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5 jogadores que (ainda) vão brilhar até ao Natal

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Estamos a dois meses do Natal, o Campeonato regressa agora quase um mês depois. Há alguns jogadores que até agora desiludem, outros que ainda não brilharam, mas há alguns nomes que acredito que ainda colocarão algumas prendas nos sapatinhos dos seus adeptos.

Assim, aqui ficam alguns dos nomes que me parecem que irão brilhar, todos eles, até ao dia da Consoada.

Inglaterra 19-7 Nova Zelândia: Inglaterra “atropela” bicampeões do mundo

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O primeiro jogo das meias finais resultou no embate entre as duas melhores seleções do mundo. O jogo entre o país onde nasceu o Rugby, na pequena cidade de Rugby (Inglaterra), em 1823, quando Webb Ellis, num jogo de futebol, usou a bola com as mâos e, do outro lado, os míticos All Blacks, bicampeões mundiais, que representam a imagem de marca da Nova Zelândia e do Rugby no mundo.

Eddie Jones fez apenas uma alteração em relação ao jogo dos quartos de final, com George Ford a aparecer na posição de médio de abertura e a dupla de centros a ser formada por Owen Farrell e Manu Tuilagi. Henri Slade foi relegado para o banco.

Já Steve Hansen também promoveu uma mudança no 15 titular, sendo esta na terceira linha, com Scott Barrett a aparecer no lugar de Sam Cane.

Ainda antes do apito inicial, destaque para a seleção inglesa. Uma resposta ao Haka inesperada, mostrando confiança e, sobretudo, uma vontade de vencer inexplicável.

A resposta inglesa ao Haka
Fonte: Rugby World Cup

Do apito inicial ao primeiro ensaio passaram apenas dois minutos. Uma entrada fortíssima da Inglaterra, jogando ao largo e tirando partido territorial da largura do seu jogo, permitiu a Manu Tuilagi num pick and go fazer o primeiro toque de meta do jogo.

Com o madrugar do ensaio inglês, esperava-se uma resposta neozelandesa, resposta essa que nunca apareceu. O jogo All Black mostrou-se muito previsível, com muitas perdas de bola e uma utilização do jogo ao pé que deixou muito a desejar. A Inglaterra jogava à mão no meio campo adversário, com progresso no terreno e com grande domínio de posse.

Só na segunda parte é que a seleção bicampeã do mundo conseguiu aproveitar um erro gravíssimo dos avançados ingleses num alinhamento, com introdução inglesa, a cinco metros da sua área de validação. Um desentendimento entre Jamie George e o saltador levou a que a bola sobrasse para Ardie Savea que só teve de mergulhar para o ensaio. Com a transformação do ensaio, o resultado ditava vantagem inglesa, à passagem do minuto 58, por 13-7.

A partir do momento em que a Nova Zelândia reduziu a distância no marcador, perspetivava-se um jogo muito mais equilibrado e disputado, algo que não aconteceu. A defesa neozelandesa mostrou-se muito indisciplinada no breakdown, concedendo diversas penalidades à Inglaterra, que, com a pontaria afinada de George Ford, ia transformando as mesmas em pontos, dilatando cada vez mais a vantagem inglesa.

O domínio inglês continuou a verificar-se até ao apito final de Nigel Owens. Após dois campeonatos do mundo em que os All Blacks saíram vitoriosos, desta vez saem eliminados (com uma exibição muito fraca) por uma poderosíssima Inglaterra.

Grande mérito para o selecionador inglês, Eddie Jones, que soube anular todos os pontos fortes da Nova Zelândia. O jogo inglês foi claramente superior, fazendo aquilo que muito raramente se vê, ou seja, circular a bola com qualidade no meio campo neozelandês. A Inglaterra apresentou um jogo profundo, com muita imprevisibilidade nas linhas de corrida dos seus pontas (sobretudo Anthony Watson) e dominador.

Já a defesa mostrou-se fortíssima. A terceira linha teve um papel primordial ao atrasar o jogo adversário no breakdown, permitindo à defesa um maior período de tempo para se recompor e reorganizar. Tom Curry, Sam Underhill e Maro Itoje conseguiram vários turnovers, ao dominar o jogo no chão. No que toca às fases estáticas, os ingleses estiveram imperiais. O Conjunto de Eddie Jones estudou bem a lição e o grande obreiro desta vitória histórica é, sem dúvida, o próprio selecionador.

O rugby neozelandês foi anulado por uma linha defensiva inglesa impenetrável. As linhas atrasadas não tiveram bolas de qualidade, aparecendo muito poucas vezes em jogo jogadores como Beauden Barrett, Sevu Reece e Anton Lienert-Brown. No que aos avançados diz respeito, verificaram-se algumas dificuldades a disputar a bola no chão.

Com esta vitória, os ingleses reservam um lugar para a final, algo que não acontecia desde 2007. O seu adversário ficará decidido amanhã, no jogo que opõe País de Gales e África do Sul.

Newcastle United, uma equipa consistentemente inconstante

A história não é nova e tem-se repetido nas últimas épocas. O Newcastle United FC arrancou a época de forma titubeante e, apesar de ter mais pontos nesta altura do que na época anterior, está nos lugares de despromoção e marcou apenas cinco golos em nove jogos. O portal de estatísticas de futebol FiveThirtyEight aponta que há 34% de probabilidade dos Magpies descerem de divisão, sendo apenas suplantados pelo Watford FC (45%) e pelo Norwich City (51%).

O clube do norte de Inglaterra é neste momento o pior ataque da Premier League, a par do lanterna vermelha Watford, e é também a segunda equipa menos rematadora, com apenas 81 remates. Neste capítulo, só o Wolves de Nuno Espírito Santo tem menos remates (80).

Ao fim de oito jornadas a equipa de Steve Bruce encontra-se no 18º lugar da Premier League e esta semana chegaram mais dores de cabeça para o técnico inglês, com as lesões de Andy Carrol, recentemente recuperado de um problema grave no tornozelo, e Fabian Schar, o elemento em melhor forma neste início de época. Ainda assim, Dwight Gayle, contratado ao West Bromwich Albion após ter faturado 24 golos na temporada transata, recuperou recentemente de lesão e é um reforço de peso para o ataque dos Magpies. Apesar dos rumores que dão conta de um eventual regresso à sua antiga equipa, a lesão de Andy Carrol abriu espaço a Gayle para se afirmar no ataque do Newcastle e Steve Bruce já declarou que espera muito do avançado.

O Newcastle marcou apenas cinco golos na Premier League esta época
Fonte: Newcastle United

A verdade é que é no ataque que a equipa de Steve Bruce tem sentido dificuldades e isso vê-se no facto de apenas ter conseguido duas vitórias em nove jogos, ambas pela margem mínima. A juntar a isto, Joeliton, jogador que chegou este verão proveniente do Hoffenheim por 45 milhões de euros, tarda em adaptar-se e confirmar o estatuto com que aterrou em Newcastle. Neste momento já se fala na chegada por empréstimo de Iheanacho em janeiro, jogador que tem sido muito pouco utilizado no Leicester City e que é visto como alguém que pode resolver os problemas de finalização da equipa.

Por fim, esta seca de golos que a equipa atravessa ajuda, e muito, a explicar a inconstância constante do Newcastle: a derrota com o Norwich City e o empate com o Watford, equipas que estão nos últimos lugares da Premier League, contrapõem as vitórias surpreendentes frente a Manchester United e Tottenham Hotspur. A equipa de Steve Bruce tem tido um desempenho irregular e precisa de mais consistência e mais acerto no ataque, até porque atravessa agora um ciclo de quatro jogos frente a adversários teoricamente acessíveis, antes do confronto com o Manchester City. Se até aí conseguir pontuar e sair da zona de despromoção, seguramente a probabilidade de descida será menor do que é neste momento.

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

A Liga dos Megalómanos

O alargamento da Liga Portuguesa para 18 clubes foi aprovado, em circunstâncias muito polémicas de que todos certamente se lembrarão, por maioria, pelos clubes em 2013 e foi implementado na época 2014/2015, tendo uma das vagas sido ocupada pelo Boavista FC.

A discussão não é de agora e tem vindo a ser debatida ao longo dos anos: será viável termos actualmente um campeonato português disputado por 18 equipas? E que balanço fazemos hoje desse alargamento?

Antes de mais, há que realçar um ponto prévio: a Liga Portuguesa sempre padeceu da falta de conhecimento e de profissionalismo da grande maioria dos dirigentes que estão à frente não só dos vários clubes, mas também das instituições que “mandam” no futebol português.  Há uma enorme carência em verdadeiros gestores desportivos, como os há na Inglaterra e na Alemanha, com capacidade e competência para gerir clubes e instituições e principalmente as avultadas receitas que o futebol gera.

Em vez disso, temos muitas vezes em lugares de direcção ou decisão indivíduos que mal sabem ler e escrever. Esta realidade explica que naquele ano de 2013 viesse a ser tomada uma medida que muito impactou o nosso futebol, sem sequer estar alicerçada nalgum estudo que demonstrasse que o campeonato tornar-se-ia mais dinâmico e competitivo.

Chegados aos dias de hoje, que balanço fazemos desse alargamento?

Não melhorou a média de competitividade da liga portuguesa (haver mais jogos não significa maior competitividade e, por conseguinte, mais qualidade). Não resolveu o problema da carência de jogadores portugueses na prova (pois, caso contrário, aí é que Taça da Liga deixaria de ter a pouca justificação que ainda tem). E não melhorou a situação financeira dos clubes, sobretudo dos mais pequenos. É que estes quando foram “aliciados” a votar favoravelmente esse alargamento apenas olharam para o lado da receita e negligenciaram o problema da despesa.

Depois há o óbvio. Um país com 10 milhões de habitantes concentrados nos grandes centros urbanos do litoral do país, em que cerca de 90% é adepto de um dos Três Grandes, não se compadece com um campeonato megalómano com tantas equipas, à semelhança de países com populações cinco vezes maiores que a de Portugal. Aliado a este factor, é o facto de os estádios estão cada vez mais vazios: apenas 5 clubes registam, na corrente época, médias de assistência superiores a 10.000 espectadores.

Por outro lado, creio que se agravou ainda mais o “fosso” que existe entre os Três Grandes e os restantes, tanto a nível competitivo, como também a nível económico. É que o “grosso” das receitas destina-se ao espectro dos Três Grandes enquanto os restantes clubes repartem entre si o resto. Ora, a redução do número de clubes poderia reajustar uma melhor distribuição destas receitas.

Os confrontos entre os grandes são, de longe, os jogos com maior assistência
Fonte: Liga Portugal

Quanto à competitividade da nossa Liga, e não querendo insinuar qualquer nexo de causalidade, desde o alargamento, as equipas portuguesas passaram a ter, com regularidade, resultados menos positivos nas competições europeias. Nunca mais tivemos, sequer, semifinalistas nessas competições ao contrário do que aconteceu em épocas em que a Liga apenas era disputada por 16 equipas. Por exemplo, na época 2010-2011, houve 3 semifinalistas portugueses na Liga Europa. No actual modelo, verificamos que em média o clube campeão conquista, em média, 84% dos pontos em disputa, mas, em contraposição, são escassas as vezes em que os clubes que disputam competições europeias conseguem passar a fases mais decisivas das mesmas.

Por outro lado, a menor distribuição de receitas pelos clubes traduz-se em plantéis mais fracos e, por conseguinte, em partidas menos atractivas para os espectadores.

Urge, pois, ajustar esta competição à real dimensão do nosso país, começando por reduzir o número de equipas no principal escalão e extinguido, de vez, a Taça da Liga.

Foto de Capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 5-0 Alemanha: Vitória indiscutível da melhor equipa

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Sabendo de antemão que a República Checa tinha ganho à Letónia e feito os seis pontos, Portugal sabia que bastava ganhar à congénere da Alemanha para se apurar para a fase seguinte. Para passar para a liderança do agrupamento, Portugal tinha que ganhar por seis golos de diferença e assim precisava apenas de um empate no derradeiro jogo para garantir a liderança deste grupo 8.

O encontro começou tal como se esperava, com a nossa seleção a ter muito mais volume de jogo e oportunidades de abrir o marcador. A estratégia alemã passava por retardar o golo inicial dos portugueses. Os alemães apostavam em possíveis contra-ataques originados por uma eventual desatenção defensiva portuguesa provocada pela ansiedade de a bola não entrar na baliza adversária.

E a verdade é que a estratégia germânica estava a resultar, com o nulo a manter-se até bem perto do intervalo, pelo menos a parte defensiva. Só que uma jogada muito bem construída por Portugal permitiu a Fábio Cecílio um remate de longa distância, com a bola a entrar no canto superior da baliza defendida por Phillip Pless. O ala que representa o SL Benfica foi bem assistido por Ricardinho a menos de cinco minutos do intervalo, e abria assim o marcador em Viseu.

Ainda antes do descanso, mais um golo português a registar, da autoria de Pedro Cary, após passe do seu antigo colega de equipa, João Matos. Os primeiros 20 minutos terminavam assim com uma vantagem de 2-0 da nossa seleção, num encontro muito fechado, apenas desbloqueado com o golo de Fábio Cecílio.

Pedro Cary marcou o segundo golo da seleção nacional antes de o jogo ir para intervalo
Fonte: FPF

A segunda parte começou com uma tática semelhante à do início. Portugal a assumir as despesas do jogo com uma novidade: o elevado número de faltas dos alemães. Os germânicos tiveram um total de quatro nos primeiros quatro minutos e meio, algo que podia ser explorado para ganhar livres diretos de dez metros, atingidos a partir da sexta falta do adversário. Pelo meio, Fernando Cardinal fez o terceiro golo, numa finalização de qualidade, num lance onde o guardião germânico parece ser mal batido.

Os minutos que se seguiram foram bastante monótonos, com o tempo a passar e sem grandes oportunidades junto da baliza da Alemanha e da nossa, já que a formação alemã era inexistente em termos ofensivos. A apatia na partida foi apenas interrompida pelo grande golo de Cardinal: uma finalização felina do pivot português, após um passe brilhante de Ricardinho.

O jogador do Sporting CP foi aliás o único marcador nesta segunda parte. O número sete ainda marcou mais um fruto da sociedade Ricardinho/Cardinal, na mesma sequência da jogada anterior, permitindo assim o hat-trick do pivot do último minuto do encontro. O quinto golo de Portugal foi curto para garantir o primeiro lugar.

Perante um rival muito “fechadinho” lá atrás e praticamente inofensivo no ataque, Portugal realizou uma exibição boa mas não brilhante. Resultado final, em Viseu, foi 5-0 favorável à seleção portuguesa, que garante assim a passagem à Ronda de Elite.

CINCOS INICIAIS:

Portugal – Vítor Hugo (GR), Fábio Cecílio, João Matos, Ricardinho e Bruno Coelho

Alemanha – Pless (GR), Wittig, Schnitzerling, Hoffmann e Heinze

FC Paços de Ferreira 0-0 Rio Ave FC : Muita luta, pouco proveito

FC Paços de Ferreira e Rio Ave FC encontraram-se no Estádio Capital do Móvel no jogo de abertura da oitava jornada.

Os homens da casa chegam a esta partida no penúltimo lugar da liga portuguesa, mas com duas vitórias consecutivas: uma para a Taça de Portugal frente ao Louletano, e outra frente ao Penafiel, a contar para a Taça da Liga. Já o Rio Ave FC, mais confortável na tabela classificativa, onde ocupa o nono lugar, vem de uma vitória para a Taça de Portugal frente ao Condeixa e um empate para a Taça da Liga diante do Portimonense SC.

Os homens da casa começaram melhor com Welthon a desviar na grande área após cruzamento de Bruno Santos, mas a bola a sair por cima da baliza de Kieszek. Welthon, novamente, aos cinco minutos, podia adiantar os pacenses no marcador, após um mau passe de Kieszek na saída de jogo que isolou o avançado, mas este não conseguiu finalizar corretamente.

O Paços arrancou a todo o gás e Hélder Ferreira, a partir da direita, desmontou Aderlan Santos no um contra um e rematou à baliza, mas o esférico saiu ligeiramente ao lado da baliza do Rio Ave.

As duas equipas encaixaram nos sistemas uma da outra e o ritmo de jogo estagnou, não havendo mais oportunidades flagrantes até ao minuto 24’, em que Taremi se desmarcou, e, com a saída de Ricardo Ribeiro aos seus pés, tocou para Bruno Moreira que, com a baliza deserta atirou para um corte crucial de um defesa pacense, que salvou autenticamente o Paços de ir para trás no marcador.Aos 34’ Diego Lopes, depois de tabelar com Taremi, ficou na cara de Ricardo Ribeiro mas a defesa pacense cortou a bola no momento certo, dando canto aos vila-condenses.

Tiago Martins apitou para o intervalo e tudo se manteve a zeros na Mata Real, com os homens da casa a dominar a partida, mas com o Rio Ave FC a ter as oportunidades mais claras de golo.

O Rio Ave teve ocasiões claras para chegar à vantagem mas não as conseguiu materializar
Fonte: Rio Ave FC

As equipas voltaram ao relvado para a segunda metade da partida e o Rio Ave criou perigo de imediato. Bruno Moreira, isolado, falhou na cara de Ricardo Ribeiro, apesar de estar em fora de jogo.

O Rio Ave apareceu mais dominante e aos 75 minutos, Mané isolou Nuno Santos, que fintou o guarda-redes pacense mas acabou por não conseguir finalizar quando tinha a baliza aberta à sua mercê.

Com mais Paços de Ferreira na primeira parte e mais Rio Ave FC na segunda, o jogo chegou ao seu término com o nulo no marcador, apesar das oportunidades para os dois lados.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Rio Ave FC: Kieszek; Pedro Amaral, Santos, Borevkovic, Nélson Monte; Felipe Augusto, Tarantini; Mehdi (69′ Ronan), Diego Lopes (77′ Jambor), Nuno Santos; Bruno Moreira(62′ Mané)

FC Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro; Bruno Santos, Marco Baixinho, André Micael, Bruno Teles; Hélder Ferreira (52’ Yago), Diaby, Pedrinho, Luiz Carlos (80′ Gava); Uilton (70′ Tanque), Welthon

 

Marcos Acuña | Talento e Raça!

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Marcos Javier Acuña é um dos principais ativos do Sporting Clube de Portugal, um dos jogadores com mais minutos no plantel às ordens de Jorge Silas. O internacional argentino destaca-se pela qualidade, mas também pela entrega e raça que coloca em cada partida.

O número 9 dos leões fez a sua formação no Ferro Carril Oeste, e na temporada 2013/2014 rumou ao Racing Club, onde conquistou a Liga Argentina Apertura, somando 103 jogos e 19 golos. No verão de 2017, o Sporting adquiriu o passe do argentino, num negócio a rondar os 9,5M€.

Em Alvalade, “El Huevo” rapidamente conquistou o seu lugar, estabelecendo-se como titular e um dos mais utilizados. Independentemente do treinador, o esquerdino tem sido peça preponderante para o futebol leonino. Nesta terceira época de leão ao peito, Acuña já soma 111 jogos e sete golos, tendo conquistado duas Taças da Liga e uma Taça de Portugal.

Marcos Acuña é um dos principais ativos do Sporting. Nesta temporada já soma 12 jogos e tem o seu valor de mercado fixado em 18M€. Recorde-se que o argentino tem um contrato válido até 2023, com uma cláusula de rescisão de 60M€.

Em termos individuais, Acuña vive um bom momento, tendo envergado a braçadeira de capitão da sua Argentina, no particular diante do Equador. Nos últimos compromissos internacionais frente à Alemanha e ao Equador, Acuña fez quatro assistências para golo, tendo ainda atingido a 25.ª internacionalização.

Marcos Acuña soma três títulos de leão ao peito, duas Taças da Liga e uma Taça de Portugal
Fonte: Sporting CP

“El huevo” é um jogador extremamente útil para qualquer treinador, podendo atuar em várias posições sempre com elevados índices exibicionais. O argentino tem sido mais utilizado na posição de defesa-esquerdo, sendo um extremo de origem, e pode ainda alinhar no meio-campo. O número 9 leonino é tecnicamente evoluído, veloz, forte no um contra um ofensivo e defensivo, forte nos duelos individuais, com boa meia distância, e cruza com qualidade.

Marcos Acuña destaca-se pela sua qualidade individual, mas também pela entrega, atitude e raça que coloca em cada lance, em cada partida – um verdadeiro leão. Assim, que possa continuar a ajudar o Sporting Clube de Portugal, com boas exibições, para conquistar vitórias e títulos.

Foto de Capa: AFA

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Justiça Setiéna: o futebol tem sempre razão

A um lugar da zona de descida, e em igualdade pontual com o antepenúltimo e com Eibar, as prestações contradizem um clube que tem no nome laivos de realeza e tinge de verde uma cidade de cores quentes e apaixonada por futebol: falamos do Real Betis Balompié.

Capital da Andaluzia, Sevilha é, por estes dias, uma cidade que alberga dois dos maiores clubes espanhóis da contemporaneidade. Protagonistas da maior rivalidade local de Espanha, Real Betis e Sevilla FC vivem momentos distintos no que ao desempenho no principal escalão do futebol espanhol diz respeito.

Pouco dados a pasodoble, as duas formações têm seguido rumos distintos. Se a turma liderada por Lopetegui tem pautado o seu jogo por um futebol apoiado, criando inúmeras ocasiões de golo por partida, estando a apenas três pontos do líder Barcelona, é seguro dizer que o Betis de Rubi tem tido um futebol de “pechisbeque”.

O treinador catalão, ex-Espanyol, recebeu uma pesada herança de Quique Setién: o agora desempregado treinador espanol de 60 anos, mais do que as boas prestações e competitividade que emprestou ao Betis nos dois anos em que se sentou no banco dos verdiblancos, deixou um legado e uma identidade distinta no estilo de jogo dos andaluzes.

Contestado pelo futebol utópico e pouco resultadista, Setién viria a dar lugar a Rubi, cujas credenciais tinham inscritas uma subida de divisão ao serviço do Huesca, um sétimo lugar ao leme do Espanyol – que lhe valeu o apuramento para a Liga Europa -, bem como o atingir dos quartos-de-final da Taça do Rei pela turma catalã.

Ao pragmatismo catalão trocado pelo romantismo da Cantábria juntou-se um investimento pouco visto até então pela equipa presidida por Juan Carlos Ollero: no último mercado de transferências, foram gastos quase cem milhões de euros em jogadores de créditos firmados, casos de Nabil Fekir, Giovani Lo Celso ou Borja Iglesias.

Ainda que também tenha visto partir o defesa-esquerdo dominicano Junior Firpo para o Barcelona ou o guardião espanhol Pau López para a Roma de Paulo Fonseca, as expetativas eram altas em torno de um plantel que aparentava dar garantias não só de uma época tranquila como, também, de dar um passo em frente no que toca a resultados.

Não foi assim.

Fonte: Real Betis

O Estádio Benito Villamarín – cujo nome advém do mais querido presidente deste clube com mais de um século de existência – tem assistido a sucessivas performances desinspiradas por parte dos heliopolitanos. Com apenas duas vitórias em nove jogos, a instabilidade em torno do onze titular tem contribuído para as fracas prestações da equipa de William Carvalho, Joaquín e companhia.

A contestação em torno de Rubi tem crescido e o calendário que se avizinha não se afigura favorável a um dos poucos emblemas que já conquistou a liga do país vizinho: nas próximas cinco jornadas, o Betis defronta, por esta ordem, a surpresa Granada, Celta de Vigo, Real Madrid, Sevilla e Valencia.

Se em equipa que ganha, não se mexe, em treinador que não abdica de uma ideia positiva em detrimento uma conservadora, muito menos.

Foto de Capa: Real Betis

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

3.ª Jornada da Liga dos Campeões: A águia ainda sonha em voar alto

Concluiu-se mais uma jornada da Liga dos Campeões e mais uma vez os craques da bola não desiludiram o adepto do futebol. Reviravoltas ao cair do pano, hat-tricks, recordes batidos, golos de tirar o chapéu e a vitória do representante português. Tudo isto em apenas dois dias de futebol. Destaco, portanto, os melhores momentos desta semana europeia, começando pela vitória suada do Sport Lisboa e Benfica.

Pizzi coloca o Benfica na luta pelos “oitavos”

Fonte: SL Benfica

O Benfica estava em apuros, depois de ter perdido os dois primeiros jogos e chegar ao 3.º jogo com zero pontos. Esta vitória era importantíssima para as águias se manterem na luta e para mostrar aos adversários que afinal o Benfica está lá para alguma coisa. A conquista dos três pontos foi crucial, visto que os encarnados ainda têm as deslocações a Lyon e a Leipzig, para além da receção ao Zenit, ou seja, dois jogos fora dos três que restam.

O Benfica foi feliz logo no início da partida, quando aos quatro minutos Cervi descobre Rafa, que com um tiro insere a bola dentro da baliza do português Anthony Lopes. O Benfica esteve bem na primeira parte e controlou o jogo, tendo ainda mais duas oportunidades para fazer golo até ao apito para o intervalo. Grimaldo fez um grande jogo e foi fulcral com um corte “in extremis” seguido de um remate de Cornet. Salvo Grimaldo, também Tomás Tavares realizou uma bela partida e mostra a Bruno Lage que pode perfeitamente tomar conta do lugar de André Almeida na ala direita.

A segunda parte já não foi tão bem conseguida pelo Benfica e o Lyon estava a criar mais perigo. O golo do empate foi da autoria de Memphis Depay aos 70 minutos da partida, e soam os alarmes no Estádio da Luz. O Lyon continuou a ameaçar e Vlachodimos foi obrigado a intervir, salvando as águias de mais um desaire.

Perto do término do encontro, Pizzi veste a capa de herói e, depois de ter enviado uma bola ao ferro de Anthony Lopes, aproveitou no minuto seguinte uma oferta do guarda-redes português, seguida de uma má reposição de bola, e faz o segundo golo do Benfica aos 85 minutos, dando assim a vitória aos encarnados. O Benfica venceu desta maneira o primeiro jogo desta edição da prova e sente-se mais confiante para disputar os restantes jogos.

Apatia europeia

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Depois de cair da Liga dos Campeões, o FC Porto chegou ao sorteio da Liga Europa como um dos favoritos a chegar longe na prova, dado o historial europeu dos azuis e brancos, visto que já conseguiram travar colossos europeus e ganhar por duas vezes a prova máxima do velho continente e, mais recentemente, a Liga Europa, em 2011. Mas, da teoria à prática, ainda é larga a distância.

Os dragões foram sorteados para o grupo G, juntamente com BSC Young Boys, The Rangers FC e Feyenoord Rotterdam, três equipas competitivas mas que, no plano teórico, estariam completamente ao alcance do FC Porto, cuja dimensão não se compara à dos restantes.

O futebol joga-se nas quatro linhas durante 90 minutos e aí sim as equipas podem mostrar o seu poderio, algo que os portistas não têm feito. Terminada a primeira volta da fase de grupos da Liga Europa, os comandados de Sérgio Conceição encontram-se em terceiro lugar, lugar que dita a eliminação da competição. Vamos então analisar a prestação azul e branca nas partidas já efetuadas.

Os dragões começaram a sua participação nesta competição em casa, no Estádio do Dragão, frente ao Young Boys. Apesar de ter sido um jogo não muito bem conseguido, em que as dificuldades defensivas se evidenciaram, os homens da Invicta venceram por duas bolas a uma com um bis de Tiquinho Soares na primeira parte. Valeram os três pontos numa exibição pobre, principalmente na segunda parte.

Os dragões partiam como favoritos depois de terem vencido a prova em 2011
Fonte: FC Porto

Seguiu-se a deslocação à Holanda, mais precisamente a Roterdão, para defrontar o Feyenoord. No mesmo registo apático da partida anterior, com falta de atitude em campo e com o acréscimo da falta de pontaria na finalização, os portistas voltaram à Invicta sem pontos, tendo sido derrotados por duas bolas a zero, em que, no segundo golo, os jogadores do FC Porto estenderam uma passadeira vermelha a Karsdorp para este marcar e acabar com a partida.

A fechar a primeira volta, o FC Porto recebeu o Rangers no Dragão. Os escoceses, comandados pelo lendário Steven Gerrard, não eram o colosso de outros tempos mas conseguiram sair do Dragão com pontos. Perante uma boa organização defensiva dos homens de Glasgow, o FC Porto teve muita dificuldade no processo ofensivo, chegando à vantagem unicamente através de um rasgo individual de Luis Díaz, que se tem apresentado numa excelente forma nos últimos jogos. Porém, a desatenção e a falta de rigor defensivas vieram à tona e ainda antes do intervalo o Rangers empatou numa desatenção do bloco defensivo portista, que estava demasiado subido e viu as suas costas serem exploradas pela largura da frente de ataque escocesa. Na segunda parte, a apatia reinou até à reta final do encontro, em que o FC Porto foi atrás da vitória, mas já foi tarde demais.

Três jogos, quatro pontos e o sentimento de que poderia ter sido feito mais e melhor por parte dos dragões.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho