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O ‘Alien’ veste de rosa

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No final da primeira etapa de montanha, Elisa Longo Borghini descreveu da melhor forma o que tinha acabado de acontecer: “o ‘Alien’ atacou e agora começa a corrida para os humanos”.

O ‘Alien’ é Annemiek van Vleuten, que, aos 36 anos de idade, acaba de conquistar a prova rainha do ciclismo feminino, o Giro Rosa. A holandesesa conquista esta prova pelo segundo ano consecutivo e novamente com um domínio avassalador.

A líder da Mitchelton-Scott desferiu um ataque brutal ao quinto dia na chegada a Lago Cancano, deixando as adversárias pregadas à estrada e triunfando na entrada do Giro nas montanhas com quase três minutos de vantagem sobre as mais diretas perseguidoras, criando logo ali a base para um triunfo à Geral sem contestação.

Faria a dobradinha no dia seguinte, ao voltar a dizimar a concorrência no acidentado contrarrelógio de Chiuro e Teglio. A partir daí, não só se limitou a gerir a vantagem como ajudou a colega, Amanda Spratt, a subir na classificação para a acompanhar no pódio final, tal como já havia ocorrido em 2018. O preço a pagar por esse esforço adicional foi uma quebra total nos últimos metros de chegada a Chiusaforte que fez desperdiçar a oportunidade de chegar à terceira vitória de etapa desta edição do Giro Rosa.

As outras grandes estrelas deste Giro também vieram dos Países Baixos. Para a CCC-Liv, a campeoníssima Marianne Vos continua a voar em 2019 como não víamos há alguns anos. Conquistou quatro etapas, subindo agora para 25 o seu recorde total na prova (mais dez que Luperini, a segunda nessa estatística).

Continua o domínio dos Países Baixos no Giro
Fonte: Giro Rosa Iccrea/Bola na Rede

Já a atual campeã do mundo Anna van der Breggen teve uma entrada discreta na prova, talvez fruto da preparação não ter sido 100% focada na estrada, mas fez um Giro em crescendo. Depois do segundo lugar no contrarrelógio individual assumiu-se como a única capaz de ainda dar alguma luta a van Vleuten, acabando mesmo por conseguir derrotar a camisola rosa na segunda chegada em alto, para juntar um triunfo de etapa ao segundo lugar da Geral.

Quem também merece uma referência é a jovem francesa da Sunweb, Juliette Labous. Terminando no 11º lugar da geral e vencendo com larga margem na Juventude, deu excelentes indicações para o futuro. A prestação no contrarrelógio foi superior ao esperado, mas foi a sua solidez na montanha que mais cativou e deixou antever coisas boas para os próximos tempos.

 

Foto de Capa: Giro Rosa Iccrea

Prazo prescricional

Foram aprovadas, em Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, as alterações ao Regulamento Disciplinar das Competições Organizadas pela Liga para época 2019/2020 e, uma das alterações introduzidas tem a ver com a prazo prescricional do procedimento disciplinar.
No artigo 23º do actual Regulamento Disciplinar consta uma alteração ao seu n.º 8 e a introdução de um novo número, o n.º 9.

Diz o n.º 1 do artigo 23.º que o procedimento disciplinar prescreve decorridos que sejam três anos, um ano ou 30 dias consoante as infracções sejam, respectivamente, muito graves, graves ou leves, sobre a data em que a infracção tenha sido cometida.

Quando se inicia a contagem deste prazo prescricional?

O n.º 8 do anterior artigo 23.º do Regulamento Disciplinar dizia: “O prazo de prescrição começa a contar-se desde a data da prática da infracção ou, no caso de infracção continuada, desde a data da sua cessação”.

O novo Regulamento Disciplinar introduziu a seguinte alteração ao n.º 8: “O prazo de prescrição do procedimento disciplinar corre desde o dia em que o facto se tiver consumado.” Significa que se o facto ilícito foi consumado no dia 1 de Julho de 2019 o prazo prescricional do procedimento disciplinar começa a contar desde esse dia e prescreve decorridos que sejam três anos, um ano ou 30 dias consoante a qualificação do facto ilícito, se muito grave, grave ou leve.

Contudo, situações há em que a prática do facto ilícito não é isolada, mas sim permanente ou continuada ou, até mesmo, não consumada, não deixando de ser ilícito.

Fonte: Liga Portugal

O novo Regulamento Disciplinar veio esclarecer, e bem, para cada uma das situações, quando se inicia o prazo de prescrição do procedimento disciplinar.

Assim, foi introduzido o n.º 9 no supra referido artigo 23º do Regulamento Disciplinar e que diz o seguinte:

“O prazo prescricional só corre:

  1. Nas infracções permanentes, desde o dia em que cessar a consumação;
  2. Nas infracções continuadas, desde o dia da prática do último ato;
  3. Nas infracções não consumadas, desde o dia do último ato de execução.”

O que é isto do último ato de execução numa infracção ilícita que nem sequer foi consumada?

O ato de execução é um ato dotado já de capacidade potencial para a produção do evento ilícito. Os atos de execução hão-de conter já, eles próprios, um momento do ilicitude, pois ainda que não produzam a lesão do bem jurídico tutelado pela norma disciplinar da infracção consumada, produzem já uma situação de perigo para esse bem.

LÊ MAIS: Entrelinhas do Desporto: Viseu em apuros

Situações destas acontecem quando se tenta “comprar” o jogador ou o árbitro para se obter determinado resultado num jogo, violando-se, assim, a verdade desportiva.

 

 

Artigo de opinião da autoria de Alexandra Coelho 
Foto de Capa: Liga Portugal

Argélia 2-1 Nigéria: Sem tempo para prolongamentos, Mahrez afasta Nigéria no último minuto

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Da segunda meia final da Taça das Nações Africanas, esperava-se o adversário do Senegal na derradeira final. Num jogo equilibrado, foi a Argélia a acabar por vencer, por duas bolas a uma, uma Nigéria que “vendeu cara a derrota”.

Os minutos iniciais foram marcados pelo domínio argelino. A Nigéria bem que podia correr atrás da bola, mas só a “cheirava”. Circulação rápida de bola, com passes simples e curtos, deixava o país dos Magrebe com boas perspetivas para este jogo decisivo.

Bennacer aos 11’ e Bensebaini aos 16’ foram os primeiros a criar perigo perto da baliza da Argélia. Depois destes avisos, a Nigéria “acordou”. Começou a equilibrar a partida e a tentar agredir a baliza argelina (sobretudo de bola parada), ainda que, sem nenhuma ocasião flagrante.

A meia hora inicial ficou marcada pela defesa de Akpeyi, em resposta ao remate do possante Bounedjah (29’). Esta foi daquelas defesas que valem pontos, ou neste caso, poderiam valer a presença na final. Não fosse uma infelicidade nigeriana: Ekong colocou a bola na própria baliza na sequência de um cruzamento do desconcertante jogador do Manchester City, Riyad Mahrez (40’). A Argélia foi a ganhar para o intervalo.

Fonte: Confederação Africana de Futebol

A segunda parte com um ligeiro ascendente dos homens da Nigéria. Mais agressivos e incisivos a levar o jogo para a frente, mas a faltar assertividade no momento da decisão, no que fazer à “redondinha” no último terço do terreno. Parecia que faltava ali um criativo ou um organizador de jogo.

A Argélia “tirou o pé do acelerador”, quase que deixou de jogar, confiante de que o resultado se aguentaria até ao fim. Mal sabiam eles o que lhes esperava. Já que falta de poder de decisão dos nigerianos os mantinha longe da baliza adversária, coube ao VAR decidir. Aos 72’ foi assinalado penalti a favor da Nigéria, por mão de Mandi. Penalti convertido por Ighalo, estava reposta a igualdade.

O golo deu força, naturalmente, aos homens da Nigéria. Continuavam por cima do jogo, mas sem criar oportunidades para passarem para a frente do marcador. Mais posse de bola, dominavam no meio campo ofensivo. O seu jogo passava todo por Chukwueze e Iwobi, mas continuava a parecer que faltava algo de diferente ao ataque nigeriano.

Já todos se preparavam para o prolongamento, à exceção de alguns irrequietos jogadores da Argélia, que por acaso, eram os seus melhores executantes. Feghouli à entrada da área, deixou um aviso, com um tiro a rasar a barra (89’). Se o remate de Feghouli passou perto da barra, o de Bennacer foi mesmo com estrondo ao travessão (90+3’).

Aproximava-se o fim do tempo regulamentar, e os tentos argelinos estavam cada vez mais próximos de entrar. O árbitro já olhava para o relógio, quando no último minuto da compensação, Ndidi comete uma falta à entrada da área, numa zona proibitiva, ainda para mais, aos 90+4’. Mahrez, um dos maiores especialistas da atualidade a bater livres diretos, não vacilou e carimbou a passagem da Argélia à final. Golo soberbo.

Um balde de água fria para esta Nigéria. Ninguém merece sofrer um golo no último minuto. Mas o futebol nem sempre tem que ver com mérito. Às vezes é sorte, outras vezes é perícia. Foi este o caso. Uma Argélia traiçoeira, capaz de passar quase uma segunda parte inteira a ver jogar, guardou o melhor para o fim e está na final da CAN, frente ao Senegal.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Argélia: M’Bolhi, Benlamri, Mandi, Bensebaini, Zeffane, Bennacer, Guedioura, Mahrez, Feghouli, Bounedjah e Belaili.

Nigéria: Akpeyi, Omeruo, Troost-Ekong, Collins, Awaziem, Etebo, Ndidi, Iwobi, Ighalo, Musa e Chukwueze (Onyekuru, 78’).

E-Prix de Nova Iorque – Corrida 2: A consagração de um campeão

Jean-Éric Vergne tornou-se no primeiro piloto a vencer duas vezes o campeonato de Fórmula E, e também o primeiro a fazê-lo em épocas consecutivas. O francês só venceu a sua primeira corrida na temporada de 2018/2019 à sexta ronda, no E-Prix de Sanya, na China, casa da sua equipa DS Techeetah. Mais duas vitórias, e uma consistente atuação deram-lhe o campeonato na última corrida em Nova Iorque.

A equipa chinesa ganhou pela primeira vez o campeonato de construtores da Fórmula E.
Fonte: Twitter – DS Techeetah

Nas docas de Brooklyn, os pilotos da Fórmula E alinharam para a última ronda do campeonato. Alexander Sims (BMW I Andretti Motorsport) saia da pole position. Quando as luzes apagaram, o britânico manteve-se na liderança, seguido de Sebastien Buemi (Nissan e.DAMS) e de Robin Frinjs (Envision Virgin Racing).

Mais uma vez, tal como na primeira corrida, os carros da Geox Dragon geraram confusão. António Félix da Costa (BMW I Andretti Motorsport) estava em 14º e com este incidente caiu para 16º. O piloto português não teve uma corrida como a de ontem. Félix da Costa esteve apagado para a última corrida do ano, terminando na nona posição

António Félix da Costa termina em 6º no campeonato, com 99 pontos.
Fonte: Twitter – BMW Motorsport

Mas, o campeonato é o que interessa. Quando o carro de José Maria Lopez (Geox Dragon) parou na pista, o safety-car foi chamado a intervir. Nesta altura, Lucas Di Grassi (Audi Sport ABT Schaeffler) era 10º, enquanto que Vergne era 11º. Não era o suficiente, Grassi precisava de vencer.

O brasileiro foi sempre subindo posições, enquanto Vergne fazia o mesmo, mais muito mais cautelosamente, até que, na última volta, Di Grassi envolve-se com Mitch Evans (Panasonic Jaguar Racing) e acaba no muro, confirmando assim o bi-campeonato de Vergne e também o campeonato de construtores para os chineses da DS Techeetah, que o conquistam pela primeira vez, apesar do abandono do colega de Vergne, Andre Lotterer.

Lucas Di Grassi tentou até ao fim vencer o campeonato.
Fonte: Facebook – Audi Sport

Itália 0-3 Portugal (Sub-19): geração 2000 entra a ganhar no Europeu

Não se podia pedir melhor arranque! A seleção nacional portuguesa entrou a vencer no Europeu sub-19 realizado na Arménia, ao derrotar a Itália por 3-0. O resultado acaba por ser curto para o futebol produzido e para as oportunidades criadas ao longo do desafio.

A seleção italiana até entrou melhor no encontro, mas aos poucos a seleção portuguesa foi conseguindo impor as suas ideias e chegou ao primeiro golo: aos 28 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Gonçalo Cardoso subiu à área italiana para fazer o 1-0 de cabeça.

Em cima do intervalo, a Itália esteve perto de empatar pelo intermédio dos avançados Piccolli e Salcedo, mas os primeiros 45 minutos acabavam com a vantagem lusa.

Portugal procura, na Arménia, revalidar o título de campeão europeu no escalão sub-19
Fonte: UEFA

No início do segundo tempo, essa mesma vantagem viria a ser ampliada, com dois golos no espaço de cinco minutos: aos 46’, Félix Correia deu de bandeja o 2-0 a Gonçalo Ramos; aos 51’, o mesmo Correia – que trocou o Sporting CP pelo Manchester City este verão – sentou o guardião italiano e fez o 3-0.

Até ao apito final, Portugal poderia ter duplicado os números do marcador, mas Carnesecchi ia brilhando entre os postes. A seleção das Quinas entrou da melhor forma possível no Europeu sub-19 e tem encontro agendado com a Espanha já na próxima quarta-feira.

Mesmo com muitas baixas de peso – Tiago Dantas, Romário Baró, Nuno Tavares, Rafael Camacho, Úmaro Embaló e Pedro Neto – a geração 2000, orientada por Filipe Ramos, reúne todas as condições para revalidar o título europeu conquistado há um ano.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Itália: Carnesecchi, Gavioli (Ferrarini, 68’), Bellodi, Gozzi Iweru, Udogie; Ricci (Raspadori, 62’), Portanova, Greco (Nicolussi, 68’), Fagioli; Piccoli, Salcedo (Merola, 62’).

Portugal: Celton Biai, Tomás Tavares (Costinha, 87’), Gonçalo Loureiro, Gonçalo Cardoso, Tiago Lopes; Diogo Capitão, Vítor Ferreira (Rodrigo Fernandes, 79’), Fábio Vieira; Félix Correia (Daniel Silva, 88’), João Mário (António Gomes, 76’), Gonçalo Ramos (Tiago Rodrigues, 88’).

Final Épica

E eis que chegou ao fim o terceiro Grand Slam da temporada. Num dos melhores jogos de sempre da história do ténis, Novak Djokovic levou a melhor sobre Roger Federer e conquistou o segundo troféu consecutivo em Wimbledon.

Antes de falar partida decisiva é importante recordar o percurso de ambos os tenistas no torneio:

Percurso de Novak Djokovic :

64avos de final:  Novak Djokovic 3-0 Philipp Kohlschreiber

32avos de final:  Novak Djokovic 3-0 Denis Kudla

16avos de final:  Novak Djokovic 3-1 Hubert Hurkacz

Oitavos de final: Novak Djokovic 3-0 Ugo Humbert

Quartos de final: Novak Djokovic 3-0 David Goffin

Meias-Finais:       Novak Djokovic 3-1 Roberto Bautista- Agut

Novak Djokovic teve um percurso bastante tranquilo até à final. O tenista de 32 anos foi sempre superior aos seus adversários e os resultados das partidas demonstraram isso mesmo. Nesta caminhada do número um mundial destaco as vitórias diante de David Goffin e Roberto Bautista-Agut, uma vez que, teoricamente, apresentavam um maior grau de dificuldade. No entanto, nenhum deles teve a capacidade de contrariar o poderio do sérvio no court.

Novak Djokovic alcançou a sua sexta final em Wimbledon      Fonte: ATP World Tour

 Percurso de Roger Federer

64avos de final:  Roger Federer 3-1 George Harris

32avos de final:  Roger Federer 3-0 Jay Clarke

16avos de final:  Roger Federer 3-0 Lucas Pouille

Oitavos de final: Roger Federer 3-0 Matteo Berrenttini

Quartos de final: Roger Federer 3-1 Kei Nishikori

Meias-Finais:       Roger Federer 3-1 Rafael Nadal

Roger Federer não enfrentou grandes adversidades no seu caminho até ao jogo do título. A vitória folgada frente ao seu rival Rafael Nadal acabou por ser o grande destaque no percurso do suíço de 37 anos.

Roger Federer venceu Rafael Nadal nas meias finais e alcançou a sua 12º final em Wimbledon
Fonte: ATP World Tour

Senegal 1-0 Tunísia: Todos queriam criar, ninguém queria marcar

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Em mais um jogo energético desta edição da Taça das Nações Africanas, Senegal e Tunísia mediram forças na primeira meia-final da competição, com ambos os países a ambicionarem uma presença no jogo decisivo, que se realizará na próxima sexta-feira. Ainda que numa fase tão avançada da competição seja difícil estabelecer um favorito, se tivéssemos em conta os valores individuais, os “Leões de Teranga” pareciam possuir alguma vantagem, com o atacante Sádio Mané ou o defesa central Koulibaly como destaques. Por outro lado, se contabilizado o momento recente de cada equipa na prova, eram as “Águias de Cartago” a sobressair, após baterem Madagáscar na ronda anterior por uns expressivos 3-0.

A partida começou com os senegaleses a assumirem a posse de bola e a controlarem o jogo desde início, com os tunisinos confinados ao seu meio-campo e a saídas unicamente através do contra-ataque. Ao minuto 26, surgiu então a primeira oportunidade de golo: Sabaly passa por dois adversários com destreza e remata a partir da entrada da área, com a bola a atingir o poste da baliza da Tunísia. O Senegal manteve-se por cima e a cinco minutos do tempo de descanso foi a estrela da companhia, Sádio Mané, a colocar o seu “perfume” no jogo, com um remate perigoso já dentro da área adversária, mas que passou junto do poste.

Chegava o intervalo e o nulo era mais simpático com as “águias” do que com os “leões”, mas para seguir em frente só a vitória interessava a ambos os conjuntos.

No segundo tempo, os tunisinos apareceram mais “vivos” no jogo, possuindo duas boas oportunidades logo no recomeço da partida: primeiro, através de Khenissi, que isolado com Gomis, e perante a saída deste, tentou o “chapéu”, mas viu a bola passar muito por cima da baliza; logo de seguida, foi o centrocampista Sassi a rematar colocado, com o canto inferior direito da baliza como destino, mas Gomis brilhou com uma grande intervenção. A partir daqui começou a ser um jogo de parada e resposta, com ambos os guarda-redes a brilharem, sobretudo em lances de um para um, e a anularem qualquer tentativa que o adversário tivesse para marcar.

Fonte: Confederation of African Football

Num jogo tão equilibrado, previam-se que fossem os detalhes a fazer a diferença, e assim foi: minuto 73, Koulibaly joga a bola com a mão dentro da sua grande área e o árbitro não hesitou em apontar para o castigo máximo. Ainda que dispondo de três atacantes de qualidade no momento da finalização, a escolha da Tunísia para assumir o remate recaiu sobre o médio Sassi, que apontou fraco para o lado direito de Gomis, permitindo a defesa ao guarda-redes senegalês e permanecendo o 0-0. Como os tunisinos não quiseram ficar atrás neste campo, Bronn cometeu penálti ao minuto 79… mas Hassen também não quis “perder a corrida” para o seu companheiro de baliza e defendeu também a penalidade, esta apontada por Saivet (em detrimento de Sádio Mané, que havia falhado as últimas três que tinha tentado em jogos da CAN).

Como nenhuma das equipas conseguiu materializar as oportunidades que teve (embora ambas tivessem procurado a felicidade, com maior ascendente para o conjunto senegalês), o jogo que veio confirmar o primeiro finalista da 32ª edição da CAN seguiu para prolongamento. Quando batia o minuto 102, o golo que veio dar a vitória senegalesa surgiu da pior forma possível, isto pelo desenho que a jogada teve: livre da direita a favorecer os “leões”, Hassen sai em falso, falhando a bola, e é o infeliz Bronn que coloca a bola dentro da baliza. Jogo azarado para o central tunisino, bem como para toda a equipa, isto porque ao minuto 114 o árbitro Tessema Bamlak marcou penálti a favor do conjunto do norte de África, mas passados dois minutos, e após revisão do vídeo-árbitro, decidiu reverter a sua decisão inicial, anulando aquele que seria o terceiro castigo máximo da partida e mandando seguir o jogo.

Até ao fim do jogo pouco foi o tempo em que houve futebol, com os jogadores senegaleses a usarem o cronómetro a seu favor e a causar impaciência nos tunisinos, que assim “morderam o isco” e viram o relógio esgotar-se, colocando-os fora da competição. A seleção do Senegal fica à espera do vencedor do Argélia vs Nigéria, para disputar a final da CAN 2019 no dia 19 deste mês.

Onzes iniciais e substituições:

Senegal: Gomis; Gassama (Wagué, 109’); Koulibaly; Kouyaté; Sabaly; Gueye; Saivet; Diatta (Sarr, 68’); Ndiaye (Sane, 82’); Niang (Diagne, 64’); Mané.

Tunísia: Hassen; Dreger; Bronn; Meriah; Haddadi; Skhiri; Sassi (Badri, 106’); Mohamed (Chaalali, 82’); Msakni (Sliti, 46’); Khazri; Khenissi (Chaouat, 117’).

As pontas a limar para 2019/2020

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Decorrida a primeira quinzena de pré-época do FC Porto e chegados já cinco reforços, o plantel parece estar praticamente fechado, com apenas algumas posições para limar até ao final do mês de julho. Agosto traz já uma avalanche de desafios importantes para o conjunto azul e branco.

Depois de verem Casillas a defender as suas redes, os adeptos portistas, ainda que não esteja confirmada a retirada do lendário guarda-redes espanhol, esperam ver alguém de nível semelhante a Iker a segurar a baliza azul e branca na época que se avizinha. Vaná não parece ter esse estatuto e Diogo Costa, ainda que tenha grande talento, tem de adquirir algum “estofo” para ser o homem entre os postes do Dragão.

O barato sai caro e a saída de Hector Herrera, consumada a custo zero para o Atlético de Madrid, deixou um grande espaço no meio-campo portista. Óliver, que tem vindo a ser moldado por Sérgio Conceição nas últimas temporadas, seria o favorito a assumir a posição, mas tudo indica que está de partida para Espanha. Resta Sérgio Oliveira. Apesar destes dois nomes, é aconselhável a Sérgio Conceição que procure um médio box-to-box, à imagem do mexicano, de forma a dar continuidade ao modelo de jogo insistentemente utilizado pelo treinador português.

Herrera foi uma das saídas do plantel
Fonte: Atlético de Madrid

Apesar de ser o setor com mais reforços, este é também o setor com mais debilidades, na minha opinião. As contratações de Luis Diaz e Nakajima vieram, juntamente com Galeno, preencher o lado esquerdo do ataque portista. No entanto, o lado direito deste último terço é apenas entregue a Corona, sendo então aconselhável a contratação de um extremo para fazer concorrência ao mexicano, de preferência com o pé esquerdo como seu pé dominante, de forma a inviabilizar novas soluções na ofensiva azul e branca.

Ainda no ataque, a contratação de Zé Luís é insuficiente, principalmente quando se tem em conta a qualidade dos jogadores que no passado passaram por aquela posição, casos de Lisandro López, Falcão ou Jackson Martinez. Todos estes três que mencionei tinham algo em comum: o facto de serem referências ofensivas, de serem o jogador para o qual a equipa condiciona o seu jogo porque este será determinante na concretização do processo ofensivo. O FC Porto tem avançados móveis e fisicamente potentosos, mas com pouca eficácia na finalização. É necessário um ponta de lança que seja uma referência para a equipa.

Colmatando estas lacunas, considero que os dragões estarão aptos para competirem, como Sérgio Conceição e toda a estrutura portista pretendem, em todas as provas em que estão inseridos, começando já em agosto com o campeonato nacional e as pré-eliminatórias da UEFA Champions League.

Foto de Capa: FC Porto

Argentina 0–0 Portugal (GP 1-2): Para ti, Livramento

 

“Este é o jogo das nossas vidas”, afirmou o capitão da seleção nacional, João Rodrigues, em antevisão à partida. E era mesmo. Esta é uma geração que já conquistou tudo o que havia para conquistar, exceção feita ao Campeonato do Mundo. 16 anos depois daquele mágico dia em Oliveira de Azeméis (Portugal), os heróis portugueses tentavam escrever mais uma página dourada da história do hóquei português.

CONTRARIAR A HISTÓRIA

O confronto entre Portugal e Argentina mostra-nos que a seleção albiceleste costuma ser mais feliz. Num total de 12 encontros, os argentinos venceram sete, perderam quatro e empataram por uma vez. Se olharmos apenas para os confrontos em mundiais, o cenário é ainda mais negro: apenas duas vitórias portuguesas contra seis da seleção capitaneada por Carlos Nicolía, registando-se ainda um empate.

No entanto, a história recente era mais favorável para os comandados de Renato Garrido. Nos últimos 3 encontros, Portugal venceu dois e empatou outro. Destaque para a vitória no Campeonato do Mundo, em 2017, por uns contundentes 5-0.
A seleção vinha de dois jogos complicados e tentava contrariar a história, em Barcelona
Fonte: FPP

POUCOS SEGREDOS E MUITOS CUIDADOS

Costuma dizer-se que as finais são decididas em pequenos detalhes. No caso destas duas seleções, tal afirmação não podia estar mais correta. É que já não existem segredos entre portugueses e argentinos. Dos dez jogadores sul-americanos, metade joga no campeonato português. Matías Platero, Gonzalo Romero atuam no Sporting; Carlos Nicolía e Lucas Ordóñez no SL Benfica e Reinaldo García veste de azul e branco.

Foi assim de forma natural que as equipas entraram bastante receosas e com bastantes cuidados defensivos. Quase dez minutos já estavam decorridos e não havia ainda qualquer ocasião de golo. Com o decorrer do jogo, essas mesmas cautelas defensivas foram-se perdendo e começaram a surgir as primeiras situações de perigo.

Aos 16 minutos, Romero fez uso de umas das suas principais características e de meia distância acertou no poste da baliza portuguesa. De resto, o jogador do Sporting era um dos mais inconformados com o ritmo pouco animado que a partida estava a tomar.

Numa altura em que a Argentina ganhava um ligeiro ascendente na partida, Portugal deu o primeiro ar da sua graça. Num lance algo semelhante ao que deu em golo frente à Espanha, Gonçalo Alves foi por ali fora e disparou ao lado. Na recarga, Rafa podia ter inaugurado o marcador. Na resposta, e numa das poucas transições da primeira parte, Pablo Álvarez disparou para boa defesa de Ângelo Girão.

Ângelo Girão deixou o jogo em aberto após várias defesas na primeira parte, e não só
Fonte: FPP

Apesar de não existir claro domínio argentino, Renato Garrido não poderia estar satisfeito com a exibição portuguesa. Portugal estava pouco acutilante no capítulo ofensivo e ia permitindo alguns lances de perigo à Argentina. Era preciso mais e melhor.

SÃO GIRÃO, OUTRA VEZ.

Começa a tonar-se demasiado repetitivo, mas a verdade é que Ângelo Girão é quase sempre uma das principais figuras da seleção nacional. Quando faltavam sete minutos para o final da primeira parte, Rafa carregou Reinaldo Garcia pelas costas e a equipa de arbitragem não teve dúvidas em assinalar grande penalidade para os argentinos. Na minha opinião, e apesar de existir um claro aproveitamento do jogador sul-americano, a decisão é correta.

No entanto, São Girão voltou a fazer uma aparição no Palau Blaugrana. Lucas Ordóñez não foi capaz de ultrapassar sua santidade Ângelo Girão. O guarda-redes português deve estar presente em todos os pesadelos do jogador do SL Benfica.

Mesmo no fechar do primeiro tempo, Hélder Nunes esteve perto de inaugurar o marcador. Após excelente passe de Gonçalo Alves, o antigo capitão do FC Porto disparou para boa defesa de Grimalt.

Grande Prémio da Grã-Bretanha – Mais um salto de Hamilton rumo ao título


Lewis Hamilton vence o Grande Prémio da Grã-Bretanha em Silverstone, o lar da primeira corrida de Fórmula 1 em 1950, tornando-se assim o piloto com mais vitórias no histórico circuito inglê. O britânico venceu ao aproveitar o timing do Safety Car, que foi chamado após um despiste de Antonio Giovinazzi, e assim saltar para a frente de Valtteri Bottas, que perseguia desde o ínicio da corrida, sendo que o finlandês já tinha parado para pneus algumas voltas antes.

Mais atrás, a luta pelo terceiro lugar mostrou-se intensa, tendo estado nas mãos de Charles Leclerc, Max Verstappen e Sebastian Vettel, em diferentes momentos da corrida. Durante várias voltas, o monegasco e o holandês continuaram a batalha do último Grande Prémio, na Áustria, mas desta feita com um Leclerc muito mais agressivo. No fim, deram-nos uma lição de como batalhar dentro dos limites legais num carro de Fórmula 1. Se eles são o futuro, que venha ele.

A batalha prolongou-se até às boxes, quando os dois pilotos decidiram entrar ao mesmo tempo para pneus. Os mecânicos da Redbull foram mais rápidos e os carros saíram lado a lado das boxes, sendo que na saída Verstappen adiantou-se, até perder de novo a posição para Leclerc e retomarem a batalha.

Até nas boxes Verstappen e Leclerc batalharam. Fonte: Formula 1

Foi pouco depois que Giovinazzi deixou o carro preso na gravilha, o que chamou o Safety Car. Vettel e Hamilton, que ainda não tinham parado, viram uma oportunidade de ouro e mergulharam nas boxes, ficando à frente de ambos os colegas de equipa. Os problemas estratégicos da Ferrari continuam, quando se esquecem totalmente de mandar Charles às boxes junto com Verstappen, e o piloto da Ferrari acaba por cair para a sexta posição atrás do holandês. Voltaram à guerra um com o outro, mas apesar de quase conseguir várias vezes, desta vez foi Verstappen a levar a melhor, recebendo de seguida uma ajudinha do seu colega de equipa, e subindo para quarto para atacar Vettel.

Leclerc ficou preso atrás de Pierre Gasly durante várias voltas, mas conseguiu uma manobra fabulosa, possivelmente a melhor da época, para subir para a quinta posição e atacar o último lugar do pódio.

Na volta 37, Verstappen tinha conseguido colar-se a Vettel e na curva Stowe leva a melhor sobre o alemão, mas o número cinco da Ferrari não desistiu e tentou a aproximação a Verstappen na chicane, porém, bloqueou as rodas, perdeu o controlo do carro acabando por chocar com força contra Verstappen, com o holandês a sair lentamente da gravilha e a cair para quinto. O alemão foi obrigado a mudar de asa dianteira, mais uma penalização de dez segundos, que o atirou para 15º.

Vettel perde o controlo e choca com Verstappen. Fonte: Formula 1

Isto permitiu a ascensão de Carlos Sainz para sexto, em mais uma corrida fantástica do espanhol, que foi ajudado pelo mesmo Safety Car que atirou o seu colega de equipa, Lando Norris para fora dos pontos. O espanhol viu-se obrigado a defender-se de Daniel Ricciardo, que não parou de atacar a sua posição até ao fim, contudo conseguiu segurar o “Honeybadger” e terminar como “melhor dos restantes”.

Kimi Raikkonen também foi capaz de executar uma estratégia perfeita e ficar na oitava posição, seguido de Daniil Kvyat, que de 17º, fez um excelente trabalho e aproveitou o Safety Car, e subiu para nono. A fechar os pontos, ficou Nico Hulkenberg, numa corrida apagada do alemão.

Após o espetáculo que foi dado na Áustria, a Fórmula 1 voltou a mostrar que afinal não está a morrer, pelo contrário, aqueles a quem o desporto vai ser entregue, a geração futura, está a mostrar uma qualidade absurdamente alta, nesta corrida em especial, Charles Leclerc e Max Verstappen. São dois pilotos de um nível de talento como já não se via há muitos anos, sendo os últimos pilotos que o fizeram Vettel e Hamilton.

Quando a Sebastian Vettel… O que aconteceu no Canadá, certamente que o está a prejudicar mentalmente, desde aí que o Charles o tem dominado completamente, tanto na qualificação como na corrida, e o erro que ele hoje cometeu, é um erro amador, desnecessário, um erro de alguém sobre imensa pressão. Com coisas destas, o rumor de ele se retirar no final da época cada vez parecem mais óbvios…

Já Hamilton, teve muita sorte no timing do Safety Car, e só por isso a vantagem é assim tão grande. A batalha entre os dois Silver Arrows estava acesa desde o inicio da corrida, mas o Safety Car facilitou as coisas ao britânico, dando-lhe uma vantagem gigante, mas é como diz o ditado, “a sorte favorece os audazes”.