Fraco. A rondar o paupérrimo. Se me pedissem um curto comentário às mais recentes exibições do FC Porto (sobretudo nesta última deslocação a Barcelos) seriam estas as palavras que usaria. Se, em solo russo, o resultado conseguiu “abafar”, de certa forma, uma exibição cinzenta da equipa, a surpreendente derrota frente ao Gil Vicente FC, neste último sábado, fez vir tudo à tona: desde o reduzido impacto efetivo dos novos reforços, à exceção, naturalmente, do guardião argentino Marchesín, até às sistemáticas teimosias de Sérgio Conceição (e não, já não consigo apelidá-las de outra coisa).
Comecemos pelo início: frente ao FK Krasnodar, o FC Porto que, a meu ver, partia como claro favorito para esta eliminatória europeia, enfrentou um adversário que, apesar de limitado, partia para este duplo confronto com vantagem no que ao ritmo competitivo diz respeito. Primeira parte dominada pela formação portuguesa, segunda metade de maior equilíbrio que acabou por ser ilustrada por duas principais chances de golo, uma para cada lado.
Após a vitória na Rússia, o FC Porto caiu com estrondo em Barcelos, onde foi derrotado pela equipa local por 2-1 Fonte: FC Porto
Felizmente para o FC Porto, Marche impediu que a primeira delas atribuísse a vantagem à equipa da casa, permitindo, consequentemente, que Sérgio Oliveira inaugurasse o marcador já muito perto do apito final e, assim, colocasse a formação portuguesa com boas perspetivas para a segunda mão.
No entanto, apesar da euforia intrínseca a qualquer vitória europeia, pessoalmente, encontrava-me relativamente relutante perante a pouca qualidade de jogo apresentada na Rússia: a lentidão com que se efetuavam possíveis contra-ataques, a dependência exagerada do “pontapé para a frente” e a falta de ousadia para rematar de fora de área eram todos fatores que traziam de volta infelizes lembranças de 2018/19; esses fatores voltariam a assombrar a massa adepta portista na primeira jornada do campeonato, desta vez com repercussões efetivas no resultado final.
A derrota em Barcelos deixou à vista debilidades em todos os setores do campo que muitos queriam atirar para debaixo do tapete. Jogadores que muitos apontaram como soluções/opções começam a provar a sua verdadeira valia. Isto, claro, no mau sentido. Nomes? Já os citei inúmeras vezes neste espaço de opinião, portanto não voltarei a enumerá-los (apesar de não ser nada difícil identificá-los). Desta vez, apenas apontarei um nome: Sérgio Conceição.
O ano de 2019 é daqueles em que a Fórmula 1 a meio da época já se conhece quem será o vencedor do campeonato. Apesar das dúvidas que pairavam nos testes de pré-época sobre a Mercedes AMG Petronas, os alemães mostraram mais uma vez o porquê de serem uma das equipas mais dominantes da história. Onde os seus rivais tropeçaram em estratégias e performance, os campeões em título raramente colocaram ‘a pata na poça’, e, como se isso fosse possível, Lewis Hamilton está numa das suas melhores épocas a nível pessoal, com oito vitórias nas 12 primeiras corridas.
O seu rival mais próximo é o colega de equipa Valtteri Bottas. O finlandês vinha de uma temporada de 2018 muito má, onde terminou na quinta posição do campeonato, apesar de ter o mesmo carro do campeão. Mas, após a primeira corrida na Austrália ninguém o reconhecia, destruiu Hamilton na corrida e mostrou-se disposto a lutar pelo título, mas depois disso houve apenas mais uma vitória. Apesar de se qualificar melhor que o britânico em várias corridas, não consegue acompanhar o ritmo dele, e está neste momento está a uns gigantes 66 pontos de distância na tabela classificativa.
Neste momento também há dúvidas sobre a sua manutenção na Mercedes, com Esteban Ocon à espreita por um lugar, e com certeza não será com performances como as do Grande Prémio da Alemanha e da Hungria que irá convencer Toto Wolff.
A máquina Mercedes/Hamilton continua a ser a mais bem oleada. Fonte: Formula 1
A equipa que todos julgavam que iria destronar a Mercedes do topo da Fórmula 1 era a Ferrari, e após os testes de pré-época, o ambiente era muito positivo na Scuderia, até à primeira corrida, onde estavam muito longe da Mercedes e até da Red Bull. Mas supostamente era um problema de afinação, pois no Bahrain dominaram, e toda a gente voltou a ficar animada apesar do resultado final, que por falta de fiabilidade, acabou por ser pobre. A partir dai começou-se a notar um padrão, o de que a Ferrari apenas funcionava bem nas pistas que favorecem os carros mais potentes. Ter o motor mais potente não é mau de todo, mas convém não esquecer que o carro necessita de curvar e ao terem a maior velocidade de ponta estragaram a vantagem que tinham nas curvas nos últimos dois anos, uma desilusão.
Apesar de todas as críticas, os dois pilotos estão muito equilibrados. Sebastian Vettel tem corridas muito boas, como na Alemanha e na Hungria, mas depois comete erros que não se esperam de um tetracampeão, como no Canadá e no Reino Unido. Já Charles Leclerc é absurdamente rápido em algumas corridas e qualificações, como no Bahrain, onde dominou por completo, até o carro o deixar ficar mal, mas mostra a sua inexperiência em corridas como o Mónaco, onde abusou nas tentativas de ultrapassagem, e teve de se retirar. Contudo, já se encontra mais estável. No inicio da época, a equipa cometia também muitos erros estratégicos que tiraram pontos aos dois pilotos. Agora, a luta da Ferrari é apenas por algumas vitórias, que lhes tem fugido por uma unha negra, e as duas próximas corridas na Bélgica e em Itália mostram-se as hipóteses mais óbvias.
Legenda: Os dois pilotos da Scuderia estão muito equilibrados, até na quantidade de erros. Fonte: Formula 1
Na última equipa do primeiro pelotão, a RedBull temos duas épocas muito distintas. Um Max Verstappen na forma da sua vida, constantemente a lutar por vitórias, e pódios, estando já muito perto do segundo lugar do campeonato, e Pierre Gasly, que com o mesmo carro está prestes a ser ultrapassado no campeonato por Carlos Sainz, que por sinal conduz um carro muito inferior.
Esta forma do francês é inaceitável, e tendo em conta o histórico de pouca paciência da equipa com falta de resultados, é de admirar que ele ainda não tenha sido despedido, digamos que Daniil Kvyat foi despromovido por bem menos…
Já Max Verstappen tornou-se finalmente o que todos imaginávamos que ele seria quando amadurecesse, e que lindo é ver o piloto da RedBull Honda a correr. Se analisarmos bem, as melhores corridas da temporada vão de mão dada com as melhores performances do Max, como por exemplo no Mónaco, Silverstone, e obviamente, as vitórias na Áustria e Alemanha.
A promessa foi cumprida, Max tornou-se no melhor piloto da Formula 1 a par de Hamilton. Fonte: Formula 1
No segundo pelotão as coisas estão muito equilibradas, sendo que, tirando a Williams, todas as equipas têm chances realistas de pontos, com a diferença de tempos em algumas qualificações de apenas duas décimas do sétimo ao 18º lugar. Na frente está obviamente a surpresa do ano, a McLaren. Todos esperavam que os britânicos melhorassem, mas não a este nível, onde são confortavelmente a quarta melhor equipa, e até têm um dos seus pilotos, Carlos Sainz, a desafiar Pierre Gasly que corre num RedBull. Este era, sem dúvida, o melhor cenário possível.
As maiores desilusões deste grupo serão, sem dúvida, a Renault e a Haas. Duas das melhores equipas de 2018, estão com dificuldades em chegar aos pontos. A Renault teve um investimento muito maior este ano, mas parece incapaz de melhorar o carro, estando bastante atrás da McLaren, que carrega o mesmo motor. E a Haas, tem um excelente carro, que só é rápido durante uma volta, até destruir completamente os pneus, o que não é ajudado por dois pilotos como Kevin Magnussen e Romain Grosjean, que têm sido uma dor de cabeça constante, e perdem pontos mesmo quando a equipa é competitiva.
Foi um pesadelo longo, mas a McLaren está finalmente em ascensão. Fonte: Formula 1
No fundo está sem dúvida a Williams que começou com um carro muito pior do que o do ano passado, o que parecia impossível, sendo que já eram os últimos com bastante distância. Uma equipa lendária que só nesta última corrida mostrou alguma velocidade genuína para competir com os outros carros, talvez seja uma luz ao fundo de um longo túnel.
O facto de esta ser daquelas épocas dominadas apenas por uma equipa tem dado aso a muitas críticas que dizem que a Fórmula 1 está morta e que as corridas são aborrecidas. A minha resposta é que não sei que época as pessoas estão a assistir, porque corridas genuinamente aborrecidas foram apenas o Grande Prémio da China e da França, o resto foi de mediano, como na Austrália, a uma das melhores corridas de sempre, na Alemanha. É um facto, o domínio da Mercedes torna tudo um pouco mais previsível, mas também dá às outras equipas uma oportunidade de arriscar, o que cria boas corridas. Estas equipas acabam por arriscar, porque ao contrário da Mercedes, não têm nada a perder, e deixam os pilotos batalhar e lutar mais.
Esta primeira metade da época já nos deu momentos deliciosos, onde penso que se destaca as batalhas de Charles Leclerc e Max Verstappen, que nos deixaram a todos com água na boca só de pensar na competição dos dois nos próximos anos.
O Atletismo português deu mais uma alegria ao país, com a conquista da I Liga do Campeonato da Europa de Equipas, subindo à divisão máxima, a Super Liga, que será em 2021 um ainda mais restrito grupo de elite.
Poucos se atreveram a colocar Portugal entre os favoritos antes do início da competição. Internacionalmente, os meios de comunicação foram unânimes em apontar a Noruega, a Holanda e a Bielorrússia como os grandes favoritos. Nacionalmente, o panorama não foi muito diferente.
Esse foi o diapasão da imprensa desportiva e até na previsão que nós próprios fizemos considerámos que poderíamos fazer uma pontuação na casa dos 300 pontos (303 mais concretamente…), mas que, provavelmente, isso não chegaria para a vitória. Chegou. Chegou e sobrou é caso para dizer! Na verdade, foram suficientes 302 pontos para colocar Portugal na Super Liga e até deixámos o segundo classificado a 21 pontos de distância, a Bielorrússia!
Ao logo do Campeonato, a comitiva portuguesa mostrou uma coesão e regularidade impressionante. Quem era favorito (Pedro Pichardo e Irina Rodrigues) venceu, quem se esperava que lutasse pelo 2º/3º lugar fê-lo e muitos outros se superiorizaram, conseguindo vitórias mais ou menos inesperadas (Carlos Nascimento nos 100 e Lorene Bazolo nos 200 não eram os principais favoritos).
Pichardo estreou-se a contribuir já, decisivamente, para um troféu nacional! Fonte: FPA
E até quando as coisas não correram como o esperado – a Marta, foi por exemplo, “engolida” numa prova incrivelmente tática de 800 metros – a equipa soube reagir por cima e compensar com outras performances de excelente nível. Paulo Rósario num excelente 2º lugar nos 1.500, Mariana Machado em 3º nos 3.000 e 2º nos 5.000 ou Evelise Veiga em 3º no Triplo e 2º no Comprimento.
Ricardo dos Santos (3º nos 400), Cátia Azevedo (3ª nos 400) e André Pereira (2º nos 3.000 Obstáculos) foram outros atletas que terminaram nas 3 primeiras posições, sendo ainda de destacar as boas prestações das estafetas 4×100 e 4×400.
De qualquer forma, e apesar destes destaques, a verdade é que no geral toda a formação portuguesa cumpriu ou esteve acima das expectativas, algo que não aconteceu com aqueles que eram os grandes favoritos. Os anfitriões, a Noruega, desapontaram e terminaram no 3º lugar a 33 pontos de Portugal (!) e a Holanda ainda mais abaixo ficou com alguns maus resultados ou desistências, ficando-se a 43 pontos de Portugal!
As estafetas estiveram em excelente plano na Noruega Fonte: FPA
Portugal irá juntar-se ao grupo temível da Super Liga que é, a partir de 2021, restrita a apenas 8 países (e por isso desceram 5 este ano…). As outras 7 nações são a Polónia (campeã 2019), a Alemanha, a França, a Itália, a Grã-Bretanha, a Espanha e a Ucrânia… certamente um campeonato muito diferente aquele que iremos ver daqui a dois anos.
Na verdade, a edição de 2021 terá 9 nações a participar, uma vez que a Organização foi previamente dada a Minsk e, como tal, a Bielorrússia participa como país organizador… assim sendo, em dois anos descem 3 nações à Primeira Liga (e sobem 2 daí para a Super Liga) e só a partir de 2023 passaremos a 8 nações. Confusos porque a Associação Europeia decidiu dar a organização a Minsk antes dos Campeonatos deste ano? Pois, também nós. Para já, parabéns a Portugal e à comitiva presente em Sandnes, na Noruega. Superaram-se e voltaram a ser o orgulho nacional!
Os jogos vencem-se marcando mais golos que o adversário e os pontas de lança são preponderantes nesse momento do jogo. O FC Porto tem um lote alargado de jogadores para esta posição, com características diferentes, mas com um papel claro, serem dominantes no último terço do terreno e concretizar o que a equipa constrói.
Na jornada inaugural da Primeira Liga da época 2019/2020, CS Marítimo e Sporting CP não foram para além do empate nos Barreiros. Nesta que foi a estreia de Nuno Manta Santos no banco dos insulares, a equipa madeirense fez frente ao uns leões que ainda se encontram feridos do jogo da Supertaça.
A equipa de Marcel Keizer entrou com alguma vontade de assumir o jogo, mas ao minuto 7, numa bola longa, Thierry Correia calculou mal o tempo de salto e permitiu que John Cley conquistasse a bola e partisse pelo flanco esquerdo, cruzando depois para Getterson, que apareceu isolado, já que Coates e Mathieu estavam atrasados, e finalizou a jogada.
Com o golo sofrido, o Sporting foi tentando ferir a baliza adversária, mas só ao minuto 28 ocorreu o primeiro lance de perigo que viria a originar o canto que daria o golo: Bruno Fernandes disparou do meio da rua e proporcionou uma excelente defesa de Charles. Na sequência do canto, o internacional português apanhou a bola pela direita, tirou o adversário do caminho e cruzou para Coates, que num cabeceamento forte restabeleceu o empate no marcador ao minuto 29.
Quando o cronómetro marcava os 30 minutos, Acuña recebeu a bola à entrada da área, descaído para a esquerda, e fez um remate forte e rasteiro que por pouco não acertou na baliza maritimista. No minuto seguinte, após cruzamento de Thierry Correia, a bola sobrou para Raphinha que, enquadrado com a baliza, não conseguiu acertar no alvo, naquela que foi uma clara ocasião de golo.
A segunda parte trouxe-nos dois momentos distintos. Inicialmente, o Sporting entrou com vontade de colocar o resultado a seu favor, mas sem grandes situações de perigo. A primeira grande ameaça surgiu ao minuto 63, quando da mesma zona Acuña chutou e fez a bola passar a rasar a barra.
No entanto, do lado do Marítimo, a entrada de Daizen Maeda, avançado japonês extremamente rápido, veio baralhar as contas da defesa contrária e os insulares equilibraram o jogo, tendo tido algumas oportunidades para fazer o golo. A primeira ocorreu ao minuto 75, o avançado que acima referi cabeceou à barra da baliza dos leões.
O Sporting ainda viria a ter uma excelente oportunidade por Raphinha ao minuto 79, que na cara do guarda-redes foi novamente incapaz de acertar no alvo, mas ao minuto 83 Daizen Maeda conseguiu ultrapassar pela linha Coates e cruzar para o centro da área onde, após mau domínio de Mathieu, John Cley chutou forte e fez a bola passar a rasar o poste esquerdo.
Coates e Getterson apontaram os golos da partida Fonte: CS Marítimo
Num grande forcing do Marítimo, ao minuto 85, Correa recebeu a bola na esquerda, foi-se aproximando da baliza e aplicou um remate muito forte que apenas foi travado por Renan, que teve de se aplicar. Por último, ao minuto 88, Daizen Maeda ia dando a vitória ao conjunto orientado por Nuno Manta Santos, quando já dentro de área, descaído para o lado esquerdo, fez a bola passar de novo a rasar o poste esquerdo, naquele que foi o último lance de real perigo.
Assim, num jogo disputado com boa intensidade mas sem grande critério, o empate acaba por se aceitar face às oportunidades criadas por ambas as equipas. De destacar a ainda fraca forma física do Sporting, bem visível nos últimos minutos do jogo, que permitiu ao Marítimo crescer na partida.
Mais uma vez os leões não foram capazes de vencer nos Barreiros, situação que dura desde 2015, e não conseguiram aproveitar a derrota do FC Porto para se distanciar do oponente direto. Quanto ao Marítimo, é um bom resultado para uma equipa que procura realizar um campeonato tranquilo, com algumas ambições pelos lugares europeus.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
CS Marítimo: Charles, Nanu, Zainadine, Kerkez e Rúben Ferreira; Bambock, Vukovic (Renê Santos, 90′), Jhon Cley e Edgar Costa (Marcelinho, 71′); Getterson (Maeda, 57′) e Jorge Correa.
Sporting CP: Renan, Thierry, Seba Coates, Mathieu e Borja (Diaby, 84′); Eduardo (Vietto, 73′), Bruno Fernandes e Wendel; Acuña, Raphinha e Luiz Phellype (Bas Dost, 73′).
Se o grande prémio do passado fim-de-semana foi o mais aborrecido da temporada, a corrida deste domingo foi até agora a melhor de 2019.
De um lado, havia Dovizioso que queria manter o domínio da Ducati no circuito austríaco, do outro, estava Márquez decidido a continuar a saga de vitórias.
Mas além destes dois, havia por lá um português que tinha feito a melhor qualificação da sua curta carreira na categoria rainha e que dava indícios de que podia brilhar por terras austríacas. E não é que brilhou mesmo?
Vamos falar, então, do que se passou este domingo. O duelo entre Marc Márquez e Andrea Dovizioso começou logo no início da prova com os dois pilotos a alargarem em demasia a trajetória e a serem ultrapassados por Fabio Quartararo que passava para a liderança da corrida. Liderança curta, diga-se.
Márquez e Dovizioso travaram uma luta intensa pela vitória Fonte: MotoGP
Oliveira era o melhor piloto da KTM que a 24 voltas do final já ocupava a décima posição, depois da queda de Cal Crutclow após um incidente com Pol Espagaró.
Lá na frente, Quartararo perdia a liderança para Dovizioso e Márquez corria atrás do italiano e decidido a não deixar fugir o rival. O piloto espanhol da Honda atacava a liderança, mas o homem da Ducati mostrava-se firme e decidido a levar esta luta intensa até ao fim. Já Quartararon via Valentino Rossi a aproximar-se numa clara tentativa de regressar aos pódios.
Miguel Oliveira rodava a um ritmo superior ao do rival direto, Bagnaia e lá ia encurtando a distância para o adversário da Pramac.
A três voltas do fim, Márquez passava para a liderança, mas Dovizioso não se dava por vencido e voltava a passar para a frente do espanhol colocando o desfecho final da corrida em aberto.
A luta frenética e intensa continuava, com Márquez em primeiro na última volta deste grande prémio, mas na última curva, Dovizioso deu tudo o que tinha e até o que não tinha, conseguindo ultrapassar o piloto espanhol da Honda e cruzou a bandeira de xadrez no primeiro lugar.
Oliveira alcançou o melhor resultado da época Fonte: KTM Tech3
Dovizioso salvava assim a honra da Ducati no circuito austríaco. Já Miguel Oliveira terminou a prova na oitava posição, o seu melhor resultado de sempre na classe rainha do mundial de motociclismo.
A sorte ditou que o calendário da Premier League presenteasse os amantes do futebol inglês com um clássico logo na primeira jornada do campeonato. No “Teatro dos Sonhos” foi o Manchester United que levou a melhor, vencendo o Chelsea por quatro bolas a zero.
Nos bancos registava-se um embate de antigas glórias (Lampard e Solskjaer). Dentro das quatro linhas faltavam referências de outros tempos. Tanto de um lado como de outro, não há um líder, uma estrela maior, um jogador decisivo…
A partida iniciou-se com ligeiro ascendente do Chelsea, a demonstrar um futebol mais fluído e uma circulação intensa, para primeiro jogo oficial da época. Ao quarto minuto, Tammy Abraham deixou o aviso, com um remate ao poste da baliza do United.
É de relembrar que o Chelsea está impedido de contratar até junho de 2020, e é assim “obrigado” a apostar em alguns regressados de empréstimos e na juventude da formação.
O Manchester United, sem contratar um substituto para Lukaku (transferido para o Inter de Milão no passado defeso), focado principalmente no reforço da defesa, esperava-se falta de golos no ataque, algo que não aconteceu…
Se por um lado, a aposta nos jovens é aplaudida, por outro, é arriscada. Kurt Zouma mostrou que a experiência no Everton não foi suficiente para se assumir no eixo da defesa dos “Blues”. Aos 16’, foi imprudente, cometeu falta dentro de área e o árbitro assinalou penalti a favor do United. Rashford não vacilou e faturou contra a corrente do jogo.
Fonte: Manchester United
A jogar em casa, e já em vantagem no marcador, os comandados de Ole Gunnar Solskjaer estavam demasiado retraídos, de tração a trás, perante um Chelsea que demonstrava um jogo de posse mais envolvente e vertical.
Os “Red Devils” apenas deram o sinal mais a partir da meia hora de jogo, tentavam equilibrar as contas, mas o jogo estava partido, como se diz na gíria, “bola cá, bola lá”. O meio campo do Chelsea superiorizava-se ao do United, que apresentava na sua fase de construção algumas deficiências, sem nenhum organizador definido, ainda que, condicionado pela pressão dos “Blues”.
No segundo tempo, o Chelsea entrou a pressionar alto, certamente com vontade de alterar o resultado. Jogo típico de inicio de época, com muitas indefinições, pouco envolvimento entre jogadores, aliado a inúmeros passes falhados e decisões erradas. Não foi um jogo de futebol vistoso, muito longe disso, pode-se dizer que foi um jogo de muita luta… A maior parte das vezes, jogado mais com o coração do que com cabeça.
De Gea continuava com mais trabalho que o compatriota Kepa Arrizabalaga. O jogo pedia reforços, pedia golos. Aos 65’, Martial finalizou um contra-ataque perfeito após cruzamento de Andreas Pereira, e fez o dois a zero. Logo a seguir, Rashford “matou o jogo”, depois de uma assistência primorosa de Paul Pogba.
As aspirações que o Chelsea ainda teria foram por água a baixo. Eficácia extrema por parte do United. O jovem Daniel James entrou ainda a tempo de confirmar a goleada á passagem do minuto 81’. Quatro golos volvidos, o Manchester United limitou-se a gerir a vantagem até ao apito final.
Perspetiva-se uma época diferente da passada para os dois conjuntos. O United melhorou a defesa, manteve o meio campo e perdeu (a meu ver) no ataque. Hoje não se notou, mas falta, a “olhos vistos”, um ponta de lança. Já o Chelsea, mostra-se limitado, mas tem potencial. Ganhou o meio campo, mas não ganhou no momento de meter a bola na baliza.
Ambas as equipas ainda estão bastante longe dos principais candidatos ao título: o campeão inglês, Manchester City e o campeão europeu, Liverpool. Claro que vão tentar a sua melhor classificação na tabela final, mas não se afigura uma luta fácil. O “top six” é aceitável, o “top three” é o sonho, e a conquista do campeonato, inatingível.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Manchester United: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelog, Maguire, Shaw, McTominay, Pogba, Pereira (James, 74’), Lingard (Mata, 86’), Martial e Rashford (Greenwood, 86’).
Chelsea: Kepa, Azpilicueta, Christensen, Zouma, Emerson, Jorginho (Kanté, 73’), Kovacic, Mount, Barkley (Pulisic, 58’), Pedro e Abraham (Giroud, 66’).
Num dia de decisões, em que os dois primeiros estavam empatados na geral, era dia também de contrarrelógio individual. Um percurso entre Vila Nova de Gaia e o Porto, mais propriamente na Avenida dos Aliados, numa extensão de 19,5 quilómetros. Um trajeto que não privilegiava os puros contrarrelogistas, com algumas subidas, principalmente na zona ribeirinha de Gaia até ao alto de Santo Ovídeo e da ribeira portuense até à Torre dos Clérigos. Para além disso era um percurso cheio de curvas complicadas e muito técnicas, com empedrado pelo meio.
No ano passado, Vicente De Mateos tinha vencido o contrarrelógio final, num trajeto realizado em Fafe. Curiosamente, João Rodrigues fez segundo, a 21 segundos e Jóni fez quarto lugar, a 36 segundos.
Este ano, o espanhol da Aviludo-Louletano já tinha desistido e não correu o contrarrelógio, sendo que, João Rodrigues acabou por fazer jus ao seu tempo do ano passado e acabou por conseguir ganhar o contrarrelógio e a amarela!
Fonte: Volta a Portugal
O dia começou com a notícia do abandono do jovem ciclista do Sporting-Tavira, Frederico Figueiredo, devido a uma fratura no pulso. O ciclista estava com o pulso ligado e não havia condições para completar o contrarrelógio. Ele estava na sétima posição, a mais de dois minutos da liderança.
O contrarrelógio teve durante muito tempo a liderança de Thibault Guernalec, o francês da Team Arkéa Samsic, mas acabou por ser ultrapassado no fim pelos quatro melhores da geral individual.
Sim, porque António Carvalho (W52-FC Porto), que estava em oitavo lugar, subiu quatro posições ao destronar Guernalec do cadeirão. Parecia que o tempo de António Carvalho era suficiente para ganhar, não fosse o tempo estrondoso de João Rodrigues (W52-FC Porto), que lhe retirou 15 segundos. Jóni Brandão (Efapel) tentou defender-se ao máximo e conseguiu fazer melhor do que Gustavo Veloso, por 1 segundo, mas não foi suficiente e acabou por perder 27 segundos para João Rodrigues.
A festa e o delírio dos ciclistas e adeptos portistas foi instantâneo, aquando da chegada de Jóni Brandão. Estava assim encontrado o novo vencedor da Volta a Portugal.
A W52-FC Porto colocou seis corredores no top dez neste contrarrelógio! Rodrigues, António Carvalho, Veloso, Samuel Caldeira, Edgar Pinto e Ricardo Mestre foram os representantes portistas.
Desde 2013 que esta equipa do Sobrado detém o melhor corredor no final da Volta a Portugal, mostrando a hegemonia da equipa ao longo dos anos.
Hoje com chegada ao coração do Porto foi novamente um ciclista portista quem comemorou no final, vencendo o contrarrelógio e a camisola amarela. A festa foi imensa com as centenas de fãs da equipa portista e do ciclismo em geral, a apreciarem este momento de emoção.
Na geral individual, João Rodrigues passou para primeiro, Jóni Brandão ficou a 27 segundos e Gustavo Veloso acabou em terceiro, a 1m:08s. Veloso que nem era para alinhar à partida para esta Volta a Portugal acaba por fazer uma grande prova!
Na classificação da camisola dos pontos foi Daniel Mestre (W52-FC Porto) quem acabou por vencer, mesmo com uma costela partida! Luís Gomes (Rádio Popular Boavista) venceu a camisola da montanha. O jovem Emanuel Duarte (LA Alumínios- LA Sport) foi o melhor na juventude e a W52-FC Porto reconquistou a liderança na classificação por equipas, neste contrarrelógio final.
Nota ainda para a grande Volta a Portugal da Rádio Popular Boavista, que alcançou duas vitórias em etapas, com Luís Gomes e João Benta e ainda ganhou a geral da montanha, também por Luís Gomes. Terminaram com três corredores no top dez: Benta, David Rodrigues e Daniel Silva, apenas perdendo a geral das equipas no último dia, comprovando que são um dos coletivos mais fortes do pelotão nacional.
Top 10 da geral individual (Final)
1º João Rodrigues (W52-FC Porto) 40h:57m:04s
2º Jóni Brandão (Efapel) +0:27s
3º Gustavo Veloso (W52-FC Porto) +1m:08s
4º António Carvalho (W52-FC Porto) +2m:32s
5º Edgar Pinto (W52-FC Porto) +3m:14s
6º João Benta (Rádio Popular Boavista) +3m:15s
7º David Rodrigues (Rádio Popular Boavista) +4m:44s
A Taça Vila de Cascais, torneio de pré-época, foi disputada por quatro equipas oriundas do distrito de Lisboa, nomeadamente o Sporting CP, o SL Benfica, o CF Os Belenenses e o CRC Quinta dos Lombos.
No primeiro dia de competição, o Benfica defrontou o Belenenses enquanto que o Sporting se degladiou com a equipa cujo pavilhão serviu como espaço para a realização deste torneio, no concelho de Carcavelos.
DIA 1
Pelas 11h30, o jogo inaugural entre azuis e encarnados decorreu com muita emoção, golos bonitos, e um surpreendente empate a duas bolas. As águias iniciaram bem o encontro, com dois golos de Fernandinho, um em cada parte, sendo de destacar a assistência do reforço Célio Coque para o primeiro golo do jogador brasileiro.
Com uma vantagem de dois golos, o Benfica relaxou um pouco e já se sabe que isso no futsal pode dar muito mau resultado, como se viria a comprovar no fim. Fernandinho apontou os dois tentos do Benfica, enquanto que Juninho (que golaço!) e Nuças devolveram a igualdade no marcador.
A grande surpresa desta prova, o empate do SL Benfica com uma aguerrida equipa do CF Belenenses Fonte: CF “os Belenenses”
No outro jogo do primeiro dia, o Sporting encontrou a Quinta dos Lombos, adversário tradicionalmente muito complicados para a equipa leonina. Mas os comandados de Nuno Dias arrasaram o seu adversário, ao golear por 12-1, com o reforço Taynan da Silva a apontar dois golos e Pauleta a marcar um tento. Portanto, podemos comprovar que os reforços leoninos já mostram serviço.
DIA 2
No último dia de competição, o Sporting confirmou a sua conquista nesta competição com uma vitória inequívoca de 8-2 sobre a equipa do Belenenses. O jogo contou com mais um golo de Taynan, a mostrar que os leões estão um patamar acima de todas as outras equipas nesta fase ainda precoce da pré-temporada.
Para finalizar a competição, um jogo entre a Quinta dos Lombos e o Benfica. Os encarnados fizeram um jogo bem melhor que na véspera, mas também se tem que acrescentar que esta formação da Quinta dos Lombos está um patamar abaixo dos restantes competidores neste torneio. Portanto, o técnico Jorge Monteiro ainda tem muito trabalho pela frente até ao início da competição a sério. O encontro terminou com 6-1 para os encarnados.
Assim sendo, esta primeira edição da Taça Vila de Cascais terminou com o Sporting em primeiro, Benfica em segundo, Belenenses em terceiro e a Quinta dos Lombos no quarto e último lugar.
Obrigado, NXT. Obrigado por continuares a proporcionar grandes eventos e combates fantásticos.
Sim, este não foi o melhor TakeOver de sempre, mas foi mais um que ofereceu grandes combates, sendo um deles candidato a combate do ano. E é isso que o NXT tem de maravilhoso: um TakeOver mediano é sempre fantástico, quase sempre melhor que qualquer PPV do main-roster e oferece pelo menos um combate fabuloso e que nos deixa estupefactos.