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Sporting CP 26-21 SL Benfica: Dérbi em tons de verde

No último dérbi lisboeta da década entre os eternos rivais, o Sporting CP bateu o SL Benfica por 26-21 no Pavilhão João Rocha.

Os leões entravam para este jogo no primeiro lugar do campeonato em igualdade pontual com o FC Porto, que jogava em Setúbal. Já os encarnados vinham de uma derrota surpreendente em Braga frente ao ABC e viam os líderes afastarem-se.

Ainda assim, a primeira parte do jogo foi pautada pelo equilíbrio. Ambas as equipas iam trocando lideranças no marcador e a intensidade era palpável. Com mais de dois mil adeptos no Pavilhão João Rocha, a emoção das bancadas era transferida para o campo com os jogadores a procurarem a vitória.

Contudo, aos 23 minutos da primeira parte tudo mudou. Pedro Seabra Marques fez o 9-10 para as águias, mas depois os comandados de Thierry Anti realizaram um parcial de 6-0 que lhes permitiu ir para o descanso na frente por 15-10. Esta vantagem leonina provou ser determinante para o resultado final.

Na segunda parte, o Benfica procurou o empate, mas Aljosa Cudic ia-se destacando na baliza do Sporting – terminaria a partida com 43% de eficácia defensiva. Com 45 minutos decorridos, a equipa de Carlos Resende conseguiu diminuir a desvantagem para apenas três golos, mas os leões responderam de imediato e depressa regressaram aos cinco de vantagem que se iriam manter até ao final da partida.

Resultado final de 26-21 com o Sporting a manter-se assim no topo da tabela (em igualdade pontual com o FC Porto que venceu o Vitória de Setúbal) com 47 pontos provenientes de 15 vitórias e um empate, enquanto que o Benfica se mantém em terceiro lugar, mas com uma desvantagem de sete pontos graças a esta derrota, a sua quarta no campeonato.

EQUIPAS

Sporting CP: Pedro Valdes, Edmilson Araújo, Gonçalo Vieira, Carlos Ruesga (3), Frankis Carol (7), Aljosa Cudic, Tiago Rocha, Francisco Tavares, Manuel Gaspar, Arnaud Bingo (4), Valentin Ghionea (6), Nemanja Mladenovic (1), Ivan Nikcevic, Marko Vujin (3), Luís Farde (2).

SL Benfica: Davide Carvalho, Romé Hebo (1), Pedro Seabra Marques (3), João Pais(1), Rene Toft-Hansen, Kevynn Nyokas (5), Belone Moreira (3), Paulo Moreno (1), Ricardo Pesqueira (1), Borko Ristovski, Carlos Molina, Carlos Martins, Nuno Grilo, Gustavo Capdeville, Petar Djordjic (6), Francisco Pereira.

Manchester City FC 1-2 Manchester Unied FC: Dérbi é dérbi

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…e o resultado está à vista! O sempre empolgante dérbi de Manchester terminou com um triunfo justo do United por duas bolas a uma, deixando o City a 14 (!) pontos do líder Liverpool.

Mas que primeira parte a todo o gás! A formação de Solksjaer entrou melhor e a primeira meia hora de jogo foi o espelho do seu fantástico arranque. James foi o primeiro a tentar a sua sorte, Martial e Lingard deixaram o aviso e, sensivelmente a meio do primeiro tempo, foi Rashford quem tratou de inaugurar o marcador. Bernardo Silva cometeu falta sobre o avançado dentro da grande área, o VAR alertou e o árbitro marcou a grande penalidade, exemplarmente convertida pelo jovem inglês

Perspetivava-se que fosse o City a partir para cima do adversário numa tentativa de reagir ao golo sofrido, mas aconteceu precisamente o contrário, com uma sucessão de oportunidades junto da baliza de Ederson. Remates enquadrados, transições bem desenhadas e futebol objetivo chegavam para caracterizar a forma como os red devils se apresentavam no Ethiad. Na sequência de dois contra-ataques, Rashford dispôs de mais duas ocasiões para ampliar a vantagem: na primeira rematou ao lado, na segunda atirou, em jeito, à barra.

Chegada a meia hora de jogo, o United tratou de traduzir a objetividade em mais um golo. Boa jogada coletiva, construída perante a passividade da defensiva adversária e Martial a fazer o segundo golo.

Foi preciso esperar pelo minuto 34’ para surgir o primeiro remate dos citizens enquadrado com a baliza (por intermédio de David Slva), numa altura em que o conjunto forasteiro já tinha baixado o ritmo de jogo. Gabriel Jesus e Kevin de Bruyne também tentaram reduzir antes do intervalo, mas sem qualquer resultado prático.

Frieza de Rashford na cobrança do penálti a inaugurar o marcador
Fonte: Premier League

No segundo tempo, o filme que já se esperava, com um United mais recuado e um City mais pressionante na tentativa de recuperar da desvantagem de dois golos. Ainda assim, não se pode dizer que tenha havido um desnivelamento claro. A formação de Guardiola teve mais bola, é certo, mas David de Gea raramente foi colocado à prova – só Rodri criou perigo na primeira meia hora.

As substituições que foram sendo feitas quebraram o ritmo da partida, mas foram essas mesmas substituições que agitaram os últimos cinco minutos do encontro. Na sequência de um canto cobrado pelo recém-entrado Mahrez, apareceu Otamendi (o outro recém-entrado) a cabecear e a reduzir a desvantagem.

Um golo suficiente para tornar a reta final da partida ainda mais emocionante, de tal modo que Mahrez – imediatamente a seguir – ficou perto de empatar a partida, não fosse de Gea a evitá-lo com uma palmada. Os citizens continuaram a tentar, mas o resultado não mais se alterou. Triunfo justíssimo por parte dos red devils, que foram superiores no primeiro tempo e souberam gerir todos os momentos do jogo nos segundos 45 minutos.

Com este resultado, o Manchester United – que ainda só tinha vencido um jogo fora de portas no campeonato inglês – subiu ao 5º lugar, com 24 pontos, enquanto que o Manchester City permanece no 3º posto (com 32), ficando a 14 pontos do líder Liverpool.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester City: Ederson, Angeliño, Fernandinho, Stones (Otamendi, 59’), Walker, Rodri (Gundogan, 86’), David Silva, Kevin de Bruyne, Sterling, Bernardo Silva (Mahrez, 65’) e Gabriel Jesus.

Manchester United: David de Gea, Shaw (Young, 89’), Maguire, Lindelöf, Wan-Bissaka, Fred, McTominay, Lingard (Tuanzebe, 89’), Rashford, James e Martial (Andreas Pereira, 74’).

FC Famalicão 2-3 CD Tondela: Tondela com tempo para adormecer e voltar a acordar

Vitória suada do CD Tondela, depois de ter estado a vencer por dois golos, viu o FC Famalicão empatar para depois Murillo decidir o resultado final ao cair do pano.

 O jogo começou praticamente com o primeiro golo da partida. O CD Tondela usufrui de um canto no lado esquerdo do seu ataque e João Pedro, chamado para bater, cruza para a cabeça de Pepelu que desvia, sem hipóteses de defesa para Defendi.

Em desvantagem, a formação liderada por João Pedro Sousa, perseguiu o golo do empate. Com boas iniciativas ofensivas e jogadas individuais conseguia causar o pânico na defensiva dos beirões. Prova disso mesmo foi a brilhante jogada de Diogo Gonçalves, dentro da grande área a exigir uma boa defesa de Cláudio Ramos.

Mesmo com esta tendência no jogo, foi o Tondela que acabou por chegar, mais uma vez, ao golo. Desta vez por intermédio de Xavier que, após um grande passe de João Pedro a respeitar a desmarcação do seu companheiro conseguiu, à segunda tentativa, rematar para o fundo das redes.

O Famalicão ia apresentando dificuldades em chegar à área do Tondela com perigo. Embora estivesse a perder, complicava na altura de ultrapassar as linhas defensivas do Tondela que, esperava pelo erro para conseguir atacar em transição ofensiva.

O golo dos famalicenses chegou depois de um grande cruzamento de Pedro Gonçalves que encontrou Roderick sozinho na pequena área. O cabeceamento foi colocado e deixou Cláudio Ramos a controlar a bola apenas com os olhos.

O jogo caminhou para o intervalo sem mais nenhuma ocasião de perigo. Previa-se uma segunda parte com bastante emoção, com uma Famalicão em busca da remontada e com o Tondela a aproveitar os erros dos famalicenses.

As equipas foram para os balneários com o resultado de 2-1 para o CD Tondela
Fonte: CD Tondela

A segunda metade arrancou com o impossível. Murillo, completamente sozinho e com a baliza vazia, não conseguiu encostar e enviou a bola para fora para espanto do banco beirão. A passividade da defesa do Famalicão tornava-se gritante, mas a quantidade de oportunidades desperdiçadas pelo Tondela ia desculpando esta passividade.

Assim, o Famalicão continuava na procura do empate que acabaria mesmo por chegar ao minuto 55’ por intermédio de Fábio Martins na marcação de uma grande penalidade por falta cometida sobre Pedro Gonçalves. O “festival do desperdício” continuou na cidade de Famalicão nesta noite fria de sábado. Desta vez foi Anderson que, apenas com Cláudio Ramos pela frente, conseguiu o mais difícil e disparou por cima da barra da baliza.

O jogo entrou depois numa fase mais de interrupções, com várias faltas e um recurso ao VAR para verificar um alegado fora de jogo de Anderson num lance em que o Famalicão tinha conseguido introduzir a bola dentro da baliza de Cláudio Ramos.

Devido a estas constantes pausas, a equipa de arbitragem concedeu dez minutos adicionais ao tempo regulamentar de jogo. Nesta fase terminal do jogo via-se muita pressão dos famalicenses sobre a equipa de Tondela e parecia uma questão de tempo até aparecer o golo da vitória do conjunto de João Pedro Soares.

Houve golo, mas caiu para o lado que menos se esperava. O Tondela, sem elo de ligação, depois da estranha saída do melhor em campo pelos beirões, João Pedro, chegou ao golo depois de um contra-ataque. Toro desmarca Murillo que, com a sua velocidade foge aos defesas famalicenses e tira Defendi da frente para marcar o golo com a baliza vazia.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Famalicão: Defendi, Fábio Martins, Gustavo Assunção (Guga 65’), Riccieli (Rúben Lameiras 46’), Diogo Gonçalves, Nehuen Pérez, Roderick, Pedro Gonçalves, Alex Centelles, Anderson (Toni Martinez 81’), Racic

CD Tondela: Cláudio Ramos, Bruno Wilson, Jaquité, Xavier (Toro 65’), João Pedro (Denilson 60’), Pepelu, Murillo, Fahd Moufi, Yohan Tavares, Strkalj, Filipe Ferreira

 

 

Borussia VfL M’Gladbach 2-1 FC Bayern: Reviravolta de líder

Na partida da 14.ª jornada do campeonato alemão, que opôs o líder ao atual detentor do título, após um início de jogo equilibrado, o Bayern de Munique foi assumindo o domínio da partida, jogando um futebol de passe curto sempre com várias opções de passe, pressionando constantemente o seu adversário nas saídas de bola, contrastando com uma maior aposta no contra-ataque, por parte do Borussia Monchengladbach.

Os bávaros, apesar do seu domínio evidente, não foram capazes de concretizar nenhuma ocasião de golo. Lewandowski mostrava-se inconformado com o resultado, mas não conseguiu acertar na baliza, com destaque para um remate colocado aos 14’ que passou muito perto do poste direito da baliza defendida por Yann Sommer.

Logo depois, grande oportunidade aos 16’ após um livre central de Thiago Alcantara, que descobre o avançado polaco atrás da barreira com um excelente passe picado, que dispara ao lado do poste esquerdo da baliza adversária. Sommer fez uma primeira parte sólida, sendo o destaque do Borussia no primeiro tempo, apesar de aos 27’ ter cometido um grande erro que quase colocou o Bayern em vantagem, após ter deixado a bola passar entre as suas pernas a remate de Kimmich, mas ainda conseguiu corrigir e retirar a bola em cima da linha de golo. O Borussia só respondeu à avalanche ofensiva bávara aos 40’, com um remate de Plea que Neuer defendeu com relativa facilidade. O jogo foi para intervalo com um nulo no marcador.

A segunda parte praticamente começou com o Bayer em vantagem, através de um bom remate de Perisic com o pé esquerdo à meia volta, que entrou aos 20’ para o lugar do lesionado Tolisso, após uma assistência de Thomas Muller. Sommer ainda tocou no esférico, mas foi incapaz de impedir o golo. O jogo prosseguiu com o Borussia a procurar o empate, que retirou o médio Lazlo Benes das quatro linhas e colocou o avançado Embolo, que marcou dois golos no jogo anterior, balançando a sua equipa mais para o ataque.

O Borussia Monchengladbach obteve o golo do empate aos 60’, após um canto batido por Hofmann para o centro da grande área bávara, onde aparece Bensebaini que, solto de marcação, cabeceia para o fundo das redes. O Borussia jogou como uma equipa renovada após o golo sofrido e, mesmo após o golo do empate, continuou ao ataque com uma atitude de candidato ao título. Foi uma segunda parte muito bem disputada, com vários duelos individuais.

O Borussia destronou o FC Bayern
Fonte: Borussia M’Gladbach

O fim de jogo foi muito intenso, com destaque para uma jogada bem construída pelos líderes do campeonato aos 79’, com Herrmann a deixar para Stindl, que colocou a bola ao segundo poste, mas Embolo não conseguiu desviar para o fundo das redes. O Bayern respondeu aos 81’, com um bom cruzamento rasteiro de Muller do lado direito do ataque dos bávaros, Zakaria antecipou-se a Kimmich, e o médio do Borussia colocou a bola a caminho da própria baliza, mas Sommer respondeu com mais uma grande defesa. Aos 90’, Javi Martínez, que entrou aos 68’, comete um penálti sobre Thuram e foi expulso por acumulação de cartões amarelos, após ter visto o primeiro aos 82’. Na conversão do castigo máximo, Bensebaini não tremeu e atirou colocadíssimo para o lado esquerdo de Manuel Neuer, que adivinhou o lado, mas não foi capaz de impedir a reviravolta no marcador e o bis do lateral argelino.

O líder do campeonato alemão mostrou o seu bom futebol, apesar de ter começado o jogo com o “autocarro” montado na sua defesa, demonstrou uma grande capacidade de resposta após o golo sofrido, num jogo bastante equilibrado, em que o Borussia mostrou maior força emocional que os bávaros.

Esta foi uma grande prova do Borussia Monchengladbach como verdadeiro candidato ao título, conseguindo uma reviravolta sofrida, mas com muito mérito, frente ao colosso Bayern de Munique, campeão em título. O Borussia segue na frente do campeonato alemão com trinta e um pontos, mais um que o Leipzig. O Bayern está no sexto lugar à condição, a sete pontos do líder, e com mais dois pontos que o Bayer Leverkusen, que tem menos um jogo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Borussia VfL Monchengladbach: Sommer; Lainer; Ginter; Elvedi; Bensebaini; Zakaria; Benes (Embolo, 58’); Hofmann; Stindl (Raffael, 85’), Thuram; Plea (Herrmann, 64’)

FC Bayern: Neuer; Kimmich; Boateng (Javi Martínez, 68’); Alaba; Davies; Goretzka; Thiago Alcantara; Tolisso (Perisic, 20’); Muller; Coman; Lewandowski

A valorização do português

Tal como na Era dos Descobrimentos em que os portugueses partiram para descobrir o mundo, existe, hoje, uma atividade próxima desse conceito. Obviamente, não no mesmo sentido, mas naquele em que os portugueses têm sido chamados a intervir em determinadas zonas do planeta. Tal como estávamos na vanguarda naquela época, também hoje continuamos a estar.

Falo exatamente dos treinadores de futebol. Existe uma grande representatividade de treinadores nacionais a atuar no estrangeiro e é comum vermos alguém num país ou clube tão distante como desconhecido. Muitos destes homens que partem para fora têm alcançado feitos consideráveis e fazem com que o produto nacional seja reconhecido. Com mais ou menos conquistas, a verdade é que a procura pelo que é luso tem sido notória e é algo que costuma sair valorizado. Porque neste caso, Portugal costuma rimar com sucesso.

De certa forma, já é normal vermos um treinador português emigrar. E eles estão em todo o lado. Não é só na Europa, mas em todo o mundo. No país mais improvável ou no clube mais desconhecido, tem existido sempre um toque lusitano. Aliada à boa capacidade de adaptação que o nosso povo costuma ter, também a capacidade de comunicação é um ponto fulcral. E isto é um ponto que joga a nosso favor, visto que temos mais facilidade de acesso a conteúdos de língua estrangeira, em relação a outros países. Ou seja, muitos saem do país mais bem preparados nestes termos.

A capacidade de contornar situações adversas e responder positivamente às dificuldades são uma das imagens de marca dos nossos técnicos lá fora e isso reflete-se nos bons desempenhos que muitos alcançam. Seja em África, na Ásia ou mesmo na Europa, o sucesso já foi alcançado com as cores lusitanas, mas ainda faltava conquistar um último bastião neste mundo do futebol: o continente americano.

Mais um técnico bem-sucedido: José Morais venceu na Coreia do Sul
Fonte: Jeonbuk Motors FC

Pedro Caixinha realizou um grande trabalho no México e tem o seu nome inscrito na curta galeria de portugueses com sucesso naquela parte do globo, mas foi Jorge Jesus o último a chegar ao topo, tendo conseguido um feito que elevou ainda mais o nome de Portugal. O mais recente êxito do ‘Mister’ ficou à vista não só no Brasil, mas em toda a América do Sul. O efeito JJ invadiu toda aquela região e também o nosso país. A excessiva mediatização que foi dada ao caso só foi possível porque se trata de um personagem especial do futebol nacional e leva a pensar, ao mesmo tempo, que a nossa imprensa tem bastantes saudades de Jesus e não se importava nada de o voltar a ter por cá.

Contudo, o seu trabalho continua a merecer todos os elogios e voltou a colocar o tema sobre a competência dos técnicos lusos na ordem do dia. O seu efeito foi tão grande que colocou o público português a ver jogos do campeonato brasileiro e a acompanhar uma competição que devia ser desconhecida para muitos – a Copa Libertadores. E pode, também, ter aberto as portas a mais treinadores estrangeiros de ingressarem no futebol brasileiro, inclusivamente de portugueses.

O último bastião acaba assim de ser conquistado, visto que os continentes europeu, africano e asiático já foram ‘vitimas’ do sucesso lusitano ao longo dos tempos. Em locais mais ou menos conhecidos, de maior ou menor importância para o adepto, o rasto nacional costuma ser deixado com competência, fazendo jus à história de um país pequeno mas de gente corajosa.

Diz-se que Mourinho foi quem abriu as portas, embora Manuel José já conquistasse títulos internacionais naquela altura, por exemplo. Os títulos são algo que não se esgota, visto que, mais recentemente, José Morais e Horácio Gonçalves conseguiram ser campeõs na Coreia do Sul e em Moçambique, respetivamente. Neste momento, Jorge Jesus é uma das principais figuras de uma atividade que nos deve encher de orgulho e pode, dentro de poucas semanas, conquistar novo troféu internacional. Que todos os treinadores portugueses no estrangeiro consigam alcançar grandes feitos e continuem a elevar bem alto o nome da nação.

De França a Inglaterra. Da Itália à Grécia. Da Ucrânia à Arábia Saudita. Da Índia à China. Da Coreia à Indonésia. De Moçambique aos Camarões. Do México à Colômbia e Brasil. Porque, daqui eles partiram, para o mundo conquistar.

Foto de capa: CR Flamengo

Se fosse a duas mãos, tudo era mais fácil

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Ao contrário do que alvitravam aqueles que diária ou semanalmente comentam, prevêem, prognosticam ou discutem o futebol dos clubes que participam na liga profissional de futebol, e que não raras vezes o fazem de forma enviesada, distorcida ou sedenta de razão cega, o Sporting CP continua o seu caminho das pedras: ora empata um jogo, ora perde outro ou ganha outro aos trambolhões.

A verdade é que se nos alhearmos de velhos ditos e provérbios da gíria futebolística, os resultados (inconsistentes) desta equipa são, de alguma forma, previsíveis. Não é, nem seria, intelectualmente honesto dizer que os resultados e prestações futebolísticas da equipa leonina, ao longo da pré-época e de todo o percurso até ao momento feito, não permitiam avistar no horizonte aquilo por que hoje passa este clube.

De facto, por mais que os sportinguistas se queiram agarrar àquela pequena esperança que, contra todos os factos, resiste e permanece para celebrar os cada vez mais raros casos de vitória do clube a nível futebolístico, certo é que a multiplicação de insucessos, desilusões e murros no estômago é de tal ordem gritante que é, cada vez mais difícil, defender a realidade existente e, sobretudo, a grandeza do clube.

Na véspera do jogo da Supertaça, na qual o Sporting CP saiu estrondosamente derrotado, e num contexto completamente distinto, o histórico jogador Pacheco, que representou Sporting e Benfica, dizia, e bem, que “O que se passa agora não é rivalidade, é estupidez pura” e, sinceramente, tendo a concordar. E tal afirmação é tão válida para abordar questões de violência no futebol como para admitir a existência de uma rivalidade entre os dois clubes da segunda circular.

Rivalidade, dicionariamente falando, ocorre quando dois entes pretendem o mesmo objetivo ou, por outro lado, significa, simplesmente, ciúme e, no meu entender, o que sucede entre o Sporting CP e os demais clubes ditos grandes nada mais pode ser que ciúme pois, para o Sporting almejar, com distintas condições, o mesmo que aqueles, só pode ser classificado como estupidez.

Não se pode rivalizar com entidades que, tendo passado ou estejam a ultrapassar o mesmo processo de construção, estão hoje num patamar de desenvolvimento e estabilidade incomparáveis face a um clube que, por várias ordens de motivos, se encontra em declarada reconstrução.

A inconsistência de resultados e exibições tem sido gritante
Fonte: UEFA

Errado não é declarar e reconhecer esta reconstrução, é ser incoerente ao ponto de, em ex aequo, se afirmar como candidato a alguma coisa e com isso injetar doses de esperança e ilusão nos sócios, simpatizantes e apoiantes da equipa profissional de futebol. Injeção essa que é reforçada pelos cavaleiros que, diária ou semanalmente, se debruçam sobre a realidade do Sporting, tentando, simplesmente, defender o indefensável ou proteger o seu clube denegrindo os restantes.

A verdade é que as falsas partidas do Sporting ao longo de uma pré-temporada disputada com equipas de segunda linha, à exceção do Liverpool, na qual não só não houve lugar a uma vitória como, sobretudo, não se esteve sequer perto de pensar que as mesmas poderiam chegar a curto prazo, não faziam adivinhar outra realidade diferente daquela que hoje o clube vivencia. Em todos os jogos se viu repetido o mesmo cenário: dois golos sofridos, falta de qualidade defensiva, ausência de processos de construção ofensiva e, a espaços, movimentos e descobrimentos individuais de Bruno Fernandes. Isto, com um treinador. À data de hoje, e ainda que, também a espaços, se vá ganhando uns jogos e se vejam uns rasgos inusitados de melhoria, já estamos no terceiro treinador da época e a realidade pouco se alterou.

Um clube tem que ter noção do estado em que está, da posição que tem que tomar, dos pequenos passos que aos poucos vai ter de dar para, a longo prazo, poder colher os frutos dessa paciência e capacidade de espera, pois, de contrário, apenas acumula amarguras, desilusões e, sobretudo, contestação por todos aqueles que se sentem enganados e frustrados pelas expectativas criadas.

É tempo de ser do Sporting CP, defendendo esta organização desportiva dotada de utilidade pública, ajudando-o a reerguer-se com transparência e verdade, sem vergar perante o sempre tentador lamaçal de discurso inflamado, cujo final, a par com os resultados desportivos, apenas tenderá a prejudicar a imagem de um clube que está a tentar (e estou seguro vai conseguir) reerguer-se do período mais negro da sua história e um dos mais tristes da história do desporto nacional.

Foto de Capa: Liga Portugal

VINIcius, vidi, vici: uma pose letal

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Chegou, viu e venceu. Contratado ao AS Mónaco por 17 milhões de euros, Carlos Vinícius tem sido uma das grandes revelações do Benfica 2019/2020. O carioca já é uma peça preponderante na manobra ofensiva dos encarnados, sendo que parece ter agarrado, em definitivo, um lugar no onze titular de Bruno Lage.

Possante, móvel e um finalizador nato. Serão estas as palavras que, porventura, melhor descrevem Carlos Vinícius. O ponta de lança brasileiro tem aproveitado ao máximo as oportunidades dadas por Bruno Lage, sendo a sua exibição de ontem contra o Boavista FC o expoente máximo do excelente momento de forma que atravessa. O avançado de 24 anos voltou a bisar e ainda assistiu, na vitória por 4-1 sobre os axadrezados.

O camisola ’95’ soma 13 golos em 18 partidas oficiais – nove golos na Primeira Liga, um na Liga dos Campeões e três na Taça de Portugal -, sendo que grande parte destes golos foram obtidos com a presença de Chiquinho em campo.

Vinícius “fez a pose” pela 13ª vez esta temporada
Fonte: SL Benfica

De resto, o técnico das “águias” tem apostado na dupla Vinícius-Chiquinho para o ataque dos encarnados. A parceria tem dado frutos, com o médio ofensivo a aparecer entre linhas adversárias, camuflando algumas dificuldades que Vinícius tem nesse aspeto do jogo, permitindo ao mesmo procurar as costas das defesas adversárias, onde a sua capacidade técnico-tática o diferencia dos restantes avançados do clube da Luz.

Carlos Vinícius distingue-se dos seus companheiros de posição pela frieza que apresenta em frente à baliza – de lembrar que o carioca tem mais golos do que Seferovic e Raúl e Tomás juntos -, pelo que se perspetiva uma época repleta de golos para o camisola ’95’.

Foto de capa: SL Benfica

Boavista FC 1-4 SL Benfica: Brace yourselves, Vinícius is coming

Depois de um empate na Covilhã a meio da semana, o SL Benfica deslocou-se ao Estádio do Bessa, no jogo inaugural da 13ª jornada do campeonato, para defrontar o Boavista FC, naquele que é um clássico do futebol português. Vinícius deu ar de sua graça e resolveu a partida com dois golos e uma assistência.

O SL Benfica começou o jogo logo com um golo invalidado. Pizzi, após um passe de Ferro, fez um chapéus a Bracali, mas estava em posição irregular.

Os comandados de Bruno Lage estiveram sempre por cima da partida, tentando explorar, entre linhas, os espaços deixados na defesa axadrezada e, aos 34′, numa saída rápida de bola, Cervi deixou para Pizzi que, com um passe a rasgar a defesa do Boavista, encontrou Vinícius. O brasileiro não desperdiçou e fuzilou as redes de Bracali, desbloqueando o nulo no marcador.

O Boavista FC chegou ao empate na partida, num dos raros ataques organizados que fez na primeira parte. Marlon passou por Pizzi, tocou para Stojiljkovic que, isolado, empurrou de cabeça para o fundo das redes de Odysseas. Tudo de volta à estaca zero no Bessa.

Jorge Sousa assinalou o final do primeiro tempo e registava-se, no placar, um empate a uma bola, apesar de um domínio encarnado durante os primeiros 45′.

Vinícius marcou, assistiu e fragilizou a defesa axadrezada
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte, à semelhança da primeira, começou com o Benfica por cima, e com Chiquinho a testar os reflexos de Bracali. Aos 51′ Vinícius recebeu de Grimaldo e assistiu para Cervi, no meio de um imbróglio com Marlon, empurrar para o segundo golo encarnado. Nova vantagem bem cedo na segunda metade da partida.

Pouco depois, Vinícius, o homem do momento na Luz, ampliou a vantagem com um remate categórico. O brasileiro, de primeira, colocou a bola, em jeito, no ângulo da baliza de Bracali.

Os encarnados, em cima dos 90′, haviam de chegar ao quarto por intermédio de Gabriel, numa cabeçada a responder ao cruzamento de Pizzi. Terminava assim a partida, com o Benfica a receber os louros de uma exibição sólida e competente.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Boavista FC : Bracali; Fabiano, Ricardo Costa ( 80′ Yusupha), Neris, Marlon (58′ Reisinho); Rafael Costa, Obiora, Gustavo Sauer ( 68′ Samuel), Carraça; Paulinho, Stojiljkovic

SL Benfica: Odysseas; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo; Pizzi, Adel Taarabt, Gabriel, Cervi; Chiquinho (87′ Samaris) , Carlos Vinícius( 81′ Seferovic)

FIFA Esports Portugal – #5

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

GIL VICENTE FUTEBOL CLUBE JUNTA-SE AOS ESPORTS!

Fonte: Gil Vicente FC

O clube minhoto é a mais recente adição ao mundo dos Esports e ao panorama nacional, em comunicado do clube pode-se ler:

O constante crescimento da modalidade chamou a atenção do nosso clube, pelo que foi criada uma equipa para competir na vertente de PROCLUBS e de 1×1, com o plantel atualmente fechado.

A equipa Gilista já tem inscrição oficial na FPF eSports e irá competir na II Liga Portuguesa (na qual vai disputar o qualificador de acesso à I Liga), na Taça da Liga e na Taça de Portugal, todas elas competições organizadas pela FPF.

O principal objetivo do projeto é somar pontos e escrever o nome do Gil Vicente FC na história da modalidade de eSports”.

Uma excelente notícia para a scene nacional dos Esports, em que após a entrada mais recente do CD Santa Clara, desta vez os Gilistas também se juntam a um grande leque de equipas da primeira divisão nacional.

Como mencionado acima, o grande foco será começar pela vertente de FIFA Pro Clubs e de FIFA 1v1.

CHRISTMAS CHALLENGE DÁ PONTAPÉ DE SAÍDA ESTE SÁBADO!

Fonte: FPF eSports

Este sábado, inicia-se o FPF eSports Christmas Challenge no Famalicão Extreme Gaming. Após o qualificador presencial desta sexta-feira ter encontrado os últimos quatro jogadores para participar no torneio, o sorteio dos potes está para breve e o torneio irá ser jogado durante todo o sábado e domingo.

Com uma prizepool de cinco mil euros totais e um total de 32 jogadores inscritos, este torneio promete aquecer no Famalicão Extreme Gaming. Abaixo podem conferir os potes para o torneio:

Pote 1: RastaArtur, BrunoRato, Sales, Somosnos, Guti, Tiago10SLB, Runrun, Duarte
Pote 2:
tuga810, JOliveira10, Gouvy, fenómeno, rikhard, Porkzilla, bernasfigue5, MarQzou
Pote 3:
nathanielhank, mart1nst, bernaschico76, Seensation, Hugob0ss, BAlmeida, godiiiinho, nunobc
Pote 4:
danithe7, ariespls, tcosta, Dantekkz, Dallano9 (QP), JorgeMBSilva (QP), RafaMonteiro (QP), DiogoNunes14 (QP)

*QP – Qualificador presencial

Não se esqueçam de acompanhar o torneio através das plataformas da FPF eSports e da Twitch da RTPArena.

BOAVISTA FC LIDERA APÓS QUATRO JORNADAS DA LIGA FPC!

Fonte: FIFA Pro Clubs PC Portugal

Com quatro jornadas decorridas na Liga Portuguesa de FIFA Pro Clubs PC, os axadrezados lideram a tabela com 12 pontos em 12 possíveis. Depois de duas vitórias tranquilas por 6-0 e 5-2 esta semana frente a Prodígios FC e Inglorious respectivamente.

Logo atrás colocam-se a par, Magicians e 22 Esports ambos com 10 pontos. Leões de Porto Salvo TFC na perseguição com sete pontos, os estreantes Inglorious com seis pontos e por outro lado, os veteranos Prodígios também com seis pontos.
Já na parte terminal da tabela, surpresa com a equipa da For The Win Esports em 8.º lugar com apenas uma vitória em quatro partidas.

No que toca aos desempenhos individuais até ao momento, destaque para Leko (Leões de Porto Salvo TFC) com oito golos em quatro jogos, Deez (Boavista FC) com cinco golos em quatro jogos e Tolord (Magicians) com quatro golos em dois jogos. Nas assistências está em evidência os mesmos três emblemas. Reloadz (Boavista FC) com quatro assistências, SuperMatos (Magicians) com três assistências e também com três passes para golo X1CO (Leões de Porto Salvo TFC).

Foto de Capa: FPF eSports

Manchester aquece para o derby

Manchester City e Manchester United defrontam-se este sábado às 17h30 no Etihad Stadium, naquele que é o jogo grande da jornada 16 da Premier League. Os dois gigantes de Manchester estão separados por três lugares na classificação mas a diferença pontual entre ambos é bem maior: 11 pontos.

O City chega ao derby no 3º lugar do campeonato, após a vitória folgada na casa do Burnley a meio da semana, estando numa série de quatro jogos consecutivos sem perder. Já o Manchester United chega a este jogo com a moral em alta, após ter aplicado a primeira derrota a José Mourinho desde que o português chegou ao comando do Tottenham. Os red devils estão no sexto lugar da classificação, levam já quatro jogos consecutivos no campeonato sem conhecer o sabor da derrota e esperam trazer pontos na visita ao rival da mesma cidade para não perder o comboio do top 5.

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O United venceu apenas um jogo fora de Old Trafford esta época, quando visitou o Norwich em outubro e derrotou os canários por 3-1. O City leva cinco vitórias em sete partidas disputadas no Etihad, para além de um empate e a derrota surpreendente com o Wolves de Nuno Espírito Santo. Contudo, há um dado que joga a favor dos encarnados de Manchester por comparação com o seu rival mais antigo. Nos confrontos com os “Big Six”, os seis primeiros classificados da época passada, o United soma duas vitórias e dois empates, ao passo que o City soma uma vitória contra o Chelsea, um empate com o Tottenham e uma derrota com o Liverpool.

City e United chegam a este jogo separados por 11 pontos                                                              Fonte: Premier League

A equipa de Guardiola privilegia um futebol de posse e ataque em bloco com as linhas subidas, enquanto que o United se sente menos confortável quando tem que assumir a posse de bola e mais à vontade quando explora o contra-ataque. Nesta época, foram já várias as equipas que mostraram contra o City que não é preciso ter mais posse de bola para chegar ao golo mas sim ser mais eficaz nas oportunidades criadas, como são os casos do Wolves e do Norwich City.

Na minha opinião, um dos principais fatores de decisão neste jogo serão os duelos a meio-campo, um setor onde o City é claramente superior ao adversário. O United tem no ataque a sua melhor arma, com jogadores rápidos, capazes de desmontar a teia defensiva do City e resolver o jogo por si.

As equipas defrontaram-se 18 vezes no Etihad Stadium, desde que o Manchester City aí se fixou em 2003, com o registo a ser equilibrado: oito vitórias para cada lado e dois empates. Nas últimas quatro visitas ao reduto do City, os red devils venceram duas, a última das quais memorável: o United esteve a perder por 2-0 e operou a reviravolta com um bis de Pogba e um golo de Smalling, vencendo o derby de Manchester e impedindo o rival de celebrar o título de campeão nesse dia.

Gundogan volta a entrar nas contas de Guardiola após ter cumprido um jogo de castigo frente ao Burnley e Zinchenko também poderá retornar à quadra, ele que não é opção desde o início de outubro. Baixas confirmadas para a equipa da casa são três e todas de peso: Sergio Aguero, Aymeric Laporte e Leroy Sane. Do lado dos visitantes, Solskjaer confirmou na antevisão ao jogo que Pogba continuará ausente da ficha de jogo, ainda a recuperar de uma lesão no tornozelo. A boa notícia para os red devils é que Martial já está apto para jogar, ainda que não seja escolha provável para começar o jogo de início.

Assim sendo, Pep Guardiola deve fazer alinhar Ederson na baliza, Cancelo, Stones, Fernandinho e Mendy na defesa e um meio-campo a três composto por De Bruyne, Gundogan e David Silva. Na frente de ataque, Bernardo Silva e Sterling no apoio a Gabriel Jesus. Do lado do United, De Gea é aposta segura para a baliza, com o quarteto defensivo a ser composto por Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire e Young. McTominay e Fred deverão ser os médios de contenção, atrás de James, Lingard e Rashford. Sozinho na frente, Greenwood será uma seta apontada à baliza do City.

Foto de Capa: Premier League