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Chelsea FC 4-1 Arsenal FC: Segundo tempo de luxo vale o caneco aos Blues

Na final da Liga Europa, o Chelsea FC foi mais forte que o Arsenal FC, e venceu por 4-1, garantindo assim a conquista do troféu da segunda prova de clubes mais importante da UEFA pela segunda vez no seu historial. Baku era palco duma final, que mais parecia um clássico da Premier League: frente a frente, iriam estar os dois rivais de Londres à procura de salvar uma época que foi escassa em troféus, muita por culpa do poderio do Manchester City nas três competições domésticas. Os “Gunners” ainda viam a conquista da Liga Europa como o garante do bilhete de ida para a Liga dos Campeões, ao passo que os “Blues” pretendiam repetir o triunfo na prova ocorrido em 2013, frente ao Benfica em Amesterdão.

A perspetiva era de se assistir a um jogo de grande intensidade, contudo não foi isso que se viu nos primeiros 15 minutos: as duas equipas entraram com receio uma da outra, a jogar mais na certa, daí que não tenham surgido grandes ocasiões de verdadeiro perigo junto das balizas.

O Arsenal ia dando mostras de querer assumir o controlo do jogo, tendo mais bola, perante um Chelsea que ia jogando mais na expetativa e estava a ter dificuldades em criar oportunidades de golo, o que obrigou os criativos Pedro Rodríguez e Eden Hazard a recuar bastante no terreno à procura da “redondinha”.

Foi preciso esperar pelo minuto 28 para se ver o primeiro remate perigoso da final: pertenceu ao Arsenal, por intermédio de Xhaka num remate potente fora de área, que raspou na barra da baliza de Kepa. A resposta ao remate de Xhaka surgiu aos 34’, por Emerson, que subiu até à área contrária e em excelente posição disparou para uma defesa segura de Petr Cech. O lance protagonizado por Emerson foi o “mote” que faltava para o Chelsea começar a jogar melhor: cinco minutos depois, Giroud, bem servido por Jorginho, rematou à entrada da área para o canto inferior direto da baliza, valendo outra vez Cech a manter o nulo no marcador, que se manteve até ao apito final do árbitro Gianluca Rocchi.

Num encontro que até começou muito tático, teve uma ponta final de primeira parte com alguns lances que trouxeram mais emoção ao jogo decisivo da Liga Europa 2018/2019. Eram esperados uns segundos 45 minutos mais emotivos e repletos de lances de grande futebol!

As duas equipas chegaram ao intervalo empatadas a zero, mas o Arsenal esteve melhor na 1.ª parte
Fonte: UEFA

As expetativas foram correspondidas logo no recomeço da partida: aos 49’, um cruzamento tirado com conta, peso e medida de Emerson foi bem aproveitado por Giroud, que se adiantou a Koscielny e cabeceou para o fundo da redes, inaugurando assim o marcador em Baku. O avançado francês conteve-se nos festejos, uma vez que representou o Arsenal num passado recente.

O golo obrigaria o Arsenal a procurar o empate, mas o Chelsea estava bem no aspeto defensivo, dando poucos espaços ao trio ofensivo dos “Gunners” composto por Ozil, Aubameyang e Lacazette de criarem lances que pusessem à prova Kepa. Com tanta falta de criatividade na frente de ataque do Arsenal, foi o Chelsea a dilatar a sua vantagem: Pedro Rodríguez, bem servido por Hazard no coração da área adversária, rematou para o canto inferior direito da baliza de Cech para fazer o segundo dos “Blues” na capital azeri.

Se o 2-0 já era um duro golpe, o que dizer do penalty assinalado contra o Arsenal? Maitland-Niles carregou Giroud dentro de área, e Gianluca Rocchi não teve dúvidas em assinalar o castigo máximo ao minuto 65. Encarregado de bater o penalty, Hazard demonstrou grande frieza e colocou o marcador em 3-0.

Iwobi foi colocado em campo aos 66’, e a substituição foi acertada já que o nigeriano reduziu a diferença no marcador: três minutos em campo bastaram para Iwobi aproveitar uma bola a saltitar à entrada de área para desferir um remate de primeira que só parou dentro da baliza de Kepa.

A esperança foi curta, já que Hazard bisou aos 72’: recuperação de bola no meio-campo ofensivo, Giroud cruzou para o extremo belga repor a diferença de três golos no marcador.

Com o vencedor praticamente decidido, o jogo foi-se desenrolando com o Chelsea à procura de fazer mais golos, valendo Petr Cech a impedir o avolumar do resultado. O Arsenal estava perdido, ainda tentava reagir mas faltava discernimento entre os comandados de Unai Emery.

Aos 83’, Willock falhou em excelente posição o 4-2, numa bela demonstração de que os jogadores do Arsenal estavam completamente desmoralizados com o rumo do encontro.

Até ao apito final, nada houve a assinalar e o Chelsea conquistou a Liga Europa pela segunda vez na sua história. Depois de um primeiro tempo apagado, Sarri conseguiu transmitir uma mensagem de confiança aos seus atletas, que estiveram em grande nível na segunda parte e conquistam assim com toda a justiça a edição 18/19 da Liga Europa numa final 100% inglesa. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, César Azpilicueta, Andreas Christensen, David Luiz, Emerson, Mateo Kovacic (Ross Barkley 76’), Jorginho, N’Golo Kanté, Pedro Rodríguez (Willian, 71’), Eden Hazard (Zappacosta 88’) e Olivier Giroud

Arsenal FC: Petr Cech, Nacho Monreal (Matteo Guendouzi, 66’), Laurent Koscielny, Sokratis Papastathopoulos, Sead Kolasinac, Maitland-Niles, Granit Xhaka, Lucas Torreira (Alex Iwobi, 66’), Mesut Ozil (Willock 77’), Pierre Aubameyang e Alexandre Lacazette

FPF eSports – Resumo Semanal – CS Marítimo Campeões na Liga 2/FTW Legacy vencem Taça de Portugal!

Semana de grandes acontecimentos e conquistas na plataforma da PS4. Com ainda duas jornadas para o fim da Liga 2 a equipa do CS Marítimo eSports sagraram-se campeões e consumaram a subida à Liga 1 para a próxima época do FIFA Pro Clubs. Somando 87 pontos em 36 jornadas e um registo impressionante de golos. Com 28 vitórias, três empates e apenas cinco derrotas. Perfazendo 84 golos marcados e 19 sofridos.

De destacar ainda os registos individuais dos madeirenses com jtmaia empatando no primeiro lugar dos melhores marcadores com 36 golos em 36 jogos, registo notável. Juntamente o seu parceiro de ataque kieranaldo com 27 golos registam mais de metade dos golos da sua equipa. Nas assistências destaque novamente para kieranaldo que amealhou 15 bolas para golo e ainda gamerzygomez fez 14 assistências. A terminar, o guardião do CS Marítimo eSports ranka83 com 20 jogos sem sofrer golos dos 36 disputados. Até onde poderá chegar este conjunto madeirense na próxima época a disputar ao mais alto nível a Liga 1? Esperamos para ver…

Viramos as nossas atenções para a final da Taça de Portugal, que na PS4 se realizou nesta quinta-feira passada. No fim tivemos vitória por parte dos FTW Legacy por 1-0 frente ao SC Braga eSports. Com transmissão na Twitch oficial da RTPArena, emoções não faltaram a esta final da Taça que ao contrário da final da Taça real teve poucos golos e apenas um único golo serviu para os FTW Legacy levantarem o caneco!

O golo solitário apareceu aos dois minutos de jogo, uma bola nas costas da linha defensiva dos bracarenses bastou para escancarar cedo a baliza de po1nk, um belo passe diagonal de Rui para costaport que com uma finalização tranquila adiantou bem cedo o marcador e permitiu aos FTW Legacy gerir o resultado e controlar a partida.

Como é natural, a equipa do SC Braga eSports foi atrás do resultado e tentou de alguma forma contrariar esta má entrada na partida, mas sempre sem sucesso e sem conseguir impor-se no jogo. Como já referi acima, o resultado fixou-se no 1-0 e a equipa dos FTW Legacy acabaram por ser felizes nesta final e vencer o tão almejado caneco da Taça de Portugal conquistando mais um troféu para o seu palmarés. 

Ténis Português – Nuno Borges brilha, João Sousa desilude

Mais uma semana que passou e muitos foram os portugueses em ação.

Começando pelo João Sousa. O melhor jogador português de sempre participou no torneio de Genebra e não conseguiu passar da segunda ronda do torneio suíço. O jogador natural de Guimarães defrontou o espanhol Alberto Ramos- Vinolas (n.º 91 do ranking ATP) e sofreu uma pesada derrota (6-0/ 6-3).  João Sousa seguiu depois para França onde disputou o quadro principal de Roland Garros, sendo eliminado na primeira ronda por Pablo Carreño Busta.

João Domingues não conseguiu o apuramento para o quadro principal de Roland Garros
Fonte: Millennium Estoril Open

Quem não conseguiu o apuramento para o quadro principal do segundo Grand Slam da época foi João Domingues. O tenista de 23 anos, que teve um desempenho notável no Millennium Estoril Open, não conseguiu ultrapassar Alejandro Davidovich Fokina nos quartos de final da fase de apuramento para o torneio francês.

Em Israel, Gonçalo Oliveira ficou pelo caminho na segunda ronda do challenger de Jerusalém. O tenista de 24 anos perdeu por 2-0 frente ao tenista búlgaro Dimitar Kuzmanov.

Por fim, o grande destaque desta semana foi Nuno Borges. O jogador de 22 anos brilhou ao chegar à final do Campeonato Nacional Universitário dos Estados Unidos. Porém, no jogo decisivo, Nuno Borges não conseguiu bater o britânico Paul Juub. 

Foto de Capa: NCAA

1500, 1974, 2019

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Se perdura algo que resguardo com o sentimento de pertença e fascínio aquando dos tempos de ensino, é a História. As aulas traduziam verdadeiras contemplações da minha parte ao “orador”, observava-o perplexo e coexistia com o que era proferido, volteando e deambulando mentalmente.

Evidentemente, determinadas temáticas suscitavam e estimulavam mais as minhas propensões. A Segunda Guerra Mundial avivava o meu afinco, a queda da monarquia despertava o meu lado intrépido, todas as batalhas vencidas diante de mouros envaideciam cada aluno presente no recôndito espaço. Contudo, essência localizou-se prematuramente dada a magnificência dos atos: os Descobrimentos e a Revolução dos Cravos.

Algures no Atlântico, 1500. Dez naus e três caravelas embarcavam rumo à Índia com o simples desígnio de substanciar as relações comerciais com os nativos. Fidalgo de Belmonte, sábio marítimo, prescreveu uma rota distinta da traçada de modo a não “colidir” com ventos nocivos à demanda. E adivinhem…? Eis as Terras de Vera Cruz, eis o Brasil! Pedro Álvares Cabral difundia as suas pegadas por solos (mais tarde) latinos.

Do relato supracitado, encerra-se a aleatoriedade do acontecimento: o Brasil surge do nada. Como que o Fado nos quisesse segredar algo, como que a Ventura quisesse bater à porta lusa, como que a sina içasse velas no auxílio das caravelas da pátria.

O sucesso leonino desta temporada passou sempre pelas mãos dos seus guardiões
Fonte: Sporting CP

Futebolisticamente escrevendo, Guitta e Renan são filhos pródigos da esdrúxula gama de produtos brasileiros. Ambos ocupam o último resguardo das suas formações. Não obstante, glorificaram-nas de maneiras distintas: o primeiro foi um dos propulsores da consecução da UEFA Futsal Champions League, contribuindo com contorcionismos inabaláveis. Guitta representa, na quadra, a objetividade e o concreto, o verso livre e a liberdade linguística ao estilo de Carlos Drummond de Andrade; o segundo, oriundo do ano zero, sentenciou a partida da Taça de Portugal ao defender o sexto penalty no desempate. Renan apresenta, no seio das quatro linhas, uma homenagem ao poeta brasileiro José de Alencar pelo facto de, tal como ele, tentar construir novos trilhos para a literatura do clube.

Além disto, teço uma breve referência ao 25 de abril de 1974. Salgueiro Maia, ordenado por Otelo Saraiva de Carvalho, reuniu as tropas defronte do Terreiro do Paço e orquestrou o cerco do local, impingindo ao chefe de estado, Marcello Caetano, a rendição. Ângelo Girão, guiado pelos alertas de Paulo Freitas, construiu o cerco quer da formação do SL Benfica, quer da formação do FC Porto, submetendo-os à supremacia dos soldados da legião sportinguista e alcança a independência que restava, a democracia implorada pelos adeptos: Liga Europeia de Hóquei.

Tal como Pedro Álvares Cabral, Carlos Drummond de Andrade, José de Alencar e Salgueiro Maia se vincularam à História, os três leões Renan, Girão e Guitta imortalizam-se na fábula da instituição. Obrigado!

Foto de Capa: Sporting CP

Campeonato de Portugal: Sulistas ganham vantagem sobre nortenhos

Aconteceram várias surpresas na primeira mão do Play-Off de subida à Segunda Liga, com as quatro equipa do norte de Portugal a saírem derrotadas dos seus confrontos, num fim-de-semana de sucesso para as equipas do sul e para o Praiense, única equipa das ilhas a chegar a esta fase do Campeonato de Portugal.

E foram os açorianos os primeiros a entrar em campo, com uma deslocação ao difícil terreno do Fafe, segundo classificado na Série A. Perante uma forte moldura humana de apoio aos locais, o Praiense ficou a jogar com dez unidades a partir dos 57 minutos, após expulsão de Vladimir Forbs, mas conseguiu sair do Estádio Municipal de Fafe com o precioso triunfo já no tempo de descontos, com um golo de Michael Silva três minutos para lá dos noventa.

Um pouco mais abaixo no mapa de Portugal, em Santa Maria da Feira, houve duelo de peso entre Lusitânia Lourosa e UD Leiria, com os “repetentes” da Cidade do Liz a levarem a melhor sobre os estreantes lusitanistas com um triunfo por 3-2. Ulisses Oliveira e Ernest Antwi deram vantagem aos leirienses, com Léo a reduzir a desvantagem já na segunda parte, mas um penálti do experiente Leonel Olímpio garantiu o triunfo para o UD Leiria. Já nos descontos, Henrique reduziu a desvantagem, deixando a eliminatória em aberto para o Estádio Magalhães Pessoa.

O UD Leiria tenta voltar aos campeonatos profissionais, depois de três tentativas falhadas nos últimos cinco anos
Fonte: UD Leiria

Já no Ribatejo e bem perto de Lisboa, o UD Vilafranquense deixou de lado todos os problemas de salários em atraso e bateu o Vizela, um dos grandes candidatos à subida, por 2-0. Num jogo resolvido através da marca dos 11 metros e com sotaque brasileiro, Ragner Paula e Wilson Santos não desperdiçaram duas grandes penalidades e deram uma vantagem importante às Piranhas do Tejo, que são a equipa que sai mais confortável desta primeira mão do Play-Off de subida.

Por fim, o Sporting de Espinho deslocou-se a Pina Manique para defrontar o Casa Pia, que conquistou o lugar de Play-Off envolto em polémica e num vai-não-vai por parte do Conselho de Disciplina da FPF. Não fugindo à regra das restantes equipas nortenhas, os Tigres foram derrotados pelos Gansos por 1-0, com um golo de Andrezinho já a meio da segunda parte.

Ainda faltam noventa minutos de futebol para chegarmos às decisivas meias-finais mas, por agora, temos uma interessante vantagem dos clubes do Sul, contrária à tendência nortenha dos clubes nas competições profissionais.

No próximo domingo joga-se a segunda mão dos quartos-de-final do Play-Off, onde iremos descobrir os quatro clubes que vão disputar as derradeiras meias-finais, onde irão sair as duas equipas que vão jogar na Segunda Liga na próxima época.

 

Foto de Capa: UD Vilafranquense

Os melhores da temporada

Em Janeiro, quando a época ia a meio e se arrancava para as decisões, elegi um top cinco de jogadores até essa altura da temporada. Hoje, após o cerrar das cortinas do futebol português, chega o dia de anunciar os melhores do ano desportivo. No início do ano, Militão assumia a dianteira e era seguido por Corona, Marega, Brahimi e Óliver.

Hoje os eleitos são outros. Marega, que aparecia na lista por via de uma Liga dos Campeões superlativa não mostrou a mesma preponderância nos últimos meses, Brahimi foi desaparecendo das opções de Sérgio Conceição e só apareceu a espaços e Óliver, ainda que o melhor FC Porto da época tenha tido sempre o espanhol no comando das operações, não conseguiu dar seguimento às boas exibições que lhe garantiram o lugar de destaque a meio da época. Apesar de uma segunda metade de época menos conseguida, Militão e Corona mantêm-se na lista.

Assim, comecemos por Iker Casillas. A escolha do guarda-redes espanhol tem, como não podia deixar de ser, um cariz emocional. Depois do susto importa reconhecer a Casillas a importância e constância que teve ao longo do seu percurso no FC Porto. Como jogador, esse percurso parece ter chegado ao fim e o balanço só pode ser positivo. Nunca apoiei a sua chegada e permanência no clube porque não encontro sentido no seu vencimento quando tenho em consideração a realidade do clube e do futebol português e a posição que ocupa. No entanto, reconheço que mais uma vez se apresentou a um bom nível e, acima de tudo, foi muito regular nas suas exibições. Para além disso, valorizo o facto de, aos 38 anos ter sido capaz de evoluir no seu jogo e melhorar aquela que era (e continua a ser) a sua maior debilidade, o jogo aéreo e as saídas aos cruzamentos.

Depois, destaco Alex Telles. A cumprir a terceira temporada de azul e branco não se pode, de todo, dizer que foi a mais exuberante. De qualquer forma voltou a fazer uma época muito regular e foi capaz de manter um nível alto ao longo de todo o ano. Acresce que voltou a ter uma enorme preponderância na equipa, tanto no que concerne às bolas paradas como pela profundidade de que dá ao lado esquerdo do ataque. Sem substituto à altura Alex voltou a ter que cumprir quase a totalidade dos jogos da equipa e, como tal, mais se deve valorizar a capacidade do lateral em manter um nível elevado de rendimento mesmo não tendo direito a descanso. Seja o brasileiro capaz de melhorar e corrigir algumas debilidades no momento defensivo e pode tornar-se num lateral de referência a nível mundial. Resta perceber se esta foi, ou não, a sua última época de Dragão ao peito.

Éder Militão fez uma época de alto nível na sua primeira experiência no Velho Continente
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Em seguida decidi entregar o primeiro lugar do pódio a Héctor Herrera. O capitão do FC Porto voltou a ser a alma da equipa. Não é um prodígio de técnica, como demonstrou mais uma vez no Jamor, mas enche o campo como poucos. Não conheço muitos jogadores por essa Europa fora com a capacidade de trabalho e disponibilidade física de Herrera. Defende, ataca e lidera. Tem um pulmão inesgotável. Diz-se que vai deixar o FC Porto para assinar pelo Atlético de Madrid e acredito que poderá encaixar como uma luva no esquema e ideias de jogo de Diego Simeone. Tem o mérito de ter conquistado os portistas mais céticos ao longo dos anos e se conseguir subir o nível técnico do seu jogo tornar-se-á num médio de eleição.

Na vice-liderança volta a aparecer Jesús Corona. Não há muito a acrescentar. Finalmente a afirmação plena do mexicano. Foi pau para toda a obra. É como extremo direito que mais desequilibra, mas foi, também, e principalmente na primeira metade da temporada, várias vezes chamado a fazer o papel de defesa lateral. Apesar de ter baixado o rendimento nos últimos meses, tal como toda a equipa, fez a melhor época pelo FC Porto. O que mais impressiona vai sendo a facilidade com que dribla os adversários que lhe vão aparecendo pela frente. Há muito que se lhe reconhecia o talento, mas o mexicano tardava em apresentar a consistência ideal no seu jogo. Finta, passe, cruzamento, remate. É um jogador completo que joga bem com ambos os pés. Vai ficar no plantel da próxima temporada e tem tudo para se tornar na principal estrela da equipa. A continuar assim não restará muito tempo até que se mude para uma das principais ligas europeias.

E por fim, o melhor jogador da época azul e branca, Éder Militão. Com a chegada de Pepe à equipa acabou desviado para a lateral direita. Esta mudança retirou-lhe protagonismo e desviou-o da posição na qual se sente mais confortável e na qual acredito que, a breve prazo, se poderá tornar um dos melhores do mundo. Apesar do menor destaque mostrou sempre ser um jogador de outro nível e a exibição que fez em Anfield frente ao Liverpool FC comprova bem isso. O Real Madrid pagou 50M€ para o levar para Espanha no próximo ano e só pode ficar surpreendido quem não viu este central brasileiro jogar pelo FC Porto. Tem tudo. É rápido, agressivo e ágil, é imbatível no jogo aéreo, tem um sentido posicional e uma leitura de jogo sublimes e é imparável a jogar na antecipação. Tudo o que faz, fá-lo bem e com a classe de um predestinado. Foi uma passagem curta e fugaz pelo dragão, mas fica na retina como um dos melhores centrais que passaram pelo clube no presente século.

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 0-2 Argentina (Sub-20): Argentinos mais eficazes afundam “Barco” português

Este era o jogo entre as duas seleções candidatas a ganhar o grupo F deste Campeonato do Mundo. A seleção portuguesa já tinha defrontado três vezes a Argentina em que Portugal saiu sempre por cima, ganhando todos os jogos.

Portugal voltou a jogar no Estádio Bielsko Biala, onde tinha ganho por 1-0 à Coreia do Sul. Hélio Sousa, o treinador português, voltou a utilizar o mesmo onze da primeira jornada. Na Argentina foram feitas três alterações no onze, com as entradas de Urzi, Adolf Gaich e Anibal Moreno.

Na primeira parte, a seleção da Argentina procurou desde cedo impor o seu ritmo de jogo. Apesar de haver mais bola do lado dos argentinos, foi a seleção portuguesa que chegou com mais perigo. Aos 15 minutos, Leão a trabalhar muito bem na esquerda, com um remate fraco para a defesa do guardião albiceleste. Logo a seguir, foi Gedson, com um remate da zona central a rasar o poste direito da baliza da Argentina, um remate muito perigoso!

Aos 20 minutos de jogo, Jota novamente, bastante irrequieto o extremo do Benfica, numa jogada individual batendo o defesa adversário, rematou, para defesa de Ruffo. Á meia hora de jogo, Diogo Leite de cabeça, após um canto, quase que marcava o primeiro para Portugal.

Contra a corrente do jogo e no primeiro remate enquadrado com a baliza, a Argentina acabou por chegar ao golo, aos 33 minutos. Começou num pontapé de Ruffo, a bola a sobrar para os argentinos, do lado direito, Alvarez a passar por Vinagre e a cruzar a bola para Adolf Gaich que num toque subtil faz a bola embater na parte de dentro do poste da baliza de Portugal, e esta, a ir para o fundo da baliza portuguesa. Virginia saiu da baliza, mas não conseguiu evitar o remate.

Até ao final da primeira parte, vimos mais algumas iniciativas portuguesas, mas sempre sem muito perigo. A melhor jogada foi conduzida por Diogo Dalot, numa iniciativa individual, a bola acabou por sobrar para Miguel Luís e este do meio da rua, faz um remate defendido a dois tempos por Ruffo.

Leão esteve mais apagado do que no primeiro jogo
Fonte: FIFA

Na segunda parte, as equipas voltaram sem alterações nos onzes. Portugal vinha decidido a empatar o jogo, aos 47 minutos num cruzamento da esquerda, tirado por Rúben Vinagre, a bola atravessou toda a área, sendo que Leão chegou um pouco atrasado ao lance, no entanto chegou para causar o pânico na grande área dos argentinos. Passados quatro minutos, um disparo de longe de Moreno, a fazer a bola embater no poste esquerdo da baliza portuguesa, valeu pelo susto.

Jota era o jogador mais irrequieto, fez um conjunto de remates perigosos à baliza dos argentinos, mas todos eles a serem defendidos por Ruffo. Aos 66 minutos, uma das melhores jogadas de Portugal, através de um passe de Miguel Luís, a bola a chegar a Mesaque Dju que tinha entrado no decorrer da segunda parte e este com um toque subtil para a esquerda, a fazer a bola chegar a Vinagre, que vinha embalado, mas o remate a sair ao lado. Vinagre teve muito espaço, mas não conseguiu empatar a partida. Vinham-se acumulando as situações de perigo!

Portugal aos 73 minutos dispôs de um livre muito perigoso, à entrada da área dos argentinos. No entanto, Gedson atirou um pouco ao lado do poste direito. As oportunidades apareciam e Portugal esteve sempre mais perigoso na segunda parte. Houve boas combinações entre jogadores, especialmente do lado esquerdo, no entanto faltou sempre a finalização.

Leão aos 77 minutos quase que entregava o “ouro ao bandido”, num mau passe, a bola a sobrar para Maroni e este com um passe a rasgar isolou Gaich, que rematou para uma grande defesa de João Virginia. Leão que momentos antes tinha feito um passe sensacional, com uma bicicleta.

Aos 84 minutos, chegou o 2-0 para a Argentina. Barco a bater um livre na esquerda, passando toda a área de Portugal e Pérez só teve de encostar para o fundo da baliza.

Portugal perde na segunda partida deste Mundial. Conseguiu ter mais posse de bola em grande parte da partida, teve mais remates e mais cantos, mas faltou a concretização das oportunidades, e aí a Argentina foi muito eficaz. Com este resultado a seleção albiceleste está nos oitavos de final da prova. Portugal vai jogar com a África do Sul na sexta-feira, no último jogo do Grupo F.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

PORTUGAL: João Virginia; Diogo Dalot, Diogo Queirós, Diogo Leite, Rúben Vinagre; Miguel Luís (sub. Pedro Martelo, 77´), Florentino, Gedson Fernandes; Trincão ( sub. Mesaque Dju, 62´), Jota (sub. Pedro Neto, 88´) e Rafael Leão

ARGENTINA: M.Roffo; Mura, N.Pérez, F.Medina, F.Ortega; A.Moreno (sub. Sosa, 82´), F.Vera, E.Barco (sub. Weigandt, 89´); A.Gaich, J.Álvarez (sub. Maroni, 70´) e A.Urzi

Olheiro BnR – Luciano Vietto

Luciano Vietto é o segundo reforço oficial do Sporting CP para a época 2019/2020, depois do central Luís Neto. O ex-atacante do Atlético de Madrid esteve emprestado ao Fulham na presente temporada. O argentino de 25 anos não teve uma passagem feliz por Inglaterra, contabilizando apenas 1 golo em 22 jogos, onde inclusive chegou a perder alguma importância, fazendo o seu último jogo no dia 9 de Março.

Em 2016 tudo parecia correr bem. O jovem argentino dava nas vistas no Racing e chegou a estar a um passo do Barcelona. Desde então que a sua carreira não está nos seus melhores dias. O jovem parecia condenado ao êxito, mas a sua carreira começou desde então sempre a descer, nunca mais tendo sido o mesmo – apesar de ainda ter tido uma boa passagem pelo Villarreal e alguns bons pormenores no Valência. Continua-se a esperar pela sua grande explosão. Teve-a no Villarreal, ao chegar à Europa, convencendo Simeone – o treinador que o lançou, ainda na Argentina, aos 17 anos – a levá-lo para o Atlético de Madrid.

O avançado argentino não vingou vestido de rojiblanco
Fonte: Club Atlético de Madrid

Não voltou desde então a comprovar todo o potencial que vinha demonstrando. Juntou Sevilha, Valência e Fulham ao currículo, cedido pelo clube madrileno. A falta de rodagem e a constante mudança de clube também não facilitam a sua adaptação ao contexto europeu ou a conseguir o equilíbrio necessário para relançar a sua carreira.

No entanto e apesar destes contratempos, Luciano Vietto tem tudo para ser dos melhores jogadores do campeonato português, resta perceber com que mentalidade vem. Define-se como um jogador vertical e que gosta de trocar a bola de pé para pé, fazer assistências e marcar golos. O próprio jogador afirma que rende melhor como segundo avançado. E é mesmo aí que rende mais, de facto. É tecnicamente evoluído, é inteligente e demonstra bastante criatividade. Trará ao Sporting CP velocidade e qualidade na execução em espaços mais reduzidos e sobretudo uma maior definição e critério.

Esquecendo a parte financeira do negócio – envolvido no negócio de Gelson Martins – é sem dúvida um excelente reforço no que toca ao plano desportivo, sobretudo no contexto do futebol português. Será importante o facto de realizar toda a pré-temporada com o plantel de modo a ganhar maior capacidade física e ganhar maior confiança de igual forma. É um jogador que poderá ser uma solução para jogar atrás do ponta de lança, conseguindo entrar na ideia de jogo de Marcel Keizer quer em 4x3x3 – que se transforma por vezes em 4x2x3x1 com Bruno Fernandes a jogar mais próximo do ponta de lança – e também no 3x4x3 onde aqui poderá jogar a partir de uma faixa lateral, procurando sempre os terrenos mais interiores e entrelinhas, um pouco à semelhança do que faz Raphinha. É um jogador de equipa e sabe ocupar bem os espaços no processo ofensivo e também no processo defensivo.

Resta agora esperar também que Marcel Keizer consiga adaptar o jogador da melhor forma e sobretudo conseguir potenciar todas as suas qualidades.

Foto de Capa: UEFA

A 5 equipas revelação da época no futebol europeu

Chegaram ao fim praticamente todos os campeonatos principais por essa Europa fora, faltando apenas disputar-se as finais de Liga Europa e Liga dos Campeões. É hora de fazer balanços e analisar o que de bom ficou desta temporada. Aqui, elegemos cinco equipas que realizaram épocas muito positivas, superando todas as expectativas.

Boas prestações de Sporting e Benfica sem direito a títulos

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Neste último fim-de-semana decorreu em Castellón, em Espanha, a edição 2019 da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo. Sporting no feminino e Benfica no masculino marcaram presença no principal grupo desta competição, ambos acabaram no pódio, mas não conseguiram o grande objetivo que seria a vitória, descendo ambos uma posição face às classificações do ano passado.