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FK Dnipro | da final da Liga Europa à extinção… em quatro anos

O FK Dnipro, equipa maior da cidade de Dnipropetrovsk, anunciou a extinção ao fim de 101 anos de história. Fundado em 1918, ainda no tempo da União Soviética, o clube viveu tempos áureos na década de 80, altura em que conquistou dois campeonatos da URSS nos anos de 1983 e 1988 e uma Taça Soviética em 1989.

No início da atual década, o Dnipro conseguiu mais uma senda de bons resultados, como o 2.º lugar no campeonato ucraniano de 2013/2014 e o 3.º lugar nas edições de 14/15 e 15/16. Pelo meio, atingiu provavelmente o ponto mais alto da sua história, ao alcançar a final da Liga Europa.

Numa campanha inolvidável, deixou para trás equipas importantes como o Olympiakos, o Ajax, o Club Brugge ou o Nápoles, sucumbindo apenas na final frente ao Sevilha. Nesse jogo, até começou a ganhar, com um golo de Kalinic dentro dos primeiros 10 minutos, mas viria a ser derrotado por 2-3. Faziam parte desse plantel nomes como Yevhen Konoplyanka, Rotan, Kalinic, Mattheus (que passou por Portugal, pelo SC Braga) e ainda o português Bruno Gama.
Fonte: UEFA

Depois, veio o pior… Graves problemas financeiros assolaram o clube em 2016, altura em que o milionário ucraniano Ihor Kolomyskyi, proprietário do clube, deixou de o financiar. Surgiram os primeiros salários em atraso, sobretudo para com a dispendiosa equipa técnica comandada por Juande Ramos. A Federação Ucraniana aplicou sanções pesadas ao clube, como fortes deduções de pontos, que atiram o clube para a segunda divisão na época de 2016/2017. As dividas iam-se acumulando e as sanções eram cada vez mais pesadas, tendo o clube caído para as divisões amadoras na temporada passada.

Agora, a situação chegou ao cúmulo. O FK Dnipro não efetuou a inscrição em qualquer competição amadora ou profissional, tendo, por isso, deixado de existir. É o encerrar de portas de um clube histórico e centenário, que passou do céu ao inferno em poucos anos.

Foto de Capa: UEFA

Díaz e Marcano já cá cantam… próximo alvo será um guarda-redes?

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Quase completas as primeiras duas semanas desde a abertura do mercado de transferências de verão, o FC Porto nos últimos dias apresentou Díaz e Marcano como reforços para a época 2019/2020.

Luis Díaz, extremo esquerdo colombiano e internacional pela seleção A nesta última edição da Copa América, foi apresentado na última quarta-feira no Estádio do Dragão como o novo herdeiro da camisola número sete. Deixou o Atlético Junior Barranquilla, campeões do Apertura 2019 da Colômbia, para assinar pelos dragões num contrato válido até 2024. Embora o FC Zenit São Petersburgo tenha entrado na corrida pelo atleta, Díaz seguiu os conselhos que pedira aos compatriotas Falcão, James Rodríguez e também ao selecionador da Colômbia, Carlos Queiroz. Não foi adiantado nenhum valor oficial por ambas as partes, mas a comunicação social afirma que o negócio se fez por sete milhões de euros por 80% do passe.

No dia seguinte à apresentação de Luis Díaz, mais um reforço oficializado para o FC Porto, sendo o quinto até ao momento – Iván Marcano. O central espanhol de 32 anos voltou à equipa da cidade invicta depois de ter estado uma temporada ao serviço dos italianos da AS Roma. Marcano confirmou que talvez tenha dado um passo em falso ao sair do FC Porto no mercado de transferências do verão de 2018, depois de ter sido campeão nacional.

O regresso não foi muito bem visto por parte de alguns adeptos que ainda não esqueceram a sua vontade em querer sair noutros tempos e os rumores de que terá custado cinco milhões de euros ao clube depois de ter abandonado os dragões a custo zero em 2018 foi também uma das causas do desagrado expresso nas redes sociais do clube. Marcano ficará com o número cinco para a temporada 2019/2020 e estará ligado contratualmente até 2023.
Marcano regressa ao FC Porto, mas a titularidade ainda é uma incógnita
Fonte: FC Porto
No mesmo dia em que Marcano chegara também Renzo Saravia, o primeiro reforço a ser oficializado neste mercado de transferências. Teve a visita habitual que todos os novos atletas do clube têm e foi mostrar os seus dotes no relvado do Estádio do Dragão. Mostrou estar muito contente por ter poder começar um novo desafio e quer ajudar o FC Porto a conquistar o máximo de títulos possíveis.

Relativamente a saídas, Rui Pires, jogador da equipa B do FC Porto, rumou ao ESTAC Troyes de França. O médio defensivo de 21 anos vai jogar na segunda divisão francesa e não foram conhecidos os valores da transferência. Omar Govea também intregra o lote das saídas e o destino deste foi a Bélgica, mais precisamente o SV Zulte Waregem. O mexicano já não jogava pelo FC Porto desde 2016/2017, tendo estado em dois clubes belgas a título de empréstimo desde então.

Quanto a rumores de mercado, a imprensa nacional e internacional noticia que Chidozie poderá sair do FC Porto depois da final do Campeonato Africano das Nações. O empresário confirma que o jogador tem propostas de outros clubes e que quando regressar do Egito tratarão do seu futuro. Quanto ao reforço da posição de guarda-redes, nomes como Kevin Trapp, Geronimo Rulli e Mattia Perin ganham força para o lugar que até ao momento foi de Iker Casillas.

A pesada folha salarial de todos eles é um dos maiores entraves para o negócio e no caso de Perin há a informação de que existe a concorrência do SL Benfica. André Pereira, ao que tudo indica, está de saída para o Vitória SC, a título de empréstimo, mas a partilha de passe entre os dois clubes também pode ser um cenário possível.

 

Foto de Capa: FC Porto

Qualidade ou competência na lateral? Eis a questão

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Nos últimos anos, o Sporting tem possuído boas soluções na lateral, como são os casos de Cristiano Piccini, João Pereira e até mesmo Ezequiel Schelotto, sendo esta, por isso, uma posição que tem sido tranquila e que não tem dado muitas dores de cabeça aos treinadores leoninos.

Contudo a época 2019/2020 irá ser uma época relativamente diferente, pois existem dois excelentes jogadores para essa posição que são diferentes, quer pelas suas características ou até mesmo na maneira de pensar o jogo, e esses dois jogadores são Valentin Rosier e Stefan Ristovski.

Começando pela nova contratação, Valentin Rosier, de 22 anos, chegou ao Sporting proveniente do Dijon, por uma verba próxima dos 5M de euros ficando blindado com uma cláusula de rescisão de 60M de euros. Para quem viu o jogador a atuar em França, é uma quantia algo elevada, mas perfeitamente justificada tendo em conta o seu potencial. Para se ter uma ideia da qualidade do atleta, antes da onda de lesões que o têm assolado, era considerado um dos melhores laterais da Ligue 1 e era considerado também um dos jogadores mais subvalorizados, em parte devido à equipa em que jogava que lutava para não descer de divisão.

Se existissem dez, vinte, trinta critérios para definir a qualidade e classe de um lateral, Rosier tinha nota elevada em todos esses critérios. Dono de uma personalidade extravagante, possui um bom primeiro toque, uma técnica formidável, um excelente sentido de posicionamento e é muito forte nas interceções, nos cortes de carrinho e na leitura de jogo, o que faz dele uma excelente aquisição para o plantel.

Contudo as suas recentes lesões são o único contra que lhe se pode apontar, mas o Sporting pode-se gabar de possuir um presidente, que é médico de profissão e como tal entende a importância de um bom departamento médico no futebol, mas também uma excelente equipa médica que consegue, ao mesmo tempo, tirar o máximo rendimento e diminuir o número de lesões.

Tal facto beneficia e muito o clube de Alvalade, pois conseguimos ir buscar jogadores de alto nível a preços mais acessíveis devido aos respetivos historiais de lesões, tal como se sucedeu com Jérémy Mathieu e Fábio Coentrão, mas também como se sucedeu com Alejandro Grimaldo no caso do Benfica.

Sempre que joga, Ristovski oferece e acrescenta muito à equipa, sendo por isso um jogador incansável
Fonte: Liga Portugal

Enquanto que Valentin Rosier é um defesa vistoso e com muita qualidade, Stefan Ristovski é um jogador que carece dessas características, mas apesar da chegada de um concorrente de peso, a sua importância continua a ser a mesma porque possui características essenciais para uma defesa participativa no ataque e nunca pôs em causa a sua lealdade ao clube, mesmo quando houve a tragédia de Alcochete.

Por vezes comete alguns erros pontuais a nível defensivo, alguns deles que não se podem cometer no futebol de alto nível e os seus 27 anos já deveriam servir para aprender com esses mesmos erros. Mas, por mais contraditório que possa parecer, a sua maior virtude – e no fundo o que o torna fundamental – é o seu elevado nível de profissionalismo e competência, um pouco à imagem do que acontece com André Almeida, lateral direito do SL Benfica.

Tendo em conta que não é vistoso e tecnicista, é sim um jogador simples, de equipa, com uma personalidade “fria” e humilde, com movimentos assertivos e verticais, recorre à falta sempre que o tem que fazer, normalmente tem o mesmo rendimento quer seja titular ou a suplente e oferece um “pulmão” inacreditável no setor direito.

Tais características tornam-no um jogador de combate, competente, incansável e determinante no seio do plantel leonino, tendo ainda que melhorar nos já enunciados “erros pontuais”. Também possui outro aspeto negativo derivado à sua nacionalidade, pois a Macedónia possui pouca projeção internacional e como tal, considero que estamos perante um jogador algo subvalorizado.

Considerando todos estes fatores, pode-se fazer uma comparação geral entre os dois defesas, contudo não faz sentido afirmar que um é “melhor” que o outro, principalmente nesta fase inicial da época. Certamente irão existir jogos em que será necessária uma maior estabilidade lateral defensiva, em que Rosier encaixa melhor, e certamente haverão jogos em que teremos que “puxar o jogo pelos colarinhos”, onde a intensidade de jogo será um fator determinante na vitória e nesse contexto, Ristovski enquadra-se muito melhor. Como tal os dois jogadores irão ser necessários e importantes em todas as frentes que o Sporting irá disputar, sendo que existe ainda Thierry Correia que a qualquer momento irá ter uma oportunidade de mostrar todo o seu futebol.

Para finalizar, as comparações com Alejandro Grimaldo e André Almeida não foram aleatórias e são importantes de se fazer, porque apesar de serem jogadores do nosso eterno rival, há que colocar o orgulho de lado e perceber que se temos jogadores com características semelhantes ao atual campeão nacional, certamente estaremos mais próximos de conquistarmos o campeonato.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

22 anos de Carlos Pereira: Um Marítimo de Primeira

Comemorar 22 anos à frente de uma instituição como o CS Marítimo, com reconhecimento a nível nacional, não é tarefa fácil.

Se até em clubes grandes essa estabilidade é algo raro de conseguir e de fulcral importância, em equipas com menos recursos financeiros, mais difícil se torna. Para um clube insular, se adicionarmos as deslocações ao continente, as dificuldades em termos de orçamento para se formar uma equipa competitiva, são ainda mais. Já dizia o provérbio: “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. José Carlos Rodrigues Pereira, de 66 anos, natural de Santa Cruz – Funchal – manda na sua casa, e apesar do “pão” não abundar, vai dando para as encomendas.

É (só) o segundo presidente com mais tempo à frente de um clube na primeira divisão do futebol nacional, só atrás de Jorge Nuno Pinto da Costa (FC Porto).

Polémico, com intervenções como aquela onde sugeriu “a extinção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional”, é um homem que defende a frontalidade dos seus treinadores, à sua imagem, embora nunca se coíba de criticar o trabalho dos mesmos (e dos jogadores) quando as coisas não correm bem.

Teve períodos onde as relações com os principais clubes portugueses não foram as melhores: com o FC Porto, instituição com a qual amizade se deteriorou depois da contratação algo “conturbada” de Kléber aos maritimistas e com o Sporting CP, na altura do infame Bruno de Carvalho, aquando da tentativa falhada de contratação de Danilo Pereira em 2015, o que envolveu mesmo alguma troca de acusações. Só com o SL Benfica é que as relações sempre se mantiveram mais calmas, porém, com alguma turbulência na altura do “Jogo da Mala”. Declarações proferidas por João Gabriel, ex-responsável pela comunicação encarnada, a que Carlos Pereira não deixou de responder, como aliás, é seu apanágio: frontal e sem medo das palavras.

Equipa de Primeira Liga

Para além do futsal, futebol de praia, hóquei em patins, andebol, basquetebol e voleibol, a face mais visível e mediática do Marítimo é o futebol. Em fase de pré-época para a temporada 2019/2020, o Marítimo vai ter a 35ª participação na principal divisão do futebol nacional. Ou seja, todos os anos da era “Carlos Pereira” e mais alguns antes disso. Desportivamente, mais estável seria impossível. Porém, nos últimos anos, nem tudo foi um mar de rosas.

Em 2018/19, começou Cláudio Braga e terminou Petit, com a equipa a lutar pela manutenção. Nos dois anos anteriores, um 6º e um 7º lugar, que já são mais de acordo com os pergaminhos verde-rubros, sucederam a uma série de classificações mais “pobres”. Para este ano, a aposta recai em Nuno Manta Santos, treinador que deu nas vistas pelo trabalho efetuado no CD Feirense.

Numa análise aos dados, chegamos à conclusão de que o Marítimo é um clube com dimensão europeia. Nada de muito evidente quando comparado com os três grandes e o SC Braga, mas é talvez a quinta/sexta força nacional neste aspeto. Após a chegada da direção encabeçada por Carlos Pereira, a equipa teve cinco presenças na Taça UEFA/Liga Europa. Antes, apenas tinham sido duas. A última participação em competições europeias foi em 2012/13, onde não passou da fase de grupos da Liga Europa.

Na mesma entrevista ao canal oficial do clube, o presidente afirmou que neste momento, o objectivo principal é “garantir a manutenção rapidamente”. “Em segundo lugar, fazer o máximo de pontos possível e em terceiro, difícil mas não impossível, tentar chegar à Europa”. Está lançado o desafio para o plantel e equipa técnica.
Carlos Pereira comemora 22 anos de presidência do Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Salvo alguma hecatombe no clube insular, Carlos Pereira vai continuar a ser a figura máxima dos maritimistas, tendo sido reconduzido pelos sócios, em fevereiro, para mais um mandato de quatro anos, que termina em 2022. Até lá, se tudo correr como esperado, serão comemoradas as bodas de prata assentes num projeto sólido e que se pretende cada vez mais desenvolvido nas bases do desporto nacional: orçamento reduzido, contratações cirúrgicas e aposta na “prata da casa”.

Já existe uma academia, um centro de estágios, um ginásio… Toda uma estrutura para que a aposta passe pela formação. Para breve, os planos passam por terminar a construção da sua “fortaleza”, ou seja, o estádio. “Tivemos muito trabalho e esse vem sempre antes do sucesso. São 22, por mim serão mais 22, porque me sinto jovem, com força e vontade para continuar. Nunca serei problema, sempre solução”, disse ao canal do CS Marítimo.

Foto de Capa: CS Marítimo

 

 

O melhor 11 da formação do Benfica em 2018/2019

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O Sport Lisboa e Benfica possui uma formação de topo, sendo que nesta última temporada, o clube sagrou-se bicampeão nacional de juvenis. Entre os juvenis e os sub-23, houve vários jogadores que se destacaram e irei fazer aqui um onze de jogadores do Benfica entre as equipas de juvenis e de sub-23 que se destacaram na última temporada.

Espanha 2-4 Portugal: São Girão e muito sofrimento à mistura

Nem 24 horas haviam passado desde à suada vitória frente à Itália e já a seleção portuguesa estava de volta ao Palau Blaugrana – um dos santuários da modalidade e casa das modalidades o FC Barcelona – para defrontar a Espanha.

O duelo ibérico é um clássico do hóquei em patins. Se olharmos para o confronto direto, vemos que já se defrontaram em 49 ocasiões. Os números mostram ligeira superioridade portuguesa: 22 vitórias, 8 empates e 19 derrotas. A estatística é ainda mais animadora se tivermos em conta apenas os encontros que se realizaram em Campeonatos do Mundo. Nesse caso, Portugal triunfou por sete vezes, empatou três e perdeu apenas quatro.

O equilíbrio costuma ser nota dominante nos embates entre portugueses e espanhóis. Exceção feita à final do Campeonato da Europa do ano passado, em que os espanhóis foram claramente superiores e triunfaram por 6-3, os jogos decidem-se quase sempre em pormenores ou em bolas paradas. Nas últimas cinco partidas, três empates e uma vitória para cada lado.

Contudo, e apesar do equilíbrio que os números demonstram, a verdade é que a seleção espanhola partida como grande favorita para esta partida. Não só por jogar em casa, mas também pelo nível exibicional que apresentou ao longo de toda a competição. Afinal de contas, estamos a falar de um país que ganhou seis das últimas oito edições do Campeonato do Mundo.
Os espanhóis chegavam a estas meias-finais como grandes favoritos a ocupar o lugar na final
Fonte: World Roller Games

UMA PRIMEIRA PARTE COM DEMASIADAS CAUTELAS

Após um período inicial em que as equipas estavam ainda a estudar-se, surgiram as primeiras situações de perigo. Numa iniciativa individual, Hélder Nunes tirou um adversário da frente e disparou para uma bela defesa de Sergi Fernández. Por seu lado, e sobretudo através de remates de fora, a Espanha mostrava-se sempre bastante perigosa. No entanto, Ângelo Girão foi respondendo sempre com bastante segurança. Uma nota para Edu Lamas, que na próxima temporada vai vestir as cores encarnadas, e para a qualidade defensiva que empresta ao jogo. Um autêntico pendulo.

Quando o relógio indicava faltarem apenas oito minutos para o final da primeira parte, Rafa poderia ter inaugurado o marcador. Após excelente iniciativa individual, o internacional português ficou na cara do guardião espanhol, mas não foi capaz de finalizar com eficácia. Era o primeiro grande sinal de perigo por parte da seleção portuguesa.

Estava a ser uma primeira parte sem grande história e com poucas ocasiões de golo. As equipas, talvez fruto do peso da ocasião, pareciam algo amarradas e queriam a todo o custo evitar sofrer o primeiro golo.

UMA DECISÃO POUCO COMPREENSÍVEL

No entanto, eis que a equipa de arbitragem quis ser o centro das atenções. Num lance entre Jordi Adroher e Jorge Silva, o espanhol rasteirou o jogador da Oliveirense. O árbitro não foi dessa opinião e entendeu que tinha havido simulação do português. As imagens mostram que houve mesmo um toque e poderia até ter sido exibido o cartão azul ao espanhol. Visto que Jorge Silva já tinha sido advertido por uma alegada simulação, o português viu o cartão azul e a Espanha beneficiava assim de um livre direto.

Como já começa a ser habitual, Ângelo Girão voltou a ser enorme e parou o livre direto executado pelo próprio Adroher. No entanto, em situação de powerplay, e quando pouco faltava para o final da primeira parte, o mesmo Adroher inaugurou o marcador.

Ao intervalo, o resultado era algo injusto e não refletia aquilo que se tinha passado na primeira parte.

O meu Sporting está dividido e eles gostam assim

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Desde o ataque a Alcochete, e principalmente depois do “golpe de estado” que se verificou no clube, muitos foram os sportinguistas que mostraram vontade de deixar de ser sócios. Alguns documentaram até o seu descontentamento queimando ou destruindo o cartão de sócio. É um direito que lhes assiste, apesar de eu achar desnecessário.

Foram muitos também os que vieram criticar esses mesmos sócios/ex-sócios, dizendo que aqueles não eram verdadeiros sportinguistas, que deviam era fundar outro clube, etc, etc. Mas como disse antes, é um direito que lhes assiste. E a estes que criticam deixo uma pergunta: o Sporting é feito apenas de sócios? Os milhares de adeptos do clube que, por uma ou outra razão, não querem ou não podem ser sócios, não são verdadeiros sportinguistas? Porquê?

Penso que cada um vive o Sportinguismo à sua maneira, e da forma que pode. Conheço muitos que vivem de igual forma o clube e nunca tiveram a oportunidade de ir ao estádio do seu clube de coração (eu entrei pela primeira vez em Alvalade quando já tinha 28 anos). Uns por opção, outros por distância da capital.

Mas hoje em dia, no Sporting, tudo serve para catalogar e dividir adeptos e sócios. Até mesmo os que são adeptos e não sócios já sofrem discriminação. Mas pensando bem, e ao preço que estão os bilhetes, um adepto que compre uma camisola, ou qualquer outro merchandising do clube, e vai ver 5 ou 6 jogos, já gastou tanto como um sócio que renovou a Gamebox. E depois, para que serve uma Gamebox ou o cartão de sócio a um sportinguista que vive a 300 ou 500 quilómetros de Lisboa?

Não deveria haver sportinguistas de primeira e segunda. Deve haver sim, adeptos sportinguistas e adeptos sportinguistas que são sócios. A verdade é que, ao ser-se sócio, tem-se a vantagem de poder ajudar a escolher os destinos do clube, ou pelo menos tentar. É um direito que nenhum outro sportinguista pode ter, mas que acarreta responsabilidades de que não se pode abster quando o clube parece estar a chegar ao abismo. O sócio investe na empresa (é o que os clubes são hoje em dia) e tem voto na matéria. Ao abster-se dessas decisões, não pode vir depois tirar de esforço as decisões tomadas.

No entanto, vi muitos sócios a dizerem coisas do tipo: “vamos é falar do que realmente interessa, da equipa e de jogos”, como que a desvalorizar toda a temática politica que envolve o clube. Mas NÃO, o sócio não se pode preocupar só com jogos e equipas… sei que é chato, mas se é sócio, tem o dever de se preocupar também com o presidente, o ex-presidente, o presidente da MAG, e todas as decisões que eles querem tomar.  Se querem tomar decisões têm que ouvir os sócios e estes não podem “lavar daqui as mãos” e dizer “decide tu”, porque depois não pode reclamar (se bem que era isso que eles queriam). Ser sócio não é só pagar as quotas e ver jogos. Ou não devia ser.

O 12º jogador também deve jogar no campo onde as decisões do clube são tomadas
Fonte: Sporting CP

Um sócio de uma SAD, hoje em dia, não pode viver o clube indo apenas para ver a bola. É dono de uma parte da sociedade que gere o clube do seu coração e tem que estar presente nos momentos de decisão: primeiro para defender o seu investimento e depois porque quer o melhor para o seu clube. E apesar de que o que é bom para um pode não o ser para outros, devem apresentar-se os pontos de vista e chegar a um meio termo que satisfaça todos. É para isso que servem as assembleias (não é nas redes sociais).

Podem agora vir dizer que numa votação (e se passar a electrónico ainda piora) tudo pode ser adulterado e nem comissões de fiscalização resolvem, muito menos vendo o estado de corrupção no futebol e no país, mas o mesmo acontece nas eleições para qualquer governo. E só depende de quem tem direito de voto deixar que as coisas continuem como estão ou mudar. E aqui não se pode achar que está tudo bem quando somos beneficiados e depois achar que tudo está mal quando algo é contra o que pensamos ser melhor.

Num clube, se queres poder ter voz tens de ser sócio, mesmo que seja uma voz muito baixinha. E se for, junta-te a outras vozes para te fazeres ouvir. Não para impores a tua vontade, mas para que a tua opinião seja considerada quando uma decisão é tomada. Já o adepto não se quer chatear com politica. Só quer é ver bola. E mesmo que quisesse, não podia fazer mais que isso, pelo menos no que toca a escolher o que é melhor para o seu clube. É deixar rolar e no fim fazer as contas.

Agora, quem é sócio não pode criticar quem decide ser apenas adepto, seja porque decide ser, seja porque não poderá aproveitar os benefícios que um sócio pode ter ou simplesmente porque não tem essa capacidade. E quem é adepto não pode criticar as opções tomadas nas assembleias por quem é sócio, porque este só tem os benefícios e obrigações que tem porque ganhou esse direito ao investir no clube.

Cada um participa na vida do clube como pode e quer, assumindo depois os direitos e deveres que a isso obrigam. Mas acima de tudo, sejam simples adeptos ou adeptos sócios, o que todos querem é ver o Sporting ganhar. Pelo menos os que não andam lá pelo simples negócio. Porque esses, em determinado momento, se uma derrota ou duas lhes puder abrir caminho para o seu beneficio pessoal, não hesitarão em criar condições para isso mesmo. E é contra esses que os sportinguistas se devem revoltar. Basta estarem atentos. E percebam que para esses, quanto mais os sportinguistas estiverem divididos, melhor.

O Sporting é feito de adeptos-sócios e adeptos-adeptos. Cada um contribui como pode para o sucesso do clube. E só todos juntos, chegando a consensos, deixando lutas pessoais de lado, poderemos contribuir para que o clube não volte ao que era (contrariando a declaração de um “notável” há uns dias atrás).

Nota para quem governa (e um pouco off-topic): se querem continuar a deixar andar este estado de suspeição, em que já ninguém acredita na democracia e votação em urnas, qualquer dia podem-se dar conta que o povo está cansado de conversa, de frases que apenas são marketing circunstancial e passar a eleger nas ruas… Mas pensando bem, estamos em Portugal (serve para quem governa o clube e quem governa o país).

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uma questão de identidade

No passado fim de semana, a Argentina encerrou a sua participação na Copa América, conquistando o terceiro lugar da competição ao bater o, até então, bicampeão, Chile. O caminho da seleção das pampas começou com uma fase de grupos nada excitante, onde perdeu com a Colômbia e empatou com o Paraguai, salvando a passagem através de uma vitória sobre o Catar. Nos quartos de final, afastou, de forma convincente, a Venezuela, sendo que acabou eliminado pelo Brasil na semifinal. Foi uma participação em crescendo, tendo rubricado a sua melhor exibição perante o Brasil. No entanto, esta Argentina continua a anos-luz do verdadeiro ADN argentino, que se pauta por um futebol de entrega, intenso e com muita qualidade ofensiva.

De fiasco em fiasco, no que toca a selecionadores, a Associação de Futebol Argentino, AFA, decidiu escolher Lionel Scaloni como novo timoneiro. Sem qualquer experiência como treinador principal, o antigo jogador do RC Deportivo da Corunha ou da SS Lázio, que representou a seleção por 7 ocasiões, foi uma escolha extremamente surpreendente. O objetivo é colar as peças, tentando pôr a Argentina novamente no top de seleções.

Para esta Copa América, houve uma revolução tremenda no plantel que tinha sido escolhido por Jorge Sampaoli um ano antes para o campeonato mundial. Saíram 14 jogadores, em 23 possíveis, o que diz bem da instabilidade existente nesta seleção. Scaloni escolheu uma seleção de perfil recatado, com pouca experiência de seleção, mas com muito experiência internacional (média de idades rondava os 26.8 e apenas 4 jogadores ainda jogam no país).

Lautaro é o rosto de uma nova geração nas pampas                                                                        Fonte: AFA

Com Lionel Messi, Ángel Di Maria (que teve uma participação paupérrima) e Kun Aguero a serem as principais figuras, a Argentina apresentou-se, normalmente num 4x4x2 em losango. Leandro Paredes, na minha opinião o melhor argentino desta Copa América e um upgrade em relação ao último médio defensivo da seleção, Javier Mascherano, jogava como médio mais fixo, com Acuna e De Paul a jogarem com médios interiores e a fecharem os corredores no momento defensivo. Uma dinâmica que contemplava duas adaptações improváveis, tendo em conta que De Paul joga a extremo na Udinese Calcio e Acuna ou é extremo ou defesa esquerdo no Sporting CP.

Na frente havia Messi, a jogar no meio, no corredor, a vir buscar jogo, a combinar no último terço, basicamente o verdadeiro playmaker, Lautaro Martínez, sempre a aparecer muito bem em zonas de finalização, mas continua a não ser muito letal e Kun, um dos pontas de lanças mais inteligentes de sempre.

Lá atrás, com Armani a ser o novo número 1 da Argentina, houve Pezzella, que ganhou o lugar no onze inicial com Scaloni, ao lado de Otamendi, Foyth, que bateu Casco e Saravia pela posição de defesa direito e Tagliafico, indiscutível na esquerda. Uma dupla de centrais de qualidade, um guarda-redes sóbrio e seguro, um lateral esquerdo de enormíssima qualidade e inteligência, sendo que o patinho feio estava na direita. Foyth é extremamente agressivo, forte a defender no 1×1 com adversário, mas não dá força ofensiva ao lado direito, nem tem a categoria de Tagliafico, o que fazia com que as equipas soubessem que, invariavelmente, a Argentina ou ataca pela esquerda ou procura o corredor central.

É uma seleção demasiado amarrada, claramente super pressionada para querer jogar no seu máximo potencial, optando por tentar ser o mais competente possível, querendo controlar o adversário e à espera que a qualidade individual marque a diferença por si mesma.

Messi é vítima de um momento ofensivo atarracado e partido
Fonte: AFA

Pessoalmente, acho essa ideia inaceitável. Contra o Brasil, apesar de boa exibição argentina, ver um meio campo com De Paul, extremamente desaproveitado e fora de posição (foi um dos melhores avançados da última Serie A), e Acuna, que é muito culto taticamente e intenso, mas ofensivamente é gritante a falta de recursos do jogador (só toca para trás e para o lado, só cruzando quando tem espaço para correr, porque capacidade de drible também não tem), demonstra um medo incompreensível.

A equipa joga partida no momento ofensivo, sem extremos, o que faz com que afunile muito o jogo pela esquerda, por causa de Tagliafico, ou sobrecarregue demais a zona central, sendo mais fácil anular as tentativas de ataque. Olha-se para a Argentina como a coitadinha, devido ao seu futebol pobre e falta de maior criatividade, mas, se formos analisar a base de recrutamento, bem como o plantel presente nesta Copa América, rapidamente se percebe que o problema se chama mentalidade.

A Argentina perdeu confiança para jogar o que sabe, para abafar o adversário e dar o espetáculo que realmente poderia dar. Continua com a mesma qualidade de sempre, mas a jogar mal como nunca. O segundo lugar em 2014 no mundial e as finais perdidas recentemente na Copa América são uma ilusão proporcionada pela qualidade individual, que acaba por fazer a diferença.

Vamos ver se a Argentina recupera o seu brio e ADN rapidamente, porque, a continuar assim, e com várias seleções sul-americanas a evoluírem, como a Venezuela ou o Perú, a seleção das pampas arrisca-se a ter um apuramento muito sofrido para o próximo campeonato mundial.

Foto de Capa: AFA

Os 7 momentos mais extremos de sempre na WWE

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A WWE atual não tem oferecido muitos momentos violentos ou extremos (apesar de Paul Heyman querer mudar esse aspecto, pelo menos, no RAW).

No entanto, a história da empresa está repleta de momentos que castigaram o corpo de lutadores e até fizeram os fãs sentir a sua dor.

Com o Extreme Rules 2019 no horizonte, olhemos então para os momentos mais extremos da história da WWE.

Nota: Mick Foley aparece várias vezes neste artigo.

Entrelinhas do Desporto: Viseu em apuros

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol condenou o Académico de Viseu com a sanção de exclusão das competições profissionais em três épocas desportivas e ao pagamento de uma multa no valor de 4.464,00€. Este Acórdão pode ser, e já foi confirmado que assim o será pela SAD do Académico de Viseu, objeto de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto.

A pesada sanção desportiva emerge da alegada falsa declaração de não dívida apresentada aquando do licenciamento para a época transata, referente a alegados atrasos no pagamento dos salários de três atletas. O processo disciplinar foi instaurado com base em uma denúncia anónima, embora bem possamos suspeitar de onde proveio.

Do artigo 78.º A do Regulamento das Competições Profissionais da Liga para a época 2018/2019, é possível apreender que os clubes devem demonstrar a inexistência de dívidas correspondentes a retribuições-base e compensações mensais a jogadores e treinadores com contrato de trabalho ou formação registado na Liga Portugal em períodos distintos ao longo do curso da temporada. Ademais, a declaração deverá ser submetida pelos legais representantes do Clube (os Administradores da SAD), devidamente certificada por ROC ou TOC.

Trata-se de uma punição severa que além de colocar em causa a idoneidade dos Administradores da SAD., o próprio ROC. ou TOC. poderá ser sujeito a participação disciplinar e respetiva condenação na sua Ordem Profissional.

Desconhecendo na íntegra o processo e a prova, certamente que haverão indícios suficientemente fortes para que se infira a falsidade da declaração prestada pela SAD do Académico de Viseu e se aplique tamanha punição. Porém, se assim o é, não se entende o porquê de a denúncia ter sido instruída de forma anónima.

Segundo o artigo 233.º do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, só será aberto processo disciplinar se a denúncia anónima contiver:

  1. Indícios de prática de infração; ou
  2. Constituir infração disciplinar;

Na verdade, entende-se o porquê da denúncia ter sido realizada de forma anónima porquanto o artigo 134.º n.º 2 do Regulamento Disciplinar da FPF. indica que “O dirigente de clube que preste falsas declarações denunciando incumprimento salarial com consciência da falsidade de imputação e com a intenção de que lhe sejam pagas quantias não devidas ou instaurado procedimento disciplinar contra clube, é sancionado com suspensão de 3 meses a 1 ano e cumulativamente com multa entre 5 e 15 UC”. Também, no artigo 161.º n.º 2 do mesmo Regulamento é indicado que “O jogador que preste falsas declarações denunciando incumprimento salarial com consciência da falsidade de imputação e com a intenção de que lhe sejam pagas quantias não devidas ou instaurado procedimento disciplinar contra clube, é sancionado com suspensão de 3 meses a 1 ano e, acessoriamente e se o jogador for profissional, com multa entre 5 e 15 UC”.

Os jogadores também poderão ser punidos
Fonte: Académico de Viseu

A ser verdade a falsidade da declaração entregue pela SAD do Académico de Viseu, também os atletas deverão ser punidos, pois “o jogador que preste falsas declarações, falsifique documento ou apresente documento sabendo que o mesmo é falsificado junto da FPF ou que atue simuladamente ou em fraude ao estabelecido na Lei, regulamentos desportivos ou contratação coletiva, é sancionado com suspensão de 1 a 6 meses e, acessoriamente e se o jogador for profissional, com multa entre 5 e 10 UC”, em consonância com o disposto no artigo 161.º n.º1 do Regulamento Disciplinar da FPF.

A Liga Portuguesa já referiu que não vai acionar quaisquer mecanismos para a execução do conteúdo do Acórdão proferido pelo Conselho de Disciplina, a exclusão por três épocas desportivas do Académico de Viseu das competições profissionais, até que haja o trânsito em julgado do mesmo (quando já não existir possibilidade de recurso).

O movimento Juntos pelo Académico, liderado pelo ex-candidato à Presidência do Clube de Viseu Toni Carvalho, já pediu explicações à Direção, exigindo que esclareçam os adeptos sobre o que pode reservar o futuro.

Esta decisão pode vir a juntar-se a uma panóplia de condenações revertidas no passado e que não se coadunam com a competência e a transparência que devem servir de mote para a atuação do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Para quem acompanha o futebol profissional português, há rumores de que este tipo de modus operandi (preenchimento de falsas declarações de inexistência de dívida para com atletas de um Clube) não é novidade embora este seja o primeiro caso em que se verifica uma punição de tamanha severidade. Terá esta condenação uma finalidade preventiva para futuros idênticos delitos ou apenas a crucificação de um clube a favor de outrem?

Foto de Capa: Académico de Viseu