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Manchester City FC | O fair-play vai para além das quatro linhas

Foi na passada sexta feira, dia 14, que surgiu uma das notícias que certamente irão marcar 2020, apesar de ainda estarmos no segundo mês do ano. O Manchester City FC, atual campeão inglês e um dos maiores clubes de todo o mundo, foi suspenso das provas europeias por duas épocas e obrigado a pagar uma multa no valor de 30 milhões de euros, isto porque não cumpriu as regras do fair-play financeiro da UEFA. O clube vai ainda recorrer da decisão para tentar adiar o castigo.

Para quem não está a par destas questões mais burocráticas, o fair-play financeiro é descrito como algo que visa melhorar a saúde financeira do futebol europeu, contribuindo assim para uma competição mais justa entre os clubes. Tem regras específicas e quem não as cumpre é alvo de fortes castigos, como aconteceu com a equipa de Pep Guardiola.

Os azuis de Manchester não foram os primeiros a ser punidos por violação das regras, mas o mundo do futebol para quando se trata de uma equipa de tamanha qualidade que contratou o seu treinador com o grande objetivo de ganhar a principal competição de clubes da Europa. Para além disso, e apesar do campeonato bem abaixo das expetativas, esta é, para muitos, a equipa que joga melhor futebol em todo o mundo, fruto do trabalho do técnico espanhol que, na sua chegada a Inglaterra, se propôs a vencer essa mesma competição.

Fonte: Manchester City FC

A parte menos negativa da situação é que o castigo não se aplica já este ano, pelo que têm ainda oportunidade de disputar a fase final da Liga dos Campeões e tentar vencê-la. O campeonato está praticamente entregue ao Liverpool, algo que os próprios ativos do Manchester já admitiram. Assim, e ainda que importe continuar a vencer os jogos da liga, podem-se resguardar para a competição europeia que não terão oportunidade de disputar nas próximas duas temporadas.

A notícia foi, como é óbvio, alvo de muitas reações em todo o mundo. O presidente da liga espanhola mostrou-se satisfeito com a decisão: “Há muitos anos que pedíamos ações severas contra City e PSG. Mais vale tarde que nunca”, afirmou. Arsene Wenger também reagiu com agrado, alegando que lhe compraram os jogadores todos, referindo-se a Emmanuel Adebayor, Bacary Sagna, Gael Clichy, Kolo Toure e Samir Nasri. Também Pep Guardiola já reagiu, depois de se falar noutro possível castigo, que se prenderá com a descida de divisão. Afirmou que mesmo que venham a disputar a League Two, não irá sair do clube.

No caso dos jogadores, a questão muda de figura. Qualquer um deles, estando numa equipa como o City, tem mais do que capacidades para disputar a Liga dos Campeões, e esse é, certamente, o seu objetivo. Isto gera mais um problema no seio dos Citizens, que poderão perder vários membros, nomeadamente aqueles que estão menos comprometidos com processo ou que, devido à sua idade mais avançada, querem ter um final de carreira digno, bem à altura de tudo o que nela conquistaram.

Assim, a imprensa avança já com alguns nomes que poderão sair no final da época. São eles Claudio Bravo, Nicolás Otamendi, John Stones, Fernandinho, Leroy Sané e Kun Aguero, que afirmou, já há alguns anos, que só saíria de Manchester quando conquistasse a Liga dos Campeões. O único que certamente irá sair é David Silva, que anunciou a sua decisão no início da presente temporada.

Como amante do bom futebol, esta é uma notícia que choca e entristece, uma vez que, apesar da Premier League ser o melhor campeonato do mundo, é a Champions que deixa água na boca, até por ser uma prova a eliminar onde o futebol se demonstra no seu estado mais puro.

A verdade é que contra castigos pouco há a fazer, e teremos então de esperar duas temporadas para voltar a ver em ação o treinador que, quanto a mim, está acima de todos os outros. Temos a sorte de não ter sido uma punição instantânea, o que nos permite apreciar a qualidade do City durante mais dois jogos, no mínimo. Se esta era uma equipa que já antes apreciava, os meus votos para que vençam são agora ainda maiores, fazendo assim uma grande festa de despedida, que lhes dará força para voltarem ainda mais fortes.

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

¿Qué pasa, Álvaro?

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Aos 23 anos, Álvaro Hodeg é um dos mais promissores velocistas da sua geração e tem sido, nos últimos dois anos, um dos nomes importantes para o número assombroso de vitórias alcançado pela Deceuninck – Quick Step, com cinco em 2018 e sete em 2019, mas o início da temporada 2020 não está a correr como esperado.

A primeira prova do ano foi na Argentina, a Vuelta a San Juan, e o colombiano dispôs de imensas oportunidades, com cinco das sete etapas a serem discutidas em pelotão compacto. No entanto, a concorrência também era dura e o seu compatriota Fernando Gaviria demonstrou estar a regressar aos seus melhores dias, levando três vitórias. Barbier surpreendeu noutra e Stybar, colega de equipa de Hodeg, atacou nos metros finais para levar outra para casa. Além disso, Sagan e Laporte eram outros ciclistas de alto nível presente.

O mesmo argumento não pode ser utilizado quanto à corrida que se seguiu, o Tour Colombia. Hodeg partia para a prova da sua terra natal como o claro favorito às chegas rápidas, sendo o claro mais cotado entre os sprinters presentes. Contudo, voltou a não ser capaz de somar a primeira vitória do ano e perdeu todos os três sprints para Juan Sebastián Molano, um ciclista de qualidade, mas com bastante menos pedigree que Hodeg.

Hodeg não conseguiu este ano repetir a vitória alcançada em 2019 na Colômbia
Fonte: Tim De Waele / Deceuninck – Quick-Step Cycling Team

É claro que podemos estar perante apenas um início menos auspicioso da época e que nas suas próximas saídas para a estrada Hodeg volte a encontrar-se com o primeiro lugar e consiga acabar com as dúvidas que estes dias iniciais de competição têm mostrado. Mas, de qualquer modo, é sempre um mau sinal para a evolução do sprinter, ainda que haja uma outra razão a merecer ser explorada.

Falamos, é claro, da fraca qualidade do apoio que lhe foi prestado pela equipa. Desde logo, tratavam-se de duas competições em que, entre Evenepoel, Alaphilippe e Jungels, houve objetivos para as etapas mais duras e, por isso, nem todo o bloco da Deceuninck estava alocado ao colombiano. Além disso, o nível dos lançadores à disposição de Hodeg não era o maior. Os ciclistas vão saindo (só este ano a equipa perdeu Sabatini, Richeze e Martinelli) e nem sempre as contratações possibilitadas pelo orçamento são as melhores ou estão preparadas para tomar uma posição de relevo no imediato.

Posto isto, é inegável que Patrick Lefevere precisa de encontrar no mercado mais uma ou outra solução para lançar os seus sprinters (ainda que com Morkov e Archbold haja garantias para o principal velocista do conjunto belga, Sam Bennett). Todavia, o desempenho de Hodeg também precisa de melhorar e aquelas três derrotas consecutivas para Molano têm de ser examinadas para evitar que resultados inesperados como estes se repitam.

Foto de Capa: Sigrid Eggers / Deceuninck – Quick-Step Cycling Team

artigo revisto por: Ana Ferreira

Belenenses SAD 1-0 CS Marítimo: Licá serviu o pastel

A CRÓNICA: EFICÁCIA E ACERTO DEFENSIVO

O Belenenses SAD derrotou esta noite o CS Marítimo graças a um golo solitário de Licá ainda na primeira parte. Com esta vitória, a segunda consecutiva, a equipa de Petit chega aos 24 pontos e alcança os insulares na classificação, estando agora mais longe da zona de despromoção.

Na primeira parte, foi o Belenenses SAD a ter mais posse de bola mas os azuis não conseguiam transformar essa posse em lances de perigo. O Marítimo ia sendo a equipa mais perigosa, mas os insulares foram algo perdulários na hora de visar a baliza de André Moreira. O jogo foi perdendo qualidade a partir dos 15 minutos, com ambas as equipas a falharem muitos passes e a não conseguirem ligar os setores. Aos 39’, num lance que foi um oásis no deserto de ideias da primeira parte, Licá foi bem desmarcado por Show, dominou com categoria e atirou cruzado para o fundo das redes, colocando o Belenenses SAD em vantagem.

Na segunda parte, José Gomes mexeu cedo e colocou o Marítimo a jogar com dois pontas-de-lança, lançando Joel e retirando o médio Pelagio. Os verde-rubros subiram as linhas, criaram muitos lances de perigo mas a pontaria nem sempre foi a melhor. Até final do jogo, o Belenenses SAD soube gerir bem a vantagem e mostrou-se muito compacto a defender, revelando um acerto que tantas vezes tem faltado durante a época.

 

A FIGURA

Fonte: Belenenses SAD

Show – É dele a assistência para o único golo do jogo mas a exibição do médio não se ficou por aí. Esteve em todo o lado, tanto a defender como a atacar, sempre solidário com a equipa e nunca virando a cara à luta. Foi um autêntico polvo no meio-campo azul, acabando por sair aos 88’, visivelmente esgotado.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: CS Marítimo

Ataque do CS Marítimo – Os verde-rubros estiveram muito pouco eficazes na hora de rematar à baliza, visando o alvo 18 vezes mas sem conseguir fazer a rede balançar. Assim é difícil.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Os azuis jogaram no seu habitual 3-4-3, que passava a 5-3-2 no momento defensivo. A atacar, o Belenenses SAD tinha na primeira linha de construção Chima, Nuno Coelho e Phete, com Nilton e Esgaio a surgirem na linha média ao lado de André Santos e Show. No tridente ofensivo não houve novidades, com Licá e Varela a surgirem nas alas, no apoio ao ponta-de-lança Cassierra. Quando estava a defender, o Belenenses apresentava uma linha traseira compacta, com Nilton e Esgaio a descerem e juntarem-se aos três centrais, enquanto um dos extremos fechava ao lado de André Santos e Show, ficando o outro ao lado de Cassierra na primeira linha de pressão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (7)

Nuno Coelho (7)

Chima (7)

Esgaio (6)

Nilton (6)

Show (8)

Phete (7)

André Santos (6)

Varela (5)

Licá (8)

Cassierra (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Marco Matias (5)

Dieguinho (4)

Pina (-)

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

José Gomes escalou a sua equipa em 4-3-3, com a baliza entregue a Abedzadeh, linha defensiva composta por Nanu, Zainadine, Rene Santos e Rúben Ferreira e um meio-campo a três com duplo pivot defensivo, Pelagio e Bambock. Xadas era o terceiro elemento da linha média dos insulares, mas acabava muitas vezes por surgir entrelinhas ou até mais próximo do tridente atacante, constituído por Maeda, Correa e Rodrigo Pinho. Na segunda parte, já com a equipa em desvantagem, José Gomes retirou Pelagio e fez entrar Joel, passando a equipa a jogar em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Abedzadeh (5)

Nanu (7)

Zainadine (5)

Rene Santos (6)

Rúben Ferreira (6)

Pelagio (5)

Bambock (5)

Correa (6)

Xadas (6)

Rodrigo Pinho (5)

Maeda (6)

SUBS UTILIZADOS

Joel (6)

Getterson (4)

Erivaldo (4)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, normalmente perguntam aos treinadores depois de uma derrota o que disseram aos seus jogadores no balneário no fim do jogo para levantar a moral. Hoje que venceu pela segunda vez consecutiva e deu um passo importante na luta pela manutenção, pergunto-lhe se o que disse no balneário aos seus jogadores foi para manterem os pés assentes na terra?

Petit: “Sim, claro. Estávamos ansiosos para conquistar pontos e vamos defrontar agora uma das equipas que melhor joga em Portugal. Demos um passo importante na tabela classificativa e agora temos seis dias para preparar o próximo jogo com uma grande equipa. O Esgaio está limitado, o Nuno e o Show têm o quinto amarelo… Desde que cheguei aqui não tive dois jogos seguidos com a mesma equipa, a mesma estrutura, há sempre lesões e castigados.”

CS Marítimo

BnR: José, o Marítimo tem um registo fora de casa que é fraco. São 11 jogos, só duas vitórias, seis golos marcados apenas, é o segundo pior registo do campeonato. Como é que vê esta dificuldade da equipa em jogar fora de casa?

José Gomes: “Aqui há que separar as coisas. O que tivemos aqui hoje foi dificuldade em concretizar as oportunidades. Nós temos de tentar criar oportunidades, não dando espaço a que a margem da falta de eficácia nos complique as coisas. Esta é uma questão numérica, é fria, são factos. Temos que começar a criar mais oportunidades sistematicamente porque é uma questão de números.”

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP x Boavista FC: Em tempo de Carnaval, com que máscara se apresentará o leão?

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Em Alvalade manda o leão… na teoria

A selva que compõe o campeonato português coloca frente a frente, na vigésima segunda sobrevivência, o leão meigo e a pantera astuta. Pontualmente, a diferença que os distancia é menor que a dezena (oito pontos) e, objetivamente, o intento é comum, embora a pretensão dos verdes e brancos resvale no acesso direto, ou seja, o alcance do terceiro posto da tabela classificativa.

Erigido o espetro motivacional, facilmente se observa qual é a formação que se estimula jornada após jornada e a que se arrasta até ao fraquejar do músculo mais recôndito. Os dois últimos jogos caseiros do Sporting CP, diante de Marítimo e Portimonense, respetivamente, não são relacionáveis, em momento algum, com a vitória europeia diante do Basaksehir: se os dois primeiros embates primaram pelo bocejo e pela exaustão outorgada ao adepto, o terceiro estimulou-o e fê-lo sonhar (dentro do que a utopia permite). No caso do Boavista FC, o registo de três vitórias em cinco possíveis alimenta a esperança dos adeptos para o que resta da competição com uma vantagem destacada: o espírito aguerrido e combativo do Norte do país.

Os axadrezados não pontuam em Alvalade desde março de 2003! Será desta?

COMO JOGARÁ O SPORTING CP?

Na teoria, a previsibilidade recai sobre uma formação que aposte na posse de bola, nas triangulações delineadas, no ataque pelos flancos e na chuva de cruzamentos bombardeados para a grande área defensiva do Boavista FC: resumidamente, espera-se que os pupilos de Jorge Silas dominem o encontro, do início ao fim, sem grandes surpresas e com a maior tranquilidade. Porém, por vezes, a teoria e a prática não são capazes de se confluir: sem Coates (exclusão) e Mathieu (lesão), Ilori junta-se a Luís Neto na dupla de centrais (o clã leonino começa a sentir os calafrios antes da partida); à semelhança do que aconteceu na quinta-feira europeia, Battaglia, Wendel e Vietto ocuparão o meio campo e Jovane, Bolasie e Sporar serão a aposta tripla ofensiva na demanda do golo.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vietto – a classe é inquestionável! A inconstância também! Diante dos turcos, por momentos, despertavam em mim visões de um (quase) Bruno Fernandes. As movimentações, os rasgos de genialidade, a visão de jogo periférica e a capacidade de transportar e ser a locomotiva de uma equipa que se tem movido a carvão são traços que o preenchem na totalidade e sem os quais o Sporting CP ainda adquiria uma personalidade mais aborrecida, abatida e incólume. De um plantel inteiro, só Luciano Vietto possui qualidade suficiente para assumir a batuta. Resta saber como soa a sonoridade da melodia por ele ensaiada.

XI PROVÁVEL:

4x3x3: Luís Maximiano; Ristovski, Neto, Ilori e Acuña; Battaglia, Wendel e Vietto; Jovane, Bolasie e Sporar.

COMO JOGARÁ O BOAVISTA FC?

Na temporada vigente, a pantera é um animal com olhar tranquilo e decidido quando urge atacar a presa. Daniel Ramos implementou no Bessa, desde o primeiro momento, o ímpeto do contra-ataque e a consequente capacidade de surpreender o adversário com movimentações e trocas de bola ao primeiro toque, velocidade nos flancos e capacidade letal dos atacantes. O sucesso da estratégia depositou os nortenhos na nona posição e na luta pela Europa, ainda que esta seja dificultada por outras formações de valor igual ou superior. A solidez defensiva é outro aspeto a salientar: Ricardo Costa ergue-se como o timoneiro da terceira melhor defesa da prova e como um dos promotores de uma respiração sã que, em épocas passadas, se contemplava completamente obstruída.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Boavista FC

Heriberto Tavares – capacidade de explosão, poder de desmarcação impressionante, técnica trabalhada e progressiva e finalização afinada (na maioria das vezes) confina ao cabo-verdiano o papel de homem capaz de fazer e construir a diferença nos campos aparentemente mais inacessíveis. Além disto, aproveitando a alteração no setor defensivo do adversário e as consequentes debilidades vincadas de Tiago Ilori, será seta apontada à baliza de Luís Maximiano e um cabo de trabalhos para a defesa leonina.

XI PROVÁVEL:

4x4x2: Hélton Leite; Fabiano, Neris, Ricardo Costa e Carraça; Heriberto, Ackah, Obiora, Marlon; Paulinho e Yusupha.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Leicester City FC 0-1 Manchester City FC: Uma difícil, mas justa vitória para os Cityzens

UM JOGO QUE PROMETIA TANTO… E DEU TÃO POUCO

O King Power Stadium foi o palco do encontro entre o Leicester City e o Manchester City. As duas formações chegavam à 27ª jornada da Premier League separadas por quatro pontos, no segundo e terceiro lugar da tabela classificativa. A chuva foi convidada de honra num jogo pautado, como se esperava, pela intensidade do primeiro ao último minuto.

Os Foxes entraram mais pressionantes perante o portador da bola, e aproveitaram uma má entrada dos Cityzens para criar perigo. Em pouco tempo, a balança equilibrou e os visitantes começaram a abrir asas à criatividade e à boa qualidade individual que contém nas suas fileiras. No final dos 45 minutos, apesar de boas oportunidades de parte a parte, mantinha-se o nulo no marcador.

A segunda parte começou mais morna, com a bola a fixar-se no meio do terreno de jogo. Ambas as equipas estavam expectantes no erro adversário para ir para o ataque. Ao minuto 62, o Manchester City poderia ter saltado para a frente do marcador, mas o dinamarquês Kasper Schmeichel negou o golo de grande penalidade a Kun Aguero. Nos últimos 20 minutos, os pupilos de Pep Guardiola colocaram o pé no acelerador e estiveram mais próximos de chegar à vantagem.

Depois de tantas tentativas, o substituto Gabriel Jesus entrou para decidir as contas. O avançado brasileiro entrou com a corda toda e expôs o cansaço da defesa do Leicester. No final do encontro, registava-se a vitória do Manchester City por uma bola a zero, colocando-se ainda mais confortável no segundo posto da Liga Inglesa.

A FIGURA

Fonte: Leicester City

Kasper Schmeichel – O guardião do Leicester esteve em “dia sim”. Defendeu uma grande penalidade e negou por várias vezes o golo à ofensiva do Manchester City. O golo de Gabriel Jesus estragou-lhe a exibição perfeita, mas merece esta menção.

O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester City FC

Kun Aguero – O eterno goleador dos Cityzens não fez o pior dos jogos, mas faltou a pontaria afinada. Chegou a colocar a bola no fundo das redes, mas foi apanhado na armadilha de fora de jogo. No momento em que todas as luzes dos holofotes apontavam para si, falhou a grande penalidade que poderia ter feito falta nas contas da partida. Pode ter sido mera coincidência, mas o seu substituto, Gabriel Jesus, entrou e fez o golo da vitória.

ANÁLISE TÁTICA- LEICESTER CITY 

O Leicester City apresentou-se num sistema de 3-5-2, onde os laterais tomaram o posto de extremos. Depois de uma fase menos positiva na temporada, os Foxes entraram com uma estratégia de pressão alta para não deixar os homens de Pep Guardiola assentar o modelo de jogo que tanto os caracteriza. Em momentos de maior aperto, os laterais desciam e criavam uma organizada barreira de cinco defesas. Na fase ofensiva, tinham como alvo claro a velocidade de Vardy.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Kasper Schmeichel (8)

Caglar Soyuncu (6)

Jonny Evans (7)

Christian Fuchs (6)

Ricardo Pereira (7)

Ben Chilwell (6)

Dennis Praet (5)

Youri Tielemens (6)

James Maddison (6)

Kelechi Ihenacho (5)

Jamie Vardy (7)

SUBS UTILIZADOS

Harvey Barnes (6)

Dennis Praet (-)

Ayoze Perez (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY

O Manchester City entrou em campo no clássico 4-3-3, com a entrada de Fernandinho para o centro da defesa em detrimento de Otamendi. Sem nunca prescindir da oportunidade de criar através dos espaços interiores para chegar a zonas de finalização, o corredor esquerdo (de Benjamin Mendy e Bernardo Silva) foi quase sempre o predileto para criar perigo à defesa do Leicester. Com Kevin De Bruyne mais ativo na segunda parte, assistiu-se mais à tentativa de jogar entre linhas.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Ederson Moraes (7)

Kyle Walker (7)

Fernandinho (7)

Laporte (6)

Benjamin Mendy (6)

Rodri (8)

Riyad Mahrez (8)

Ilkay Gundogan (6)

Kevin De Bruyne (7)

Bernardo Silva (7)

Kun Aguero (5)

SUBS UTILIZADOS

Nicolas Otamendi (5)

Gabriel Jesus (8)

 

Foto de Capa: Manchester City FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Porto 30-22 HC Vardar: FC Porto faz história e carimba presença nos oitavos de final da Champions

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A CRÓNICA: CAMPEÃO EUROPEU CAI COM ESTRONDO NO DRAGÃO ARENA

Em jogo a contar para a 13.ª e penúltima jornada da fase de grupos da liga dos campeões, o FCP recebeu e bateu o atual campeão europeu por um resultado categórico.

A jogar em casa e com uma excelente moldura humana no Dragão Arena, os dragões tinham todos os ingredientes necessários para mais uma tarde histórica na cidade Invicta.

Apesar da má entrada dos pupilos de Magnus Andersson, que marcaram apenas um golo nos primeiros 10 minutos, a equipa visitante pouco ou nada se conseguiu superiorizar e a meio da primeira parte o FCP já vencia por 7-4.

As dificuldades do HC Vardar em ultrapassar o 6×0 portista eram cada vez mais notórias, mas a inspiração do guarda redes macedónio Marko Kizikj ia adiando males maiores para os forasteiros no primeiro tempo.

Antes de recolherem para o descanso, o atual campeão europeu conseguiu encurtar distâncias e foram para intervalo a perder pela margem mínima: 11-10.

Já no segundo tempo, o conjunto portista voltou com mais serenidade.

Com uma coesão defensiva tremenda e uma elevada eficácia ofensiva os portistas não tardaram a dilatar a vantagem e aos 10 minutos venciam por 18-11.

Para azar do conjunto macedónio, os seus atletas pouco ou nada podiam fazer para travar o poderio do FCP, que jogada após jogada brindava os seus adeptos com execuções de se lhe tirar o chapéu.

Daí até final, a equipa visitante não mais voltou a assustar os azuis e brancos e, à entrada dos últimos dez minutos, o Porto vencia por seis golos de diferença, vantagem que voltou a ampliar até ao apito final: 30-22.

Com este resultado, os dragões ultrapassaram o HC Vardar na tabela classificativa e asseguraram pela primeira vez na história a passagem à próxima fase da principal prova europeia da modalidade (neste formato).

Recorde-se que ainda falta uma jornada para o término da fase de grupos e, na pior das hipóteses, o FCP cai para sexto lugar, posição que ainda assim garante a presença nos oitavos de final.

A FIGURA

Fonte: EHF

Daniil Shishkarev O ponta direita russo foi o jogador em destaque na partida. Brindou todos os presentes no Dragão Arena com variadíssimos remates de elevado recorte técnico. A sua serenidade na hora de atirar à baliza valeram-lhe 7 golos na conta pessoal, tornando-se assim o melhor marcador do encontro.

O FORA DE JOGO

Fonte: EHF

Timir DibirovO atleta internacional russo esteve longe do seu nível habitual. O ponta esquerda, que é um dos melhores do mundo na sua posição, não apontou qualquer golo no seu posto específico, o que espelha bem a sua fraca prestação.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FCP apresentou um sistema defensivo muito coeso. Assim, com o seu tradicional 6×0, criou sérias dificuldades à equipa visitante, que procurou em quase todos os momentos da partida combinações com o pivô.

Os contra-ataques e ataques rápidos foram as outras armas que ajudaram o conjunto portista a alcançar um resultado tão desnivelado.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Alfredo Bravo (7)

Alexis Borges (7)

Djibril Mbengue (6)

Branquinho (7)

André Gomes (7)

António Areia (7)

Rui Silva (6)

SUBS UTILIZADOS + PONTUAÇÕES

Daymaro Salina (6)

Yoan Blanco (5)

Leonel Fernandes (7)

Alexis Borges (8)

Thomas Bauer (não jogou)

Miguel Alves (não jogou)

Angel Hernandez (6)

Fábio Magalhães (6)

Victor Alvarez (6)

Miguel Martins (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – HC VARDAR

Com um sistema defensivo 5×1 em que Timir Dibirov era o homem mais avançado, o conjunto macedónio procurava dificultar as manobras ofensivas do FCP. Ainda que nos primeiros 10 minutos isso tenha surtido efeito, o FCP acabou por se adaptar.

Desta forma, sem grandes soluções no ataque e com uma defesa pouco agressiva, a equipa visitante acabou por pagar bem caro a saída de alguns jogadores importantes nos últimos meses, fruto dos salários em atraso.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Dimitar Dimitrioski (6)

Stats Skube (6)

Khalifa Ghedbane (5)

Jose de Toledo (5)

Timir Dibirov (4)

Daniil Shishkarev (9)

Marko Kizikj (8)

SUBS UTILIZADOS + PONTUAÇÕES

Stojanche Stoilov (7)

Dejan kukulovski (6)

Martin Kapalevski (6)

Domen Pelko (6)

Gleb Kalarash (7)

Ivan Cupic (6)

Alen Kjosevski (5)

Sergey Gorpishin (6)

Foto de Capa: FAP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Fórmula 1: Apresentação dos carros para 2020

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Não esperem mais, apreciadores da maior competição de desportos motorizados do mundo! A Fórmula 1 finalmente chegou, e quem inicia a sua vinda são as equipas que, com elas, trazem os carros que irão dar jus às necessidades da nova temporada.

A expetativa está em alta, e muitas dúvidas se põem no que toca à nova época. Será que a Mercedes vai voltar a ter o carro campeão? Será que Lewis Hamilton vai renovar o título, e ser campeão, pela sétima vez? Respostas estas que teremos que esperar até ao final da época para serem respondidas.

Mas, até lá, ficamos com os testes de Barcelona, que já se iniciaram, e fizemos uma pequena junção dos dez carros que irão dar cara às equipas e à nova temporada de Fórmula 1.

Foto de Capa: Fórmula 1

Artigo de Angelina Barreiro e Luís Manuel Barros

Os 5 jogadores made in Seixal que teriam lugar no XI do SL Benfica

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Ao longo da última década, o Benfica Futebol Campus tem sido uma fábrica de produzir jogadores de qualidade reconhecida por todos no panorama do futebol de alta competição europeu. Grande parte desse talento tem sido aproveitado para o reforço da equipa principal – especialmente após a saída de Jorge Jesus, que resultou numa mudança de paradigma na estrutura encarnada -, enchendo os benfiquistas de orgulho por ver os meninos do Seixal a dar os primeiros passos a nível profissional.

Tendo em atenção as lacunas do atual plantel das “águias”, esta semana, e após novas declarações de Bernardo Silva – onde este reafirma o desejo de regressar, um dia, ao Benfica -, elegemos cinco jogadores formados no Seixal que, sem dúvida alguma, teriam lugar na equipa principal do Sport Lisboa e Benfica.

Semanada europeia

Depois de quase dois meses de “seca” no que toca ao futebol europeu, esta semana voltamos a ter semanada europeia, que é o mesmo que dizer que as competições europeias regressaram ao calendário futebolístico. E houve de tudo um pouco no regresso do melhor futebol europeu: golos, muitos golos, algumas surpresas, com o Atlético de Madrid à cabeça, e uma confirmação: Haaland, o prodígio norueguês que não para de surpreender.

Em termos de Liga dos Campeões, realizaram-se quatro jogos dos oitavos de final da competição, dos quais se destaca uma grande surpresa: o Atlético de Madrid, que venceu o mais que favorito Liverpool FC por 1-0, graças a um golo de Saúl Niguez, num jogo que foi o reflexo perfeito do Cholismo. No outro jogo de 3ª-feira, o Borussia Dortmund recebeu e venceu o Paris Saint Germain com um bis de Haaland, que igualou assim Lewandowski no topo da lista de melhores marcadores da competição com 10 golos.

No segundo dia de Liga dos Campeões, a Atalanta continuou a revelar-se a grande surpresa da edição deste ano da competição. Os italianos praticamente asseguraram a passagem aos quartos de final, após derrotarem os espanhóis do Valência por 4-1. No outro jogo do dia, o RB Leipzig venceu o Tottenham de José Mourinho, graças a um golo solitário de Timo Werner, e parte para a segunda mão na Alemanha em vantagem.

No que toca à Liga Europa, o destaque vai para o Sporting CP, uma vez que foi o único de entre os participantes portugueses na competição a vencer. Os leões, que foram também a única equipa portuguesa a jogar em casa nesta primeira mão dos 16 avos de final, venceram os turcos do Istambul Basaksehir por 3-1, levando uma vantagem confortável de dois golos para o jogo da próxima semana na Turquia.

Já o SL Benfica, o FC Porto e o SC Braga perderam os respetivos jogos pela margem mínima, o que lhes permitiu trazer alguma esperança para os jogos da segunda mão, em que irão jogar perante os seus adeptos. Os encarnados continuam o seu mau momento e perderam por 2-1 frente ao Shakhtar Donetsk, equipa orientada pelo português Luís Castro, enquanto que o FC Porto foi derrotado com o mesmo resultado pelos alemães do Bayer Leverkusen. Já o SC Braga, perdeu por 3-2 com o Glasgow Rangers, no Ibrox, depois de ter estado a vencer por 2-0.

Em relação aos outros portugueses em ação na Liga Europa, Diogo Dalot foi titular e Bruno Fernandes jogou os últimos 10 minutos do empate entre Manchester United e Club Brugge (1-1). A armada portuguesa do Wolves cilindrou o Espanyol por 4-0, com hat-trick de Diogo Jota e um grande golo de Rúben Neves. Na Alemanha, o Eintracht Frankfurt de Gonçalo Paciência e André Silva goleou o RB Salzburg por 4-1 e está com um pé nos oitavos de final da competição, enquanto a AS Roma de Paulo Fonseca venceu o Gent no Olímpico por 1-0 e segue em vantagem para a segunda mão na Bélgica.

Na Grécia, o Olympiacos de Pedro Martins perdeu com o Arsenal FC graças a um golo de Lacazette, com José Sá e Rúben Semedo a jogarem os 90 minutos. Também Bruno Varela fez o jogo todo na baliza do Ajax mas não conseguiu impedir a derrota dos holandeses no terreno do Getafe CF (2-0), equipa que tem surpreendido esta época. Por fim, destaque ainda para o empate (1-1) entre o CFR Cluj de Mário Camora (titular) e o Sevilla FC de Rony Lopes (entrou aos 78’).

Na próxima semana, joga-se a segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa, assim como os restantes quatro jogos dos oitavos de final da Liga dos Campeões, com destaque para o embate entre o Lyon de Anthony Lopes e a Juventus de Cristiano Ronaldo. Em Nápoles, teremos duelo de laterais portugueses, com o FC Barcelona de Nélson Semedo a visitar o Napoli de Mário Rui. O Manchester City de Bernardo Silva e João Cancelo desloca-se ao Santiago Bernabéu para enfrentar o Real Madrid, ao passo que o Chelsea recebe o Bayern Munique na reedição da final de 2012.

Foto de Capa: ADIDAS

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Tiago Ilori, o pior central do Sporting nos últimos anos?

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Como é do conhecimento de todos os adeptos, o Sporting vive um dos piores momentos da sua história. Com vinte e uma jornadas disputadas na Liga NOS, ocupa o quarto lugar com trinta e seis pontos, a dezoito do Benfica, primeiro classificado, e a dezassete do Futebol Clube do Porto, segundo classificado. Já fora da Taça de Portugal e da Taça da Liga, a única esperança reside na luta pelo terceiro lugar, atualmente ocupado pelo Sporting de Braga, com mais um ponto, e num bom desempenho na fase eliminar da Liga Europa.

Ao todo, o Sporting esta época, para todas as competições, em trinta e três jogos, marcou cinquenta e um golos e sofreu quarenta e três, o que dá uma média de 1,5 golos marcados por jogo e 1,3 sofridos. Cenário negro para um eterno candidato ao título. A nível individual, Tiago Ilori é um dos patinho feios do plantel verde e branco. São várias os comentários negativos, os assobios e as críticas ao defesa de vinte e seis anos formado em Alcochete, contratado como reforço no mercado de inverno da época passada por dois milhões e quatrocentos mil euros.

Vamos a factos. Estatisticamente, será o pior defesa central do Sporting dos últimos tempos? Vamos comparar o desempenho dos centrais do clube de Alvalade em três temporadas, a atual e as duas piores desde 2000: a de 2012/2013, onde os leões ficaram em sétimo lugar;  e a de 2010/2011, onde ocuparam o terceiro lugar (apesar de em 2009/2010 terem feito os mesmos pontos, quarenta e oito, e ocuparem o quarto lugar, a diferença de golos serviu de critério para esta seleção. Em 2009/2010, o Sporting marcou quarenta e dois golos e sofreu vinte e seis; em 2010/2011 marcou quarenta e um e sofreu trinta e um golos).

Para ser uma comparação justa, dentro do possível, vamos usar dados até à 21ª jornada, inclusive, dos jogos em todas as competições em que em que os centrais foram titulares (não são contabilizados os jogos que entram como suplentes). Para facilitar a leitura e análise, vão ser utilizadas tabelas com os seguintes dados: jogos como titular em todas as competições até à 21ª jornada (JCT); percentagem de vitórias, empates, e derrotas; a média de golos marcados e sofridos pela equipa; o saldo de golos e também cartões amarelos e vermelhos.

2010/2011

Em 2010/2011 o Sporting termina o campeonato com uma vitória frente ao Sporting Clube de Braga, terminando em terceiro lugar a trinta e seis pontos do Futebol Clube do Porto, comandado por André Villas-Boas. Nas restantes competições, é eliminado nos oitavos de final da Taça de Portugal pelo Vitória de Setúbal por 2-1, na Taça da Liga é eliminado pelo Benfica nas meias-finais também por 2-1, e na Liga Europa é eliminado pelo Rangers, eliminação por golos fora (1-1 fora e 2-2 em casa). Em quarenta e nove jogos, os leões venceram vinte e quatro, empataram onze e perderam catorze. Marcaram ao todo setenta e seis golos e sofreram cinquenta.

No leque de opções no centro da defesa leonina faziam parte Anderson Polga, Daniel Carriço, Marco Torsiglieri e Nuno André Coelho.

Nome JCT V E D MGM MGS SG CA CV
Anderson Polga 24 62% 21% 17% 2 0,9 26 4 0
Daniel Carriço 35 57% 20% 23% 1,8 0,9 29 9 0
Marco Torsiglieri 10 20% 20% 60% 1,2 1,8 -6 2 0
Nuno A.Coelho 12 33% 17% 50% 0,9 1 -2 1 0

 

2012/2013

Sporting começa a época com Godinho Lopes a presidente e termina com Bruno de Carvalho. A época de 2012/2013 não traz boas memórias aos adeptos do clube verde e branco, terminando o campeonato no seu pior registo, em sétimo lugar, com quarenta e dois pontos, ficando fora das competições europeias. Nessa temporada, o Sporting foi eliminado pelo Moreirense na Taça de Portugal, na 3ª eliminatória, não passou os grupos da Taça da Liga e terminou em último no grupo da Liga Europa.

No centro da defesa havia como hipóteses Eric Dier, que integrou a equipa principal a partir da 10ª jornada, Khalid Boulahrouz e Xandão. Excluímos Marcos Rojo, por atuar preferencialmente como defesa esquerdo, variando bastante a posição nesta época, e Tiago Ilori, que jogava pela equipa B, sendo só opção da equipa principal a partir da 19ª jornada.

Nome JCT V E D MGM MGS SG CA CV
Eric Dier 7 28,5% 43% 28,5% 1,2 1,5 -2 2 0
Khalid Boulahrouz 17 29,4% 29,4% 41,2% 1,1 1,1 -1 5 2
Xandão 18 22% 39% 39% 0,9 1,3 -8 0 1

 

2019/2020

Com vinte jogos disputados para o campeonato, já fora da Taça de Portugal e da Taça da Liga, Silas conta como opções para o centro da defesa Jérémy Mathieu, Luís Neto, Sebastián Coates e Tiago Ilori.

Nome JCT V E D MGM MGS SG CA CV
Jérémy Mathieu 22 59% 9% 32% 1,8 1,3 10 3 1
Luís Neto 14 50% 14% 36% 1,2 1,2 0 6 0
Sebastián Coates 26 57,7% 7,7% 34,6% 1,6 1,2 10 14 2
Tiago Ilori 9 33,3% 0% 66,7% 1,1 1,4 -3 2 0

 

Cada jogo é um jogo, cada época é uma época, as equipas vão mudando, os jogadores nem sempre acabam os noventa minutos, entre outros fatores, e todos sabemos que, no final das contas, as estatísticas valem o que valem. A verdade é que, estatisticamente, Tiago Ilori detém, à 21ª jornada, a maior percentagem de derrotas em jogos como titular, 66,7%. A maior percentagem de empates pertence a Eric Dier, em 2012/2013, e a de vitórias a Anderson Polga na época de 2010/2011.

Neste regresso a casa, Ilori ainda não entusiasmou Alvalade
Fonte: Sporting CP

A nível de golos, a pior média de golos marcados pertence a Xandão, na época de 2012/2013, e a Nuno André Coelho, em 2010/2011, ambos com 0,9. Em golos sofridos, a pior média pertence a Torsiglieri, com 1,8. É a Xandão que pertence o pior saldo de golos, com saldo negativo de menos oito golos. Coates, atual capitão, contabiliza o maior número de cartões amarelos, catorze, e partilha o primeiro lugar no pódio das cartolinas vermelhas com Khalid Boulahrouz, duas.

Analisando só na presente temporada, os números não enganam. Com Tiago Ilori a começar a titular, o Sporting ganhou 33,3% dos jogos, o único na presente temporada a ter a percentagem inferior a 50%, não empatou e perdeu 66,7%, também o único com a percentagem de derrotas superior a cinquenta.

Como já referido, as estatísticas valem o que valem, e também diz um velho ditado que as contas fazem-se no fim. No final do campeonato será Tiago Ilori detentor da maior percentagem de derrotas em jogos como titular? Estaremos cá nós para fazer as contas.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira