Ficou já claro que estamos perante uma atleta de enorme qualidade, com apenas o fator idade a poder pesar nas oportunidades que lhe serão dadas. Se considerarmos que a sua principal líder de equipa – e uma das grandes estrelas do desporto -, Annemiek van Vleuten, tem mais dez anos que ela, Brown ainda tem um longo caminho pela frente e muito para conquistar.
O guarda-redes Emiliano Viviano, resgatado à Sampdoria a troco de três milhões de euros, teve uma primeira passagem por Alvalade muito fugaz. Contratado ainda na era Bruno de Carvalho, a pedido do sérvio Sinisa Mihajlovic (treinador com quem já tinha trabalhado anteriormente na Sampdoria) para fazer face à saída de Rui Patrício, acabou por regressar a Itália sem cumprir qualquer minuto de leão ao peito na presente temporada.
Com a saída de Bruno de Carvalho da presidência do clube leonino, e consequente troca de treinador, a vida do italiano complicou-se. Na pré-temporada e já com o plantel às ordens de José Peseiro, Viviano teve a sua única oportunidade para se mostrar entre os postes, no entanto, sem conseguir agradar os responsáveis leoninos.
Completamente “tapado”, primeiro por Salin e posteriormente por Renan, os responsáveis leoninos decidiram colocar o guarda-redes italiano no mercado, tal como disse o atual mister leonino, Marcel Keizer, em conferência de imprensa: “É melhor que vá para um clube onde possa jogar”.
Viviano sai sem qualquer minuto oficial disputado Fonte: Sporting CP
Na atual janela de transferências, o Sporting Clube de Portugal chegou a acordo com a Spal, equipa que milita na Série A italiana. O acordo contempla um empréstimo até final da temporada sem opção de compra no final deste período, ficando a totalidade do vencimento do jogador a cargo do clube italiano.
O caso “Viviano”, foi e continua a ser polémico no seio leonino. Um jogador que chega a Alvalade para suprimir a saída de um dos melhores jogadores leoninos dos últimos tempos, fica metade da temporada longe da vista dos/as sportinguistas, e acaba por ser emprestado na janela de transferências seguinte à da sua contratação. Na minha opinião, e tendo em conta que não fazia parte das escolhas para o mister holandês (tal como não fez para José Peseiro e Tiago Fernandes), foi provavelmente o melhor negócio que se podia ter feito, no entanto enquanto sportinguista gostaria de ter visto “os três milhões” em ação. Será que na próxima temporada o italiano terá a oportunidade que não teve na presente?
Há pouco tempo, ver o Benfica era difícil. Tornara-se uma obrigação ligar a televisão e ficar diante do ecrã durante 90 minutos duros e longos, ou deslocar-me até ao estádio para assistir a uma sofrida partida de futebol onde a essência do jogo se perdera e a vitória era um alívio.
Não havia esforço dos jogadores, organização, jogadas magníficas ou vitórias convincentes de forma constante. Era tudo ganho a ferros e havia a sensação de que qualquer equipa podia fazer frente ao nosso clube. Os atletas em campo estavam desnorteados, parecendo não saber o seu lugar em campo, e davam a impressão de que não tinham a motivação que o peso da camisola deveria dar.
Excetuando um ou outro, os jogadores não sentiam o manto sagrado, não sentiam os adeptos, não sentiam as palavras do treinador e não sentiam o clube, o Benfica. Isto tudo tornava a ação de ver o Benfica um esforço que só era possível pelo simples facto de ser precisamente o Benfica que entrava em campo, na vez de ser pelo entusiasmo e prazer de ver jogar o clube do coração. O descontentamento dos adeptos no final dos jogos era também difícil de suportar. Apareciam lenços brancos nas bancadas direcionadas ao treinador e à direção do clube.
Tudo isto parecia estar a ser causado por um homem só. Rui Vitória estava longe de ter o apoio dos adeptos e parecia também ter perdido a confiança dos jogadores. Assim, culpei Rui Vitória por todo este sentimento negativo e apático em relação ao ver o Benfica. Nem escrever sobre o meu clube conseguia e atribuí culpa ao mesmo homem.
Há duas jornadas, Rui Vitória saiu do Benfica e Bruno Lage tomou o leme da equipa interinamente. O primeiro jogo foi em casa, contra o Rio Ave e começou da pior forma.
Bruno Lage é o substituto interino de Rui Vitória depois da sua saída Fonte: SL Benfica – Formação
Aos 20 minutos de jogo, o Benfica perdia por 0-2. Os jogadores pareciam estar a jogar parados, sem qualquer interesse em fazer alguma coisa que levasse a que o Benfica desse a volta ao resultado. Ouviu-se um coro de assobios como não me recordo no passado recente. Em pleno Estádio da Luz, quase 50 mil adeptos fartos da falta de entusiasmos dos jogadores – já que agora não podia existir a ‘desculpa’ de todo o mal ser do treinador – assobiaram fortemente a equipa a demonstrar o descontentamento pelo que ali se passava.
Porém, deu-se a remontada. Houve uma espécie de renascimento da equipa e voltou-se a jogar futebol. Ao intervalo o resultado estava empatado e na segunda parte, com a ajuda do treinador Bruno Lage, a equipa regressou com outra atitude. Viu-se progresso a olhos vistos e os encarnados venceram por 4-2.
Na jornada seguinte, nos Açores, continuou-se a ver progressos na equipa e agora volto a ver o Benfica a jogar com prazer, entusiasmo e vontade. Quero ver o clube a subir de forma, a recuperar o seu poderio e a jogar cada vez melhor. A vencer com categoria aos poucos e poucos. A renascer.
Vindo de vitórias contundentes para a Taça da Liga (9-0 frente ao Burton Albion FC) e Taça de Inglaterra (6-1 frente ao Rotherham United FC), o Manchester City não teve grandes dificuldades em vencer uns Wolves famintos, que eliminaram o Liverpool FC na segunda-feira e com quem empataram na primeira volta.
O jogo começou com o domínio habitual dos Citizens, que se materializou à passagem do minuto dez, altura em que Laporte descobriu Sané nas costas da defesa adversária e o alemão serviu Gabriel Jesus para o golo.
O golo tranquilizou os da casa e o Wolverhampton não conseguia sair em contra-ataque, como tanto gosta. À passagem do minuto 20, Boly foi expulso e deu uma machadada quase definitiva no desfecho do jogo (e em Bernardo Silva também…).
A dez minutos do intervalo, e já depois de algumas triangulações perigosas do Manchester City, os comandados de Nuno Espírito Santo quase chegaram ao empate, mas Jota chegou atrasado ao cruzamento de Jonny. Logo depois, mais um erro individual de um defesa laranja deu o 2-0 aos campeões: Bennett travou Sterling na área e Gabriel Jesus bisou da marca do castigo máximo. Ao intervalo, com 2-0 no marcador e uma unidade a menos nos Wolves, o jogo estava decidido.
Fonte: Manchester City
Nuno ainda acreditava ser possível levar algo positivo deste jogo e lançou Adama Traoré ao intervalo. No entanto, a toada do primeiro tempo manteve-se e o Wolverhampton teve ainda mais dificuldades em chegar à baliza de Ederson. O City poderia ter ampliado a vantagem por, pelo menos, duas vezes, mas Sterling e Kevin De Bruyne, entretanto lançado por Pep Guardiola, não aproveitaram. Pouco tempo depois, o belga cruzou de forma soberba e Coady, infeliz, introduziu a bola na própria baliza. 3-0 no marcador e dúvidas, se ainda existissem, totalmente dissipadas.
O apito final chegaria sem mais alterações no marcador. Um jogo que prometia muito «perdeu a graça» muito cedo quando o City, já em vantagem, ficou em superioridade numérica. Os Wolves não conseguiram fazer as suas saídas em ataque rápido como de costume (sentiu-se a falta de Hélder Costa ou Ivan Cavaleiro) e depois da saída de Raúl Jimenez, não mais incomodaram Ederson. Já o Manchester City confirmou o bom momento atual, tirando proveito da qualidade dos seus extremos e criatividade e capacidade de pressão do seu meio-campo.
Onzes iniciais e substituições:
Manchester City FC: Ederson, Walker, Stones, Laporte, Danilo, Fernandinho, Bernardo, David Silva (De Bruyne 62’), Sané (Gundogan 74’), Sterling, Gabriel Jesus (Aguero 76’).
Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Doherty, Coady, Bennet, Boly, Jonny, Dendoncker, Ruben Neves, João Moutinho (Gibbs-White 72’), Diogo Jota (Saiss 59’) e Raúl Jimenez (Adama 46’).
Hoje vim falar de uma estrela em ascensão, se é que assim se pode dizer: é ele o nosso muito bem conhecido Gedson Fernandes. Nomeado para Golden Boy ainda em 2018, a nossa pequena/grande estrela está no SL Benfica desde os 10 anos de idade, proveniente do SC Frielas, clube do concelho de Loures.
Natural de São Tomé e Príncipe, o jovem jogador de apenas 20 anos de idade começou a jogar de águia ao peito no final de dezembro de 2009. Em declarações para sites e jornais desportivos, Paulo Sérgio, presidente do SC Frielas, conta que tanto o Sporting CP como o SL Benfica estavam interessados na jovem promessa, mas diz que “queríamos só deixá-lo ir embora no final da época” a custo zero. No entanto, o SL Benfica ofereceu-lhes “250 euros e mais 25 bolas” e diz o presidente do clube do concelho de Loures que “vale mais receber isso do que não receber nada”, pois “o Sporting CP queria-o só no fim da época para não nos pagar nada”.
Paulo Sérgio: “Gedson era muito veloz e muito habilidoso” Fonte: SL Benfica
Paulo Sérgio considera o “miúdo” uma pessoa humilde, que mostra isso mesmo em campo: “nos jogos, o guarda-redes passava-lhe a bola e ele desequilibrava tudo e marcava golos”, até que o treinador lhe disse para abrandar “um pouco e deixar os outros jogar”, ao que Gedson pediu para o deixar “jogar só mais um bocadinho que eu prometo não marcar golos”. Muito acarinhado pelo SC Frielas, Gedson rumou ao SL Benfica para nos comprovar essa mesmo humildade.
No SL Benfica, festejou o primeiro Campeonato Nacional quando jogava pelos Iniciados A. Numa entrevista à BTV, Gedson confessa que tem “todas as faixas de campeão em casa” e que se sente “orgulhoso” do próprio trabalho e do coletivo com os colegas de equipa. Ganhou também pelo SL Benfica um Campeonato Nacional de Juniores (2017/2018) e pela Seleção Nacional um Europeu de Futebol sub-17 (2016). No que diz respeito a prémios individuais foi considerado o melhor jogador jovem do mês de agosto de 2018 e nomeado, como já referi, para Golden Boy onde ficou em sétimo lugar.
Gedson: “Sinto-me orgulhoso do meu trabalho e do dos meu colegas e foram missões cumpridas” Fonte: SL Benfica
No geral, e segundo as estatísticas, na época de 2013/2014 (Juniores C), jogou 34 jogos e marcou 13 golos. Entre 2014 e 2016, já a jogar pelos Juniores B marcou presença em 46 jogos e fez 15 golos. Entre 2016 e 2018, a jogar pelos Juniores A, participou em 35 jogos e marcou quatro golos. No que toca à equipa sénior, tem um total de 69 jogos e 8 golos marcados. Já pela Seleção, nos vários escalões em que jogou, tem nos seus registos 46 jogos e seis golos marcados.
Depois de, a meio da semana, receber o Chelsea FC para a primeira mão da taça da liga, o Tottenham Hotspur FC voltava a abrir as portas da “sua” casa a outro grande do futebol inglês. Pela frente tinha Solskjær e a sua armada, que viajou para sul depois da vitória para a Taça de Inglaterra no seu estádio.
Mauricio Pochettino realizou três alterações em comparação com o jogo frente ao Chelsea, com as entradas de Vertonghen, Davies e Lloris. Apresentou assim um sistema 4-4-2 losango, cada vez mais habitual, com Winks no vértice mais recuado, Sissoko sobre a direita, Eriksen sobre a esquerda e Alli nas costas da dupla ofensiva Kane-Son.
O treinador norueguês apresentou, como era expectável, uma linha ofensiva totalmente nova (em comparação com o último jogo em casa) que pretendia, através da velocidade dos jogadores, apostar nos momentos de contra-ataque. Assim, Rashford, Lingard e Martial foram a aposta de Solskajaer.
Tottenham
Em resposta ao bloco médio do Manchester United FC, em organização defensiva, os londrinos iniciavam a construção com Winks na frente dos dois centrais, nas costas de Lingard. Este posicionamento do médio inglês procurava manipular os movimentos de Lingard (que procurava ajustar a sua posição para cortar a linha de passe do central para Winks), para o central com bola conseguir conectar um passe vertical para Alli ou Eriksen, que procuravam não baixar linhas de forma excessiva, ou para ser mesmo ele a invadir o meio-campo do United em posse. Como vemos aqui:
Fonte: SportTV
Não menos importante era o posicionamento de Sissoko, no papel de médio interior direito. Vemos (em baixo) como ele baixa para a posição de lateral direito, criando com os dois centrais uma linha de três para iniciar a construção. A colocação do francês nesta zona do terreno permitia a Trippier assumir uma posição agressiva no campo, garantindo largura (pisando a linha lateral) e profundidade (muitas vezes mais à frente de Son-Kane). Este posicionamento dos defesas laterais (ainda que fosse menos evidente em Davies) pedia aos defesas-centrais que fizessem uso da sua capacidade de distribuição de média-longa distância:
Fonte: SportTV
Quando a bola chegava ao último terço, era necessário desorganizar a estrutura do Manchester United. Para desarrumar seja o que for, nada melhor que o dinamismo de Alli-Kane-Son. A aproximação de Erisken a este trio, pelo corredor central, era mais um fator de risco que os visitantes tinham de ter em consideração. Assim, o dinamismo e as constantes trocas posicionais do trio e a qualidade com bola de Eriksen obrigaram o United a compactar-se cada vez mais em zonas centrais.
Naturalmente que isso teve um preço, já que deu mais espaço aos Spurs nos corredores laterais, onde os defesas-laterais podiam fazer uso do seu posicionamento agressivo para cruzar perigosas bolas para a grande área, onde as penetrações de Alli, vindo de trás, são sempre um perigo.
Fonte: SportTV
Infelizmente para os londrinos, o United esteve sempre muito bem neste tipo de situações e foram raras as situações de perigo a partir deste tipo de situações.
Manchester United
Só uma nota, antes de falar do United:
“Agora com o Solskjær, o Pogba defensivamente parece outro”
Era uma linda história de Natal… era.
Fonte: SportTV
Uma equipa montada, e bem, ao pormenor para contra-atacar. Rashford, Lingard e Martial eram uma ameaça constante, mesmo quando a equipa não tinha a bola, já que raramente baixavam atrás da linha de bola. Assim que a equipa recuperava a bola, ligava a velocidade destes homens que procuravam penalizar o espaço deixado pelos defesas-laterais do Tottenham. Como vemos em baixo, assim que se dá a recuperação de bola, é imediato o ataque ao espaço:
Fonte: SportTV
Quando o Tottenham transitava defensivamente rapidamente e a oportunidade para preparar uma situação de finalização se esfumava, o United procurava os pés de Pogba, que vinha no apoio, para criar algo.
O ideal, e que aconteceu aos 44 minutos do primeiro tempo, era ser o próprio Pogba a lançar a velocidade do três da frente assim que a equipa recuperava a bola. Este GIF descreve na perfeição Pogba: sem bola, não está “nem aí”, e com bola, ninguém lhe ensina nada:
Fonte: SporTV
Na segunda parte, o United apareceu num sistema próximo do 4-4-1-1, com Pogba nas costas de Rashford. Este novo sistema reduzia o trabalho defensivo de Pogba e o risco do Manchester United se desorganizar sem bola. Para além disso, Herrera juntou-se a Matić na frente da defesa, criando um duplo pivô que protegia o sérvio.
Assim, Solskjær reduziu o risco dos dois elos mais fracos da equipa esta temporada, por razões diferentes – Pogba e Matić – penalizarem os restantes.
Ah, e o De Gea também … também foi importante (mas pouco) :
Não é novidade para ninguém que muito esperamos de 2019. Ao contrário de alguns “analistas”, consideramos que, também pelas suas diferentes características, 2019 tem todo o potencial para ser um ano de surpresas, grandes marcas e de uns Campeonatos Mundiais que prometem ser fantásticos. No artigo desta semana, apresentamos 10 duelos que acreditamos que têm o potencial de incendiar o ano desportivo.
Real Betis Balompié e Real Madrid CF enfrentaram-se esta noite separados por apenas quatro pontos na classificação. Os Verdiblancos vinham de um empate a meio da semana com a Real Sociedad, em jogo da Copa Del Rey, enquanto os madrilenos chegaram a este jogo depois de um triunfo por 3-0 sobre o CD Leganés, também a contar para a Copa del Rey.
Entraram melhor no jogo os merengues, com menos bola, mas mais perigosos e esclarecidos no ataque. Após algumas ameaças, a equipa de Solari chegou ao golo e adiantou-se no marcador. Centro para a área do Betis, a defensiva verdiblanca cortou o lance e a bola ressaltou para a entrada da área, onde apareceu Modrić a rematar de primeira para o fundo das redes.
Modric marcou o primeiro golo da noite Fonte: La Liga
Primeiro golo na liga, esta época, do médio croata, que precisou de 19 jogos para fazer o gosto ao pé. Depois do golo marcado, o Real Madrid entregou a iniciativa de jogo ao Betis e continuou a espreitar o contra-ataque para tentar dilatar a vantagem.
O Betis aproveitou e assumiu a ofensiva do jogo, com muita posse de bola, mas sem conseguir desbloquear a defensiva merengue no último terço do terreno. Faltou criatividade aos homens da equipa da casa, que apenas conseguiram fazer o seu primeiro remate no jogo perto dos 40’.
Do lado do Real Madrid, Vinícius Junior e Modrić estiveram perto de marcar, mas o 0-1 manteve-se até ao intervalo. Uma primeira parte com poucas oportunidades, com o Betis a obter quase 70% de posse de bola, mas sem conseguir materializar esse domínio em verdadeiros lances de perigo.
Na segunda parte, o ritmo de jogo manteve-se igual ao dos primeiros 45 minutos. O Betis com mais posse de bola e à procura do empate, o Real Madrid com as linhas mais recuadas e algo alheado do jogo.
Foi sem surpresa que a equipa da casa chegou ao empate. Depois de Guardado, aos 60’, ficar a centímetros de um golo de bandeira, Sergio Canales, aos 68’, encontrou finalmente o caminho para a baliza à guarda de Navas. Muito bem lançado por Lo Celso, o médio ex-Real Madrid apareceu isolado na área e fez balançar as redes, para gáudio dos adeptos Verdiblancos.
Depois do golo marcado, o Betis galvanizou-se e sufocou o Real, em busca da vitória que permitiria uma aproximação ao colosso madrileno. Mas, um pouco contra a corrente de jogo, foram os visitantes a marcar, já muito perto do final do jogo. Livre direto batido pelo ex-Betis Ceballos, com Pau López a não esboçar qualquer reação e a ver a bola aninhar-se nas suas redes.
O Real Madrid venceu pela margem mínima e alcançou o Sevilha FC no terceiro lugar do campeonato. A equipa do Betis merecia melhor sorte pelo que fez durante os 90 minutos, mas não conseguiu converter a posse de bola em mais golos.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Real Betis Balompié: Pau López, Francis Guerrero (Tello, 67’), Marc Bartra, Antonio Barragán, Aissa Mandi, William Carvalho, Andrés Guardado (Boudebouz, 85’), Giovani Lo Celso, Sergio Canales, Tonny Sanabria (Loren, 88’) e Joaquín.
Real Madrid CF: Keylor Navas, Sergio Ramos, Raphael Varane, Nacho Fernández, Dani Carvajal, Luka Modric, Casemiro, Fede Valverde (Brahim Diaz, 82’), Sergio Reguilón (Ceballos, 74’), Karim Benzema (Cristo González, 46’) e Vinícius Júnior.
E aí vão quatro seguidas! A Académica OAF confirmou estar no melhor momento da época e prolongou a série de vitórias consecutivas com uma exibição a condizer com o resultado.
O Varzim SC começou por ameaçar o estado de graça da Académica, tentando empurrar a Briosa para o seu meio-campo e criando, efetivamente, uma oportunidade de golo flagrante – Jonathan Rúbio, de longe, atirou à barra da baliza de Peçanha. Porém, não foram além disso e a resposta da Académica não se fez esperar. Yuri foi o protagonista, num lance que viria a ser o ensaio para o golo inaugural – canto batido por Júnior Sena para o coração da área, onde aparece o central a cabecear, primeiro para as mãos de Emanuel, depois para o fundo das redes. 1-0 aos 17 minutos.
O jogo prometia ser quentinho, mas a toada passou a ser morna e não houve lances de perigo iminente até aos 38 minutos, altura em que Romário Baldé, isolado (após boa recuperação de bola conseguida pelo próprio), atirou à figura de Emanuel. A Briosa animou-se, e voltou a estar perto do golo, mas a trave impediu Júnior Sena de ser feliz e a margem mínima manteve-se até ao intervalo.
O segundo tempo teve um início similar ao primeiro – intenso. Romário Baldé foi quem mais se destacou, driblando, sobre a direita, e com classe, o seu opositor direito, antes de fazer a bola rasar o poste mais distante da baliza poveira.
O Varzim reagiu na procura de trazer pontos da visita a Coimbra. Os poveiros conseguiram ter volume de jogo no meio-campo da Académica, mas estiveram ineficazes no último passe, o que permitia à Briosa controlar as investidas do seu adversário e partir para transições ofensivas gizadas quase sempre por Romário e Júnior Sena. Foi, aliás, numa delas, que a Briosa chegou ao 2-0, com Hugo Almeida (2.º jogo seguido a titular, 2.º golo) a fuzilar a baliza de Emanuel a 15 minutos do final.
Houve perfeita comunhão entre adeptos e jogadores da Académica
Os poveiros pareceram baixar os braços depois do golo do internacional português e, até ao fim do jogo, a Académica esteve mais perto do 3-0 do que o Varzim do 2-1 – Mike, num remate à trave, teve a oportunidade mais flagrante. Mas o resultado manteve-se inalterado até final.
A Académica fica agora, provisoriamente, a 7 pontos dos lugares de subida, que se podem ser definitivos caso o FC Famalicão perca na receção ao Estoril-Praia SAD. Havendo 51 pontos em disputa e, estando Académica a apresentar regularidade de resultados positivos numa competição onde todos perdem pontos, pode-se afirmar que a subida deixou de ser uma miragem.
Cristian Rodríguez deu-se a conhecer ao futebol português pela porta do SL Benfica, mas seria o ingresso no FC Porto que lhe traria a visibilidade que tanto desejava. «Assinei pelo FC Porto em cinco minutos», foi a expressão que marcou para sempre a passagem do ‘Cebola’ pelo Dragão e que, ainda hoje, é recordada pelos portistas como provocação aos adeptos rivais.
Nascido no Uruguai a 30 de setembro de 1985, na localidade de Juan Lacaze, Rodríguez nasceu emergiu no futebol ao serviço do gigante uruguaio, o Peñarol. Foi aí que, com 17 anos, se estreou na equipa principal, em 2003, realizando sete jogos na primeira temporada. As duas seguintes, que antecederam a viagem para a Europa, foram de enorme fulgor: 21 e 36 jogos, com dois e quatro golos, respetivamente. Em 2005, a precocidade do talento de Rodríguez levou o PSG a contratá-lo por meio milhão de euros, valor que seria uma ‘ninharia’, comparado com o que renderia Cristián Rodríguez três anos mais tarde. Antes porém, convém frisar que o uruguaio participou em 50 jogos pelo emblema de Paris durante um ano e meio, antes de chegar a Portugal, através dos encarnados, que celebraram com os parisienses um contrato de empréstimo.
Cristián Rodríguez trocou o SL Benfica pelo FC Porto em 2008 Fonte: Reflexão Portista
No SL Benfica participou em 36 jogos, apontando sete golos, e logo mais a norte do país se espreitava a possibilidade de fazer um dois em um: ‘roubar’ um excelente ativo ao rival e pô-lo a render de dragão ao peito. Assim foi. Os dragões desembolsaram sete milhões de euros para garantir os serviços de Rodríguez. Ao longo de quatro épocas na invicta, os números não enganam: 120 jogos e 20 golos apontados, entre os quais destaco, claramente, o pontapé de bicicleta na Choupana e o tento de classe em Old Trafford. Estarão recordados, certamente.
A aventura no FC Porto terminaria em 2012, para uma viagem até Madrid para se fixar no Atlético durante dois anos e meio. Foram 98 jogos realizados, com cinco golos apontados. Seguiu-se um período de menor fulgor, com uns empréstimos nada bem sucedidos a Parma e Grémio e uma passagem de dois anos sem relevo pelo Independiente da Argentina. Os últimos dois anos significaram o regresso ao Uruguai e ao Peñarol, onde aos 33 anos, ‘Cebola’ continua a desfrutar do futebol: 63 jogos e 29 golos.
Em matéria de títulos, são 20, no total. A saber: três ligas portuguesas, três taças de Portugal e três supertaças; uma liga espanhola, uma copa do Rei e uma supertaça espanhola; três ligas uruguaias, uma supertaça uruguaia, uma taça de França, uma liga Europa, uma Copa América e uma supertaça europeia.