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Ainda há salvação para estas 3 promessas?

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Ao longo da história do futebol, vários têm sido os jogadores a quem todos profetizavam um grande futuro repleto de conquistas. São tidos como grandes promessas nos clubes que representam e é neles que muitas vezes os adeptos depositam grandes esperanças, como se tratassem de um D. Sebastião que há muito esperavam que voltasse num dia de nevoeiro para endireitar o rumo do país, neste caso, do seu clube.

Contudo, nem sempre esses anseios são respondidos e a desilusão por não ver a coqueluche da equipa vingar assola os seus aficionados, que muitas vezes não entendem o que correu mal. Quem não se lembra de Freddy Adu, futebolista nascido no Gana e naturalizado norte-americano, que aterrou em Lisboa em 2007 aos 19 anos e que vinha com o rótulo do “Pelé Americano”?

Adu assinou pelo Benfica por 1,5 milhões de euros vindo da Major League Soccer (MLS), a liga de futebol profissional dos Estados Unidos da América. Aqui, deu nas vistas aos 14 anos no D.C. United e despertou a cobiça de vários clubes europeus, acabando por alinhar pelas águias e começando, assim, os seus anos atribulados a jogar pela pela Europa. Ainda foi emprestado ao Mónaco, ao Belenenses, ao AS Aris da Grécia e foi parar ao Çaykur Rizespor Kulübü, clube que militava na 2.ª Liga turca. Assistia-se, assim, à queda de um mito.

Atualmente, Feddy Adu ainda é jogador profissional, mas nunca conseguiu alcançar aquilo que todos esperavam de si.

Fábio Paim “desceu do céu ao inferno” e atualmente está preso preventivamente por tráfico de droga
Fonte: Chelsea FC

Fábio Paim é outro exemplo de uma verdadeira promessa que não vingou. Este caso estará, provavelmente, muito mais presente na memória dos portugueses, tais são o número de polémicas em que está constantemente envolvido.

“Se acham que eu sou bom, então esperem pelo Paim”, a célebre frase proferida por Cristiano Ronaldo à chegada a Manchester, ilustra da melhor forma as expetativas que foram criadas em torno do português, que fez a formação no Sporting CP ao lado de Ronaldo e de Rui Patrício, entre outros jovens estrelas.

Contudo, vários problemas graves ditaram a sua queda abrupta, desde lesões, pouco suporte familiar para lidar com as mudanças a que foi sujeito, falta de empenho e dedicação do próprio, acusações de violação e até, mais recentemente, acusações de tráfico de droga que resultaram na sua prisão preventiva na cadeia de Caxias.

Estes serão dois dos exemplos mais dramáticos de jogadores que atuaram no futebol português com selo de grandes promessas, mas que não cumpriram o que lhes parecia destinado. Mais recentemente, nos últimos cinco anos, surgiram outros jogadores a quem se previa grandes voos futebolísticos.

São jovens que, oriundos da formação de um clube, chegaram a jogar com alguma regularidade no escalão principal, mas que entretanto viram as suas oportunidades estagnarem e acabaram por “sair de cena”. Será que ainda vão a tempo de recuperar as suas carreiras?

O Bola na Rede aponta alguns…

5 jogadores da Liga Portuguesa com qualidade para reforçar o FC Porto

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Nos últimos mercados de transferências do FC Porto, a aposta em jogadores oriundos das restantes equipas do nosso campeonato tem sido recorrente. Deste lote de atletas, foram poucos os que triunfaram nos dragões. Tendo em conta que o orçamento de transferências dos clubes portugueses tem diminuído cada vez mais e os jogadores da Primeira Liga são considerados “baratos”, esta aposta, muito provavelmente, será para continuar no futuro.

Até ao momento, há uma série de jogadores que, fora dos três grandes, têm-se destacado pelo seu rendimento desportivo e que, tendo em conta o seu potencial, poderiam ser possíveis alvos para reforçar os azuis e brancos em janeiro. O Bola na Rede elaborou uma listas de cinco jogadores que, de acordo com o orçamento do FC Porto, poderiam ser uma boa aposta para o presente e o futuro da equipa.

SL Benfica 4-0 FC Famalicão: 11.ª vitória consecutiva para fechar o ano no topo da Liga

À 14.ª jornada, o SL Benfica, líder do campeonato, tinha pela frente a equipa sensação desta primeira parte da época, o FC Famalicão. Os encarnados vinham embalados da vitória europeia a meio da semana e queriam manter o registo imaculado na Liga Portuguesa, bem como a liderança isolada. Já os famalicenses, que já não venciam há quatro jogos, queriam voltar aos bons resultados e vencer no Estádio da Luz – caso acontecesse seria algo histórico.

Passados 20 minutos da partida, tínhamos o Benfica a controlar o jogo e o Famalicão atrevido, tentando através de transições rápidas conseguir criar perigo. Estava um jogo interessante, mas os remates enquadrados com a baliza? Esses haviam poucos ou nem sequer víamos… Não havia muito jogo perto de ambas as balizas, sejamos sinceros.

Aos 26 minutos, houve talvez a melhor oportunidade desta primeira parte. Novamente uma boa jogada por parte de Fábio Martins, que encontrou Pedro Gonçalves em zona frontal para a baliza de Vlachodimos. O número 28 famalicense viu uma brecha na defensiva encarnada e rematou com força para uma bela intervenção do guarda-redes grego do Benfica. Ficava o aviso para os encarnados que pareciam que tinha adormecido na partida.

O aviso serviu para alguma coisa, pois ao minuto 30 apareceu Pizzi a fazer a delícia dos adeptos. Pegou na bola e foi por ali fora, e passou por tudo o que era jogador do Famalicão. No frente a frente contra Rafael Defendi foi o brasileiro que levou a melhor e deixou as suas redes invioláveis. Ainda no mesmo minuto, houve cruzamento de Rúben Dias para Cervi rematar e só um desvio de um jogador do Famalicão travou o que podia ter sido o primeiro da partida. Estava vivo o jogo tanto para um lado como para o outro, afinal.

Ao minuto 36, depois de um cruzamento encarnado e de um corte famalicense, a bola sobrou para Tomás Tavares, que com um pequeno toque encontrou Pizzi. O 21 encarnado rematou, mas, de novo, Rafael Defendi novamente a estar ao melhor nível e a não permitir o golo encarado, que tardava a aparecer.

Tantas vezes lá foi o Benfica e com perigo que tinha mesmo de aparecer… Aos 38 minutos,  primeiro, foi Tomás Tavares que descobriu nas costas da defesa Chiquinho. Depois o 19 do Benfica fez um cruzamento a rasgar a defesa do Famalicão – e que passe! – e apareceu Vinicius que só teve de encostar. Estava feito o primeiro na partida e era encarnado (1-0). Destaque para o ponta de lança brasileiro, que já marca há quatro jogos consecutivos a marcar em jogos da Liga, e é já o melhor marcador do campeonato (dez golos).

O intervalo chegou e as duas formações recolheram para os balneários com a vantagem mínima para os encarnados. Nesta primeira parte, tivemos duas caras encaradas: uma primeira onde remates não existiram (até aos 30 minutos) e depois 15 minutos à Benfica onde apareceu muitos remates e um golo. O Famalicão estava muito bem na partida, mas faltava algo no último terço do terreno. Uma primeira parte muito equilibrada e interessante como há muito não se via sem ser em clássicos e derbis.

Se na primeira se demorou 30 minutos para a máquina olear, na segunda parte foram precisos só três minutos. Aos 48 minutos, oportuno o lançamento rápido de Tomás Tavares a lançar Chiquinho. O 19 do Benfica cruzou a bola que acabou por ser cortada por um defesa do Famalicão e depois apareceu Pizzi, que de primeira só teve olhos para a baliza e para o golo. Era o 2-0 na partida e era a melhor entrada que podiam ter os encarnados e o contrário para o Famalicão. Com este golo o capitão encarnado igualou Vinicius nos melhores marcadores da Liga.

Aos 63 minutos, Chiquinho podia ter feito um lance simples, mas quis brilhar nesta partida novamente com um excelente passe para Pizzi. Depois, o capitão encarnado recebeu a bola, deu um pequeno toque para o lado e de pé esquerdo marcou o segundo golo da sua conta pessoal e o terceiro na partida (3-0). Acho que é importante salientar o passe delicioso de Chiquinho e depois a jogada individual de Pizzi que está ao nível do passe.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Depois do terceiro golo, as trocas encarnadas levaram a um desacelerar por parte da equipa e o Famalicão meteu “a carne toda no assador”, mas sem grande sucesso, porque não houve grande oportunidade perto da baliza de Vlachodimos. As duas equipas pareciam já pensar muito nos seus compromissos para a Taça de Portugal. Contudo, enquanto escrevia isto… Houve ainda tempo para mais um golo para o Benfica.

Ao minuto 89, um passe da grande área do Benfica para o meio campo que chegou a Seferovic e depressa se tornou um bom lance de perigo. O suíço tocou rápido para Pizzi, que depois encontrou Caio Lucas. O número sete galgou vários metros no campo e só teve de trabalhar o seu drible, marcando o quarto na partida (4-0).

Mais uma goleada do SL Benfica para fechar o ano civil de 2019 na Liga Portuguesa e para fazer um grande registo de onze vitórias consecutivas na competição – igualando o registo do FK Shakhtar Donetsk esta época. Os encarnados somam mais três pontos e são líderes isolados com 39 pontos, com mais sete pontos do que FC Porto se bem que com mais um jogo. Já o FC Famalicão não vence há cinco jogos, tem três derrotas consecutivas e mantém o seu registo negativo para o campeonato. As emoções da Liga volta só em 2020 tanto para encarnados como para os famalicenses.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica – Odysseas Vlachodimos (GR), Grimaldo, Ferro, Rúben Dias, Tomás Tavares, Gabriel, Taarabt, Pizzi, Cervi (79′, Jota), Chiquinho (84′, Caio Lucas) e Carlos Vinicius (69′, Seferovic)

FC Famalicão – Rafael Defendi (GR), Riccieli, Roderick Miranda, Nehuen Perez, Alax Centelles, Uros Racic, Gustavo Assunção (64′, Guga), Pedro Gonçalves, Rúben Lameiras (76′, Nico Schiappacasse) e Toni Martinez (64′, Anderson)

Casa Pia AC 0-1 CD Mafra: Zé Tiago destacou-se em tarde de tiro ao Ganso

No frente a frente entre 8.º e 17.º classificados da LigaPro 2019/2020, Mafra e Casa Pia, respetivamente, defrontaram-se no Estádio Pina Manique, com a vitória a cair para os forasteiros, que subiram ao 4.º posto à condição. O Casa Pia manteve-se na cauda da tabela, em igualdade pontual com o Cova da Piedade.

A viverem realidades distintas, os anfitriões vinham numa série negativa de três derrotas consecutivas – duas para o campeonato (frente a Nacional e Académica) e outra para a Taça da Liga, diante do todo-poderoso FC Porto – e o penúltimo lugar na tabela classificativa acelerava a importância da conquista dos três pontos para não deixar mais distante o objetivo traçado para a presente temporada: a manutenção.

Por oposição, o Mafra vem protagonizando uma campanha acima das expectativas e conta já com 19 pontos, apenas menos quatro que o terceiro classificado Varzim. Após a vitória em casa na última jornada frente ao sempre candidato Estoril por 3-1, os comandados de Vasco Seabra sabiam de antemão que uma vitória neste encontro os consolidaria como uma das equipas a ter conta na luta pela subida à Primeira Liga.

Num duelo entre duas formações com vincados traços de amizade, ou não tivesse Mafra servido de casa aos Gansos até final de outubro deste ano, foram os da casa a criar perigo pela primeira vez, num livre lateral que obrigou Godinho a defesa aplicada.

Partindo de um 4-4-2 clássico, o Casa Pia procurava contrariar o jogo de posse e paciência dos visitantes, explorando o espaço livre nas costas da defesa do Mafra. Kikas, distinguido pela Liga como autor do golo do mês LigaPro outubro/novembro (frente ao Vilafranquense no jogo de estreia em Pina Manique) era dos mais esclarecidos e ia repetindo o feito logo a abrir. Do lado dos de Mafra, o médio Zé Tiago ia-se destacando pela clarividência e acerto em todas as decisões com bola. A defesa, pese embora composta por jogadores elegantes e de toque de bola refinado, ia sentindo alguns calafrios causados pelas transições do Casa Pia e, no espaço de três minutos viu, primeiro Jeka e depois Jean, desperdiçarem duas flagrantes ocasiões quando estavam em boa posição de inaugurar o marcador.

Apesar do conforto com bola dos forasteiros, era o Casa Pia quem mais ia criando perigo e adivinhava-se golo a qualquer instante: primeiro Dantas, parada a meias por Godinho e João Miguel; depois Mateus que, assistido por Jorge Ribeiro, atirou por cima.

O jogo estava entretido e perto do intervalo dois lances a cheirar o fundo das redes, um para cada lado. Zé Tiago, na cobrança de um livre descaído sobre a direita do ataque mafrense, assistiu Medeiros para o avançado desviar de cabeça à barra da baliza defendida por Vanderlaan. Logo a seguir, foi a vez de Wilson Kenidy, após boa combinação, não conseguir acertar na baliza de Godinho, ficando a centímetros do golo que desataria o nulo antes do intervalo.

Fonte: Bola na Rede

No segundo tempo, manteve-se a toada do primeiro tempo: mais bola para o Mafra, mais perigoso o Casa Pia. E foram mesmo os da casa a criar o primeiro lance de perigo, Jeka a fugir pela direita e a atirar um tudo-nada ao lado da baliza do Mafra.

Sensivelmente a meio da segunda metade, Caio Marcelo cometeu grande penalidade sobre Rúben Freitas e Zé Miguel, chamado a marcar, não se fez rogado, balançando as redes pela primeira vez no Estádio Pina Manique.

Acabado de entrar, Roncatto teve nos pés oportunidade soberana para empatar, mas o esférico, cortado entre defesa e guarda-redes do Mafra, saiu numa carambola pela linha final.

Até final, o Casa Pia procurou o golo que garantiria a igualdade, mas a turma de Mafra baixou as linhas e mostrou-se sempre mais tranquila, conseguindo levar de Lisboa os três e cimentando o seu lugar entre os primeiros.

Na próxima jornada, o Casa Pia desloca-se à Vila da Feira para defrontar o Feirense. Já o Mafra recebe o Académico de Viseu, na última partida deste ano para ambas as formações.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Casa Pia AC: Vanderlaan, Joel, P. Machado, C. Marcelo, J. Ribeiro, Mateus F., R. Dantas (Roncatto 69’), Jean (Martim 53’), Kikas (Sountoura 80’), W. Kenidy, Jeka

CD Mafra: Godinho, Rúben Freitas, Juary, João Miguel, Joel, Lucas Silva, Franco, Tavares (Rui Pereira 91’), Medeiros (Areias 69’), Paul Ayongo, Zé Tiago (Nuno Rodrigues 79’)

É caso para dizer “o Cruzeiro afundou”

É verdade. Um dos maiores clubes brasileiros, o Cruzeiro Esporte Clube desceu de divisão pela primeira vez na sua história. Depois de ter sido campeão brasileiro em 2014, cinco anos depois, a “raposa” foi despromovida à Série B. É caso para dizer: “o Cruzeiro afundou”.

A derrota caseira frente ao Palmeiras (0-2) ditou o fim que já há muito era antecipado. Os problemas técnicos, financeiros e até políticos foram constantes ao longo da temporada, contribuindo assim para a tragédia.

Mas há que fazer uma contextualização prévia ao “rebaixamento”. Tudo começou quando o Cruzeiro venceu a Taça do Brasil por dois anos consecutivos (2017 e 2018), entrando numa filosofia de gastos, muitas vezes desmedidos. Um plantel vencedor que contava nas suas fileiras com jogadores como De Arrascaeta (atualmente no CR Flamengo) ou Rafael Sóbis (SC Internacional), mas que já aí demonstrava dificuldades em cumprir com os contratos “chorudos” com que se comprometera.

Fonte: Cruzeiro

Esta época, aquele que mais vezes “deu a cara” foi o Thiago Neves. O centro campista que em tempos chegou a ser internacional brasileiro, foi o jogador mais criticado pelos cruzeirenses. Não só pela postura dentro das quatros linhas, como fora delas, por exemplo, por ser quase como que o porta-voz do plantel, a reclamar os salários em atraso à direção do clube.

Postura esta que compreendo, já que toda a gente gosta de ser recompensada pelo seu trabalho. Por vezes, nós adeptos, esquecemo-nos que a falta de remuneração aos atletas também conta para o rendimento, e apenas queremos resultados, mas e… se fosse connosco? Ir trabalhar sem receber. O dinheiro não é tudo, mas também conta.

Deixando de parte a vertente financeira, vamos aos problemas técnicos. O emblema de Belo Horizonte, só este ano, teve quatro treinadores diferentes a comandar a equipa e nenhum deles foi competente o suficiente para aguentar o Cruzeiro na primeira. Mano Menezes iniciou a temporada, seguiu-lhe o antigo guarda-redes lendário, Rogério Céni, que também não teve capacidade para levar o clube para outro rumo. Posteriormente, Abel Braga, que deixou o “mengão” em maio, sucedendo-lhe Adílson Batista, que já entrou no “barco a afundar-se”.

Nem sempre é certo, mas na maior parte dos casos, a estabilidade é a chave do sucesso. Não sou de acreditar nas famosas “chicotadas psicológicas”, bem conhecidas também em Portugal. São uma coisa que ainda faz menos sentido, tendo em conta que o último técnico foi contratado a apenas três jornadas do fim!

A nível de protagonistas, analisando individualmente cada jogador, o Cruzeiro tinha um plantel “fraco”, envelhecido. Com várias referências e pouco futebol. Agora é fácil fazer esta constatação, mas juntando todos os ingredientes, todos os problemas e conflitos, parece que a descida já estava destinada. Os “maiores” nomes desta época fracassada foram: Fred (ponta de lança, de 36 anos), Orejuela (lateral emprestado pelo AFC Ajax) e o próprio Thiago Neves (apesar de todo o atrito).

Com a descida de divisão do Cruzeiro, apenas o CR Flamengo, o Santos FC e o São Paulo FC, nunca foram despromovidos da Série A.

Foto de Capa: Cruzeiro

Artigo revisto por Joana Mendes

 

FC Porto | Serviços mínimos na Europa!

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O objetivo do FC Porto foi conseguido com o apuramento em primeiro lugar do grupo para a próxima fase da Liga Europa, mas a nota artística não foi elevada. Num grupo equilibrado e com alguma qualidade era de esperar jogos complicados e já se sabia que esta fase não ia ser “um passeio no parque”, mas não era esperada tanta dificuldade.

O nível exibicional foi medíocre e em seis jogos não se consegue encontrar uma boa exibição do FC Porto.

As mudanças profundas que o onze base sofreu tem contribuído para esta inconstância exibicional, embora as contratações tenham sido de qualidade, as rotinas demoram o seu tempo a criar e, acredito que, na próxima fase da Liga Europa o FC Porto vai aparecer bem mais forte. A competitividade desta competição está fortíssima e, com equipas como o FC Internazionale e o FC Ajax, a possibilidade de vencer o troféu fica bem mais complicada mas o prestígio Europeu do FC Porto coloca o clube como um dos candidatos.

É certo que até ao momento a época não tem sido brilhante, mas também é verdade que continua com a possibilidade de vencer todas as competições em que está envolvido.  Algumas opções do treinador portista podem ser questionáveis mas, também é verdade, que o FC Porto de Sérgio Conceição é sempre competitivo e ao longo destas três épocas os azuis e brancos mostraram ser a equipa portuguesa mais consistente nos seus resultados.

Corona tem sido o maior destaque deste FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O plantel tem imensa qualidade e, na minha opinião, pode render muito mais. Em termos comparativos acho o plantel do FC Porto mais equilibrado e, com mais qualidade, do que o do seu principal rival SL Benfica. E, ao contrário das épocas anteriores, o mercado de inverno vai ser pouco movimentado no dragão.

Os regressos de Sérgio Oliveira e Romário Baró são importantes e dotam a equipa de várias soluções para o meio-campo. Uma das “pedras no sapato” do treinador portista tem sido a posição de defesa direito e é uma questão que deve ser resolvida rapidamente. Acredito que Corona vai ser novamente a solução encontrada.

O plantel e a estrutura do FC Porto precisa de tranquilidade e alguns casos que aconteceram recentemente devem ser rapidamente “enterrados”, e o foco tem de ser total no que realmente interessa, que é o Futebol. Os meses de Janeiro e Fevereiro vão ser decisivos no desenlace da época e acredito que o FC Porto vai voltar a dar uma resposta positiva.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

 

VAR: Um sonho decadente

O vídeo-árbitro, conhecido por muitos como VAR, era suposto ser um meio fiável para auxiliar as decisões do árbitro em todos os casos que fosse solicitado. Assim, a Liga Portuguesa assumiu-se como uma das primeiras ligas a possuir este tipo de tecnologia nas competições. “Um investimento pelos clubes de futebol profissional”. No entanto, desde o início da sua atualização, o VAR tem deixado um sonho meio incompleto e pouco – até mesmo nada – fiável.

Exemplos desta falta de confiança são demasiados para serem enumerados. No entanto, há a existência de alguns conhecidos pela sua extrema controvérsia e por serem de tal forma escandalosas.

No passado fim-de-semana sucedeu a 13.ª jornada do campeonato e a decisão do VAR no jogo disputado na tarde de sábado entre o CD Tondela e o Famalicão FC deixou algo a desejar, a nível de arbitragem. Ao final de quase sete minutos de ponderação – o que se me fosse questionado era um ultraje -, dada a circunstância em que foi anulado o golo que daria a vitória ao Famalicão FC (que acabou por sair derrotado da partida). Outro escândalo com o emblema minhoto já se tinha sucedido no jogo contra o Moreirense FC, onde o resultado acabou por ficar empatado.

O clube acabou por tomar medidas legais e apelar à igualdade, “(…)uma competição que se pretende disputada em condições de igualdade por todos os participantes, impõe-se que sejam as instituições desportivas as primeiras a manifestar esses princípios fundamentais.” refere o clube. Os esclarecimentos estão pedidos publicamente. É de salientar que o clube de Vila Nova de Famalicão tem vindo a enfrentar alguns problemas de arbitragem desde a perda da primeira posição na tabela classificativa.

Fonte: Federação Portuguesa de Futebol

Outro exemplo, o Boavista FC recebeu o SL Benfica na sexta-feira, dia 6 de dezembro, a partida estava empatada após intervalo. Aos 54′, surge o golo dos encarnados por Franco Cervi na sequência de uma falta. O Boavista FC viu a sua competitividade cair perante a falta sobre Marlão. O resultado podia ter sido outro, no caso da intervenção – diga-se de passagem que seria de forma correta – do VAR, no entanto, é pouco provável que o domínio benfiquista tivesse ficado por aí na partida.

A arbitragem em Portugal vai mal, isso não é desconhecido a ninguém. O vídeo-árbitro foi instalado com as melhores das intenções, mas na prática continua sempre o mesmo cenário a suceder-se: os grandes são cada vez mais beneficiados e os pequenos cada vez mais (e mais) prejudicados. Perante este cenário inseguro e decadente, o VAR é necessário para alguma coisa na Liga Portuguesa? Ou um mero “tapa-olhos” para ninguém ser responsabilizado pelos atos cometidos?

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Antevisão SL Benfica-FC Famalicão: Vencer é palavra de ordem

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O Sport Lisboa e Benfica defronta, este sábado, o FC Famalicão, num jogo a contar para a 14ª jornada da Primeira Liga. A equipa sensação desta presente edição do campeonato certamente fará de tudo para roubar pontos às águias.

Na luta pelo título, o Benfica não se pode dar ao luxo de conceder facilidades aos adversários, pelo que se espera um grande jogo no Estádio da Luz.

Atualmente, no terceiro posto da tabela classificativa, com 24 pontos, o Famalicão é o conjunto surpresa deste campeonato. Os minhotos subiram à primeira divisão nacional esta temporada e estão a ter, até ao momento, uma prestação de sonho.

Com duas derrotas nos dois últimos jogos, o Famalicão está a atravessar o pior registo desta temporada até ao momento. No entanto, não deixa de ser uma equipa capaz de fazer o que tem feito até agora e surpreender os encarnados.

Um dos destaques desta equipa é Fábio Martins. O português tem sido um dos melhores jogadores do plantel e fez balançar as redes adversárias nos últimos três jogos. Ao todo, já leva sete golos na conta pessoal em jogos a contar para o campeonato.

Fábio Martins está no Famalicão, emprestado pelo SC Braga, e está a ser uma das revelações do campeonato, sendo o terceiro melhor marcador da prova
Fonte: FC Famalicão

Embora o Famalicão seja uma equipa que marca muitos golos, também sofre bastantes. Para a liga, a turma de João Pedro Sousa, técnico do “Fama”, já marcou por 26 ocasiões e sofreu por 21. Nas últimas cinco jornadas, os nortenhos marcaram e sofreram sempre. Resta então saber se vão conseguir manter esta série de jogos a marcar frente à melhor defesa do campeonato.

Ainda na ressaca do jogo da Champions League, em que o Benfica levou de vencido o FC Zenit, o conjunto de Bruno Lage enfrenta outro grande obstáculo. Garantida a permanência nas competições europeias (Liga Europa), o principal objetivo a curto prazo dos encarnados é a vitória no jogo deste sábado para manter a distância para o rival FC Porto, acabando o ano de 2019 em grande.

O SL Benfica não sofre golos no Estádio da Luz desde a derrota com os dragões por 2-0, e o jogo frente aos famalicenses será um bom teste à defesa benfiquista.

Os recentes bons resultados do Benfica devem levar Bruno Lage a fazer alinhar a mesma equipa que defrontou o Zenit a meio da semana. Assim, Vlachodimos deverá ser o guardião da baliza, enquanto Tomás Tavares, Ferro, Rúben Dias e Grimaldo constituirão a defesa. No meio campo, Gabriel, Taarabt, Pizzi e Cervi deverão ser titulares, e Chiquinho e Carlos Vinícius os goleadores de serviço.

Carlos Vinícius tem sido um dos jogadores que mais tem marcado pelo SL Benfica. O avançado brasileiro bisou nas duas últimas partidas para a liga, tendo marcado cinco golos em apenas três partidas e é, a par de Pizzi, o melhor marcador do campeonato: um excelente momento de forma do avançado que chegou à Luz no último defeso.

Será então um duelo entre duas equipas em que só os três pontos interessam. O palco deste confronto será o Estádio da Luz e a partida tem começo previsto para as 18 horas deste sábado.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Deixa-te manipular por esta ideia

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Umas vezes é o Sporting CP a apontar o dedo, outras é ele o visado de tais suspeitas mas, independentemente do constante arremesso de acusações entre os principais clubes do nosso país, a verdade é que o problema da corrupção no Desporto tem raízes muito mais profundas e sérias, que se estendem além fronteiras e, sobretudo, vão muito para além de tudo o que enche as capas dos jornais nacionais.

No passado dia 9 de dezembro celebrou-se mais um Dia Internacional Contra a Corrupção e tal dia, por ironia do destino, coincidiu com a comunicação de uma decisão histórica por parte da Agência Mundial Antidopagem, que impôs ao desporto russo, entre o mais, uma suspensão de 4 anos na participação nos principais eventos desportivos internacionais.

Podíamos debruçar-nos sobre o mérito, amplitude e implicações desta decisão e, com isso, sentir-nos tentados em circunscrever o problema da corrupção no desporto ou a violação da sua integridade apenas à dopagem ou, quiçá, ao território russo. No entanto, a corrupção no desporto é muito mais que isso.

Com efeito, a corrupção é uma realidade que trabalha nos mais diversos planos da sociedade civil, aos quais o Desporto não escapou. Neste particular, apesar das convenções, convénios, acordos ou dias que se criem para celebrar o seu combate, a atenção (ou falta dela) que é dada ao fenómeno da corrupção no Desporto é motivo de gáudio de todos aqueles que daquele se usam para obter lucros na sua atividade criminosa, seja financeiros ou desportivos.

Pese embora se persista em contornar este problema e, sobretudo, se continue sem investir, com eficácia, no seu combate, nos dias de hoje, a maior ameaça ao Desporto é, precisamente, a violação das suas regras, a distorção da sua essência, a destruição da Integridade.

Ora, um dos principais traços de preenchimento do conceito de Desporto é, justamente, a existência de regras e, em paralelo, não só agentes íntegros que as cumpram, como ainda alguém que advirta quando as mesmas são desrespeitadas.

Apesar das múltiplas definições que se possam encontrar para o Desporto, e mesmo com o esforço de milhares de agentes desportivos que atuam de forma íntegra, a realidade desportiva internacional está hoje sujeita a um conjunto de fenómenos que desrespeitam e desvirtuam o seu mais nobre conceito, tentando condená-lo ao esvaziamento absoluto, fazendo dos seus protagonistas e consumidores meras peças num teatro cujo final, infelizmente, e se nada se fizer, terá um prejuízo irrecuperável para o Desporto Mundial.

Equacionam-se diversas causas para o Desporto atrair uma cada vez maior diversidade de atividades criminosas, mas é certo que um dos principais fatores para tal reside no progressivo aumento do volume de negócio que o Desporto representa.

O dinheiro e a atividade criminosa estão historicamente de mãos dadas e o Desporto não saiu ileso a essa união há muito conhecida. A progressiva mercantilização do Desporto atraiu para a sua esfera tudo o que de bom e melhor existe mas, também, o que de pior, até então, permanecia à porta.

A integridade do Desporto tem de ser inviolável
Fonte: The Sports Integrity Initiative

É de suma relevância trazer o tema para as agendas de todos os interessados, em particular da política, aquela que tem os mecanismos para poder implementar as regras que já existem e deviam ser cumpridas nesta matéria.

Importa estar ciente do desafio global que constitui a ameaça à integridade do Desporto, e o facto de este precisar do contributo de todos – agentes desportivos, organizações desportivas, órgãos de polícia criminal, Estado, operadores e reguladores de apostas, entre outros – para que se possa promover, de forma conjunta, um combate sério e consequente a um dos mais nefastos fenómenos para a sua essência.

Se não for este esforço conjunto, a Integridade do Desporto, e este em si mesmo, ficará refém da névoa de criminalidade que sobre si paira, permitindo que a escuridão que elimina a sua imprevisibilidade prevaleça sobre as luzes intermitentes, inconsistentes e inconsequentes emanadas pela plataforma que deveria ser erguida em torno desta realidade.

Despertemos o nosso interesse, atenção e meios para este flagelo e passemos a palavra, pois só desta forma será possível acreditar, participar e garantir a construção de um futuro melhor para o Desporto nacional e internacional.

Foto de Capa: Conselho de Prevenção da Corrupção

Artigo revisto por Joana Mendes

Na rota do título de basquetebol

O Sporting Clube de Portugal regressou esta época ao Basquetebol, 24 anos depois. O arranque de temporada dos pupilos de Luís Magalhães tem sido prometedor. Os leões encontram-se na liderança, após disputar onze jornadas da Liga Portuguesa de Basquetebol.

Na 11ª jornada, o Sporting conseguiu uma importante vitória no Dragão Caixa, perante o FC Porto por 78-89. Destaque ainda para a vitória recente, frente a equipa bicampeã nacional, UD Oliveirense por expressivos 94-70. Nesta caminhada, a equipa leonina soma dez vitórias e apenas uma derrota, apresentando um bom nível exibicional.

Neste Sporting tem havido dois jogadores em grande destaque: Travante Williams e James Ellisor, ambos provenientes da UD Oliveirense. Sendo fundamentais, para a equipa de Luís Magalhães, quer em termos defensivos, quer contribuindo com muitos pontos para conquistar vitórias.

Os leões encontram-se na liderança da Liga, somando dez vitórias em onze jogos
Fonte: Sporting CP

O Sporting, que regressa esta época à elite do Basquetebol nacional, tem demonstrado ser um dos fortes candidatos ao título. Sendo que a equipa leonina deverá garantir o acesso aos quartos-de-final dos playoffs de apuramento do campeão.

No palmarés do Sporting Clube de Portugal, constam vários títulos no basquetebol nacional: oito campeonatos, cinco Taças de Portugal, dois campeonatos da 2.ª divisão e um do 3.º escalão da modalidade.

A história do Sporting Clube de Portugal na modalidade será defendida nesta época emblemática, marcada pelo regresso ao Basquetebol. Por isso, com Esforço, Dedicação e Devoção, poderá ser possível conquistar a Glória dos títulos.

Foto de Capa: Sporting CP