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SL Benfica apresenta-se aos sócios com um triunfo em dérbi lisboeta

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No passado sábado, dia 10, o SL Benfica recebeu o Belenenses naquele que foi o primeiro “tira-teimas” da época e a apresentação aos sócios “encarnados”. Diante a sua massa adepta e com mais de dois mil espectadores no Pavilhão nº2 da Luz, a turma do professor Carlos Resende levou de vencida a equipa visitante por (33:31), sendo que ao intervalo já vencia por quatro golos de diferença (18:14).

Desde cedo se assistiu a um enorme equilíbrio no placard com “golo lá golo cá”. E foi preciso esperar pelos últimos cinco minutos da primeira metade para o Benfica “descolar” no marcador e ir para intervalo com uma vantagem satisfatória.

Vantagem essa que não viria a durar muito tempo, isto porque, à passagem do minuto 14 da segunda parte, os homens do restelo, igualaram o marcador, por intermédio de Tiago Ferro – um dos seis atletas que integrava a formação encarnada na época transata e que agora representa as cores da equipa de Belém. São estes: Gonçalo Nogueira (emprestado), Pedro Loureiro (emprestado), Diogo Valério (emprestado), André Alves e Pedro Santana.

Atente-se que após o golo do ex-ponta esquerda benfiquista, os azuis e brancos assumiram o comando do encontro até aos últimos seis minutos da partida, altura em que Belone Moreira, lateral-direito encarnado empatou o encontro a 29 golos, concluindo uma jogada área de belíssimo efeito.

Daí até final, ainda que com alguma dificuldade e sorte à mistura, as águias conseguiram passar para a frente e ampliar a vantagem para dois golos, saindo assim vitoriosos do primeiro “teste de fogo” em casa.

Belone Moreira em penetração aos seis metros
Fonte: SL Benfica

Registe-se, que as equipas apresentaram muitas semelhanças, quer no capítulo ofensivo quer no capítulo defensivo.

A nível ofensivo exploraram repetidamente as entradas a segundo pivô. Sendo que no ataque benfiquista esses lances culminaram múltiplas vezes em remates do exterior, isto porque, a presença de um segundo pivô obrigava o 6:0 azul e branco a ser mais ponderado na saída ao portador da bola.

Por sua vez, os visitantes iam recorrendo a essas entradas para melhor combinarem com Bruno Moreira, pivô muito reconhecido no andebol nacional, e uma das principais armas da equipa visitante.

A muralha portuguesa do Granada CF

27 de janeiro de 2017, o dia em que Rui Silva é apresentado no Granada, equipa que lutava pela permanência na La Liga, algo que não conseguiu concretizar com sucesso. O negócio concretizou-se por 1 M, um encaixe financeiro muito bom para o Nacional da Madeira, mas que a nível desportivo saiu afetado pois o jovem guardião de 22 anos vinha a fazer uma boa época pelo clube madeirense, ajudando-o na manutenção na Liga NOS. O clube sentiu a sua perda pois desde aí os resultados agravaram.

Foi um ano muito difícil para Rui Silva pois chegou a Espanha mas não fez qualquer jogo na segunda parte da temporada e viu os seus dois projetos daquele ano, Nacional da Madeira e Granada, falharem a sua missão principal: a manutenção na principal divisão dos respetivos países.

A temporada seguinte ainda mais complicada foi para Rui Silva pois viu chegar e assumir a titularidade o espanhol Javi Varas¸ guarda-redes de 35 anos e com muitos anos de La Liga (Sevilha e Celta de Vigo foram os clubes representados). O português foi a 2º escolha, participando apenas em cinco jogos, um deles para a Taça do Rei e onde saiu eliminado por 3-0 frente ao Saragoça. O português Licá também fez parte do plantel do Granada nesse ano mas também não se afirmou.

Rui Silva titular na derrota do Granada por 1-0 em casa do Rayo Vallecano, na temporada 17/18
Fonte: Granada CF

2018/2019: o ano da afirmação e do sucesso

Com a saída de Javi Varas para o Huesca, recém-promovido à La Liga, chegou a oportunidade para Rui Silva singrar como escolha principal. O guarda-redes de 24 anos chega à baliza para nunca mais sair. No total foram 40 jogos, todos eles na LaLiga2¸ 28 golos sofridos e 18 jogos em que não sofreu qualquer golo. O Granada termina a temporada em 2º lugar, com a defesa menos batida e Rui Silva distinguido como o melhor guarda-redes da Liga. Mais um atleta a deixar os portugueses cheios de orgulho e a inspirar jovens que jogam na mesma posição.

Granada de regresso à Primeira

O Granada chega à La Liga dois anos depois da sua despromoção. A ansiedade em ver o guarda-redes no principal escalão português é grande e todos os portugueses torcerão com toda a certeza pelo seu sucesso. O que todos desejámos é um ano de sucesso como o anterior e quem sabe ver o seu reconhecido talento representado na Seleção Portuguesa.

Foto de Capa: Granada CF

Actualização do SL Benfica no mercado: carências e afinações

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Já arrancou a época. Já se jogou a Supertaça e a primeira jornada do campeonato nacional.

17 dias se passaram desde a minha última actualização quando às actividades do SL Benfica no mercado de transferências. E a verdade é que a 20 dias do fecho não houve grandes desenvolvimentos.

Os dossiers mais relevantes parecem ter estagnado no tempo. Cervi, Fejsa e Zivkovic continuam sem espaço no plantel e sem perspectivas de saída. O mercado turco parece ser o mais interessado no médio defensivo sérvio enquanto o mercado argentino parece o único destino possível para o extremo argentino. O caso mais complicado é o do Zivkovic. Um jogador cheio de talento, mas incapaz de se afirmar nos relvados da Luz e do Seixal. As suas condições salariais provavelmente têm afastado os clubes que o poderiam receber por empréstimo.

A estes três junta-se também o belga Svilar. O jovem guarda-redes parece ter definitivamente perdido o seu lugar nesta época do Benfica – necessita urgentemente de jogar e como tal precisa de ser emprestado.
Neste momento, Zlobin fixou-se como terceiro guarda-redes, Vlachodimos como primeiro e Svilar como guarda-redes a rodar. Bruno Lage tem sido bastante insistente na ideia de o Benfica necessitar de concorrência a Odysseas, e essa não partirá dos actuais quadros clube.

Assim, à data de hoje, a novela da baliza da Luz continua. Péter Gulácsi é o último episódio desta. O internacional húngaro de 29 anos chegou ao RB Leipzig no Verão de 2015 vindo do Salzburgo. Em Fevereiro de 2016 agarrou a titularidade da baliza do clube alemão e manteve-a até hoje. Gulácsi foi considerado o melhor guarda-redes da última temporada da Bundesliga. Tem uma enorme capacidade de encher a baliza muito devido à sua altura (mais de 1,90 m) e aos seus reflexos. Muito forte entre os postes, apesar do seu tamanho, é um guarda-redes que cai rapidamente, o que lhe permite defender as bolas mais rentes ao relvado. Tem aquelas que para mim são as qualidades principais naquela posição: concentração e confiança. É um guarda-redes com muito boa leitura dos lances e um bom tempo de saída da baliza. Forte a fazer a mancha e com grande capacidade de reacção. Desconheço-lhe grandes qualidades com a bola no pé e parece-me que se sente demasiado confortável na sua pequena área, não sendo assim o guardião ideal para participar no processo defensivo e ofensivo do colectivo. Um jogador à imagem de Vlachodimos e, neste momento, ainda superior ao greco-alemão. Com o objectivo de criar uma forte concorrência na baliza encarnada, o húngaro parece-me uma excelente opção.

Péter Gulácsi é o último nome apontado à baliza encarnada
Fonte: RB Leipzig

Contudo a concorrência do Sevilla FC e os altos valores pedidos pelo Leipzig indicam que este será só mais um nome numa longa lista de tentativas falhadas neste mercado encarnado.

Não só na baliza pode vir a haver novidades até ao fecho do mercado.

Anteriormente identifiquei aqueles que seriam os sectores a reforçar neste arranque de época: baliza, lateral direita e, possivelmente, a posição de defesa central direito e de médio centro.

Além de Péter Gulácsi também tem sido referido o interesse do Benfica nos seguintes jogadores: Juan Miranda, Strahinja Pavlovic, Lucas Silva, Jonathan David, Guilherme Schettine e Gian-Luca Waldschmidt.

O lateral esquerdo Juan Miranda destacou-se no europeu sub-19, mas o valor exigido pelo FC Barcelona e o forte interesse da Juventus parecem colocar as aspirações encarnadas fora de cogitação. Também a evolução de Nuno Tavares e a permanência de Grimaldo tornam este reforço como uma opção desnecessária.

Por sua vez, a contratação de Pavlovic é dada como iminente. O central sérvio de 18 anos é apontado com uma grande promessa europeia. Um defesa com grande qualidade técnica e capacidade de iniciar a construção de jogo da sua equipa, seja através do jogo curto ou longo. Seria um jogador para mais tarde lutar pela posição de Ferro.

O nome de Lucas Silva voltou a ser associados aos encarnados e potencialmente seria um excelente reforço para o meio-campo encarnado. Um médio centro com grande qualidade de passe, visão de jogo, remate de meia-distância e boa técnica. Também defensiva e posicionalmente apresenta bom desarme. Características ideais para o meio-campo a dois de Bruno Lage. O baixo valor é apelativo, mas também indicativo. Lucas Silva era, em 2015, uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Ingressou em Janeiro no Real Madrid CF, não se impôs e foi emprestado ao Marselha onde também não se conseguiu impor. No Verão de 2016 foi diagnosticado com problemas cardíacos e esteve afastado dos relvados, tendo sido emprestado em 2017 ao Cruzeiro EC. Agora, com 26 anos, é uma incógnita. Os problemas cardíacos e o facto de não ter conseguido confirmar o seu potencial deixam dúvidas quanto à qualidade de uma maior aposta. Apesar de tentador, não me parece que a sua contratação seja a melhor opção para o Benfica.

Para o ataque têm surgido três nomes. O de Schettine já é uma novela antiga. Um jogador sem nada a acrescentar, mas parece estar a criar um duelo entre o clube da Luz e o SC Braga.

Jonathan e Waldschmidt surgem como dois nomes realmente interessantes para o ataque encarnado. Se inicialmente considerei ser uma posição sem necessidade de reforço, a verdade é que os últimos jogos do Benfica mostram que pode haver uma oportunidade a explorar. Bruno Lage tem apostado em Raul de Tomas como segundo avançado e não só o espanhol é desperdiçado nessa posição como não oferece à equipa o tipo de futebol que esta exige. É um ponta de lança e o facto de vermos pouco Jota e Chiquinho a actuarem na posição mostram que pode haver uma lacuna.

Waldschmidt surge como um nome interessante para o ataque encarnado
Fonte: SC Freiburg

Com 19 anos, Jonathan é um jovem prodígio do futebol do Canadá, que em poucos meses agarrou o ataque do Gent da Bélgica. Um avançado móvel, com boa capacidade de finalização, drible e velocidade. Um jogador com potencial, mas que me parece ser mais indicado como um 9.

Sobre o alemão do SC Freiburg já falei anteriormente. Um verdadeiro segundo avançado, um jogador de enorme qualidade e que teria tudo para se impor no Benfica. Se antes o elogiei, mas descartei a sua utilidade, hoje considero que seria uma contratação magnifica para o futebol encarnado. Neste momento o 11 titular carece de um jogador que, à semelhança de Waldschmidt, actue no centro do terreno entre os médios e o ponta de lança, que jogue de frente para a baliza com capacidade tanto de distribuir o jogo como de assistir, rematar de meia distância e de aparecer em zonas de finalização.

Chegamos a 14 de Agosto e podemos concluir que a baliza continua a ser a maior preocupação tanto do treinador como dos adeptos encarnados. Vlachodimos não tem concorrência e Gulácsi aparece como uma excelente, mas quase impossível alternativa.

As lacunas na lateral direita continuam a não apresentar preocupações à direcção encarnada e o reforço do meio-campo parece estar a ser ponderado com a incógnita que é hoje Lucas Silva.

A posição de segundo avançado parece merecer um maior forcing e, a confirmar-se o interesse em Gian-Luca Waldschmidt, pode ser o input de qualidade ofensiva que tornará o ataque encarnado numa verdadeira máquina ofensiva europeia. Tal contratação empurraria Raul de Tomas para a posição 9, o que levaria o Benfica a ter de aproveitar a recente valorização de Haris Seferovic, colocando-o no mercado.

Foto de Capa: SL Benfica

FC Porto 2-3 FK Krasnodar: Era uma vez a justiça, a injustiça e a crueldade

O relógio marcava as 20h. A justiça, a injustiça e a crueldade – por esta ordem – entravam num bar para assistirem à glória azul e branca na Europa. Não sabiam, contudo, que os ‘nomes’ que lhes foram atribuídos seriam a história ipsis verbis do jogo que estavam ali prestes a assistir.

Primeiro, a justiça…

A tarefa era muito simples e passava por defender, gerindo, uma vantagem preciosa conquistada na Rússia há uma semana. Os sinais de alerta era muitos mas, mesmo assim, não os suficientes para que aos três minutos o fosso começasse a ser cavado. Vilhena causou os primeiros calafrios, mas a coisa estava apenas empatada. Nada de mais…. Ainda assim, um tal de Suleymanov, em dois momentos, deixou tudo e todos sem saber muito bem como reagir. O que é certo é que ao fim de meia hora, em pleno Estádio do Dragão, o FC Porto via-se a perder por 3-0, através de um lance fortuito após um canto e de dois contra ataques que exploraram muito bem as gritantes debilidades defensivas dos azuis e brancos. Nem nos maiores sonhos o FK Krasnodar imaginava o que lhe estava a acontecer e nem nos piores pesadelos o FC Porto poderia sequer pôr a hipótese de ter um pé fora da Liga dos Campeões no primeiro terço do jogo.

Aqui entra a justiça, impiedosa, a castigar tamanhos erros, impraticáveis no futebol de alto nível. Os russos precisaram de três remates para deixar o dragão atordoado. Fizeram por isso e foram felizes. Os azuis e brancos não se encontravam e a única saída possível parecia ser o futebol aos repelões.

Depois, a injustiça…

Wanderson explicara, na véspera, que a equipa tinha estudado bem os pontos fracos do FC Porto e agarrar-se-ia a isso para conquistar a vitória. Nem pelo aviso os portistas foram capazes de acautelar. Borrada a pintura, foi hora de minimizar os estragos, mas esta foi uma noite não. Nakajima foi uma das novidades que Sérgio Conceição lançou no onze inicial (Danilo foi titular e Saravia estreou-se em jogos oficiais) e, apesar de estar sempre muito envolvido na manobra atacante da equipa, ainda demonstra alguma falta de conhecimento e entendimento com os colegas. Também Luis Díaz jogou a titular e, salvo alguns excessos, foi conseguindo criar algum frisson na defesa contrária.

Díaz foi um dos melhores do FC Porto numa noite “trágica” no Estádio do Dragão
Fonte: Bola na Rede

A ver-se num beco sem saída, o FC Porto partiu para cima, sempre mais com o coração do que com a cabeça e colecionou algumas oportunidades, seja de bola parada ou bola corrida. O problema? O mesmo de sempre: a eficácia. Os fantasmas foram-se apoderando de algumas cabeças e o desespero, extensível à bancada, não ajudou.

Safonov, guardião russo, fazia o seu papel, seja a defender o que vinha na sua direção, seja a recolocar a bola em jogo com toda a calma deste mundo. Marega tentou num par de ocasiões, assim como Nakajima e Sérgio Oliveira, sempre com remates desenquadrados. A cabeça de Pepe também saltou mais alto que as restantes para responder às solicitações de Alex Telles, mas o destino da bola eram todos menos o fundo das redes.

Por fim, a crueldade…

O intervalo trouxe um FC Porto revigorado e a entrada de Uribe logo nos primeiros minutos do segundo tempo ajudou a balançar a equipa para a frente. Pedia-se um golo cedo e ele acabou por chegar, de forma relativa. Alex sacou um dos muitos cruzamentos e, no meio dos centrais, o também recém entrado Zé Luís saltou mais alto para devolver a esperança. O Dragão explodiu e os assobios deram lugar à crença.

A um quarto de hora do final, Luis Díaz diminuiu ainda mais as distâncias, com um belo remate seco, a puxar da esquerda para o meio. Um grande golo que ajudava a combater com força anímica o cansaço que se ia acumulando nas pernas. Marega e Zé Luís desenvolveram logo de seguida uma bela combinação, que só não acabou em golo porque o guardião russo não quis que se escrevesse uma das mais belas epopeias da história do desporto.

O FC Porto cai com estrondo para a Liga Europa, mas os sinais de vida que se viram no segundo tempo, aliados às afinações que um outro jogador novo tem para fazer, é um dos pontos positivos que se podem extrair desta noite. Estar a perder 0-3 aos 30 minutos e chegar a meio da segunda parte com chances claras de revogar um resultado tão negativo, só está ao alcance de uma equipa com alma e em crescimento. A crueldade acontece no momento em que uma mão cheia de oportunidades não são concretizadas, depois de o FC Porto ter renascido do inferno em que se deixou cair. Disso não teve culpa, naturalmente, o FK Krasnodar, que aproveitou de forma exímia todas as oportunidades de que dispôs.

Os dragões somam a segunda derrota consecutiva, mostraram duas caras bem distintas e aquela que os adeptos quererão ver exposta no futuro é, claramente, a da segunda parte. Há muito a melhorar, mas os indícios, – ainda que seja difícil dizer isto depois de um segundo desaire que compromete as aspirações europeias -, são um tanto ou quanto animadores.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto – Marchesín, Saravia (Zé Luis, 37’), Pepe, Marcano, Alex Telles, Danilo, Sérgio Oliveira (Uribe, 49’), Corona (Aboubakar, 86’), Luis Díaz, Nakajima e Marega.

FK Krasnodar – Safonov, Martynovich, Spajic, Ramirez, Cabella (Stotsky, 80’), Wanderson, Namli (Ignatjev, 73’), Tony Vilhena, Kambolov, Suleymanov (Fjoluson, 65’) e Petrov.

Mais uma pérola a fugir

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Foi oficializado o empréstimo de Daniel Bragança ao GD Estoril de Praia, equipa orientada pelo já conhecido Tiago Fernandes. Assim, o médio jogará a próxima temporada na Segunda Liga, num clube que tem aspirações de subir de divisão.

Na última época, o jovem centrocampista jogou pela equipa de sub-23 do Sporting CP na primeira metade da época, tendo realizado 20 jogos e cinco golos. Em Janeiro foi emprestado ao SC Farense, apontando dois golos em 16 partidas.

Na minha opinião, Daniel Bragança é o tipo de jogador que poderia ficar já no plantel do Sporting CP. É um jogador com um enorme potencial, com uma excelente qualidade de passe e visão de jogo. É um jovem extremamente inteligente e que com certeza rubricaria boas exibições, mesmo que não fosse titular indiscutível.

O jovem médio volta a ser emprestado a uma equipa da Segunda Liga
Fonte: Sporting CP

Apesar de ter atuado muitas vezes como médio defensivo, Marcel Keizer foi colocando-o durante a pré época em zonas mais avançadas, como médio ofensivo, onde ainda realizou alguns minutos.

Sinto que no Sporting CP se está cada vez mais a perder a identidade da formação. Os jovens que saem de Alcochete não estão a ser bem aproveitados e, tirando Thierry Correia, os jogadores formados por “nós” não têm tido reais oportunidades no clube. Mudança de estratégia? Não sei, mas se for, não me parece a mais indicada. Não é só Daniel Bragança a ser prejudicado, há vários nomes que podem ser referidos: Francisco Geraldes, Matheus Pereira, Miguel Luís, Filipe Chaby, Luís Maximiliano. São piores do que alguns que neste momento se encontram no plantel vindos do estrangeiro? Não creio.

Concluindo, é com alguma pena que não vejo ser concedida uma oportunidade ao jovem médio dos leões. Apesar de lhe reconhecer um enorme potencial, infelizmente não chegou para convencer os responsáveis do Sporting CP. Espero que não se esteja a perder uma das bandeiras do clube: a nossa formação. Porque continua a haver qualidade, pode é não estar a ter um bom aproveitamento.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

Os 5 melhores guarda-redes que vi no SL Benfica

Desde que me conheço como adepto do SL Benfica, vários foram os nomes que vi guardar as redes encarnadas. Uns mais bem sucedidos que outros, deixando os seus nomes ligados à história do clube, em detrimento de outros que passaram praticamente despercebidos.

Desde cedo percebi que um bom guarda-redes é a base mais sólida do setor defensivo. Quando muitas vezes vemos na televisão resumos de jogos passados, seja de clássicos ou jogos internacionais, são referência os jogadores que ficam diretamente ligados à história do jogo, ou seja, os marcadores dos golos. Os guarda-redes, muitas vezes, são deixados para segundo plano, sendo na maioria das vezes falados pelos piores motivos.

Por isso, vou dedicar o meu tempo a esta posição de enorme importância dentro do desporto de que tanto gosto, elaborando um top 5 daqueles que na minha opinião, foram os melhores guarda redes que vi jogar no SL Benfica.

Almería, o próximo “El Dorado” é o grande desafio para Pedro Emanuel

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Pedro Emanuel vai ser o rosto do novo projecto do Almeria, equipa que milita na segunda divisão espanhola, e que foi recentemente adquirida pelo árabe Turki Al-Sheikh.

O sonho do novo proprietário do clube da Andaluzia é chegar ao escalão máximo do futebol espanhol e para isso elegeu o técnico português para assumir este projecto, naquele que é considerado um dos maiores desafios da sua carreira como treinador.

Mas não se pense que o investimento de Turik Al-Sheikh será apenas e só no futebol sénior.

O plano também se estende à própria cidade de Almeria, com a construção de uma loja do clube bem no centro da cidade, e um bar desportivo para o adeptos que não possam ir ao estádio poderem desfrutar dos jogos da equipa num ambiente de festa.

O Sheik responsável pelo forte investimento previsto em Almeria
Fonte: Almeria

E o que dizer deste projecto que o técnico português vai ter em mãos?  Será mais um projecto que iludido pelo dinheiro, vai fazer com que pareça tudo fácil? Haverá mais pressão por resultados se houver um forte investimento? A verdade é que o clube até ao momento contratou 6 jogadores a custo zero sendo o maior investimento feito no defesa francês Mathieu Peybernes por 600 mil euros, o que demonstra para já uma investida cuidadosa no mercado de transferências.

Ainda assim Pedro Emanuel assume este desafio com grande entusiasmo e também contenção, frisando que um projecto destes requer alguma paciência. Mas será que os adeptos estarão dispostos a ser pacientes?

A estas perguntas Pedro Emanuel terá que responder com astúcia que demonstrou em projectos passados e no qual deixou a sua marca.

Por exemplo, no seu trabalho mais recente, no médio oriente,o seu trabalho ficou marcado pela conquista da taça árabe ao serviço do Al Taawon, aliado ao terceiro lugar no campeonato, façanhas que terão levado Turki Al-Sheikh a não duvidar na escolha do português para este projecto.

E a escala até ao sucesso será enorme.

Fonte: Almeria

Se olharmos para o valor dos plantéis da segunda divisão espanhola, o Almería está muito aquém de clubes como o Girona, Rayo Vallecano, Málaga, e  Deportivo da Coruña o que atesta bem da dificuldade em tornar o plantel andaluz competitivo perante estes e outros clubes com ambições em subir de escalão.

Ainda em construção, o plantel terá que ser bem apetrechado, e aqui os petro-dólares poderão fazer a diferença… ou não. No futebol os resultados é que contam e a avaliação do seu trabalho irá ser baseada nessa premissa.

A ambição do magnata árabe passa também pela construção de um centro de estágio, que pretende  ser um dos melhores da europa, e também pela  renovação das infra estruturas do estádio do clube, o Estádio de los Juegos Mediterráneos. A política de contratações passará pela compra de jovens talentos, e aqui a preferência passa pelo mercado europeu e também africano.

São tudo ideias de um ambicioso projecto que no papel tem tudo para vingar e que se for bem gerido poderá dar frutos num futuro próximo, e para Pedro Emanuel um desafio que alberga tanta responsabilidade tem que ser encarado como um português sabe encarar um desafio desta magnitude, trabalhando, trabalhando e trabalhando.

A uma semana do início do campeonato Pedro Emanuel terá de ter a mesma ambição do seu patrão aquando da apresentação deste mega projecto, e mostrar aos seus adeptos que o Almeria poderá lutar por algo mais que um lugar cómodo no campeonato.

Um desafio enorme estará à espera de Pedro Emanuel!

Foto de Capa: Almeria

Revisto por: Jorge Neves 

Atualização do mercado do Futebol Internacional: Mercado inglês fechado

Atualização do mercado da La Liga: pouco movimento em Espanha e novelas Neymar e Bale sem fim à vista

Fonte: FC Barcelona

Em mais uma semana de um longo mercado de verão, não se registaram quaisquer transferências nos principais clubes da liga espanhola. A uns dias da primeira jornada da La Liga (começa a 16 de agosto), equipas como o Real Madrid FC, FC Barcelona, Atlético de Madrid e Sevilla FC (que até agora tinham estado muito ativas) continuam a preparação para a nova época sem caras novas.

João Félix, Eden Hazard, Antoine Griezmann, Frenkie de Jong e companhia já vão dando nas vistas em jogos amigáveis, ao serviço dos novos clubes, e deixando água na boca dos adeptos espanhóis. Contudo, a estes podem ainda juntar-se mais alguns nomes, enquanto há a possibilidade de outros deixarem Espanha num futuro próximo.

As novelas Neymar e Bale estão longe de terminar. Na imprensa internacional, vai sendo noticiado um possível negócio entre PSG e Barcelona, em que o avançado de 27 anos ruma até à Catalunha e faz o caminho inverso do compatriota Philippe Coutinho. Em Madrid, também se fala do interesse do Real no brasileiro, e de uma possível ida de Luka Modrić – melhor do mundo em 2018 – para Paris. Já o galês Gareth Bale, após rejeitar a China, permanece com o futuro indefinido e tem como interessados o Bayern de Munique e também o PSG.

No Bernabéu, outro canhoto que não tem o lugar garantido no plantel de Zidane é James Rodríguez. O colombiano esteve nas duas últimas épocas emprestado em Munique e é alvo do Atlético de Diego Simeone.

Por outras paragens ainda andam o holandês Donny van de Beek e o internacional português Bruno Fernandes. Relativamente ao jogador do AFC Ajax, diz-se que só deve assinar pelos galácticos em 2020, ao passo que a saída do capitão do Sporting CP para Madrid já muito dificilmente acontece.

Em Camp Nou, onde as opções para o meio-campo são muitas – e de qualidade -, Ivan Rakitić perdeu espaço e vai sendo cobiçado pelo Inter de Milão.

Artigo redigido por: João Fernandes

Um novo chefe para o ciclismo português?

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Pelo meio da incrível luta entre João Rodrigues e Joni Brandão pelo triunfo na Volta a Portugal, uma outra notícia, quiçá mais importante, passou algo despercebida: o ex-ciclista Rui Sousa anunciou que se candidatará à Presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo em 2020.

Este será certamente um assunto ao qual voltaremos no futuro, mas podemos fazer desde já uma primeira reflexão.

Na sua declaração pública, Rui Sousa criticou abertamente a atual direção referindo que há situações de precariedade e de desrespeito pelos ciclistas. Temos, então de analisar dois pontos: se as críticas são justas e se Rui Sousa é o homem certo para melhorar a situação.

Quanto ao primeiro ponto, é verdade que nem tudo tem sido perfeito no trabalho da equipa de Delmino Pereira e há muito a criticar. No entanto, não há como negar que o ciclismo nacional tem crescido sustentavelmente nos últimos anos, tanto na Estrada como nas restantes vertentes.

Em especial, soube criar ao seu lado uma equipa mais capaz, sobrando apenas José Poeira da geração que tanto falhou à modalidade. Nomes como Gabriel Mendes e Sérgio Sousa são apostas acertadas e que têm apresentado resultados.

E no ponto em que Rui Sousa mais se fixa, a precariedade, este mandato também tem visto avanços positivos, com uma abertura a mais equipas continentais e ao estrangeiro que permitirá no médio e longo prazo termos um ciclismo mais sólido financeiramente para os atletas.
Rui Sousa na sua última época como profissional
Fonte: José Baptista/Bola na Rede
Quanto a Rui Sousa, há várias dúvidas que se levantam. Desde logo, é alguém bastante politicamente envolvido – o próprio usou esse “trunfo” durante o anúncio – e isso tem muitas vezes efeitos secundários adversos. Basta ver como as recentes influências políticas de PS e PSD na ADOP têm deixado a Agência num estado lastimável e com lideranças incapazes de lhe dar rumo e corresponder às necessidades do Desporto português.

Uma outra situação é a liderança da Associação de Ciclistas Profissionais. Apesar de grande parte do trabalho não ser público, a verdade é que a forma como entregou os votos portugueses para a CPA ao cacique de Bugno, depois deste se ter mostrado repetidamente incompetente para a posição e quando tinha, finalmente, em David Millar uma oposição com uma capacidade intelectual rara no ciclismo, não é um bom sinal.

Veremos com que equipa e ideias Rui Sousa se apresentará. Ainda falta bastante tempo e o entretanto permitirá ir percebendo de que modo o xadrez se organizará.

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Rafael Nadal revalida título no Masters 1000 de Montreal

Rafael Nadal e Daniil Medvedev defrontaram-se, este fim de semana, na final do Masters 1000 de Montreal, no Canadá. O tenista espanhol mostrou-se a grande nível diante do tenista russo e conquistou, pela quinta vez, o título canadiano.

O Masters 1000 de Montreal, mais conhecido por Rogers Cup, acolheu, no passado domingo, a final entre Rafael Nadal e Daniil Medvedev. Antes de falar do encontro decisivo, importa ver o percurso de ambos os tenistas no torneio.

Percurso de Rafael Nadal:

16avos de final: Rafael Nadal 2-0 Daniel Evans

Oitavos de final: Rafael Nadal 2-0 Guido Pella

Quartos de final: Rafael Nadal 2-1 Fabio Fognini

Meia Final: Rafael Nadal – Gael Monfils (Rafael Nadal venceu, após a desistência de Gael Monfils)

Rafael Nadal triunfou, por quatro vezes, até à grande final. Nesta caminhada, destaco a vitória sobre Fabio Fognini. Nesta partida, o tenista italiano conseguiu a proeza de vencer um set ao número dois mundial e foi mesmo o único jogador a consegui-lo neste torneio, no entanto acabou por sair derrotado. Destaco também o jogo das meias finais que não se realizou, devido à lesão do tenista francês Gael Monfils. Esta desistência permitiu a Rafael Nadal carimbar um lugar na final.

Rafael Nadal beneficiou da desistência de Gael Monfils para garantir um lugar na final.
Fonte: ATP World Tour

Percurso de Daniil Medvedev :

16avos de final: Daniil Medvedev 2-0 Kyle Edmund

Oitavos de final: Daniil Medvedev 2-0 Christian Garin

Quartos de final: Daniil Medvedev 2-0 Dominic Thiem

Meia final: Daniil Medvedev 2-0 Karen Khachanov

Ao contrário do seu adversário, Daniil Medvedev não cedeu qualquer set. Foi com grande determinação e atitude que derrotou Dominic Thiem (4º classificado mundial) e o seu conterrâneo Karen Khachanov para alcançar a sua quarta final esta temporada.

Daniil Medvedev marcou presença em mais uma final esta época.
Fonte: ATP World Tour