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20.ª Jornada do Girabola: D’Agosto mantém-se firme no topo

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Prestes a entrar na fase importante, decorreu no antepenúltimo fim-de-semana de março a 20.ª jornada do Girabola 19. Com bons espetáculos nos jogos disputados, as grandes decisões começam-se a jogar no principal campeonato angolano!

O líder 1.º de Agosto sentiu algumas dificuldades para triunfar nesta ronda. A atuar em casa, o tricampeão angolano teve ser paciente e batalhar muito para vencer pela margem mínima a Académica do Lobito, com o golo a surgir nos últimos minutos do encontro – na marcação de um pontapé de canto, o capitão Dani Massunguna apareceu ao segundo poste a cabecear para os três pontos. A vitória permite aos “Militares” manterem o primeiro lugar no Girabola, com 44 pontos e ainda sem derrotas sofridas.

O capitão Dani Massunguna quebrou a resistência dos estudantes do Lobito perto do final do jogo
Fonte: 1.º de Agosto

O segundo classificado, Petro de Luanda, não disputou o seu jogo, uma vez que teve encontro para a Taça das Confederações – o conjunto tricolor perdeu por 1-0, frente ao Gor Mahia do Quénia e falhou o acesso à próxima fase da prova africana.

Quem podia ter aproveitado esse facto era o Kabuscorp, mas não foi eficaz. Diante do Santa Rita de Cássia, a turma do bairro do Palanca tinha uma excelente oportunidade para se colar à vice-liderança, mas a desinspiração dos atacantes veio ao de cima e o marcador não se alterou ao longo dos 90 minutos. Apesar do nulo, o Kabuscorp conseguiu aproximar-se do Petro, que tem duas partidas em atraso.

O Recreativo do Libolo continua a escalar postos na classificação. Na visita à casa do Sagrada Esperança, o conjunto libolense lutou bastante para conquistar a vitória: Filhão adiantou os visitantes na primeira parte, mas Trauré empatou o jogo no segundo tempo. Apesar da expulsão de Marcos Airosa, o Libolo conseguiu superar essa adversidade e garantiu o triunfo, com Sidnei a fazer o 1-2 final. Os homens do Calulo estão agora no sétimo lugar, com 27 pontos conquistados.

Nos outros encontros, o Desportivo da Huíla venceu em casa o Cuando Cubango por 2-0, resultado idêntico verificado na receção do Interclube ao ASA, a favor dos “Polícias”. Bravos do Maquis e Progresso do Sambizanga não foram além dum empate a zero.

Foto de capa: 1.º de Agosto

Os emails não revelados: a promessa de Dyego Sousa a Fernando Santos

Mister,

Antes de mais quero lhe agradecer pela chance que me deu e pela confiança. Agora já o posso chamar de ‘mister’.

Depois quero dizer para você que foi com enorme felicidade que recebi a notícia da minha chamada à selecção portuguesa. Sei que deve ter medido bem os prós e os contras e se me chamou é porque tem total confiança em mim, porque de outro jeito não ia me convocar para uma posição onde tem jogadores tão bons como esses de Portugal.

Sei que a minha convocação já levantou muita poeira. Muita gente ficou falando que eu não devia ir na selecção, só porque nasci no Brasil. Muitos dizem até que eu só quero ir na selecção porque não consigo ir na do Brasil. O que as pessoas não sabem é que um jogador como eu, que confia nas suas qualidades e que a cada dia tenta ser melhor, sempre acredita que pode ser chamado na selecção, mesmo que seja a do Brasil.

Quantos jogadores passam, de um ano para o outro, de pouco conhecidos para estrelas da selecção? Quem acredita, como eu acredito, em si próprio e nas suas qualidades, sempre tem aquela esperança de poder alcançar a selecção. E olha que eu confio muito em mim.

Será que Dyego Sousa vingará por Portugal tal como o fizeram Pepe e Deco?
Fonte: SC Braga

Tudo isso para dizer que Portugal foi minha primeira escolha, e não porque assim fica mais fácil ir na selecção, mas antes porque eu amo esse país onde estou há já muitos anos.

Como falei antes, eu acredito que tenho valor para ir em qualquer selecção. Só estou falando isso para que o mister nunca duvide de que estou aqui de alma e coração e desejoso de representar esse país que fez de mim jogador de futebol, e que estarei pronto para me entregar por completo por ele, com a alegria e a satisfação de um qualquer outro português que ama o seu país.

Sabe o que eu sinto? Que terei ainda mais a provar a todo o mundo que um ‘normal’ jogador chamado à sua selecção pela primeira vez. Para já irei jogar perto do melhor do mundo. Depois estarei ocupando uma vaga que muitos dizem que devia ser do herói desse país (Éder).

Ainda para mais, irei me estrear pela selecção que é só a campeã da Europa e por fim terei de ultrapassar essa ‘desconfiança natural’ de muitas das pessoas que não concordam com a minha chamada.

Mas quanto a tudo isso, eu prometo para você que vou dar mais que 100%, que você não se enganou e que todo o mundo daqui a uns tempos vai vibrar com meus golos e vai me olhar como olham o Pepe ou viram o Deco. Até lá, e não podendo pedir muito mais, peço só para continuar acreditando em mim, porque eu não vou desiludir você.

Eu, o mister, todos os meus companheiros e todo esse país vai estar completamente em sintonia e esse cara vai provar a todo o mundo que a sua escolha não podia estar mais certa. Eu pagarei essa dádiva que o mister e Deus me deram com meu trabalho, humildade e com golos.

Um abraço enorme para si,

Dyego Sousa

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de Capa: SC Braga

Sporting CP | A “stickada” para o futuro

Ao longo dos 18 anos da minha célere existência, o hóquei trespassou o resguardo das “paixões inertes” sendo, nos últimos três/quatro anos, escoltado, por mim, em presença assaz frequente.

Sob a alçada dos patins e manuseamento do stick, explana-se no ringue a euforia e disforia até ao derradeiro momento, emoções essas proporcionadas pela rapidez de execução de movimentos, golos de espetacular desenvoltura e proteções de balizas com máxima eficiência, onde verdadeiros escudos atuam perante espadas e lanças afiadas.

Ora, a clausura ao Sporting Clube de Portugal alia-se à afeição e apego à modalidade. E, perante o panorama retratado, torna-se imperiosa a referência a uma pessoa: Paulo Freitas, o ex-treinador do Óquei Clube de Barcelos, clube através do qual conquistou a Taça CERS e o qual abandonou na época 2016/2017, estando esta ainda a decorrer.

A sua vinda para Alvalade foi preponderante no crescimento da modalidade. A demanda constante pela harmonia de grupo conduziu à coesão, à entreajuda e ao contorno de cada entrave vivido, factos que distinguem a solidez e a vivacidade do plantel de hóquei.

A exclusividade e a pendor emocional do “dez” sportinguista, conjuntamente com todo o staff leonino, permitiu, depois de época desgastante e custosa, o êxito e a tão aclamada glória: no reduto leonino, conferiu-se relevância e posterior mérito ao homem que, após jejum de 30 (longos!) anos, devolveu o clube à conquista da modalidade e do prestígio europeu que outrora vigorou e defendendo sempre, de maneira acérrima e intransigente, as cores leoninas.

Prova viva do que foi supracitado é o seguinte excerto dirigido ao jornal O Jogo: “Queria realçar a época do Sporting. Nunca entrámos demasiado eufóricos nem deprimidos. Sempre acreditámos no nosso trabalho, na qualidade, na união e na convicção de que íamos ser felizes. Por isso, hoje é dia de extravasar e sermos eufóricos. Trinta anos depois, calhou-nos o privilégio de representar o Sporting e devolver o título a todos os sportinguistas”.

Paulo Freitas, ao lado de Caio, Henrique Magalhães, Ferran Font e Tóni Pérez, nos festejos do título de 2017/2018
Fonte: Sporting CP

Algo verdadeiramente impressionante e do qual me orgulho é o facto de o discurso direcionado à comunicação social, no pós-jogo, ser conciso, consciente, humilde e despretensioso, características assinaláveis de uma postura que se demarca e não é conivente com condutas antidesportivas.

Reconhecer o mérito do adversário é, sobretudo, saber ganhar e, no jogo do título, triunfou no campo e no prólogo e epílogo do seu discurso dirigido, uma vez mais, ao jornal O Jogo: “Mas os jogadores estão preparados para sofrer e hoje voltaram a sofrer, porque o adversário é de enorme valia e obrigou-nos a ser um grande Sporting. Por isso, honra aos vencidos. O FC Porto está de parabéns pelo que fez, num ambiente adverso”.

Jamais se olvidarão todos os gestos, palavras e atos que provaram o amor nutrido pela listada verde e branca: aquele bater no peito diante do FC Porto, no jogo do título, que, alegoricamente, simbolizou um instante ternurento e o soltar do Ipiranga defronte da armada verde e branca.

Contudo, no passado sábado, Paulo Freitas e os seus súbditos perderam a liderança diante do FC Porto, no Dragão Caixa. O Ipiranga inverteu o sentido e várias críticas foram tecidas em torno da modalidade, facciosamente. Mesmo que o campeonato, a partir de agora, seja uma miragem, é um erro crasso pôr em causa a competência do homem que alcançou o céu e de toda a mística e linhagem aguerrida sentida.

Portanto, a renovação, concretizada a 14 de março, foi, por parte de Frederico Varandas, uma demonstração de agradecimento pelo ótimo trabalho realizado até então e de força, incitando-o de modo a que comande o futuro do clube. Paulo Freitas, riposta, afirmando: “É a forma de transmitirem que estão satisfeitos com o meu trabalho e postura. Para mim é um orgulho enorme continuar a representar este grande clube”.

O hóquei leonino, descurando a imprevisibilidade dos acontecimentos, encontra-se em boas mãos!

Foto de Capa: Sporting CP

Portugueses nos eSports – Amadeu “Attila” Carvalho

Inicio este espaço para dar a conhecer a todos os nossos seguidores um dos embaixadores portugueses no grande mundo dos eSports, especificamente no jogo League of Legends.

Amadeu Carvalho, mais conhecido por Attila na indústria do gaming, tem 23 anos e é natural de Chaves. Começou a jogar League of Legends, profissionalmente, com 17 anos na Electronik Generation, organização portuguesa fundada em 2010.

O potencial e a habilidade mostrada permitiram a Amadeu progredir positivamente por organizações portuguesas, espanholas e francesas (InFamous Esport (França), For The Win Esports (Portugal), K1CK eSports Club (Portugal), Giants Only The Brave (Espanha), Giants Gaming (Espanha) e atualmente Team Vitality (França).

Amadeu Carvalho (terceiro na imagem a contar da esquerda para a direita) tornou-se em 2018 o 1° português a atuar nos Worlds 2018, Campeonato Mundial de League of Legends
Fonte: Red Bull

O jogador português no início deste ano deu uma entrevista ao site da Red Bull: O nosso principal objetivo é ganhar a LEC. Quando jogamos muito bem, acho que somos um dos principais candidatos. Isso não é surpresa hoje em dia. Depois disso, queremos voltar ao Mundial e fazer melhor do que da última vez.”

O jogador português (segundo na imagem da direita para a esquerda) num jogo oficial do Campeonato do Mundo de 2018
Fonte: Riot Games

No passado fim-de-semana deu-se por terminada a fase de grupos da LEC 2019 Spring Season (League of Legends – European Championship) e a equipa de Amadeu Carvalho ficou em 5° lugar, permitindo assim disputar os playoffs de acesso aos quartos-de-final da prova. Os playoffs vão ser disputados no próximo dia 29 de Março frente aos Fnatic, considerada por muitos como a melhor equipa da Europa.

Os objetivos mencionados pelo jogador português no início do ano mantêm-se: “Os objetivos da minha equipa esta temporada são ganhar o troféu em território europeu (LEC 2019) e dar uma melhor prestação a nível internacional”, referindo-se ao Mundial deste ano que será disputado na Europa pela primeira vez desde 2015.

Relativamente aos eSports em Portugal “têm muito por onde crescer, mas este ano estão a haver boas iniciativas para se dar esta dita subida. Tem de haver mais investimento, mais dedicação e muito mais trabalho nos jogadores que querem a glória”, referindo-se ao que é necessário para alcançar as grandes organizações europeias que tanto investem mas que vêem os investimentos dar bons resultados.

A nós, portugueses, resta-nos seguir atentamente os passos do Amadeu “Attila” Carvalho e dos outros portugueses que tentam singrar no mundo dos eSports, tanto em Portugal como no estrangeiro.

Em colaboração com ‘Azul e Branco’.

Foto de Capa: The Player’s Lobby

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Rali dos Açores | De volta ao vulcão

Baixas de peso para a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Pedro Meireles não vão aos Açores. Assim, vamos assistir a uma luta de Skodas. Ricardo Teodósio, líder do campeonato português, Ricardo Moura e Miguel Barbosa são os principais candidatos.

Depois, existem os “outsiders” como Luís Miguel Rego, campeão regional dos Açores, que renova a aposta no Skoda Fabia R5 – tinha-o feito na última prova do Campeonato dos Açores de Ralis, devido ao acidente no Rali do Pico ter destruído o Ford Fiesta R5 que habitualmente tripula pelo Team Além Mar. Bernardo Sousa volta ao Team PlayAutoaçoreana com uma máquina nova, o Citroen C3 R5. O piloto madeirense pode ser um candidato, pelo menos, ao pódio.

Novidades também no traçado da prova açoriana para 2019. Destaque para a nova especial Mediana/Remédios, que utiliza partes do antigo Soluções M, com incursão pela pista de motocross, com dois saltos que prometem. O primeiro dia termina, mais uma vez, na super especial Grupo Marques.

A continuação da primeira etapa tem lugar na sexta-feira, dia 22 de março. Pico da Pedra perde a secção de asfalto inicial e ganha cerca de quatro quilómetros em piso de terra mais a norte.

A histórica especial do rali dos Açores é a especial das Sete Cidades. Aqui torna-se a correr a especial corrida em 2014. Nova especial de Vista do Rei/Feiteiras contém uma nova secção com três quilómetros, para depois retomar cerca de cinco quilómetros da versão anterior, mas em sentido inverso.

Último dia de rali também com alterações. A especial Graminhais conta com um novo ponto de partida. A dura Tronqueira é a única que mantém a versão 2018.

Novidade para este ano é o Azores E-Rallye. A prova, que se reveste de caráter de regularidade, irá ser disputada exclusivamente por veículos elétricos, com passagem por Sete Cidades, Tronqueira e Grupo Marques. Nos Açores, e por altura do rali, irão estar presentes pilotos do FIA e-Rally Regularity Cup, assim como o responsável máximo da FIA junto desta competição, que será dado a conhecer dentro de alguns dias.

No FIA ERC também existem novidades. Para já, Bruno Magalhães, vice-campeão europeu em 2017 e terceiro classificado em 2018 participa nesta ronda inicial do Europeu, mas o foco é o campeonato português, no Team Hyundai Portugal, com assistência da equipa Sports & You.

Alexey Lukyanuk venceu em 2018 o Azores Rallye à geral
Fonte: Saientéloc Racing

O campeão europeu também traz novidades para o campeonato na forma de um Citroen C3 R5. Alexey Lukyanuk vai tentar renovar o título de 2018, começando nos Açores onde venceu no ano passado.

Foto de Capa: Azores Rallye

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Reportagem BnR: Fases Finais CUL 18/19 – Dia 2

O segundo dia das Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa de 2018/2019 foi recheado de triplos, golos, manchetes e pontos: nos Pavilhões 1 e 2-C jogaram-se as meias-finais de Basquetebol, Andebol e Voleibol.

O BnR, como de costume, esteve a acompanhar de perto todos os jogos e conta adiante o que de mais importante aconteceu.

Basquetebol Masculino

O dia começou com muitos cestos e triplos: a AEISCTE-IUL e AEIST abriram as hostes com um belo jogo, com o ISCTE a ser mais forte e a vencer por 51-37. Nova e AEFCT imitaram os primeiros, e também discutiram intensamente a presença na final até ao último segundo – a vitória acabou por sorrir aos “Engenheiros da Caparica” (42-43), que assim impedem a Nova de ir à final e renovar o título de campeão conquistado na época passada.

Fonte: ADESL

Voleibol Masculino

No Voleibol Masculino, a AEIST teve de ir à “negra” para garantir a presença na final pelo segundo ano consecutivo. Frente à Nova, a incerteza quanto ao primeiro finalista marcou o jogo, e foi apenas no quinto set que o Técnico conseguiu vencer por 3-2. AEFMH e AEISCTE-IUL discutiram a outra vaga para o jogo decisivo, mas a segunda meia-final não foi tão equilibrada – a Motricidade Humana ganhou por 3-0 e vai tentar recuperar o título, que lhe foge desde a época 2013/2014.

Andebol Masculino

O Andebol foi a modalidade que encerrou o segundo dia das Fases Finais. A AAULHT vai defender o título de campeão, após ter ultrapassado a AEIST na primeira meia-final, por 21-20. No outro encontro, a AEFCT foi mais forte e venceu a AAFDL por 22-21. Habituada a jogar finais, a FCT quer conquistar o sexto troféu e pôr fim a um jejum que perdura desde a época 2012/2013.

O SL Benfica que marca sem Seferovic

No ano de estreia de Haris Seferovic a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica as coisas não correram assim tão bem para o ponta de lança suíço. Veio do Eintracht de Frankfurt e mesmo lá pouco ou nada marcava. Para um ponta de lança marcar golos e ter esse instinto goleador é, de facto, uma das características requerentes. Os números não eram nada convincentes, nem as suas exibições de águia ao peito nessa primeira época.

Em 29 partidas oficiais Seferovic marcou apenas sete golos. Era um ponta de lança que parecia não enquadrar na dinâmica de jogo do SL Benfica (que não foi assim tão boa na época passada), e falhava muito na colocação na grande área. Tendia a descair muito para as extremidades, e na “tática” do Benfica do ano passado fez-nos falta um ponta de lança fixo e forte no remate de primeira.

Já nesta temporada teve de disputar a titularidade com ainda mais pontas de lança no início da época, e com a entrada de Bruno Lage para o comando principal do Benfica tudo mudou.

Principalmente ao emparelhar com João Félix, o ponta de lança suíço parece ter finalmente encontrado o seu lugar quase “perfeito”, onde tem mais oportunidades de marcar e fazer assistências. Com grande mobilidade e um bom posicionamento, Seferovic conseguiu destacar-se de todos os pontas de lança da liga portuguesa e ter o título de melhor marcador até agora.

Jonas é o substituto de Seferovic na frente de ataque do Sport Lisboa e Benfica
Fonte: SL Benfica

Mas este sofreu a grande infelicidade de se lesionar no jogo frente ao Dínamo de Zagreb, e logo aí se viram as grandes diferenças do novo Benfica sem Seferovic. Aliás, sem um ponta de lança em campo, como aconteceu nessa partida, e no qual a diferença se fez sentir no resultado. Seferovic sai lesionado no minuto 35, e nunca mais houve um ataque realmente perigoso para a baliza da equipa croata. A diferença na frente de ataque foi tanta, que nem João Félix marcava desde a lesão de Seferovic. Pergunto-me se isso terá sido uma consequência direta da saída do suíço da frente de ataque.

Contudo o plantel do Benfica tinha um coelho na cartola. Jonas é quem chega para se ocupar de fazer golos, e muito bem cumpre ele essa função. São já três jogos sem Seferovic e com Jonas na titularidade. Em três jogos o brasileiro marcou em dois jogos, só não marcou no último frente ao Moreirense FC. E como está a dinâmica de ataque do Sport Lisboa e Benfica? Diferente diria eu, parece não ser exatamente a mesma, e no empate frente ao Belenenses SAD pareceu faltar ali qualquer coisa que teria talvez mudado a direção para onde seguia o jogo. Creio que a falta de Seferovic se fez sentir tanto na partida em que se lesionou como na partida seguinte.

Mas nas duas últimas partidas foi tudo diferente. Já houve mais faro para golo, e Jonas e João Félix já parecem se entender melhor.

Ainda temos o melhor ataque da liga portuguesa, mesmo sem o melhor marcador. Jonas, nos seus 34 anos de idade, continua a ser uma excelente opção para a frente de ataque do Benfica, e é certo que muitos mais golos virão se a dinâmica e a tática de Bruno Lage continuarem da forma que têm estado.

Foto de Capa: SL Benfica

Perdidos no Tempo: Diego Ribas

Na rubrica “Perdidos no Tempo” desta semana falamos sobre um jogador que terá sido, porventura, um dos mais talentosos a chegar ao Dragão no presente século. Falo de Diego Ribas. Um menino que chegou em Julho de 2004 ao FC Porto, oriundo do Brasil com o rótulo de prodígio.

A generalidade dos portistas lembrar-se-á deste jogador que Pinto da Costa ofereceu a Del Neri na ressaca da vitória na Liga dos Campeões para que este pudesse aprimorar e utilizar no ataque novas conquistas. Diego Ribas da Cunha aterrou no Porto vindo do Santos de São Paulo, onde se havia tornado profissional em 2002 e que, após 31 golos em 99 jogos, aguçou o apetite do Velho Continente.

Diego atuava em qualquer posição do meio campo ofensivo e era um fantasista. Impressionava pela técnica e capacidade de drible. Veloz e elegante a conduzir a bola, era, igualmente, primoroso no capítulo do passe. Era, ainda, dono de um excelente e fácil remate. Ainda hoje, os adeptos portistas recordarão este brasileiro como um dos mais jogadores com mais talento que passaram pelo clube e de quem se chegou a acreditar poder ser o herdeiro de Deco no plantel do FC Porto. O problema estava na cabeça, mas não só. Já lá vamos.

O primeiro ano de Diego no clube foi penoso. Não só para o jogador, mas também para o próprio clube. Não fosse a conquista da Taça Intercontinental, em Dezembro de 2004, e podia ser considerada uma das piores épocas desportivas do clube. Três treinadores, mais de 20 pontos perdidos em casa e um SL Benfica não mais do que banal a sagrar-se campeão nacional.

Foi na Alemanha que Diogo demonstrou o seu melhor futebol
Fonte: VfL Wolfsburg

Apesar de tudo Diego não deixou de apresentar bons apontamentos e demonstrar o seu potencial. Na segunda época, sob o comando de Co Adriaanse, o brasileiro teve vida muito difícil. Apesar de a época ter culminado com uma dobradinha, foi notório que o médio não encaixou no esquema do holandês, que o acusava de adornar demasiado os lances e de não participar no momento defensivo. Acabou por sair no final da época. No final de contas ficaram 63 jogos, sete golos e a clara sensação de que podia facilmente ter atingido outros patamares.

No verão de 2006, rumou aos alemães do Werder Bremen. Nos três anos em que alinhou pelo clube assumiu-se como um dos melhores médios do futebol europeu e convenceu a Juventus a adquirir o seu passe. Em Turim, voltou a desiludir e acabou vendido no final da temporada ao Wolfsburgo. De regresso à Alemanha voltou a destacar-se e uma época depois foi emprestado ao Atlético de Madrid, onde se exibiu a altíssimo nível e foi pedra basilar da conquista da Liga Europa.

Na Europa foi a sua última grande aparição. Entre épocas na Alemanha, empréstimos ao Atlético e, por fim, duas épocas na Turquia ao serviço do Fenerbaçe, pouco ou nada de vistoso se voltou a ver. Como qualquer bom brasileiro, regressou em 2016 ao seu país, onde hoje é figura de proa no Flamengo.

Fica para a história do FC Porto como um dos heróis de Yokohama e será sempre recordado pelos seus pés de veludo. Fica a clara ideia de que podia ter dado mais ao clube e, porventura, não tivesse apanhado um treinador tão rigoroso como Co Adriaanse, talvez o tivesse conseguido. Um dos brasileiros com maior potencial da sua geração, viveu uma carreira de altos e baixos, alternando épocas de brilhantismo cintilante com outras completamente desinspiradas. Chegou, inclusive, a representar a seleção nacional A do seu país, tendo mesmo conquistado duas Copas América. Infelizmente, alguns vícios boémios, alguma incompreensão dos treinadores, uns quantos infortúnios com lesões e, até, alguma falta de sorte impediram-no de perdurar no estrelato.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Os 5 maiores clássicos do Futebol brasileiro

Além de ser o desporto mais popular no Brasil, o Futebol também é um ritual sagrado em quase todos os estados do país. Essa paixão popular, resquício dos anos de ouro na modalidade, fica ainda mais intensa quando se trata dos clássicos regionais, disputas centenárias que afloram os ânimos até daqueles torcedores mais apáticos.

Esses clássicos – jogos entre duas equipas locais de grande tradição – estão presentes em todas as regiões do Brasil e, em maior ou menor intensidade, são responsáveis pelas maiores provocações, quedas de treinadores e crises. Pelo critério de tradição, número de adeptos e dimensão dos clubes, selecionamos os cinco maiores clássicos do Futebol Brasileiro.

Os 5 emprestados mais promissores do Sporting CP

O Sporting Clube de Portugal tem vários talentos formados na Academia de Alcochete que se têm afirmado no futebol sénior, alguns deles estão cedidos a título de empréstimo a outros emblemas. Esses jovens formados no Sporting têm aproveitado da melhor forma a oportunidade de evoluir e crescer em termos competitivos, para poderem chegar mais fortes ao clube que os formou, como sucedeu no passado com João Mário, por exemplo.

Antes de iniciar o artigo, Elves Baldé emprestado ao Paços de Ferreira e Matheus Pereira no FC Nürnberg merecem uma menção honrosa ainda que não constem neste TOP.