No que ao futebol diz respeito, o ano de 2019 não foi propriamente positivo para o FC Porto, que perdeu o campeonato para o seu principal rival, o SL Benfica, saiu derrotado na mítica final da Taça de Portugal no Jamor e na Taça da Liga, e já nesta época, falhou a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões Europeus.
Não foi, pois, um ano azul e branco, mas houve onze jogadores que, ao se destacarem dos restantes, formaram um verdadeiro onze azul e branco: o onze do ano de 2019.
O modelo tático escolhido foi o 4-3-3, que, refira-se, não é o habitualmente utilizado por Sérgio Conceição.
Fim de tarde recheado de golos em Coimbra, com sete marcadores diferentes. Na receção à UD Oliveirense, a Académica OAF venceu por 4-3 e somou o terceiro triunfo consecutivo. A formação da casa entrou praticamente a perder no encontro, com um penálti convertido por Fabinho, mas revelou ter capacidade de reação para dar a volta. Os cabeceamentos certeiros de Traquina e Silvério, em lances semelhantes, trataram de assinar a reviravolta. As coisas complicaram-se para a equipa forasteira com a expulsão de Michael Douglas, mas nem isso abalou a estratégia montada por Pedro Miguel, que limitou-se a recuar Filipe Gonçalves para o eixo central. É certo que a equipa de João Pereira entrou no segundo tempo a fazer o terceiro (novamente de cabeça) por intermédio de Lacerda, mas houve sempre uma resposta do lado contrário. Malelé reduziu para 3-2, Francisco Moura recolocou a Académica a ganhar por dois golos e Agdon ainda foi a tempo de voltar a reduzir, fixando o resultado final num extraordinário 4-3. Um autêntico jogaço!
A FIGURA
Fonte: Académica OAF
Barnes Osei – Destacou-se nos processos ofensivos da sua equipa. A jogar de forma mais interior, o atleta de 24 anos permitiu que Lacerda pudesse aparecer de forma mais eficiente nas costas da baliza contrária. Apesar de não ter marcado qualquer golo, jogou e fez jogar, tendo estado na assistência para um dos golos da sua equipa. Nos minutos finais, revelou ser dos mais esclarecidos em campo, sabendo guardar a bola quando era necessário.
O FORA DE JOGO
Fonte: UD Oliveirense
Michael Douglas – Esteve incontornavelmente ligado ao desenrolar dos acontecimentos. Depois de ter revelado alguma passividade num dos golos da Académica, deixou a sua equipa em inferioridade numérica ao minuto 37’, numa altura em que se exigia uma resposta à reviravolta do adversário. A Oliveirense respondeu com luta e suor, mas não foi suficiente para contornar a desvantagem numérica.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF
A formação de João Pereira apresentou-se num 4-2-3-1, com Lacerda mais solto na frente e Bernes Osei a ocupar mais espaços interiores. Esperavam-se menores dificuldades para a Académica após a expulsão, tentando sempre aumentar a vantagem, mas foram muitos os espaços concedidos que permitiram ao adversário causar vários calafrios na segunda parte. Tal era o momento de desconforto que Chaby foi a jogo (só a 15 minutos do fim) para dar mais sentido de posse à sua equipa. Resultou, mas a Oliveirense ainda assustou.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (5)
Francisco Moura (7)
Silvério (6)
Zé Castro (6)
Sérgio Conceição (6)
João Mendes (5)
Ricardo Dias (6)
Marcos Paulo (6)
Traquina (7)
Lacerda (7)
Barnes Osei (7)
SUBS UTILIZADOS
Leandro (6)
Chaby (6)
Hugo Almeida (5)
ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE
A equipa de Pedro Miguel apostou no já habitual 4-4-2, com Agdon e Malelé na frente de ataque. Contudo, o momento-chave na redefinição da estratégia da Oliveirense (já depois de ter sofrido a reviravolta) foi a expulsão de Michael Douglas, deixando a sua equipa reduzida a dez. Filipe Gonçalves desceu para o eixo central e o meio campo da equipa forasteira até perdeu menos consistência do que se esperava, não sendo de admirar os dois golos que foram marcados no segundo tempo numa tentativa de chegar ao empate.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Coelho (5)
Leandro Marques (7)
Sérgio Reis (5)
Michael Douglas (2)
Alemão (4)
Sérgio Ribeiro (6)
Filipe Gonçalves (6)
Oliveira (4)
Fabinho (5)
Adgon (7)
Malele (6)
SUBS UTILIZADOS:
Marcos Junior (5)
Paraiba (5)
Neto Costa (-)
BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Académica OAF
BnR: Alguma vez sentiu que o jogo podia fugir-lhe das mãos? E se sim, qual foi a solução pensada, tendo em conta a entrada do Chaby e do Hugo Almeida na reta final?
João Pereira: “Nunca senti que o jogo nos ia fugir. A maior parte dos jogos em que uma equipa começa a ganhar, normalmente não perde. Mas nós acreditámos que podíamos dar a volta e conseguimos. A minha preocupação era fazer o primeiro golo, é a chave, a partir daí a equipa poder exprimir outro tipo de coisas.”
UD Oliveirense
BnR: Depois da expulsão, o Pedro apenas puxou o Filipe Gonçalves para o eixo da defesa, não alterando a ideia de jogo. Alguma vez lhe passou pela cabeça uma mudança radical e se estava preparada a estratégia de descer um médio para o eixo central nestas situações?
Pedro Miguel: (sobre a expulsão) “A situação de baixar o central nestas situações estava pensada. Às vezes mais vale nem pensas nas coisas (risos). A equipa soube reagir bem apesar da expulsão. Não tenho nada que apontar aos meus jogadores. Com menos um homem, a Oliveirense jogou bem e a Académica sofreu para ganhar este jogo. Sinto-me triste pelo resultado, mas satisfeito com a exibição dos meus jogadores.”
Artigo de opinião de Miguel Simões e Márcio Francisco Paiva Foto de Capa: Bola na Rede
O ciclista sul-africano Nic Dlamini, que representa a Team NTT no World Tour e venceu a classificação da Montanha no Tour Down Under em 2018, vai ficar arredado das estradas devido a um braço partido num episódio de violência policial no Parque Nacional de Table Mountain, no seu país natal.
Dlamini treinava no Parque Nacional quando, para conferir se tinha a licença necessária para usar o Parque, foi parado bruscamente por um Guarda, o que o fez cair. Perante os protestos do ciclista, o polícia amarrou-o violentamente, torcendo-lhe o braço, o que resultou numa fratura no úmero. Para Dlamini, que participou em setembro na sua primeira Grande Volta, a lesão, cujo tempo de recuperação ainda não foi confirmado, implica desde já falhar o seu início de temporada previsto para o Tour Down Under e poderá custar-lhe a estreia nos Jogos Olímpicos, para os quais sonhava ser escolhido.
O caso veio a público pouco depois de Dlamini ser atacado, quando foi publicado na rede social Twitter por um membro da comunidade ciclística sul-africana, já que um outro ciclista que também treinava na zona filmou o incidente. Este, Donovan Le Cok, foi também ameaçado por estar a gravar a cena e contou ainda como os oficiais não queriam sequer levar Dlamini ao hospital.
As reações não se fizeram tardar, tanto do público em geral como institucionais. Nas redes sociais, vários ciclistas partilharam histórias semelhantes passadas com os Guardas do Parque Nacional. Matthew Beers, especialista do MTB que passou este ano pelo escalão World Tour como estagiário da UAE Team Emirates no final da temporada, foi um deles, revelando um episódio em que foi empurrado para fora da estrada enquanto pedalava.
O Parque Nacional tentou desculpabilizar-se, emitindo um comunicado em que alegava que o ciclista tinha tentado resistir à detenção e que se aleijara a si próprio ao fazê-lo, o que é, pelo menos em parte, desmentido pelo vídeo tornado público.
A equipa de Dlamini, a Team NTT, não hesitou em reagir, proclamando que “não há justificação possível para o nível de violência usado” e exigindo um pedido de desculpas público e a implementação de procedimentos disciplinares imediatos.
Dlamini na sua estreia na Vuelta Fonte: José Baptista / Bola na Rede
A indignação coletiva deste caso obrigou mesmo Barbara Creecy, Ministra sul-africana do Ambiente, Floresta e Pesca a intervir, visitando Dlamini no hospital e ordenando a suspensão provisória dos Guardas envolvidos enquanto decorrer uma investigação independente à ocorrência.
A violência policial é uma herança pesada da ditadura sul-africana e, mais de duas décadas depois, as instituições democráticas ainda não conseguiram conter este fenómeno, com mais de 5.000 queixas a surgirem anualmente. Em novembro, um denunciante retratou a forma como o Independent Police Investigative Directorate, o órgão responsável por investigar estas alegações, é conivente com as mesmas e arquiva os casos sem os escrutinar de forma a falsear os seus números de produtividade.
O Natal já passou, mas ainda há muitos adeptos a sonhar com aquela prenda no sapatinho com o aproximar do mercado de transferências. Esta altura, de época festiva, serve também para fazer uma retrospetiva daquilo que foi o ano civil de 2019 em vários aspetos e no futebol não é diferente. Golos, emoção, desilusão, fracasso, sucesso. Vários treinadores e vários jogadores. Muitas mudanças, é certo. Um ano cheio de jogos e de diferentes sentimentos. É altura de olhar para os que se destacaram e para os que, por outro lado, deixam um pouco a desejar.
2019 está perto do fim e está na altura de eleger os destaques, quer sejam pela positiva, quer sejam pela negativa, do Sport Lisboa e Benfica.
O ano que agora finda foi um ano agridoce para os encarnados. O principal objetivo – a conquista do tão almejado “37” – foi alcançado, terminando o campeonato com mais dois pontos que o Futebol Clube do Porto. A conquista da Supertaça, diante do Sporting CP, por uns incríveis 5-0, ajudaram a que o ano de 2019 fosse um ano encarnado.
Ainda assim, as restantes competições internas não foram conquistadas. Na Taça de Portugal, o Benfica caiu nas meias finais frente ao seu eterno rival, Sporting. Na luta pelo “caneco” da Taça da Liga, o carrasco dos encarnados foram os dragões, que venceram o glorioso na “final-four” da competição por três bolas a uma.
A luta pela glória europeia também não correu de feição à equipa das águias, que se viram eliminados na fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo caído para a Liga Europa. Contudo, na segunda competição de clubes mais importante organizada pela UEFA, o Benfica chegou aos quartos de final, tendo saído derrotado da mesma, pelo Eintracht Frankfurt, que conseguiu vantagem pelos golos marcados fora do seu reduto.
Nesta temporada, espera-se que melhores resultados apareçam. Eliminado da Taça da Liga e da Liga dos Campeões, o SL Benfica é líder isolado da Primeira Liga, defrontará o FK Shakhtar em jogo a contar para os 16 avos de final da Liga Europa e tem pela frente o Rio Ave FC na meia final da Taça de Portugal.
Foi, então, o ano em revista, mas ainda falta falar dos protagonistas desta história.
Steven Gerrard é uma das figuras mais marcantes do futebol inglês e, claro, do seu Liverpool FC. Uma história de lealdade e amor à camisola. Mais de duas décadas ao serviço do Liverpool. Considerado a alma de Anfield Road. Foi ainda capitão da seleção inglesa e um dos melhores da sua geração.
O jovem Steven chegou aos escalões de formação do Liverpool, decorria a época 91/92. Desde então cumpriu todas as etapas na formação, até que viria a cumprir o sonho de se estrear com a camisola da equipa principal. No dia 29 de novembro de 1998, começou a desenhar-se uma carreira marcante, quando Gérard Houllier lançou Gerrard, com apenas 19 anos, no jogo da 15ª jornada da Premier League, diante do Blackburn Rovers, em Anfield.
Steven Gerrard foi ganhando o seu espaço na equipa do Liverpool, vestindo a camisola entre 1998 e 2015, tronando-se um dos ídolos do clube da cidade dos Beatles. Gerrard, ao longo dos 25 anos que serviu o Liverpool, disputou 710 jogos, apontou 186 golos e venceu dez títulos – uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, duas Supertaças Europeias, duas FA Cups, três Taças da Liga Inglesa e uma FA Community Shield.
No entanto, recordar Steven Gerrard é recordar a sua liderança e o seu talento, o que nos leva ao dia 25 de maio de 2005. O Liverpool disputava, em Istambul, a final da Liga dos Campeões, frente ao gigante italiano AC Milan. Na primeira parte, os italianos foram superiores e venciam por 3-0, com golos de Paolo Maldini e Hernán Crespo. Todavia, Gerrard e os seus companheiros viriam a fazer história. Aos 54 minutos o capitão do Liverpool marcou o primeiro golo, até que levaram o jogo para prolongamento e grandes penalidades, após um empate a três bolas. Nos pontapés de penálti, o Liverpool venceu por 3-2 com o guardião Jerzy Dudek a ser decisivo. Nesta partida, a UEFA considerou Steven Gerrard o melhor jogador em campo.
“When I die, don’t bring me to the hospital. Bring me to Anfield. I was born there and will die there.” (Steven Gerrard) Fonte: Liverpool FC
Na época 2014-15, Gerrard despdiu-se de Anfield Road e dos seus adeptos, rumando à Major League Soccer, para representar o LA Galaxy, somando 39 jogos e cinco golos marcados.
A história da carreira de Gerrard foi também escrita ao serviço da seleção, onde chegou a tornar-se capitão de equipa. Ao serviço de Inglaterra foi internacional em 114 ocasiões, nas quais apontou 21 golos. Na sua carreira internacional, disputou três campeonatos do mundo e três campeonatos da Europa.
Steven Gerrard ficará para sempre na história do futebol mundial e do seu Liverpool. Em Anfield fez vibrar os adeptos com a sua meia-distância, com a sua visão de jogo, qualidade de passe e liderança. O capitão do Liverpool, que tantas vezes fez Anfield festejar golos.
Chegado o final do ano, é tempo de balanços e premiações. A secção do FC Porto do Bola na Rede escolheu três jogadores para as seguintes categorias: Jogador do ano, revelação do ano e desilusão do ano. As escolhas não foram fáceis mas depois de alguma discussão lá chegou o consenso e os escolhidos são os seguintes:
Aproximando-se o fim de ano e, decorridos sensivelmente quatro meses desde o começo do campeonato da Primeira Liga, é hora de dar destaque a quem, efetivamente, o tem feito por merecer. Sendo assim, e porque não só de golos vive o futebol, a presente lista inclui jogadores das mais variadas posições: um guarda-redes, três defesas centrais, um médio defensivo, dois extremos e um ponta de lança.
Na impossibilidade de mencionar todos os jogadores (que não representam os «Três Grandes») que sobressaíram durante estes meses iniciais do campeonato, a lista que se segue inclui, apenas alguns dos futebolistas que se exibiram, com maior regularidade, a um nível elevado.
Posto isto, importa salientar que outros atletas, tais como Toni Martínez e Pedro Gonçalves (FC Famalicão), Francisco Trincão (SC Braga), Mohamed Diaby (FC Paços de Ferreira), ou até mesmo Zaidu Sanusi (CD Santa Clara) protagonizaram, igualmente, excelentes exibições neste início de prova.
A CRÓNICA: A “PRENDA” QUE ESPÍRITO SANTO MAIS QUERIA
Depois do que o Liverpool fez em Leicester, na noite anterior, o Manchester City entrou em campo ciente de que uma vitória lhes devolvia o segundo lugar da Premier League, mas o primeiro posto continuaria, na melhor das hipóteses, a 11 pontos de distância (e de forma provisória, pois os “Reds” continuam com um jogo em atraso). Se a entrada foi boa, de parte a parte, a expulsão de Ederson, logo aos 12 minutos, obrigou Guardiola a sacrificar o retornado “Kun” Aguero e, com ele, muito daquele que seria o caudal ofensivo dos “Citizens”. Apesar da superioridade numérica dos “Wolves”, quem se adiantou no marcador acabou por ser o City, na sequência de um lance de grande penalidade. No entanto, foi apenas à terceira tentativa que Sterling conseguiu bater Rui Patrício: o guardião português defendeu duas vezes os penáltis do inglês (o árbitro Martin Atkinson mandou repetir a marcação do castigo máximo), mas na recarga do segundo pontapé acabou por ser inaugurado o marcador.
A partir do golo, o domínio do jogo ficou totalmente do lado do Wolverhampton, mas no início da segunda metade, os homens de Manchester fizeram contar a oportunidade que tiveram. As mexidas de Guardiola, ao intervalo, foram exatamente as que a equipa precisava naquele momento e a libertação de Kevin De Bruyne para funções atacantes permitiu ao médio belga lançar Sterling para o 0-2, logo aos 50 minutos. Apesar do golo, o City “encostou-se” perante esta vantagem de dois tentos e voltou a recuar, opção pela qual os “Wolves” os fizeram pagar quase de imediato. Cinco minutos após o segundo golo dos “light blues”, Adama Traoré disferiu um fantástico pontapé, misto de força e colocação, e bateu Cláudio Bravo, colocando a distância de novo em apenas um golo. As oportunidades a favor dos “lobos” continuaram a suceder-se e o golo do empate acabou por chegar com naturalidade. Um erro clamoroso de Mendy permitiu a Adama Traoré recuperar-lhe a bola e servir Jiménez, que só teve de encostar para reestabelecer o empate. Mas um ponto não era o que Nuno Espírito Santo e os seus homens queriam como prenda nesta jornada do “Boxing Day” e, portanto, foram em busca da vitória, galvanizados ainda mais pela incapacidade do City em criar perigo para as redes de Patrício. Assim, e com todo o drama a que a Premier League já nos habituou, o Wolverhampton chegou à vitória pouco antes do minuto 90, através de um remate de Doherty desde a zona da meia-lua da área dos “Citizens”.
Depois de um jogo que teve tudo o que um adepto de futebol ama, a equipa do Wolverhampton ascende ao quinto lugar da Liga Inglesa, enquanto o Manchester City falha o “assalto” ao segundo lugar e fica a 14 pontos do primeiro posto, que parece estar cada vez mais entregue de forma definitiva ao Liverpool. Para finalizar, vale a pena referir um facto curioso, que bem revela a atípica época dos pupilos de Guardiola: os “Wolves” venceram ambas as partidas frente aos “Citizens” na edição 2019/20 da Premier League!
A FIGURA
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC
Adama Traoré – Um golo e uma assistência são os números que ficam para a posteridade, mas quem assistiu a este magnífico encontro manteve na retina todos os movimentos do possante extremo espanhol. Sempre pronto a driblar qualquer adversário, fruto da sua velocidade e técnica, beneficiou ainda de um dia mau de Mendy, de quem fez o que bem lhe apeteceu.
O FORA DE JOGO
Fonte: Manchester City FC
Ederson e Mendy – Por razões diferentes, são dois dos homens da linha defensiva do City os meus escolhidos. O guarda-redes brasileiro devido à abordagem imprudente que teve no minuto 12 e que lhe valeu a expulsão; o lateral francês devido à exibição cheia de erros e inseguranças que protagonizou, tendo mesmo sido na sequência de uma falha sua que surgiu o golo do empate para o adversário.
ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC
Alinhando no habitual 3-4-3, no momento ofensivo, os “lobos” usavam Diogo Jota e Adama Traoré como ameaças pelas laterais, enquanto Jonny e Doherty se colocavam um pouco mais por dentro, junto a João Moutinho e Rúben Neves. A defender, os alas juntavam-se aos centrais e constituíam uma linha de cinco, passando o esquema para um 5-4-1. A entrada de Pedro Neto acrescentou técnica e velocidade ao lado esquerdo do ataque do Wolverhampton, qualidades que faltaram enquanto Diogo Jota esteve em campo e que abundaram pela direita, onde Traoré fez uma exibição de grande nível.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Rui Patrício (7)
Leander Dendoncker (7)
Conor Coady (7)
Roman Saiss (6)
Matt Doherty (7)
João Moutinho (7)
Rúben Neves (7)
Jonny Castro (6)
Adama Traoré (9)
Raúl Jiménez (8)
Diogo Jota (6)
SUBS UTILIZADOS
Rúben Vinagre (6)
Pedro Neto (6)
Ryan Bennett (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
O plano inicial passava pelo habitual “tiki-taka” a que as equipas de Pep Guardiola já nos habituaram, com os jogadores dispostos num 4-3-3 e onde De Bruyne e Bernardo Silva seriam os catalisadores de todo o jogo ofensivo dos “Citizens”. No entanto, a expulsão precoce de Ederson obrigou a uma mudança de planos: o técnico espanhol abdicou do avançado centro e formou um 4-4-1, onde Sterling figurou como homem mais adiantado. Ainda assim, o momento ofensivo da equipa praticamente desapareceu e passaram a maior parte do jogo a defender, pelo que, na segunda parte, a colocação de Eric García transformou o esquema num 5-3-1 e levou a uma melhoria na capacidade de transição para o ataque, devido à libertação de De Bruyne para tarefas mais ofensivas.
Com o final do ano civil a aproximar-se a passos largos, começa a ser altura de olhar para trás e fazer um balanço do que melhor e pior se fez ao longo do ano no futebol internacional.
As escolhas feitas vão muito além das estatísticas, foram escolhas baseadas também no desempenho e preponderância, ou falta dela, dos jogadores nas suas respectivas equipas.