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Porque eu só estou bem… aonde eu não estou

“Talvez seja uma boa altura para experimentar um novo desafio”.

No já revolto mar da sua vida profissional, foram estas as palavras de Paul Pogba à Reuters que agitaram as águas internacionais. De férias na capital do Japão, o francês de 26 anos justificou e legitimou a sua vontade de rumar a outras paragens com a sua melhor época em Manchester desde que regressou, em 2016.

Mas terá sido mesmo a época que findou a melhor desde que retornou ao palco do “Teatro dos Sonhos”? Vejamos:

Embalado pelo título de campeão mundial de seleções, torneio onde esteve em clara evidência no meio-campo dos gauleses, o gigante francês ficou a um jogo da meia centena e apontou 16 golos, um recorde pessoal.

Contudo, o risco inerente de olhar apenas aos números, leva-nos a fazer uma retrospetiva do que foi o seu desempenho ao longo dos muitos minutos que somou com a camisola dos “Red Devils”.

A nível coletivo, a temporada do histórico emblema inglês esteve longe de ser brilhante, ainda que para os mais otimistas a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões possa atenuar o desastre interno, que culminou no 6.º lugar da Premier League, atrás de todos os adversários diretos.

Não obstante, Paul Pogba exibiu um compromisso para com a equipa durante os jogos que até então ainda não se tinha visto. A disputa de lances aéreos, a ida ao chão e ao choque, as constantes correções de poscionamento aos colegas de setor e o esgar de desalento nas derrotas deixavam antever uma mudança no espírito competitivo de um jogador ímpar.

À pujança física, o francês de ascendência guineense (Guiné-Conacri) junta-lhe uma agilidade incomum para tamanha estatura e uma qualidade técnica pouco vista em alguém com este perfil. De cariz mais ofensivo, tanto aparece a finalizar, como no último passe. Defensivamente competente, rapidamente vira o jogo em passe longo ou em movimentos de rutura, onde é quase impossível pará-lo quando embalado.

Se não restam dúvidas quanto à sua qualidade e utilidade num clube carenciado como é este United, sobram interrogações respeitantes à sua controversa personalidade fora de campo.

Dos penteados aos outfits extravagantes, vários têm sido os momentos em que o mais novo de três irmãos futebolistas tem dado nas vistas para lá da bancada.

Fonte: UEFA

2012 assinala, provavelmente, o primeiro momento polémico na sua carreira, quando forçou a saída para a Juventus FC, conseguindo rumar a Turim a custo 0, algo que, na altura, revoltou de sobremaneira Sir Alex Fergunson, treinador que o recebeu quando chegou do Le Havre FC, com apenas 16 anos.

Aos títulos de Golden Boy em 2013 e de melhor jogador jovem do Mundial no Brasil em 2014, o promissor médio ia juntando troféus coletivos e assumindo-se como referência numa equipa que contava com estrelas do calibre de Buffon, Chiellini, Bonucci ou Pirlo.

Itália recebeu-o ainda menino e vi-o sair homem feito, com um currículo recheado de conquistas internas e tendo atingido a final da Liga dos Campeões em 2015. De lá para cá, algum futebol e muita… polémica.

Numa altura tão fértil em rumores como a silly season, as declarações de Pogba vieram escancarar a janela já por si entreaberta de uma eventual transferência.

Juventus FC, de onde saiu a troco de 105 M €, e Real Madrid FC afiguram-se, neste momento, como os mais fortes destinos para o irreverente médio.

Se o futuro a Mino “Deus” Raiola pertence, a profecia de Variações é evidente.

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar a minha forma, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

Estou Além – António Variações

Foto de Capa: FIFA

«O guarda-redes português não é devidamente valorizado» – Entrevista BnR com Ricardo Ribeiro

Guimarães, o berço do Minho, foi o anfiteatro selecionado para conversar e privar com Ricardo Ribeiro, guarda redes do Futebol Clube Paços de Ferreira. O colóquio relembrou momentos passados onde a nostalgia se sobrepôs, analisou o presente com discernimento e perspetivou o futuro com a dose adequada de cautela e espírito aventureiro. Das subidas conquistadas aos momentos mais amargos e espinhosos da carreira, a transparência foi vincada em cada resposta. Chiquinho, criativo do Moreirense, é elogiado pelo antigo colega de equipa. O Bola na Rede encarrega-se de lhe exibir a entrevista na íntegra.

Ricardo Ribeiro, atual guarda-redes do FC Paços de Ferreira
Fonte: Nélson Mota/ Bola na Rede

-Da formação à primeira subida pelo Moreirense FC-

“Diziam-me sempre que não ia conseguir ser futebolista e que me tinha de dedicar ao trabalho.”

(BnR): Durante o período de formação pensaste, em algum momento, chegares onde agora te situas?

(RR): Claro que sim, todos nós temos esse sonho. Mas nunca imaginei subir tão cedo à equipa sénior do Moreirense FC porque fiz a minha estreia com apenas 17 anos.

(BnR): O período cessou na época de 2008/2009. Até esse momento, nenhum familiar teu ou amigo próximo fez a tal pressão para a continuidade dos estudos?

(RR): Não, mas diziam sempre, quando eu saí da escola, com os meus 16 anos, para continuar. Contudo, não tinha essa vocação e não gostava, apesar de hoje me arrepender muito dessa decisão. Diziam-me sempre que não ia conseguir ser futebolista e que me tinha de dedicar ao trabalho. Mas eu tive sempre esse sonho e, quanto mais as pessoas diziam que eu não seria capaz, a minha vontade em demonstrar o contrário crescia.

Ricardo Ribeiro estreou-se no futebol sénior no Moreirense com 17 anos
Fonte: Nélson Mota/ Bola na Rede

(BnR): Fazes a estreia em Leiria, na Taça de Portugal, frente ao Pinhalnovense. Foi difícil controlar e dominar o nervosismo? Era um sonho tornado realidade?

(RR): Estava um bocado ansioso, mas acho que é normal devido à idade, era muito novo. Foi a minha primeira época como sénior. Contudo, no decorrer do jogo, fui perdendo essa ansiedade e fui considerado dos melhores em campo. Na altura, falou-se muito sobre mim nos jornais, dizendo que eu podia ser o rosto do futuro do Moreirense FC facto que, depois, se veio a confirmar.

(BnR): Sentias que os embates frente ao FC Vizela, sendo este um velho rival, faziam oscilar o orgulho da equipa consoante o resultado obtido?

(RR): Não. É claro que nesse tipo de jogos toda a gente quer jogar porque qualquer jogador ambiciona jogar um derby. Na altura ainda não jogava porque era suplente do Ricardo Andrade. Mas a motivação não era necessária porque já tínhamos em mente por ser um derby.

(BnR): O Moreirense FC joga, no término da época, o derradeiro jogo em Arouca, acabando por subir mesmo perdendo. Subir ao escalão profissional com o clube que te acompanha desde o berço tem um trago especial?

(RR): Claro que tem, é óbvio. Sou natural de Moreira de Cónegos, sempre foi o meu sonho representar o Moreirense e aliar esse sonho à subida de divisão deixou-me extremamente orgulhoso. Posso afirmar que sou das poucas pessoas a conseguir isso.

Antes, durante e depois

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Francisco Oliveira Geraldes é leão desde 2003/2004, altura em que começa a representar o Sporting CP. Desde cedo afirmou que pretendia fazer toda a sua carreira no clube, fazendo sempre juras de amor eterno pelo leão que tantas vezes carregou ao peito. Foi igualmente desde muito novo que demonstrou todo o seu talento e toda a sua criatividade. Uma forma única quando toca na bola, de cabeça sempre levantada e com uma condução assertiva e um passe (quase) sempre teleguiado. Oferece soluções técnicas incríveis e entende na perfeição o que é preciso fazer com e sem bola.

A nível sénior começou a dar os primeiros toques na equipa B leonina e foi sem dúvida um dos destaques do plantel na altura. As suas exibições deliciavam os adeptos e, pensávamos nós que, de igual forma os dirigentes leoninos. Segue-se um empréstimo ao Moreirense onde foi o maestro da equipa e onde conquistou uma Taça da Liga. Uma época a um grande nível garantiu a presença na pré-época leonina na seguinte temporada, mas sem sucesso. Voltou a ser emprestado e desta vez o destino foi o Rio Ave, onde somou também um conjunto de 38 jogos e 4 golos, melhorando até os números e os níveis exibicionais que demonstrou em Moreira de Cónegos.

A sua qualidade não deixava margem para dúvidas e as suas exibições mais uma vez, faziam deliciar os adeptos leoninos. Quando se pensava que seria (finalmente) aposta em Alvalade, eis que surge um novo empréstimo. Desta feita o destino seria a Alemanha, para representar as águias de Frankfurt. Contou com zero jogos e logicamente zero minutos. Uma lesão que contraiu não ajudou também à sua adaptação.

Regressou em janeiro a Alvalade e foi o primeiro reforço de inverno. Foi inclusive a cara da gamebox para a segunda volta da época e no entanto somou apenas 18 minutos em 3 jogos e conta ainda com uma participação nos sub-23. Um jogador que vinha em crescendo vê assim a sua carreira estagnada, sem hipótese de continuar o trabalho que vinha a realizar. É lógico que “cresceu” na sombra de Bruno Fernandes e que seria muito difícil de ser aposta frequente, mas a sua qualidade reclama muito mais que 3 jogos e apenas 18 minutos.

Marcel Keizer defende que o jogador não joga por falta de qualidade, mas sim fruto dessa mesma concorrência. Consigo concordar de facto, mas não consigo entender nem compreender então a pouca aposta como já referi.

Francisco Geraldes continua a ser um enigma em Alvalade
Fonte: Sporting CP

E agora? Como será daqui para a frente? O centro campista tem atualmente 24 anos e contrato com o clube leonino até 2021 com uma clausula de 45 milhões de euros. É um jogador tecnicamente muito evoluído, conhece e compreende o jogo e não consigo encontrar razões técnicas ou táticas para que não seja aposta regular no Sporting CP. É um jogador que está sempre um passo à frente, antecipando as suas ações e as dos adversários. No entanto, não deixa de ser curioso o facto de vários treinadores nunca terem apostado nele em Alvalade, mas a verdade é que temos o exemplo recente de Wendel que começou por não contar e agora acaba por ser uma das peças chave do plantel leonino.

Há jogadores que reclamam por oportunidades e certamente que Francisco Geraldes merece muitos mais minutos. Não sabemos o que se passa extrajogo e nos bastidores mas é um case-study este de Francisco Geraldes. Quem fica a perder é o jogador, mas sobretudo o clube por não apostar num jogador que alia na perfeição a sua inteligência com as chuteiras que calça em campo. Precisa de jogar para ter mais intensidade e para ser mais consistente – algo que demonstrou na nossa liga em duas épocas e dois clubes distintos. Sem ritmo de jogo será tudo mais difícil.

É rumor na imprensa desportiva que Francisco Geraldes está em vias de ingressar no AEK que é treinado atualmente por Miguel Cardoso, técnico que já orientou o médio português na sua passagem pelo Rio Ave. No entanto, é dito também que o Sporting CP pretende renovar por mais uma época antes de realizar o empréstimo. A minha grande questão é: para quando uma aposta séria? Vamos ver Francisco Geraldes mais uma vez a ser emprestado? Vamos renovar e emprestar para o jogador ser uma aposta com que idade? Ou para ir para o exterior dar nas vistas e mais tarde ser vendido?

Um jogador da casa, com qualidade e com uma enorme ambição de representar o clube é prendado desta forma. O problema do Sporting CP é estrutural e sobretudo um problema de mentalidade. Algo que se tentou mudar durante os últimos anos mas que parece para sempre perdurar no clube. Agora o futuro está encarregue de nos trazer todas as respostas.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os 5 melhores avançados que vestiram de azul e branco

A posição de ponta-de-lança está identificada como uma das lacunas do plantel do FC Porto e é sabido que Sérgio Conceição pediu à SAD a contratação de um jogador para a posição e que garanta os golos que foram faltando ao FC Porto ao longo da época. Intensificam-se as negociações por Zé Luís, jogador que já representou o Gil Vicente FC e o Sporting Clube de Braga e que joga, atualmente, na Rússia ao serviço do Spartak de Moscovo. Posto isto, lançamos, hoje, no Bola na Rede, um top dos melhores avançados que vestiram de azul e branco no presente século.

França 2-1 Inglaterra (sub-21): Remontada em cima do final abate Três Leões

A França começou da melhor maneira o Europeu Sub-21 ao bater o rival teoricamente mais difícil do seu grupo e dar um passo de gigante rumo às meias-finais. Apesar de terem desperdiçado duas grandes penalidades, os franceses souberam aproveitar da melhor maneira a superioridade numérica na reta final de uma partida em que a Inglaterra, até à expulsão, esteve por cima.

Num jogo recheado de nomes sonantes de parte a parte, enfrentaram-se duas equipas capazes de fazer inveja a muitas seleções principais. A primeira parte foi de maior domínio inglês, potenciando os extremos Sessegnon e Gray e causando dificuldades numa defensiva francesa muito subida. No meio, Phil Foden esteve intratável e originou diversas investidas perigosas. A Inglaterra foi a primeira a criar perigo, com Gray a atirar ao poste. A França também ameaçou, mas Dean Henderson travou todas as investidas, inclusivamente uma grande penalidade.

O génio acendeu a lâmpada
Fonte: UEFA

O segundo tempo começou com um lance de génio de Phil Foden, que ludibriou vários adversários e rematou seco para o fundo das redes, não dando hipótese ao guardião contrário. Pouco depois, Sessegnon viria a aumentar a vantagem, mas o lance foi invalidado devido a um fora de jogo de Solanke no início da jogada.

Na resposta, Bamba foi arrancado pela raíz por Choudhury e a França viria a ter novo penalti a seu favor. O VAR avisou corretamente o árbitro que, ao rever a entrada duríssima do inglês, encaminhou-o para os balneários mais cedo. E a partir daqui um novo jogo começou.

Aouar foi quem assumiu a grande penalidade, mas fez ainda pior que Dembelé fizera no primeiro tempo e atirou ao poste. Apesar dos dois desperdícios flagrantes, os franceses não se deixaram ir a baixo e conseguiram tirar proveito da vantagem numérica. Dean Henderson ia defendendo tudo o que havia para defender e adiando o inevitável. Aos 89 minutos, a França chegou ao empate por intermédio de Ikone, num remate colocado ao poste mais próximo. E já no último dos cinco minutos adicionais, os franceses chegariam ao golo da vitória através de um autogolo de Wan-Bissaka, que cortou para a própria baliza uma bola que ia ser defendida pelo seu guardião.

Final muito inglório para os ingleses, que têm uma equipa muito talentosa e, em condições normais, ganhariam o jogo. Foden e Maddison estiveram inspirados no meio-campo e o tridente ofensivo Gray-Solanke-Sessegnon é garantia de golos frente a qualquer seleção. O quarteto defensivo é o ponto mais débil da equipa, mas estiveram protegidos por um super-Henderson na baliza. As substituições não ajudaram a equipa e são bastantes discutíveis, uma vez que o técnico inglês não corrigiu o meio-campo após a expulsão de Choudhury e colocou dois pontas de lança quando a equipa estava em 30 metros a tentar defender o resultado.

A França sorriu no final de um jogo em que demonstrou o que já se esperava: ataque muito móvel e perigoso, mas uma defesa que não dá garantias na defesa da profundidade. Bamba deu nas vistas mas saiu muito mal tratado, ao passo que Ikone e Dembelé também agitaram muitas vezes o jogo.

Onzes iniciais e substituições:

Inglaterra: Henderson, Wan-Bissaka, Tomori, Clarke-Salter, Dasilva, Maddison, Choudhury, Foden, Sessegnon (Calvert-Lewin 75’), Gray (Abraham 75’), Solanke (Mount 71’).

França: Bernardoni, Dagba, Konate, Upamecano, Ballo Toure, Rene-Adelaide, Tousart (Mateta 72’), Aouar (Thuram 82’), Ikone, Bamba (Ntcham 66’) , Dembele.

As 5 contratações do Real Madrid para atacar 2019/2020

O verão está a chegar e com este vem a típica febre do mercado de transferências. O número de rumores é maior do que o de negócios que acabam por se concretizar, mas nem por isso deixa de ser a grande atração do defeso. Os adeptos anseiam a chegada de uma ou mais estrelas ao seu clube do coração, enquanto os presidentes, empresários e outros representantes vão perdendo horas e horas em reuniões, ou simplesmente a desmentir as notícias que vão circulando na imprensa desportiva.

Em Madrid, mais precisamente no Santiago Bernabéu, é do conhecimento geral as compras por valores astronómicos que costumam ocorrer por esta altura. Os galácticos, como são conhecidos os grandes jogadores que chegam ao Real na era Florentino Peréz, vão fazendo as capas da MARCA, e a venda de camisolas vai disparando de forma absurda.

Depois de uma época 2018/2019 sem títulos, com três treinadores diferentes e com uma crise pós-Ronaldo terrível, o presidente merengue pôs mãos à obra e começou a satisfazer os pedidos do técnico Zinédine Zidane. Se é certo que a lista de transferências para o clube madrileno está longe de terminar, também é certo que já há bastante material para ser alvo de análise e de previsões do que vem aí na próxima época. Vejamos, assim, os cinco novos rostos já confirmados do plantel 2019/2020 do Real Madrid.

Um craque com futuro!

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Marcus Wendel chegou ao Sporting Clube de Portugal no mercado de inverno da época 2017/18, num negócio avaliado em 7.5 M€ proveniente do Fluminense. O médio leonino fez a sua formação no clube do Rio de Janeiro, tendo feito a sua estreia em 2017, temporada em que ao serviço do Flu realizou 59 jogos e marcou sete golos.

No entanto, na segunda metade da época 17/18, sob a liderança de Jorge Jesus, acabou por ser pouco utilizado disputando apenas 4 jogos. Todavia, esta temporada começou a escrever a sua história de leão ao peito, sendo titular indiscutível, quer com José Peseiro, quer com Marcel Keizer. Wendel ajudou a equipa do Sporting a vencer dois títulos – a Taça da Liga e a Taça de Portugal – somando 33 jogos, três golos e cinco assistências. Mostrou-se um jogador tecnicamente evoluído, com boa meia distância, capacidade de transporte de bola, boa qualidade de passe e visão de jogo, forte na transição defensiva e com índices de agressividade e intensidade elevados.

Para o médio do Sporting, a temporada terminou com mais um título: a vitória no Torneio de Toulon 2019. Wendel foi chamado por André Jardine à equipa sub-23 do Brasil. Nesta competição, disputou os cinco jogos, tendo marcado um golo na vitória por 4-0, diante da Guatemala. Na final, o Brasil viria a vencer o Japão, com recurso a pontapés de penálti após empate a um golo nos 120 minutos, com Wendel a entrar no decorrer da segunda parte do jogo.

Wendel somou, na presente época, a conquista da Taça da Liga e da Taça de Portugal
Fonte: Sporting CP

Esta foi assim uma época de afirmação para Wendel, demonstrando o seu valor e somando três troféus: a Taça da Liga, a Taça de Portugal e o Ouro no Torneio de Toulon. O médio brasileiro valorizou-se e tem hoje um valor de mercado fixado em 10 M€, com contrato válido até 2023, com cláusula de rescisão de 60 M€.

O médio brasileiro é um jogador com um enorme talento, um craque que vale a pena seguir. Um atleta que se espera que continue a evoluir, valorizar-se e ajudar o Sporting, com golos e assistências, para vencer jogos e conquistar títulos de leão ao peito.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ténis Português: Sousas com sortes distintas

João Sousa foi o primeiro tenista português a entrar no court esta semana. No torneio de S-Hertogenbosch, na Holanda, o jogador de 30 anos defrontou o norte americano Frances Tiafoe. João Sousa teve um final de tarde para esquecer, uma vez que saiu derrotado no espaço de uma hora com os parciais de 6-2 e 7-6. 

A semana de Sousa não ficaria por aqui. O número 71 do ranking ATP viajou até Alemanha para disputar a fase qualificação do torneio de Halle. Com duas vitórias em dois jogos, João Sousa garantiu o apuramento para o quadro principal do torneio alemão e vai defrontar o polaco Hubert Hurkacz (n.º 54 do ranking ATP).

João Sousa conseguiu o apuramento para o quadro principal do torneio de Halle
Fonte: Clube de Ténis de Braga

Gonçalo Oliveira também entrou em ação esta semana. O jovem de 25 anos deslocou-se até ao Cazaquistão para disputar mais um Challenger. Nos 16avos de final, Gonçalo Oliveira eliminou Tomas Barrios por 2-0. Porém não teve a mesma sorte nos oitavos de final e acabou eliminado pelo italiano Stefano Travaglia.

Por fim, Pedro Sousa acabou por ter o mesmo destino no Challenger de Lyon. O tenista de 31 anos conseguiu derrotar o jovem francês Johan Tatlot nos 16avos de final, no entanto não teve argumentos contra o tenista belga Kimmer Coppejans e falhou o acesso aos quartos de final.

Foto de Capa: Bele m Lisboa Open

NCAA: Porquê a categoria inferior?

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Mais uma vez, os NCAA – os campeonatos universitários norte-americanos – voltaram a mostrar performances e resultados impressionantes, caindo mesmo recordes de várias décadas. No entanto, há um fantasma que continua a pairar sobre as marcas alcançadas no evento. 

Sha’Carri voou…e virou já profissional! 

No passado dia 8 de Junho, Sha’Carri Richardson espantou todo o mundo ao correr os 100 metros em 10.75 segundos, uma marca que coloca a jovem de 19 anos no top-10 da história mundial da distância. Para se ter uma ideia da marca, fazemos um simples exercício: retiramos da equação a estratosférica (e muito suspeita) marca de Flo-Jo, os inatingíveis 10.49 que se mantêm como recorde mundial e vemos que a atleta mais rápida a seguir é Carmelita Jeter, com os seus 10.64 segundos corridos em Xangai em 2009. Pouco mais de um décimo de diferença para a marca de Richardson! Os 10.75 destruíram o anterior recorde mundial júnior – 10.88 de Marlies Göhr – que durava desde 1977!

A jovem ainda voltaria à pista 45 minutos depois para correr os 200 metros em 22.17, tornando-se também na nova recordista mundial júnior da distância (o anterior recorde pertencia a Allyson Felix desde 2004) e na primeira mulher da história (de qualquer idade) a correr no mesmo dia 100 metros abaixo dos 10.8 e 200 metros abaixo dos 22.2. Antes de entrar para esta temporada, os melhores pessoais de Sha’Carri eram de 11.28 aos 100 metros (em 2017) e de 23.28 nos 200 metros (também em 2017).

Poucos dias depois, Sha’Carri anunciou que iria já deixar a Universidade, tendo optado pela imediata profissionalização, provavelmente atraída por um contrato milionário e pela opinião de alguns especialistas, como Ato Boldon, que afirmou que este é o melhor momento para a atleta capitalizar o seu valor, pois será difícil melhorar muito mais as suas marcas, ainda que tenha apenas 19 anos, feito em Março deste ano. 

Portugal 28-28 Lituânia: Seleção empata no último jogo de qualificação

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A seleção das quinas entrou este domingo em campo, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, para defrontar a Roménia, no sexto e último jogo da fase de qualificação do campeonato da Europa de andebol. A jogar em casa, e com uma extraordinária moldura humana – que contava com mais de 3.000 apoiantes – Portugal não conseguiu repetir o feito da primeira ronda desta fase de qualificação, e, não foi além de um empate a 28 golos.

Já qualificada, desde a passada quinta-feira, a turma de Paulo Pereira, não baixou de forma, e presenteou todos os portugueses que se deslocaram até Matosinhos. Com algumas surpresas no sete inicial – como a presença de Jorge silva na lateral direita e Gustavo Capdeville na baliza – a seleção portuguesa entrou por cima no encontro, com Diogo Branquinho a inaugurar o marcador.

Durante todo o primeiro tempo, os lusos procuraram alargar a vantagem e sentenciar o encontro, mas a crença dos visitantes em consagrar-se no melhor terceiro lugar, dos quatros grupos de qualificação (condição que garante acesso ao Euro), fez-se sentir impetuosamente, e, sempre que Portugal conquistava uma vantagem de dois e três golos, os lituanos não tardavam em recuperar.

Note-se, que ainda assim, Portugal foi para intervalo a ganhar por (16-13).

Já na segunda metade, tal como acontecera na primeira, a seleção nacional não foi capaz de se superiorizar aos bálticos, e, nem mesmo as sensacionais defesas do luso-cubano Alfredo Quintana, nos últimos dez minutos da partida, foram suficientes para os lusitanos saírem vitoriosos do encontro.

Portugal, termina assim, a fase de qualificação de forma brilhante, onde em seis jogos perdeu apenas um encontro, frente a uma das maiores potências do andebol mundial – a França.

Equipas:

Seleção portuguesa:

Alfredo Quintana Belone Moreira; Pedro Portela (3); Gilberto Duarte (3); Carlos Martins (1); Diogo Branquinho (3) ; Pedro Seabra (3); Tiago Rocha (3); Miguel Martins (2); Humberto Gomes; Jorge Silva; Sérgio Barros (2); Fábio Magalhães (3);Gustavo Capdeville; Daymaro Salina (2); Alexis Borges (3).

Seleção da Lituânia:

Antanavicius; Barbarskas (4); Buronko; Dumcius (9); Grosas (3); Gurskis; Lapiniauskas ;Morkunas; Pleta; Simenas; Stankevicius; Tarcijonas (1); Truchanovicius (4); Urbonas (6); Urbonas; Virbauskas (1).