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A posição assombrada: a saga de defesas esquerdos

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De há uns anos a esta parte, o Sport Lisboa e Benfica conseguiu, finalmente, colmatar a lacuna na lateral esquerda com a contratação de Álex Grimaldo.

Numa altura em que o plantel dos encarnados valorizou consideravelmente e, tendo em conta as exibições do lateral espanhol ao serviço das águias, até quando conseguirão os dirigentes benfiquistas manter Grimaldo?

Cobiçado por várias equipas de renome internacional, entre elas o seu antigo clube, o Barcelona, Grimaldo é visto como um bem valioso no plantel do Benfica. Assim, surge, entre os adeptos, o receio de se voltar a ter o grande problema da história recente do Benfica: a “falta” de defesas esquerdos.

Desde a saída de Fábio Coentrão na temporada de 2011/12, para o Real Madrid, os laterais esquerdos sempre foram mal amados no Benfica.

Guilherme Siqueira, embora esteja neste lote de defesas mal-amados, realizou 33 jogos, tendo apontado um golo ao serviço das águias
Fonte: SL Benfica

Joan Capdevilla, Carole, Luís Martins, Emerson, Melgarejo, Luisinho, Bruno Cortez, Guilherme Siqueira, Eliseu e Benito. Uns com mais sucesso que outros, mas todos com uma algo em comum: não eram bons o suficiente na perspetiva dos adeptos. Grimaldo chegou, enfim, na época de 2015/16 e, embora não tenha sido titular de imediato, conseguiu ocupar o lugar que era, até então, do campeão europeu Eliseu.

O atual suplente de Grimaldo é Yuri Ribeiro, internacional português de 22 anos, no entanto, bem que podia integrar o lote de defesas esquerdos supramencionados, uma vez que não é visto como uma opção válida para o setor defensivo das águias.

Conseguirá a SAD encarnada manter a jovem promessa espanhola? Entrará o SL Benfica no mercado por uma alternativa a Grimaldo? Será este o lugar assombrado do plantel dos atuais campeões nacionais?

As questões levantam-se e as respostas não aparecem.

Foto de Capa: SL Benfica

NBA Draft: Há vida para além de Zion

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Sem surpresas, Zion Williamson foi a primeira escolha do Draft para os New Orleans Pelicans e Ja Morant seguiu de seguida para os Grizzlies. RJ Barrett foi a terceira escolha, com os Knicks a fugirem à sua tendência de inventar onde não há por onde o fazer. Apesar de exercícios de última hora com Garland e Coby White, a equipa de New York foi com o expectável e fica com um excelente jogador para o futuro e que poderá mesmo neste draft ser o que mais fácil e rapidamente renderá na NBA.

Daí para a frente, num draft que não era considerado dos melhores dos últimos anos, houve muitas trocas e algumas surpresas. O principal negócio da noite foi entre os Hawks e os Pelicans e pode-se dizer que saíram os dois a ganhar. A equipa de Atlanta subiu no quadro para ir buscar DeAndre Hunter, enquanto os de New Orleans adicionaram mais números em volta de Zion.

Os Suns e os Timberwolves também trocaram nos lugares cimeiros, com os de Phoenix a fazer uma das surpresas da noite, já que, depois de descerem de sextos para 11.º, selecionaram Cam Johnson, que muitos poucos colocariam numa posição tão alta do draft.

Ainda mais para baixo ficaram Sekou Bomboya, o primeiro dos ‘Internacionais’, que foi selecionado já fora da lotaria e Nassir Little, que acabou em Portland a 25 e nem os Trailblazers acreditavam que ele lhes chegasse.

Quem caiu, caiu e continuou a cair foi Bol Bol. O talento está lá, mas há muitas preocupações quanto à saúde do filho de Manute Bol e, de uma expectável escolha de primeira ronda para apenas ser apanhado ao nr. 44. Acabou por não lhe sair mal de todo porque está a caminho dos Denver Nuggets, uma organização que já provou (ainda este ano com Michael Porter Jr.) que não tem pressa e deixa os jogadores recuperarem fisicamente ao nível que precisam. Ainda assim, é curioso ver que, após falhar grande parte da temporada, Bol Bol desceu imenso no draft, enquanto, por exemplo, Garland não foi afetado por também ter feito muito poucos jogos, saindo logo no quinto posto.

É tão fácil ser Lage: um manual para românticos

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Ser Lage é ser feliz. A naturalidade e a simplicidade de Bruno apenas ajudam a destacar o jogo dentro das quatro linhas, onde se realmente baseia a nossa felicidade semana a semana. O forrobodó mediático, a obsessão pelo detalhe e pelo erro alheio esbarram na postura amigável do setubalense, nascido e criado na cidade que descansa junto ao Sado.

Cidade portuária, foi o principal pólo do êxodo alentejano na primeira metade do século XX, na procura pelos novos empregos gerados pela industrialização da pesca. A miscigenação entre o que é tipicamente setubalense e os valores alentejanos criaram um dos espécimes tipo da sociedade portuguesa: o corajoso humilde, o gingão honesto, o aventureiro responsável. A dicotomia do protótipo setubalense é todo ele resumido na figura de Bruno Lage, a máxima expressão de 100 anos de aglutinação social, figura que se torna central na história moderna do Benfica e que deu ao maior clube português um dos títulos com mais peripécias do futebol português.

A simbiose entre Lage e aquele Benfica moribundo do final de Dezembro foi o casamento perfeito. Joseph Campbell, no seu conceito do Monomito, explica-nos em 12 passos a estrutura das epopeias clássicas, diferenciando as fases pelas quais o herói passa até chegar á vitória final e que se tornaram, naturalmente, cliché cinematográfico.

Tocado pelos deuses, Lage escreve e é protagonista na mais conturbada epopeia benfiquista
Fonte: SL Benfica

Bruno funciona como mentor do herói Benfica, ajudando-o a reconhecer o que está mal: a 3 de Janeiro, Benfica é 4.º classificado. Com ou sem luzes, até aí o Benfica era um herói indiferente aos seus próprios problemas. Apático, sem chama, irresponsável. Fraco, por vezes atingido por febres altíssimas, como em Portimão ou num Jamor em noite diluviana.

O mentor Lage faz o herói perceber que existe um distanciamento entre a realidade e o seu potencial intrínseco. Faz-lhe perceber que é urgente um corte pela raiz dos problemas, um renascer com outros ideais. Bruno assume as operações, indica o caminho ao cadavérico Benfica e, com a subtileza dos predestinados, dá-lhe a sua benção sobrenatural.

4-4-2, recuperação psicológica, métodos de treino realmente eficazes, testes e mais testes num calendário recheado: o herói Benfica recupera e aprende as regras do mundo especial, enfrentando agora uma realidade completamente diferente, na qual é líder.

Os deuses sentiram a poética necessidade de juntar, com o auxílio do destino, Bruno e Benfica. Mentor e herói de 6 milhões, protótipo do homem português de valores benfiquistas e o maior clube português, arrastado pela lama pelos demónios do mau futebol e do insucesso. Com fair-play e respeito pelo próximo, sem nunca se rebaixar, Bruno tem tudo para ascender ao Olimpo de braço dado com o seu herói, bastando para isso ser o mais setubalense possível em 2019-2020.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 momentos da época 2018/2019

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Fonte: SL Benfica

Made in Seixal – A aposta na formação é, como se diz na gíria, um pau de dois bicos. Bruno Lage veio mostrar o lado bom da formação. Depois de Rui Vitória fazer uma pobre aposta (não quantitativamente, mas qualitativamente) nos miúdos da formação, veio Bruno Lage. João Félix começou a render, o Benfica ganhou um “centralão”, trouxe-nos Florentino para alegrar os dias… E mostrou que vale a pena ir ao Seixal. Mas com jeito e maneiras.

Um reforço que para já é apenas uma contratação

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Não foi propriamente animadora a primeira aparição de Renzo Saravia já como primeiro reforço oficial do FC Porto para 2019/2020. No jogo de estreia na Copa América pela seleção argentina, o lateral direito mostrou tudo aquilo que pode fazer qualquer adepto desconfiar da assertividade da sua contratação, estando negativamente ligado aos dois golos com que a Colômbia ‘despachou’ a seleção de Messi e companhia.

“Ele é visto por muitos no seu país como a melhor opção para a posição na seleção albiceleste. (…) Resta saber se isso se deve à falta de opções de qualidade ou se Saravia tem nível para estes patamares”. A transcrição pertence ao GoalPoint e representa muito daquilo que é neste momento Saravia: uma incógnita.

3,9 foi o rating que o lateral de 26 anos registou na derrota contra a Colômbia, que o tornou no pior elemento em campo. A seu favor, Saravia tem o facto de chegar com regularidade a zonas de cruzamento, comparando-se, neste aspeto, a um jogador que deixou saudades no Dragão: Ricardo Pereira. Ainda assim, nas últimas quatro temporadas no Racing registou apenas duas assistências para golo.

Saravia custou 5,5 milhões de euros aos cofres da SAD azul e branca
Fonte: Racing Club

Quando pressionado, os números de Saravia são ainda piores que os de Manafá no que ao controlo de bola diz respeito (2,3 contra 2,0), mas é na capacidade técnica e na grande velocidade que pode estar a chave para o sucesso de Saravia com a camisola azul e branca. Este segundo item pode até ser uma boa solução ofensiva, se tivermos em conta a quantidade de vezes que o argentino costuma ser travado em falta em zonas adiantadas do terreno. É precisamente a partir de lances de bola parada que os azuis e brancos marcam grande parte dos seus golos.

É mesmo no momento defensivo que o argentino regista as maiores debilidades, principalmente no 1×1, já que é ultrapassado em drible com alguma frequência. Manafá e Maxi, por exemplo, são melhores neste aspeto. Soma mais alívios que os “antecessores”, apesar de fisicamente não ser tão robusto, mas deixa um pouco a desejar nos duelos aéreos, algo que Sérgio Conceição quererá trabalhar de modo a tornar Saravia uma solução válida para a próxima época.

Ainda são algumas as arestas por limar em Saravia, algo que revela alguma preocupação tendo em conta o custo e a idade do argentino. Se no aspeto ofensivo mostra bons números, é essencialmente na defesa que as melhorias se tornam mais urgentes. Contra adversários mais fortes, Saravia ainda não dá as garantias desejadas.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

As melhores histórias da fase de grupos do Mundial Feminino

O Mundial Feminino de futebol ainda só vai na sua oitava edição, tendo começado em 1991. Em quase três décadas, muito mudou na forma como se vê as mulheres no desporto-rei. Embora uma rápida pesquisa nas caixas de comentários das redes sociais traga à luz alguns preconceitos que ainda há contra a prática feminina do futebol, o Mundial é sempre a melhor hipótese para se demonstrar que não é só o cromossoma Y que está dotado de talento.

Agora que a fase de grupos terminou e estão apuradas as 16 equipas que vão disputar os oitavos de final, fazemos uma retrospetiva para analisar algumas das principais histórias que – dentro e fora de campo – marcaram, para já, este Mundial Feminino de Futebol de 2019.

Do Reggae Jamaicano às polémicas quanto à igualdade de géneros, muito há a dizer do torneio que está a decorrer em França, com final marcada para 7 de julho.

O dedo do novo “homem-forte” leonino

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O atual presidente do Sporting, Frederico Nuno Faro Varandas, foi eleito no dia 9 de setembro de 2019 numa altura em que a tristeza, a revolta e a desilusão eram sentimentos que pairavam sobre o clube leonino, num dos piores períodos – senão mesmo o pior – desde a sua fundação em 1906.

Na corrida à presidência, enfrentou muita concorrência sendo João Benedito o seu maior opositor. Tal facto deve-se à sua juventude, ao carinho e empatia que os sportinguistas têm em relação ao antigo guarda-redes de futsal, fruto do seu empenho e da sua dedicação que tanto contribuíram para os sucessos do futsal, quer no plantel leonino quer na seleção. Contudo, o atual presidente possuía a seu favor um trunfo chave, conhecia o balneário melhor do que os restantes candidatos, sendo que na minha opinião foi um fator crucial para a sua eleição. Com o final da época é hora de fazer um balanço ao seu trabalho até agora.

Desde que foi eleito Frederico Varandas optou sempre, e bem, por uma postura de tranquilidade e de serenidade, totalmente o oposto de Bruno de Carvalho, que optava por uma postura agressiva e intolerante a todos os que ousavam criticar o Sporting. Porém esperava que tal atitude levasse a uma passividade do clube leonino e consequentemente, aumentasse ainda mais a distância para os nossos rivais do ponto de vista competitivo, o que acabou por não se confirmar.

No início deu o seu voto de confiança a José Peseiro e quando ficou provado (com uma derrota em casa, frente ao Estoril-Praia, a contar para a Taça da Liga) que não era o homem certo para conduzir o futebol leonino, decidiu confiar no seu staff para garantir o melhor para o Sporting. Surpreendendo tudo e todos, decidiu apostar em Marcel Keizer que desconhecia totalmente o futebol português, enganando inclusive a imprensa portuguesa que afirmavam que o treinador escolhido era Leonid Slutsky.

Na altura toda a massa adepta leonina ficou revoltada porque haviam treinadores portugueses bastante qualificados, como era o caso de Paulo Sousa ou até mesmo Luís Castro. Contudo, o treinador dos Países Baixos, apesar de alguns resultados e exibições paupérrimas, tem todo o crédito e mérito nas conquistas desta época.

No que toca ao staff, Varandas fez alterações significativas, com o intuito de tirar o máximo rendimento do plantel que tinha à disposição, tendo em conta que, quer o orçamento quer o plantel eram limitados, acoplando nomes como Hugo Viana e Rodolfo Correia que foram fundamentais para uma época que acabou por ser satisfatória.

Hugo Viana foi crucial em vários processos ligados ao futebol leonino, como por exemplo na chegada de Marcel Keizer ao Sporting
Fonte: Sporting CP

Também procedeu a uma reestruturação do staff de forma a conseguir reduzir a dívida leonina, tentando por isso achar um equilíbrio entre qualidade e quantidade, revelando uma excelente competência e coragem. Graças a este staff, o clube de Alvalade conseguiu adquirir bons reforços no mercado de inverno oriundos de vários sítios, como é o caso de Borja e Gonzalo Plata, sendo este último uma grande promessa a curto/médio prazo.

Mas os maiores desafios para o 43º presidente da história do Sporting iriam estar para vir, com os casos das rescisões e da quase bancarrota no mês de março. No que toca às rescisões estava de pés e mãos atadas, porque os clubes que contrataram esses jogadores não eram obrigados a pagar nada por eles, o que prejudicava e muito o futuro do clube. Após alguns altos e baixos, conseguiu resolver de forma bastante satisfatória os casos de Rui Patrício e Gelson Martins, sendo que no primeiro conseguiu arrecadar 18M de euros e no segundo conseguiu 15M e Luciano Vietto.

Ainda existem outros casos, como Rafael Leão, que irão certamente demorar mais tempo a serem resolvidos. No que toca à quase bancarrota também sou da opinião de que esteve bem porque “o dinheiro não cai do céu” e o fundo Apollo possui negócios extra futebol em Portugal como é o caso da seguradora Tranquilidade, sendo por isso um fundo confiável em comparação a outros como a Doyen, que é associada inclusive à máfia do Cazaquistão.

Finalizando penso que Frederico Varandas foi uma escolha acertada por parte dos sócios, revelando boas qualidades de administração, competência, liderança e objetividade, mostrando que não está aqui para “brincar”. Espero que continue o seu bom trabalho e tal como indica o título, espero que seja o próximo “homem-forte”, à imagem do que acontece com Luís Felipe Vieira no Benfica e Jorge Nuno Pinto da Costa no Porto, porque só assim conseguiremos a tão aguardada estabilidade e consequentemente, reduzir a distância para os nossos rivais do ponto de vista competitivo.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O inédito representante açoriano nos Nacionais

O GD Fontinhas é novo campeão dos Açores e mais uma prova de como a vida de um clube pode mudar de um momento para o outro. O clube da Praia da Vitória, da ilha Terceira, do arquipélago dos Açores, sagrou-se campeão após somar 62 pontos, mais oito que o principal candidato à subida e habitual representante nos nacionais dos Açores, o SC Lusitânia.

Desde cedo se percebeu que o GD Fontinhas tinha argumentos individuais e coletivos para surpreender e subir de divisão. Nos primeiros 14 jogos, a equipa somou 12 vitórias. Ao todo, foram 19 vitórias, quatro empates e três derrotas. Um registo que permitiu superar os grandes “tubarões” do futebol açoriano, como o já mencionado SC Lusitânia, mas também o C. Operário Desportivo, que, nas últimas épocas, até esteve no playoff de subida à Segunda Liga.

Num plantel recheado de açorianos, o GD Fontinhas conseguiu a perfeita simbiose entre irreverência e veterania. Apetrecharam o plantel com vários jogadores que já tinham experiência no Campeonato de Portugal, ao representarem os outros clubes da ilha, e formaram um grupo coeso que acabou por subir sem grandes alaridos, fixando-se no topo do campeonato dos Açores desde cedo.

Na próxima época, haverá um dérbi da Praia da Vitória: GD Fontinhas vs SC Praiense
Fonte: GD Fontinhas

Os “rubro-negros” nunca tinham passado do campeonato de ilha, ou seja, nunca tinham conseguido subir ao campeonato dos Açores (nos Açores, cada associação tem o seu campeonato, sendo que só quem sobe nesse campeonato, é que participa no campeonato dos Açores).

No entanto, em 2016/2017, conseguiram vencer o campeonato da associação de Angra de Heroísmo e subir pela primeira vez na sua história ao campeonato dos Açores. Em 2017/2018, garantiram a permanência sem qualquer tipo de sobressalto, deixando já crescer água na boca, no que toca aos resultados e exibições.

Foi então em 2018/2019, que confirmaram toda a sua qualidade e superiorizaram-se à concorrência. Importante destacar o técnico Francisco Faria, já com experiência de Campeonato de Portugal pelo SC Praiense e pelo SC Lusitânia, que assegurou a subida do campeonato da associação e do campeonato dos Açores, entrando para a história do clube, com um excelente trabalho realizado.

A época 2019/2020 será a época mais importante do GD Fontinhas. Com uma visibilidade que nunca teve, vão lutar pela permanência no futebol nacional. A nível de plantel, ainda não foi noticiada publicamente qualquer renovação ou qualquer reforço, sendo expectável que a principal missão desta direção seja segurar o mesmo grupo de trabalho das últimas épocas.

De qualquer das formas, avizinha-se uma época de emoções fortes para o clube.

 

Foto de Capa: GD Fontinhas

Alemanha 6-1 Sérvia (Sub-21): Alemães passeiam rumo às meias

A Alemanha cilindrou esta noite a Sérvia por 6-1 e está a apenas um ponto de garantir o acesso às meias-finais do Europeu Sub-21. Numa exibição de gala em Trieste, os germânicos demonstraram que o talento abunda nesta geração, tanto a nível individual como coletivo.

Alemães e sérvios chegaram a este jogo depois de terem obtido resultados distintos na 1ª jornada. A seleção da Alemanha venceu a Dinamarca por 3-1, ao passo que a Sérvia foi derrotada pela Áustria por 2-0.

Entrou melhor no jogo a Alemanha, inaugurando o marcador aos 16 minutos, após um primeiro aviso de Neuhaus aos 9’, que ficou a centímetros do golo após remate de meia distância. Richter foi então o autor do primeiro golo da noite, desviando subtilmente à saída de Radunovic, após excelente abertura de Öztunali.

A Alemanha mostrava-se bastante bem organizada taticamente, pressionando alto e bem, não deixando a Sérvia construir a partir de trás e obrigando-a a recorrer a um jogo mais direto, com poucos resultados práticos pois Jovic aparecia desacompanhado na frente.

Richter inaugurou o marcador com classe
Fonte: UEFA

Com a pressão alta e a eficácia característica do futebol alemão, os golos foram surgindo com naturalidade. O 2-0 chegou pelos pés de Waldschmidt, que concluiu uma excelente jogada coletiva que começou em Neuhaus e passou por Richter, antes do 10 alemão encostar para o fundo das redes. Sete minutos mais tarde, o mesmo Waldschimdt bisou no jogo, após grande jogada individual, ficando dúvidas quanto a uma eventual falta sobre Gajic no início do lance.

Na segunda parte, a Alemanha controlou confortavelmente o jogo e foi dilatando a vantagem. Da parte da Sérvia, Jovic, aos 53’ ainda assustou num remate à meia volta, mas foram os germânicos a voltar a marcar. Dahoud, aos 69’, colocou o resultado em 4-0 com um remate fantástico, após nova recuperação de bola do ataque da Alemanha.

O 5-0 chegou aos 80’, com Waldschmidt a assinar o seu hattrick no jogo graças a um remate forte à entrada da área. O golo de honra da Sérvia, o primeiro na competição, foi da autoria de Zivkovic, aos 85’, na conversão exemplar de uma grande penalidade. Mesmo em cima do apito final, Maier fez o 6-1, inscrevendo o seu nome da lista de marcadores com um remate sensacional de fora da área.

Vitória sem contestação da Alemanha, que se afirma, cada vez mais, como a mais forte candidata à vitória neste torneio. A seleção germânica tem muita qualidade a nível individual, mas também a nível coletivo, não tendo dado hipóteses à seleção sérvia. A equipa de Dorovic, por outro lado, tem qualidade a nível individual, mas a nível coletivo não consegue combinar todo esse talento.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Alemanha: Nübel, Henrichs, Klostermann, Tah, Baumgartl, Eggestein (Maier, 67’), Öztunali (Amiri, 46’), Dahoud, Waldschmidt, Richter (Nmecha, 74’) e Neuhaus.

Sérvia: Radunovic, Gajic, Milenkovic, Racic, Radonjic (Lutovac, 85’), Pantic (Randelovic, 46’), Jovic (Jovelijc, 69’), Zivkovic, Bogosavac, Babic e Lukic.

Nakajima-o mesmo desejo de sempre

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Anos e anos sucessivos de contratações falhadas, de jogadores aquém das expectativas, de más opções para colmatar ausências. E talvez seja essa a grande explicação para a falta de conquistas. Depois de uma época de “quases”, de muitas conquistas que ficaram por conquistar, é hora de arregaçar mangas e reformular a equipa. Há saídas e entradas já confirmadas e, como vem sendo habitual, há suposições de possíveis reforços.

Um dos nomes falados recentemente é de Nakajima. O interesse que não vem de hoje e que já fez muita tinta correr na imprensa, mas foi um negócio que nunca chegou a ser consumado.

A grande motivação para este possível negócio é a eventual saída de Brahimi. O argelino termina contrato com o FC Porto no final deste mês e, não havendo para já plano de renovação, é uma grande perda para o plantel que perde um dos jogadores mais influentes. Apesar do estilo de jogo de Brahimi e Nakajima ser diferente, a verdade é que o japonês tem valências que se enquadram naquilo que os portistas precisam.

Nakajima num jogo em que representou a Seleção do Japão
Fonte: Portimonense SC

Nakajima tem apenas 24 anos e passou grande parte da carreira a jogar em emblemas japoneses. Mas na época 2017/2018 rumou à Europa para representar o Portimonense SC , clube pelo qual jogou um ano e meio, até se transferir para o Catar. Em Portugal realizou 47 jogos e marcou 15 golos, tendo inclusive marcado aos portistas e despertado o interesse de vários clubes, pela rapidez e técnica que exibia.

O interesse do FC Porto tornou-se mais evidente devido à insatisfação do japonês no clube atual, por não se adaptar ao país, ainda assim surgem outros problemas. A verba paga pelo Catar ao Portimonense e o valor avolumado que o jogador recebe são entraves ao negócio, mas a possibilidade de empréstimo ganha asas.

Apesar de todas as especulações, será importante avaliar também a vontade do jogador, mas é certo que já houve conversações e o negócio pode confirmar-se.

Para o FC Porto era uma aquisição que para além de necessária tinha tudo para ser acertada.

Foto de Capa: Portimonense SC

artigo revisto por: Ana Ferreira