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Suzuki regressa ao Mundial de MotoGP em 2015

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cab desportos motorizados

A temporada de 2014 ainda não terminou e já são muitas as novidades no que diz respeito à próxima temporada. Já foram anunciadas novas contratações por parte das equipas da classe rainha, mas a grande novidade da época de 2015 é o regresso da equipa Suzuki à elite do Mundial de motociclismo.

A equipa japonesa tinha abandonado a competição em 2012, ano em que ficou em quarto lugar no mundial de construtores, devido à prestação do seu piloto Álvaro Bautista.

Depois do abandono, a Suzuki anuncia o seu regresso com os pilotos espanhóis Alexis Esparagró e Maverick Viñales. Posto isto, é importante perceber que moto apresentará a Suzuki e quais as características dos seus pilotos. Num mundo dominado pela Honda e pela Yamaha, a Suzuki terá uma difícil tarefa de afirmação.

A Moto

A Suzuki apresentará uma moto totalmente renovada, após a sua retirada em 2012. O principal motivo desse abandono foi a necessidade de desenvolver uma moto mais competitiva, capaz de lutar directamente com as Honda, Ducati e Yamaha, e aumentar o nível de tecnologia incorporado na máquina.

O motor de quatro cilindros em linha da GSX-RR é novo e debita 230cv de potência, sendo eficiente em consumo e durável. O quadro mantém a sua largura para bons desempenhos de manobrabilidade e aerodinâmica, optimizando ainda a força da carroçaria e o equilíbrio de peso. Todas estas alterações serão testadas já no último grande prémio de 2014, na Corrida de Valência, onde a Suzuki correrá com «wildcard».

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A nova moto da Suzuki
Fonte: mundomoto.esp.br

Os Pilotos

Os pilotos escolhidos para este regresso da Suzuki à classe rainha são os espanhóis Alexis Espargaró e Maverick Viñales. Dois jovens, com estilos diferentes de condução e com carreiras já bastante cimentadas.

Alexis Espargaró, por exemplo, já faz parte do plantel de MotoGP e na época passada conseguiu o título de campeão de CRT. Em 2014 tem registado bons resultados, como o do passado domingo, onde ficou em segundo lugar na corrida de Aragón.

Já Maverick Viñales vai estrear-se na elite do motociclismo com o regresso da equipa japonesa. Actualmente o piloto espanhol luta pelo título mundial da categoria de Moto2.

Espera-se, portanto, que a Suzuki regresse cheia de força e capaz de lutar com as restantes equipas do Mundial. Será, com toda a certeza, um factor importante para uma maior competitividade e trará ainda mais espectáculo ao mundo das duas rodas.

O Calendário

Com o final da temporada 2014 a aproximar-se, a DORNA – entidade responsável pelo Mundial de MotoGP- já divulgou o calendário provisório para a época de 2015. A única alteração feita em relação ao calendário da actual temporada diz respeito à troca de Circuito de Silverstone pelo de Donington Park, na Grã-Bretanha. Com 18 provas que passarão pelo continente Europeu, americano e asiático, espera-se uma emocionante temporada de 2015.

Estoril 2-0 Panathinaikos: Olha uma vitória portuguesa!

liga europa

Custou, mas foi. A vitória do Estoril sobre o Panathinaikos, esta noite, no Coimbra da Mota, valeu a Portugal a única vitória nesta jornada europeia.

José Couceiro promoveu várias alterações em relação à equipa que defrontou o Benfica: o capitão Vágner voltou à baliza depois de Kieszek ter feito três jogos como titular; na defesa apenas Yohann Tavares conservou o seu lugar – Anderson Luís, Bruno Nascimento e Emídio Rafael saltaram para o onze; Anderson Esiti, de 20 anos, somou os primeiros minutos da época com a camisola do Estoril; Kuca e Kléber cederam os seus lugares a Tozé e Bruno Lopes.

Assim, Couceiro delineou um 4-1-2-3, com o nigeriano Esiti a libertar Diogo Amado e Cabrera no meio-campo e dando muita liberdade a Sebá e Tozé para vagabundear nas costas de Bruno Lopes, a referência ofensiva. Do outro lado, Yannis Anastasiou dispôs o Panathinaikos em 4-2-3-1, com um duplo pivot constituído pelo português Zeca e pelo o ex-Sporting Prajnic, Dinas e Bajrami nas alas e Ajagun como segundo avançado, atrás do ponta-de-lança Petric.

Durante o primeiro tempo as equipas estiveram sempre muito encaixadas e as oportunidades rarearam – de facto, apesar de dois ou três remates mais ou menos perigosos para cada lado não pode sequer dizer-se que tenha havido uma real ocasião de perigo. A mobilidade do ataque do Estoril foi insuficiente para romper a robusta defesa do Panathinaikos; o jogo mais direto dos gregos nunca incomodou verdadeiramente a defesa canarinha.

Nos primeiros quarenta e cinco minutos, a equipa do Estoril apareceu quase sempre balanceada pelo lado esquerdo, com Sebá a juntar-se muito frequentemente a Tozé para procurar combinações curtas e foi, por isso, sem surpresa que vimos Anderson Luís a subir mais do que Emídio Rafael e Cabrera a explorar zonas mais adiantadas sobre o lado direito. Os efeitos práticos desta nuance táctica foram quase nulos.

Vágner, Yohan Tavares e Anderson Esiti - três dos maiores responáveis pelos zero golos sofridos
Vágner, Yohan Tavares e Anderson Esiti – três dos maiores responáveis pelos zero golos sofridos
Fonte: zerozero.pt

Ao intervalo, Couceiro fez uma alteração decisiva – lançou Kléber para o lugar de Bruno Lopes e nem dois minutos depois já o brasileiro protagonizava a maior oportunidade de golo para o Estoril, com um potente remate rasteiro a ir parar às malhas laterais da baliza de Kotsolis. Depois da ameaça, o golo: Sebá recuperou uma bola sobre o lado direito, arrancou em slalom até à linha final e assistiu primorosamente Kléber para o primeiro da partida, num lance em que ficaram bem patentes a capacidade técnica e de explosão de Sebá e o faro de golo do ponta-de-lança emprestado pelo FC Porto.

Com o Estoril por cima no jogo, o técnico do Pana recorreu ao plano B: tirou o desinspirado Donis (extremo) e colocou em campo Dinis (jovem médio defensivo), já depois de ter feito entrar Karelis (portentoso ponta-de-lança) para o lugar de Bajrami (extremo) ao intervalo, e o Panathinaikos passou a jogar em 4-4-2 losango, com Dinis à frente da defesa, Zeca e Pranjic como médios interiores, Ajagun como médio ofensivo e Petric e Karelis na frente. A mudança táctica resultou e o Panathinaikos – com muito mais profundidade (sempre com três homens muito adiantados na zona central), embora com menos largura (os laterais, muito pesados e pouco virtuosos, apoiaram pouquíssimo o ataque) – conseguiu chegar algumas vezes à baliza do experiente e sempre seguro Vágner.

Porém, rapidamente os canarinhos encontraram o antídoto para estancar os ataques helénicos e voltaram a assumir o comando das operações. Tanto que aos 66’ Cabrera cruzou primorosamente para a área e Diogo Amado, surgindo surpreendentemente num espaço que não era o seu, cabeceou com precisão para o fundo das redes – estava feito o 2-0 que tranquilizou as hostes estorilistas.

A partir daí, a equipa da Linha foi controlando quase sempre o jogo, refrescou o meio-campo e o ataque (com as entradas de Kuca e Filipe Gonçalves para os lugares de Tozé e Diogo Amado) e terminou a partida com uma vitória mais do que merecida (o facto de ter praticamente o dobro dos remates do adversário é um bom indicador para ilustrar isto mesmo). O Estoril alcançou, assim, o segundo triunfo da temporada e completou o primeiro jogo sem sofrer golos na era Couceiro.

Diogo Amado e Kléber - os autores dos golos do Estoril  Fonte: UEFA
Diogo Amado e Kléber – os autores dos golos do Estoril
Fonte: UEFA

Não posso terminar sem algumas notas de destaque: Vágner conseguiu uma clean sheet e parece ter readquirido o lugar; Bruno Nascimento e Yohan Tavares, jogando pela primeira vez juntos, rubricaram exibições irrepreensíveis no eixo da defesa; o nigeriano Anderson Esiti, num duelo muito particular com o compatriota Ajagun, mostrou muita serenidade numa posição nevrálgica e deu um sinal inequivocamente positivo ao seu treinador; Sebá voltou a mostrar que é um jogador muito completo e desequilibrador – foi sempre o mais interventivo e esclarecido do ataque; e Zeca, que aos 26 anos regressou aos palcos portugueses como capitão e “maestro” do Panathinaikos, evidenciou grandes qualidades (visão de jogo, capacidade de passe, controlo em progressão, força nos duelos físicos, agressividade no momento defensivo e inteligência táctica) e revelou-se fortíssimo em todas as fases do jogo.

 

A Figura

O colectivo do Estoril – como fica patente pelas minhas notas de destaque, todos os jogadores tiveram um desempenho positivo, pelo que seria injusto destacar apenas um deles. O Estoril valeu pelo que fez enquanto equipa e saiu da Amoreira com uma vitória importantíssima.

O Fora-de-Jogo

Os corredores laterais do Panathinaikos – Dinas e Bajrami, os extremos, tiveram uma noite claramente desinspirada e raramente conseguiram causar desequilíbrios na defesa do Estoril (não foi por acaso que foram os primeiros a sair); Bourbos e Nano, os laterais, ambos duros de rins e fracos com a bola no pé, fizeram-se valer da experiência a defender (a sua principal função) mas foram incapazes de dar largura à equipa no momento ofensivo quando a estratégia de jogo dependia disso mesmo.

Havia 0,013% de hipóteses de isto acontecer…

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O Sexto Violino

… e, no entanto, aconteceu mesmo. Depois de, no ano passado, o Sporting ter ido à Luz nos dezasseis-avos-de-final da Taça de Portugal, este ano o sorteio – pelo menos é este o nome que lhe dão oficialmente – ditou uma viagem até ao Estádio do Dragão na 3ª eliminatória (estão 64 equipas em prova). Dado que este acontecimento, ainda para mais em anos seguidos, tem menos hipóteses de ocorrer do que cada um de nós tem de contrair hemorróidas (4%) ou de um homem saudável de 45 anos sofrer uma doença fulminante (ataque, AVC ou outros, 1,4%), em princípio só poderíamos concluir que o clube sorteado tem mesmo muito azar.

Mas isso seria num país transparente, com um desporto – e, em particular, um futebol – sem casos dúbios e/ou de corrupção comprovada. Não é o caso de Portugal. E não se trata aqui de estar a lançar suspeitas; elas lançam-se a si próprias. Depois de vários anos de debates mais ou menos conspirativos sobre os sorteios no futebol – tanto a nível nacional como internacional – e de se falar de bolas quentes, bolas frias, sequências virtuais viciadas, etc., no ano passado tivemos por cá um exemplo concreto de como esse debate poderá ter alguma razão de ser. Falo, claro está, do sorteio de uma eliminatória da mesma Taça de Portugal, cujo vídeo se encontra abaixo. Não digo que tenha havido um erro deliberado. Mas que há margem para desconfianças e que elas ficaram ainda mais vivas desde esse acontecimento, isso ninguém pode negar.

Enquanto adepto, a sensação que tive no Benfica-Sporting da última edição da Taça (na altura o sorteio não suscitou desconfianças, porque não é inédito dois rivais encontrarem-se numa fase intermédia desta competição) foi que o clube de Alvalade não podia ganhar, desse por onde desse. A infelicidade de Rui Patrício (num lance em que podia ter sido assinalado penálti de Rojo, tal como a equipa do Benfica pretendia até ver a bola entrar na baliza) não apaga os dois penáltis nítidos de que os leões deviam ter beneficiado mas que Duarte Gomes não quis ver. O Sporting estava a renascer e os rivais começavam a perceber que Bruno de Carvalho não era outro Vale e Azevedo. Mesmo que não chegasse para ganhar o campeonato, vencer uma Taça no “ano zero” daria um enorme aumento de confiança aos verde-e-brancos. Pelo sim pelo não, jogou-se pelo seguro e não se deixou o Sporting discutir até ao fim o resultado na Luz. Foi esta a sensação clara que tive na altura.

No entanto, a minha opinião não vale mais do que a de qualquer outra pessoa. Além do mais, como a História é escrita pelos vencedores e por aqueles que têm mais poder de facto, esse jogo ficou para a posteridade como um épico entre dois rivais, ganho por aquele que mais suou a camisola e que mais qualidade tinha nas suas fileiras. O “frango” de Patrício também serviu de argumento para escamotear os lances na área encarnada. Seja. Voltando ao sorteio de hoje, faz-me confusão como é que a mesma equipa volta, passado um ano, a jogar contra um rival, fora, numa fase tão prematura da Taça. São os tais 0,013% de hipóteses, que parecem aumentar exponencialmente quando se trata do Sporting. Não será também irrelevante lembrar que os leões são a voz mais crítica dos três grandes, tocando em assuntos sensíveis que vão desde a questão dos fundos ao sorteio dos árbitros, passando pelas escutas que envolvem o Porto e o seu presidente.

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Seria ingénuo – ou, pelo menos, redutor – pensar que este sorteio, a confirmarem-se as suspeitas que é natural recaírem sobre ele, tivesse como objectivo “ajudar o Porto”. A leitura que faço é que, antes de tudo isso, haveria um claro e único prejudicado: o Sporting, que jogaria novamente contra um rival e, uma vez mais, fora de portas. Se tudo corresse dentro do expectável – e, sejamos realistas, o Sporting apenas ganhou uma vez nas Antas/Dragão nos últimos 16 anos – o clube de Alvalade seria de novo arredado da Taça. E todos sabemos quem seriam as equipas que beneficiariam com isso.

Mais uma vez, se Portugal tivesse um futebol acima de todas as suspeitas, o texto que agora escrevo não teria grande razão de ser. Mas todos sabemos que as coisas estão longe de ser assim. Mesmo na improbabilidade de o Sporting conseguir dominar o Porto no Dragão, haverá, muito possivelmente, outras forças que se encarregarão de garantir que tudo corre como desejável. No ano passado foi assim na Luz. Mais a mais, há que ter em conta que os dragões precisam de vitórias para calar a contestação incipiente. Pinto da Costa diz que só os burros é que falam de árbitros, mas nesta hora difícil até o infame Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto, vem aludir a “questões de ordem oftalmológica” dos juízes. É isto que muita gente deixa passar em claro, mas é nestas questões que muitas vezes se decide o rumo das campeonatos e taças. E os dirigentes impolutos ligados ao Porto já estão a estrebuchar…

apostas

A probabilidade de o Sporting não defrontar nenhum dos outros grandes nestas duas fases (dezasseis-avos e 3ª eliminatória), ignorando já a questão de jogar fora em ambas as vezes, era de 90,63%. Juntando a questão casa/fora, esse número seria ainda mais elevado. Outro dado interessante: se, antes do sorteio do Benfica-Sporting para a Taça do ano passado, uma pessoa tivesse apostado 1€ em como o Sporting iria à Luz nesse ano e ao Dragão no seguinte (nas respectivas fases da competição), ganharia hoje nada menos do que 7812€. Muito mais do que se o Gil Vicente fosse campeão nacional (1001€ na bwin) ou se o Ludogorets vencesse a Liga dos Campeões (o mesmo valor)!

Seja como for, os dados estão lançados. O facto é que o Sporting vai jogar ao Dragão no próximo dia 17 ou 18, sobrecarregando ainda mais um calendário já de si difícil. Sabemos o futebol que temos em Portugal, assim como sabemos que os adeptos de outras equipas irão ridicularizar estas desconfianças. O que há a fazer, ainda que possamos vir a ser a única equipa a jogar com onze elementos nesse dia, é acreditar sempre que a vitória é difícil, mas possível.

 

*com David Martins

Recomeça o sonho dos Bulls

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cab nba

Já lá vão 16 anos desde que os Chicago Bulls não vencem o principal título da NBA. Na temporada de 1997/98, brilhava uma autêntica constelação de estrelas encabeçada por Michael Jordan e seguida de perto pelos astros Scottie Pippen, Dennis Rodman, Toni Kukoč, Luc Longley ou Ron Harper. Juntos conquistaram adeptos por todo o planeta e solidificaram a equipa de Chicago como uma das maiores potências do basquetebol norte-americano.

No entanto, os tempos de sucesso e glória esfumaram-se com a reforma de Michael Jordan. Os Bulls ficaram presos na sua própria história e, desde então, nunca mais voltaram a conseguir somar qualquer êxito da NBA. O início do novo milénio marcou o período de reformulações e de mudanças no plantel dos Bulls, que, até hoje, ainda não teve qualquer resultado prático a nível de conquistas relevantes – isto se excluirmos as vitórias na divisão Central em 2011 e 2012. Chegados a 2014, os adeptos da equipa de Chicago desesperam por uma candidatura séria e sem receios ao título de campeão da NBA.

Com Noah, Rose e Gasol já não há desculpas para uma candidatura séria ao título da NBA Fonte: NBA.com
Com Noah, Rose e Gasol já não há desculpas para uma candidatura séria ao título da NBA
Fonte: NBA.com

Nestes últimos anos, com Tom Thibodeau no comando, os Bulls cresceram muito a nível defensivo, mas pagaram sempre a fatura de não poder contar com um Derrick Rose na plenitude das suas capacidades. As sucessivas lesões do jovem base norte-americano têm comprometido sucessivamente as aspirações da equipa, bem como a falta de uma outra individualidade de qualidade acima da média com capacidade para resolver jogos contra equipas bem organizadas defensivamente. O regresso de Rose, agora com 25 anos e bem mais amadurecido, pode ser fulcral para uma inversão total nos resultados da equipa dos Chicago Bulls. Pelo que se viu nos jogos de pré-temporada e no Mundial de Basquetebol, Rose está mais inteligente, mais forte e sem medo de procurar desequilíbrios através da sua velocidade.

Este regresso de Rose anexado à contratação de Pau Gasol e Nikola Mirotić, ao ingresso do fantástico rookie Doug McDermott e às manutenções no plantel de jogadores como Joakim Noah, Jimmy Butler, Taj Gibson, Mike Dunleavy Jr. Ou Kirk Hinrich, pespetiva uma candidatura assumida dos comandados de Thibodeau ao título principal da NBA. Já não pode haver desculpas. A equipa é forte, tem muita profundidade e conta com jogadores acima da média como Rose, Noah ou Gasol. A batalha com os Spurs de Parker, Duncan e Ginobili e os Cavaliers de LeBron, Irving e Love está pronta para começar. Dia 28 arranca a competição. E eu acredito num brilharete destes Bulls!

Força Brutal

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verdebrancorisca

Ontem acordei mais bem-disposto do que o normal. Porquê? Era dia de Sporting. Acordei, como todos as manhãs, com o Sporting na mente, e não consegui pensar em mais nada a não ser em sair de casa e dirigir-me até Alvalade.

Tomei um banho, trauteando os diversos cânticos que iria gritar com toda a minha força umas horas mais tarde; fui ao armário das camisolas do Sporting e escolhi um manto especial para uma ocasião especial: A Stromp do Centenário. “Hoje teremos de dar sentido à frase da nossa fundação. Hoje teremos de ser grandes, tão grandes como os maiores da Europa”, pensei eu justificando, interiormente, a escolha da farpela. Com a minha segunda pele colada ao corpo, coloquei o cachecol ao pescoço e peguei no carro com um destino traçado: Alvalade.

Lema da fundação do Sporting Clube de Portugal Fonte: Sporting.pt
Lema da fundação do Sporting Clube de Portugal
Fonte: Sporting.pt

O dia de Sporting começa cedo, e, junto ao Boia Verde, começava o aquecimento com os primeiros cânticos e as primeiras imperiais, claro está. Os maravilhosos hinos leoninos eram já reproduzidos em uníssono a muitas horas do início da partida. A festa começava.

O ambiente nos arredores de Alvalade era excepcional. Os fãs londrinos, impressionados com a magia verde-e-branca, fotografavam e filmavam os cânticos e a exteriorização da força dos adeptos leoninos, longe de imaginarem o que se seguiria dentro do estádio.

Já eu sabia muito bem o que se iria passar ali no sítio do costume – Curva Sul. No meio da multidão ansiosa por chegar às bancadas, os cantares soavam, o hino da Champions começava a tocar e a minha pele arrepiava-se. Era o regresso de Alvalade aos grandes palcos europeus e eu estava lá, de corpo e alma, para acompanhar o retorno do meu grande amor à competição à qual pertence, fruto da sua classe, magia e história.

Todos nós conhecemos o poderio do Chelsea, todos nós sabíamos que as casa de apostas quase não aceitavam outro resultado que não o de uma vitória inglesa. Porém existe algo que o dinheiro não compra: alma e história. Ou se tem ou não se tem, e, quanto a nós, temos que sobre para proceder a autênticos milagres quando assim for necessário. Essa mesma alma ficou espelhada ao máximo dentro das quatro linhas, tendo como o seu expoente máximo o nosso capitão de equipa, um dos melhores guarda-redes do mundo. Repito: um dos melhores guarda-redes do mundo, um verdadeiro leão, que rubricou uma exibição de outro mundo que nos permitiu lutar pelo resultado até ao fim com uma qualidade incrível nas trocas de bola, e com uma intensidade indiscritível para uma equipa teoricamente tão mais frágil que o seu adversário.

Rui Patrício rubricou a exibição da sua vida. Fonte: Público
Rui Patrício rubricou a exibição da sua vida
Fonte: Público

Toda esta entrega dos “rapazes de verde-e-branco” foi obviamente impulsionada por mim, por ti, por nós que estivemos em Alvalade, e que, num jogo à parte, rubricámos uma exibição de gala, enchendo o nosso maravilhoso estádio com cânticos ensurdecedores antes, durante e após a partida, sem parar, até a garganta sangrar. Um ambiente que impressionou toda a gente, até o próprio José Mourinho e todos os adeptos do Chelsea. Um ambiente que me faz envaidecer de ser como sou: leão de corpo e alma, ontem, hoje e amanhã, sportinguista até ao fim dos meus dias.

Não estou completamente feliz, porque perdi um jogo, mas sinto-me muito orgulhoso porque tenho todas as condições para acreditar em nós, para acreditar em vocês, em cada um de vocês, porque juntos somos imbatíveis, porque juntos a nossa força é brutal!

B. Leverkusen 3-1 Benfica: banho alemão

paixaovermelha

Desenganem-se os que pensam que houve um dilúvio em Leverkusen. Houve, isso sim, um enorme banho de bola na cidade alemã, mais precisamente no BayArena, de onde o Benfica saiu completamente encharcado. A entrada de Cristante (que nunca se impôs no jogo), de André Almeida (no lugar de Maxi) e de Derley no onze de Jorge Jesus não mascaram uma exibição penosa dos encarnados.

Tal como se esperava, o Bayer Leverkusen entrou forte e pressionante. Com duas linhas de três homens cada, o atual terceiro classificado da liga alemã sufocou o Benfica por completo durante toda a primeira parte. Aliás, os primeiros quarenta e cinco minutos são um monólogo perfeito do Bayer Leverkusen – no que toca ao futebol, claro. O Benfica, apático, receoso e encostado às cordas, foi incapaz de reagir a tamanha avalanche ofensiva. Os encarnados viram Bender, logo aos 13 minutos, enviar uma bola ao poste. Não chovia, mas já começava a pingar. O aviso não surtiu qualquer efeito nos homens de Jorge Jesus, e à passagem do minuto vinte e cinco Kiessling inaugurava o marcador no BayArena (com Júlio César a ficar muito mal na fotografia).

O Benfica não mostrava reação nem vontade de se abrigar do banho que se adivinhava. No meio-campo, Cristante e Talisca estavam absolutamente perdidos em campo. Na defesa, Eliseu e Jardel eram a cara da enorme debilidade do Benfica. Do lado dos alemães, os homens da frente, com grande mobilidade e sempre em constantes diagonais, faziam literalmente o que queriam da linha defensiva das águias. A dinâmica era tanta que o segundo golo do Bayer chegou sem surpresas: Heing Min Son, um dos destaques da partida, dilatou o marcador aos 34 minutos. Ao intervalo, a diferença de ambição e vontade era tão significativa que o 2-0 era, de facto, um resultado curto para os alemães.

O Benfica foi sempre impotente perante o Leverkusen Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
O Benfica foi sempre impotente perante o Leverkusen
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

O reinício da partida trouxe duas mexidas no onze inicial: saíram Cristante e Talisca por troca com Maxi Pereira (passando André Almeida para trinco) e Lima. A verdade é que o Benfica deu indicações de que pretendia, na segunda parte, recuperar a dignidade, mas rapidamente se percebeu que esta era uma noite de “nuvens negras” para os adeptos das águias. O Benfica até chegou ao golo, por Salvio aos 62 minutos, numa altura em que o Bayer baixou as linhas. Mas nem um minuto durou o balão de oxigénio dado por Salvio – penálti cometido por Jardel, num lance que deixa algumas dúvidas, e Hakan Calhanoglu devolveu a vantagem de dois golos à equipa alemã.

Até ao final do encontro o guião foi sempre o mesmo… e o protagonista também. Ainda que com níveis de intensidade bem mais baixos, o Leverkusen foi mais rápido, mais eficaz, mais forte, mais dinâmico e muito mais ambicioso. Num jogo onde se pedia uma equipa compacta, unida, bem posicionada e aguerrida, o Benfica mostrou a sua pior face. Surpreendentemente, com exceção feita ao golo de Salvio, o Benfica não faz uma única jogada com princípio, meio e fim durante os 90 minutos de jogo. Nada. Uma estranha e incrível seca futebolística, logo num jogo onde o adversário jogou “potes”.

Com zero pontos em dois jogos, os encarnados estão na última posição do Grupo C, e vêem a ainda possível passagem aos oitavos-de-final complicar-se bastante.

Erros defensivos começam a custar pontos

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atodososdesportistas

Hoje vou conter-me, não vou falar das péssimas arbitragens que, no meio de uma dualidade incrível de critérios, em cinco jogos já literalmente “roubaram” quatro penáltis ao Porto: dois em Guimarães, um em Alvalade (que é discutível, mas é) e um no jogo de ontem, frente ao Shakhtar Donetsk. Muito menos vou falar da rotação excessiva daquele que, para mim, continua a ser o homem certo no lugar certo: Lopetegui. Vou falar, sim, dos excessivos erros defensivos que têm sido evidentes e que só não têm dado mais golos por desacerto dos avançados ou pela… qualidade de recuperação dos Dragões.

Ontem, tudo isto que disse foi evidente, e os dois golos do Shakhtar são um riso, uma comédia… Ia ainda na primeira parte e já eu comentava com um colega: “este Óliver é uma das maiores pérolas da Europa, mas aquela excessiva finta ‘à Xavi’ para zonas interiores perto da área um dia custa-nos caro”… Voilá! Início da segunda parte e Óliver a parecer um menino que está a jogar no recreio, a querer fintar tudo e todos e, veja-se, dentro da própria área! Claro, 1-0, e a esperança começava a cair por terra. Quanto ao segundo golo, toda a gente viu o que fez Maicon. A sorte foi que um tal Jackson entrou (já fora de tempo, não percebi o porquê de não ter sido titular) e apeteceu-lhe resolver e empatar o jogo nas poucas vezes em que teve a oportunidade de tocar na bola…

Agora, a questão que lanço é: porque perdemos tantas bolas em zonas defensivas? Permita-me o leitor que responda a mim mesmo: porque começamos a primeira fase de construção do ataque demasiadamente atrás! Chamar e explorar as costas ou “brechas” da equipa adversária é claramente aquilo que o FC Porto faz, mas porquê expor-se tanto e fazê-lo em zonas tão recuadas? Para quê jogar tantas vezes com Fabiano e deixar muitas vezes o guardião azul-e-branco sob pressão, quando se sabe que os pés não são o seu forte? Tantas bolas são aquelas que o brasileiro atira directamente para fora, quando é perfeitamente possível Indi jogar logo em Maicon. À atenção de Lopetegui! Marcano surpreendeu-me pela sua técnica e inteligência, e não esperava vê-lo entrar tanto em zonas ofensivas (principalmente na segunda parte), o que poderá ser um indício de que poderemos ter ali uma solução válida enquanto Casemiro estiver fora de batalha.

quintero
Em Lviv, Quintero foi lançado na 2ª parte e esteve em plano de evidência
Fonte: zerozero.pt

Por outro lado, Quintero foi lançado no segundo tempo e justificou uma oportunidade, quiçá no lugar de Óliver, não como “castigo”, mas sim como uma forma de mostrar ao espanhol que certos erros não se podem cometer a este nível. Brahimi foi Brahimi, pena o penálti mega denunciado.

Espero, já na próxima jornada, ver o nosso Porto voltar a materializar a vantagem que tem demonstrado em campo, mas, desta vez, com golos…

Aqueles jogos que nem o “penaltizinho” que se tem tornado habitual possa pôr em causa a conquista dos três pontos; aquele Porto que até os mais odiosos admiram; aquele Porto em quem os portistas confiam e que esperam ver levantar, no final, o maior número de troféus possível!

Vá, vamos lá melhorar na defesa e vamos para cima deles!!!

Começar do zero

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brasileirao

É complicado voltar depois de uma longa ausência. Há coisas que não se explicam. Falta de rotina não explicará tudo, com certeza. Mas a dor da recordação é do mais amargo que se pode ter. Sobretudo para quem tem de falar sobre o futebol brasileiro. Como diz o sábio ditado popular: “Hei, amigo, alguém tem de o fazer!”. E aqui estou eu. A começar uma nova etapa.

Quem deveria, igualmente, iniciar do zero era a Seleção Brasileira de futebol. É preciso uma reflexão profunda. Os treinadores brasileiros, outrora os mais atualizados e avançados, estão agora totalmente ultrapassados. O campeonato brasileiro está a entrar num marasmo. Os estádios estão às moscas (salvo raras exceções) e quando se pensava que este ia ser o ano da revolução no escrete, eis que a CBF, numa atitude infantil incrível, veio apostar no erro de voltar a contratar Dunga. Nada contra o antigo capitão e campeão do mundo, mas penso que a prestação de 2010 está bem fresca e patente na memória de todos nós.

Sem querer também entrar no campo já mais do que pisado Europa versus América do Sul, que, diga-se, leva a discussões tão disparatadas, esta seria a altura ideal para, pela primeira vez na história, o Brasil ter nos seus quadros um selecionador estrangeiro. Não viria mal ao mundo por isso. A equipa é jovem e de certeza que novos jogadores irão ser revelados nos próximos quatro anos. O fechamento do Brasil em torno de si próprio, tal como o os portugueses, um dia, também se fecharam no mare clausum, não está a resultar. A humilhante derrota para a Alemanha foi o culminar de uma série de erros crassos durante o Mundial, mas principalmente antes dele. E – aqui para nós – perder dois Mundiais em casa é duro.

Vamos ver o que o futuro reserva para a seleção com mais títulos de Campeã do mundo. O Brasil precisa urgentemente de seguir a marcha do progresso ao nível do treino e ao nível tático… ou então a insígnia de maior campeão do universo desaparecerá rapidamente; inexorável e sem deixar rasto.

A ode de Leverkusen

benficaabenfica
Havia, por aquela altura, um intenso cheiro a Benfica. Benfica vivia-se, do Benfica se falava, pelo Benfica se sentia. Leverkusen traz o 15 de Março de 1994 agarrado à memória. Era um Benfica diferente, que se nos entrava pelo espírito e nos enchia a alma. Mais aos doentes, menos aos menos fanáticos, mas sempre numa partilha e comunhão que só agora parecem querer reaparecer. A ode do Ulrich Haberland empurra-nos para as lembranças de como o Benfica se fez grande, enorme, gigantesco no futebol europeu. Depois do 1-1 na Luz, a missão daquela equipa parecia quase impossível. Não nos esqueçamos de que o Bayer Leverkusen era, por esses tempos, uma das mais fortes equipas alemãs. Como ainda é hoje. Sem Mozer e sem Veloso, os benfiquistas agarravam-se ao Toni, aos emigrantes que saltitavam por entre as bancadas e à mística que, sem nunca ninguém saber explicar muito bem como e porquê e quando, se junta aos 11 em campo e os faz parecer 14. Dessa altura restam-nos os VHS gloriosamente guardados na prateleira para nos imbuirmos em benfiquismo sem ordem nem razão, nas palavras e nos sentimentos de quem por Leverkusen andou nessa mítica noite de Março. E nos 3-6 de Alvalade dois meses depois.

João Vieira Pinto e Isaías no histórico 4-4
João Vieira Pinto e Isaías no histórico 4-4

O desenrolar do jogo de loucos é por demais conhecido e não é por ele que aqui estou. Nem sequer pela eliminação aos pés do Parma, na meia-final. Estou, sim, pelo prazer que é poder dizer que, vinte anos depois da epopeia alemã, o Benfica europeu está de volta. O Benfica temido por quem lhe calha nos sorteios. Não o de Vigo, não o de Hamlstads. O de Leverkusen, o de Amesterdão, o de Turim, o de Newcastle, o de White Hart Lane. O que arrepia e nos faz sorrir a milhares de quilómetros de distância para muitos e a poucos metros para poucos. Poucos mas felizes por ali verem o Benfica de Ulrich Haberland. Que finalmente parece querer reerguer-se do nevoeiro em que esteve nestes vinte anos que se atravessaram desde então.

Serve isto, também, para não deixar de realçar a importância de o Benfica se mostrar e andar pela Liga dos Campeões. Sendo certo que o trabalho de Jorge Jesus é notável em ter chegado a duas finais da Liga Europa, o Benfica nasceu, cresceu e morrerá na Liga dos Campeões. É lá que temos de estar, é lá que temos de ser temidos. Sendo certo que o plantel não apresenta opções de qualidade e quantidade como na passada temporada, que não sirva isso para desculpar mais um possível fracasso na liga milionária. Jesus sabe-o, com certeza, apesar de o discurso focado no bicampeonato ser, até, compreensível. Mas também sabe da exigência europeia que as duas finais, embora perdidas, trouxeram. Que comece já hoje a corresponder à exigência. Queremos mais Ulrichs Haberlands, por favor.

Ivan Rakitic: a confirmação do estatuto de craque

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la liga espanha

Apesar de ter sido indiscutivelmente um dos melhores médios do futebol europeu na última temporada, havia dúvidas em relação à capacidade de Rakitic de manter o mesmo nível de jogo num clube com maiores ambições. Transferido de Sevilha para Barcelona por valores próximos dos 20 milhões de euros, o croata não demorou muito a provar que a última temporada (de longe a melhor da sua carreira) não foi um acidente de percurso e que é, de facto, um jogador fora de série. Camp Nou tem um novo maestro.

Foi chegar, ver e vencer. Rakitic, que parece que joga em Camp Nou há vários anos, adaptou-se com uma facilidade tremenda à nova realidade e está a fazer um início de época absolutamente brilhante. O croata, que já é um elemento indispensável no conjunto blaugrana, pegou de estaca na equipa de Luis Enrique, e o elevado nível exibicional que apresentou foi premiado com a inclusão no 11 ideal da liga espanhola durante o mês de Setembro. Para já, está a justificar totalmente o valor investido na sua contratação.

Rakitic tem-se assumido como o novo maestro do Barça  Fonte: news.zing.vn
Rakitic tem-se assumido como o novo maestro do Barça
Fonte: news.zing.vn

A evolução que Rakitic tem tido ao longo da carreira é notável. O croata, que quando esteve no Schalke jogava maioritariamente nos flancos, foi recuando no terreno e tornou-se num dos médios mais completos do futebol europeu. É um daqueles jogadores a que a expressão “coloca a bola onde coloca o olhar” se aplica; mas, para além de uma qualidade de passe muito acima da média, sobretudo a longa distância, Rakitic junta uma intensidade tremenda na pressão, recuperação e ocupação de espaços, tendo também grande capacidade de desequilibrar na marcação de bolas paradas.

Rakitic recusa quaisquer comparações com Xavi, mas a verdade é que, com o maior rosto do tiki-taka já na fase descendente da carreira, o croata terá a missão de fazer esquecer (se é que isso é possível) o espanhol. O médio ex-Sevilha está no pleno das suas capacidades e, apesar de ter explodido algo tardiamente, já merecia actuar num dos melhores clubes do mundo. A transferência para o Camp Nou é, por isso, um justo reconhecimento do que fez na última temporada, mas, acima de tudo, uma prova de fogo que o colocará (ou não) na elite do futebol mundial.

 

Neste vídeo de André Costa, feito em parceria com o Bola na Rede, dá para ter uma ideia da época fabulosa que Ivan Rakitic protagonizou no ano passado, ao serviço do Sevilha.