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Antevisão SL Benfica x FC Zenit: Cimeira de líderes nacionais para decidir futuro europeu

10 de dezembro. Estádio da Luz. Data e local do encontro entre o campeão e líder português e o campeão e líder russo. Em Lisboa, SL Benfica e FC Zenit decidem o seu futuro no panorama europeu. As águias, já eliminadas da Liga dos Campeões, precisam de vencer por 2-0 ou por três golos ou vencer pela margem mínima e agarrar-se à esperança e à calculadora para “cair” para a Liga Europa. Os russos lutam ainda pela continuidade no lago dos tubarões.

Em São Petersburgo, a turma de Sergei Semak derrotou os comandados de Bruno Lage de forma categórica: 3-1 foi o resultado de uma partida em que a exibição deprimente dos encarnados fez sobressair o futebol algo pobre dos russos. De lá para cá, o Zenit melhorou de forma clara, tendo vencido nove dos doze jogos disputados. Nesse período, só empatou frente ao CSKA Moskva (em casa) e perdeu, por duas vezes, frente ao RB Leipzig.

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Também o Benfica, desde o jogo na Rússia, venceu nove dos doze jogos realizados. De lá para cá, as águias cederam empates em Leipzig e na Covilhã e perderam em Lyon. O que significa que a Luz só viu vitórias benfiquistas nessa janela temporal – ainda que, diga-se, apenas quatro dos doze jogos em questão tenham sido lá disputados. Um bom prenúncio.

A estreia de Bruno Lage na Liga dos Campeões não teve muitos momentos para sorrir, restando a (luta pela) Liga Europa

Nas três últimas partidas, o campeão russo não cedeu pontos nem concedeu golos: venceu o O. Lyon por 2-0, o FC Spartak Moskva por 1-0 – ambos em casa – e venceu, em Moscovo, o Dynamo local por 3-0. Por seu turno, o líder – agora reforçado – do campeonato português vem de um período pouco consistente em termos de resultados, mas de crescendo em termos exibicionais, destacando-se os jogos frente ao RB Leipzig e ao Boavista FC.

Assim, é expectável que, face ao bom momento das duas equipas, e à necessidade de ambas de vencer para não dependerem de terceiros, o Estádio da Luz acolha um grande jogo de futebol, com muitos golos. Dada a exigência e a importância da partida, espera-se um onze encarnado o mais capaz e adequado possível. Em relação ao jogo no Bessa, não se anteveem mudanças.

A receção ao Zenit marca o fim do ciclo de jogos na prova milionária, mas é apenas um dos muitos que constituem o ciclo de dezembro que as águias têm que enfrentar e no qual decidem o seu futuro em três frentes. Vencer e convencer pode impulsionar os homens de vermelho para uma série de vitórias importantíssimas para as conquistas internas e para a continuação nas provas europeias. No entanto, uma nova derrota – ou até um empate – frente aos russos pode despoletar uma reação em cadeia, que pode fazer com que o Benfica entre em 2020 com a corda atada ao pescoço.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

BnR TV T1/EP7 – Catarina Realista aborda o Futebol Feminino

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Depois de muitos pedidos, tivemos finalmente uma senhora no painel, a Catarina Realista. É jogadora de Futebol Feminino e aproveitou para mostrar que tinha muita coisa para ensinar a todo o painel.

Um programa sobre a atualidade desportiva onde, claro, não faltou Futebol Feminino. O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, Marco Ferreira e da comentadora-convidada, Catarina Realista, jogadora de Futebol Feminino.

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Semana de sonho para abrir 2020

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No início do próximo ano de 2020, como o Futsal nos tem habituado desde a sua criação em 2015/16, chega a final eight da Taça da Liga, e o método de apuramento também não sofreu alterações, com os oito primeiros classificados no fim da primeira volta, a garantir a qualificação para a fase final.

Concluída a primeira volta, é tempo de olhar para as equipas que irão figurar nesta edição da Taça da Liga. Para além dos dois clubes que detêm a hegemonia absoluta nesta competição, com duas conquistas cada nas quatro edições anteriores – o Sporting CP e o SL Benfica -, o remanescente do elenco não apresenta grandes surpresas, com MODICUS, Futsal Azeméis, SC Braga, Quinta dos Lombos, Burinhosa e Elétrico FC a garantirem a sua vaga entre as melhores equipas portuguesas, com todo o mérito.

As principais ausências desta fase, por não estarem a realizar temporadas brilhantes, ao nível do que têm produzido em anos anteriores, são os Leões de Porto Salvo (estão em nono lugar, um pouco abaixo do lugar a que nos têm habituado) e a AD Fundão, que, recentemente, empatou com o Benfica 5-5 num jogo fantástico e eletrizante, mas que se encontra, atualmente, num desapontante 11.º lugar.

O Elétrico FC, de Ponte de Sôr, conseguiu a última vaga disponível e segue para a fase final
Fonte: Elétrico FC

Ainda não é conhecido o resultado do sorteio e, por conseguinte, os jogos que irão suceder, mas uma coisa é certa: as oito equipas portuguesas estão em prova e o resultado, para além do enorme espetáculo que todas as formações irão colocar em campo, só poderá resultar numa semana repleta de Futsal de qualidade e numa luta incessante até ao final pela conquista do primeiro troféu de 2020.

Quem irá levar o troféu para casa? Será um dos dois grandes de Lisboa, que nas quatro edições anteriores dividiram entre si as conquistas? Ou conseguirá uma equipa diferente conquistar esta taça e deliciar os seus adeptos com esta conquista? Para saber isto, teremos de esperar sensivelmente um mês, quando a bola começar a rolar.

Boa sorte a todos os participantes e que no fim ganhe a melhor equipa em campo, seja ela qual for.

Foto De Capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes

Orgulho que mata

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Apesar dos tempos conturbados que se vivem no meu clube, serei sempre, orgulhosamente, sportinguista.

Orgulhoso de ser um clube que formou alguns dos melhores jogadores do mundo, como Cristiano Ronaldo e Luís Figo à cabeça, mas podendo ainda referir nomes como Paulo Futre, Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa (apesar de tudo saiu de Alvalade e era um grande jogador), e outros que apesar do menor cartel conseguiram ajudar a Seleção Nacional a chegar a um raro título europeu.

Orgulhoso de ser um clube eclético que sempre ganhou títulos nacionais e internacionais, principalmente nos últimos tempos devido à grande aposta feita nos planteis, com a contratação de atletas de topo e técnicos de nível. Orgulhoso também do meu clube não ter sido nunca apanhado em escutas a escolher árbitros ou em e-mails a almejar o controlo do futebol através de esquemas fraudulentos.

Mas, apesar deste lado bom, o orgulho exacerbado pode ser perigoso. Ser demasiado orgulhoso pode turvar a mente e deturpar o raciocínio e interpretação dos acontecimentos. O Sporting está a cair num buraco maior do que de onde o tiraram em 2013. E ninguém faz nada porquê? Essencialmente porque, acima de tudo, o orgulho não permite que os dirigentes admitam que não são talhados para gerir uma instituição tão grande e complexa como é o Sporting Clube de Portugal. Não querem admitir que estão muito abaixo de quem quiseram demitir.

A Direcção leonina não sai da ordem do dia e as críticas não cessam
Fonte: Sporting CP

Depois, temos o orgulho dos sportinguistas que votaram nesta Direcção, que não lhes permite admitir que escolheram mal, que foram ludibriados. Mas, como é possível que não se consiga admitir que 80 a 90 por cento do mérito destes 12 títulos internacionais das modalidades terá que ser imputado à anterior Direcção, que formou a maior parte destes planteis e apostou nessas mesmas modalidades?

Como é possível que não se perceba que só mesmo por uma manobra política é que o Grupo Stromp poderia dar um prémio de melhor dirigente ao actual presidente do Sporting, percebendo-se o estado em que a instituição se encontra? Ou vai dizer que a anterior Direcção não teve mérito nos 12 títulos, mas é a única culpada do estado em que o clube está? E enquanto estes sportinguistas não engolem essa parte má do seu orgulho, vão deixando que o Sporting vá definhando até que morra. Até que mais nenhum sportinguista possa dizer “SOU ORGULHOSAMENTE SPORTING”, porque não haverá Sporting do qual nos possamos orgulhar.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

O mês onde tudo se decide

Estamos em dezembro, mês de festas, de convívios e de prendas. Enquanto que milhões de crianças escrevem esperançosas as suas cartas de desejos ao Pai Natal, Sérgio Conceição e a equipa que comanda, por outro lado, têm o privilégio de não ter de recorrer a tais métodos.

Aliás, não só não têm de recorrer à famosa cartinha, como também não terão que esperar pelo dia 25 de dezembro.

O velhinho barbudo optou por presentear o FC Porto com uma certa antecedência, colocando no sapatinho azul e branco aquilo que os adeptos mais desejam: jogos e mais jogos do seu clube.

Digo mais: jogos e mais jogos que terão uma enorme importância naquilo que será o panorama futuro do clube.

Em dezembro joga-se a continuidade na Liga Europa, na Taça de Portugal, na Taça da Liga e no topo do campeonato nacional.

Em suma, tudo estará em jogo no que resta deste mês de dezembro.

Partindo desse princípio, vejo como obrigatório manter um registo limpo, uma sequência de vitórias neste último mês de 2019, de modo a assegurar presença nas fases decisivas das frentes que restam ao FC Porto.

O triunfo do FC Porto na Suíça deixou os dragões bem encaminhados rumo à fase a eliminar da Liga Europa
Fonte: FC Porto

Se, por um lado, um empate carimba a passagem para a final-four de Braga e, possivelmente, para os dezasseis-avos da Liga Europa, qualquer resultado que não seja uma vitória no encontro que resta da Liga NOS poderá trazer resultados extremamente nefastos e ameaçar o principal objetivo traçado para a presente temporada.

Na Taça de Portugal, cenário idêntico: jogo frente ao CD Santa Clara, onde a vitória surge como obrigatória, de modo a aproximar o FC Porto da escadaria do Jamor, trajeto que o clube não realiza, na condição de vencedor, há quase uma década.

Um outro ponto que este calendário “à inglesa” traz à tona é, novamente, a falta de plantel, a falta de opções de qualidade para fazer frente a um exigente aglomerado de jogos num curto espaço de tempo.

Opções fiáveis, comparativamente à época anterior, parecem aparecer ainda em menor número; dentre essas opções, inexplicavelmente (ou nem tanto), algumas continuam a não ser devidamente aproveitadas.

Tais opções de Sérgio Conceição (não só a nível de onzes, como também nas contratações) já custaram caro em épocas anteriores. Olhar para o atual plantel e, efetivamente, acreditar que é suficiente para enfrentar sequências competitivas semelhantes a esta é, no mínimo, imprudente e revela uma enorme sobrevalorização de alguns dos elementos do atual plantel.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

O desinvestimento do Barcelona na “prata da casa”: O caso Riqui Puig

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Como é que um clube como o FC Barcelona, conhecido pela quantidade de craques que já produziu em “La Masia”, não aposta neste jovem, que é visto como o “novo Iniesta”? Falamos de Riqui Puig. Médio centro da geração de 99, de baixa estatura e com muito futebol nos pés.

Venceu a UEFA Youth League na época de 2017/2018 e, atualmente, joga pela equipa “B” dos “Blaugrana”. Já foi associado por diversas vezes a empréstimos, mas segundo consta na imprensa espanhola, o jogador prefere continuar na equipa secundária (com aspirações realistas de subir à principal) do que ser cedido a outro clube.

Apesar de se ter estreado pela equipa principal do FC Barcelona em 2018 (três jogos realizados), a forte concorrência que enfrenta para ter oportunidades, adia a sua afirmação definitiva na formação de Lionel Messi e companhia. À sua frente ainda tem: De Jong, Arthur, Rakitic, Vidal e Aleñá.

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Para quem não conhece Riqui Puig, pode imaginar um jogador, fisicamente à imagem de Tiago Dantas (SL Benfica), e a nível técnico e tático, com “genes” de Iniesta ou Xavi. Comparações com futebolistas de outras épocas são quase sempre desmedidas, mas visto que se trata também de um jogador da “cantera” dos “culé”, com movimentos e dinâmicas semelhantes, faz sentido.

Este desinvestimento no jogador da formação é algo estranho, porque se trata do FC Barcelona: um clube formador, de raízes e princípios de jogo bem vincados. Quantidade com qualidade. Mas, aponto várias razões sobre esta preferência no jogador de “fora” em detrimento da “prata da casa”.

Visão de jogo que faz lembrar algumas “lendas” do clube
Fonte: FC Barcelona

Em primeiro lugar, os atritos que se têm feito notar na administração do futebol de formação e que vieram a público. O diretor das camadas jovens do clube, Patrick Kluivert sugeriu, numa entrevista a um órgão de comunicação social espanhol, que Puig fosse emprestado a um clube de nível superior, já que o jogador tem sido alvo de entradas mais ríspidas por parte de adversários do terceiro escalão (campeonato onde militam as equipas “B”). Já o jogador prefere esperar…

Em segundo, a questão do treinador. Com todo o respeito pelo trabalho que Ernesto Valverde fez ao serviço do Athletic Bilbau – e que levou a que o Barcelona o contratasse -, não vejo nele um técnico “à Barcelona”. Apesar dos títulos já conquistados, não é o tipo de treinador capaz de arriscar, apostando nos miúdos que vêm de dentro (exceção feita a Ansu Fati).

Por último, mas não menos importante, a aparente facilidade em gastar milhões em projetos de jogador (ou oportunidades de negócio), quando existem nos quadros do clube, jogadores de igual ou maior potencial. Como exemplo, a contratação de Junior Firpo para suplente de Jordi Alba. Em contrapartida, emprestaram o também lateral esquerdo, Juan Miranda, ao Schalke 04. Um dos maiores destaques da seleção espanhola campeã da Europa em sub19. São opções…

Desta forma, não digo que seja, atualmente, um jogador maduro o suficiente para ser titular indiscutível na equipa principal. Ainda assim, já tem condições para ter mais oportunidades a espaços e a fim de crescer rodeado de grandes. Em suma, é um protótipo do jogador blaugrana. Baixa estatura, rapidez de processos, velocidade de pensamento e execução. Para já, é aguardar. Talento incrível, potencial enorme, apenas precisa de espaço. Estou seguro de que o Barcelona vai apostar nele no futuro. Mas este “futuro” podia ser já “amanhã”.

Foto de Capa: FC Barcelona

Artigo revisto por Joana Mendes

José Morais | Volte face à portuguesa

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A conquista de um campeonato é prioritária para certos clubes. Para outros, almejar um certo posto na classificação é a meta final. Campeonatos são cada vez mais o obter do ticket para viajar mais longe. Para competir onde o retorno é maior. Onde a visibilidade é superior.

Na Liga Coreana, são poucos os emblemas a alcançar um tri campeonato. Aconteceu, este ano, pela terceira vez, apenas. Antes, só o Seongnam, em 1993-1995, e 2001-2003. José Morais chegou em Novembro, no fim da época passada. O Jeonbuk Motors já tinha o bi na bagagem.

Obteve a sua experiência e conhecimento ao leme de um pioneiro. José Mourinho, um homem que sem atributos para o relvado, os desenvolve ao seu jeito em quem os tem. José Morais fez parte de equipas técnicas como as do Inter, Real Madrid, e Chelsea, como assistente. Foi a forma encontrada para colher experiência nos maiores palcos.

O luso angolano confessa que conheceu Mourinho no Benfica, e rapidamente se identificou com a sua metodologia, organização e dinâmica. Um estilo de treino muito influenciado pelas ideias de Cruyff, Robson e Van Gaal, com bastantes diretrizes do estilo holandês: exercícios com bola em espaços muito reduzidos.

A hora em que foi chamado pelo atual técnico do Tottenham, na altura em que Villas Boas seguiu viagem para Coimbra, de forma a desempenhar funções a solo, foi marcante.

O primeiro tricampeonato de sempre do Jeonbuk Hyundai Motors
Fonte: hyundai-motorsfc.com

Com passagem em mais de dez países, José Morais chegou à Coreia do Sul para orientar o bicampeão do país. Com uma vasta experiência, quer como observador, quer como assistente, quer como técnico, a forma como conquistou o título no passado dia um de Dezembro não é recorrente. Muito improvável, diga-se.

Em 2009, tinha alcançado o primeiro título como treinador principal: o campeonato da Tunísia, com o Espérance de Tunis; o segundo, a Supertaça da Arábia Saudita, com o Al-Shabab, em 2014.

Na penúltima jornada da K-League, o Jeonbuk encontrava-se no segundo posto, a três pontos do primeiro. Curiosamente, essa partida colocava em confronto direto os dois pretendentes à celebração do campeonato.

O Ulsan Hyundai FC, o tal primeiro colocado, recebeu o conjunto de Morais e aguentou-se. Terminou empatado o encontro (1-1), mantendo-se a três pontos de vantagem perante o Jeonbuk.

Na última jornada, normalmente, quem está à frente, continua à frente. Mas não desta vez. O Jeonbuk Hyundai Motors, cumpriu o seu calendário: com ambos os jogos a serem realizados à mesma hora, as bancadas davam o mote: encarregaram-se de celebrar os golos que o Ulsan ia sofrendo, auxiliando os pupilos de José Morais a manterem o resultado de 1-0, que se confirmou no apito final.

Até esse apito, o facto do Ulsan perder não bastava. Ou seja, se o Ulsan marcasse mais golos, vencia o título e estragava o tri ao Jeonbuk. Perdeu 4-1 com o Pohang, mas se perdesse por 4-3 era diferente.

A turma de José Morais obtém, desse modo, o título. Terminaram ambos com igualdade pontual (79), mas no critério dos golos marcados, o Jeonbuk levou a taça (72 golos), superando os 71 de uma equipa que já não levanta o troféu desde 2005.

Em tempos em que surpreender não é fácil, o desporto, nomeadamente, o futebol, permitem este tipo de “voltes-face”, que por muito possíveis que sejam, poucos ou ninguém os anteveem. Parabéns mister Morais!

Foto de Capa: Jeonbuk Motors

Artigo revisto por Joana Mendes

Falem dos Outros!

Estão a matar o futebol português. Dava um filme de terror, mas é a realidade. É algo que me incomoda particularmente desde sempre, mas que nos últimos anos ganhou uma repercussão nunca antes vista, fundamentalmente devido à difusão das redes sociais e da quantidade de meios que temos à nossa disposição para espalhar informação e manifestar a nossa opinião sobre os mais diversos temas.

A ideia de que o futebol português atravessa uma crise de resultados internacionais e que a culpa é da falta de competitividade e de qualidade do campeonato português é debatida e discutida praticamente todas as semanas nesses que vocês chamam de programas de debate desportivo. Aí está o primeiro erro colossal numa lista que ganha novos dados todos os dias.

A partir do momento em que a televisão portuguesa dá destaque a programas com três pessoas, sempre dos mesmos clubes, que passam duas horas a gritar uns com os outros e a chamar de corrupto e ladrão ao clube do respetivo comentador, algo de muito errado se passa, não no futebol dentro das quatro linhas, mas na forma como o divulgamos. E isto não é propaganda ao futebol. É falar de três, de casos judiciais, de alegações e polémicas que dão audiências porque contaminam um povo que gosta de futebol mas que gosta ainda mais de casos e de intrigas. A verdade é essa. A necessidade de audiência supera a necessidade de bem informar e de bem tratar aquela que é a qualidade, neste caso, do jornalismo português.

O erro começa quando definimos três clubes como grandes e os restantes 18 como pequenos. Todos os clubes são iguais. É evidente que há clubes mais fortes, com mais historial ou com maior orçamento mas o facto de fazermos esta divisão reforça ainda mais o facto de que nenhum clube se pode aproximar desse patamar de “grandeza” porque está reservado para três. Os três e o resto. Clubes como o SC Braga, que estruturalmente cresceu imenso ao longo da última década, ou como o Vitória SC, conhecido por ter uma massa adepta única e vibrante, não se conseguem aproximar do título nacional porque não lhes deixam. Se a atenção dada aos três do costume fosse a mesma a todos os outros clubes, teríamos um campeonato muito mais interessante e muito mais apelativo.

Há muito mais, infelizmente. Se há coisa que me tira do sério e que foge completamente ao meu raio de compreensão é a forma como tratam os clubes na praça pública. “Hoje joga o SL Benfica” ou “Vamos analisar ao pormenor o desempenho dos jogadores do FC Porto”.

Em Portugal enraizou-se uma cultura de veneração ao grande, que assenta em dar um grande destaque a tudo o que envolve uma equipa grande, menosprezando por completo o adversário. Leva-me a pensar que SL Benfica, FC Porto e Sporting CP são clubes portugueses e que todas as outras equipas do campeonato são estrangeiras e inimigas e não merecem o mesmo respeito e a mesma igualdade de tratamento.

Dou o exemplo real do que aconteceu no passado domingo, em Barcelos. O Gil Vicente FC venceu de forma justíssima o Sporting por 3-1 mas a abertura dos noticiários desportivos não realçou em nada o mérito na exibição Gilista. “Escândalo em Barcelos”, “Crise no Sporting” ou “Varandas contestado” foram algumas das pérolas a que pude assistir, sem surpresa. Não é de agora que quando um clube pequeno vence um clube grande, o destaque vai inteiramente para o demérito do derrotado e não para o mérito de quem venceu. E quando esse elogio surge é quase por obrigação, como se alguém lembrasse esses jornalistas ou esses comentadores que houve, efetivamente, uma equipa vencedora. Mais do que uma questão moral, é uma questão de ética profissional tratar de forma imparcial e justa todos os clubes e todos os agentes desportivos.

Sporting perdeu…ou Gil ganhou?
Fonte: Gil Vicente FC

É impensável para um clube pequeno ganhar a um grande sem que haja uma profunda crise nesse clube ou sem que haja um árbitro a inclinar o campo. A qualidade dos jogadores ou do treinador não existe porque o clube A pagou a árbitro B para prejudicar o clube C. Há clubes que perdem sempre contra um determinado grande porque os presidentes são amigos e pagam favores por trás. O jogo terminou empatado porque a relva estava num estado impraticável. Esta é a mentalidade pequena do futebol português.

Claro que não é só nas palavras nem na forma como vendemos o produto que está o mal. A Liga acarreta, para mim, a maior percentagem de culpa no assassinato diário que estão a fazer ao futebol português. Como organismo máximo de uma competição de 18 clubes, é obrigação da Liga fazer com que exista justiça e igualdade em todos os parâmetros para todos os clubes. Tudo o que a Liga faz é gerir tudo de forma a que Benfica, Porto ou Sporting não reclamem porque, um clube como o Rio Ave FC ou o CD Tondela pode ser injustiçado à vontade mas se o Benfica, Porto ou Sporting são de alguma forma injustiçados, aí já cai o Carmo e a Trindade, já há comunicados em fartura e denunciar “a podridão do futebol” e uma súbita preocupação em mudar as coisas. É tudo fachada, amigos. O que querem mudar é a forma como as coisas se desenrolam para que seja justo para eles, não para os outros clubes.

O que aconteceu ao Gil Vicente na temporada transata é um exemplo crónico de uma gestão danosa e incompetente. Ter acatado uma decisão final judicial e fazer disso algo leviano e insultuoso nunca aconteceria com um clube como o Benfica ou o FC Porto. É impensável num panorama mundial ter uma equipa de futebol profissional a jogar numa divisão inferior, sem fins competitivos porque sabia que na época seguinte iria estar na Primeira Liga. Tudo valeu por parte da direção de Pedro Proença. Tudo valeu para que o Gil Vicente tivesse de construir um plantel à pressa, formado por jogadores de todo o lado, sem qualquer conhecimento do futebol português. O campeonato que o Gil Vicente está a fazer, com essas condicionantes todas, devia ser digno de registo e, se em maio terminar nesta posição, deve ser até motivo de estudo. Mas isso nunca acontecerá. Portugal não tem futebol. Portugal tem clubite.

É recorrente, com a paupérrima campanha do Benfica na Liga dos Campeões e com a fraca prestação do FC Porto na Liga Europa até ao momento, que o discurso dos seus dirigentes e treinadores reverta para a falta de competitividade do campeonato português, tendo uma influência negativa na forma como se preparam para os jogos europeus para além de orçamentos reduzidos face a quase todos os clubes que participam nas duas maiores provas de clubes a nível europeu. Pois eu pergunto, e o Braga que fez uma fase de grupos irrepreensível e está já qualificado para a próxima fase? E o Vitória que, embora não se tenha qualificado, bateu-se de igual para igual com candidatos a vencer a competição?

Esses clubes são pequenos em Portugal, mas jogam como grandes na Europa. É mesmo o orçamento o problema? E aqui em Portugal? O orçamento não conta? Um salário de um jogador do Benfica paga duas ou três épocas a qualquer clube português. Porém, a mentalidade da clubite e da pequenez leva as pessoas a desculparem-se com ninharias quando devem reconhecer que o futebol português está mal por sua culpa.

Portugal é o país com maior disparidade nas suas receitas televisivas, pois há uma diferença abismal entre o que recebem Sporting, FC Porto e Benfica e os restantes clubes. Não sou eu que o digo. É a UEFA, esse organismo que tutela o futebol europeu. Querer falar de falta de qualidade esquecendo que não há dinheiro nos outros clubes é o mesmo que pedir uma omelete sem ovos. Benfica, FC Porto e Sporting recebem cerca de 30 milhões por época, que lhes permite, juntamente com os patrocínios e outras fontes de rendimento financeiro, ter capacidade para juntar os melhores jogadores.

A partir desse momento, os restantes clubes recebem migalhas que lhes servem acima de tudo para honrar os seus compromissos salariais. No futebol português reclama-se de falta de qualidade, mas não providenciam as equipas de meios para melhorar. Quando um clube grande empata ou perde, a culpa é da outra equipa que queimou tempo. Não apoio nenhum tipo de prática antidesportiva (e Portugal já esteve pior neste aspeto) mas é incoerente reclamar disto e daquilo quando as armas não são as mesmas. As condições de trabalho não são iguais. Há clubes que treinam no estádio onde jogam e outros têm de saltar de campo em campo para preservar a relva do seu estádio. Isto que parece retirado de uma distrital acontece na Primeira Liga e ninguém quer ver. É incomodativo e não convém levantar muito o véu.

Assistências. Estádios praticamente vazios é uma regra na generalidade dos jogos do campeonato português, com epicentro nos jogos do Belenenses SAD no Jamor, passando por vários estádios por esse país fora. Há algumas felizes exceções (principalmente se consideramos 2 ou 3 mil pessoas uma boa casa), mas a fraca quantidade de pessoas num estádio deveria ser motivo de vergonha para quem manda.

Agendar jogos para uma sexta feira ou segunda feira às 21h é o mesmo que pedir para as pessoas não virem ao estádio. O interesse em obter audiências num canal televisivo é superior ao interesse em ter pessoas no estádio a apoiar as suas equipas e a dar receita bilhética aos seus clubes. Quando uma cadeia televisiva manda numa Liga de Clubes, algo de muito errado e grave se está a passar. Porque é que ninguém se debruça sobre isso?

Vivemos numa era em que todos os meios que temos à nossa disposição deviam ser canalizados para vender o produto nacional do desporto mais mediático do mundo. Contudo, preferimos ser arcaicos, incoerentes e fazer de tudo para que apenas três clubes sejam conhecidos, para que apenas três clubes sejam protegidos, para que tudo gire à volta de três clubes. Os outros servem apenas para fazer número. Como diz o outro… “Peguem nesses três e façam um campeonato só para eles”.

Foto de Capa: CD Tondela

Artigo revisto por Joana Mendes

As 5 maiores transferências para 2020

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Num mercado muito mexido, várias foram as figuras de proa do mundo do ciclismo que trocaram de cores. Com os plantéis dos principais conjuntos praticamente todos fechados, podemos analisar as transferências do defeso 2019/2020 e destacar cinco que certamente terão grande impacto para a época que se avizinha.

5.

Fonte: Milano-Sanremo

Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo)- O veterano italiano não tem nada a provar e esta mudança já era esperada há muito tempo. De qualquer modo, o tubarão quererá mostrar que continua com força para vencer e, entre GTs, Clássicas e Jogos Olímpicos, será a maior arma da Trek para conseguir um triunfo de topo e manter a senda vencedora recente do título mundial de Pedersen e do Monumento de Mollema.

Madjer, a lenda eterna dos areais

João Vítor Tavares Saraiva, à partida, é um nome desconhecido para a maioria daqueles que me estão a ler. Porém, se eu vos disser que o artigo de hoje vai ser para homenagear o melhor jogador do mundo de futebol de praia, já todos chegaram à conclusão que vou falar do Madjer.

Tal como anunciara ao Bola Na Rede TV, o melhor jogador das areias terminou a carreira esta temporada. A despedida aconteceu no passado dia 2 de dezembro. O momento foi deveras emocionante, e a despedida não podia ser melhor, já que culminou com a conquista do campeonato do mundo de futebol de praia.

Internacional português por 587 vezes, o capitão conta com um registo impressionante de 1082 golos. Ora tudo somado foram mil e oitenta e duas vezes onde festejamos golos de diversos feitios: pontapés de bicicleta, remates fortíssimos e muitas outras acrobacias que vão ficar para sempre na nossa memória. Madjer é um ídolo para todos nós e foi o grande impulsionador do futebol de praia por todo o mundo. E por isso, foi num misto de tristeza e orgulho que vimos as imagens onde Madjer se despediu das areias, lágrimas que no fundo foram um pouco de todos nós.

Madjer é e será sempre uma referência no mundo do desporto, o atleta revolucionou o futebol de praia e é graças a ele que hoje a modalidade tem o destaque que vemos. Na história irão ficar os diversos prémios que conquistou a nível individual e coletivo. Três vezes bola de ouro de futebol praia, duas vezes Best Player Beach Soccer Stars, duas vezes Best Five Beach Soccer Stars e uma vez Best Goal Beach Soccer Stars. Já a nível coletivo, e no que à seleção nacional diz respeito, o capitão conquistou três Campeonatos do mundo (2001, 2015 e 2019), sete Mundialitos (2003, 2008, 2009,2012, 2014, 2018 e 2019); seis Ligas Europeias (2002,2007, 2008, 2010, 2015 e 2019); em junho conquistou também a Taça dos Jogos Europeus.

Os grandes golos e as famosas bicicletas foram uma imagem de marca que acompanhou a carreira de Madjer Fonte: FPF

A nível de clubes, Madjer brilhou nos mais variados clubes, e um pouco por todo o mundo. Em Portugal, representou o Sporting CP onde conquistou o Campeonato Nacional, um Campeonato de Elite e um Campeonato Distrital. Para além dos leões, o capitão português representou clubes em Itália, Brasil, Turquia, Rússia e Emirados Árabes Unidos. Contudo, o destaque recai sobre Brasil, nomeadamente pelo Corinthians, clube pelo qual conquistou um Mundialito, a nível de clubes.

Uma carreira recheada de títulos, conquistas e muito brilho. Um percurso extraordinário que agora finda. Aos 42 anos Madjer vai deixar os areais, e ao mesmo tempo vai deixar o futebol de praia mais pobre. Porém uma coisa é certo, a sua marca e a sua história marcou gerações e gerações e vai ser sempre recordado como uma lenda do desporto.

Porque vale a pena ver e rever este momento. Para terminar deixo-vos o vídeo da despedida de Madjer, após conquistar mais um Campeonato do Mundo. Um conselho mantenham os lenços por perto, porque é um momento que nos vai deixar com uma lágrima ao canto do olho.

Uma lenda nunca acaba a carreira em definitivo. Obrigada, Madjer!

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes