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A fábrica de treinadores do Seixal

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Foi a 22 de setembro de 2006 que decorreu a tão esperada inauguração do Caixa Futebol Campus. Pela mão do presidente Luis Filipe Vieira, era então criada uma academia que tanto servia de apoio ao futebol sénior como às camadas jovens.

Passado 13 anos, a “menina dos olhos” do presidente tem fornecido vários jogadores ao plantel principal e é hoje um caso sério de sucesso, sendo igualmente reconhecida como tal pelos quatro cantos do mundo. Contribui para isso o facto de vários jogadores made in Seixal serem hoje reconhecidos a nível mundial. Como exemplo temos hoje os casos de Bernardo Silva, João Cancelo, André Gomes, Ederson, Ronny Lopes, Mário Rui, Danilo Pereira, entre muitos outros.

O que não é um assunto tão falado é que pouco a pouco começa a ser notório que os treinadores de formação, além de contribuirem para o sucesso do Seixal, estão a crescer profissionalmente com a ajuda do Caixa Futebol Campus. Logicamente que não é possível falar destes treinadores sem mencionar o melhor caso de sucesso, o atual treinador da equipa principal, Bruno Lage.

No entanto, este texto pretende realçar dois treinadores que desenvolveram um trabalho de eleição dentro da fortaleza encarnada. Falo-vos de João Tralhão e Renato Paiva.

Desde muito cedo que João Tralhão teve o SL Benfica como a sua entidade patronal. Bem antes da existência da academia, já o mister dava os primeiros passos na sua carreira como treinador. Inicia a sua atividade como treinador estagiário na época 2001/2002 e, tal como Bruno Lage, ao longo de vários anos teve o seu irmão Luis Tralhão como colega de trabalho.

João Tralhão teve maior notoriedade nos últimos anos, tendo sido sucessivamente treinador de vários talentos nos sub-19 encarnados. Como destaque, obteve dois títulos nacionais de juniores e foi duas vezes finalista vencido na tão conceituada Youth League. Abandona o SL Benfica para abraçar um convite feito por Thierry Henry para ser o seu braço direito na equipa principal do Mónaco.

Pela mão da imprensa desportiva, foi dada a notícia como uma enorme surpresa, mas aqueles que estão mais atentos ao futebol de formação não ficaram surpreendidos com a mudança. Agora sem clube, espera seguramente pela melhor oportunidade para voltar ao ativo e penso que a próxima oportunidade será o cargo de treinador principal numa equipa de Primeira Liga.

Bruno Lage na companhia de um dos seus antigos pupilos no Caixa Futebol Campus, João Cancelo.
Fonte: SL Benfica

Renato Paiva é um treinador sobre o qual tenho uma grande admiração. Confesso que valorizo bastante o futebol praticado pelas equipas orientadas por si mesmo.

Chegou ao SL Benfica na época 2005/2006 e tal como João Tralhão, foi conseguindo pouco a pouco o seu espaço dentro do futebol de formação encarnado.

Nesta época desportiva, orientou pela primeira vez uma equipa de futebol profissional. Com a saída de Bruno Lage para a equipa principal, ficou um lugar vago na equipa B. Esse lugar foi logo ocupado pelo mister, que até ao momento orientava com sucesso a equipa de sub-19.

Os primeiros jogos não foram fáceis, uma vez que Renato Paiva viu-se privado de vários jogadores, tais como Ferro, Florentino e Zlobin, que tornavam-se presenças assíduas nas convocatórias de Bruno Lage. Mas pouco a pouco, jogo após jogo, Renato Paiva conseguiu impor as suas ideias e fez com que a equipa B terminasse o campeonato num honroso 4º lugar.

Foi agora notícia que Renato Paiva era uma das hipóteses para suceder a Abel Ferreira no comando do SC Braga. Acredito vivamente que a curto/médio prazo, irá abraçar um projeto com uma grandeza que faça dele uma referência do futebol português.

Este texto foi essencialmente dedicado a dois treinadores, mas bem que podia ser alargado a outros, como é o caso de Luis Nascimento (irmão de Bruno Lage), Luis Tralhão, Luis Araújo, Filipe Coelho ou Pepa, sem nunca esquecer o mister Bruno Lage.

Foto de Capa: SL Benfica

Tour de França | Análise no primeiro dia de descanso

Os ciclistas já suplicavam por um dia de descanso. Após dez dias consecutivos em cima da bicicleta, a dar o máximo, chegou finalmente o merecido dia de pausa. Foram dez vencedores diferentes em dez dias de prova. Isto só demonstra o equilíbrio existente na prova francesa.

A edição deste ano da Volta à França começou em Bruxelas. Uma etapa que terminou ao sprint, com um vencedor improvável para muita gente. Mike Teunissen teve que assumir o papel de sprinter da Jumbo-Visma, isto porque Groenewegen tinha caído, já nos últimos metros, sendo que Teunissen assumiu o sprint e acabou por não desiludir.  Venceu a etapa e vestiu a amarela pela primeira vez na sua carreira.

Nos 4 Jours de Dunkerque, a equipa usou várias vezes a tática do: “ora sprintas tu, ora sprinto eu”, com Groenewegen e Teunissen. Resultou. Ambos ganharam etapas e a geral individual ficou para Teunissen.

Neste primeiro dia, Fuglsang, um dos candidatos à vitória final, chegou a ir ao asfalto, ficando com alguns arranhões no corpo.

No segundo dia, mais boas notícias para a Jumbo-Visma. Desta feita, a equipa holandesa acabou por ganhar no contrarrelógio coletivo mantendo a liderança de Teunissen. A Team Ineos manteve-se em primeiro lugar durante quase todo o contrarrelógio e acabou por sair da liderança, apenas com a chegada da última equipa, a Jumbo-Visma, que retirou 20 segundos ao tempo da equipa britânica.

Neste dia, Romain Bardet, Porte e a dupla Quintana/Landa, perderam mais de um minuto para os primeiros do contrarrelógio.

A terceira etapa acabou por mudar o dono da camisola amarela. Julian Alaphilippe decidiu atacar nas últimas dificuldades do dia, onde apanhou Tim Wellens que andava escapado. O belga Wellens teve problemas com a bicicleta e deixou isolado na frente o francês da Quick-Step. Desde esse momento até à meta foi um contrarrelógio individual.

Foi a décima primeira vitória do ano para Alaphilippe, somando ainda a camisola amarela. Já não havia um francês a envergar a camisola amarela no Tour há cinco anos. Na altura foi Tony Gallopin quem vestiu a amarela.

Na chegada do pelotão, Matthews (2º) bateu Stuyven (3º), Avermaet (4º) e Sagan (5º), mostrando-se apto para levar a camisola verde que já tinha conquistado em 2017. Na geral individual Alaphilippe tinha 20 segundos de vantagem para o segundo lugar de Wout Van Aert.

No quarto dia chegou o pelotão com mais um final de etapa ao sprint, já em solo francês. Desta vez foi uma estreia a ganhar no Tour. Após um grande trabalho de Morkov e de Richeze, o sprinter da Deceuninck-Quick-Step, Elia Viviani, acabou por concluir o dia em grande. Sim, Viviani já ganhou muitas etapas e tem inúmeras conquistas, mas nunca tinha ganho no Tour!

Superou-se no final a Kristoff (2º), Ewan (3º), Sagan (4º) e Groenewegen (5º). Conquistando uma vitória que certamente irá recordar, sendo a sua primeira nesta prova tão importante.

Na geral individual não houve mudanças significativas, com Alaphilippe a manter facilmente a sua amarela.

O Caminho Olímpico do Futsal: A guerra entre o COI e a FIFA

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Podiam até ser os deuses a definir o caminho do Futsal para o Olímpio, porém, hoje em dia, as coisas não funcionam desta maneira. Há muito tempo que o misticismo foi posto de lado e quem decide o que entra (ou não) nos Jogos Olímpicos é o Comité Olímpico Internacional (COI). E, infelizmente, o Futsal está no meio de uma guerra política entre a COI e a FIFA.

São muito aqueles que têm o desejo de um dia puder ver o Futsal a ser jogado nos Jogos Olímpicos de Verão – Falcão é um dos grandes protagonistas nesta luta difícil, bem como Fernando Wilhlem, jogador que passou pelo SL Benfica. Mas não vai ser em 2020 no Japão e tão cedo não estará na agenda olímpica.

Vejamos o seguinte: para que uma modalidade se torne olímpica é necessário que cumpra pontos específicos definidos pelo COI. Destacam-se: a quantidade de países onde é praticada a modalidade; apelo da juventude; o interesse que é dado pelos meios de comunicação e pelo público em geral. O Futsal, seja masculino ou feminino, já é praticado em quatro continentes e cumpre a maioria das obrigações que o COI define – talvez todas.
Nos Jogos Olímpicos da Juventude Argentina 2018, o Futsal teve a oportunidade de ser modalidade olímpica
Fonte: Olympic Games

E se eram provas que faltavam… o COI teve-as em 2018 com os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) em Buenos Aires. Foi a primeira vez que o Futsal teve na agenda olímpica, substituindo o Futebol 11 e teve muito sucesso. Tanto dentro da quadra com os belíssimos espetáculos como fora dela com o pavilhão sempre cheio.

E Portugal foi protagonista no lado feminino ao trazer o ouro na bagagem. A seleção sub-19 não perdeu um único jogo e fez 57 (!) golos em toda a competição. As jogadoras encheram todos os portugueses de orgulho e ainda mostraram o seu potencial, bem como, todo o trabalho que está a ser desenvolvido nesta modalidade no nosso país.

Fifó foi a melhor marcadora da competição e foi muito importante na final contra o Japão para a conquista do ouro
Fonte: FIFA
O problema não é da modalidade ou se cumpre todos os requisitos. A culpa é de duas organizações: o COI e a FIFA. Uma guerra inútil que não beneficia de nenhuma forma o Futsal, impedindo que esteja nas olimpíadas uma modalidade que daria emoção do início ao fim a todos os espetadores e não só.

Henrique Casimiro vence G.P. Torres Vedras/G.P. Joaquim Agostinho

Esta é a prova portuguesa que antecede a Volta a Portugal, sendo que todas as equipas procuram já estar com um alto pico de forma. Esta edição do G.P Joaquim Agostinho foi constituída por um prólogo, uma etapa ao sprint, um circuito em Torres Vedras e, por fim, a habitual chegada em alto na Serra de Montejunto.

O PRÓLOGO

No primeiro dia, os ciclistas tinham apenas um pequeno “aperitivo” com um contrarrelógio individual no Turcifal. O vencedor do prólogo foi Gustavo Veloso da W52-FC Porto, que já tinha sido segundo em três ocasiões no passado. Fez um tempo de 10m20s e mostrou que ainda pode ser muito útil para o que aí vem (Volta a Portugal).

Em segundo lugar, ficou Samuel Caldeira (W52-FC Porto) a cerca de cinco segundos de Veloso e em terceiro lugar terminou Nikolay Mihaylov da Efapel, a onze segundos do vencedor. A W52-FC Porto colocou quatro homens nos primeiros sete lugares! Os restantes três, eram ciclistas da Efapel.

A ETAPA COM CHEGADA AO SPRINT

O segundo dia marcava a ligação entre Ventosa e Sobral de Monte Agraço com cerca de 156.8 quilómetros de extensão. A etapa terminou num já esperado sprint com o ciclista Enrique Sanz (Euskadi Murias) a bater Martingil (Sporting-Tavira). Conquistando a sua quinta vitória da temporada, a sua quarta em Portugal. Angulo da Efapel, ficou no último lugar do pódio.

Na geral individual, ficou tudo na mesma, com Gustavo Veloso no lugar mais alto da classificação.

PELOTÃO EM TORRES VEDRAS

Na terceira etapa estava destinado aos ciclistas um circuito dentro de Torres Vedras. Com partida em Atouguia da Baleia e com o final a ser corrido em circuito na terra de Joaquim Agostinho, numa ligação de 152,7 quilómetros.

Um grupo desde cedo procurou ter destaque na frente da corrida composto por: Hugo Nunes (Rádio Popular Boavista), António Ferreira (Vito-Feirense-PNB), Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos), Clint Hendricks (ProTouch), Antonio Soto (Equipo Euskadi), Guillaume Almeida e Micael Isidoro (BAI Sicasal Petro de Luanda) foram os fugitivos do dia.

A vantagem chegou a ser de quatro minutos para o pelotão, mas o grupo da frente com o passar das voltas em Torres Vedras acabou por perder unidades e, consequentemente, por perder força. Ao todo foram cinco passagens pela meta, sendo que na quinta era o sprint final.

A fuga foi perdendo força nas últimas voltas e acabou por ser alcançada
Fonte: André Antunes/Bola na Rede
A W52-Porto e a Efapel foram as equipas que mais trabalharam e acabaram por anular a fuga na última volta. Nos últimos três quilómetros, Óscar Hernández da Aviludo-Louletano ainda tentou surpreender o pelotão, mas foi um ataque em vão.

As equipas foram lançando ataques com os seus homens do top dez da geral individual, ficando na frente: Henrique Casimiro (Efapel), Rui Vinhas e Edgar Pinto (W52-FC Porto). Na descida de acesso para a meta, Edgar Pinto caiu e perdeu a possibilidade de discutir a etapa. Vinhas sprintou e levou a melhor sobre Casimiro, dando assim a segunda vitória na prova para a W52-FC Porto.

Rui Vinhas quando cortou a meta, cerrou os punhos e deu um grito de alívio/emoção com o que tinha conseguido. No terceiro lugar ficou Jaume Sureda da equipa espanhola da Burgos.

Recorde-se que Vinhas foi ilibado, depois de um processo a cargo da UCI pelo uso de betametasona na Volta a Portugal de 2018.

Conseguiu a sua primeira vitória como elite e ascendeu ao sexto lugar da geral. No primeiro lugar manteve-se Gustavo Veloso, com menos oito segundos do que o segundo lugar, Henrique Casimiro. No terceiro lugar encontrava-se Samuel Caldeira a 13 segundos.
Rui Vinhas no pódio após a vitória na segunda etapa do G.P Torres Vedras/ G.P Joaquim Agostinho
Fonte: André Antunes/Bola na Rede

O DIA DE TODAS AS DECISÕES

Era no último dia que as principais diferenças e decisões seriam feitas. Na ligação entre a Foz do Arelho e a Serra de Montejunto, com 179,3 quilómetros entre os locais. O pelotão iniciou a subida ainda compacto e foi praticamente no caudal da subida que surgiram os primeiros ataques, onde Henrique Casimiro (Efapel) e Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) decidiram causar estragos.

O português José Neves (Burgos) não foi ao choque, mas acabou por alcançá-los. Com o avançar dos metros, restaram apenas Casimiro e Neves na frente. Na chegada ao topo do Montejunto, Neves levou a melhor, cortando a meta em primeiro. Casimiro acabou a 1 segundo e Frederico Figueiredo ficou em terceiro, a 27 segundos. No ano transato, Casimiro tinha ganho aqui e Neves tinha feito segundo lugar, que acabaria por ganhar a geral na altura pela equipa da W52-FC Porto. Este ano, os papéis inverteram-se: Casimiro perdeu a etapa, mas ganhou a geral.

Na geral individual, Casimiro ficou em primeiro com 30 segundos de vantagem para José Neves e com 1m:02s para o seu colega de equipa, Sérgio Paulinho.

José Neves esteve à altura do acontecimento, como líder da equipa Pro Continental espanhola, Burgos-BH. Teve o azar de ter de trocar de bicicleta no prólogo, onde acabou por perder tempo. Acabou por ir no seu ritmo durante a subida e obteve o primeiro triunfo da época para a sua equipa.

HENRIQUE CASIMIRO DE AMARELO

Henrique Casimiro no final do dia, era um homem emocionado. “Esta é a prova mais importante para mim, muito emotiva. É uma vitória que dedico à família. Há seis anos, quando fiz terceiro, a minha esposa, que estava grávida, perdeu a nossa filha. Ficou prometido que venceria o Troféu Joaquim Agostinho para lhe dedicar. Mais do que um objetivo desportivo, este era um compromisso pessoal”, revelou, Henrique Casimiro.

“Hoje foi a continuação da edição passada da corrida. Não queria perder o prémio por 4 segundos, podia perder um minuto ou dois, mas iria arriscar tudo. Daí ter atacado tão cedo, até porque sabia que os adversários se defenderiam melhor na fase menos inclinada. Tive de atacar muito cedo, depois do trabalho extraordinário da equipa. Depois foi gerir o esforço”, referiu o vencedor da classificação geral individual.

O alentejano Henrique Casimiro da equipa Efapel conquistou três camisolas: a amarela, a dos pontos e também a da montanha. José Neves foi o melhor na juventude, depois de ter ganho a geral individual no ano passado. O holandês René Hooghiemster (Alecto Cycling Team) venceu a camisola das metas volantes. Para fechar em grande a vitória de Casimiro, a equipa da Efapel ganhou também a classificação por equipas.

Agora as equipas portuguesas vão estar em contagem decrescente para a Volta a Portugal.

Foto de Capa: Efapel

CD Tondela | Beirões em modo reconstrução para a nova época

O Verão do CD Tondela ficou marcado pela mudança de treinador, com Pepa a ser substituído por Natxo González, treinador espanhol que cumpre a primeira experiência fora do seu país. E o técnico de 52 anos terá uma missão árdua pela frente, visto que o plantel dos beirões foi alvo de uma revolução.

Ao todo, saíram 10 jogadores do CD Tondela, sendo eles, Ricardo Costa, Jorge Fernandes, Joãozinho, David Bruno, Ícaro Silva, Tembeng, Sergio Peña, Pablo Sabbag, Juan Delgado, Christian Arango e por último, o goleador da equipa Tomané, que se transferiu para o Estrela Vermelha.

Vários destes jogadores foram habituais titulares da época passada nos beirões, o que significa que será necessário construir uma nova equipa base e isso requer algum tempo. No entanto, a estrutura da equipa beirã tem “arregaçado as mangas” e tem-se encarregado de reforçar a equipa.

Para já, grande parte dos reforços anunciados são para a defesa, tendo já chegado o lateral-direito Manu Sánchez, os defesas-centrais Philipe Sampaio, Bruno Wilson e Yohan Tavares e os laterais esquerdos João Vigário e Filipe Ferreira.
A nova equipa técnica terá uma tarefa árdua pela frente
Fonte: CD Tondela

Para posições mais avançadas no terreno já foi contratado o extremo Richard Rodrigues, por empréstimo do Internacional de Porto Alegre. Destaque ainda para a integração no plantel principal Jota e Rúben Teixeira. O defesa-central e o ponta-de-lança foram dos principais destaques da equipa de juniores dos beirões na época passada e têm agora uma oportunidade para convencer Natxo González.

Todas estas mudanças implicam muito trabalho e persistência. Natxo González é um treinador que privilegia um futebol de ataque e com todas estas mudanças, será necessário tempo para implementar as suas ideias e avaliar se os jogadores encaixam nas mesmas. E ver também como jogadores influentes na equipa tais como Cláudio Ramos, Bruno Monteiro, António Xavier e Jhon Murillo irão ajudá-lo na sua integração.

Todo este será um processo que irá demorar tempo e que fará dos beirões uma das equipas a acompanhar na Primeira Liga 2019/2020.

Foto de Capa: CD Tondela

 

Atualização do Sporting CP no mercado: uma semana tranquila

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Foi uma semana com poucas notícias, no que a transferências diz respeito, no Sporting CP. Surgiram alguns rumores quanto a entradas, mas até ao momento em que escrevo este texto mais nenhum jogador foi oficializado.

Foi nas saídas que a equipa de Alvalade teve maior fluxo. Filipe Chaby foi confirmado na Académica de Coimbra, por empréstimo. O jogador de 25 anos vai rodar durante a próxima época no clube dos estudantes.

Já de forma definitiva, partiu Domingos Duarte para o Granada de Espanha. O negócio fez-se por uma quantia a rondar os três milhões de euros, partindo o defesa central de vez dos quadros leoninos.

Domingos Duarte teve “guia de marcha” sem merecer uma oportunidade em Alvalade
Fonte: Sporting CP

Em termos de rumores, fala-se da possível saída de Alan Ruiz para o Nacional de Montevideu. Sabe-se que o jogador não entra nos planos de Marcel Keizer e o clube argentino procura desta forma um possível negócio pelo avançado. Também o inevitável Bruno Fernandes se mantém uma incógnita. Apesar de ter iniciado os trabalhos, sabe-se que a qualquer momento pode chegar uma proposta ao presidente Frederico Varandas, falando-se de Inglaterra como possível destino.

Relativamente às entradas, foram apenas rumores o que foi noticiado pelo imprensa nacional. O destaque vai para Adrien Silva, antigo capitão do clube que está de saída de Inglaterra. Também Adriano, lateral esquerdo que já passou pelo FC Barcelona e que terminou este ano o contrato com o Besiktas. Contudo, não me parece que seja algo que se vá confirmar.

Concluindo, foi uma semana calma para os adeptos leoninos. Os trabalhos na Academia já rolam e os primeiros jogos vão demonstrando que ainda há muito trabalho pela frente. Veremos o que os próximos dias nos reservam.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Atualização do mercado no Futebol Internacional: Fim da novela Griezmann

Atualização do mercado da La Liga: Griezmann na Catalunha, Atleti insaciável e incógnita Neymar

Griezmann trocou o Atlético de Madrid pelo rival Barcelona por 120 milhões de euros
Fonte: FC Barcelona

Mais uma semana de mercado de transferências, e a loucura dos milhões continua em Espanha. O Atlético de Madrid permanece com o estatuto de rei do mercado e o Sevilla FC de Lopetegui vai, também, movimentando-se de forma muito ativa.

Após várias semanas de especulação, Antoine Griezmann assinou pelo FC Barcelona. Naquela que é, para já, a segunda maior transferência do defeso, os catalães pagaram 120 milhões de euros ao Atlético para contar com os serviços do francês.

Aos colchoneros, juntaram-se mais dois reforços que aumentam o tamanho de uma lista que vai extensa: Ivan Šaponjić deixou o Benfica B por 500 mil euros para rumar a Madrid; a capital espanhola recebeu também Lodi, lateral brasileiro contratado ao Atlético Paranaense por 20 milhões. Já Álvaro Morata, que estava emprestado pelo Chelsea desde janeiro à formação de Simeone, assinou em definitivo pelo Atleti.

Em Sevilha, o ex-FC Porto Fernando Reges vai ser orientado por Julen Lopetegui; o brasileiro reforçou os sevilhanos por 4,5 milhões de euros. Quem também deve ser oficializado esta segunda-feira pelos hispalenses é Óliver Torres, que ao que tudo indica está de saída dos azuis-e-brancos por um valor a rondar os 12 milhões.

No Mestalla, houve também alterações no Valencia CF de Gonçalo Guedes: Maxi Gómez, ponta-de-lança uruguaio do Celta de Vigo, é reforço por 14,5 milhões de euros; em sentido inverso, Santi Mina deixa o clube valenciano a custo zero e regressa a Vigo, onde fez a sua formação; já Cheryshev assinou em definitivo pelo emblema che.

A família Zidane teve também uma semana atribulada. O técnico francês, que perdeu no sábado o irmão, viu os dois filhos mais velhos mudarem de ares: Enzo Zidane, que estava emprestado pelo FC Lausanne-Sport ao CF Rayo Majadahonda da terceira liga espanhola, ruma ao Desportivo das Aves de Augusto Inácio; Luca Zidane, que era treinado pelo pai no Real Madrid CF, vai jogar no Racing Santander.

No que toca a jogadores portugueses, Domingos Duarte foi o único representante da semana em Espanha, ao trocar o Sporting CP pelo Granada CF por três milhões de euros.

O mercado de nuestros hermanos, contudo, está longe de ter dias mortos. Em Madrid, fala-se de uma possível saída de Diego Costa para o Flamengo de Jorge Jesus, e da eventual chegada de James Rodríguez para fazer parelha com João Félix no apoio ao ataque. Na Catalunha, a situação de Neymar parece não avançar e começa-se a duvidar do regresso do brasileiro a Camp Nou. Outros nomes que ainda não trocaram de camisola como é expectável são os de Lo Celso, Ceballos, Lucas Vázquez e Ousmane Dembélé, que têm como principais interessados os “Big 6” da Premier League. De Inglaterra, tarda também a chegada de notícias sobre a transferência de Pogba para o Real Madrid.

Artigo redigido por João Fernandes

As 5 coisas que a época passada ensinou ao FC Porto

É comum dizer-se que aprendemos mais com as derrotas do que com as vitórias. Verdade seja dita, ninguém gosta de perder, sobretudo num clube da dimensão e da exigência do FC Porto. Porém, visto que “chorar sobre o leite derramado” poucos frutos trará, resta a Sérgio Conceição refletir sobre todo o percurso da sua equipa nas diversas provas em que esteve inserida e retirar as devidas ilações. O que terão os dragões de fazer diferente na próxima temporada? Aqui estão cinco sugestões.

Cortes no plantel: SL Benfica arruma a casa

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Na preparação da nova época, Bruno Lage e os dirigentes do SL Benfica não têm mãos a medir. Vários são os atletas que têm o seu papel no clube da Luz indefinido e, por isso, tornam-se excedentários.

Yuri Ribeiro foi confirmado no Nottingham Forest. O SL Benfica fica com 50% do direito de uma futura venda do lateral esquerdo de 22 anos. De águia ao peito, Yuri fez nove jogos pela equipa principal. Após uma boa época ao serviço do Rio Ave, o regresso de Yuri Ribeiro ao plantel dos encarnados não correu assim tão bem, porque tinha a forte concorrência de Álex Grimaldo e sempre que foi chamado não correspondeu às expetativas.

Alfa Semedo terá o mesmo destino de Yuri Ribeiro, saindo por empréstimo de um ano, sem opção de compra. Semedo ainda teve minutos na primeira metade da época transata, no entanto, acabou por ser emprestado, em janeiro, ao Espanyol, onde só fez três partidas. A falta de espaço no meio campo encarnado foi uma das principais razões deste empréstimo.

Em Espanha, mantém-se Facundo Ferreyra, que continuará vinculado por empréstimo ao Espanyol.

Chegou também a confirmação da transferência em definitivo do avançado, Ivan Saponjic, de 21 anos, para o Atlético de Madrid, onde reencontrará o ex-colega, João Félix. O valor da transferência foi de 1 milhão de euros ficando o SL Benfica com 50% do passe do jogador. Na última época, o jogador esteve dividido entre a formação de sub-23 e a equipa B, tendo realizado 36 jogos e apontado nove golos.

Quem está muito perto de regressar a Inglaterra é Chris Willock. O extremo de 21 anos deve ser emprestado, também, a um emblema do segundo escalão do futebol inglês. O jogador realizou 36 jogos pela equipa secundária das águias, onde apontou 11 golos. As equipas que estão de olho e que se preveem como destino provável do extremo são Leeds, Wigan e West Bromwich Albion.

Ljubomir Fejsa também estará no encalço da saída do clube da Luz após seis temporadas de ligação. O principal candidato a contratar o médio sérvio é o clube turco, Fenerbahçe, numa transferência que deve rondar os 3 milhões de euros. Ainda assim, o Galatasaray entrou na corrida pela aquisição do médio que verá, no clube turco, uma opção mais viável, uma vez que tem presença na Liga dos Campeões assegurada na próxima temporada. 13 títulos depois, o sérvio já não tem a mesma preponderância no plantel encarnado e deverá mesmo sair.

Fejsa tem um palmarés invejável, tendo conquistado 23 troféus coletivos, 13 deles ao serviço do SL Benfica Fonte: SL Benfica

Cristián Arango, de 24 anos, foi também transferido, a título definitivo, para o Millonarios, clube que milita na liga colombiana. O jogador custou aos cofres encarnados uma quantia a rondar os 2 milhões de euros. No tempo que esteve contratualmente ligado ao Benfica, surgiram empréstimos ao CD Aves e ao Tondela, mas nunca se afirmou na Luz.

O defesa argentino, Cristián Lema, de 29 anos, também está com um pé fora da Luz. As negociações com o Peñarol caíram, pois, o Benfica pedia cerca de 3 milhões de euros pelo passe do atleta, valor que o clube de Montevidéu não estava disposto a pagar. O defesa não tem espaço no plantel de Bruno Lage e acabou mesmo por ser emprestado ao clube argentino Newell’s Old Boys até ao final da próxima temporada.

André Carrillo, de 28 anos, também está de saída após um excelente desempenho na Copa América ao serviço do Peru. O extremo esteve o Al-Hilal na época anterior, onde realizou 26 partidas e marcou quatro golos. O Al-Hilal já mostrou interesse na contratação do jogador peruano, no entanto tem a concorrência do Al-Nassr, de Rui Vitória e do Flamengo, de Jorge Jesus. O valor da transferência, em caso de saída, deverá render aos cofres encarnados valores compreendidos entre os 15 e os 20 milhões de euros.

Mile Svilar, segundo guarda-redes do plantel do glorioso, deverá ser emprestado com o intuito de ganhar minutos e experiência. A Bélgica é o destino mais provável do jogador.

Salvio está a caminho do Boca Juniores, como já foi avançado aqui.

Quem também saiu dos quadros do SL Benfica foi o médio Bernardo Martins para o Paços de Ferreira. O jogador foi contratado ao Leixões, em janeiro, tendo realizado 12 jogos, todos pela equipa B, e marcado um golo. Como habitual, o Benfica fica com 50% do passe do atleta. Também em definitivo, Simón Ramírez segue para o Belenenses SAD em 2019/2020. O lateral direito chileno totalizou 17 jogos entre a equipa B e sub-23 em 2018/2019. Ainda em Portugal, Pedro Amaral segue para Vila do Conde, onde vai representar o Rio Ave.

O clube da Luz começa, assim, a arrumar a casa com o intuito de preparar a nova temporada. Contudo, e uma vez que Bruno Lage deu a entender que pretendia um plantel mais curto para a nova época, poderá haver mais saídas.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

 

As transferências de Kawhi Leonard e Westbrook e a lealdade de Curry

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Kawhi Leonard, no passado dia 6 de julho, deu a conhecer ao mundo a sua decisão: o jovem extremo atual campeão da NBA e “finals MVP” decidiu voltar a sua cidade natal de Los Angeles e assinar pelos Clippers!

Fontes seguras e próximas do jogador confessam ter estranhado que a grande maioria dos orgãos sociais pusesse a equipa dos Clippers de parte e que tudo indicava que este fosse para os Lakers ao invés. No entanto, é dito que Kawhi não teria interesse em juntar-se a uma equipa que já contava com LeBron James, jogador que muitos apontam como ainda sendo o melhor jogador do mundo, e Anthony Davis, aquele que é a jovem estrela em quem muitos vem um futuro muito promissor. Leonard, diz-se, achava que essa decisão iria fazer com que este fizesse parte de uma super equipa e a competitividade no geral iria diminuir.

Assim, Kawhi decidiu executar uma jogada de xadrez e assinar um contrato a 3 anos por 103 mil 742 milhões de dolares. Este contrato contem 2 anos garantidos e o ano final é opção do jogador. O que faria dele um agente livre, outra vez, em 2021.

Kawhi Leonard ruma assim a Los Angeles mas não irá sozinho. O extremo Paul George dos Oklahoma City Thunder já teria pedido a transferência, após discussão com Leonard, para ir ele tambem para os Clippers. Assim, no mesmo dia, George foi transferido para os Clippers a troco do extremo Danillo Gallinari, 4 escolhas da primeira ronda não protegidas (mesmo que seja a primeira escolha, pertence a Oklahoma agora), 1 escolha protegida da primeira ronda e duas trocas de escolhas (significa que se a escolha do ano em disputa dos Clippers for melhor, então essa escolha ir para os Thunder, caso contrario, os Thunder mantem a sua escolha).

Assim, com estas transferencias, o melhor trio defensivo estará formado e ira jogar pela equipa menos pouplar da cidade do Anjos, os Clippers. A equipa conta agora com Kawhi Leonard (2nd team all defense), Paul George (1st team all defense) e Patrick Berverley (duas selecções para melhor 5 defensivo, em 2017 e 2014).
Westbrook jogou 11 temporadas ao serviço dos Thunder
Fonte: NBA

Com a partida de Paul George, a estrela Russel Westbrook ficaria “sozinha” em OKC uma vez mais (como em 2017 apos a partida de Kevin Durant). Neste modos, a equipa de gestão de Oklahoma não perdeu muito tempo e tentou logo encontrar nova casa para o MVP de 2017 e 8 vezes All-Star. Ainda se falou em junta-lo a Jimmy Butler em Miami, mas devido a problemas de tectos salariais seria preciso uma terceira equipa para fazer essa troca acontecer.

Assim, na passada madrugada de 12 de julho, o base foi trocado para os Houston Rockets, do tambem MVP James Harden. Westbrook é transferido a troco do também 9 vezes all star Chris Paul (que de certo irá tambem ser transferido) e escolhas da primeira ronda do draft de 2024 e 2026 e trocas de escolhas nos drafts de 2021 e 2025.

Assim, os Rockets contam agora com dois jogadores de elevado calibre nas posições de base e base extremo e que foram ambos MVP’s da liga! Já tinham feito parte do mesmo plantel entre 2009 e 2012 quando ambos jogaram pelos Thunder. Jornada essa que valeu a Harden o premio de melhor 6º homem em 2012 e uma ida para ambos as finais da NBA onde viriam a perder para os Miami Heat de LeBron James.

No meio destas trocas todas, quem fica detentor de um novo recorde é Stephen Curry, que se torna agora no jogador (no ativo) com mais épocas seguidas pela equipa onde atua, com 10. Este recorde era detido por Russel Westbrook, que tinha 11.
Curry detêm o recorde mais temporadas seguidas pelos Golden State Warriors, com 10
Fonte: Golden State Warriors

Com o mercado de transferências mais “louco” de que há memória nos últimos tempos, a época da NBA que se avizinha promete ser uma das que mais competitivas e das quais ser irá falar por muitos anos.

Foto de Capa: LA Clippers