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Solskjaer mostra como se travam os reis da Europa

Este domingo, em jogo a contar para nona jornada da Premier League, jogou-se o verdadeiro clássico de Inglaterra, o Manchester United FC contra o Liverpool FC em Old Trafford. Se na última década os Red Devils têm se superiorizado aos Reds, o cenário mudou de figura. O Liverpool FC de Klopp é o atual campeão da Europa e vice-campeão inglês, chegando a esta partida com oito vitórias em oito jornadas da Liga Inglesa. O Manchester United FC de Ole Gunnar Solskjaer, que vinha de exibições deprimentes e resultados penosos, contava com duas vitórias, três empates e três derrotas, nos primeiros oito jogos.

Com este contexto, rapidamente se percebe que o Liverpool FC, mesmo jogando na casa do rival, era muito favorito para esta partida. Pela frente tinha um Manchester United FC desfalcado, por exemplo, sem Nemanja Matic ou Paul Pogba, sem confiança e sem estabilidade, com Solskjaer em risco de ser afastado a qualquer momento.

Pois bem, apesar de todo este cenário, o treinador norueguês puxou de toda a sua experiência como jogador e treinador para travar um rival muito superior nos dias de hoje. Apesar da chuva de críticas (mesmo após o empate a 1 com os Reds), o técnico montou um sistema e um modelo, que expôs as fragilidades do adversário e anulou grande parte das virtudes da demolidora transição ofensiva do Liverpool FC.

A primeira parte teve um ritmo alucinante. Com bola cá, bola lá, o Liverpool FC, bem ao seu estilo, mas órfão de Salah lesionado, era quem tinha mais bola e quem pensava mais o jogo, chegando com critério ao último terço do campo. Já o Manchester United FC, com De Gea recuperado, apresentou-se num sistema com três centrais, com Rojo (que deu uma grande resposta aos críticos, com uma exibição a roçar a perfeição) à esquerda, Maguire no centro e Lindelof à direita. Nas laterais, Young projetado à esquerda, Bissaka à direita, com McTominay e Fred no miolo.

No ataque, os meninos Rashford e James. O “ás” de Solskjaer chamava-se Andreas Pereira. O brasileiro era o elemento equilibrador de toda a estratégia do nórdico para este jogo, expondo toda a sua inteligência tática, tendo de interpretar quando devia integrar o meio campo a três e quando devia assumir uma posição mais avançada, juntando-se a James e Rashford.

James tem sido dos melhores jogadores do arranque da Premier League
Fonte: Manchester United FC

Com bola, a equipa desdobrava-se num 3-4-3 e, sem bola, num 5-3-2. A estratégia estava tão afinada e preparada que a equipa parecia um leque, sobretudo na primeira parte. A atacar não havia grandes cerimónias. Alexander-Arnold concedia espaço nas costas e a bola entrava muito mais vezes por ali, do que pelo lado de Robertson, com jogadores como Young, Fred, McTominay, Maguire ou James a jogarem (quase sem ver) direto sempre na mesma zona, sendo que Rashford não parava um segundo e arrancava ainda antes do passe. A equipa revelou tais automatismos, como se já tivessem jogado contra aquele adversário naquele sistema e com aquela estratégia por umas dez vezes.

Por falar em passes sem ver, que dizer do golo dos Red Devils? James, um autêntico achado vindo do Championship e, para já, o melhor reforço do MUFC desta época, levanta a cabeça, vê Rashford a atacar o primeiro poste, dando a entender que se ia antecipar a van Dijk (que é quase imbatível a atacar a bola e a sua zona), e, quando baixa a cabeça, Rashford trava a marcha e ataca o segundo poste… James nem viu esse movimento, mas meteu uma bola incrível ao segundo poste, anulando o efeito van Dijk e a permitir o, na altura, 1-0. Este golo revela trabalho de casa e revela toda uma qualidade de execução e inteligência de James e Rashford, que merecem ser admiradas.

McTominay é cada vez mais importante nesta equipa
Fonte: Manchester United FC

O golo fez mal aos Red Devils. Na segunda parte, deixaram de ter tanta presença ofensiva, recuaram e acabaram por sofrer o empate, num lance em que Young não fecha como lateral esquerdo e o mágico Lallana não facilita.

Na minha opinião, o MUFC não merecia ter sofrido o golo do empate. Primeiro, porque não tem nem metade da capacidade dos Reds, segundo, pelo empenho tático e por todo o potencial que a equipa evidenciou perante o rei da Europa.

Ole Gunnar Solskjaer ganhou algum crédito com esta exibição e jogadores como James e McTominay provaram, uma vez mais, que são o grande futuro deste Manchester United FC. Duas máquinas sub23, que revelam uma qualidade individual e uma inteligência coletiva, que os poderão colocar na elite do futebol europeu e mundial nas suas respetivas posições.

Foto de Capa: Manchester United

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Existiram reforços esta época?

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Após goradas as expetativas para praticamente todas as competições, já há muito tempo se percebeu que a época foi extremamente mal planeada. Ao contrário da última época, em que o plantel foi elaborado por Sousa Cintra, a primeira grande experiência de Frederico Varandas para a preparação de uma época desportiva foi desastrosa.

Hoje decidi debruçar-me sobre os jogadores que ingressaram no Sporting CP. Com um plantel em baixo rendimento, comecei a questionar-me se, de facto, vieram reforços de peso para o clube no sentido de melhorar o plantel e catapultá-lo para voos mais altos.

No total de gastos em transferências definitivas, Frederico Varandas gastou um total de 20 milhões e meio de euros para reforçar o plantel. Para além disso, contratou ainda três jogadores por empréstimo, entre os quais Jesé, cuja cedência custa cerca de 2M aos cofres leoninos e o negócio contempla uma opção de compra. Quanto aos empréstimos de Bolasie e de Fernando não se conhece o valor da cedência, mas só a transferência do extremo do Everton FC é que pode tornar-se definitiva, uma vez que existe também uma opção de compra. Assim, para quem se queixa que não há dinheiro, fica a prova que afinal o dinheiro existe, pode é não estar a ser bem investido.

Luciano Vietto tem sido o jogador com mais destaque na equipa. De facto, apesar de não ter um rendimento constante, tem subido de forma e começa a demonstrar qualidade para representar o clube. Se vale sete milhões e meio? Não sei, mas o futuro poderá confirmar a resposta.

O argentino tem sido o reforço mais utilizado e o que mais se tem mostrado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Eduardo é uma incógnita. Ainda não deu para perceber sequer se tem qualidade, porque costuma passar despercebido nos jogos. Penso que já está na altura de mostrar mais e o dinheiro em si investido não tem tido retorno. Foram três milhões que, se calhar, teriam dado jeito para outros investimentos no mercado.

Já Luís Neto parece ter sido uma aposta acertada. O internacional português tem cumprido a sua missão e é uma aposta viável caso Coates ou Mathieu estejam indisponíveis.

Relativamente aos emprestados, apenas Bolasie tem mostrado, a espaços, competência para representar o clube. Não é dotado tecnicamente, mas é um jogador com potência, a fazer lembrar Marega. Jesé não demonstra nada de positivo. Fernando ainda não jogou nem foi convocado uma única vez, o que me faz questionar seriamente o motivo da sua contratação.

O pior, contudo, são as contratações de Rafael Camacho e Rosier. O primeiro não consegue sequer fazer a diferença na equipa de sub-23. O lateral francês tem sido uma autêntica nódoa quer a defender quer a atacar. Não sei se será uma questão de confiança, mas o certo é que em todos os jogos que fez cometeu erros e não ofereceu nada de bom para um plantel que, teoricamente, luta por todas as competições que disputa. Nestes dois jogadores, importa relembrar que foram gastos dez milhões de euros e ainda se ofereceu Mama Baldé ao Dijon.

Concluindo, as contratações de Frederico Varandas têm falhado redondamente. Para além dos jogadores deste ano, relembro que foi também na sua presidência que chegaram jogadores como Doumbia e Tiago Ilori. Não se diga que não há dinheiro porque efetivamente há. Se todos estes milhões tivessem sido bem investidos, o plantel do Sporting CP estaria neste momento a ombrear com os outros dois grandes. Estamos em Outubro e só resta praticamente a Liga Europa. É triste. Sobretudo para Frederico Varandas.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Florentino Luís: o regresso do polvo da Luz

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Após ter contraído uma lesão no menisco interno do joelho direito, há cerca de um mês, na partida contra o Sporting Clube de Braga, Florentino Luís está de volta às opções de Bruno Lage.

Numa altura em que as “águias” estão a tentar melhorar os níveis exibicionais, a recuperação de Florentino é uma excelente notícia para o técnico setubalense.

O regresso do médio defensivo português aumenta – e muito – a qualidade do leque de opções para aquela zona do terreno. De lembrar que neste último mês a posição foi ocupada por Ljubomir Fejsa, que não tem encantado os adeptos encarnados com as suas exibições menos conseguidas.

O jovem de 20 anos demonstra uma capacidade de leitura de jogo notável, que lhe permite antecipar as jogadas dos adversários e lançar contra-ataques fulminantes que apanham as defesas contrárias desprevenidas. Além disso, mostra uma grande capacidade no que ao passe e à construção de jogo diz respeito, um aspeto muito importante para o estilo de jogo que Bruno Lage quer implementar no Benfica.

O regresso de Florentino vem “tranquilizar” os adeptos encarnados
Fonte: SL Benfica

De facto, o futebol praticado pela equipa da Luz decaiu após a lesão do jovem luso. O “trinco” português é o pêndulo que mantém o equilíbrio do jogo dos encarnados. Com a perda desse pêndulo, as “águias” demonstraram dificuldades na transição defensiva.

Segue-se agora o período de adaptação e de reintegração. De resto, Florentino regressou à competição frente ao Cova da Piedade, entrando nos últimos 20 minutos do encontro. Apesar da paragem, o “polvo da Luz” mostrou ter os tentáculos em excelentes condições, e, nos minutos em que esteve em campo, conseguiu estancar por completo as (poucas) tentativas da equipa de Almada chegar ao golo.

Na passada quarta-feira, fez os 90 minutos na vitória do Benfica por 2-1 frente ao Olympique Lyonnais, tendo atuado no meio-campo juntamente com Gabriel, mas ainda longe dos seus melhores desempenhos.

Agora, resta apenas saber quem é que irá fazer parelha com o “trinco” no meio campo das “águias” daqui para a frente. Irá Bruno Lage manter a aposta em Adel Taarabt, que tem protagonizado um ótimo começo de época, ou optará por dar uma nova oportunidade a Gabriel, conferindo assim uma maior presença física e capacidade de recuperação de bola no centro do terreno?

No meio de muitas dúvidas, há uma coisa que parece ser inquestionável: a posição número 6 do Benfica tem dono, e o seu nome é Florentino Luís.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

CR Flamengo 5-0 Grêmio FBPA: Mão cheia Histórica coloca equipa de Jorge Jesus na final da Libertadores

Estádio cheio, ambiente incrível e duas equipas brasileiras com a ambição de chegar à final da Taça Libertadores. Ingredientes claramente apetecíveis para prender os amantes do futebol ao ecrã. Depois do empate a uma bola no jogo da primeira mão da meia-final, o Flamengo – orientado pelo português Jorge Jesus – fez História ao aplicar “chapa 5” na receção ao Grêmio.

Não se pode dizer que o duelo entre as equipas brasileiras tenha começado com um ritmo alucinante, até porque o período inicial da partida revelou muita indefinição de ambas as equipas.

À passagem do minuto 11’, Gabriel, de cabeça, ameaçou o primeiro do encontro. Meia dúzia de minutos depois, foi o Grêmio a responder por intermédio de Maicon, com um remate à figura de Diego Alves, naquela que seria a única oportunidade do conjunto visitante em toda a primeira parte.

A formação da casa começou a assentar o seu jogo e as ocasiões foram surgindo naturalmente. Num lance semelhante ao de Gabriel, também Bruno Henrique dispôs de uma oportunidade de ouro para desfazer o nulo. Pouco depois, De Arrascaeta e Gabriel obrigaram o guardião adversário a trabalhar entre os postes.

O lance que desbloqueou o encontro ficou guardado apenas para o minuto 43’. Na sequência de um contra-ataque letal, após uma recuperação de bola no meio campo, Gabriel rematou para defesa de Paulo Victor e na recarga apareceu Bruno Henrique para fazer explodir o Maracanã.

Bruno Henrique a festejar o 1-0 em cima do intervalo
Fonte: Copa Libertadores

Se é verdade que a primeira parte terminou de feição para o conjunto liderado por Jorge Jesus, também não deixa de ser verdade que era impossível o Flamengo ter pedido melhor início de segundo tempo.

Ainda nem um minuto tinha decorrido e já o Maracanã estava a festejar pela segunda vez. Na sequência de um pontapé de canto, Gabriel (à terceira foi de vez!) rematou de primeira dentro da área e dobrou a vantagem. Ele que viria a ampliar o resultado na conversão de uma grande penalidade logo a seguir, cometida por Geromel sobre Bruno Henrique.

Sentia-se que o Flamengo já estava com um pé e meio na final da Taça Libertadores, mas a turma da casa não baixou os braços e foi aumentando a vantagem, novamente através de bolas paradas. A dupla de centrais (Pablo Marí e Rodrigo Caio) mostrou aos adeptos que não estava ali só para defender e também quis mexer com os números do encontro. Primeiro, foi Pablo Marí a saltar mais alto na sequência de um canto e, quatro minutos depois, foi a vez de Rodrigo Caio assinar o 5-0 final, após um livre cobrado por Everton Ribeiro.

A festa nas bancadas era imensa (com cânticos dedicados a Jorge Jesus), algo que contrastava com a desilusão dos adeptos do Grêmio, que iam abandonando o estádio gradualmente. Ainda assim, até ao final do encontro, a formação liderada por Renato Gaúcho tentou chegar ao tento de honra, por intermédio de Everton.

O jogo encaminhava-se para o fim e o resultado não mais se alterou. Pela segunda vez na História, o Flamengo chega à final da Taça Libertadores (a primeira tinha acontecido em 1981) e perspetiva-se que este “Mengão” de Jorge Jesus vá continuar a dar que falar! A final da competição está marcada para dia 23 de Novembro e o adversário será o CA River Plate.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CR Flamengo: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, Arão, Gerson (Diego, 87’), De Arrascaeta (Piris, 69’), Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Vitinho, 74’) e Gabriel.

Grêmio FBPA: Paulo Victor, Miranda, Geromel, Kannemann, Bruno Cortez, Michel, Matheus Henrique, Maicon (Tardelli, 65’), Alisson (Thaciano, 76’), Everton e André (Pepe, 58’).

Passarela de múmias

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O texto que se segue constitui uma espécie de resumo ébrio da presente temporada do Sporting Clube de Portugal. Suplico-vos, encarecidamente, para desligarem os telemóveis e cingirem energias à trama. Algumas passagens poderão conter palavras cruéis, ironia sintetizada e mesclada em metáforas, uma multiplicidade de insultos sem querer recorrer ao nível bacoco e uma desilusão preocupante, ou não, conforme a posição que cada fã do relato adote e, por essa razão, o leitor necessita de preparar o seu estômago para eventuais más disposições. Nunca foi objetivo do encenador ferir suscetibilidades e isso esclarece-se já no prólogo.

Renan Ribeiro, guarda-redes, não assimilou bem o significado da sua posição. “Dead Parrot” é um exemplo ilustrativo desta personagem futebolística: o vendedor tenta, a todo o custo, persuadir o cliente de que o papagaio está vivo. Frederico Varandas e todos os seus fiéis soldados tentam fazer o mesmo.

Deslocando-nos para a direita, encontramo-nos com Rosier e com Ristovski. A sagacidade conduz-me à coligação de centro direita, entre PSD e CDS-PP, que Assunção Cristas rompeu por caprichos e teimosias infundadas. Resta ao leitor estabelecer as conexões político-desportivas.

Curiosamente, o centralismo é cada vez menor. Mathieu assume o poder e concentra-o em si mesmo. Coates tem vindo a perder ímpeto face às desastrosas exibições. Neto e Ilori representam o interior frequentemente esquecido na capital.

A bússola orienta o trilho e aponta oeste. Acuña metaforiza-se na esperança vã do PCP e nos ideais sindicalistas: eleições após eleições, defendem o mesmo e inovam pouco ou nada. Os adeptos sabem com o que podem contar. Porém, para Borja, a mensagem orquestra-se num vocábulo, apesar de politicamente adversa: CHEGA.

Relativamente à posição seis de raiz, o designado trinco, adoraria ter algo a confidenciar, criticar ou elogiar, apesar de improvável, mas adoraria mais poder observar um ou dois jogadores que ocupassem o lugar. O bilionésimo erro de casting…

Do box-to-box à batuta. A referência é única para ambas: Idrissa Doumbia (momento em que o leitor ri de modo ensurdecedor). Pronto, é Eduardo (momento em que metade dos leitores se ri e a outra metade já considera a piada forçada). Ok, é Miguel Luís (momento em que o leitor transpõe a psique para o desejo de ter Daniel Bragança). Fora de brincadeiras, é Wendel (momento em que o leitor retoma o riso por no Brasil se conduzir sem carta). Agora algo completamente diferente, é Bruno Fernandes (momento em que o leitor se conflui comigo).

Bruno Fernandes continua a ser dos poucos sportinguistas a destacar-se
Fonte: Sporting CP

Resta o setor ofensivo. E é precisamente aqui que lanço alguns desafios: a criação de um SNS, furtando a ideia ao PAN, para jogadores que ingressam no Sporting com o desígnio de relançar as suas carreiras e nunca acabam por consegui-lo. Jesé e Luciano Vietto apoiavam a medida, certamente; um incentivo à aposta jovem no mercado de trabalho porque é neles que reside o futuro. Os ministros Jovane Cabral, Rafael Camacho e Gonzalo Plata votaram favoravelmente na proposta; Luiz Phellype e Bolasie, como patronato da área da indústria, clamam pela ausência destes cinco trabalhadores que usam e abusam do anarco-sindicalismo.

Não permitamos que o Sporting Clube de Portugal desapareça como as armas em Tancos!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

SL Benfica 2-1 Olympique Lyonnais: Habemus primeira vitória na Champions


Sim, é verdade. O SL Benfica, último classificado do Grupo G, venceu mesmo o Olympique Lyonnais, segundo classificado, na terceira jornada da Liga dos Campeões. E foi a primeira vitória dos encarnados, esta época, em jogos a contar para a liga milionária. Nem sempre foi vitória à vista, mas o que é certo é que Anthony Lopes deu de bandeja os três pontos ao Benfica num lance nada feliz.

O jogo começou algo estranho com as duas equipas a estudarem-se a meio campo e ainda pouco perigo tinha havido em ambas as balizas. Porém, é sempre bom um golo na partida, e madrugador? Ainda melhor! E foi isso que aconteceu ao Benfica.

Aos quatro minutos, Seferovic começou a construir jogo e com um bom trabalho no lado esquerdo do ataque, encontrou Rafa, que tentou tabelar com Gedson, mas com grande atrapalhação. Depois foi a vez de Cervi entrar bem no lance, ganhar a bola e com um toque subtil foi o suficiente para chegar a Rafa. O português recebeu a bola e num remate de raiva fez o primeiro golo encarnado na partida, e o seu primeiro na Champions. Estava aberto o marcador no Estádio da Luz e que bom começo para a equipa portuguesa!

Rafa marcou o golo inaugural da partida e acabou por sair lesionado… Mas foi importante o seu contributo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Se as coisas tinham começado muito bem para o Benfica, logo houve um percalço. Rafa Silva lesionou-se e acabou por ter de sair do terreno de jogo com muitas queixas. Um problema para Bruno Lage, que via assim um dos melhores jogadores a sair… Para substituir o extremo português entrou Pizzi.

Uma má saída do Benfica, aos 27 minutos, e a bola acabou por sobrar para os franceses numa zona muito subida do terreno. Cornet apareceu nas costas da defesa encarnada e só teve olhos para a baliza, mas havia uma muralha espanhola para travar as intenções do francês. Grimaldo esticou-se todo e, com um grande corte, não permitiu que o esférico chegasse sequer à baliza – muito bem o espanhol.

Uma primeira parte muito boa por parte da equipa portuguesa algo que já não se via há imenso tempo para os lados da Luz. Os encarnados estavam a jogar bem a meio campo e estavam a apostar em passes simples, bem como a passes longos, a virar o jogo de uma forma rápida e também ela simples. Só faltava uma coisa para que estivesse tudo bem: a finalização. Já do lado francês, o seu meio campo estava desorganizado e não havia ligação entre a defesa e o ataque, tornando assim difícil a construção de jogo.

Até ao final do primeiro tempo não houve mais nada a registar quanto a oportunidades de perigo em ambas as balizas. O Benfica foi, pela primeira vez nesta Champions, a vencer para o intervalo e via-se, finalmente, nos relvados da Luz, uma exibição digna da competição onde estão os melhores dos melhores.

O Olympique Lyonnais voltou dos balneários mais atrevido com duas arrancadas pelo flanco esquerdo, mas, ainda assim, não conseguiu levar a melhor no último terço. Outra das lacunas que se verificou na equipa de Rudi Garcia foi a lentidão nas construções das jogadas. Os franceses não estavam a conseguir impor velocidade no jogo e isso facilitava, e muito, a tarefa defensiva dos encarnados. Ainda assim, o Lyon apresentava-se, neste segundo tempo, melhor na recuperação de bola.

Aos 64′, Cornet percorre todo o flanco direito passando por Ferro e cria uma grande oportunidade para a sua equipa. Talvez a melhor até aí. Depois do remate do número 27, a bola foi parar à trave. Muito perigo para a baliza do Benfica, mas, felizmente, foi falso alarme.

No entanto, ao que parece, o alarme voltou a tocar perto da baliza encarnada e, desta vez, o golo aconteceu mesmo… Aos 70 minutos de jogo, Memphis Depay repôs a igualdade no marcador depois de ter sido “servido” com um excelente cruzamento do lateral direito – Dubois.

Depay restabeleceu a igualdade no marcador, mas só não contava com o erro do Anthony Lopes
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Lembram-se de falarmos do meio-campo na primeira parte? Pois bem, o cenário manteve-se: havia demasiados espaços no centro do terreno e isso acabou por interferir na qualidade de jogo. Outra coisa que se manteve neste segundo tempo foi, sem dúvida, a agressividade na disputa dos lances. Muitas foram as paragens de jogo provocadas por faltas.

Aos 79′, Memphis volta a ameaçar. O 11 deixa Tomás de Tavares completamente desorientado, puxa para o pé direito para rematar, mas valeu ao Benfica Vlachodimos que, com uma palmada na bola, cede canto para a equipa adversária. O Benfica baixou completamente o seu rendimento, mas, por outro lado, não havia um Lyon a impor-se completamente.

Apesar disto, aos 85′, as águias voltam a ameaçar. Pizzi remata forte no corredor central, mas o esférico vai parar ao poste. Nem um minuto depois desse mesmo lance, Pizzi volta a ser protagonista: depois de uma má reposição por parte de Anthony Lopes, o médio aproveita e, de primeira, marca o segundo da noite para o Benfica. O clube da Luz estava outra vez em vantagem e fazia-se a festa nas bancadas por parte dos adeptos lisboetas.

Não houve muito para contar do resto do jogo e ficava então para a história a vitória da equipa de Lage. Foi um jogo com uma ótima primeira parte da equipa da casa e uma segunda não tão bem conseguida, mas que acabou por ser feliz e permitir ao Benfica regressar às vitórias na Champions.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica – Odisseass Vlachodimos (GR), Alex Grimaldo, Rúben Dias, Ferro, Tomás Tavares, Gabriel, Florentino, Gedson Fernandes, Cervi (Raúl de Tomás, 77′), Rafa Silva (Pizzi, 20′) e Seferovic (Carlos Vinícius, 59′)

Olympique Lyonnais – Anthony Lopes (GR), Dubois, Jason Denayer, Marcelo, Youssouf Koné, Martin Terrier (Thiago Mendes, 55′), Houssem Aouar (Reíne-Adélaide, 87′), Lucas Tousart, Maxwell Cornet (Bertrand Traoré ,66′), Memphis Depay e Moussa Dembelé

O menino habituado a recordes

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Fábio Silva fez história no jogo frente ao SC Coimbrões (mais uma vez), a contar para a 3º pré eliminatória da Taça de Portugal, onde se tornou no jogador mais jovem de sempre a marcar pela equipa principal do FC Porto. E conseguiu esta proeza com apenas 17 anos, 5 meses e 2 dias.

Este marco é mais uma das marcas que o futebolista já conseguiu bater no decorrer da presente época, onde já contem o título do jogador mais jovem de sempre a atuar pelos dragões, tanto nas competições nacionais como nas internacionais. Por um lado, conseguiu o primeiro objetivo na sua entrada frente ao Gil Vicente FC, 1º jornada da Liga NOS. Por outro lado, atingiu o outro fim com a titularidade concedida contra o Berner Sport Club Young Boys, na partida inaugural do grupo G da Liga Europa.

Porém, a promessa azul e branca já está habituada a este tipo de pressão ou não tivesse atuado na temporada passada nos sub-19 do FC Porto, com idade de juvenil, e mesmo assim ter contabilizado 33 golos em todas as partidas que disputou. Todos estes dados do passado recente e do presente fazem dele, com apenas 17 anos, uma das maiores promessas que o Olival já produziu. Deste modo, os adeptos portistas estão cada vez mais confiantes sobre o que aí vem da parte de Fábio Silva e depositam grandes esperanças, que o futuro do clube passa por ele. Todavia, não são só os adeptos do FC Porto ou que acompanham a Liga NOS, que partilham a mesma opinião, dado que já saíram noticias, nos órgãos de comunicação desportiva, que clubes como o Juventus FC, o Club Atlético de Madrid  ou até mesmo o Real Madrid CF estão prontos para o levar a rumar a outras paragens que não o Estádio do Dragão.

 

Fábio Silva tem qualidade acima da média para a sua idade
Fonte: FC Porto

Com isto, o atleta português entra já para um quadro restrito de jogadores e preenche mais uma página de ouro na história dos azuis e brancos. Assim, o filho mais novo do ex-jogador Jorge Silva, que se destacou pelo Boavista FC, destronou Rúben Neves como o mais jovem de sempre a marcar pelo FC Porto, que tinha fixado o recorde nos 17 anos, 5 meses e 3 dias. Por agora, o foco de Fábio Silva passa por consolidar estes primeiros passos no futebol sénior, enquanto que a formação orientada por Sérgio Conceição espera que a sua promessa cumpra os 18 anos de idade para o “blindar” com um contrato digno do seu potencial e afastar um pouco os tubarões europeus da sua rota!

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Objetivo Lituânia arranca esta semana

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O caminho rumo ao Campeonato do Mundo 2020, disputado na Lituânia, começa já esta semana para o campeão europeu em título, com a disputa da ronda principal, fase onde estamos inseridos no grupo 8, juntamente com as seleções da República Checa, Letónia e Alemanha, numa ronda que se disputa na bonita cidade de Viseu, sempre entusiasta e com pavilhões praticamente cheios no apoio à nossa seleção.

Como seleção campeã europeia. Portugal tem o dever e a obrigação de passar à fase seguinte e de lutar pelo primeiro lugar. Antes de mais, e correndo o risco de parecer um pouco arrogante, só a República Checa tem jogo para nos criar maiores problemas.

A Alemanha é uma grande potência desportiva mas está a dar os primeiros passos no futsal, prova disso é que esta é a estreia da equipa germânica em apuramentos para campeonatos do mundo.

Teve que passar a ronda preliminar, onde passou com quatro pontos em três jogos, num apuramento dramático dos alemães, que estavam eliminados até que um golo a nove segundos do fim, contra Israel, os colocou na ronda principal. Algumas pessoas chamam-lhe o “gigante adormecido” do futsal mas discordo desse ponto de vista.

É sim um grande país que está a dar os primeiros passos na modalidade e que pode, no futuro, ser uma potência do futsal europeu e mundial, mas ainda está longe de o ser. Por fim, temos a Letónia, também apurada da ronda preliminar, mas mais confortavelmente, com sete pontos em três jogos e a respetiva liderança no seu agrupamento assegurada.

Em suma, temos equipa mais que suficiente para ultrapassar este primeiro obstáculo, mesmo um resultado menos positivo contra o maior rival do grupo não compromete o apuramento, dado que passam os dois primeiros de cada um dos oito grupos para a ronda de Elite. A convocatória era a esperada, sem grandes novidades no que diz respeito a novos jogadores.

O grande destaque desta convocatória, o regresso do pivot Fernando Cardinal
Fonte: UEFA

A destacar os regressos dos jogadores de Sporting CP, Cardinal e Erick Mendonça para os lugares do jogador do SL Benfica Miguel Ângelo e do pivot Tunha, este ano de volta ao Belenenses após uma temporada no CCRD Burinhosa. Vamos ver o que esta fase nos traz, sendo que tudo o que não seja o apuramento de Portugal para a ronda seguinte roçaria o escandaloso, sobretudo perante os nossos adeptos.

Como uma das potências mundiais da modalidade, temos que estar presentes na Lituânia, na fase final do Mundial, mas a seleção portuguesa tem que respeitar todos os eventuais adversários, para evitar surpresas e dissabores.

 

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O Passado Também Chuta: O Sir Cenourinha

Em pequeno sempre me disseram que as cenouras fazem bem à vista, e de facto houve uma cenoura que me fez bem à vista e me encantou enquanto pisou os relvados de futebol. Essa cenoura chama-se Paul Scholes.

Scholes, foi um médio que representou o Manchester United toda a sua carreira e foi um dos “boys” criados em Manchester por Sir Alex Ferguson, juntamente com outros craques, como David Beckham, Ryan Giggs, Nicky Butt e os irmãos Neville.

Pode-se explicar a carreira de Scholes, primeiramente por ter um tutor como Sir Alex Ferguson. O escocês lançou muito dos grandes jogadores britânicos na Premier League e Scholes não fugiu à regra.

Depois, crescer num grupo de enorme qualidade e que ao longo dos anos conquistou praticamente tudo o que havia para conquistar a nível de clubes pelo Manchester United, mostram toda a dimensão do que era a escola preconizada por Sir Alex Ferguson, basta ver que actualmente os jovens que são lançados actualmente em Old Trafford não têm nem a mística nem um tutor que os faça elevar de patamar competitivo.

Foi neste contexto que a carreira de Scholes se notabilizou. Inicialmente Scholes jogava como um Second Striker, um segundo avançado, o que ajuda a explicar o elevado número de golos na sua carreira.

Com o avançar da carreira, Scholes foi decaindo no terreno até se tornar um médio centro de eleição com visão apurada de jogo, grande sentido táctico, e nuances mentais do jogo que juntamente com os seus atributos físicos e técnicos, fizeram dele um dos melhores médios da sua geração.

Ele não é o típico jogador inglês, é muito mais que isso, a sua qualidade extravasa para além dos campos da Premier League. Podia colocar Scholes a jogar no Barcelona que encaixaria como uma luva. Inteligência a jogar, qualidade quer no passe curto, quer no passe longo, são atributos essenciais para se jogar nos blaugrana e que Scholes tinha de sobejo.

Mas tal como jogaria no Barcelona, também colocaria Scholes a jogar noutra equipa de topo da Europa sem problema.

Fonte: Premier League

Não é exagerada a minha observação, pese embora o seu reconhecimento individual não ter sido espelhado em títulos internacionais. Nada que fizesse o seu desempenho baixar, o reconhecimento que tinha dos colegas, adversários e adeptos é melhor que qualquer bola ou bota forrada a ouro!

Querem mais uma prova de que este cenourinha era um senhor? Muito bem.

A 31 de maio de 2011, Scholes anunciou a sua retirada do futebol para uma bem merecida reforma.

Mas como vimos muitas vezes nos filmes de Rambo, quando o Coronel Trautman vai buscar o seu melhor soldado à paz da sua reforma para ajudar nos seus intentos da guerra, com Scholes passou-se o mesmo.

Ferguson, qual Trautman, num momento de aflição que o seu plantel atravessava fruto de uma grave crise de lesões, decide falar com o ex-número 18 para o ajudar numa última batalha, Scholes nem hesitou em dar uma ajuda à pessoa que o levou a ser o jogador que foi e ingressou na equipa em Janeiro. E tal como Rambo, Scholes acabou por ser o herói da equipa ao marcar no seu jogo de estreia após ter vindo da reforma e logo perante os rivais de Manchester, num jogo da taça de Inglaterra!

Uma história que só podia ter terminado com um final feliz pois no final dessa época o Man Utd sagrar-se-ia campeão inglês.

Agora, um pequeno exercício para vocês, imaginem um jogador de topo que escolheriam para cada atributo que vou mencionar. Capacidade de desarme, tabelinhas e passes a lateralizar, transição com bola, remate fora de área, cabeceamento e finalização dentro de área.

Pois bem, para todos estes atributos escolhia apenas UM jogador, Paul Scholes!

Tem todos estes atributos, o que o coloca no patamar de Lenda!!

Olhem para este palmarés e vejam se não é digno de uma lenda:

Premier League: 1995–96, 1996–97, 1998–99, 1999–00, 2000–01, 2002–03, 2006–07, 2007–08, 2008–09, 2010–11 e 2012–13

Champions League: 1998–99 e 2007–08

Mundial de Clubes da FIFA: 2008

Taça Intercontinental: 1999

Taça da Inglaterra: 1996, 1999 e 2004

Taça da Liga Inglesa: 2006 e 2009

Supertaça de Inglaterra: 1994, 1996, 1997, 2003, 2007, 2008 e 2010

No total foram 718 jogos, 155 golos e 75 assistências, só em Manchester, já na seleção o pecúlio foi menor mas não menos impactante, 66 jogos, 14 golos e nove assistências.

Podia ser Ronaldo? Podia.

Podia ser Pirlo? Podia

Podia ser Zidane? Podia

Mas é Scholes quem escolhi para meu ídolo, pois sempre me disseram que as cenouras fazem bem à vista!

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Club Sintra Football | Um clube movido pela vontade

Ao todo, foram sete os clubes da Primeira Liga a serem eliminados na terceira eliminatória da Taça de Portugal: CS Marítimo, CD Tondela, Portimonense SC, Boavista FC, CD Aves, Sporting CP e Vitória SC.

A equipa minhota, que até tem vindo a ser uma das sensações no campeonato, foi eliminada pelo Club Sintra Football, clube que se está a estrear na Série D do Campeonato de Portugal. Mas o que há de especial neste clube, para além de já ter conseguido eliminar um clube da Primeira Liga na Taça de Portugal?

Aquilo que era inicialmente um clube criado entre amigos para competir no Inatel, tornou-se algo um pouco mais sério. Fundado em 2007, o Club Sintra Football nasceu sem nada e agora pouco mais tem. O Club Sintra Football é um clube que ainda não tem um campo próprio e treina em Oeiras.

O Club Sintra Football eliminou o Vitória SC da Taça de Portugal
Fonte: Club Sintra Football

Apesar de todas as carências, o clube que nasceu sem adeptos, tem um número significativo de pessoas a assistir aos jogos, mas há mais segredos por detrás disto. À entrada do estádio, cada adepto recebe uma almofada para se sentir mais cómodo. E ao intervalo, o clube oferece um lanche a todos os adeptos presentes nas bancadas. Para além disso, o clube também oferece refeições aos jogadores nos dias dos treinos e arranjam cursos e emprego a quem precisa.

Dinis Delgado, fundador e presidente do clube, disse numa entrevista ao Jornal Público, que o dia-a-dia no clube é praticamente o mesmo que era nos tempos da fundação.

Apesar do crescimento desportivo do clube, a nível financeiro continuam a fazer pela vida, indo inclusive para a feira de Sintra vender coisas para angariar mais dinheiro para o clube, competindo no CPP com um dos orçamentos mais baixos da competição.

O Club Football Sintra é um clube que não tem património, não tem SAD nem investidores, sendo apenas movido pela vontade das pessoas. Actualmente, ocupa o nono lugar da Série D do Campeonato de Portugal e tem a ambição de estar na Primeira Liga daqui a 10 anos. Claramente é um clube que ainda não tem a alavanca financeira que outros têm, mas, ainda assim, enriquece o futebol por se destacar dos outros do ponto de vista financeiro e social.

Foto de Capa: Club Sintra Football

Artigo revisto por Diogo Teixeira