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Análise da Segunda semana do Giro d`Itália: Carapaz é o novo líder

Nesta segunda semana, foram apresentadas as primeiras grandes dificuldades aos ciclistas, que causaram grandes mossas no pelotão. Após uma primeira semana com poucas adversidades, a montanha finalmente chegou para ficar até ao final do Giro.

A etapa dez e onze, foram dedicadas para os sprinters. Ambas tinham um traçado para os homens mais rápidos. Na primeira, foi Arnaud Démare que bateu toda a concorrência, obtendo a sua primeira vitória de sempre no Giro. Com esta vitória, conseguiu aproximar-se muito de Pascal Ackermann, pela camisola dos pontos. O alemão que tinha caído momentos antes da vitória do francês e acabou por não participar no sprint final. Matteo Moschetti, sprinter da Trek-Segafredo, acabou por cair também, sendo levado para o hospital e acabou por abandonar a prova neste dia.

Na etapa onze, foi a vez do australiano, Caleb Ewan, levantar os braços sobre a linha de meta. Um sprint vigoroso, deu-lhe a segunda vitória nesta edição do Giro, depois de ter ganho a etapa oito. Nesta etapa, Démare ficou em segundo e Ackermann em terceiro, com a diferença a ser mínima entre os dois na luta pela camisola dos pontos, o francês ultrapassou o alemão.

Na etapa doze, foi a vez da fuga vingar com a vitória de Cesare Benedetti. O italiano deu a terceira vitória à Bora Hansgrohe, sendo esta a equipa mais vitoriosa de momento, nesta edição do Giro. Nesta etapa, marcou-se o regresso das montanhas e sendo assim dois dos melhores sprinters desistiram antes da etapa começar, casos de: Elia Viviani e Caleb Ewan. Nesta etapa, Valerio Conti perdeu a camisola rosa para o seu companheiro de equipa Jan Polanc. O esloveno tinha andado na fuga do dia e no final da etapa acabou por manter a camisola rosa dentro da sua equipa, a UAE Emirates. Pela primeira vez, Polanc a ser líder numa grande Volta.

A Etapa 13 foi um dia com muita montanha. A fuga obteve sucesso novamente, através de Ilnur Zakarin. O homem da Katusha-Alpecin foi o mais forte, seguido apenas por Mikel Nieve, que só descolou do russo na parte final da etapa. Na geral individual, Ilnur Zakarin subiu nove posições, acabando no terceiro lugar no final do dia. Polanc manteve a sua liderança, no entanto perdeu algum tempo para os rivais mais próximos. Nesta etapa Simon Yates perdeu muito tempo em relação aos seus adversários e Miguel Ángel López teve um problema mecânico, o que obrigou a uma paragem e à consequente perda de tempo. Dois dos principais candidatos à vitória no Giro, ficaram praticamente arredados da conquista final.

Zakarin consegue a terceira vitória do ano para a Katusha-Alpecin
Fonte: Giro d’Italia

Na etapa 14 houve muitas mudanças na geral. Etapa bastante emocionante em que Carapaz não só vence a etapa, como conquista o primeiro lugar na geral individual. O homem da Movistar teve liberdade total para sair do grupo dos favoritos e nunca mais o alcançaram. Roglic e Nibali estiveram numa marcação cerrada e a Movistar soube jogar com as cartas que tinha. Simon Yates ganhou alguns segundos também com um ataque a solo, ficando no segundo lugar no final da tirada.

Dois títulos no ano zero

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Com a conquista da Taça de Portugal no passado sábado, encerrou oficialmente a temporada para o Sporting CP. Após um longo percurso, iniciado em Agosto e que alguns apelidaram de ano zero, o trajeto não poderia ter sido finalizado de melhor maneira com Bruno Fernandes a levantar bem alto o novo troféu do museu leonino. Assim, serve este texto para fazer um balanço da época do emblema verde e branco.

Iniciando pelo campeonato, penso que o primeiro erro foi a contratação de José Peseiro. Apesar de Sousa Cintra, minutos antes do início da partida no Jamor, ter considerado que tinha deixado uma equipa capaz de ser campeã nacional, a verdade é que o futebol praticado não correspondia à expectativa. Keizer ainda deu algum perfume ao jogo dos leões, mas a verdade é que muito dificilmente o Sporting CP conseguiria almejar o primeiro lugar. Prova disso foi a diferença pontual para o SL Benfica.

Relativamente à Taça da Liga, essa foi conquistada com algum suor na marcação de grandes penalidades. Apesar de ser o patinho feio das taças em Portugal, o que é certo é que é um troféu, e as quatro equipas que disputaram a final-four apostaram no seu melhor onze. Esse facto faz da conquista algo com mais mérito do que aquilo que muitos querem fazer crer.

Bruno Fernandes foi o craque de serviço. Foi de um nível de excelência tremendo durante toda a época
Fonte: Sporting CP

Na Liga Europa, o Sporting CP foi uma deceção, sobretudo devido à eliminação ter acontecido frente a um Villarreal CF em queda livre. Os leões tinham mais do que qualidade para, pelo menos, terem atingido os oitavos-de-final. É o amargo de boca da época, até porque todos os adeptos leoninos consideram que a equipa tem capacidade para fazer boas coisas nesta competição. Infelizmente para a Europa, os adeptos não puderam ver Bruno Fernandes jogar durante a fase das decisões.

Por último, a conquista da Taça de Portugal. O Sporting CP foi a única equipa que teve de eliminar os outros dois maiores rivais para poder tocar no troféu, e isso tem um enorme valor. Eliminando campeão e vice-campeão da Primeira Liga Portuguesa, os leões demonstraram assim que não há nada que possa quebrar a vitalidade do clube, numa tarde de festa que se viveu no Jamor com todo o universo leonino.

Concluindo, considero que foi uma época satisfatória. Contudo, na próxima época, considero que lutar até ao fim pelo campeonato é essencial para as aspirações do Sporting CP. Não se pode ser apenas um clube de taças, e o título já escapa há 17 anos. Ainda assim, foi uma felicidade ver a Taça de Portugal viajar para Alvalade. Infelizmente veio com um ano de atraso. E todos sabemos disso.

Foto de Capa: Bola na Rede

Pedro Papa-Taças

Pedro Emanuel foi um nome que passou despercebido do futebol português por algum tempo. Eu pessoalmente, tinha deixado de ouvir falar dele quando tinha sido despedido do GD Estoril-Praia, na primeira metade da época 2017/2018.

Bem, a verdade é que nesta temporada, ele tinha feito uma viagem até à longínqua Arábia Saudita para se tornar o treinador do Al-Taawon, uma noticia que foi completamente ofuscada pela chegada de Jorge Jesus ao Al-Hilal, o clube mais poderoso do país. Eu confesso que a primeira vez que soube que Pedro Emanuel estava na Arábia Saudita, foi precisamente num jogo contra o Al-Hilal que foi notícia em Portugal pelo motivo de um momento de maior tensão com Jorge Jesus no final do jogo que terminara empatado a duas bolas.

Mas a verdade, é que foi ao serviço deste desconhecido clube saudita, que Pedro Emanuel deu mais um passo no legado que o próprio tem vindo a construir. Mas comecemos pelo início. Pedro Emanuel pendurou as botas no ano de 2009, iniciando imediatamente a sua carreira de treinador nos juvenis do FC Porto.

Na temporada seguinte, tornou-se adjunto de André Vilas-Boas na equipa principal, ajudando o clube a realizar uma das melhores épocas da sua história. Foi aí que Pedro Emanuel conquistou a primeira Taça de Portugal enquanto treinador, quando o FC Porto derrotou o Vitória SC no Jamor por 6-2.

Pedro Emanuel conquistou uma Taça de Portugal e competiu na Liga Europa pela Académica
Fonte: Associação Académica de Coimbra

Na temporada seguinte, iniciaria a sua carreira como treinador principal no futebol sénior, rumando à Associação Académica de Coimbra, e foi já na temporada de estreia que surpreendeu tudo e todos e conquistou mais uma Taça de Portugal, a segunda da história dos Estudantes, ao derrotar o Sporting por 1-0.

Após mais uma temporada em Coimbra e mais duas em Arouca, em 2015 teve a sua primeira experiência no estrangeiro, nos cipriotas do Apollon Limassol, clube ao serviço do qual conquistou mais uma Taça na temporada 2015/2016. Depois de uma passagem não muito bem sucedida pelo Estoril-Praia, seria no Al-Taawon que Pedro Emanuel faria história, ao levar o clube a conquistar o primeiro troféu da sua história, conquistando mais uma Taça para o seu palmarés.

Mesmo que Pedro Emanuel não seja o treinador mais conhecido e cotado, a verdade é que este não deixa de ser um legado muito interessante. E mais importante, é mais um treinador formado em Portugal que está a deixar marca no futebol mundial. Segundo a imprensa, Pedro Emanuel estará a caminho do Al-Ain, um dos principais clubes dos Emirados Árabes Unidos. Quem sabe se aí se seguirá a próxima Taça.

 

Foto de Capa: Al-Taawon FC

Os 5 pontos positivos da época 2018/19

É, efetivamente, cruel falar de momentos positivos da época 2018/19 após uma final de Taça de Portugal tão difícil de digerir. Não só pela Taça, como também por tudo o que circundou esta época em específico: a derrota em Braga, a contar para a Taça da Liga, a “entrega” do 37º campeonato aos maiores rivais e a “certeza” de que os pénaltis são um pesadelo para este FC Porto. É cruel, inquestionavelmente. Contudo, apesar de uma época negativa (bem negativa, aliás), haverá sempre alguns pontos positivos que saltarão à vista de quem abrir o livro da época 2018/19.

Vitórias precisam-se

As últimas semanas têm sido complicadas para João Sousa. Depois da derrota pesada do torneio de Genebra (João Sousa foi derrotado Alberto Ramos por 2-0: 0-6/ 3-6), o jogador natural de Guimarães voltou a ficar aquém do esperado em Roland Garros.

João Sousa defrontou o espanhol Pablo Carreno Busta na primeira ronda do segundo Grand Slam da época. A partida não começou da melhor forma para o tenista português, uma vez que sofreu um break point logo no seu segundo jogo de serviço. A partir daqui, o tenista espanhol controlou a partida e confirmou a vitória no primeiro set com novo break point.

No segundo set, o cenário para o jogador luso de 30 anos piorou. Depois de perdido a primeira partida por 6-3, João Sousa tentou contrariar o jogo do seu adversário, no entanto acabou mesmo por sofrer nova derrota no set. Desta vez por 6-1.

Carreno Busta voltou às vitórias quatro meses depois
Fonte: ATP World Tour

A um set de vencer o encontro, Carreno Busta não abrandou e voltou a criar grandes dificuldades ao vimarenense, que conduziram o espanhol à vitória na partida.

Carreno Busta avança agora para a segunda ronda de Roland Garros. Já João Sousa confirmou o seu mau momento em terra batida. Nos últimos dez encontros, o tenista português apenas venceu três.

Foto de Capa: ATP World Tour

Super Liga Turca: Uma época de emoções e um Galatasaray bicampeão

Numa temporada em que o futebol turco atravessou uma enorme crise financeira, com a totalidade dos clubes do primeiro escalão com grandes dívidas e até mesmo dificuldade em pagar os salários, a Super Liga conseguiu manter o seu nível e imprevisibilidade quanto ao seu desfecho.

Desde cedo, o campeonato turco mostrou-nos que a principal surpresa seria o Fenerbahçe e logo pela negativa. Considerado um dos grandes da Turquia, os canários amarelos, ao fim de 20 jornadas tinham somado apenas cinco vitórias e faziam até então umas das piores campanhas da sua história. Em igual período, o Basaksehir seguia líder isolado com quatro pontos de vantagem sobre o Galatasaray, procurando mais uma vez intrometer-se na luta pelo título.

Quando se pensava que o cenário não podia piorar para o Fenerbahçe, à entrada da reta final do campeonato, já arredado dos lugares europeus, os então comandados de Ersun Yanal, que havia rendido Philip Cocu, entraram na luta pela manutenção. O Fenerbahçe que atravessava um péssimo momento de forma, precisava de inverter a situação para não cair à segunda liga, naquele que seria o maior escândalo do futebol turco nos últimos anos.

No outro extremo da tabela, na luta pelo título, o Besiktas com alguns desaires ficou fora da luta pelo título e começava a consolidar o terceiro posto. Já o Basksehir, que chegou a liderar com sete pontos de vantagem sobre o Galatasaray, esperançava os seus adeptos na conquista do primeiro campeonato da sua história.

Fonte: Basaksehir FK

À semelhança da época passada, o Başakşehir vacilou no momento crucial e em quatro jornadas deixou escapar o campeonato. Na sua pior série da temporada, a queda começou na 28ª jornada com a derrota no reduto do Besiktas, à qual se seguiram dois empates e uma derrota, que a três jornadas do fim, valeram uma igualdade pontual na frente do campeonato.

A luta pelo título estava ao rubro e para apimentar esta decisão, a penúltima jornada proporcionou-nos uma verdadeira final:  na tarde de 19 de maio, no Türk Telekom Arena, o Galatasaray recebeu o Basaksehir. O triunfo de qualquer equipa significava a conquista do título e em caso de empate eram os forasteiros que seguiam em vantagem para a última jornada.

Numa partida muito bem disputada, o Basaksehir chegou ao intervalo em vantagem, com um golo do bósnio Riad Bajic, aos 17 minutos, mas após consentir o golo, o Galatasaray melhorou a sua qualidade de jogo e entrou bastante forte no segundo tempo com argelino Feghouli num remate acrobático a restabelecer a igualdade logo aos 47 minutos. O Basaksehir consentiu o golo e a resistência terminou aos 64 minutos por intermédio de Onyekuru, num lance em que a intervenção do VAR deixou bastantes dúvidas.

O golo do título
Fonte: Super Liga

Entretanto, o outro grande em evidência, mas pela negativa, conseguiu cumprir o estranho objetivo da manutenção. Foi somente nas últimas jornadas, que o Fenerbahçe alcançou a sua melhor fase ao somar quatro triunfos consecutivos, o que valeu ainda o nono lugar.

O Fenerbahçe salvou-se da humilhação e o Galatasaray conquistou o 22º título da sua história e o segundo consecutivo com Fatih Terim ao leme. Por outro lado, ainda não foi desta que o Basaksehir de Arda Turan, Robinho, Adebayor, Demba Ba e Márcio Mossoró vai festejar o tão desejado título, demonstrando que apesar de ter liderado o campeonato durante grande parte da temporada é ainda inexperiente e persiste em tremer na hora da verdade.

O futebol turco vai agora para o defeso e promete mais emoção na próxima época.

Foto de Capa: Galatasaray Spor Kulübü

 

Aston Villa FC 2-1 Derby County FC: Alerta Premier League. Os villains estão de volta

Os mais de 85.000 adeptos presentes no Wembley Stadium viram o Aston Villa FC assegurar esta tarde o regresso à Premier League, após derrotar o Derby County FC. A vitória tangencial dos villains por 2-1 foi obtida com um golo em cada parte, sendo um resultado justo pela superioridade que os homens de Dean Smith mostraram ao longo de todo o jogo.

A primeira parte foi parca em oportunidades, com o Aston Villa a conseguir mais posse de bola, mas o que se passou nos primeiros 45 minutos foi o que se pode considerar a marca registada do futebol inglês: futebol direto e muito físico, muito disputado mas com poucos resultados práticos.

Os villains apresentaram um futebol mais consistente, com Grealish a funcionar como um verdadeiro “10”, pautando o jogo e fazendo a bola chegar redonda aos homens da frente, aparecendo bem entre linhas sempre que possível, para desbloquear a organização defensiva do Derby County.

Antes do golo do Aston Villa, apenas duas oportunidades dignas de registo, uma para cada lado. Aos 33’, Tammy Abraham rematou em arco e ficou a centímetros do golo, e na resposta, Mount disparou de meia distância para uma defesa atenta de Jed Steer.

Quando já se pensava que o empate seria o resultado ao intervalo, El-Ghazi apareceu bem à entrada da pequena área e cabeceou certeiro, após cruzamento de El Mohamady. Os villains inauguraram o marcador a um minuto do intervalo, num golo que acabou por trazer alguma justiça ao jogo devido ao maior ascendente dos homens de Dean Smith.

El-Ghazi marcou o primeiro da tarde no Wembley Stadium
Fonte: SkyBet Championship

A segunda parte teve um início muito quezilento, com os jogadores a entrarem em várias picardias e a obrigar Paul Tierney a atuar diversas vezes no capítulo disciplinar. Talvez por isso, o futebol praticado nos primeiros minutos foi pouco atrativo para os mais de 85.000 adeptos presentes em Wembley, onde se incluía um adepto muito especial, o Príncipe William.

O Aston Villa foi procurando o golo da tranquilidade, que acabou por chegar quase à hora de jogo. Num lance muito confuso dentro da pequena área do Derby County, McGinn conseguiu desviar a bola para o fundo das redes, com Roos a ficar muito mal na fotografia. O golo fez disparar a euforia do lado dos adeptos dos villains, que contrastava com o desânimo dos apoiantes do Derby County, que viam o sonho da Premier League esfumar-se aos poucos.

No segundo golo do Aston Villa, Roos ficou muito mal na fotografia
Fonte: Aston Villa FC

Com 2-0 a favor dos villains e meia hora ainda para jogar, o Derby County subiu as linhas e encostou o Villa à sua área, procurando desesperadamente um golo que relançasse a partida. Após vários avisos, o recém entrado Marriott reduziu para 2-1 numa jogada de insistência do ataque do Derby County.

O golo de Marriott aos 82’ deu ânimo à sua equipa e, até ao fim do jogo, os comandados de Frank Lampard tentaram por todas as maneiras o empate, mas o Aston Villa conseguiu trancar os caminhos da sua baliza e festejar a tão aguardada promoção à Premier League.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Aston Villa FC: Steer, El Mohamady, Tyrone Mings (Hause, 85’), Taylor, Tuanzebe, McGinn, El-Ghazi, Adomah (Andre Green, 72’), Grealish, Hourihane e Tammy Abraham.

Derby County FC: Kelle Roos, Ashley Cole, Bogle, Tomori, Keogh, Huddlestone (Jack Marriott, 62’), Johnson, Mount, Lawrence (Josefzoon, 73’), Harry Wilson e Bennett (Waghorn, 68’).

AEW Double or Nothing: Cody e Jericho vencem, Jon Moxley estreia-se

Este evento será recordado para sempre. Não só por ter sido o primeiro da história da All Elite Wrestling, mas porque foi uma noite fantástica de pro-wrestling.

Teve vários combates incríveis, estreias inesperadas, e a confirmação de que a AEW ainda tem muito para oferecer aos fãs e ao mundo do wrestling.

Este foi o AEW Double or Nothing.

Nota do evento: 8/10

Conseguirá Kawhi travar o domínio dos Warriors?

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Neste momento, já se sabem as equipas que se vão encontrar nas finais da NBA de 2019. Vou fazer uma pequena análise das suas caminhadas pelas respetivas conferências.

Os warriors começaram por defrontar os LA Clippers que, surpreendentemente, foi a equipa que, a meu ver, deu mais luta e se revelou o desafio mais difícil. Os Clippers foram mesmo a única equipa que venceu no Oracle Arena, e por 2 vezes. Só faltou mesmo ganhar alguns jogos em casa. Nesta série, destaco o esforço da equipa de Los Angeles, e elogio a capacidade que Lou Williams, Montrezl Harrel e Gallinari demonstraram na quadra, mas o talento individual da equipa de Oakland foi superior. Kevin Durant fez, em média, 35 pontos; 5,3 ressaltos e 5,3 assistências. Curry fez, em média, 25 pontos; 6,6 ressaltos e 5,1 assistências. Quando apenas 2 jogadores numa equipa fazem, em média, 60 pontos, 12 ressaltos e 10 assistências, torna-se uma tarefa muito difícil de derrotar. A série ficou 4-2.

Na segunda ronda dos playoffs, revimos as finais de conferência do ano passado, ou seja, os Rockets tentaram, novamente, derrotar os Warriors mas não conseguiram. Nesta série vi James Harden a esforçar-se e a fazer grandes jogos mas o seu elenco de apoio não foi suficientemente bom para o ajudar a derrotar a equipa dos Warriors. A série acabou 4-2.

Conseguirá Curry levar os GSW a mais um título?
Fonte: NBA

Na final de conferência, a série que, supostamente, seria a mais difícil e mais equilibrada, foi me possível assistir a 4 jogos em que Damian Lillard e CJ McCollum não foram, nem de perto nem de longe, suficientemente “matadores” para, pelo menos voltar a Oakland, em momentos decisivos nenhum deles se chegou à frente para liderar a equipa. No primeiro jogo não há nada a dizer, a equipa dos Warriors foi, simplesmente, melhor e mais consistente. No entanto, no segundo jogo assisti a uma equipa de Portland em vantagem por 15 pontos que se deixou adormecer no terceiro quarto, e contra os campeões isso acabou por sair caro. No terceiro jogo foi mais do mesmo, em vantagem por 13 pontos, deixaram-se adormecer e somaram apenas 13 pontos no terceiro quarto. No último jogo, foi um excelente jogo, um excelente esforço por parte da equipa de Portland, mas que não foi suficiente para vencer os Campeões. A série ficou 4-0.

Na Conferência Este, os Raptors defrontaram os Magic numa série em que eu previ uma vitória por 4-0, mas que acabou por ficar 4-1 devido a um primeiro deslize da equipa de Toronto.

Na segunda ronda, os Raptors enfrentaram uma equipa de Philadelphia com um excelente 5 inicial composto por Embiid, Tobias Harris, Jimmy Butler, JJ Redick e Ben Simmons. No entanto, nem um destes jogadores foi suficiente para ganhar à equipa de Kawhi Leonard que nesta série, fez, em média, 40 pontos por jogo. Os 76ers não foram equipa suficiente, para derrotar a equipa de Toronto. E foi isso que lhes faltou, porque talento eles tinham, tinham talento suficiente para ganhar a série, mas não foram equipa suficiente. A série acabou em 4-3.

Por fim, depois dos Bucks terem ganho 2 jogos seguidos em casa, com Giannis Antetokounmpo a destacar-se, deixaram escapar 4 jogos seguidos para a equipa de Toronto. E o mérito tem de der dado a quem merece, e o mérito vai quase todo para Kawhi Leonard que comandou a equipa a 4 vitórias seguidas. Kawhi está a ser a figura dos playoffs, levou a equipa de Toronto às primeiras finais da NBA da sua história. Kawhi Leonard tem média de 31 pontos com 51% de Lançamentos de Campo, 8,8 ressaltos e 1,6 roubos de bola por jogo.

Foto de Capa: NBA

Um ataque demolidor: Bernardo, Bruno, Rafa, Félix e Ronaldo

A receita para ganhar a Liga das Nações? Fácil! Joguem sem medo e com o quinteto ofensivo composto por Bernardo, Bruno Fernandes, Rafa, João Félix e Cristiano Ronaldo. Dúvidas? Vamos por partes.

Com o fim da nossa Primeira Liga, as atenções dos amantes do desporto rei viram-se agora para as nossas selecções. Com o Campeonato do Mundo de Sub-20 a decorrer e a poucos dias da Liga das Nações, digamos que ainda dá para ir tendo o gostinho da redondinha a correr pelos televisores dos que, como eu, adoram este desporto.

Somos mais de 10 milhões de treinadores de bancada e como tal cada um tem as suas escolhas. Também eu me incluo neste lote. Não que pretenda ocupar o lugar do mister Fernando Santos, até porque esse me parece assegurado por ele até ao dia em que achar por bem sair do comando da selecção das quinas. Fernando Santos teve o mérito de nos ‘oferecer’ algo que ninguém havia feito antes, e portanto o crédito nos bastidores do futebol português, acredito eu, é imenso.

No entanto as suas escolhas e a forma de Portugal jogar são, claro, alvo de discussão e também de crítica. E a verdade é que, apesar de sermos Campeões Europeus, encontro um mal nesta selecção que já vem de longe, e que me parece justificar, muitas vezes, o fraco pecúlio do nosso ataque. E esse mal chama-se dependência da nossa dupla atacante.

A nossa selecção viveu dos golos de Ronaldo e de Nani (até há bem pouco tempo), e, posteriormente, de Ronaldo e André Silva. Vejamos:

  • Quem marcou os nove golos no Europeu do nosso contentamento? Ronaldo marcou três, Nani outros três, Renato Sanches, Quaresma e Éder um.
  • E no apuramento para o Mundial 2018? Dos 32 (!) golos, Ronaldo marcou 15, André Silva nove, João Cancelo e William dois, Bernardo, Nélson Oliveira, Bruno Alves e João Moutinho um. Ou seja: a dupla Ronaldo/André Silva marcou 75% dos nossos golos. Isto não é dependência?
  • Já no último Mundial fizemos seis golos: quatro de Ronaldo, um de Quaresma e um de Pepe.
Bruno Fernandes poderá mostrar na selecção a sua tremenda capacidade goleadora
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Tudo isto para voltar ao início do texto. Assim queira Fernando Santos ‘arriscar’ um pouco mais e poderá contar no seu ataque com um quinteto que garantiu, esta época, mais de 100 golos. Repito: 100 golos! Não encontro sequer, assim ao primeiro pensamento, outra selecção no mundo onde haja este pecúlio. Parece-me que a dependência de golos nos dois homens da frente estará mais que ultrapassada se, sem medo, jogarmos com este ataque demolidor.

Duvido infelizmente, que o mister Fernando confie o nosso ataque a estes jogadores em simultâneo. Mas estou esperançado que pelo menos quatro deles joguem de início. E se assim for, se o mister achar demasiado ofensivo, ou que deixamos a defesa desguarnecida, então pode quiçá colocar Pizzi no lugar do Rafa ou do João Félix que, no final das contas, a quantidade exorbitante de golos do quinteto não mudará assim tanto.

Que a bola volte a rolar e que alguns dos médios mais concretizadores do futebol europeu possam demonstrar que a dupla de ataque tem agora mais três goleadores natos.

 

Foto de Capa: Seleções de Portugal