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O campeão da época de transferências

É verdade que o Campeonato ainda vai a meio, ou melhor, a competição propriamente dita ainda está lá longe, mas não é menos verdade que o pessoal já anda cheio de saudades de ver a redondinha a rolar pelos campos deste país.  Ainda assim, e com a pré-época agora a começar, gostaria de fazer um mini balanço do nosso mercado até ao momento.

Assim sendo, vou falar-vos de um clube que me parece estar a comprar bem, ou melhor, muito bem. Alguma experiência, conjugada com muita juventude que ainda assim tem já experiência lá fora, e que pode ser determinante. Pois bem: e o campeão das aquisições do mês de Junho é… o FC Famalicão.

Começando pela defesa, Lionn é o garante de experiência. Com mais de 170 jogos na Primeira Liga, promete agarrar o lado direito da defensiva famalicense, e ser uma aposta segura para aquele corredor.

Alex Centelles, 19 anos, é um desconhecido. No entanto, é visto pelo Valência como um jogador de grande qualidade, e os 100 milhões de cláusula de rescisão provam-no. O vice-campeão europeu sub-17 chega da equipa B  espanhola, pronto a provar que os valencianos não estão enganados.

Cafú Pethe e Guga Rodrigues são dois nomes menos sonantes, mas vêem reforçar o meio campo da equipa, e prometem ser agradáveis surpresas. O primeiro vindo de Guimarães, o segundo formado no SL Benfica, procurando provar o valor que há alguns tempos “enchiam de água na boca” os demais.

Gustavo Assunção, filho de Paulo Assunção, vem directamente de Madrid, e aos 19 anos espera-se que o internacional jovem canarinho possa estar, pelo menos num futuro próximo, ao nível do pai.

Diogo Gonçalves será, porventura, a mais sonante das aquisições. Ainda ligado ao Benfica, Diogo Gonçalves vem directamente da Segunda Liga Inglesa. O internacional jovem português poderá ser o grande maestro do meio campo do Famalicão e finalmente demonstrar tudo aquilo que o futuro ainda tem de bom para ele. Para Bruno Lage ver?

Fábio Martins tem neste ano o ano “H” para demonstrar toda a sua qualidade
Fonte: FC Famalicão

Rúben Lameiras , formado no Tottenham, com experiências na Bélgica e nos escalões secundários do futebol inglês, promete vir acrescentar qualidade, irreverência e também já alguma experiência às alas ofensivas do Famalicão.

Ofori, mesmo que desconhecido da maioria, poderá vir a ser uma das surpresas do Campeonato. Proveniente do Leixões FC, haveria de dar o salto para o CD Feirense em Janeiro deste ano, não tendo, na realidade, tido uma meia época muito proveitosa. Ainda assim, o jogador de 20 anos que chegou a ser falado para o SL Benfica, poderá surpreender os mais desatentos e demonstrar o seu virtuosismo e qualidade.

Por fim, Fábio Martins. O menino de cabeleira farta tem fartura de qualidade também naqueles pés. Não vingou em Braga, quando tudo o fazia prever. Assim ruma a Famalicão onde prevejo, finalmente, a confirmação de um jogador que tem (quase) tudo para vincar em definitivo no nosso futebol. Antevejo-o como uma das grandes figuras de um plantel que com certeza está a fazer crescer água na boca aos adeptos de uma equipa que acabou de subir este ano, mas que parece não se contentar com um Campeonato sofrível pela manutenção.

Com estes reforços já nas cabines e mais uma ou outra entrada, prevejo um Famalicão a jogar um futebol com criatividade, virtuosismo, e irreverência própria da juventude de quase todas estas aquisições, podendo o clube nortenho vir a ser, quiçá, a maior das surpresas do Campeonato 2019/2020. Resta saber se o seu “desconhecido” treinador terá aos “mãozinhas” necessárias para mostrar todo o seu talento que é, para quase todos nós, uma grande incógnita.

Foto de Capa: FC Famalicão

 

Vitória SC: Direção abandonada e disputada por três

A 27 de maio de 2019 o presidente do Vitória Sport Club apresentou o respetivo pedido de demissão. Relativamente a razões plausíveis para este acontecimento, Júlio Mendes afirma que o modelo imposto pela SAD do clube não era atraente para novos investidores e, ainda, protesta sobre o facto de acreditar que uma pequena parte dos associados não sabia respeitar aquilo que foi imposto pelas eleições elaboradas a 24 de março de 2018. É de salientar que nas eleições de 24 de março Júlio Mendes venceu com maioria dos votos – 52.4% – relativamente ao seu oponente, Júlio Vieira de Castro, o que ditou a sua continuidade na presidência do clube até ao momento.

Perante este cenário de incerteza que rodeava o clube com a saída do treinador e de jogadores, Júlio Mendes afirma que dará continuidade ao seu cargo na presidência até que seja anunciado um novo presidente nas próximas eleições. Assim, o presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, Isidro Lobo, veio em conferência de imprensa anunciar que as eleições destinadas ao triénio 2019/2022 irão ser realizadas no dia 20 de julho entre as 9 e as 19 horas, data importante devido a ser apenas 5 dias antes à estreia da equipa na temporada. A data limite para a entrega das listas candidatas era 19 de junho, devidamente acompanhado com, pelo menos, 300 assinaturas válidas de sócios do clube.

“Um Vitória à Vitória”

No dia 2 de junho foi conhecido o primeiro candidato à presidência do Vitória, Daniel Rodrigues, antigo vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral na direção de Júlio Mendes – cargo que abandonou a fevereiro de 2018 na altura em que foi vivenciado outro ato eleitoral. O candidato da Lista C apresenta uma proposta de uma equipa forte, profissional e abrangente com capacidade de criar um projeto desportivo sustentável que corresponda às exigências e desafios do clube vimaranense. O líder do movimento “Um Vitória à Vitória” contou com 1500 assinaturas de sócios na apresentação da sua candidatura, justificando que essas eram apenas uma pequena amostra da abrangência da sua candidatura. Foi o primeiro a dedicar-se à campanha eleitoral, começando por apresentar o seu programa junto dos vitorianos no Centro Cultural Vila Flor, no dia 23 de junho. Também esteve presente em diversas celebrações citadinas e sessões de esclarecimento relativas ao seu programa, de modo a promover a lista.

Fonte: Daniel Rodrigues – “Um Vitória à Vitória”

“Todos Vitória”

O segundo candidato a apresentar a sua candidatura à presidência do clube vimaranense foi Miguel Pinto Lisboa, que segundo o mesmo adquiriu a experiência futebolística a partir da negociação e ao lidar com os contratos de jogadores. O candidato da Lista B foi apresentado publicamente a 20 de junho prometendo uma liderança independente e firme, onde apostaria num futebol que apresente sustentabilidade a nível financeiro de modo a obter a estabilidade necessária para colocar o Vitória SC nos primeiros quatro lugares do campeonato nacional. Formalizou a sua candidatura com 900 assinaturas de sócios, visando a união dos vitorianos para tornar o clube maior, adquirindo a partir daí o nome do movimento “Todos Vitória”. A Lista B, na passada sexta-feira – 28 de junho -, realizou a abertura da sede de campanha e a apresentou as linhas de ação do programa.

Fonte: Movimento “Todos Vitória” – Miguel Pinto Lisboa.

“Por ti, Vitória”

Por último, o terceiro candidato apresentado foi António Miguel Cardoso, anteriormente conhecido como o vice-presidente do clube na altura da presidência de Vítor Magalhães. A Lista A, apesar de não se ter adiantado sobre a apresentação do respetivo programa, justifica a sua candidatura como o momento importante que o clube está a vivenciar e a paixão e determinação que a equipa competidora apresenta para abraçar este desafio. O maior objetivo deste candidato é ajudar e contribuir para o crescimento do Vitória SC, daí o nome dado ao movimento “Por ti, Vitória”. Apesar de não confirmar a quantidade de assinaturas recolhidas, o sócio número 4879 afirma que, pelo menos, mais de 300 foram apresentadas. É conhecida como a lista que mais tardou a iniciar a campanha eleitoral, devido a apenas realizar a apresentação do respetivo programa eleitoral junto dos adeptos no dia 2 de julho, no Largo de Donães.

Fonte: António Miguel Cardoso – Por ti, Vitória

Pela segunda vez na história do clube, o Vitória SC vai realizar um ato eleitoral com mais de dois candidatos – sendo que a última vez que isto aconteceu foi em 2007. As urnas estão disponibilizadas a todos os sócios do clube, conforme o regulamento apresentado pelo mesmo, no dia 20 de julho para decidirem o destino do clube vimaranense e respetivos adeptos.

Foto de Capa: Vitória SC

 

Nova era no Atlético Madrid

Um novo ciclo na vida dos colchoneros parece estar a chegar.

Com as saídas de Diego Godin eterno capitão, Juanfran, Filipe Luís, Lucas Hernandez e especialmente da estrela Antoine Griezmann ícones da mais recente história colchonera, adivinham-se  grandes mudanças no elenco dos colchoneros com um português à cabeça, João Félix, o mais recente tesouro das terras lusas encabeça a lista de contratações dos madrilenos.

Tem sido um mercado ponderado aquele que os colchoneros têm vindo a fazer até ao momento. As saídas até agora confirmadas tem sido colmatadas sempre com o pressuposto de acrescento de qualidade à equipa bem como à filosofia colchonera.

Com a época a arrancar oficialmente a 7 de Julho, Simeone começa a delinear o seu plantel e já poderá contar com alguma das novas contratações para o arranque da nova época.

Para substituir Diego Godin os colchoneros viraram-se para o Dragão e trouxeram nada mais que Felipe, baluarte da defesa do FC Porto. O brasileiro foi a solução encontrada para suprir a saída do uruguaio. Felipe tem todos os condimentos para se afirmar na defesa da equipa treinada por Simeone acrescentando experiência e liderança, atributos semelhantes aos deixados por Godin.

Fonte: Atlético Madrid

Ainda na defesa Renan Lodi chega do Atlético Paranaense, o lateral esquerdo foi a opção escolhida para a saída do também brasileiro Filipe Luís, gorada que foi a tentativa de levar Alex Telles do FC Porto. O lateral terá que passar por um processo natural de adaptação e poderá levar algum tempo para se afirmar no plantel madrileno, ainda assim Simeone vê potencial em Lodi e poderemos ter aqui uma bela aposta do clube colchonero.

A saída de Rodri para o Manchester City abriu uma vaga importante no meio campo colchonero mas os Atlético não teve que procurar muito e contratou Marcos Llorente. O médio defensivo contratado aos rivais do Real Madrid, é uma clara aposta no futuro e a grande época que fez ao serviço do Alavés fizeram com que o Atleti oferecesse 30 milhões de euros pela sua contratação. O médio formado nos blancos, vem acrescentar qualidade numa posição que já conta com nomes bem cotados como Saúl Ñíguez, Koke e Thomas Partey. Posicionamento, antecipação, passe e remate são o cartão de visita de Llorente que assim que for moldado por Simeone será sem dúvida dos melhores centro-campistas da La Liga.

Fonte: Atlético Madrid

Mas a jóia da coroa madrilena é sem sombra de dúvida João Félix. O jovem craque português é a contratação mais cara de sempre do clube madrileno e os números impressionam, 126 milhões de euros é quanto o Atlético de Madrid vai desembolsar para adquirir João Félix. Pode dizer-se para já que a transferência tem gerado enorme discordância no mundo do futebol, não pela qualidade do jogador mas sim pelos números envolvidos na transferência.

É grande a expectativa depositada no jogador luso. Félix foi o escolhido para substituir o   campeão do mundo Antoine Griezmann e usará o número do francês, uma distinção que mostra que os madrilenos confiam na qualidade do português para esta nova etapa do clube.

Félix será o porta estandarte do novo Atlético de Madrid, as qualidades do jovem português podem ser muito bem potenciadas numa estrutura como a dos colchoneros, estando longe dos holofotes como estaria se fosse para um clube de maior dimensão, Félix terá oportunidade para crescer e maturar o seu jogo, crescer mentalmente e também evoluir num dos maiores campeonatos do mundo elevando os seus patamares competitivos.

Fonte: Atlético Madrid

Quem também está confirmado é Héctor Herrera. O antigo capitão do FC Porto era um dos alvos para este mercado e o facto de estar sem clube mostrou ser um factor importante para a sua contratação. A nível desportivo Herrera pode acrescentar uma dinâmica diferente ao meio campo, podendo ser fundamental tanto no processo defensivo e ofensivo, Simeone terá aqui uma opção bastante interessante para usar em determinadas partidas, fazendo do mexicano uma das contratações importantes da época.

Ainda com algumas indefinições no que respeita à conclusão do plantel, o principal foco será reforçar o sector defensivo. Dos nomes associados ao clube surge Nelson Semedo, insatisfeito na catalunha o português à  procura um novo desafio vê no Atlético de Madrid uma boa oportunidade para continuar a sua carreira.

Para o ataque o interesse em Ante Rebic esfriou  com a entrada de João Félix mas não é de descurar a contratação de mais um avançado.

Para já são estes os nomes que os colchoneros irão apresentar à sua afición já no arranque da época mas com certeza estarão mais para vir.

E uma coisa é certa, o Atleti terá uma nova vida e os próximos anos mostrarão se este investimento fará com que a equipa liderada por  “Chulo” Simeone consiga lutar com os titãs Barça e Real Madrid pelo campeonato espanhol, mas com Simeone ao leme, é bem possível que isso aconteça!

Foto de Capa: Atlético Madrid

FC Porto e Sporting CP com tarefa complicada na Europa

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Realizou-se na passada quinta-feira, na Áustria, o sorteio da fase de grupos da liga dos campeões de andebol 2019/2020 – edição que vai contar, pela primeira vez, com a participação de duas equipas portuguesas em prova (FC Porto e Sporting CP).

O sorteio foi constituído por 28 equipas, divididas em quatro grupos distintos (A, B, C e D), onde os dois primeiros são compostos por oito equipas e os restantes são formados por quatro.

Os “dragões” ficaram inseridos no grupo B, tendo pela frente adversários como HC Vardar (Macedónia), Telekom Veszprém HC (Hungria), PGE VIVE Kielce (Polónia), HC Meshkov Brest (Bielorrússia), HC Motor Zaporozhye (Ucrânia), Montpellier Handball (França) e ainda THW Kiel da Alemanha.

Ainda que diante um cenário pouco favorável, os “azuis e brancos” precisam “apenas” de ficar colocados entre os seis primeiros do grupo – condição que garante o acesso à próxima fase.

Porto no grupo B e Sporting no grupo C
Fonte: EHF

Por sua vez, a equipa leonina, para repetir o feito da época transata e chegar aos oitavos de final da competição, terá de ficar posicionada nos dois primeiros lugares do grupo C,  medindo forças com o Bidasoa Irun (Espanha), HC Eurofarm Rabotnik (Macedónia) , Cocks (Finlândia), TATRAN Presov (Eslóvaquia) e ainda com o IK Savehof da Suécia.

Registe-se ainda que, o Sporting, mesmo que assegure um dos dois primeiros lugares do grupo C, terá ainda de disputar um play-off para rumar até aos oitavos de final da prova.

Foto de Capa: EHF

Chile 0-3 Peru: “Incas” aproveitam condição de “outsider” e surpreendem bicampeão em título

Na segunda meia final, um corajoso Peru venceu o Chile por três bola a zero, e irá defrontar o anfitrião Brasil na final, no mítico Maracanã. Os golos de Flores, Yotún e Paolo Guerrero deixaram assim pelo caminho, uma das seleções favoritas à conquista da Copa.

Os “Incas” entraram com vontade de visar a baliza chilena. A primeira ocasião de perigo ocorreu logo aos dois minutos: remate fraco de Cueva, a passar próximo do poste da baliza chilena. Ainda assim, serviu para deixar em sentido a ainda adormecida defesa do Chile.

A alta pressão exercida pelos peruanos, não deixava os comandados de Reinaldo Rueda praticarem o jogo apoiado e a construção entre linhas que costumam utilizar para desbloquear as defesas contrárias. Exceção feita a uma boa jogada pelo corredor esquerdo, finalizada por Aránguiz.

Praticava-se um futebol bastante intenso, exigente do ponto de vista físico. Como se diz na gíria, estava um “jogo partido”: bola cá, bola lá. Empolgante para os adeptos e bom para o espetáculo. Quem não costuma gostar deste tipo de jogo são os treinadores.

O Perú, a surpresa nestas meias finais, a beneficiar de jogar sem tanta pressão, jogava mais “solto”, sem problemas em sair para o ataque ou de fazer posse de bola no meio campo adversário. As combinações entre Flores, Cueva e Carrillo nas costas de Guerrero, faziam as delícias dos “Rojiblancos”.

Já do outro lado, os chilenos pareciam acusar um nervoso miudinho, inerente ao favoritismo que detinham. Apostavam mais num jogo direto (que em nada os favorecia), em vez do seu estilo de jogo habitual: mais rendilhado e construído a partir de trás pelos médios de “La Roja”.

Adivinhava-se uma mexida no marcador. Aos 21’, Edison Flores, na sequência de um pontapé de canto, apareceu sozinho ao segundo poste, a rematar cruzado para o fundo da baliza de Gabriel Arias, após toque subtil de cabeça de André Carrillo no coração da área. Um a zero para os “Incas”.

Na reação ao golo sofrido, o Chile, agora com mais posse, tentava encostar às cordas o Perú, mas perdia muitas bolas em zonas de construção. Muitas delas, sem oposição ou pressão peruana.

À passagem do minuto 38, Yotún faz o 2-0 para os pupilos de Ricardo Gareca. Saíde “em falso” do guarda redes chileno deixa Carrillo à vontade para cruzar para a entrada da área, com o médio peruano a rematar certeiro para uma baliza deserta.

Numa fase em que o Chile ganhava superioridade no meio campo contrário, o Perú faz o segundo golo numa jogada caída do céu. Acontecia de tudo aos bicampeões da Copa América. Não era, definitivamente, a noite de Vidal e companhia.

À imagem do seu capitão, 11 “Guerreros” peruanos dominavam por completo, um Chile sem ideias e de certa forma, apático… ou surpreendido. A estratégia do selecionador argentino do Perú ditava o resultado.

Fonte: CONMEBOL

Após o intervalo, Aléxis Sánchez e Eduardo Vargas eram dos poucos inconformados, com vontade de inverter a situação. Ficou registada bola no ferro aos 50’ após cabeceamento de Vargas na sequência de um livre.

Apesar de tentativa dos chilenos, as melhores chances de golo continuavam a ser do Perú. Primeiro, Yotún falhou na concretização de um contra-ataque quase perfeito aos 59’. Depois foi Cueva a tentar de longe aos 62’.

A partir da última meia hora de jogo, deu-se início a um festival de golos falhados. Foram várias as oportunidades. Tentou Aránguiz, Beausejour, Sánchez, Vidal e até Isla, mas a bola não queria entrar. Quando não saía fora do alvo, era Gallese que não deixava.

Após “limpar” a Colômbia do caminho até à final, o Chile pensou que o jogo com o Perú fosse um jogo de treino para marcar calendário…, mas enganou-se. Aproximava-se o final da partida, e o Perú geria a seu belo prazer, a posse de bola longe da sua baliza. Ouviam-se “olé’s” vindos das bancadas da Arena do Grémio. O Perú divertia-se a trocar a bola. O Chile corria atrás dela.

Até que, já no tempo de compensação, o experientíssimo Paolo Guerrero, com classe, ultrapassa Arias e “mata o jogo”.

No último minuto dos descontos, o VAR descobre (corretamente) um penalti que dava ao Chile, a oportunidade para um golo de honra. Mas Vargas, displicente, à “panenka”, permite a defesa a um dos homens em destaque na partida, Pedro Gallese, o guardião peruano.

Se o futebol fosse um desporto linear, em que o mais forte vence sempre o mais fraco, ninguém imaginaria este desfecho nas meias finais desta Copa América. São este tipo de jogos que fazem qualquer apaixonado pelo desporto rei, abstrair-se de todos os milhões e polémicas que rodeiam este espetáculo, focando-se apenas e só, no mais importante: o jogo dentro das quatro linhas.

Desta, nem os deuses do futebol esperavam. Vitória sem questão do Perú. Corajosos e guerreiros. Souberam aproveitar as armas que tinham. Alguém lhes deve ter dito: “bola no pé, cabeça levantada, vamos fazer uma gracinha”, e assim foi.

A final da competição será dia 7 de julho às 21h, hora de Portugal continental. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chile: Arias, Beausejour, Maripán (Castillo, 89’), Medel, Isla, Pulgar, Aránguiz, Vidal, Fuenzalida (Sagal, 46’), Alexis Sanchéz e Vargas.

Perú: Gallese, Traúco, Abram, Zambrano, Advíncula, Tapia, Yotun, Flores (Gonzáles, 49’), Cueva (Ballón, 79’), Carrillo (Polo, 70’) e Guerrero.

«À exceção de Rúben Dias, há um défice de centrais com grande qualidade» – Entrevista BnR com Fernando Meira

Do amor que ganhou ao Vitória SC ao respeito que deixou em Estugarda, Fernando Meira tem um passado de respeito no futebol nacional e internacional. Apesar do passado por grandes clubes europeus, fica na memória o magnífico Mundial de 2006, que terminou nas meias-finais aos pés dos rivais franceses. Nada que apague uma campanha de sonho na qual Fernando Meira foi titular. Um defesa que começou a médio e que hoje, apesar de dar cartas no mundo do agenciamento desportivo, guarda um sonho que ainda vai bem a tempo de ser realizado…

– A aposta de Quinito e o amor pelo Vitória SC –

«O meu grande sonho teria sido o de terminar a carreira no Vitória.
É o clube do meu coração». 

Bola na Rede: Fernando, começas por dar os primeiros passos em Guimarães e a tua “explosão” dá-se com Quinito em 1999/2000. Foi um treinador que marcou a tua carreira?

Fernando Meira: Sim, claro que o Quinito marcou muito a minha carreira. É um treinador apaixonado pela forma mais simples de se jogar futebol. Vê o futebol de uma forma completamente diferente dos outros treinadores porque é um treinador muito ligado ao que é a paixão pelo desporto e aquilo que é a simplicidade do futebol. E sabe motivar e ter uma relação com os jogadores como ninguém. Foi o treinador que mais me valorizou. Ainda eu estava no Felgueiras, emprestado pelo Vitória SC, na Segunda Liga, e o Quinito ligou-me e disse-me: “Fernando, tu vais ser o meu capitão para o ano. E vais jogar a central“. E eu que tinha 19 anos e nunca tinha jogado sequer a defesa central, teve muito valor para mim. Deu-me muita confiança e muito ânimo e acabo por depois fazer uma época fantástica no Vitória, de onde depois saio para o Benfica.

BnR: Desejavas ter voltado ao Vitória SC, já no final da tua carreira?

 FM: O meu grande sonho teria sido o de terminar a carreira no Vitória. É o clube do meu coração e o clube que mais admiro. Sempre fui vitoriano e sempre serei vitoriano a minha vida toda. Teria sido a cereja no topo do bolo, mas infelizmente não foi possível. Mas as pessoas que estavam no clube, na altura, não conseguiram reunir condições para que isso acontecesse. O problema até não era uma questão de valores, mas sim uma questão de ser bem aceite pelas pessoas que estavam à frente da direção. Infelizmente, isso não aconteceu.

BnR: Gostavas de integrar a estrutura do Vitória no futuro?

FM: Claro que gostava de integrar uma futura estrutura do Vitória. Veria isso com bons olhos, é o clube da minha cidade, é o clube pelo qual eu mais sofro. Portanto, se fosse um projeto bem estruturado e consolidado, claro que diria que sim.

BnR: Sobre o Vitória atual, agora sem Luís Castro, mas com Ivo Vieira, acreditas que pode ter uma temporada positiva?

FM: Mesmo apesar de termos perdido o Luís Castro, que acabou por fazer um bom trabalho, acredito que com o Ivo (Vieira) e alguns reforços, esta crise diretiva não se vai refletir no desempenho desportivo da equipa e acho que o Vitória pode fazer uma época melhor do que a que fez no ano passado.

Novela Raúl de Tomás: último episódio (Spoiler Alert)

3 de junho de 2019. É este o dia mais negro da história para quem gosta de passar o serão no sofá, enrolado numa mantinha, a ver novelas. Neste dia chegaram ao fim duas das maiores novelas de verão no que ao mercado de transferências do futebol nacional diz respeito. Com o SL Benfica como denominador comum, duas movimentações de mercado históricas foram oficializadas no espaço de duas horas: João Félix é o novo camisola 7 do Club Atlético de Madrid e Raúl de Tomás (ou R.D.T, como o próprio prefere) será (suponho) o novo camisola 9 do SL Benfica.

A venda do português por 126 milhões de euros (com o pagamento de juros à entidade bancária), que na verdade são 120 milhões (valor da cláusula), que na verdade são 108 milhões (após a transação de 12 milhões para os cofres de Jorge Mendes – se lá ainda houver espaço), é a maior de sempre de um jogador português. A contratação de Raúl de Tomás ao Real Madrid FC por 20 milhões de euros é a segunda maior compra do futebol português (a maior, curiosamente, também foi por parte do SL Benfica e também foi a de um Raúl que jogava em Madrid – Raúl Jiménez, 22 milhões, 2015).

Contas feitas, saldo (muito) positivo para o clube da Luz: 88 milhões de euros de lucro. Financeiramente, tudo certo. Mas na vertente desportiva, como fica o SL Benfica? João Félix é um dos maiores “talentos puros” (o pessoal de Madrid tem olho para slogans) do mundo do futebol atual. Acredito, sinceramente, que se alguém, daqui a cinco, dez anos, redigir um dicionário do futebol, o português será a definição de segundo avançado, falso avançado, nove e meio, nove e três quartos, etc. R.D.T. não o é.

Então, quem é Raúl de Tomás? Hispano-dominicano, nasceu em Espanha e ingressou cedo nos escalões de formação do Real Madrid FC. Apontam-lhe o pé direito como pé preferencial, mas pode ser só um mito. Quem o vê jogar não decifra de que pé gosta mais. Bastante salomónico. Com 1,80m e 75kg não pode ser chamado de “possante”, mas também não é um indivíduo franzino. Em outubro cumprirá o seu 25º aniversário, o primeiro enquanto jogador do SL Benfica.

Ao lado do presidente do SL Benfica, Raúl de Tomás enverga pela primeira vez a camisola que vestirá, se cumprir o contrato, de cinco temporadas
Fonte: SL Benfica

Na época 15/16, teve a sua primeira experiência fora dos merengues e fora da capital espanhola: jogou, por empréstimo, no Córdoba CF, que militava na segunda divisão espanhola. Participou em 27 jogos e apontou seis golos. O Real Madrid FC gostou da sua prestação, o suficiente para não o libertar do contrato, mas não o suficiente para o integrar no plantel. “Nós ficamos com ele”, disseram os dirigentes do Real Valladolid CF. E assim foi. Mais uma época de empréstimo, mais uma época na segunda liga espanhola. Desta feita, foram 39 jogos e 15 golos.

“E agora, já gostam de mim?”, terá perguntado de Tomás. “Hum”, terá respondido Florentino Pérez, presidente madrileno. “Não se preocupem, já sei o caminho”, terá retorquido Raúl, enquanto se dirigia mais uma vez para o segundo escalão do futebol espanhol. Empréstimo de uma época ao Rayo Vallecano de Madrid, S.A.D., que viria a repetir-se na temporada seguinte (a que findou o mês passado), na La Liga, após um casamento bem-sucedido, em que de Tomás marcou 24 golos em 32 jogos e em que o clube de Vallecas subiu de divisão.

Na época que há pouco se despediu, Raúl de Tomás apontou 14 golos em 34 jogos pelo Rayo Vallecano de Madrid, S.A.D., que veio apenas matar saudades do principal escalão, voltando de imediato para o escalão secundário. No entanto, desta vez Raúl de Tomás não voltou. Com uma proposta de 20 milhões de euros apresentada ao Real Madrid FC e um contrato de cinco temporadas, com um salário de 2,2 milhões limpos, apresentado ao jogador, o SL Benfica impediu que o talento do espanhol continuasse a ser desperdiçado na segunda liga do país vizinho. E ele tem muito talento.

Matador como poucos, de Tomás finaliza com eficácia de pé direito, pé esquerdo ou de cabeça. Remata, com qualidade, de dentro e de fora de área. Movimenta-se e, sobretudo, posiciona-se muito bem dentro da área adversária. Essa capacidade de posicionamento torna-o um jogador oportunista, que aparenta estar sempre no sítio certo. Apesar de ser um jogador latino, apresenta muita frieza frente à baliza e na hora da fuzilar, tendo gatilho fácil (muito mais fácil do que o de Haris Seferovic, por exemplo). É um jogador de filosofia simples: o objetivo é marcar, para marcar há que rematar, então eu remato. Fossem todos os pontas de lança assim…

Apesar de apresentar alguma mobilidade, não o vejo a substituir João Félix e a jogar como segundo avançado. Creio que Raúl de Tomás cumpre os requisitos de um avançado centro, sendo um concorrente direto e natural de Seferovic. De resto, sou da opinião de que com Seferovic e R.D.T, o SL Benfica bem fica servido no respeitante à ponta da lança que é a equipa de Bruno Lage. Com um jogador a fazer-lhe companhia, de Tomás será letal, tendo tudo para fazer 30/35 golos já esta época. Com a mobilidade que possui, pode resultar também num sistema 4x3x3, como avançado único.

Tudo pesado, o SL Benfica garante um excelente reforço que, acredito, vai agarrar a titularidade a tempo da Supertaça frente ao Sporting CP (4 de agosto, no Estádio do Algarve). No entanto, as inevitáveis comparações com João Félix têm que começar a ser evitadas. Só assim poderá Raúl de Tomás mostrar tudo o que tem para mostrar e dar ao SL Benfica tudo o que tem para dar. Eu dou o mote: neste texto, não falo mais de João Félix.

Foto de Capa: SL Benfica

João Félix é (finalmente) colchonero!

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A novela que se antevia longa chegou ao fim! Após muita incerteza e especulação (que inundou jornais e programas de televisão desportivos, todos à procura de dar a notícia antes que ela saísse), João Félix deixa mesmo o SL Benfica e ruma ao Atlético de Madrid por 120 milhões de euros.

Na verdade, são 126 milhões de euros, que se concretizam na forma que o Atlético encontrou para pagar o valor completo da transferência. De acordo com o comunicado lançado pela CMVM, os colchoneros pagaram 30 milhões de euros a pronto e o Benfica realizou “uma operação de desconto sem recurso dos restantes 96 milhões”, onde entram os 6 milhões excedentes, respeitantes a custos financeiros que perfazem o total de 126.

Acrescenta-se também “que os encargos com os serviços de intermediação relativos a esta transferência ascendem a 12 milhões de euros”, à parte do valor de transferência, cuja responsabilidade cabe ao Atlético de Madrid de pagar o valor do Mecanismo de Solidariedade a clubes terceiros, em que se incluí o FC Porto por direitos de formação.

Os colchoneros batem assim a cláusula de rescisão e ganharam a concorrência de outros interessados como Manchester City, Real Madrid e Barcelona.

Aos 19 anos, o também internacional português assinou um contrato válido para as próximas sete épocas e irá auferir um salário de sete milhões de euros limpos por época. A cláusula de rescisão quase que triplica, pois passará a estar blindado por 350 milhões de euros.

O viseense, homenageado recentemente pela Câmara Municipal como embaixador da cidade com o Viriato de Ouro, concretiza assim a maior transferência no futebol português e passa a ser o jogador mais caro em Portugal e na história do Atlético, superando os 70 milhões despendidos pela contratação de Thomas Lemar em 2018/2019, e o quarto mais caro do mundo, atrás de Neymar (222 milhões), Philippe Coutinho (145) e Kylian Mbappé (145).

Félix já conheceu a nova casa onde vai jogar, o Wanda Metropolitano, já realizou exames médicos antes da oficialização do negócio e foi teve direito a uma apresentação com toque artístico, como se pode ver aqui. A necessidade da sua contratação resultou sobretudo na procura incessante por um substituto à altura de Griezmann, que já anunciou a saída do clube, e inclusive possui a cláusula no mesmo valor com que Félix foi contratado. Curiosamente, é com o número 7 na camisola – que era do francês – que o novo reforço vai jogar nas próximas sete temporadas. O legado não podia ser maior!

Capítulo final na longa novela em torno de João Félix. O Atlético de Madrid ganhou a corrida e é o clube que se segue na curta e tão promissora carreira
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A transferência de João Félix para o Atlético de Madrid atingiu, como é facilmente percetível, valores estratosféricos e tentadores. Muito se escreveu e muito se falou, mas perante tanta cobiça, a probabilidade de Félix ficar nos encarnados era muito reduzida. A saída foi a única opção possível e a que mais facilmente conduziu a este desfecho. Pena que o Benfica a tenha tentado esconder secretamente, ao tardarem em admitir as conversações numa altura em que estas já estavam longas. (Só mesmo na reta final se dignaram a esclarecer o que já tinha sido esclarecido há muito!)

Quanto ao jogador, é importante não esquecer o tremendo talento para a idade que tem, nunca esquecendo que o mundo do futebol é muito instantâneo. Por algum motivo, as carreiras terminam aos 36 anos e, em alguns casos, mais tarde. É de realçar que foi colocado num pedestal em tão pouco tempo – não vale a pena negar – e daí resultou uma pressão exagerada e bastante preocupante vinda de todos os lados, principalmente da comunicação social.

O que mais importa neste momento é o que o futuro reserva para João Félix. Nada do que está para trás é relevante. A transferência está consomada e, em breve, vai estar às orientações de Diego Simeone. Deseja-se o melhor, com a esperança de que estas pressões não afetem o seu percurso pessoal e profissional. A exigência e o rigor são ainda maiores, é um facto, e a margem de erro muito curta, pelo que a maturidade tem de jogar lado a lado com a técnica em campo.

João Félix já é um dos maiores nomes do futebol mundial e nunca se falou tanto nele como agora. Era certo e sabido que o Benfica não o conseguiria segurar por muito mais tempo. 43 jogos e 20 golos depois, é o Atlético que o leva para as suas fileiras, como uma prova de maior crescimento e exposição.

Neste momento, o mundo desportivo gira em torno de Félix, mas é bom que se meta uma coisa na cabeça o quanto antes: Félix não é o melhor jogador do mundo, mas pode ser; não é Bola de Ouro, mas pode ser; não é titular na Seleção, mas pode ser. E a lista prossegue! Para já, acalmem-se porque João Félix é só jogador do Atlético de Madrid, internacional por Portugal e um jogador extraordinário, mas que tem apenas 19 anos. Como tal, há que manter a calma: etapa a etapa e não numa tentativa de as queimar à força. Não faz bem ao jogador, que é o principal protagonista desta grande novela que já é a sua curta e promissora carreira.

Muito obrigado por tudo o que deste à família benfiquista. Vamos sentir a tua falta! Eis a nova coqueluche do Atlético de Madrid a quem desejamos muitas felicidades!

Foto de Capa: Atlético de Madrid

Os vencedores e perdedores dos primeiros dias de Free Agency

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Ainda falta saber para onde escolhe ir o campeão e MVP das finais, Kawhi Leonard, mas já muito aconteceu na NBA desde que a free agency se iniciou, na noite de domingo. Apresentamos os que melhor se comportaram até agora e aqueles que ficaram áquem das expetativas.

Os vencedores

É unânime: os Brooklyn Nets dominaram a free agency. O trabalho do GM Sean Marks não anda muito longe da perfeição e atingiu no domingo níveis altos de epicidade. O ex-jogador e agora diretor dos Nets pegou num franchise sem escolhas no draft e sem jogadores de renome e foi construindo uma equipa. As más épocas em nada ajudavam porque a escolha no draft caía sempre para o lado dos Celtics. Mas a aposta em jogadores com muito a provar na liga levou os Nets aos playoffs em abril e abriu agora a porta à chegada de Kevin Durant e Kyrie Irving. Porque quem mostra trabalho é, normalmente, recompensado. Durant irá falhar a próxima temporada, mas os Nets têm muito por onde sonhar.

Quando muitos já duvidavam das suas capacidades, Pat Riley mostrou a todos o porquê de ser o “Godfather”. Sem espaço salarial, Riley e os Heat conseguiram despachar o chorudo contrato de Hassan Whiteside, adquirindo Jimmy Butler, o quarto free agent mais cotado de 2019. Butler nem chegou à reunião que tinha planeada com os Houston Rockets, optando logo por se mudar para Miami. Mesmo com alguns problemas iniciais por desistência dos Mavericks em adquirir Dragic, as negociações chegaram a bom porto, numa troca que envolveu quatro equipas. Os Heat conseguiram Butler e Meyers Leonard, os 76ers receberam Josh Richardson, os Blazers receberam Hassan Whiteside e Mo Harkless rumou aos Clippers, junto com uma escolha de 1ª ronda de Miami.

Por fim, cuidado com os Jazz. Ao aperceberem-se de uma oportunidade no Oeste, rapidamente a turma de Utah conseguiu Mike Conley. Não satisfeitos, foram ainda buscar Bojan Bogdanovic, o que acaba por oferecer todo um novo poder ofensivo a uma equipa que já defendia de uma maneira tremenda. Com Ed Davis, Jeff Green e Emmanuel Mudiay, os Jazz ganham uma maior profundidade no plantel e passam a ser um dos grandes favoritos no concorrido Oeste.

Eu destro o benefício da dúvida

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Sempre possuí uma dor crónica em todo o lado direito do meu corpo. Melhor, desde os dois anos de idade, aflorando à objetividade. Até ao preâmbulo da maldita, a vacina César Prates era válida. A imunidade fornecida pelos dois anticorpos, o defensivo e o ofensivo, equilibrada na velocidade de propagação. E, até à aparição de Cédric Soares, o crescimento constituiu sempre um processo melindroso, com avanços ténues e recuos verdadeiramente enfáticos, pela locomoção arrastada e vagarosa, num reumatismo percetível e curioso, simultaneamente.

Após incalculáveis visitas a centros de pediatria e fisioterapia, lá deslindaram o ato pândego: a representação do corredor direito do Sporting Clube de Portugal, na tentativa de personificar as alas de um hospital em maré de toda e qualquer patologia. Neste caso, especificamente, “o caro saiu barato”. Já contemplei assaltos mais modestos; contudo, após a descoberta, continuo, dia após dia, a inquirir-me sobre o facto de tanto tabefe não conferir, à minha bochecha, o estatuto de paraplégica.

Naquele momento, recordo-me de os meus progenitores mencionarem algo do género “a tua atitude não foi de menino bem-comportado, foi de gente que, simplesmente, não sabe estar”. Não liguei. “Que perfeito disparate, mas um disparate ainda maior seria criarem um programa de televisão com esse título”, pensei. Afinal, eu sabia estar (à frente).

Ricardo Araújo Pereira, em 2019, é autor de uma rúbrica, no Jornal das 20h (TVI) com esse epitáfio. Nada conveniente. Apesar de benfiquista irracional (palavras do humorista), acudiu-me na tentativa de encarar a incapacidade metaforizada. Surpreendentemente ou não. A dor era a mesma, tão aguda como outrora. Privou-me, somente, da arte de teatralizar. Preciosa ajuda, as rosadas agradecem!

Busca-se dar nova vida à asa direita leonina
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

No último programa, visou o SIRESP. O flanco direito é a réplica mais minuciosa do sistema de emergência mais abordado do momento. Ambos apresentam como principal valência salvaguardar e edificarem um pronto socorro. “Funciona em determinadas situações exceto quando é preciso” é, no contexto, a missiva apropriada porque, como tudo indica, os laterais direitos só jogam quando… estão sob a alçada de outros clubes.

Além de tudo isto, no Governo Sombra, onde se disfarça de ministro de algo, semanalmente, esta semana, sobre o tema supracitado, explana outro ponto de vista acertado e relacionado, também, dire(i)tamente com a situação do clube: orar em vez de utilizar o SIRESP. Eu chego mais longe! Valentin Rosier, contratado recentemente, oriundo do Dijon, atraca em Alvalade a troco de cinco milhões de euros mais Mama Baldé: não seria preferível, como método preventivo, o antivírus contra o desbaratamento incerto? Ristovski provou que não é (nem nunca foi) um bom SIRESP. Sobre Bruno Gaspar não teço comentários. Mama Baldé jogou a extremo a temporada transata… prognósticos só no fim do campeonato, mas nestas instâncias o ceticismo é o trilho a percorrer.

A lateral está totalmente… esquerda. A expetativa é quase nula. No entanto, subsiste aquela réstia de esperança que compete aos reforços materializar. Urge endireitar o Sporting Clube de Portugal! Agora é contigo, Valentin Rosier!

Foto de Capa: Dijon FC