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BnR TV T1/EP9 – Rui Porto Nunes testa João Miguel Rodrigues

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Depois de uma paragem para as férias de Natal, foi tempo de regressar para o primeiro programa de 2020 com o ator Rui Porto Nunes.

Rui Porto Nunes foi o convidado de honra e esteve em grande. Protagonizou um duelo com o João Miguel Rodrigues, falou sobre a atualidade do SL Benfica e deixou uma revelação sobre o futuro de uma modalidade do clube encarnado.

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Arrumar a casa num mês decisivo

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O mês de janeiro é, para o futebol, um período onde o mercado de transferências está ativo e, como tal, a maior parte dos clubes aproveita esta altura do ano para lapidar e melhorar os respetivos plantéis. Quer seja por falha de planeamento na pré-época, quer seja por motivos de ordem médica, existem sempre posições a reforçar em todos os clubes e cada um, mediante as suas posses, investe o que necessita.

No caso do Sporting Clube de Portugal tem sido algo diferente, na medida em que os mais recentes resultados obtidos são melhores do que o início da época desportiva, quer a nível de números quer a nível de exibições. Contudo, o plantel é limitado e a distância é muita em termos de nível de qualidade do plantel, quando comparado com Benfica e Futebol Clube do Porto.

A posição mais crítica e onde falta qualidade de forma evidente é, sem dúvida, o setor atacante. A falta de golos por parte da equipa leonina, em certos jogos, já custou pontos preciosos, tanto em jogos acessíveis como noutros de maior grau de dificuldade. Não se compreende como é que Pedro Mendes não foi inscrito na Liga para a primeira metade da época, pois apesar de Luiz Phellype ser um ponta de lança que faz alguns golos, acaba por não convencer os Sportinguistas, pois precisa de inúmeras oportunidades para “faturar” na partida.

O avançado brasileiro precisa de concorrência na frente
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com a venda de Bas Dost, era certo que teríamos de ter mais dois avançados para compensar, porque um jogador com a qualidade de Bas Dost não se encontram por 7 milhões de euros (só mesmo no Sporting), e como tal teríamos que aumentar a competitividade interna de forma a subir o rendimento dos jogadores. Já a contar com a inscrição de Pedro Mendes na Liga, teríamos que investir num avançado adequado, ou seja, um que marque com mais regularidade e que conquiste a confiança dos adeptos, tal como Bas Dost e Islam Slimani conquistaram.

Sendo que o setor atacante é mesmo o mais crítico em termos de reforços, certo é que o meio campo e o setor defensivo também não são perfeitos. Contudo, penso que os jogadores atuais irão dar uma boa resposta com Silas ao leme da equipa, pois a nível defensivo vê-se claramente “dedo do treinador” nesta equipa e quando os jogadores sabem o que fazer em campo, as respetivas exibições melhoram.

Se existe uma posição, entre o meio campo e a defesa, em que é mesmo necessário ser reforçada, essa zona é a dos defesas centrais, porque apesar de termos quatro centrais, acho que Jérémy Mathieu, Sebastián Coates, Luís Neto e Ilori não dão nem a confiança nem a competitividade interna necessária para tranquilizar os Sportinguistas, quer seja por motivos de idade no caso de Mathieu, quer seja por irregularidade exibicional em que se destaca Coates, ou por níveis baixos de qualidade, pois Ilori e Luís Neto estão num patamar abaixo dos restantes centrais.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Má mudança de paradigma em terras flavienses

Na temporada 15/16, o GD chaves conseguiu a subida de divisão. Sob o comando técnico de Vítor Oliveira, a equipa flaviense quebrou um jejum de 17 anos sem marcar presença no escalão máximo do futebol português.

Regressado então ao convívio entre os grandes, o clube transmontano investiu forte para nova temporada, realizando um início de época surpreendente sob o comando técnico de Jorge Simão, que valeu a sua transferência para o SC Braga após o Natal. Ricardo Soares seria o escolhido para o suceder no comando técnico dos flavienses, e a equipa manteve-se fiel à sua identidade, praticando um futebol positivo e estando à beira de se qualificar para a final da Taça de Portugal.

Na época seguinte, Luís Castro seria o escolhido para dar continuidade ao projecto encabeçado pelo clube, realizando-se assim o desejo do presidente flaviense ao de contratar um treinador transmontano. Em 17/18, a equipa realizou uma época ainda mais positiva, praticando um futebol de grande qualidade.

Perante a saída de Luís Castro para o Vitória SC, o clube flaviense viu-se obrigado a contratar outro treinador e aqui é que o paradigma começou a mudar com a aposta em Daniel Ramos. Apesar deste ter realizado um bom trabalho no CS Marítimo, o seu modelo de jogo não tinha nada a ver com o dos seus antecessores, que é um modelo que, ofensivamente, vive muito do contra-ataque e dos lances de bola parada.

José Mota não conseguiu salvar o clube flaviense da despromoção
Fonte: CD Chaves

E a verdade é que com a chegada do actual treinador do Boavista FC, os resultados e o desempenho exibicional da equipa flaviense caíram significativamente, e Daniel Ramos não chegou até ao Natal no comando técnico da equipa, sendo substituído por Tiago Fernandes. Na sua primeira experiência enquanto treinador principal efectivo numa equipa sénior, o técnico também não conseguiu melhorar os resultados da equipa, sendo vítima de uma nova chicotada psicológica.

Chegado José Mota ao conjunto flaviense, os resultados melhoraram ligeiramente, mas ainda assim, foi insuficiente para assegurar a manutenção na Primeira Liga. Apesar da despromoção, a direcção manteve a confiança em José Mota para atacar o regresso ao convívio entre grandes. Porém, o experiente treinador acabaria por ser despedido na última jornada da Segunda Liga antes do Natal.

O sucessor escolhido seria César Peixoto, que passaria assim pelo seu terceiro clube no primeiro ano da sua carreira enquanto treinador. Apesar do antigo jogador já ter mostrado sinais de querer praticar um futebol positivo, este ainda não deu provas de que pode ser realmente o homem certo para colocar o GD Chaves onde se pretende.

O caso do Grupo Desportivo de Chaves é um exemplo de um clube cujo projecto se desmoronou completamente quando se deu uma mudança de paradigma na aposta dos treinadores. Mudança essa que custou a cimentação do clube flaviense na Primeira Liga, que se vê agora a correr atrás do prejuízo, na luta pelo regresso à Primeira Liga.

Foto de Capa: GD Chaves

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Wolverhampton Wanderers FC | A boa forma assenta na estabilidade

A equipa mais portuguesa de Inglaterra continua a ser uma das equipas sensação da Premier League. O Wolverhampton está novamente a fazer uma época de grande qualidade, com menos recursos financeiros que várias equipas da Premier League e com um plantel jovem, com uma média de idades de 25,15 anos. Recentemente empatou para a taça de Inglaterra como o Manchester United, obrigando a uma futura repetição da partida, e há menos de duas semanas conseguiu uma reviravolta categórica sobre o Manchester City, vencendo o encontro por três bolas a duas.

Há duas épocas atrás, os Wolves, já comandados por Nuno Espírito Santo, conquistaram o Championship e garantiram desta forma a subida de divisão. No regresso ao principal escalão do futebol britânico ocuparam o sétimo lugar da tabela classificativa, garantindo o acesso aos playoffs da Liga Europa. Na presente temporada, os Wolves ocupam novamente o sétimo lugar no campeonato e já carimbaram o acesso à fase eliminatória da Liga Europa, terminando o grupo em segundo lugar, atrás do Sporting de Braga.

Os Wolves continuam a assumir-se em Inglaterra. Nuno Espírito Santo formou uma equipa bastante competitiva, com exibições regulares e que pratica um futebol atrativo e de grande intensidade.

Dando seguimento às grandes exibições da época transata, nesta equipa destacam-se os portugueses Rui Patrício, Rubén Neves, João Moutinho, o avançado ex Benfica Raúl Jímenez, o lateral direito Matt Doherty, e o capitão Conor Coady.

Sem dúvida, a grande revelação desta equipa é Adama Traoré. O médio direito espanhol de 23 anos formado no Barcelona tem vindo a subir de forma e afirma-se cada vez mais como uma figura indiscutível. Destaca-se pela sua velocidade e pelo seu físico, mas também pela sua polivalência. Pode atuar em toda a lateral direita, jogando como extremo explorando o ataque ou fazendo todo o corredor cumprindo missões mais defensivas. Tem vindo a ser essencial, e um exemplo foi a sua exibição na vitória recente frente ao Manchester City, marcando um golo e fazendo uma assistência.

Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Segundo o site especializado em valores de mercado no futebol, o jogador mais valioso do plantel é Rúben Neves, estando avaliado em 50 milhões de euros. Em segundo lugar encontra-se Raúl Jímenez, avaliado em 42 milhões de euros. A fechar o top 3 do Wolverhampton está Diogo Jota, que vale 35 milhões de euros.

No meu ponto de vista, a chave para o sucesso dos Wolves é a estabilidade. Desde 2017/18 que o clube aposta no mesmo treinador. Nuno Espírito Santo já provou o seu valor enquanto técnico principal, conquistando o título de campeão do segundo escalão do futebol inglês, e comandou a equipa numa época e meia brilhante na Premier League. A grande maioria dos elementos chave da última subida de divisão, da equipa mais portuguesa da Premier League, mantêm-se no plantel, como é o caso de Doherty, o capitão Coady, Boly, Rúben Neves e Diogo Jota, por exemplo.

Os Wolves jogam no próximo sábado em casa, no Molineux Stadium, frente ao Newcastle, 13º classificado do campeonato inglês. Neste jogo, a “armada lusa” espera voltar aos triunfos após duas derrotas consecutivas na Premier League. No dia 14, o Wolverhampton visita Old Trafford na repetição do jogo a contar para a taça de Inglaterra. Relativamente à Liga Europa, a equipa de Nuno Espírito Santo joga a primeira mão dos 16 avos de final da competição apenas no dia 20 de fevereiro. O Wolverhampton é o favorito a vencer a eliminatória, onde defrontará o último classificado da liga espanhola, o Espanyol.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Artigo revisto por Joana Mendes

“Não é do Sporting que tenho medo, é do Porto que tenho receio”

Véspera de clássico, eis que me deparo com esta frase numa página portista que sigo com assiduidade. Uma frase de efeito, forte e que, em poucas palavras, resume muito bem aquilo que tem sido as deslocações do FC Porto a Alvalade.

Não é segredo para ninguém: mais de uma década separava os dias de hoje do último triunfo azul e branco no lado verde lisboeta. Essa “maldição”, por fim, havia sido quebrada. Coloco “maldição” entre aspas porque tal coisa não tem qualquer cabimento, ainda por cima se estivermos a falar de futebol. Nenhuma equipa passa anos a fio sem conseguir vencer no terreno de uma outra devido a uma qualquer energia mística.

Portanto, é apenas falacioso tentar desculpabilizar o terrível histórico recente do FC Porto em casa do Sporting CP através dessa tal “maldição”. A não ser que, ao se referirem a este fenómeno sobrenatural, estejam a utilizá-lo metaforicamente, como sinónimo das exibições nada condizentes com o já célebre slogan “Porto à Porto”. Se for esse o caso, estaríamos em total acordo.

E, infelizmente, existem poucos pontos na nossa recente deslocação à capital que podemos caracterizar como sendo fora da curva, isto é, foram poucos os aspetos em que a exibição da equipa se distanciou daquelas de épocas anteriores. Um desses aspetos (e, indiscutivelmente, o mais importante) foi o resultado. Vitória importante, sobretudo após o resultado do primeiro classificado em Guimarães.

Após bisar no último jogo de 2019 frente ao GD Chaves, Soares voltaria a ser decisivo em Alvalade
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Relativamente à exibição? Muito abaixo daquilo que estava à espera. Perante um Sporting a anos luz do clube que outrora foi, há que exigir um pouco mais da nossa equipa em termos exibicionais.

Muitas oportunidades de golo flagrantes permitidas ao adversário, poucas a nosso favor (este dado tornar-se-ia ainda mais gritante se olhássemos para os setenta minutos que antecederam o segundo golo), pouca capacidade de ter bola, intensidade longe de ser elevada e incapacidade de responder devidamente às incursões ofensivas dos visitados.

Não entremos em realidades paralelas: caso o FC Porto não conseguisse trazer para a Invicta os três pontos, o título tornar-se-ia uma mera miragem. Seis/sete pontos num campeonato tão desnivelado como este seriam muito difíceis de recuperar. E, por pouco, a vitória não caiu para o outro lado. Por pouco, o título não ficou ainda mais distante. Não devido a um extraordinário mérito dos homens de verde e branco; devido, sobretudo, à exibição muito cinzenta da turma de Sérgio Conceição.

Se surgiram dúvidas nas mentes portistas em relação a uma hipotética vitória no jogo de ontem, estas não surgiram graças àquilo que o Sporting fazia, mas sim por conta de tudo aquilo que o FC Porto não conseguia fazer.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Julian Weigl: uma mudança de estratégia?

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Se há dois anos alguém me dissesse que Julien Weigl chegaria ao SL Benfica, pela “irrisória quantia” (irrisória comparada com o valor do jogador, à data) de 20 milhões de euros, diria que a pessoa estava a ter um surto extremo de positivismo. Quais foram as circunstâncias que proporcionaram a chegada do jogador, nestes termos, a Portugal? O que pode Weigl trazer à equipa? Esta transferência é sinal de uma mudança na política de transferências do clube?

Weigl chegou ao BV Borrussia Dortmund, na época de 2015/2016, proveniente do TSV 1860 Munique. Rapidamente, o jovem alemão foi conquistando Thomas Tuchel, à data treinador da equipa amarela e preta. É de notar a forte concorrência que se sentia no meio campo do Dortmund naquela altura: Kevin Kampl, Gonzalo Castro, Kagawa, Sahin, Gundogan ou Mkhitaryan, todos eram opções para Tuchel.

Com a saída de alguns destes atletas, o protagonismo de Weigl foi aumentando, tendo o novo camisola 28 das águias se afirmado como uma das maiores jovens promessas no meio campo, no contexto europeu, atraindo a atenção de tubarões como o PSG ou o Manchester City FC. As suas exibições levaram mesmo o jovem a representar a mannschaft (seleção alemã).

Quando atravessava uma excelente fase da sua ainda curta carreira, Weigl sofreu uma fratura no tornozelo, que o afastou dos relvados durante alguns meses. O alemão recuperou bem da lesão e continuou a ser uma das principais opções agora de Peter Bosz.

No entanto, fruto de uma baixa exibicional, foi perdendo algum do protagonismo que tinha adquirido, tendo mesmo pedido transferência no final da época 2017/18 – transferência essa que não se viria a suceder. Com a chegada de Lucien Favre, em 2018, Weigl foi perdendo, progressivamente, espaço na equipa alemã. Favre deu mais minutos aos recém-chegados Witsel e Delaney, e ao médio alemão Dahoud, no seu duplo-pivot de meio campo.

Weigl não desapareceu totalmente do 11 inicial do treinador suíço, contudo era muitas vezes utilizado a defesa central, uma posição onde o jogador dificilmente pode mostrar toda a sua qualidade. Mesmo quando utilizado no meio campo, Weigl tinha instruções para fechar junto dos defesas centrais, de forma a dar mais consistência defensiva à equipa, como foi possível observar no jogo frente ao FC Barcelona ou ao SC Paderborn, já esta temporada.

Depois da lesão, Weigl foi perdendo protagonismo na equipa alemã, passando mesmo a ser utilizado como defesa central
Fonte: BVB Dortmund

A perda de protagonismo e o descontentamento face à posição na qual era utilizado foram, na minha opinião, fatores preponderantes que levaram o jovem alemão a abandonar a Bundesliga.

Julian chega ao Benfica já com nome europeu. A contratação do alemão traz aos encarnados enormes benefícios do ponto de vista desportivo, mas também mediático.

Aquando da sua excelente forma no BVB Dortmund, Weigl foi comparado a Busquets pelo próprio Pep Guardiola. Na Alemanha, era apelidado de passing machine (máquina de passes). A alcunha é inteiramente merecida, pois é no momento de construção que o jogador, nascido em Aibling, mais brilha.

Com a bola nos pés, Weigl é um jogador diferenciado. Coloca o esférico nos colegas como poucos. Estatisticamente falando, Weigl completa 91% dos passes que tenta por jogo. No parâmetro de passes para o meio campo adversário, a eficácia mantém-se nuns impressionantes 87%. Já no que diz respeito aos passes longos – uma das grandes especialidades do jogador -, a eficácia é de 77%.

Uma eficácia de passe a este nível só é possível se o jogador tiver um excelente entendimento do jogo e um grande QI futebolístico. Weigl dispõe de ambos. O jogador parece tomar quase sempre a decisão certa, demonstrando ter uma experiência e maturidade anormais para a sua idade. Além da decisão, o médio alemão é exímio na execução. Apesar de não ser um jogador muito dado a desequilíbrios individuais, tem uma excelente capacidade técnica e de definição, sobretudo em espaços curtos.

Com muita qualidade na construção, é sobretudo no momento defensivo que o ex-camisola 33 do BVB Dortmund mais prospera. Mais uma vez, o bom conhecimento que aparenta ter do jogo facilita o seu posicionamento a fechar espaços. A nível posicional, Weigl é exímio tanto nas transições defensivas como no momento de defesa posicional. Dispõe de uma característica defensiva que muitos médios ou mesmo centrais não têm: a facilidade com que decide se deve optar pelo desarme ou realizar a contenção defensiva. O timing do alemão é quase sempre acertado.

Weigl tem sido, ao longo da sua carreira, um jogador de cariz mais defensivo, um trinco com uma excelente capacidade de construção, na linha de Busquets ou Jorginho. Contudo, já há algum tempo que o sistema de Bruno Lage tem passado pela utilização de dois médios mais equilibrados tanto ofensiva como defensivamente, Gabriel e Taarabt. Será interessante perceber se o treinador português irá alterar as dinâmicas da equipa em função de Weigl ou se será o alemão a adaptar o seu jogo às ideias da equipa.

Janeiro, o mês das decisões?

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Estamos no mês de janeiro e o campeonato vai quase a meio, faltando aproximadamente quatro meses para o vencedor erguer o tão aguardado troféu.

Até agora, a liderança está sob o comando do SL Benfica, com quatro pontos de distância para o segundo classificado, o FC Porto. Claro que ainda falta muito campeonato pela frente, mas cada mês, jogo e pontos estão a ser cada vez mais disputados.

No somatório das competições em que os dragões estão inseridos, afirmar-se que o mês de janeiro será atribulado é um eufemismo para aquilo que os comandados de Sérgio Conceição vão ter de enfrentar.

São, nada mais, nada menos, que seis jogos (se não contarmos com a passagem do FC Porto à final da Taça da Liga, que, por sua vez, é perfeitamente possível).

Esta maratona iniciou-se em Alvalade com o clássico frente ao Sporting CP. Um teste que, só por si, valeu por vários jogos, tanto na sua dimensão, como no desgaste físico que provocou aos jogadores, apesar do triunfo por 2-1.

De seguida, o FC Porto desloca-se a Moreira de Cónegos, onde vai defrontar o Moreirense FC, num campo tradicionalmente difícil para os dragões e que, pela sua dimensão, obrigará os portistas a vestir o “fato de macaco” para levar de vencida a turma de Vítor Campelos.

O Estádio do Dragão também vai estar presente nesta maratona, com a receção ao Varzim SC, em jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, e com o duelo, sempre intenso, frente ao SC Braga.

Se recuperar da lesão, Danilo deverá ter nas suas mãos a liderança da equipa nesta maratona
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

E é precisamente para Braga que o FC Porto viaja para defrontar o Vitória SC nas meias-finais da Taça da Liga. Se os dragões vencerem esta partida, ainda jogarão a final frente ao Sporting CP ou SC Braga.

Para concluir este mês muito agitado para os lados do dragão, os comandados de Sérgio Conceição recebem, no dia 29, o Gil Vicente FC, que, recorde-se, impôs a primeira e única derrota ao FC Porto no campeonato.

Em teoria, o jogo mais difícil será logo o primeiro frente ao Sporting CP, que poderá vir a defrontar de novo o FC Porto na final da Taça da Liga. Outro destaque deste calendário é, sem dúvida, o jogo frente aos guerreiros do Minho, que irão dar tudo para bater os dragões.

Para o FC Porto sair vencedor nesta maratona, será necessária uma gestão muito cuidadosa do plantel com uma rotatividade que imprima qualidade à equipa. Dificilmente veremos o mesmo onze em todas as partidas.

Será de novo a hora de Aboubakar? Irão Luis Díaz e Nakajima cimentar a sua titularidade? Será que Sérgio Oliveira e Romário Baró voltam a aparecer no meio-campo portista? São estas questões que vão ter resposta neste longo mês de janeiro.

Uma coisa é certa, o FC Porto não pode perder mais pontos, sob a pena de deixar fugir ainda mais o SL Benfica.

Posto isto, questiono o leitor: Será janeiro o mês das decisões para o FC Porto?

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Académico de Viseu FC 0-0 CD Nacional: Frio da beira “congela” aspirações madeirenses

A CRÓNICA – UM JOGO DE DUAS PARTES

Com a derrota do Farense em mente, o Nacional da Madeira deslocou-se a Viseu certo de que uma vitória significaria a liderança isolada. Se este era um motivo para que a formação insular entrasse mais forte no jogo do que os beirões, o certo é que foi exatamente o oposto que sucedeu.

O Académico dominou por completo os primeiros vinte minutos de jogo, tendo-se mantido por cima dos madeirenses durante toda a primeira parte. Nas alturas em que o Nacional parecia querer ir em busca do golo da vantagem, os viseenses “fechavam-lhes sempre as portas”, sendo prova disso o facto de Ricardo Janota apenas ter feito uma defesa durante todo o primeiro tempo.

Na segunda parte, a partida mudou um pouco de figura e os madeirenses foram-se tornando cada vez mais ameaçadores, ao passo que os beirões só iam criando perigo a espaços. O jogo ficou partido, situação da qual o veloz ataque viseense poderia beneficiar, mas quem criou a grande hipótese para inaugurar o marcador foi mesmo o Nacional, ao enviar uma bola ao poste aos 78 minutos, pelo recém-entrado Gorré.

No entanto, a partida chegou ao fim conforme começou, mas foi sem dúvida um dos jogos sem golos mais entretidos deste campeonato.

A FIGURA

Fonte: Académico de Viseu FC

Luisinho – Foi a melhor exibição do extremo português na presente temporada. Constantemente a mostrar-se ao jogo, foram dos pés dele que surgiram as melhores oportunidades para o Académico marcar. Aliou a velocidade e a técnica, que o levaram, em tempos, aos relvados da Primeira Liga, a uma excelente capacidade de passe para assinar uma grande exibição.

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Nacional

Momento ofensivo do CD Nacional – Apesar da segunda parte ter sido francamente melhor do que a primeira, o facto de apenas terem registado um “tiro” na etapa inicial do jogo é fator de preocupação. Mesmo quando detiveram o ascendente na partida, nunca foram capazes de demonstrar o critério necessário em tais situações, fator a melhorar se querem atacar a subida de divisão.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Dispostos em 4-4-2 na ficha de jogo, o Académico alinhava assim no momento defensivo, mas o desdobramento ofensivo em 4-3-3 era o que causava calafrios à linha recuada dos madeirenses. Com Luisinho muito interventivo, pela direita, e Latyr Fall a juntar-se várias vezes a João Mário na zona de finalização, os beirões foram ameaçando constantemente as redes de Daniel Guimarães no primeiro tempo, mas na segunda metade o rendimento caiu um pouco, o que acabou por tornar o jogo indeciso até final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Janota (6)

Yang (7)

Steven Pereira (6)

Mathaus (6)

Jorge Miguel (6)

João Oliveira (5)

Kelvin Medina (6)

Latyr Fall (6)

Luisinho (7)

Jean Patric (6)

João Mário (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruninho (6)

Anthony Carter (5)

Fernando Ferreira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Sempre fiéis ao clássico 4-4-2, não foram capazes de assustar os beirões na primeira parte, tendo revelado muitas debilidades no processo ofensivo. Na segunda etapa conseguiram partir o jogo, mas foi insuficiente para chegar a um bom resultado. Um “gigante” Daniel Guimarães, entre os postes, foi a figura maior de uma equipa que terá certamente de melhorar o nível exibicional para alcançar a subida nesta tão competitiva LigaPro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Guimarães (7)

Kalindi (6)

Rui Correia (6)

Leonel Mosevich (6)

Witi (6)

João Camacho (5)

Nuno Borges (6)

Rúben Micael (6)

Vítor Gonçalves (6)

Brayan Riascos (5)

Bryan Rochez (5)

SUBS UTILIZADOS

Kenji Gorré (6)

Jota (5)

CONFERÊNCIA BnR

CD Nacional

Bola na Rede (BnR): Após a perda de pontos aqui, e sabendo que o Farense também perdeu pontos, este empate deixa a equipa frustrada ou, por outro lado, serve de “gasolina” para alimentar a vontade de voltar às vitórias?

Luís Freire: Quem disputa a Segunda Liga sabe que é um campeonato difícil, não é por termos perdido alguns pontos que vai estar tudo mal. Vamos trabalhar durante a semana com o intuito de, no próximo fim de semana, vencermos junto dos nossos adeptos.

 

Académico Viseu FC

BnR: O Académico venceu o SC Farense e empatou com CD Mafra e CD Nacional. Pode dizer-se que é um “tomba-gigantes” desta Segunda Liga?

Rui Borges: Não há “tomba-gigantes”. Temo-nos dado bem com as equipas mais fortes, mas não tão bem com aquelas menos fortes. Este último aspeto é o que temos de melhorar, pois é nesses jogos que se veem os verdadeiros campeões. O principal é os jogadores acreditarem no projeto e continuarem a melhorar.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 6-3 Sporting CP: Jogo pela liderança termina com vitória encarnada

A CRÓNICA: SL BENFICA INSPIRADO PAROU RUGIDO DO LEÃO

Com a liderança em jogo após o empate do líder OC Barcelos, águias e leões colocaram o pé no acelerador e proporcionaram um início de jogo intenso. Com um golo para cada emblema o ritmo caiu, mas as cortinas da primeira parte desceram com o SL Benfica mais forte na partida. Depois dos momentos de sobressalto, a equipa do Sporting CP voltou dos balneários a tentar tomar conta do encontro. No entanto, os benfiquistas aproveitaram uma jogada individual de Lucas Ordoñez e voltaram a estar em vantagem no marcador.

O início da segunda parte pareceu uma fotocópia da primeira, com poucos momentos para respirar após o empate dos sportinguistas. Entretanto, os encarnados afinaram a pontaria e dispararam no marcador, juntando-se a coesão defensiva, acabaram por vencer com algum conforto e assumir a liderança do campeonato.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Pedro Henriques – Ele e Ângelo Girão quase que valiam o bilhete para o encontro. Nas poucas intervenções que teve, não hesitou e ajudou ao resultado volumoso do SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sporting CP

Ferrán Font – É ingrato escolher um mau jogador neste recital de hóquei, mas o auto-golo e a ineficácia do espanhol arrastam-no para esta escolha.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As águias assumiram durante todo o encontro uma postura de 2-2 e de 1-3 a atacar, deixando sempre alguém a defender um possível contra-golpe adversário. A coesão defensiva foi fundamental durante os 50 minutos.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (8)

Diogo Rafael (7)

Lucas Ordoñez (7)

Carlos Nicolia (6)

Valter Neves (7)

SUBS UTILIZADOS

Jordi Adroher (7)

Eduard Lamas (6)

Gonçalo Pinto (6)

Miguel Vieira (5)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Paulo Freitas manteve-se maioritariamente com a formação 2-2, que ao defender se tornava num 3-1, de forma a ajudar Ângelo Girão. Com segunda parte chegou o pior momento dos sportinguistas, que não estiveram nos melhores dias.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ângelo Girão (7)

Ferrán Font (5)

Matías Platero (6)

Gonzalo Romero (7)

Pedro Gil (7)

SUBS UTILIZADOS

Alessandro Verona (6)

Toni Perez (7)

Telmo Pinto (6)

Caio (5)

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 1-2 FC Porto: Cabeçada de Soares resolve clássico intenso

A CRÓNICA: E QUEM NÃO MARCA? POIS CLARO, SOFRE.

Sporting CP e FC Porto defrontavam-se para o campeonato e um deslize para as duas equipas era marcar passo na corrida ao título. O jogo começou com as emoções à flor da pele, porque Marega começou por fazer explodir a bancada destinada aos adeptos azuis e brancos – de destacar o grande passe de Corona, que rasgou a defensiva leonina. Até perto do final da primeira parte não houve nada… e não fosse Acuña a marcar o golo do empate, estaríamos numa partida parada. Dois golos, um para cada lado, estava assim tudo ao intervalo.

Quem não marca? Sofre! Excelentes oportunidades tiveram os leões para marcarem, mas foi de cabeça que Soares resolveu a questão do sofrimento no jogo. O futebol é injusto? É sim senhora, mas o que conta são os golos e neste aspeto estava em vantagem o FC Porto (1-2). A cabeçada serviu para acalmar o jogo e daí até final não houve mais nenhum lance a registar. Os leões não aproveitaram as oportunidades que tiveram (e foram várias) e saíram com a derrota. Onze anos depois, o FC Porto vence em Alvalade e segue na perseguição ao líder, SL Benfica, com quatro pontos de atraso.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Marcos Acuña – Um dos mais inconformados do lado leonino e que não merecia o desfecho da partida. O extremo adaptado a lateral esteve bastante atento às investidas adversárias e não se remeteu apenas a tarefas defensivas, sendo que foi o autor do golo do empate.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Yannick Bolasie – O atacante congolês não fez uma grande exibição ao longo do tempo que esteve em campo. Muito escondido do jogo, não conseguiu desequilibrar a defesa azul e branca e nas poucas vezes que teve a bola nos pés acabou sempre por perdê-la.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os leões começaram com o já habitual 4-3-3, com o Luiz Phellype como avançado mais fixo e quando havia um momento defensivo este alterava-se para um 4-4-2. O grande pormenor negativo a destacar foi a falha de atenção entre Ristovski e Coates no momento do golo de Marega. O Sporting cresceu ao longo da primeira parte e no final da mesma já estavam por cima do jogo. A primeira linha de pressão estava a funcionar bem, juntamente com o meio campo, mas o golo de Soares foi um duro golpe nas ambições leoninas. Com a entrada de Plata e Camacho, a tática deixou de existir e a vontade era mesmo de marcar um golo – jogava-se mais com o coração do que com a cabeça.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Stefan Ristovski (5)

Sebastián Coates (6)

Jérémy Mathieu (5)

Marcos Acuña (8)

Idrissa Doumbia (5)

Wendel (5)

Bolasie (4)

Luciano Vietto (5)

Bruno Fernandes (5)

Luiz Phellype (5)

SUBS UTILIZADOS

Gonzalo Plata (4)

Rafael Camacho (4)

Jesé (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Um 4-4-2 que foi muito eficaz a explorar bem a velocidade de Marega e o posicionamento de Soares. Otávio e Nakajima foram trocando de flancos diversas vezes, dependendo das circunstâncias da partida. Adormeceu a equipa num momento em que estava perto do intervalo em vantagem e deixou-se empatar – talvez, o pior a destacar da equipa portista. Durante muito tempo, em sufoco, na segunda parte, mas o golo deu mais confiança. Os comandados de Sérgio Conceição começaram a controlar o jogo a seu belo prazer e souberam manter a vantagem até final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (5)

Alex Telles (6)

Iván Marcano (6)

Pepe (-)

Jesus Corona (8)

Danilo Pereira (6)

Matheus Uribe (6)

Shoya Nakajima (6)

Otávio (5)

Moussa Marega (6)

Soares (7)

SUBS UTILIZADOS

Chancel Mbemba (5)

Luis Díaz (6)

Sérgio Oliveira (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Jorge Silas: «Declarações mais importantes»

«A jogar assim vamos passar o Famalicão. Obviamente que fica mais difícil porque se vencêssemos hoje ao FC Porto ficaríamos a seis, mas agora estamos a 12 pontos».

«Não acho que tenha haver com o Luiz Phellype, quem não conseguiu fazer golo hoje foi o Vietto. Não tem haver com ninguém, o importante é criar ocasiões e temos de marcar. O futebol é mesmo isto e também precisamos de uma “pontinha” de sorte. Não estamos a pensar em ir buscar algum ponta de lança. Estamos à espera de gente nesta janela e quantos mais jogador chegar será ainda melhorada a competitividade interna».

«É preciso melhorar os lances de bola parada também. Pode acontecer o facto de sofrermos o segundo devido ao lance que é, mas o primeiro golo custa-me muito que tenhamos sofrido».

«Ainda não falhei muito com o Presidente em relação a reforços. Temos de trazer um ou outro, mas não vamos fazer uma revolução no plantel neste mercado de transferências».

«Vamos apostar as fichas em todos os jogos. A Liga não acabou para nós. Independentemente da posição em que o Sporting esteja, nós vamos sempre jogar para ganhar. No próximo jogo com o Vitória FC vamos jogar para ganhar e quando recebermos o SL Benfica apostaremos todas as fichas também».

FC Porto

Sérgio Conceição: «Declarações mais importantes»

«Não festejamos vitórias, festejamos títulos. Se esta vitória for importante para ganhar o título no final, então sim isso terá um peso importante».

«O Sporting teve uma equipa bem organizada e com uma dinâmica ofensiva interessante. Exigiu muito de nós. Retificamos aquilo que foi o início da segunda parte e, a partir daí, conseguimos ser mais fortes. O fator emocional de ficar longe do SL Benfica, que ganhou ontem, podia ser mau e nós conseguimos ultrapassar bem isso».

[Resposta ao facto de ser um campeonato disputado a dois – SL Benfica e FC Porto] «Obviamente que fica mais difícil para o Sporting, mas faltam ainda muitos jogos para acabar o campeonato e há muitos pontos em disputa».

«O próximo jogo [frente ao Moreirense FC, fora] vai jogar o Diogo Leite o Mbemba e tenho confiança naquilo que vai ser esta dupla de centrais».

Rescaldo com opinião de Guilherme Costa e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira