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O egocentrismo dos pequenos

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Topo Sul

Quem pensava que o caminho europeu do Benfica tinha Londres como última paragem muito provavelmente ter-se-á surpreendido com a grandiosa exibição que a equipa realizou frente ao Tottenham, na passada quinta-feira. Eu, mesmo não estando do lado dos cépticos, confesso que também não estava à espera de tal recital de futebol perante uma das melhores equipas inglesas. Por isso, ao mesmo tempo que me deliciava a ver a minha equipa brilhar, o meu moral aumentava a cada minuto orgulhando-me de pertencer à nação benfiquista.

No meu texto de hoje não vou fazer um rescaldo dessa grande noite encarnada (para isso aconselho a análise feita pelo meu colega Tiago Martins), mas antes referenciar um episódio triste, talvez o único, que se passou no jogo de quinta-feira.

No momento do terceiro golo do Benfica, Jorge Jesus, no alto da sua sobranceria e arrogância, levantou três dedos e acenou ao treinador do Tottenham – seu colega de profissão -, Tim Sherwood. Num gesto elucidativo dos três golos que o Benfica tinha feito no jogo, Jesus limitou-se a provocar o adversário em vez de festejar um golo importantíssimo nas contas da eliminatória. Uma acção como esta pode ter várias explicações, mas isso, muito sinceramente, pouco me interessa. Jesus poderia estar a responder a uma provocação anterior ou simplesmente a mostrar o homem frio e insensível que muito provavelmente é, mas nunca poderia fazer aquilo que fez.

Jesus acena com os três dedos para Sherwood, aludindo aos três golos do Benfica Fonte: unpluggedsports.com
Jesus acena com três dedos para Sherwood, aludindo aos três golos do Benfica
Fonte: unpluggedsports.com

Para além de desrespeitar uma instituição mundialmente reconhecida, como é o Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus provou ao mundo do futebol que é um treinador que, mais do que não saber perder, não sabe ganhar, e que é capaz de passar por cima de tudo e todos para levar as suas ideias avante. Mesmo que seja necessário crescer perante figuras incontornáveis da História de um dos melhores clube do Mundo, Jesus fá-lo (como se viu) sem pudor e hesitação. A forma como o treinador do Benfica reagiu à tentativa de apaziguamento da situação por parte de Shéu Han e de Rui Costa apenas demonstra a forma desrespeitosa como Jorge Jesus trata o seu staff, os seus jogadores e os que lhe pagam o seu salário de quatro milhões anuais. Numa noite que poderia ter sido perfeita, sobressaiu a altivez do treinador encarnado num episódio indigno que encheu as capas de jornais ingleses.

Em suma, num “simples gesto”, Jorge Jesus comprovou as teorias que apontavam para o seu comportamento arrogante e hostil para com os profissionais que o acompanham e trabalham para o seu “sucesso”. Sempre que protagoniza momentos como este que se passou na quinta-feira, o treinador do Benfica esquece-se de que é um treinador com um currículo banal, com pouquíssimos títulos e sem reconhecimento internacional. Não se recorda também de que Shéu ou Rui Costa são indivíduos altamente respeitados no mundo do futebol, que dedicaram a sua vida ao Benfica e que deram muito ao clube. Mais do que Jorge Jesus alguma vez dará.

No mundo do futebol não só os valores técnicos do desporto se levantam. Os grandes treinadores e os grandes homens do futebol distinguem-se e imortalizam-se pela sua personalidade e pela sua postura ao longo da carreira. Os que valorizam quem os ajuda e não descuram quem os respeita serão sempre lembrados. Pelo contrário, treinadores como Jorge Jesus, mesmo sendo bons técnicos, não são nem nunca serão grandes treinadores e verdadeiros homens do futebol. Este fantástico desporto não precisa de pessoas egoístas e egocêntricas e, por isso, nunca lembrará os pequenos.

O Passado Também Chuta: João Azevedo

o passado tambem chuta

Existem pessoas que realizam feitos que ultrapassam o tempo por si só. Algum feito protagonizado pelo grande Azevedo pode muito bem ser contado sem mencionar o autor ou o clube, para que provoque admiração e espanto geral. No entanto, se somarmos a simples frase “aconteceu num dérbi”, agigantamos o feito e, se finalmente dissermos “a sua equipa estava empatada a um golo e acabou por marcar mais dois golos…”, situamos o relato perto das lendas do medievo, que nos encheram de mitos e alguma vez alimentaram as nossas brincadeiras infantis.

Aconteceu, esta espécie de lenda medieval, no velho Campo Grande. E o dérbi era o clássico Benfica-Sporting. João Azevedo lesionara-se gravemente numa clavícula. O jogo estava empatado. Os terapeutas do Sporting Clube de Portugal vendaram e imobilizaram a clavícula. Corria o minuto 22 da segunda parte; João Azevedo vira-se para os companheiros e diz: “vocês preocupem-se em atacar; da baliza encarrego-me eu…” É escusado dizer que este guarda-redes ímpar realizou o seu trabalho, resolvendo, ainda, jogadas arriscadas. O seu Sporting venceu o Sport Lisboa e Benfica por 3-1. Saiu a ombros e a aclamação do público foi geral. O meu pai contava-me: “defendeu só com uma mão.” Mas não só o meu pai me contava este feito; sendo miúdo de calção curto, no bar que o meu pai tinha na Rua da Palma, durante os anos 60, era comum ouvir esta heroicidade durante as dialéticas entre sportinguistas e benfiquistas. Mas, fora deste contexto, resulta que os pais dos meus amigos também lhes contaram a lenda, e tanto é assim que ainda há bem pouco tempo, conversando numa esplanada da Baixa Pombalina, um amigo mencionou o feito.

A ombros dos seus companheiros Fonte: centenariosporting.com
A ombros dos seus companheiros
Fonte: centenariosporting.com

João Azevedo era do Barreiro. Esta localidade era um autêntico viveiro. Menciono só dois nomes grandes do futebol português: o próprio Azevedo e o que foi considerado o melhor extremo-direito da Europa, José Augusto. Pelo Barreiro passaram ou de lá vieram grandes futebolistas; a CUF e o Barreirense alimentaram durante muitos anos os clubes grandes. Como esta crónica trata de um grande guarda-redes do Barreiro, e para que fique bem marcado o valor da “outra banda” como escola de grandes, trarei à baila dois guarda-redes do Barreirense: o mítico e desconcertante Carlos Gomes e o Francisco Silva, que era nem mais, nem menos, o suplente do grande Azevedo na Seleção. Hoje, quaisquer destes três guarda-redes fariam a felicidade do selecionador Paulo Bento.

Dono de todas as vertentes Fonte: sportingvintage.blogspot.com
Dono de todas as vertentes
Fonte: sportingvintage.blogspot.com

Jogou entre 1935-1952; o Sporting dos violinos deve-lhe bastantes vitórias. Despediu-se do futebol, contra a vontade de alguns, com a camisola do querido e charmoso Oriental. Rezam as crónicas e a lenda boca a boca que era ágil, felino, destemido ao atacar os pés dos jogadores, e a pequena área tinha um dono: Azevedo. Ganhou oito campeonatos nacionais, nove campeonatos de Lisboa e quatro Taças de Portugal. Retirado, foi para o seu Barreiro. Comprou um táxi mas era demasiado bom e muitas viagens ficavam por conta do inventário. Emigrou para Londres e ali ganhou segurança. Azevedo não só é um mito, é também o emblema que recorda uma época na qual existiam enormes guarda-redes em Portugal.

Cerveja e Luz

cab desportos motorizados

Há quem diga que o cão é o melhor amigo do homem. Neste momento, Neuville e a Hyundai não concordam. Para o belga e a sua equipa, a melhor companhia do homem é a cerveja.

Neuville terminou em terceiro o rali do México, mas foi complicado confirmar este pódio. O motor do i20 WRC estava sobreaquecido e não estava a funcionar. Por incrível que pareça, o belga usou Corona – uma marca mexicana – para conseguir chegar ao parque fechado final, e assim garantir o terceiro lugar ganho em prova. Foi o primeiro pódio dos coreanos, que, assim, dão mais um passo em frente no seu desenvolvimento.

Quanto à frente da corrida, voltou tudo ao normal. Ogier venceu e Latvala ficou em segundo. O domínio da Volkswagem é cada vez mais evidente e não me parece que este ano, em condições normais, alguém os bata.

O momento em que Nicolas Gilsoul (co-piloto do belga) tenta arrefecer os “ânimos” do motor.  Fonte: Autosport.pt
O momento em que Nicolas Gilsoul (co-piloto do belga) tenta arrefecer os “ânimos” do motor.
Fonte: Autosport.pt

Mas não foi só no México que se disputaram ralis no passado fim de semana. Em Guimarães, tivemos a segunda prova do nacional de ralis, que valeu a segunda vitória a Pedro Meireles. O vimaranense ganhou por três décimos de segundo (!) a prova, organizada pelo Targa Clube, batendo na última especial Ricardo Moura. O tricampeão nacional, no final da prova, assumiu a culpa pelo erro que lhe custou a vitória. Antes de partir para a estrada desta última PEC, disputada de noite, não ligou a calandra para obter mais luz.

É preciso dar também o mérito ao vencedor, pois acreditou sempre nas suas capacidades e conseguiu recuperar os 3s1 que tinha de desvantagem para o açoriano. Uma verdadeira mostra de valor do vimaranense, que, reconheço, está a obrigar-me a pensar sempre que falo dele e das suas capacidades.

É ainda importante falar de João Barros, de José Pedro Fontes e da Suzuki. Barros ficou em terceiro na prova e, não fossem problemas na direção assistida do seu Fiesta R5, poderia ter estado a discutir a vitória. Fontes estreou o Porsche com que vai correr nas provas de asfalto e mostrou as suas mais valias até ter problemas na caixa de velocidades do carro, numa altura em que liderava a prova.

Por fim, falo da Suzuki. A filial espanhola desta marca veio a Guimarães para o início da Copa Suzuki com os seus dois Swift S1600. Era muito bom que em Portugal houvesse algo do género.

Sporting vs FC Porto: antevisão dentro e fora das quatro linhas

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milnovezeroseis

Caro leitor,

O futebol é um desporto íntegro. Isto é, tem a capacidade de reunir uma panóplia relativamente grande e distinta de vivências importantes – o companheirismo, a paixão, o gosto, mas, também, e infelizmente, o ódio. Neste contexto surge, igualmente, o fenómeno das rivalidades, do qual tenho uma opinião vincada. A meu ver, a rivalidade saudável apimenta, beneficamente, o futebol. Como em tudo na vida, o consenso integral à volta do futebol é irrisório. Portanto, apoiemos cada um o seu respectivo clube e mandemos as tradicionais “bocas”, desde que tudo isto seja feito com base no respeito.

Ora, tudo isto para introduzir o grande jogo que avizinha, o Sporting–FC Porto. A rivalidade entre os clubes é histórica e sofreu um acréscimo na recente época, devido quer à polémica da Taça da Liga, quer aos incidentes do jogo da primeira volta, no Dragão. Fora das quatro linhas espera-se que os ânimos sejam exaltados. Mas, fora do plano de jogo, não estará em prova apenas o fénomeno da rivalidade. O Movimento Basta, apresentado na quarta-feira em Alvalade, tem a primeira iniciativa marcada para as 14h30 de Domingo, precisamente no dia do Sporting-FC Porto. Este é um movimento que parte de dentro do universo sportinguista e que se reveste de toda a pertinência, numa altura em que o Sporting se vê, uma vez mais, fustigado pelas arbitragens.

O Movimento Basta terá a sua primeira iniciativa no Domingo, dia do Clássico Sporting- FC Porto Fonte: ASF
O Movimento Basta terá a sua primeira iniciativa no Domingo, dia do Clássico Sporting- FC Porto
Fonte: ASF

Se fora dos relvados a partida terá grandes aliciantes, o jogo jogado terá, à priori, ainda mais. Em campo defrontar-se-ão o segundo e terceiro classificados do Campeonato, separados apenas por dois pontos de diferença. Por conseguinte, o clássico de Domingo será fulcral para o Sporting. Aliás, arriscaria dizer que este Sporting-Porto é o jogo da época para o clube de Alvalade. Jogar-se-á o futuro dos comandados de Leonardo Jardim no que toca ao lugar a atingir. Caso o Sporting ganhe, o segundo lugar torna-se uma realidade plausível e o título permanecerá como uma esperança, ainda que remota. Por outro lado, uma derrota da equipa de Leonardo Jardim representará a perda do segundo lugar, que, lembre-se, dá acesso directo à milionária Liga dos Campeões. A hipótese de ainda alcançar o Benfica no topo da classificação cai, também, por terra.

Sem Maurício, devido a acumulação de amarelos, Dier será o mais natural substituto do argentino no eixo da defesa. Na frente de ataque, curiosidade para ver quem alinhará como ponta de lança – se Slimani, se Fredy Montero. Com o colombiano em baixo de forma, o talismã argelino assume-se como a opção mais viável. Com efeito, o Sporting jogará, no Domingo, uma cartada importante daquilo que será o futuro leonino no Campeonato. Se é verdade que os aliciantes extra-jogo serão alguns, é dentro do relvado que se disputarão os três pontos. E esses são para ganhar.

O casaco da vitória!

opinioesnaomarcamgolos

Freud dizia que quando os portistas falam mal de Paulo Fonseca se fica a saber mais sobre eles do que sobre Paulo. E aqui encontramos o elemento comum entre Paulo e Sigmund: ambos não percebem nada de futebol.

OK, fui injusto. Freud até dava uns toques na bola… Quanto a Paulo Fonseca, a incógnita mantém-se. Luís Castro sentou-se na cadeira e, em dois jogos, mostrou que é diferente. O jogo com o Arouca não me surpreendeu muito, mas contra o Nápoles a história foi outra. Vi uma equipa a praticar um futebol bastante agradável, pelo menos nas circunstâncias que conhecemos. O Nápoles é uma equipa forte, actualmente em terceiro lugar na Liga italiana e tem o segundo melhor ataque, com 52 golos marcados. Argumentos mais do que suficientes para constituírem um grande desafio a uma equipa que mudou de treinador há uma semana.

O Porto jogou bem, com decisões rápidas e inesperadas, passes ao primeiro toque que baralhavam as posições defensivas dos napolitanos, mas aquilo que me surpreendeu mais foi a saída de jogo. Aquela fase no futebol em que a equipa mal ganha a posse tem de se posicionar, ocupar espaços e progredir com a bola para, a seguir, criar oportunidades de finalização, sabem? Esta fase específica foi executada, a maior parte das vezes, com uma rapidez muito superior àquela a que Paulo Fonseca nos havia habituado. Fernando voltou a encontrar a solidão a que está tão bem acostumado, Defour regressou ao departamento de esforço e entregas (com Paulo Fonseca nem pizzas entregava), e a equipa pareceu encontrar aquele ânimo de que tanto precisava.

Mas admito que é precoce falar já de uma boa mudança. As falhas defensivas continuam a existir; Jackson insiste em provar a teoria do “8 ou 80”, pois ou se move muito e vai buscar jogo mais atrás ou fica pouco móvel na área; Quaresma exagera um pouquinho na sua magia (mas é titular indiscutível); e Varela parece parado no tempo (dificilmente conseguia completar um cruzamento de jeito). O Nápoles explorava muito bem as alas contrárias à progressão da bola, visto que a flutuação dos jogadores azuis e brancos chegava a ser um pouco exagerada, e Callejón só não fez mais estragos porque encontrou Alex-Sandro-é-craque-e-ponto-final. A verdade é que o Porto dominou, podia e devia ter ganho por mais, e mostrou que ainda há esperança para a equipa.

O Porto ganhou vantagem na eliminatória da Liga Europa antes do clássico de Domingo  Fonte: Zero Zero
O Porto ganhou vantagem na eliminatória da Liga Europa antes do clássico de Domingo
Fonte: Zero Zero

No entanto, foi um jogo para a Liga Europa… Veremos se este domingo a atitude se mantém. O meu vaticínio é simples e moderado, se bem que roça o emocional: o Porto ganha e ganha bem. Em Portugal não há um único jogador como Defour, Fernando, Jackson, Quaresma, Mangala, Alex Sandro e, no futuro, Herrera e Carlos Eduardo. Se serão eles a fazer a diferença e a garantir a vitória frente a um Sporting de qualidade e com um treinador super competente? Não. O que vai fazer diferença é ser o Porto. Um Porto que no espaço de meia época conseguiu o pior registo na Champions e um dos piores a nível nacional, mas que em menos de uma semana não parece minimamente preocupado com quem vai à frente ou atrás. Porque, como disse Luís Castro, a vitória assenta-nos bem. E eu acrescento que, se a vitória é o casaco mais bonito da loja, então façam o favor de tirar as mãos porque a etiqueta tem um “D” de Dragão. Sempre teve.

P.S.: Apesar de tudo, e brincadeiras entre Freud e Fonseca à parte, é mais do que justo que se agradeça a Paulo Fonseca por ter dado tudo ao nosso Futebol Clube do Porto. Não acredito que seja fácil treinar esta equipa. A ele e à equipa técnica que o seguiu, muito obrigado pela entrega! Um trabalho não deixa de ser um trabalho só porque não conseguimos concretizar certos objectivos. Espero vê-lo no futuro com mais sucesso do que aquele que conseguiu no Dragão e que encontre rapidamente o caminho para as vitórias, apenas não se meta no caminho do Porto. Se quer vestir o casaco, vá a outra loja!

Tudo ou nada

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Em Espanha, tal como em grande parte das ligas europeias, começa agora a fase do tudo ou nada. Digam o que disserem, a fase final da época é provavelmente o ciclo mais importante no conjunto de jogos que compõem um campeonato de futebol. Na verdade, a linha que separa o tudo do nada é, de facto, muito ténue, ficando quase sempre marcada por jogos muito específicos.

Como é óbvio, um dos jogos que têm uma capacidade extra de definir toda uma época é o Real Madrid–Barcelona. O maior clássico do mundo está para breve, muito breve, aliás. Contudo, antes da realização dessa partida (29ª jornada), o Real Madrid terá de se deslocar ao terreno do Malága, o Barcelona terá de receber, em casa, o Osasuna, e o Atlético Madrid terá de defrontar o Espanyol, no Vicente Calderón.

No fundo, a 28ª jornada da Liga BVVA pode perfeitamente ser uma das mais decisivas de todo o campeonato, e são vários os fatores que o explicam:

Com quatro pontos de vantagem sobre o Barcelona e três sobre o Atlético Madrid, o Real Madrid vai fazer tudo para, no mínimo, manter a diferença pontual sobre os rivais. A ideia de entrar no clássico com a possibilidade de perder o jogo e mesmo assim permanecer à frente do Barcelona na tabela classificativa agrada a qualquer merengue. No entanto, perspetivam-se grandes dificuldades para o Real Madrid no La Rosaleda. O Málaga, apesar de estar a realizar uma época com resultados negativos, é sempre uma formação difícil de bater, principalmente jogando em casa – e, atenção, o Real Madrid tem perdido imensos pontos na Andalucía. É um jogo de campeões, não tenham dúvidas.

Na época passada, o Real Madrid perdeu no La Rosaleda por 3-2 Fonte: Periodistasanonimos.com
Na época passada, o Real Madrid perdeu no La Rosaleda por 3-2
Fonte: Periodistasanonimos.com

O Barcelona, por seu turno, está obrigado a ganhar todos os jogos da liga, caso queira ser campeão. Os já referidos quatro pontos de atraso para o Real Madrid não concedem nenhuma margem de manobra, e os catalães estão proibidos de vacilarem. O jogo no Camp Nou frente ao Osasuna pode ser o tónico necessário para restaurar os níveis de confiança perdidos nos últimos jogos. Porém, e apesar de a vitória do Barcelona ser o resultado esperado, os homens de Tata Martino já mostraram que esta época são capazes de surpreender… pela negativa;

Por último, o Atlético Madrid continua a intrometer-se – e de que maneira – entre os dois colossos espanhóis. Diego Costa e os restantes companheiros têm a oportunidade de, em caso de vitória, exercer uma pressão extra no clássico. Se ganhar o jogo do próximo sábado frente ao Espanyol, o Atlético entra na 29ª jornada sabendo que poderá recuperar terreno sobre o Real Madrid, aumentar a distância sobre o Barcelona ou, quem sabe, ambas as coisas. O que é certo é que o próximo jogo é uma oportunidade de ouro para o Atlético Madrid “atacar” os rivais. Todavia, é sabido que os colchoneros têm facilitado nos momentos mais decisivos. Este é, logicamente, o momento certo para inverter a tendência.

Infelizmente teremos de esperar até domingo à tarde para perceber quem ficará mais perto da linha da meta. Independentemente dos resultados, o que é certo é que o tudo e nada está mesmo ao virar da esquina. Acelerem, rapazes!

Portugal Open e outros primos

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cab ténis

A Lagos Sport anunciou há cerca de uma semana atrás a realização do Portugal Open 2014. MUITOS PARABÉNS. Confesso, nunca pensei ser possível nas condições anunciadas conseguir ainda levar a cabo a 25ª edição do Portugal Open.

Obviamente que todos temos a ganhar. Obviamente que estou mais do que feliz com esta decisão. No entanto, nada melhor do que aproveitar um ano que se quer de ventos de mudança para levar a cabo algumas alterações, tais como as que enunciei numa Carta Aberta a João Lagos há semanas atrás, aqui, no Bola na Rede.

É a hora de o Portugal Open mudar de paradigma, tal como o país mudou, de se afirmar como um torneio de topo no calendário mundial e trazer até si, sem grande esforço, os melhores do mundo, embora seja “apenas” um ATP 250/WTA Premier.

João Lagos conseguiu mexer-se bem e a tempo de garantir as bodas de prata do seu torneio. Mérito inteiramente do pai do ténis em Portugal, que não só dentro das instâncias e dos patrocinadores portugueses conseguiu obter as garantias necessárias, como junto do ATP e da WTA conseguiu aumentar o prazo de confirmação, prova do seu crédito junto das duas instituições mais importantes do ténis mundial.

No entanto, e num artigo que se quer de comemoração, e porque sobre o Portugal Open já tudo disse o que tinha a dizer, acho importante lembrar outro promotor de torneios internacionais que Portugal tem.

Nuno Marques em acção do Vale do Lobo Grand Champions – O ténis português também tinha espaço Fonte: 3.bp.blogspot.com
Nuno Marques em acção do Vale do Lobo Grand Champions – O ténis português também tinha espaço
Fonte: Premier Sports

Pedro Frazão é o dono da Premier Sports, uma empresa de promoção desportiva que levou a cabo durante 10 anos o Vale do Lobo Grand Champions, um torneio de ex-tenistas profissionais que trouxe até Portugal jogadores como Bjorn Borg, John McEnroe e Guillermo Villas, entre outros, e que permitiu a “putos” como eu, do alto dos meus 15, 16 anos na época, ver estes tenistas em court.

O Portugal Open é sem dúvida a bandeira do ténis português, mas dúvido que haja melhor promoção do ténis do que aquela semana no Algarve com as ex-glórias em campo, a jogar e a rir, que provocam enormes gargalhadas nas bancadas.

Falar do Grand Champions do Vale do Lobo é para mim falar de cinco personalidades: Mansour Bahrami, o excêntrico tenista iraniano, o mágico do ténis e o rei dos encontros de pares. Henri Leconte, o “maluco” tenista francês que foi um dos escudeiros de uma Taça Davis pelo seu país e que coloca em campo tudo aquilo que é a magia do ténis. Fernando Meligeni, “o fininho” brasileiro, que era garante de uma tarde bem passada e um dos mais humildes tenistas com quem contactei. Hugo Ribeiro, o press officer do torneio e para com quem tenho uma dívida de gratidão eterna, mas que colocava toda a máquina a funcionar e garantia o bom funcionamento da tríade jogadores-imprensa-fãs, tornando o Vale do Lobo um torneio familiar e informal. E claro, Pedro Frazão, por ter construído um evento de topo, dirigido não só a estrangeiros mas também com espaço para os portugueses, um evento bom para empresas e para famílias.

Vale do Lobo Grand Champions, volta, o ténis em Portugal precisa de ti!

Tottenham 1-3 Benfica: Bifes? Peanuts!

camisolasberrantes

Há noites que não se esquecem. Um primeiro beijo. Uma estúpida bebedeira. Uma boa “conversa” de cama. A morte de um familiar próximo. O adeus a um amigo que segue para o estrangeiro. Um fantástico jogo de futebol. Hoje vivemos e respirámos um desses. Um desses jogos que, de tão fantásticos, superam mesmo o conceito de “noite” e alongam-se no tempo de forma incomensurável.

Um pouco como o jogo que o Benfica levou para Inglaterra. A bem ou a mal, Jorge Jesus pegou mais uma vez neste plantel e espremeu-o de tal forma que o tornou infinito e pau para toda a obra. Aliás, as surpresas ao início foram prova disso mesmo: Oblak permaneceu na baliza, Sílvio deixou mais uma vez no banco um antigo e recorrente europeu André Almeida, Rúben Amorim preencheu o meio em detrimento de Enzo Pérez, Sulejmani deu descanso ao mágico Gaitán e Cardozo voltou à titularidade para se juntar a Rodrigo no ataque.

Começa a partida e começam também os cânticos dos Diabos Vermelhos e No Name Boys, que só se renderiam ao silêncio aquando do apito final. Um apoio de outro mundo. Benfiquistas à Benfica. E um Benfica que ameaçava não se render à casa cheia dos Spurs, que ainda andavam mal do estômago depois dos quatro golos encaixados no fim-de-semana contra o Chelsea. Adebayor, no entanto, vinha a jogo para dar trabalho a Luisão e Garay, coisa que felizmente só aconteceu nos primeiros minutos. Porque mal o Tottenham tirou o pé do acelerador foi tempo de o meio-campo encarnado rodar bola, puxar os ingleses para a frente e, com muito jeitinho, abrir espaço nas costas. E, coincidência ou não, aos 29 minutos, um lutador Rúben Amorim pega na redondinha, leva árbitro e dois adversários à frente e inventa – literalmente – um passe que é três quartos de golo. Rodrigo, com uma arrancada à Bolt, deixa o pobrezinho Naughton para trás e, da esquerda para o meio, faz um remate a fugir ao guarda-redes da casa. Sem espinhas.

Um colocadíssimo primeiro golo  Fonte:
Um colocadíssimo primeiro golo
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica (Isabel Cutileiro)

Ainda antes de acabar a primeira parte, o extremo esquerdo Eriksen puxa de um cruzamento que só Garay consegue travar e está dado o mote para aquele que seria o restante jogo: Benfica contra Eriksen (com a ajuda lá pelo meio de Lennon, na direita, e Kane, ao meio). Apito do árbitro e um primeiro tempo com um conjunto encarnado cheio de simplicidade e disciplina, trunfos que valiam (e justificavam) o adiantamento no marcador num jogo que o Tottenham queria claramente ganhar…mas não sabia como.

Pontapé na bola e vamos aos últimos 45 minutos. O Benfica precisava de muita cabeça e de muito auto-controlo para poder voltar a Lisboa dono e senhor desta eliminatória…e foi exactamente isso que faltou logo três minutos depois de se retomar a partida. Sem se perceber muito bem como, Luisão deixa em jogo Adebayor que sozinho e em excelente posição atira, da forma mais infantil e incrédula de sempre, o esférico para as ervas daninhas ao lado da baliza do jovem Oblak. “Mais dessas”, pedi eu aqui em casa, isto depois de atirar um copo à parede por causa da paragem cerebral do nosso capitão. Mas o Girafa quis redimir-se. Nem dez minutos depois, Rúben Amorim – que jogo enorme do português – roubou a bola a um distraído Kane e atirou para a defesa da noite. Não contente voltou a agarrar na bola, cobrou o canto para o Glorioso e Luisão fez o dois a zero com uma gloriosa cabeçada. Não fossem os festejos encarnados nas bancadas e ouvir-se-ia o ranger de dentes de Sherwood, homem que promete mudanças para o ano vindouro…arriscando-se a ser ele mesmo a maior de todas. Faltava o último prego no caixão.

O capitão Luisão assinou um bis  Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica (Isabel Cutileiro)
O capitão Luisão assinou um bis
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica (Isabel Cutileiro)

Mas não. Porque o Benfica é assim. E porque benfiquista que é benfiquista tem de sofrer até ao fim. Depois de uma enorme arrancada pelo lado esquerdo, um inconformado Eriksen é rasteirado por um apagado Sílvio. Livre perigoso para os ingleses e um golo teleguiado. Oblak talvez pudesse ter feito mais, mas a concretização é de facto notável. O Tottenham reduzia a desvantagem numa altura em que o Benfica tinha o jogo controlado. Peito cheio de Eriksen, o único que, cheio de coração, não parou de remar contra a maré. Mas maré que é maré leva tudo consigo. E assim foi este Benfica, que não quis voltar nervoso a casa. Crédito para Jorge Jesus que tira os dois jogadores mais desaparecidos da noite, Sulejmani e Cardozo, dando espaço a Gaitán e Enzo, dois “desbloqueadores” natos. Ou vai ou racha!

E era para rachar mesmo. Rodrigo ia fazendo o terceiro depois de um erro enorme do guarda-redes Lloris e é o recém-entrado Gaitán – de prever, certo? – que minutos depois arranca a falta ao tal pobre Naughton. Conversão e Garay a atirar de cabeça para a defesa do guardião da casa, quando na recarga surge um Luisão ponta-de-lança com uma “pastilha” enorme que ainda vai à barra, mas que acaba nas redes dos Spurs.

Hora de apanhar o avião. E o resto é conversa. Ou peanuts.

 

A(s) Figura(s)
Luisão e Rúben Amorim – Hoje quebro as regras e elejo dois senhores do futebol encarnado. Dois que já cá andam há muito, muito tempo. Um deles merece mais. E prova-o todas as vezes que pisa o relvado. Se Luisão foi enorme, Amorim foi genial. Ela por ela. Taco a taco. E por isso um pódio repartido.

O Fora-de-Jogo
Tottenham – Perdoem-me a falta de criatividade na escolha, mas ou é o Benfica que merece estar na Champions ou é este Tottenham que não merece sequer estar numa competição além-Inglaterra. Please come back, Villas-Boas?

FC Porto 1-0 Nápoles: Afinal existe Defour… E equipa!

atodososdesportistas

1ª parte: O jogo começou com sentido único: baliza do Nápoles! Um Porto que começou com o “novo habitual” 1-4-(1+2)-3 a todo o gás e que subjugou completamente um Nápoles que procurou excessivamente o jogo directo, tanto no ponta-de-lança fortíssimo Higuaín, como no extremo que faz da rapidez a sua arma, Callejón (em ambos os casos, quase sempre os centrais e Alex Sandro levaram a melhor). Com uma pressão muito alta assim que perdiam a bola, os dragões não permitiram nunca que os napolitanos respirassem e assim obrigavam a sucessivos erros e perdas de bola. Aos 10 minutos de jogo, Quaresma e Varela trocaram de flancos e demorou apenas um minuto a ser traduzida a superioridade azul-e-branca em remates: Jackson Martinez obriga Reina à defesa da noite com um voo brilhante para o seu lado esquerdo, após uma jogada brilhante de Carlos Eduardo (que me fez lembrar Deco neste jogo!).  Primeiros 15 minutos – mais Porto, já tinha 6 cantos (!).

Aos 19 minutos, erro crasso da equipa de arbitragem: golo mal (muito mal!) anulado a Carlos Eduardo, que não só iria pôr justiça no resultado, como era mais do que merecido (e às vezes estes lances definem eliminatórias… Esperemos que não!). Podia dizer-se que o árbitro pensou que foi mão, mas o auxiliar levantou a bandeirola e o árbitro fez-lhe sinal. Foi um erro enorme, um golo limpo invalidado.

Nota também para o fact0 de este “novo Porto” procurar sempre sair a jogar numa primeira fase com Fernando, recuando este para pegar na bola, e depois encontra sempre uma “solução de passe 2-1”, desdobrando com isto as marcações e encontrando espaços para libertar a bola num dos colegas mais ofensivos.

Quaresma fez mais um bom jogo  Fonte: Zero Zero
Quaresma fez mais um bom jogo
Fonte: Zero Zero

O primeiro sinal de perigo por parte dos italianos em toda a primeira parte ocorreu apenas ao minuto 26 (!), num contra-ataque conduzido por Callejón. Estavam passados 30 minutos e o “sinal mais” continuava para os azuis-e-brancos. Aos 38 minutos, o Porto (naturalmente, devido ao cansaço) baixou as linhas e os últimos 7 minutos do primeiro tempo foram com mais posse de bola no Nápoles.  Mas no cômputo geral, muito mais Porto no primeiro tempo.

Na segunda parte, o jogo começou com aqueles que foram dos 10 minutos mais loucos a que assisti em toda a minha vida num jogo de futebol: aos 46′, Reina volta a defender brilhantemente um remate “do meio da rua” feito por Fernando; aos 49′, Quaresma remata forte, mas ao lado; 52′, Helton “imita” Reina e por duas vezes salva o Porto: primeiro um remate de Higuain para canto numa jogada em que Hamsik “rasgou” a defesa portista com um passe do meio-campo e depois na marcação desse mesmo canto, num cabeceamento exemplar de Albiol; 55′, Mangala inventa e é quase golo dos italianos; 56′, resposta portista, com o central Britos a tirar o “pão da boca” a Jackson. Estes primeiros 10 minutos terminaram com o (mais que merecido) golo do Porto! Na sequência do canto cedido por Britos, a defensiva napolitana aliviou a primeira bola de forma deficiente e Cha Cha Cha aproveitou a confusão para fugir à marcação de Albiol e, de pé esquerdo (e quente!), fuzilar a baliza de Reina.

Depois do golo e deste início em sufoco de ambas as equipas, só voltamos a ver perigo… 10 minutos depois (!), quando Helton saiu de forma fantástica e tirou a bola do isolado Higuain (que parte em posição muito duvidosa), num minuto onde o miúdo Quintero rendeu o enorme Carlos Eduardo.

Defour, a figura do jogo Fonte: Zerozero.pt
Defour, a figura do jogo
Fonte: Zerozero.pt

Ao aperceber-se de que o Porto necessitava de mais poder de choque para furar a teia defensiva napolitana, Luís Castro fez entrar Ghilas e tirou Varela (escolha arrojada, porém acertada) e o Porto voltou a assumir o controlo. Do minuto 70 ao minuto 81, o jogo baixou drasticamente de ritmo e assistimos a situações de ligeiro perigo para ambos os lados, embora nenhuma digna de registo. O jogo estava “mastigado” até uma jogada inacreditável acontecer: bola no ferro por parte de Quintero numa grande jogada colectiva: Quaresma, pela direita, dá no centro a Quintero, que por sua vez abre na esquerda onde Jackson serve Ghilas (num momento de troca posicional) e este se embrulha com Albiol, que se vira rápido e “corta” contra Quintero, levando a bola ao poste. Incrível! Este foi o tónico que voltaria a tornar este jogo em algo de extraordinário. O Nápoles respondeu aos 82′, quando Maicon cortou praticamente em cima da linha o golo certo aos italianos; 85′, Quintero, numa zona favorável ao seu pé esquerdo, rematou com força mas sem colocação às mãos de Reina; 87’, saiu Defour e entrou Herrera (tinha de referi-lo!); 92’ (de tão boa memória para o Porto…), quase golo do Nápoles! Zapata falhou o remate depois de um cruzamento a meia altura; 93′, final do jogo! Que grande partida, que grande Porto!

Figura: Defour
Poderia escolher Carlos Eduardo, Fernando ou até mesmo Quaresma, pela entrega, mas parece que finalmente Defour acordou com este novo treinador e começou a jogar futebol a sério! O seu trabalho invisível foi (paradoxalmente) notório e apresentou-se como o maior operário a nível de disponibilidade no meio-campo azul e branco!

Fora-de-jogo: Mangala.
Quase todos os lances de perigo nasceram de desconcentrações ou perdas de bolas infantis do francês. Há que melhorar!

É um clássico gaúcho, che!

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brasileirao

Estamos no Rio Grande do Sul. Mas esta é uma terra diferente das restantes do Brasil. É o Estado mais a sul de Terras de Vera Cruz. Aqui o clima é frio. As pessoas comem carne de churrasco até no pequeno-almoço. Tomam o famoso chimarrão (não, o chimarrão não é nenhuma carne, mas sim uma folha de chá) e ainda têm a mania de tratar os outros por che! Talvez uma mera coincidência de quem está tão perto das pampas. Hoje é dia do clássico entre Grêmio e Internacional. E a cidade de Porto Alegre vai parar.

– “Que é isso? Camisa azul? Não, não. Azul não pode ser! Veste antes esta vermelha.”

– “Corrigindo os testes com caneta vermelha? Ah, larga isso! Toma esta caneta azul.”

É isto que os adeptos de uma e outra equipa poderão ouvir dos mais fanáticos. E ninguém escapa a estes comentários quando se faz tão escandalosa ignomínia. O Grêmio é tricolor. Azul, preto e branco. O Inter joga com o tradicional vermelho e branco. Tricolor e Colorado. O clássico do sul. Este é o GreNal!

GreNal, um clássico de super-heróis Fonte: zerohora.clicrbs.com.br
GreNal, um clássico de super-heróis
Fonte: zerohora.clicrbs.com.br

Ambos os emblemas têm um grande historial. O Grêmio já foi duas vezes campeão brasileiro e tem quatro Copas do Brasil. O Inter é tricampeão mas só tem uma copa do Brasil. Em termos internacionais equivalem-se. Duas Libertadores para cada um e um mundial de clubes também. Em termos de Estaduais há vantagem para o Colorado: são 42, enquanto os rivais gremistas têm 36. Só que existe um título que os gremistas gostariam de não ter. E esse título ninguém quer: campeão da Segunda Divisão por uma vez, em 2005. O Internacional nunca desceu de divisão.

Ah, e a célebre frase do “clássico é clássico e vice-versa” foi proferida por Mário Jardel em vésperas de um GreNal. O passado conta pouco para cada jogo, de facto. Ambos os clubes têm história. Os dois contribuem para que o Rio Grande do Sul e o Brasil fiquem cada vez mais alegres.