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FC Arouca 0-2 SC Braga B: Bracarenses estreiam-se a vencer e afundam rival

Num duelo entre os dois últimos classificados da Segunda Liga, foi o SC Braga B que saiu a sorrir graças a uma exibição consistente que justificou a vitória por duas bolas a zero.

O jogo arrancou com uma maior dinâmica ofensiva dos arouquenses, tendo Fábio Fortes cabeceado por cima na sequência de um canto, logo aos seis minutos. No entanto, foram os visitantes a marcar numa jogada fortuita: o remate de Luther Sing desviou em Massaia e sobrou para Emanuel rematar seco à meia volta para o fundo das redes. Este foi, e apenas à quinta jornada, o primeiro golo da turma de Wender no campeonato.

A partir daí o jogo tornou-se chato, com muitas paragens e um futebol pouco atrativo. A turma arouquense acusou o golo sofrido e não conseguia construir jogo, acabando quase sempre bombear a bola na frente. As situações de perigo eram escassas e, até ao intervalo, nota apenas para uma tentativa de chapéu de Bukia por cima e para um remate frouxo de Adílio, facilmente travado por Tiago Pereira.

O Arouca era incapaz de criar lances de perigo para a baliza contrária
Fonte: Bola na Rede

Miguel Leal não gostava do que via e não tardou em colocar a carne toda no assador, ainda dentro da hora de jogo. Apesar do maior número de unidades ofensivas, o FC Arouca continuava sem incomodar o guardião contrário, o que motivava manifestações de desagrado vindas das bancadas. Os arsenalistas, sempre com mais estabilidade psicológica que o seu rival, iam fazendo o seu jogo, trocando a bola com qualidade e permitindo a posse de bola ao adversário apenas em zonas que não acarretavam perigo.

Foi preciso esperar até aos 82 minutos para registar uma oportunidade de golo: depois de uma grande triangulação, Luther Sing fez o que parecia mais difícil ao não acertar no alvo. Quatro minutos volvidos foi a vez de Ibrahima testar a atenção de Gasparotto. A única ocasião flagrante de golo da equipa da casa surgiu aos 88’, quando Arteaga se antecipou ao guarda-redes adversário e viu a bola embater na barra. Foi já no último lance do jogo que o SC Braga B sentenciou o jogo por intermédio de Tiago Dias, que isolado não vacilou no cara-a-cara com Gasparotto.

Vitória justa dos bracarenses no Municipal de Arouca, que foram mais equilibrados e souberam ler os momentos do jogo. Apresentam jogadores com muita qualidade e que podem vir a ser mais valias para Abel Ferreira num futuro próximo. Já o FC Arouca continua sem vencer em casa desde abril e averbou a quarta derrota consecutiva, caindo para o último lugar da tabela. A exibição paupérrima deixou muito a desejar, já que a jogar em casa diante do último classificado exige-se muito mais do que apenas uma oportunidade de golo.

 

Onzes Iniciais:

FC Arouca: Gasparotto, Thales, Massaia, Deyvison, Kiko (Arteaga 59’); Ericson, Soares (Malele 45’), Bruno Alves; Bukia (Bertaccini 64’), Fabio Fortes, Adílio.

SC Braga B: Tiago Pereira; Danilo, David Carmo, Bruno Wilson, Pedro Amador; Ibrahima, Crespo (Inácio 71’), Assis (Afonso 80’), Denisson (Tiago Dias 58’); Luther, Emanuel.

FC Schalke 04 0-2 FC Bayern Munique: Bávaros vencem e mantêm arranque imaculado

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Em encontro da quarta jornada da Bundesliga, o Bayern foi até à Veltins-Arena bater confortavelmente o Schalke 04 por 0-2. Após ambos os conjuntos terem tido compromissos europeus contra equipas portuguesas durante a semana, os comandados de Niko Kovac pretendiam dar sequência ao excelente arranque de campeonato (três vitórias nos três primeiros jogos), ao passo que a turma de Domenico Tedesco procuravam ainda alcançar os primeiros pontos na edição deste ano da Bundesliga.

Em relação às equipas iniciais, os dois técnicos fizeram algumas alterações face às últimas partidas disputadas. Do lado da casa, Tedesco mudou apenas dois jogadores no onze que empatou frente ao FC Porto:  Rudy e Di Santo entraram para os lugares de Serdar e Bentaleb. Na equipa visitante, Kovac operou quatro mudanças no onze que venceu fora o SL Benfica: Sule, Thiago Alcântara, Leon Goretzka e Thomas Muller foram titulares nos lugares de Boateng, Javi Martínez, Renato Sanches e Robben, respetivamente.

O Bayern entrou pressionante na partida, e dispôs de uma boa ocasião para fazer o primeiro golo logo nos instantes iniciais, por intermédio de Muller ao minuto 5, contudo o seu remate saiu bastante desviado da baliza do Schalke. Não foi aí que o marcador sofreu alterações, mas sim três minutos depois: num pontapé de canto cobrado na perfeição por Kimmich, James Rodríguez saltou mais alto dentro da grande área e cabeceou para o golo dos visitantes. A boa entrada da equipa da Baviera no encontro era premiada com o golo do colombiano.

O conjunto visitado foi obrigado a ter de mostrar uma face mais ofensiva na busca pelo tento do empate, e Franco Di Santo, ao minuto 16, podia tê-lo feito, após receber um bom passe, mas o seu remate não causou grande transtorno a Neuer. O Bayern respondeu ao minuto 20, através de um forte remate fora de área de David Alaba, que obrigou Fahrmann a aplicar-se para manter a diferença de um golo no marcador. Logo a seguir, o guardião do Schalke voltou a estar em evidência ao impedir o bis de James Rodríguez, que, isolado por Lewandowski, tentou picar a bola mas viu Fahrmann a fazer uma boa defesa. Alaba voltou a visar de longe (desta vez num livre) a baliza do Schalke 04 ao minuto 29, que levou a bola a embater na barra.

O Bayern ia colecionando oportunidades para dilatar a sua vantagem, perante um Schalke que se limitava a defender e à espreita de uma perda de bola dos visitantes a meio campo para se lançar rapidamente no contra-ataque. Até ao final da primeira parte, o Bayern limitou-se a fazer uma boa gestão da posse de bola, e assim o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima no marcador para o atual hexacampeão alemão.

Os segundos 45 minutos começaram sem qualquer alteração tática e com a mesma toada da primeira parte: o Bayern a controlar a posse de bola com passes curtos e precisos até conseguir levar perigo à baliza do Schalke 04, o que aconteceu logo ao minuto 52, outra vez por James Rodríguez, que recebeu um passe magistral mas o seu remate saiu ligeiramente ao  lado do poste esquerdo. Vendo que nada tinha mudado no recomeço da partida, Domenico Tedesco não demorou a fazer a primeira substituição: Weston McKennie foi rendido por Nabil Bentaleb, com o objetivo de dar maior criatividade ao meio-campo do Schalke.

James Rodríguez fez o golo que adiantou cedo o Bayern no marcador
Fonte: FC Bayern München

O segundo golo do Bayern surgiu numa grande penalidade, convertida eficamente por Lewandowski ao minuto 64. A vantagem era perfeitamente justa face ao que o Bayern tinha demonstrado até então. No instante imediato, Tedesco fez outra alteração na sua equipa: tirou Di Santo e colocou Harit em campo, o que acabou por deixar o número 9 do Schalke insatisfeito e teve um pequeno “bate-boca” com o seu treinador, mas prontamente sarado pelo mesmo.

David Alaba teve outra oportunidade para o gosto ao pé, ao minuto 77 num belo livre frontal, o que obrigou Fahrmann a voar para impedir o terceiro da equipa bávara. Poucos minutos depois, Kovac fez as três substituições permitidas na sua equipa, colocando Sandro Wagner, Gnabry e Renato Sanches nos lugares de Lewandowski, Ribéry e James Rodríguez respetivamente. Os últimos minutos do encontro foram um pouco idênticos aos últimos da primeira parte, em que o Bayern se limitou a controlar a posse de bola e manter o Schalke longe da sua baliza até ao apito do árbitro para o final do jogo.

Mais uma vitória tranquila que permite ao Bayern manter o registo imaculado no arranque da Bundesliga 2018/2019, com quatro vitórias em tantos jogos disputados. Já o Schalke, continua sem conseguir pontuar no campeonato e já está no último posto da tabela classificativa.

Onzes Iniciais

FC Schalke 04: Ralf Fahrmann; Matija Nastasic; Salif Sané; Naldo; Weston McKennie (Nabil Bentaleb 54’); Franco Di Santo (Amine Harit 68’); Sebastian Rudy; Daniel Caligiuri; Alessandro Schopf; Mark Uth (Guido Burgstaller 73′); Breel Embolo

FC Bayern München: Manuel Neuer; Niklas Sule; Mats Hummels; David Alaba; Joshua Kimmich; Thiago Alcântara; James Rodríguez (Renato Sanches 86’); Leon Goretzka; Franck Ribéry (Serge Gnabry 83’); Robert Lewandowski (Sandro Wagner 78’); Thomas Muller

Momento verde e branco: O calcanhar de Xandão

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Oito de março de 2012. O milionário colosso Manchester City foi a Alvalade disputar uma eliminatória que não previa qualquer tipo de dificuldade. Porém os homens de Sá Pinto, e especialmente Xandão, quiseram contrariar o destino e provocar um belo de um dissabor aos ingleses.

Roberto Mancini, técnico dos citizens, contava com jogadores como Aguero, Touré, David Silva e Edin Džeko. Era, de facto, um teste com um grau de dificuldade elevadíssimo e nada fazia prever a vitória dos leões.

Com um estádio de Alvalade cheio, os homens de Sá Pinto cedo demonstraram que tinham o claro objetivo de passar a eliminatória e a maior prova disso foi mesmo a primeira mão. Ou melhor, a vitória na primeira mão.

Num jogo em que o Sporting até foi superior (coeso defensivamente e eficaz em termos ofensivos), o protagonista foi alguém que até então nunca tinha dado muito que falar: um defesa central chamado Xandão. E porquê? Pois bem, foi quem fez o tento da vitória num golo, diga-se, peculiar.

Num livre eximiamente batido pelo adorado Matías Fernández, Joe Hart defendeu para a frente, e após uma recarga, Xandão, surpreendeu tudo e todos, rematou de calcanhar e picou a bola sob o guarda redes inglês. Alvalade foi ao delírio e aquilo que parecia ser um sonho começava a ser cada vez mais uma realidade.

Xandão fez o golo à passagem do minuto 51 mas o Sporting já tinha tido mais do que oportunidades suficientes para chegar à vantagem no marcador. Também os citizens já tinham tentado o golo, mas foi o Sporting que se adiantou no marcador… e com toda a justiça!

Até ao fim ambas as equipas tiveram chances de chegar ao golo mas o jogo acabou mesmo por terminar com a vitória do Sporting por 1-0. Foi uma semana de muito entusiasmo até à segunda mão. Pelo meio até houve um embate frente ao Vitória Sport Clube, mas o pensamento era só um: a segunda mão em Inglaterra.

Foto de Capa:UEFA

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Manchester United FC 1-1 Wolverhampton Wanderers: Aprendiz dá uma boa lição ao mestre

Apesar de ser uma equipa recém-promovida, o Wolverhampton provou mais uma vez que continuará a ser um adversário complicado para os grandes emblemas da Premier League. A equipa de enorme contingente português, orientada por Nuno Espírito Santo, deslocou-se a Old Trafford e empatou a um golo com o Manchester United do treinador José Mourinho. O Wolves já conseguiu roubar pontos às duas equipas de Manchester, empatou com o City na terceira jornada do campeonato inglês.

Primeiro tempo começa com o Wolves mais por cima do jogo. O conjunto de West Midlands continua a mostrar que regressou à Premier League para defrontar os melhores adversários ‘olhos nos olhos’. Posse de bola e variar o jogo do flanco esquerdo para o direito foi a aposta mais visível dos mandados de Nuno Espírito Santo. Em detrimento disso, a participação de Diogo Jota e Jonny Castro não teve grandes momentos a registar pois desse lado quem defendia era Smalling e Valencia.

Logo aos seis minutos, Hélder Costa recebeu uma bola longa dos centrais para o corredor direito, ultrapassou Luke Shaw com facilidade até perto da linha final. No meio da grande área estava Raúl Jiménez que recebeu um passe do português, mas com a bola controlada de costas para a baliza. O mexicano consegue rodar para rematar. De Gea faz uma defesa à andebol, com os pés.

João Moutinho fez o golo do Wolverhampton
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Entre o minuto 13 e 16, dois cantos perigosos vindos do lado direito, a ala preferida do Wolves para atacar os ‘red devils’. Bennett saltou mais alto que Pogba à entrada da área para cabecear e a bola passou por cima da baliza do United. O outro central Boly também desfere um cabeceamento perigoso depois de fugir à marcação de Lindelöf. De Gea defende à primeira para a frente e agarra depois, na recarga.

O Wolverhampton esteve em maior destaque no primeiro tempo até ao minuto 18, altura em que é o Manchester United a abrir o marcador. A primeira jogada de real perigo a favor da equipa de José Mourinho começou com um cruzamento de Aléxis Sanchéz afastado por Coady. A bola vai para à entrada da área, onde estava Pogba para fazer um passe rasteiro magistral para Fred, zona onde estava Rúben Neves, mas não conseguiu intercetar. Também com a bola colada à relva de Old Trafford, o médio brasileiro remata de primeira para o fundo das redes da baliza de Rui Patrício (1-0). Mesmo no cantinho esquerdo. Estava feito o primeiro golo de Fred em Inglaterra, reforço contratado pelo Manchester United ao Shakthar Donestsk.

 

O golo da equipa da casa permitiu subir mais um pouco no terreno. Todavia, o Wolverhampton não se desgrudou da estratégia que esteve bem patente ao longo da partida: aproveitar-se das fragilidades defensivas de Luke Shaw e Victor Lindelöf perante Doherty e Hélder Costa e procurar dominar a posse da bola, procurando as outras referências no ataque.

Já o Manchester United, como já é esperado com Mourinho, assumia uma postura mais defensiva, mas sempre a espreitar um contra-ataque com vários elementos, sempre em troca de bola progressiva. Quando marcaram o golo, os ‘red devils’ conseguiram jogar mais à volta da área do Wolves, mas não foi uma tarefa fácil. Esta boa primeira parte fechou com mais uma defesa estupenda de Rui Patrício após livre de Pogba. Um jogo do Wolverhampton não pode deixar de ter uma defesa do guardião da Seleção Nacional.

Segundo tempo começa equilibrado e a primeira jogada de perigo foi semelhante àquela que deu o mote na primeira parte. Hélder Costa, novamente pelo corredor direito e pressionado por Luke Shaw, consegue passar para Raúl Jimenéz já em queda perto da linha final. O mexicano, outra vez de costas para a baliza do United, passa para João Moutinho que estava à entrada da área na meia lua. O português remata de primeira com o pé esquerdo e deixa De Gea sem reação, pregado ao chão (1-1).

 

O Manchester United aumentou a pressão sobre o Wolverhampton e subia mais no terreno. Os alas de Espírito Santo estavam mais desgastados, Mourinho e Rúben Neves no meio estavam mais bloqueados para subir no campo e Raúl Jiménez foi obrigado a descer para o campo. No entanto, há uma clara falta de ideias na dinâmica atacante dos ‘red devils’. Fellaini continua a ser aposta de Mourinho e Paul Pogba tem momentos bons, de elevada inspiração e fora de série, durante o jogo, mas continua a não chegar para catapultar os melhores atributos de Aléxis Sanchéz no lado esquerdo e de Lukaku no centro do ataque. Bolas no ar e remates de longe não chegaram e o Wolverhampton conseguiu interpretar bem esses movimentos que às vezes resultam para um United, que a nível defensivo foi quase 100% eficaz.

Várias recuperações e contra-ataques permitiram o Wolves fazer o brilharete em Manchester. À entrada para os cinco minutos de compensação em Old Trafford, Adama Traoré – que substituiu o desgastado Hélder Costa – ainda pôs os mais de 74 mil adeptos no estádio em suspenso com um remate potente perto do poste direito que obrigou De Gea a usar os pés outra vez. O hispano-maliano formado no Barcelona esteve perto para repetir a façanha de entrar e marcar perto do fim, tal como na última jornada em Londres, frente ao West Ham, quando o Wolves venceu por 0-1.

O empate nesta partida é aceitável, mas a nível exibicional os visitantes foram os vencedores. O aprendiz de fato de treino Nuno Espírito Santo deu uma boa lição ao mestre de fato mais sofisticado José Mourinho.

 

Onzes iniciais:

Manchester United:  De Gea; Valencia, Lindelöf, Smalling e Shaw; Fellaini, Fred (Martial 62’) e Pogba; Lingard (Andreas Pereira 64’), Alexis Sanchéz (Juan Mata 62’) e Lukaku.

Wolverhampton Wanderers: Rui Patrício; Boly, Coady e Bennett; Jonny Castro, Ruben Neves, João Moutinho (Saïss 79’) e Doherty; Diogo Jota (Gibbs-White 86’), Hélder Costa (Adama Traoré 74’) e Raúl Jiménez.

A FIGURA

Fonte: Wolverhampton Wanderers

Hélder Costa – Uma autêntica mota e a chave da estratégia da visita do Wolverhampton a Old Trafford. Muito se apostou que os centrais equipa de Espírito Santo jogassem para os alas direitos. Mais à frente de Doherty estava o português Hélder Costa que não deu descanso a Luke Shaw e a Lindelöf. Velocidade e técnica adjetivam o português que já vai na terceira época no Wolves. A jogada do golo do empate começa em Hélder Costa, tal como muitas outras combinações que causaram perigo à defensiva do Manchester United. A estratégia de alinhar com quatro alas está a dar frutos ao Wolverhampton, mas nesta tarde em Manchester só resultou no lado direito. NES tira Hélder Costa, super desgastado, a 15 minutos do fim para refrescar a ala e com razão.

Mudanças que dão que pensar

Após ter assistido aos dois jogos da selecção nacional no início deste mês fiquei com um misto de sentimentos. A equipa das quinas realizou duas exibições francamente positivas contra a vice-campeã mundial e contra uma selecção italiana que, apesar de atravessar um processo de renovação, não deixa de ser um adversário de respeito.

No entanto, não deixei de ficar com a sensação de que estas mudanças, para melhor, que houve no nosso jogo, pecam por tardias. E, antes de mais, devo desde dizer que não me estou a referir à ausência de Cristiano Ronaldo. Uma maior fluidez da equipa na sua ausência não era de todo uma novidade. As mudanças a que me refiro passam por outros aspetos.

Como cheguei a falar aqui, a principal crítica que deixei a Fernando Santos no Mundial foi o facto de este ter tentado replicar o modelo que fez sucesso em 2016, quando vários jogadores que conheciam esse modelo estiveram longe de ter o desempenho da temporada 2015/2016. Jogadores como José Fonte, Raphael Guerreiro, João Mário e Adrien Silva tinham tido épocas muito abaixo do nível já demonstrado e o modelo ressentiu-se fortemente disso.

Parece seguro que a renovação da selecção passará por Rúben Neves
Fonte: Selecções de Portugal

Nos últimos jogos, Fernando Santos lançou João Cancelo, Rúben Dias, Rúben Neves e Pizzi no onze titular e estas mudanças acabaram por fazer a diferença na forma de jogar da equipa das quinas. Principalmente numa selecção nacional, o modelo de jogo da equipa deve ajustar-se aos jogadores que tem à disposição. Houve mais jogo interior, maior ligação entre setores e acima de tudo, maior confiança dos seus intérpretes.

Dadas as circunstâncias, existem questões que eu entendo que devem ser colocadas na mesa: Por que é que o João Cancelo e o Rúben Neves ficaram de fora do Mundial? Porque é que o Rúben Dias não jogou na Rússia? Porque é que teimamos em apostar na continuidade?

Destes dois jogos retira-se uma lição muito importante: a melhor forma de um modelo funcionar numa selecção nacional não é apostar nos jogadores que estão mais habituados a este, mas sim apostar naqueles que estão em melhores condições físicas e anímicas para o executar.

Agora, resta saber se estes sinais positivos são sol de pouca dura ou se vieram para ficar. Veremos isso nos próximos jogos. Compete a Fernando Santos ter a sabedoria para apostar nos jogadores que poderão dar mais garantias.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Vira o disco e joga o mesmo?

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Desde a era Jorge Jesus que o Benfica não se pode queixar do plantel que tem disponível para as diversas competições que disputa todos os anos. Pelo menos até à temporada passada, diversidade e qualidade era o que reinava nos encarnados, permitindo que estes conseguissem disputar todas as provas até fases muito avançadas, senão mesmo até ao fim. No entanto, na última temporada houve um plantel com menor capacidade para enfrentar todos os desafios com a mesma qualidade, tanto assim foi que em dezembro os encarnados encontravam-se fora de todas as competições por eliminação, disputando apenas a Primeira Liga (que viriam a acabar em segundo lugar, falhando o objetivo de serem pentacampeões).

Esta época, apesar de parecer uma equipa mais equilibrada, notou-se ao longo do mês de agosto que as opções caíam sempre nos mesmos jogadores: Rui Vitória repetiu quase o mesmo onze ao longo dos oito jogos em 26 dias. Tanto assim foi, que o cansaço acumulado dos habituais utilizados começou-se a notar na performance da equipa.

Se é verdade que uma equipa precisa de um onze base, de um suposto onze ideal, que joga mais regularmente, é também verdade que, um clube que queira estar em diversas frentes também precisa de um conceito precioso: a rotatividade.

Mas comecemos pelo onze ideal que Rui Vitória poderia adotar esta temporada, e só depois passaremos para as opções no plantel que podem refrescar os jogadores deste onze ‘titular’. Na baliza, é difícil de argumentar contra Odysseas Vlachodimos. O alemão é a melhor aposta na baliza que o Benfica tem no plantel e deverá manter-se o titular. O quarteto defensivo não necessita de mudanças em relação ao ano transato: André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo. Uma defesa sólida com laterais excelentes no papel ofensivo e defensivo.

Para o meio campo, a titularidade de Fejsa e de Gedson parece ser segura, assim como de Pizzi, que está de volta aos seus melhores dias, depois de uma época mais difícil. Nas alas, Sálvio está poderoso de um lado e Cervi com desempenho exponencial do outro. Por fim, falta o ponta de lança. Neste papel deveria estar Jonas – mas está lesionado e ainda não jogou -, mas no entretanto andam vários atletas a tentar ocupar um lugar que é dificil de preencher quando a primeira opção é o brasileiro.

Gabriel tem dado boas impressões nas oportunidades que tem tido ao entrar para o lugar de Pizzi
Fonte: SL Benfica

O onze base, vai muito ao encontro daquele que tem sido usado pelo treinador encarnado, mas a rotatividade é de extrema importância, principalmente a partir desta altura da época em que decorrem a Taça da Liga, Taça de Portugal, Primeira Liga e Liga dos Campeões quase em simultâneo e a qualidade de jogo para jogo tem de ser mantida para que se possa enfrentar todas as competições para vencer.

Terá o Benfica um plantel que possa jogar em todas as provas de igual forma? Veremos: para guarda redes, há Svilar; para defesas, existe Conti e Lema, Yuri Ribeiro, Corchia e Luisão; no meio campo, Alfa Semedo, Samaris, Krovinovic (que está prestes a regressar de lesão e fará uma dor de cabeça a Rui Vitória), Gabriel e Pizzi; nas alas João Félix, Rafa e Zivkovic (que também pode jogar no lugar de Pizzi); na frente existe Castillo, Seferovic (o atual detentor do lugar) e Ferreyra.

O que se conclui por aqui? Numa primeira instância, parece que o Benfica tem um onze e pouco mais que possa representar o clube com pertinência; por outro lado, vemos que o banco parece voltar ao que era na era de Jesus, em que havia qualidade nos 18 jogadores que iam para o campo, e não só nos onze titulares da equipa. Gabriel veio para Pizzi poder descansar, Corchia para que André Almeida pudesse respirar, Krovinovic poderá até mesmo tirar lugar a um colega do meio campo, Rafa e João Félix estão prontos a explodir e Seferovic tem ganho mais força para os jogos menos exigentes (pois contra equipas de maior calibre, parece ainda deixar a desejar, como contra os alemães de Munique, mas isso é outra história). Plantel, existe. Um plantel forte, que promete manter qualidade de jogo para jogo, mas com diferentes peças no tabuleiro. Isto é possível, há aptidão e habilidade para isso. A pergunta é se Rui Vitória conseguirá tirar o melhor de cada jogador para que o Benfica volte a ser vencedor em todas as frentes?

Foto de Capa: SL Benfica

Um campeão Liverpool em perspetiva?

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Esta semana foi a vez de Paris Saint-Germain. Antes, West Ham, Crystal Palace, Brighton, Leicester e Tottenham saíram derrotados pelo Liverpool. Simplificando, a equipa comandada por Jurgen Klopp entrou a todo o gás na nova época. Trajeto 100% vitorioso com seis vitórias no mesmo número de jogos disputados.

Num mercado de transferências não muito agitado em Liverpool, o grande destaque foi para os 75 milhões investidos no guarda-redes brasileiro Alisson Becker, que chegou da Roma. Loris Karius, o anterior titular, vacilou na final da Liga dos Campeões na época passada e era um mal-amado pelos adeptos dos ‘reds’. O alemão foi emprestado ao Besiktas.

Quanto às restantes entradas, mais três nomes: Naby Keita, do Leipzig, Fabinho, do Monaco, e Shaqiri, do Stoke City. Nas saídas, nota igualmente para a partida do médio turco Emre Can para a Juventus.

Dos reforços, Alisson e Naby Keita têm sido os mais utilizados, com o brasileiro, naturalmente, a ser totalista nos seis jogos. Lá na frente, continua o trio temível composto por Mohamed Salah, Sadio Mané e Roberto Firmino. O duelo com o PSG foi o primeiro esta época em que a tripla não jogou junta na equipa inicial, isto tudo porque Firmino se havia lesionado no olho esquerdo no último sábado frente ao Tottenham e, por isso, Jurgen Klopp resolveu deixar o brasileiro no banco. Para o seu lugar, entrou para titular Daniel Sturridge, que abriu o marcador aos 30’. Firmino entrou aos 72’ e assinou o golo do 3-2 vitorioso já nos descontos. O futebol tem destas coisas.

Os ‘reds’ ainda são a equipa abrilhantada por este trio de classe mundial. Mané, Firmino e Salah fizeram miséria no ano passado no caminho até à final da Liga dos Campeões. Esta época começou impositiva!
Fonte: Liverpool FC

A partilhar a liderança com o Chelsea, que amealha os mesmos 15 pontos, a dupla de líderes da ‘Premier League’ ficou bem longe de lutar pelo título na última temporada, o que dá outra aragem ao melhor campeonato do mundo, cujos candidatos nunca obedecem a um número ou lista específica.

14 golos marcados em seis jogos não surpreendem muito, pois o poderio ofensivo dos ‘reds’ é a sua imagem de marca. A dúvida passa pela estabilidade ou consistência que a equipa poderá ou não demonstrar.

Começando pelo jogo da equipa sobre o relvado, a armada de Klopp parece mais cerebral e com melhor capacidade de gerir os jogos, isso trazer-lhe-á mais pontos numa prova de regularidade como a ‘Premier League’. Já na Liga dos Campeões, há claro potencial para voltar a chegar à final e tentar a vitória. A equipa sente-se muito bem em jogos a eliminar.

Um Liverpool campeão em perspetiva? Na Premier League, tal não acontece desde 1989/90. É difícil não gostar deste clube…

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Portugal falha conquista de inédito hexa

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Desde segunda-feira que se está a disputar em Viana do Castelo, a 51ª edição do campeonato da europa de hóquei em patins de sub-20. Portugal, a jogar em casa, procurava a conquista de um inédito hexa, mas acabou por falhar o acesso à final, em virtude de derrotas contra a Itália e Espanha na fase inicial da competição.

A 51ª edição do europeu de hóquei em patins sub-20 abriu com um confronto entre italianos e ingleses. Os transalpinos confirmaram a sua teórica superioridade e venceram por claros 10-1. Mais tarde, Espanha e Suíça fizeram a sua estreia no campeonato da europa e o conjunto espanhol, também, não deu qualquer azo a surpresas, tendo goleado os suíços por 12-2. No encontro que encerrou o primeiro dia de competição, Portugal defrontou a Alemanha e venceu por 8-0. Contudo, apesar do resultado poder transparecer que o jogo foi fácil, não o foi.

Os jovens comandados por Nuno Ferrão, técnico que substituiu Luís Duarte que saiu para o CD Paço de Arcos, tiveram muitas dificuldades em bater-se com uma física seleção alemã, sobretudo, durante os vinte e cinco minutos iniciais, chegando ao intervalo a vencer, somente, por 3-0. No segundo tempo, as dificuldades mantiveram-se durante boa parte, mas com o avançar da partida e com a cada vez menor frescura do conjunto germânico, Portugal aproveitou para avolumar o marcador. Hugo Santos, jogador que vai representar o FC Porto na presente temporada, esteve em grande, tendo apontado um golo na primeira parte e outros quatro de belíssimo efeito na segunda. 

O segundo dia de competição não trouxe grandes alterações, com os favoritos a vencerem os seus encontros sem grandes dificuldades. A Itália voltou a abrir as operações e, tal como se poderia antecipar, goleou a Suíça por 11-1. A Espanha manteve a toada da jornada inaugural e derrotou a Alemanha por 8-2. Portugal, por sua vez, teve pela frente a Inglaterra, orientada pelo português José Carlos Amaral, mas, apesar do seu enorme favoritismo, apenas conseguiu chegar ao primeiro golo a meio do primeiro tempo.

O guardião inglês Reiff Hayward foi um dos grandes responsáveis pela seleção nacional só ter conseguido fazer mexer o marcador eletrónico tão tarde, mas, a partir do momento em que o conseguiu, nunca mais parou. Carlos Ramos foi o primeiro a quebrar o enguiço e ao intervalo a seleção nacional já vencia por 5-0. Na segunda metade, Portugal manteve o ímpeto e alargou o score até aos 17-0, alcançando o resultado mais desnivelado da primeira fase do campeonato da europa. Carlos Ramos e Gonçalo Neto, ambos com quatro tentos, foram os principais “homens golo” da partida.

Hugo Santos foi o melhor marcador de Portugal na primeira fase do europeu, tendo apontado dez golos
Fonte: Roller Hockey Photos

A terceira jornada ficou marcada pelo primeiro jogo grande da 51ª edição do campeonato da europa, com um clássico entre Portugal e Itália a encerrar “as festas” do terceiro dia de prova. A ronda teve início com uma vitória da Alemanha sobre a Suíça por 6-4 que, assim, conquistou os primeiros pontos na competição. Após a estreia da Alemanha no que a vitórias diz respeito, foi a vez da Espanha impor uma nova goleada. Desta feita, perante a Inglaterra. Após os cinquenta minutos regulamentares, o marcador indicava 14-1 a favor de nuestros hermanos.

Terceiro jogo, terceira goleada. Chegado o “prato forte” do dia, Portugal procurava marcar uma posição forte na luta pela conquista de um inédito hexa. No entanto, o encontro esteve longe de correr bem à seleção nacional. A primeira parte não correu mal de todo às cores nacionais, mas ao intervalo já perdia por 1-0. Desvantagem que Portugal poderia ter contrariado ou anulado, caso tivesse concretizado pelo menos um dos dois penaltis que teve a seu favor.

Os grandes problemas surgiram na segunda parte. A seleção portuguesa, que até tinha chegado ao intervalo melhor, sofreu dois enormes revés em apenas dois minutos, passando a ficar a perder por 3-0. O conjunto transalpino fez uso da sua maior experiência, pois maior parte da seleção já joga na Lega Hockey, sendo a sua maior estrela Francesco Compagno, jogador do bicampeão italiano Amatori Lodi, que é orientado pelo português Nuno Resende, mas também do seu ADN.

A capacidade de defender bem e atacar de forma fria e cínica, não desperdiçando uma oportunidade, tendo sido exatamente isso que acabou por acontecer. A seleção portuguesa cometeu a sua 10ª falta e Compagno não falhou, aumentando a vantagem azzurri para 4-0. Sem conseguir marcar e com o tempo para virar o rumo dos acontecimentos a ser cada vez menor, Portugal ia dando cada vez mais espaço para contra-ataques e a Itália aproveitava. Entretanto, a seleção portuguesa até já havia conseguido reduzir, mas num novo contra-ataque, a seleção italiana fez o sexto. Já dentro do último minuto, António Trabulo fixou o resultado final em 6-2.

Assim, Portugal não só deixou fugir a Espanha e a Itália no topo da classificação do europeu, como ficou obrigado a vencer a seleção espanhola no último jogo da fase regular. Para além disso, Portugal não ficava apenas obrigado a vencer a Espanha, mas a vencer por uma determinada diferença de golos. Diferença essa que seria ditada no confronto entre espanhóis e italianos. 

Cristián Lema: Flop ou fail autêntico?

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Começo por dizer que não acho que Lema seja um flop no verdadeiro sentido do termo, até porque nunca o vi jogar de forma oficial. Até agora, só foi utilizado na pré-época, onde as partidas são mais leves do ponto de vista competitivo, e anseia pela estreia com o número 25 que lhe foi destinado.

Quanto à outra parte do título, aí a conversa é outra, porque concordo plenamente que está a ser um dos casos em que se vê claramente que a direção encarnada errou no alvo, não só porque não tem somado qualquer minuto, mas principalmente por ter sido contratado para uma posição que já está preenchida por quatro centrais de grande qualidade: Jardel e Rúben Dias como titulares, Conti, a terceira opção, e Luisão, que já tem provas mais que dadas e que não precisa de muito para ser convocado e jogar.

O caso de Lema é óbvio e as notícias de que pode sair já em janeiro evidenciam o fail que a sua contratação está a ser. Este texto não é contra o jogador, muito pelo contrário, mas sim contra a decisão de fazer parte da versão 2018/2019 do SL Benfica nestas condições. Não duvido do seu potencial, mas sejamos realistas: um atleta quer somar minutos nos clubes por onde passa e sentir-se útil de alguma forma. Lema está completamente tapado e nem na Taça da Liga, competição onde podia ser utilizado com regularidade, é feliz.

É sobretudo nos treinos que a influência de Lema no plantel se faz sentir
Fonte: SL Benfica

Se no caso de João Amaral, por exemplo, que foi emprestado para ganhar a estaleca necessária para figurar num clube grande, tenho a certeza que Lema podia muito bem ter seguido o mesmo caminho, porque não tem espaço na equipa e é o único jogador que sinto que está a mais, muito devido à decisão do clube em mantê-lo no plantel.

Tenho esperança que esta realidade mude e espero que o argentino não seja mais um para colocar na prateleira e que possa ser utilizado de igual forma, para que a sua contratação produza efeito e se justifique de alguma maneira. Caso contrário, voltará à Argentina mais cedo do que o esperado e isso significa no próximo mercado de Inverno.

Espero mesmo não estar errado nesta leitura e que a minha opinião possa mudar muito em breve. Em caso afirmativo, é sinal de que alguma coisa foi feita para contornar a situação. Se não for, não me surpreende de todo.

Com isto, que este texto sirva de alerta e de algum aviso para que este caso em concreto na história do SL Benfica não se volte a repetir tão cedo.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 10 goleadores que triunfaram fora dos três grandes

O futebol conta-se sobretudo pelos golos. Em Portugal, as coisas não são diferentes e, quando pensamos em goleadores do nosso campeonato, rapidamente nos lembramos de Mário Jardel, Yazalde, Eusébio, Fernando Gomes etc… E todos eles têm uma coisa em comum: destacaram-se ao serviço de um dos três grandes.

Há outros goleadores que, por se terem destacado apenas em clubes pequenos portugueses, não são hoje tão recordados no quotidiano do adepto português, mas que deixaram certamente a sua marca no nosso futebol.

Porque o futebol não se faz apenas dos clubes grandes, vale a pena recordar estes 10 grandes jogadores que não conseguiram chegar ao patamar superior português, mas conquistaram um lugar na história do nosso futebol.