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Wolverhampton Wanderers FC 2-5 Chelsea FC: Vitória construída por “miúdos” com “show” de Abraham

A “armada portuguesa” do Wolverhampton recebeu, este sábado, o Chelsea, de Frank Lampard. Nos comandados de Nuno Espírito Santo destacou-se a titularidade do central Jesús Vallejo, emprestado pelo Real Madrid, que fez a sua estreia na Premier League. Já nos londrinos, a maior surpresa foi a inclusão do jovem Tomori no onze inicial, a par da primeira chamada à titularidade, na presente época, do brasileiro Willian e do espanhol Marcos Alonso.

O jogo começou com o Wolves a assumir a posse de bola, mas rapidamente as coisas se equilibraram, passando mesmo a existir um pequeno ascendente para o Chelsea, muito devido à preferência que os “lobos” têm em explorar as saídas rápidas em contra-ataque e, por consequência, em deixar que o adversário tenha a bola em seu poder durante um maior período de tempo. Ainda assim, o jogo foi bastante parado durante os primeiros 25 minutos, sem que existissem quaisquer ataques e, muito menos, remates perigosos, de parte a parte. Em nada se assemelhava a uma partida do tão vibrante campeonato inglês.

A primeira jogada de construção que foi finalizada pertenceu ao Chelsea, já ao minuto 28, com uma boa incursão de Azpilicueta pela direita, que tocou a bola para o centro, onde Willian driblou um adversário e rematou, mas a bola passou bastante por cima da baliza de Patrício. Este lance fez despertar os “blues” (que nesta partida foram “whites”) e logo de seguida, por volta da meia hora de jogo, o jovem Tomori protagonizou um belo remate, a mais de 30 metros da baliza, abrindo o ativo a favor dos londrinos. Apesar de ter vários homens à sua frente, fica a ideia de que Rui Patrício podia ter-se lançado mais cedo e com mais convicção à bola.

Os pupilos de Frank Lampard “tomaram o gosto à coisa” e não tardaram em faturar o segundo, apenas um minuto após o golo inaugural. Desta vez, foi Tammy Abraham a finalizar, após passe de Mason Mount e em jogada que voltou a ter a participação do central Tomori. À bela maneira da Premier League, este jogo “trocava de face” em apenas cinco minutos, estando agora super enérgico e com 0-2 no marcador, a favor do Chelsea.

O Wolverhampton tentou responder de imediato, numa jogada em que Diogo Jota acabou por não conseguir finalizar, mas foram mesmo os “blues” que voltaram a marcar, ampliando a vantagem para três golos. Após várias tentativas, a bola sobrou para Marcos Alonso, que tirou o cruzamento da esquerda e encontrou o inevitável Tammy Abraham. Depois de 26 golos no Championship do ano passado, ao serviço do Aston Villa, o jovem inglês já leva seis na presente edição da Premier League.

O intervalo chegou e a palestra foi certamente muito mais fácil para Lampard do que para Espírito Santo, tendo os últimos 15 minutos desta metade sido decisivos para o volume registado no marcador.

Tomori, após marcar o seu primeiro golo na Premier League
Fonte: Premier League

No reatar da partida, foi o Wolves que tentou reduzir de imediato a distância para o Chelsea, procurando fazer-se valer do seu ataque mais móvel, após a introdução de Cutrone no jogo. Para colocar no ataque o italiano, Nuno Espírito Santo abdicou de Dendoncker, deixando o centro da defesa mais frágil. Essa fragilidade foi aproveitada pelo novo homem-golo dos “blues”, Tammy Abraham, que construiu um lance individual de qualidade, tirando um adversário do caminho e rematando cruzado para as redes. As esperanças dos “lobos” pareciam ter sido desfeitas de vez, se é que tal ainda não tinha acontecido e o quinto golo podia ter surgido por outro jovem, desta feita Mason Mount, que, após ter sido servido por Azpilicueta, driblou Rui Patrício e ficou com a baliza à sua mercê, mas enviou a bola à malha lateral.

Quem acabou por marcar foi mesmo o Wolverhampton, na sequência de um canto cobrado por João Moutinho, que encontrou a cabeça de Roman Saiss. Com cerca de 20 minutos para jogar, este parecia não passar de mais que um tento de honra. No entanto, os comandados de Nuno Espírito Santo não desistiram e foram em busca de mais, chegando mesmo ao segundo golo de consolação, aos 85 minutos, por Patrick Cutrone. O atacante italiano, proveniente do AC Milan, assinou assim o primeiro golo desta sua aventura por terras de Sua Majestade.

Se a esperança dos Wolves tinha voltado, Mason Mount “arrumou com ela” já no período de descontos, assinando um belo golo de cariz individual e fixando o resultado em 2-5, a favor dos “blues”. O Chelsea volta a marcar bastantes golos, mas torna a sofrer pelo menos dois golos num jogo, situação que deve ser trabalhada. Já Nuno Espírito Santo apenas pode retirar de positivo a resiliência dos seus jogadores, pois tudo o resto foi desastroso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Wolverhampton – Rui Patrício; Jesús Vallejo; Conor Coady; Leander Dendoncker (Patrick Cutrone, 46’); Adama Traoré (Matt Doherty, 56’); Jonny Otto; Rúben Neves; Romain Saiss; João Moutinho; Diogo Jota; Raúl Jiménez (Gibbs-White, 70’).

Chelsea – Kepa Arrizabalaga; Antonio Rudiger (Kurt Zouma, 46’); Andreas Christensen; Fikayo Tomori; César Azpilicueta; Marcos Alonso; Jorginho; Mateo Kovacic (Ross Barkley, 70’); Mason Mount; Willian; Tammy Abraham (Michy Batshuayi, 77’).

Taça Davis: Portugal perde com Bielorrússia e não ganha fora há seis anos

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Portugal entrava para o segundo dia do embate frente à Bielorrússia com a eliminatória empatada. No primeiro dia de competição, João Sousa ainda apanhou um susto mas acabou por se superiorizar a Ilya Ivashka pelos parciais de 4-6, 6-1 e 6-2. Logo de seguida, João Domingues foi derrotado por Egor Gerasimov em apenas dois sets (2-6 e 6-3). Desta forma, o encontro de pares assumia particular importância para o desfecho final da eliminatória.

SOUSAS DERAM PASSO IMPORTANTE RUMO À VITÓRIA

João Sousa e Pedro Sousa foram os escolhidos de Rui Machado, selecionador nacional, para jogarem o encontro de pares frente a Ilya Ivashka e Andrei Vasilevski. Os jogadores lusos não podiam começar de melhor maneira e logo no primeiro jogo do encontro conseguiram fazer o break. Logo no jogo seguinte, e apesar de os bielorrussos até terem tido break points, a dupla portuguesa conseguiu fechar o seu jogo de serviço e adiantar-se para 2-0. O primeiro set foi-se desenrolando e, apesar da dupla portuguesa ter passado alguns momentos mais complicados, acabou sempre por ser melhor nos momentos decisivos. Os Sousa´s acabariam por vencer a primeira partida por 6-3.

No segundo set, a dupla bielorrussa entrou mais concentrada e foi mais competitiva. Desta forma, não houve qualquer quebra de serviço durante toda a segunda partida. Os serviços impuseram a sua lei e foi com alguma naturalidade que chegámos a um tie-break. Por essa altura, Portugal encontrou-se quase sempre em desvantagem. João Sousa e Pedro Sousa foram mesmo obrigados a salvar dois set points quando o marcador se encontrava em 4-6. Contudo, a maior qualidade e competência do por português voltou a fazer a diferença nos momentos decisivos. Os Sousa´s somaram quatro pontos consecutivos e colocavam Portugal a liderar a eliminatória por 2-1. A escolha de Rui Machado foi acertada e poderia vir a revelar-se decisiva para o desfecho da eliminatória.

João Sousa e Pedro Sousa triunfaram no encontro de pares e deram um passo importante na eliminatória frente à Bielorrússia. Fonte: Federação Portuguesa de Ténis.
Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

SC Braga e Vitória SC | O arranque “a sério” na Primeira Liga?

Findada que está a paragem para os compromissos internacionais, os jogadores regressam agora aos seus clubes para voltarem às competições domésticas. No arranque para a quinta jornada da Primeira Liga, para além do líder improvável (mas justo) FC Famalicão, salta à vista a “pobre” classificação dos dois elos da maior rivalidade minhota: SC Braga e Vitória SC. Os bracarenses estão em 14º lugar com quatro pontos conquistados, já os vimaranenses estão na 15ª posição, com três pontos amealhados.

Os planteis de ambos têm qualidade? Sim. Os treinadores – Ricardo Sá Pinto e Ivo Vieira – encaram os jogos de forma arrojada, tentando dominar qualquer adversário que encontrem pelo caminho? Também me parece que sim, com excepções pontuais. Então, nesse caso, o que explica as pontuações nos primeiros jogos da liga portuguesa? Na minha opinião, uma mistura de Liga Europa com falta de sorte a vários níveis.

No caso do SC Braga – o único dos dois que já venceu – a temporada 2019/20 até começou bem. Porém, a ida ao terreno do Gil Vicente FC, onde Sá Pinto mexeu muito no onze inicial (por causa da importância da Liga Europa) deu o primeiro dissabor da época, com um empate. Depois, a viagem a Alvalade, até demonstrou um SC Braga a jogar bem, que na minha ótica, não merecia perder aquele jogo. O descarrilamento aconteceu frente ao SL Benfica, goleados em casa, com a partida mais fraca do ano. Atribuo esta escassez de pontos à falta de sorte no calendário e a alguma incapacidade física da equipa.

Ao olharmos para isto, não percebe esta derrota frente a um adversário mais frágil mesmo depois de terem conseguido recuperar fisicamente das semanas intensas que tiveram frente a um dos principais candidatos à descida de divisão – o Vitória Futebol Clube.

André Almeida festeja o seu primeiro golo pelos seniores vimaranenses contra o Rio Ave
Fonte: Vitória SC

Falando agora do Vitória SC, creio que há mais azar do que outra coisa. Primeiro, nas lesões: Jhonatan, André, Mikel, Al Musrati, Joseph e Wakaso encontram-se no estaleiro, com a possibilidade de Al Musrati estar de regresso neste fim-de-semana. Davidson, depois de ter sido expulso, também ainda vai estar de fora, apanhando dois jogos de castigo por palavras dirigidas ao árbitro Carlos Xistra. Todas estas condicionantes obrigam a que Ivo Vieira coloque quase sempre os mesmos em campo, o que leva a um esforço físico tremendo à quinta e ao domingo, de forma consecutiva.

Em segundo lugar, nos jogos. Para além do jogo com o FC Porto – onde terminaram com menos dois elementos – sendo vergados a uma justa derrota, a primeira jornada não se realizou quando deveria, tendo sido adiada para uma altura em que havia jogadores nas selecções, muitas lesões e castigos a acumularem-se, o que redundou numa derrota às mãos do Rio Ave FC. No jogo com o Boavista FC em casa, foram claramente superiores, mas como diz a velha máxima “quem não marca sofre”, o segundo nunca apareceu e os axadrezados, num lance de bola parada, empataram ao cair do pano. Contra o FC Famalicão a coisa foi mais discutida, com uma divisão de pontos que me pareceu ser justa.

Agora, depois da paragem para selecções, foi possível recuperar mais um ou outro jogador, bem como foi possível inscrever Edward, Leo Bonatini e Lucas Evangelista, os reforços – de grande qualidade, acrescento eu – do clube sediado em Guimarães. O próximo jogo é hoje, em casa, frente ao CD Aves, que me parece ser um adversário “acessível” para conseguirem a primeira vitória deste campeonato.

A partir deste ponto, é que vamos ver do que é que são feitos ambos os planteis. Avizinha-se uma temporada longa e exigente, com jogos para a Liga Europa às quintas-feiras e campeonato quatro/cinco dias depois. Tudo o que não seja uma vitória, quer para um, quer para outro, pode começar a colocar algumas inquietações na cabeça dos associados. Sendo SC Braga e Vitória SC dois dos projetos mais interessantes do futebol português, creio que a resposta ao fato de estarem na causa da tabela classificativa vai mesmo ser dada em campo num futuro breve.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Leão contra-ataca

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O mês de setembro tem sido marcado pelo início do trabalho em várias modalidades de pavilhão. Algumas, porém, só iniciam oficialmente a temporada em outubro – caso do voleibol, do basquetebol e do hóquei-em-patins. No caso do hóquei, este sábado (14/09), teremos a equipa campeã da europa a disputar o Troféu Stromp no Pavilhão João Rocha, diante da formação da AD Sanjoanense e, no domingo, a equipa feminina de seniores apresentar-se-á aos sócios diante da equipa do Gijón. Dose dupla para os sportinguistas amantes da modalidade.

Das equipas que já iniciaram oficialmente a temporada, o Sporting, mais uma vez, colocou o Leão a rugir bem alto. É caso para dizer que o Leão contra-ataca! Começo pelo futsal. Os leões de Nuno Dias disputaram e venceram categoricamente a Supertaça diante do SL Benfica por seis bolas a duas. Sim, leu bem: seis bolas a duas. A formação verde e branca entrou determinada em fazer estragos, e levou de vencida a formação encarnada que esteve adormecida praticamente durante todo o jogo.

Foi um leão magoado, certamente pelo “roubo” do título nacional na época transata, que esteve na origem do vendaval leonino. O pivot brasileiro Rocha foi um dos jogadores mais importantes na formação sportinguista e promete dar que falar esta época. Trata-se de um jogador que alia excelentes qualidades técnicas às físicas. Neste particular, o futsalista “guardou” a bola em vários momentos em que o Benfica queria dar um ar da sua graça, pisando o esférico num gesto que lhe é característico enquanto permitia com isso que o Sporting respirasse e se organizasse na transição ofensiva. Rocha deu, por isso, mais músculo a este Leão campeão europeu.

Os reforços Paulinho (ex-Fundão) e Taynan da Silva (ex-Kairat Almaty) apareceram também ao seu melhor nível, embora já tenham certamente percebido que terão que lutar muito para segurar um lugar no plantel do Sporting.

Conquistada a Supertaça, os Leões iniciaram a Liga Placard diante do Portimonense, uma formação estreante no principal escalão da modalidade. Mais uma vitória dos Leões em pleno João Rocha por oito bolas a zero. O resultado foi, porém, um pouco exagerado, pois os algarvios chegaram mesmo na primeira parte a criar alguns calafrios a Guitta. Mas, afinal, eram apenas ventos tímidos vindos do Algarve… A última jornada disputada fez com que a formação de Nuno Dias visitasse o Belenenses no pavilhão Acácio Rosa e, em mais um vendaval de golos, o Sporting derrotou a formação caseira por dez bolas a uma. Isto promete.

O andebol iniciou também a sua época desportiva. Depois das vitórias diante do Boa-Hora na primeira jornada por 23-29, do ADA Maia/ISMAI na segunda jornada no João Rocha por 38-24, a formação comandada por Thierry Anti deslocou-se ao Pavilhão da Luz e levou de vencida a formação comandada da casa por um brilhante 28-30. A vitória diante do SL Benfica foi alcançada nos instantes finais da partida, com o cubano Pedro Valdez a marcar o tento que fechou o resultado final.

Esta vitória teve, por isso, um sabor especial. Seguiu-se o jogo da quarta jornada do campeonato, desta vez no João Rocha, diante de uma formação clássica na modalidade em Portugal: o ABC de Braga. Mais uma vitória para a formação do francês Anti por 30-26. No seu português ainda bastante “tosco”, o experiente treinador francês “puxou as orelhas” na flash da Sporting TV, referindo que na segunda parte, pura e simplesmente, o Sporting perdeu o jogo. Palavras duras do timoneiro dos Leões que deixam uma mensagem inequívoca para o balneário: ninguém pode descansar à sombra da bananeira.

O espanhol Jesé poderá aproveitar a ausência de Luiz Phillipe do jogo diante do Boavista provando a todos que está em Alvalade para vingar
Fonte: Sporting CP

Gostei de ver a entrevista, em jeito de conversa, ao nosso treinador de basquetebol, Luís Magalhães, na Sporting TV. Parece-me ser um homem sensato, maduro e esclarecido, fazendo jus ao seu passado de títulos por seleções e clubes por onde passou. Certamente que Magalhães repetirá, já esta temporada, a conquista de títulos, enriquecendo o museu leonino numa modalidade que este ano regressa ao Universo do Leão, após vinte e quatro anos de interregno.

Finalmente, a equipa sénior de futebol masculino, viu chegar três reforços para o ataque no último dia do fecho do mercado de transferências: o espanhol Jése Rodriguez, de 26 anos, que chega por empréstimo do Paris Saint-Germain; Yannick Bolasie, congolês, 30 anos, que atuava nos belgas do Anderlecht por empréstimo do Everton e que chega na mesma condição a Alvalade; e, finalmente, Fernando, de 20 anos, brasileiro, que atuava no Shakhtar Donetsk.

Um tridente ofensivo que chega para compensar ou remendar aquele que mais golos deu ao Reino do Leão nos últimos tempos: Bas Dost. Conseguirão, os três juntos, pelo menos disfarçar a marca indisfarçável de Dost no Sporting? A ver vamos, mas esse caminho poderá já começar a ser traçado no Estádio do Bessa no próximo domingo, num jogo em que, devido à lesão de Luiz Philippe no treino da passada quarta-feira, não teremos qualquer ponta-de-lança disponível. A equipa terá, por isso, no plano ofensivo, que unir esforços para fazer os golos que imperam que se faça no Bessa se queremos trazer a vitória.

A comandar a equipa leonina temos agora o madeirense Leonel Pontes. Trata-se de um conhecedor profundo da formação sportinguista, tendo estado ligado a ela desde a época 1999-2000 e, pelo meio, na época 2005-2006, foi chamado pelo técnico principal da equipa do Sporting, à data Paulo Bento, para o cargo de treinador adjunto. Foi nesse ano que a marca “Pontes” se fez logo sentir: nomes como Nani, Paíto, Miguel Garcia, Custódio e Carlos Martins “apareceram” na equipa de Paulo Bento pela mão de Leonel. Agora, mais de 10 anos volvidos, Pontes promete uma aposta na formação sem precedentes tendo, aliás, nesse particular, já chamado para os treinos da equipa principal alguns dos jogadores que atuavam no escalão de sub-23, nomeadamente Diogo Sousa (guarda-redes), Matheus Nunes (Médio), Tomás Silva (Médio).

Para finalizar, uma palavra de coragem para Battaglia que regressou aos treinos em Alcochete. Pode muito bem ser opção para o meio-campo do Sporting no Bessa uma vez que se pretende uma renovação de mentalidade e músculo no meio-campo, algo que argentino pode muito bem vir a dar. Vamos, Leões!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Estoril Praia SAD 2-1 FC Porto B: Vitória que peca por escassa

Em jogo a contar para a quinta jornada da segunda liga, o Estoril Praia recebeu a equipa do FC Porto B. Os canarinhos começaram mal a temporada, mas vêm de um bom momento, visto que venceram as duas últimas jornadas. Por sua vez, os homens de Rui Barros só perderam na primeira jornada, mas também só ganharam na deslocação ao reduto do Farense, na terceira partida do campeonato.

Esta jornada marca o fim da paragem internacional e é o primeiro jogo que as equipas fazem depois do término do mercado de transferências. Assim sendo, do lado estorilista, os reforços Lucas Áfrico, emprestado pelo Marítimo, e Azougha, que jogava no Tondela, saltam para o onze inicial. Do lado dos dragões, houve uma só alteração: Fábio Vieira foi substituído por Vitinha.

O jogo começou com o Estoril a pautar os ritmos e cedo se percebeu quem seria a equipa mais forte: logo aos 6 minutos, num ataque conduzido pela esquerda Juninho atirou à figura. Mais tarde, foi a vez de Rafael Barbosa apareceu isolado e Mbaye, guardião portista, brilhou com uma excelente intervenção.

A equipa da linha era claramente quem mandava na partida e aos 34 minutos de jogo ficou a pedir penalti: Juninho caiu na área, aparentemente derrubado, mas o árbitro da partida nada assinalou. Porém, três minutos depois Juninho abriu as hostilidades no marcador: numa jogada de ataque rápido, a bola passou apenas por três jogadores e o avançado brasileiro fez o gosto ao pé. Um golo mais do que merecido e já justificado.

Até ao intervalo, Rafael Barbosa e Daniel Bragança iam dando espetáculo: aos 40 minutos, ‘partiram’ a defesa contrária, mas não souberam finalizar. Ambos os jogadores formados no Sporting davam nas vistas.

O Estoril foi claramente superior durante todo o primeiro tempo e justificou a vantagem no marcador
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte decorreu num ritmo mais reduzido mas ainda assim foram várias as oportunidades de golo. Aos 56 minutos, Rafael Barbosa teve um lance genial: passou pelo defesa e atirou colocadíssimo ao poste.

O Estoril esteve um pouco mais apagado durante a segunda parte e, por isso mesmo, ainda viveu alguns momentos de maior aperto. A equipa recuou as suas linhas e deu maior iniciativa aos “dragões”. Por sua vez, o Porto tinha mais posse de bola, mas continuava sem criar grandes lances de perigo iminente.

Mantendo a posse de bola, os portistas conseguiram mesmo chegar ao golo a quinze minutos do final, Vitinha brilhou com um golo monumental e estabeleceu, assim, a igualdade no marcador. A vantagem não durou muito, e muito por causa de Roberto: o avançado estorilista, num lance de contra ataque, driblou o último defesa com uma facilidade tremenda e atirou a contar.

Até ao final, há ainda destaque para uma enorme intervenção de Daniel Leite, que garantiu os três pontos à equipa da linha.

O Estoril conseguiu assim a terceira vitória consecutiva e realizou a exibição mais bem conseguida esta época. Por outro lado, ficou provado que há muito talento nesta equipa B do Porto mas ainda assim falta (bastante) crescimento.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril Praia SAD – Leite, Gois, Africo, Valente (Subst. Vieira, 46′), Belima, Gonçalo, Barbosa (Subst. Firmino, 75′), Bragança, Azousha, Juninho (Subst. Matheus Indio, 50′), Roberto.

FC Porto B – Mbaye, Lago (Subst. Fomakwang, 80′), Justiniano, Ferraresi, Machado, Vitinha, Valente, Ndiaye, Sousa, Torres (Subst. Neto, 63′), Queta.

Uma final em castelhano

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Existem duas certezas à partida para a final de domingo em Pequim: o vencedor não será um dos favoritos aquando do início do Mundial de Basquetebol e quem levantar a taça terá como língua primária, certamente, o castelhano. Um mundial cheio de surpresas, desilusões e a prova de que a qualidade não tem idade.

Espanha e Argentina defrontam-se este domingo na final da 18ª edição do Mundial de Basquetebol. Ambas chegam à final muito por culpa da experiência dos seus intérpretes, que embora sem darem espetáculo, tiveram uma regularidade tremenda ao longo de toda a prova. Será a segunda presença dos espanhóis e a terceira dos argentinos, com uma vitória para cada lado.

A Espanha chegou à final depois de um jogo muito disputado, com dois prolongamentos, frente à Austrália. Os australianos dominaram durante grande parte do jogo, mas já no quarto período, foi Marc Gasol a trazer os espanhóis de volta à luta. A apenas quatro segundos do fim, Patty Mills falhou um dos dois lances-livres de que dispôs e o jogo seguiu para prolongamento. Aí, Gasol não falhou quando chegou a sua vez e enviou a partida para um segundo tempo extra, onde um parcial de 10-0 propulsionado por um Sergio Llull endiabrado retirou a Austrália da luta e enviou a Espanha para uma final do Mundial, após treze anos de seca.

Luis Scola, a jogar “em casa”, foi a estrela principal das meias-finais
Fonte: FIBA

No outro jogo decisivo, foi a Argentina a levar a melhor sobre a França, que havia eliminado os Estados Unidos. Os argentinos até começaram atrás no marcador, mas uma recuperação ligeira, que os deixou com sete pontos de vantagem ao intervalo (incluindo um buzzer beater de Facundo Campazzo) mudaram o rumo do jogo e nunca mais a turma gaulesa conseguiu incomodar. Luis Scola voltou a brilhar, colecionando 28 pontos, com um duplo-duplo garantido logo ao intervalo. O veterano que agora atua na China continua a impressionar e a liderar a seleção sul-americana.

Fora da final mas com prestações positivas, Austrália e França lutarão pela medalha de bronze. Os australianos já garantiram a sua melhor prestação em mundiais, mas a única derrota na competição acabou por surgir em má altura. Já a França, depois de conseguido o feito de eliminar os Estados Unidos, foi afastada pela Argentina, num jogo em que não conseguiram manter a eficácia demonstrada até então.

A Sérvia e os Estados Unidos são a as grandes desilusões de um torneio a que eram apontados como favoritos. Os sérvios sucumbiram perante a Argentina num jogo em que a defesa simplesmente não existiu, enquanto os americanos vão mesmo colecionar a sua pior prestação de sempre em mundiais. Depois da derrota com a França seguiu-se nova derrota com a Sérvia, isto para uma seleção que ia em 58 vitórias consecutivas em grandes competições.

Marc Gasol e Ricky Rubio são os pilares de uma Espanha que procura manter a invencibilidade em finais
Fonte: FIBA

Na final de domingo, que se disputa às 13h, hora de Lisboa, defrontar-se-ão duas seleções que devem muito aos seus veteranos. Na Espanha, jogadores como Marc Gasol, Ricky Rubio, Rudy Fernandez ou Sergio Llull trazem já muitos minutos de basquetebol nas pernas e muita sabedoria internacional sobre o jogo. Gasol, campeão este ano na NBA, será peça chave numa equipa que terá de se assumir como favorita.

Do outro lado, uma Argentina comandada por Scola e Campazzo, mas que também conta com Patricio Garino e Gabriel Deck como jogadores influentes, pretende manter o seu bom momento na competição. Será um jogo muito interessante de seguir, onde a inteligência e a capacidade tática serão essenciais, com a vitória provavelmente a pender para o lado mais eficaz e que cometer menos erros.

Foto de Capa: FIBA World Cup

artigo revisto por: Ana Ferreira

Cinco anos depois, olá Gil Vicente!

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Quando reflectimos sobre os anos 90, observamos o pico da criação de personagens mitológicas do futebol português, num período histórico que se estendeu quase até ao final da primeira década deste milénio e onde cresciam a cada canto das ligas profissionais equipas e figuras que ainda hoje nos percorrem o imaginário.

Pensar no próximo adversário na Luz é pensar num Adelino Ribeiro Novo com o relvado encharcado e as balizas encostadas à bancada; Sérgio Lomba a liderar a defesa, Carlitos e Nandinho num ziguezague constante que acabava invariavelmente num cruzamento para a cabeça de ora Paulo Alves, ora Carlos Carneiro, que respondiam à vez. Paulo Jorge na baliza e Casquilha a deambular na linha divisória entregavam mais uma dose de personalidade à equipa, que assumiu finalmente estatuto lendário de portugalidade quando apresentou como dupla de centrais as qualidades de Marcos António e Gregory. Hugo Vieira foi o último grande representante da mitologia gilista, num papel que Kraev e Lourency parecem estar a herdar com toda a competência. Gil Vicente pertence ao topo e finalmente, chegou.

Fiúza, a lenda viva do clube, promete e cumpre: no desligar do caso Mateus e no regresso à 1.ª Liga, o forrobodó foi à medida da sua personalidade curiosa. A churrascada envolveu Barcelos numa catarse à moda antiga, onde o porco no espeto e o champanhe alimentaram o alívio dos gilistas depois da longa travessia no deserto. Chegam à Luz depois de derrotarem o FC Porto e obrigarem o SC Braga a dividir pontos, motivos mais que suficientes para o Benfica redobrar a atenção sobre o próximo visitante.

Desde 2000, o histórico não abona a seu favor: são 18 derrotas e quatro empates em 24 jogos, registo que se torna natural dada a diferença na qualidade das equipas. Mas, e como a lógica felizmente nem sempre impera no mundo da bola, por duas vezes os gilistas saíram com os três pontos no bolso, a última das quais  num bonito 0-2 em plena Luz, com direito a penalty falhado por Simão (!!) e numa altura em que Ronald Koeman ainda jogava ao totoloto com sistemas táticos.

A outra, em 2001 e na pior época de sempre do Benfica, Sérgio Lomba, Paulo César (protagonista do Braga de Domingos) e Pinheiro (posteriormente figura de Estoril, Trofense e Feirense) fizeram sucumbir o barco encarnado e ajudar ao ruinoso 6.º lugar final.

Bruno aponta na direcção da vitória, em semana de estreia na Champions
Fonte: SL Benfica

Vítor Oliveira apenas se vê obrigado a mexer no último onze por indisponibilidade de Alex Pinto, emprestado pela turma da casa. Fernando Fonseca deverá ser o substituto e, assim, a única alteração ao onze que empatou a zeros com o Vitória setubalense, há 15 dias.

Do lado do Benfica, Bruno Lage prepara uma semana onde recebe Gil, o Leipzig três dias depois e que acabará numa visita a Moreira de Cónegos. As principais dúvidas fixam-se no centro do terreno, onde Florentino está indisponível e Gabriel ainda mal treinou, segundo palavras de Bruno Lage na conferência de imprensa. Apesar do mau momento de forma, Samaris deverá ser o escolhido para acompanhar Adel Taarabt no comando das operações.

Definir-se-á como grande surpresa se Bruno Lage decidir mudar mais alguma peça do onze, apesar de mais uma vez ter assegurado que «todos contam», quando questionado sobre a situação dos quase-excedentários Fejsa, Cervi e Zivkovic.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Taça Davis – Sortes distintas para os tenistas portugueses

A seleção portuguesa de ténis entrou hoje em ação no court diante da seleção da Bielorrússia para a primeira ronda da Taça Davis. A jogar fora, coube a João Sousa e a João Domingues darem os primeiros pontos a Portugal.

O primeiro jogo entre as duas seleções opôs João Sousa a IIya Ivashka. O tenista português partiu com claro favoritismo para esta partida, no entanto o tenista bielorrusso quis surpreender e conquistou um break logo no primeiro jogo de serviço de João Sousa. O vimaranense ainda conseguiu o empate, porém IIya Ivashka voltou a saltar para a frente do marcador confirmando mais um break, ficando com uma vantagem de dois jogos que se manteve até ao final do set.

Em desvantagem, João Sousa entrou com uma postura mais agressiva no segundo set, de tal forma que sou precisou de 25 minutos para empatar o encontro. Com dois breaks conquistados no serviço do adversário, o tenista de 30 anos acabou o set com uma diferença de cinco jogos.

Após empatar a partida, João Sousa fez o que lhe competia no terceiro set e quebrou, consecutivamente, dois jogos de serviço de IIya Ivashka. Com a vitória praticamente conquistada, João Sousa segurou a vantagem e garantiu o primeiro triunfo para Portugal.


Seguiu-se o encontro entre João Domingues e Egor Gerasimov. Tal como na partida anterior, as coisas não começaram da melhor maneira para Portugal. O jovem tenista português teve muitas dificuldades em contrariar o jogo de Egor Gerasimov, sobretudo na resposta ao primeiro serviço do tenista bielorrusso. Para além disso, João Domingues viu, por duas vezes, o seu oponente a quebrar o seu jogo de serviço, o que se revelou fatal na decisão do primeiro set.

Na segunda partida, as dificuldades continuaram para o terceiro português mais bem classificado do ranking ATP, sobretudo pela falta de soluções apresentadas por João Domingues. O break sofrido no segundo jogo de serviço do tenista luso revelou-se fatal na partida.


Dois jogos e um ponto conquistado por ambas as seleções. A eliminatória mantém-se em aberto para a equipa portuguesa que volta a entrar no court no dia de amanhã.

Resultados das partidas :

João Sousa 2-1 IIya Ivashka ( 4-6 / 6-1 / 6-2 )

João Domingues 0-2 Egor Gerasimov ( 2-6 / 3-6 )

Foto de Capa: Taça Davis

As emoções da Taça de Portugal estão de volta!

Começou a 80ª edição da Taça de Portugal! Para a história ficou uma final emotiva entre Sporting CP e FC Porto, que os leões levaram a melhor conquistando, mais do que um troféu, uma autêntica redenção.

110 clubes portugueses (68 do Campeonato de Portugal e 42 oriundos dos campeonatos distritais) mediram forças entre si num fim-de-semana repleto de jogos a contar para a 1.ª Eliminatória da Prova Rainha, o início de um longo caminho em busca de um sonho comum chamado Jamor. A título de curiosidade diga-se que o mítico Estádio do Jamor só passou a receber, tradicional, a final da Taça de Portugal a partir de 1946, salvo em algumas ocasiões excepcionais como a final de 1975 que se realizou no antigo Estádio José Alvalade. É que as primeiras finais da Taça de Portugal foram disputadas em Lisboa no Estádio do Lumiar e no Campo das Salésias.

De Norte a Sul, do Continente aos Arquipélagos, as emoções da Prova Rainha percorreram todo o país. Entre os jogos que fizeram parte do arranque da competição, houve dérbis entre os quais merecem destaque o dérbi vimaranense Pevidém SC (1) – Berço SC (3), que ficou também marcado pela estreia destes dois emblemas na Taça de Portugal; e o dérbi beirão Sertanense – Oleiros no qual a equipa caseira levou a melhor no desempate em grandes penalidades, tendo sido transmitido no Canal 11.

E apesar de ser uma fase prematura da competição pode dizer-se que já houve jogadores em destaque. Na visita à casa do Eléctrico, o avançado holandês do Benfica de Castelo Branco ex-Leixões, Stevy Okitokandjo, foi autor de quatro golos tendo contribuído para a vitória expressiva por 7-0 da equipa albicastrense. Já na recepção do Mortágua ao Anadia, João Rodrigues, jogador da formação caseira, foi a grande estrela do encontro ao ter marcado um “golo de outro mundo” contribuindo assim para a vitória por 4-2 do clube do distrito de Viseu.

O Esperança de Lagos recebeu e venceu o Lusitano de Évora por uma bola a zero num duelo muito bem disputado entre Algarvios e Alentejanos
Fonte: Facebook Oficial do Clube de Futebol Esperança de Lagos

Entretanto, o sorteio da 2ª eliminatória terá lugar na próxima quinta-feira, 12 de Setembro, na sede da Federação Portuguesa de Futebol. Os clubes da Ledman Liga Pro integram a prova nesta eliminatória, enquanto que os clubes da Primeira Liga entram na 3.ª eliminatória.

Apesar de o sonho guiar o seu percurso na competição, é importante notar que os clubes apurados para a próxima eliminatória têm também direito a um prémio monetário, o que é bastante apetecível tendo em consideração a fragilidade económica em que muitos destes clubes vivem actualmente.

Por outro lado, há sempre a expectativa de encontrar os “grandes” durante este percurso o que pode significar um aumento de receitas a nível de bilheteira e, sobretudo, de direitos televisivos cujo valor pode, perfeitamente, fazer o orçamento de um clube regional de pequena dimensão para mais do que uma época.

Nesta fase inicial da prova é impossível prever quem irá erguer a Taça na tribuna do Jamor, há apenas um prognóstico que é certo: emoções fortes não irão com certeza faltar nesta 80.ª edição. Na verdade, a Taça de Portugal é um desafio pródigo em surpresas e eliminações inacreditáveis que não deixam de causar fascínio e até mesmo estupefação entre os adeptos. Refiro-me, por exemplo, aos famosos “tomba-gigantes”: as equipas ‘pequenas’ ou teoricamente mais fracas que conseguem derrotar uma equipa grande e assim entram de imediato para a história da Taça (qual David vs Golias!). Mas também me refiro a campanhas históricas, como a do Caldas SC há dois anos que só terminou na meia-final.

Foto de Capa: FPF

 

 

A Next Gen tem três grandes problemas: Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic

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A Next Gen tem sido um dos principais temas em debate entre os amantes do ténis. O surgimento de jovens jogadores como Alexander Zverev, Daniil Medvedev ou Stefanos Tsitsipas parecia indicar que num futuro muito próximo o domínio dos BIG 4 (Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray) estaria perto do fim. No entanto, até ao dia de hoje, tal não aconteceu.

Gosto de fazer este tipo de análises baseadas em factos e não em meras opiniões. Se olharmos então para os últimos 12 Grand Slams (Australian Open 2017 até ao US Open de 2019), podemos concluir que a Next Gen não está a ser bem-sucedida pelo menos no que diz respeito a prestação em majors. Nestes três anos, o único jogador que conseguiu alcançar a final de um Grand Slam foi mesmo Daniil Medvedev. Mesmo olhando para as meias-finais, só em três ocasiões (cinco jogadores) é que tivemos jovens jogadores nas meias-finais: Australian Open 2018 – Kyle Edmund (23 anos na altura) e Hyeon Chung (21 anos na altura); Australian Open 2019 – Stefanos Tsitsipas (20 anos na altura) e US Open 2019 – Daniil Medvedev (23 anos) e Matteo Berrettini (23 anos).

Mesmo alargando a análise para os últimos dez anos, não houve nenhum jovem jogador a conquistar qualquer título do Grand Slam. Para além dos BIG 4, apenas Juan Martín Del Potro (US Open 2009), Marin Cilic (US Open 2014) e Stan Wawrinka (Rolland Garros 2015, US Open 2016) foram capazes de contrariar o domínio de Federer, Nadal, Djokovic e Murray. Estes dados significam que nos últimos 44 majors, apenas por quatros vezes é que a hegemonia dos BIG 4 foi quebrada.

O US Open é o Grand Slam onde o domínio dos Big4 tem sido quebrado por mais vezes
Fonte: ATP Tour

Por outro lado, e olhando para o ranking, vemos que existem 16 jogadores com 23 anos ou menos dentro do top 50, ou seja, uma percentagem de 32%. São eles Daniil Medvedev (4º), Alexander Zverev (6º), Stefanos Tsitsipas (7º), Karen Kachanov (9º), Matteo Berrettini (13º), Borna Coric (15º), Felix Auger-Aliassim (21º), Taylor Fritz (30º), Alex de Minaur (31º), Denis Shapovalov (33º), Cristian Garin (34º), Hubert Hurkacz (36º), Andrey Rublev (38º), Frances Tiafoe (43º), Reilly Opelka (46º) e Miomir kecmanovic (47º).

Destes 16, quatro estão no top 10 (40%). Medvedev, Zverev e Kachanov já conseguiram conquistar títulos importantes, nomeadamente Masters 1000. No caso do alemão, já soma três títulos dessa categoria (Masters 1000 de Roma e do Canada, em 2017 e o título no Mutua Madrid Open 2018) e ainda o ATP Finals de 2018.

São “apenas” estatísticas e devem ser relativizadas, mas não deixam de nos dizer alguma coisa. A verdade é que a vida não é nada fácil para os jogadores da Next Gen. Na minha opinião, e os dados ajudam a comprovar isso mesmo, Federer, Nadal e Djokovic são os três melhores jogadores da história do ténis. Só entre eles, têm um total de 55 títulos do Grand Slam. Nunca saberemos quais seriam os resultados que Medvedev e companhia conseguiriam alcançar se estes três monstros do ténis por cá não andassem, mas certamente que teriam a vida mais facilitada.

Rogerer Federer, Novak Djokovic e Rafael Nadal têm dominado o circuito nos últimos anos a seu belo prazer
Fonte: ATP Tour