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Carta aberta ao FC Porto: Vencer às vezes não chega!

Para falar da temporada ainda é preciso esperar pelo desfecho da Taça de Portugal, no sábado, mas não creio que uma eventual vitória conseguia colmatar o peso de um campeonato perdido. É um fardo demasiado pesado que, neste momento, todos carregamos. Não foi por não termos vencido… foi exatamente por termos perdido o campeonato. Este ano espelha-se mais a nossa derrota do que a vitória de terceiros.

Em agosto começou a caminhada que prometia ser de conquistas. A Supertaça foi o primeiro passo para confirmar que o FC Porto dos velhos tempos estava de regresso. Começamos esse jogo a perder, diante do CD Aves, mas o Estádio de Aveiro teve de esperar muito pouco para revirarmos o resultado. E ali, num dia de sol, transpiramos de orgulho. Parecia que as épocas de glória estavam de volta. Nós, adeptos, acreditávamos nisso. Ao leme estava Conceição, o homem que nos fez acreditar, que nos deu o campeonato e que devolveu ao FC Porto o ADN de campeão. Voltamos a jogar à PORTO, a sentir à PORTO, a vencer à PORTO. Tudo parecia estar a no devido lugar e esteve até janeiro.

Sérgio Conceição é um principais rostos deste FC Porto
Fonte: FC Porto

Em janeiro, em Alvalade, assinamos a nossa derrota. Até então somávamos três meses consecutivos de vitórias, a contar para todas as competições, incluindo a Liga dos Campeões. Fizemos uma das melhores fases de grupos de sempre. Sonhamos juntos e só caímos em Liverpool e com dignidade. O nosso lema era vencer e não havia quem nos conseguisse travar. O que mudou? Pergunto… repito… Por que razão deixamos de lutar até ao último segundo?

Como é que se explica a exibição tão má em Alvalade? Os pontos perdidos em Guimarães, frente ao Vitória SC e ao Moreirense FC… Como é que se explica perder sete pontos de avanço para o adversário? Como é que em casa, NA NOSSA CASA, perdemos com o segundo classificado e consequentemente perdemos a liderança? Onde estava a raça? O querer? A ambição? Onde estavas tu, Conceição? O teu discurso no balneário não acordou a equipa e a culpa nunca foi só tua. Os jogadores, deviam ser os primeiros a querer ganhar, mas as vezes eram só corpos presentes nos relvados…

Nós, adeptos, estávamos lá, à chuva, ao sol, corríamos lado a lado com vocês. Era o nosso coração que entrava em campo e em troca só pedíamos o mesmo amor à camisola.

A revolta do líder da claque em Vila do Conde foi exagerada, e até condenável, mas na verdade aquilo que ele mostrou foi tudo aquilo que nós sentimos.

Vencer às vezes, neste clube, não chega.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os 23 de Fernando Santos para Liga das Nações

Já são conhecidos os 23 escolhidos por Fernando Santos para representar Portugal na Liga das Nações. Uma lista previsível e que não foge àquilo a que estamos habituados.

Uma lista que alia a experiência à juventude, e que pode trazer irreverência ao modelo atual de jogo da seleção. Dos 23 convocados o meu destaque recai sobre as a estreia de João Félix, Rúben Neves e Diogo Jota em fases finais de competições. Três jovens que estiveram em destaque nas suas equipas ao longo da época e que podem ser uma surpresa nestes dois jogos.

Outro dos destaques é a convocação de Dyego Sousa, do SC Braga, pela segunda vez. Uma escolha muito dúbia e que não gera consenso entre todos os adeptos, sobretudo depois do apagão do avançado nesta fase final do campeonato.

Fonte: FPF

Guarda-redes: Rui Patrício, Beto e José Sá

Dois pesos pesados e uma estreia. A convocação de Rui Patrício e Beto era quase um dado certo por parte de todos, sendo que a dúvida residia em quem seria o escolhido para terceiro guarda-redes. Em cima da mesa estavam nomes como Cláudio Ramos, Tiago Sá e José Sá. A escolha acabou por recair sobre o jogador do Olympiacos.

Defesas: Pepe, José Fonte, Rúben Dias, João Cancelo, Nelson Semedo, Mário Rui e Raphael Guerreiro

No eixo central não houve grandes surpresas, tanto Pepe como José Fonte e Rúben Dias fizeram boas épocas nos seus clubes. Porém, dado que esta era uma competição com apenas dois jogos não era surpresa nenhuma se só houvesse dois centrais convocados.

No que diz respeito aos laterais, é talvez o setor onde residiam mais dúvidas. Muitas opções para apenas quatro vagas. A maior dúvida era se Ricardo Pereira ia ser ou não convocado. O lateral foi considerado o melhor jogador do Leicester esta época, e a sua não convocação é a maior injustiça da convocatória.

Médios: Bruno Fernandes, Danilo Pereira, William Carvalho, Pizzi, Rúben Neves e João Moutinho

O setor intermédio é também um setor com muita qualidade na seleção nacional. Os convocados foram os jogadores que foram mais regulares esta época e difícil vai ser a escolha de quem irá ser titular. Talvez Danilo Pereira, João Moutinho e Bruno Fernandes sejam os escolhidos, contudo Fernando Santos pode apostar naqueles que se conhecem melhor e aí as escolhas talvez sejam outras…

Avançados: Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, Diogo Jota, Dyego Sousa, João Félix, Gonçalo Guedes e Rafa Silva

No setor avançado a surpresa recaiu na convocação dos jovens João Félix e Diogo Jota. Duas surpresas ao longo da época e que realizaram uma excelente temporada pelas suas equipas. Dos restantes jogadores Bernardo Silva é aquele em que recaem mais expetativas após a brilhante época ao serviço do Manchester City. Porém é sobre Cristiano Ronaldo que irão estar todos os olhares.

Para além dos jogadores que referi ao longo do texto, houve outros jogadores bem conhecidos do público e que ficaram de fora como João Mário, Gelson Martins, André Silva ou Ricardo Quaresma, caras bem conhecidas da nossa seleção mas que não atravessam os melhores momentos das suas carreiras.

Foto de Capa: FPF

Tour of California: Breggen apura a forma

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Depois de um início de temporada atribulado, a Boels-Dolmans começa a carburar e na Califórnia voltou ao seu domínio habitual, com Anna van der Breggen e Katie Hall a dominarem a concorrência.

A prova americana contava com três jornadas com perfis bem distintos entre si e que permitiram uma corrida aberta, mas, em última análise, faltou poder para combater a equipa holandesa e dar mais emoção à corrida.

O primeiro dia contava com algumas subidas não muito longas, mas o suficiente para que as mais fortes já pudessem fazer algumas diferenças. Sem surpresas e como já é habitual neste tipo de percursos, a mais forte foi Anna van der Breggen, que venceu isolada, ganhando já bastantes segundos ao grupo que a perseguia.

A etapa rainha era a segunda, com a mítica ascensão ao Monte Balldy a ser enfrentada pela primeira vez na prova feminina. Sempre a subir e a Boels-Dolmans destruiu as adversárias. As vencedoras das últimas duas edições da prova californiana, Hall e Breggen, atacaram e só pararam na meta, onde Hall conquistou a etapa e Breggen selou a Geral.

A edição 2019 do Tour of California fechou com um sprint após um dia algo seletivo, em que Elisa Balsamo levou a melhor, alcançando a sua primeira vitória a nível World Tour.

Na Geral, Ashleigh Moolman-Pasio não aguentou o ritmo do duo da Boels-Dolmans no Baldy, mas aguentou o suficiente para as acompanhar no podium.

Breggen venceu também por Pontos, enquanto Juliette Labous foi a melhor da Juventude e Blanca Moreno triunfou na Montanha.

Foto de Capa: Boels-Dolmans

A FPF não pode continuar a organizar competições

Mais uma temporada do Campeonato de Portugal aproxima-se do fim e, mais que o futebol jogado, o tema de conversa constante vem de fora das quatro linhas e, surpreendentemente, sem corrupção à mistura. É que toda a organização foi afetada por casos de secretaria, equipas a perder e a recuperar pontos ao longo da época e um crónico problema com os clubes do interior, sem capacidade para competir com as equipas do litoral, que raramente estão acima dos últimos lugares da classificação.

Mas o que chateia mesmo os adeptos e dirigentes dos clubes do terceiro escalão do futebol português acaba por nem ser a incompetência ou falta de jeito da Federação, mas sim o completo desinteresse em fazer do Campeonato de Portugal algo de qualidade e que as pessoas e os clubes possam desfrutar de futebol sem ter de pensar nas voltas e reviravoltas na secretaria que danificam por completo a tão badalada verdade desportiva.

Basta olhar para a Liga Revelação, o imensamente publicitado campeonato para o escalão sub-23 que teve a sua estreia esta temporada. A FPF moveu mundos e fundos para tornar esta competição apelativa para clubes e adeptos e os resultados, honestamente, são positivos e há aqui pernas para andar.

O caso “Casa Pia” foi o mais badalado da temporada, com pontos deduzidos e repostos ao longo da segunda volta
Fonte: FPF

Isto torna ainda mais impensável a falta de condições que há no Campeonato de Portugal, desde custos insuportáveis para os clubes do interior (os mais afetados pelo fim da III Divisão), fortes polémicas com tráfico de jogadores, até aos já falados casos de secretaria que, no espaço de três meses, deram três tabelas classificativas diferentes, numas com o Real SC a ir a play-off, noutras o Casa Pia e noutras até era o Oriental de Lisboa que ficava na terceira posição, à frente do conjunto de Pina Manique.

Mas a falta de tacto da Federação em organizar competições não se fica pelo Campeonato de Portugal, alastrando-se também à Taça de Portugal. As constantes polémicas com os estádios dos clubes pequenos que têm a sorte (ou, desde há algumas épocas, azar) de apanhar um dos grandes do futebol português a verem a sua casa interditada e a terem de jogar longe da sua terra, desvirtuando completamente a tão aclamada “festa da Taça”. O caso mais inacreditável foi mesmo o do Lusitano de Évora que, em 2017/18, foi sorteado com o FC Porto na 3.ª eliminatória da prova-rainha. Porém, o conjunto eborense foi impedido de jogar no seu estádio e obrigado a disputar o jogo no Estádio do Restelo… A 140 quilómetros de distância.

Nesta altura, deixa-nos a questionar se não será preciso criar uma liga para os clubes não-profissionais, de forma a parar o parco interesse da FPF em melhorar as divisões inferiores e dar condições a clubes pequenos que merecem muito mais respeito de quem manda no futebol.

 

Foto de Capa: FPF

23.º título de Campeão Nacional

Depois do andebol foi a vez do hóquei em patins do FC Porto celebrar a conquista de mais um título de campeão nacional. São já 23 desde que se disputa uma competição nacional na modalidade, o que permite aos azuis e brancos igualar o número de conquistas do SL Benfica e distanciar-se ainda mais do Sporting CP (8).

Com uma jornada do campeonato ainda por disputar, o FC Porto entrará para o último duelo de 2018/2019, na receção ao Turquel, já com o estatuto adquirido, fruto de uma vantagem no confronto direto com os mais diretos adversários que lhe permite, inclusive, abordar o derradeiro desafio sem a mínima preocupação. Na pior das hipóteses, o FC Porto fará os mesmos pontos que a UD Oliveirense.

É aí, portanto, que reside a diferença deste FC Porto para com os mais diretos concorrentes na luta pelo título. Apesar de ter fraquejado nas deslocações aos terrenos de UD Oliveirense, Sporting CP e SL Benfica, nas quais averbou um empate e duas derrotas (1-1; 5-3; 4-3) respetivamente, a verdade é que o FC Porto foi capaz de decidir a contenda a seu favor nos embates realizados na sua fortaleza. Aí, conseguiu levar de vencidos os encarnados por 5-3, vitória à qual se seguiu um triunfo frente aos leões (3-1). O ponto chave, porém, esteve na muito difícil e verdadeiramente épica vitória na receção à formação de Oliveira de Azeméis (6-5).

De partida para o Barcelona, Hélder Nunes foi uma vez mais um dos destaques da equipa
Fonte: FC Porto

Os azuis e brancos, apesar de um ‘percalço’ que poderia ter custado caro (derrota em Tomar por 4-3), acabaram por ser mais regulares que os restantes candidatos e, dessa forma, garantiram a conquista do título, registando neste momento, e muito provavelmente até ao fim do campeonato, o melhor ataque da prova. O melhor marcador, esse, também veste de azul e branco e dá pelo nome de Gonçalo Alves, que está na fasquia dos 40 golos, só no campeonato.

Ainda assim, nem tudo foi um mar de rosas, já que, uma vez mais, o objetivo de conquistar a Liga Europeia ficou adiado, depois de uma derrota na final frente ao Sporting CP. Ainda assim, de realçar mais uma presença na final four, onde foi até possível quebrar um enguiço contra os catalães do Barcelona.

A Taça de Portugal figura aqui também como um ‘fracasso’, uma vez mais aos patins da equipa do Sporting CP, o que impede os dragões de lutarem por um tetra na prova rainha do hóquei. Contudo, foi contra os leões que o FC Porto iniciou a presente temporada a conquistar um troféu, no caso a Supertaça António Livramento, depois de uma vitória por 4-1.

Foto de Capa: FC Porto

Sporting CP à conquista da 17ª Taça de Portugal

No próximo sábado, o Sporting Clube de Portugal defronta o FC Porto, no mítico Estádio do Jamor, na final da Taça de Portugal. Este será o 234º clássico da história e o quarto na época 2018/19.

Os leões defrontam pela quinta vez o Porto na final da prova rainha do futebol português. Na última final que opôs Sporting e Porto, realizada em 2008, a vitória foi verde e branca, por 2-0, com dois golos de Rodrigo Tiuí no prolongamento. Na época passada, voltou a haver clássico na meia-final da Taça de Portugal, com o mesmo resultado 1-0 no Dragão e 1-0 em Alvalade, a eliminatória decidiu-se nas grandes penalidades, com o Sporting a levar a melhor. Na presente temporada, o Sporting defrontou na final da Taça da Liga, o Porto, tendo vencido o troféu, com recurso aos pontapés de penálti, após empate a um golo nos 90 minutos.

Para chegar à final, o Sporting ultrapassou o Loures, o Lusitano Vildemoinhos, o Rio Ave, o Feirense e o Benfica na meia-final. Na semi-final, o Sporting perdeu na Luz por 2-1, tendo vencido em Alvalade por 1-0, ambos os golos marcados pelo capitão Bruno Fernandes, eliminando assim, o eterno rival.

Bruno Fernandes foi decisivo na meia-final da Taça de Portugal e procura erguer a Taça de Portugal no Estádio do Jamor
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Para esta partida da Taça de Portugal, Marcel Keizer tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com exceção de Rodrigo Battaglia devido a lesão, Borja e Ristovski devido a castigo. O onze leonino deverá então apresentar Renan Ribeiro na baliza, a defesa composta por Bruno Gaspar, Coates, Mathieu e Acuña. No meio-campo, deverão alinhar, Gudelj, Wendel e Bruno Fernandes. Na frente, os leões devem apresentar Luiz Phellype, apoiado por Diaby e Raphinha nas faixas.

Para vencer esta partida, os leões têm de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo do Porto, que é uma das características dos portistas – a sua consistência defensiva. O Sporting de Marcel Keizer terá em Raphinha e Bruno Fernandes, os maiores perigos para a baliza adversária. A equipa tem de estar concentrada no momento defensivo, tendo em atenção o ataque à profundidade e velocidade da equipa da Invicta, no seu processo ofensivo. Para vencer este jogo, a equipa leonina terá que apresentar níveis de concentração, intensidade e agressividade altos, lutando do primeiro ao último minuto da partida.

Num clássico não há favoritos, mas um Sporting ao seu melhor nível pode vencer no Estádio do Jamor esta final, com o apoio dos sportinguistas. É um grande jogo do futebol português e os jogadores do Sporting têm de impor a sua qualidade, mas também a sua entrega, a sua intensidade e combatividade. Em jogo estará para o Sporting o segundo título da época, após ter vencido a Taça da Liga.

Um Sporting que fez uma reta final de época, apresentando qualidade nas suas exibições e que tem neste jogo um grande objetivo. Por isso, com Esforço, Dedicação e Devoção, os jogadores terão de lutar para conquistar a Glória, vencendo a 17ª Taça de Portugal do palmarés leonino.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

30.ª Jornada do Girabola’19: E o D’Agosto é tetra!

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O Girabola’19 chegou ao fim! A última jornada jogou-se no fim-de-semana de 18 e 19 de maio, e o principal motivo de interesse era saber quem iria levantar o troféu de campeão, uma vez que as descidas de divisão já tinham ficado decididas na ronda anterior.

E o 1.º de Agosto é novamente campeão! Pelo quarto ano consecutivo, os “Militares” voltam a terminar o Girabola no topo da classificação. Na última partida, os comandados de Zoran Maki venceram fora o Kabuscorp por 1-0, graças ao golo apontado por Mabululu no fim do primeiro tempo. O triunfo pela margem mínima permitiu ao D’Agosto celebrar a conquista do seu décimo terceiro título do principal campeonato angolano, e alcança assim um feito inédito no campeonato angolano com o tetracampeonato garantido.

O D’Agosto venceu na última ronda e pode assim festejar o tetracampeonato
Fonte: 1.º de Agosto

O Petro de Luanda ainda entrou para esta jornada com a “esperança” de chegar ao título, mas o Progresso do Sambizanga tratou de acabar com essa mesma ilusão tricolor, ao arrancar um empate a uma bola – os marcadores dos golos foram Tiago Azulão (Petro) e Chiló (Progresso). Assim, o conjunto petrolífero termina a época em segundo e com um amargo de boca por não perder festejar a conquista do Girabola, ao passo que a equipa do Dundo acaba a prova na primeira metade da tabela classificativa, com 40 pontos conquistados.

O Recreativo do Libolo perdeu o seu respetivo compromisso. A jogar fora, a turma libolense não conseguiu ser mais forte que o seu adversário, Cuando Cubango, e despediu-se da edição deste do Girabola com um desaire – derrota por 2-0, com Vado e Coxi a serem os autores dos golos. A derrota fez com que o Libolo terminasse a prova no oitavo lugar da classificação.

Nos restantes jogos, o Interclube ganhou ao Bravos do Maquis pela margem mínima e o Desportivo da Huíla recebeu e bateu o Sagrada Esperança por 2-0. O ASA perdeu no seu terreno por 1-2 contra o Recreativo da Caála, ao passo que a Académica do Lobito venceu por dois golos sem resposta o Saurimo FC. Já o Santa Rita de Cássia ganhou por 3-2 em casa o Sporting de Cabinda.

E assim se jogou mais uma edição do Girabola! Como já começa a ser costume, foi mais um campeonato repleto de ação, surpresas, muitos golos e, sobretudo, festa por todos os estádios angolanos, em que o 1.º de Agosto reforçou o seu estatuto de “Melhor Equipa de Angola”, ao conquistar o tetracampeonato. Uma última palavra de apreço para o Cuando Cubango, ASA e Saurimo FC, que descem de divisão, num momento difícil de gerir, mas que se espera que seja um “Até Já” breve e não um “Adeus” em definitivo. Ainda agora terminou, mas já estamos todos desejosos que o Girabola recomece de novo!

Foto de capa: 1.º de Agosto

Nova convocação e velha decepção para o Brasil

O técnico Tite convocou a seleção brasileira para a disputa da Copa América no Brasil. Uma convocação decepcionante de maneira geral. Mas antes de fazer a analise, vamos a lista completa dos convocados:
  • Guarda-redes: Alisson (Liverpool FC), Cássio (SC Corinthians) e Ederson (Manchester City FC)
  • Defesas: Alex Sandro (Juventus FC); Marquinhos, Thiago Silva e Dani Alves (PSG); Éder Militão (FC Porto), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Miranda (Inter de Milão)
  • Médios: Allan (SSC Napoli); Philippe Coutinho e Arthur (FC Barcelona); Casemiro (Real Madrid CF), Fernandinho (Manchester City) e Lucas Paquetá (AC Milan)
  • Atacantes: David Neres (FC Ajax), Everton (Grêmio FBPA), Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Neymar (PSG) e Richarlison (Everton FC)

Na defesa, a média de idades é altíssima. Com a exceção do portista Éder Militão, todos os outros defesas têm mais de 30 anos. Alguns dos convocados poderão nem estar em atividade na época do Mundial de 2022 e o pensamento teria que ser voltado para a competição.

O título mundial vale mais do que a Copa América. Claro que vencer a Copa América é sempre satisfatório, mas não passa muito disso. Afinal, ninguém sabe quantas Copas América o Brasil já conquistou. Já Copas do Mundo, todos de se lembram do onze vencedor.

Contudo, o treinador brasileiro parece mais preocupado em assegurar o seu cargo na seleção do que pensar em preparar a seleção canarinha para o Catar. Alguns ciclos já deviam ter sido encerrados após o Mundial da Rússia. Thiago Silva, Miranda, Dani Alves, Filipe Luís e Fernandinho são alguns dos jogadores que não deviam ser mais convocados.

Digo mais pela questão da necessidade de renovação do que pelo futebol que outrora apresentaram. Dani Alves, por exemplo, foi por muito tempo o melhor lateral-direito do Mundo, mas na época do Mundial já estará com 39 anos.

Fonte: Bola na Rede

Além da questão de idade, temos outras opções bem questionáveis. Tite convocou Philippe Coutinho que desde que chegou ao Barcelona, em janeiro de 2018, não conseguiu ser nem 10% do jogador que era no Liverpool. Coutinho está mal e isso reflete-se, até, no seu valor de mercado, que desceu a pique.

Mesmo assim, foi convocado para a Copa América em detrimento de Lucas Moura, do Tottenham Hotspur FC. O ex-jogador do São Paulo FC está a ter a sua melhor temporada na Europa. Em 48 jogos fez 15 golos. Foi decisivo ao fazer o hat-trick contra o Ajax que colocou o Tottenham na final da UEFA Champions League. Mesmo sendo suplente na equipa inglesa merecia ser convocado, pois a sua condição deve-se à grande fase que passa o sul-coreano Son, que, inclusive, se fosse brasileiro, merecia jogar pela seleção.

Outra ausência sentida foi a de Fabinho, que está a fazer uma temporada espetacular no Liverpool e pode atuar, também, como lateral-direito.

A permanência de Gabriel Jesus na seleção também não pode ser vista com bons olhos. Após uma fraca prestação na Rússia, o atacante do Manchester City teve uma temporada discreta. Não foi decisivo e não apareceu nos grandes jogos da equipa inglesa. Todas essas situações vão contra o discurso de “meritocracia” de Tite.

O adepto brasileiro já não o considera uma unanimidade. Um fracasso na Copa América pode “derrubar” o treinador, e é por isso que, perante essa situação instável, talvez ele tenha convocado os seus “homens de confiança”.

Fonte: Bola na Rede

Entretanto, acima do resultado final da Copa América deveria estar a evolução do futebol da seleção brasileira. Vale muito mais um trabalho consistente, mesmo se não vier a vencer a competição, do que ser campeão com um futebol pobre e desorganizado. Todo o pensamento e trabalho deveria ser voltado para a conquista do hexacampeonato em 2022.

Agora resta aguardar para ver o que o Brasil apresentará na Copa América. Evidentemente que chegará à competição para vencê-la, é o maior favorito. Mas, caso o título seja conquistado, espero que as possíveis deficiências que a seleção possa apresentar não sejam mascaradas.

Foto de capa: CBF

FPF eSports – Resumo Semanal – Vitória FC eSports Campeão no PC!

Esta semana o grande destaque vai para os primeiros campeões da época oficial de Pro Clubs e é por aí que começamos este apanhado geral do mundo do Pro Clubs nacional. A equipa do Vitória FC eSports a duas jornadas do fim do campeonato nacional de PC sagrou-se campeão com 55 pontos em 20 partidas, um registo impressionante de 18 vitórias, um empate e uma derrota bastou para conquistarem o título uma semana antes do fim do campeonato. Os sadinos assumiram a liderança do campeonato ao fim da segunda jornada e desde então, não arredaram pé do primeiro lugar.

De destacar também o registo impressionante de golos com 51 marcados e apenas dez sofridos. Sendo o melhor ataque da competição até ao momento e a segunda melhor defesa atrás do Vitória SC eSports.

Apesar de terem sofrido a sua primeira derrota da temporada no jogo de segunda-feira frente aos vimaranenses por 2-1, na jornada seguinte fora de casa obtiveram o triunfo que faltava para se sagrarem campeões ao vencer por duas bolas a zero os Águias eSports alcançando o título do campeonato nacional de PC nessa noite. A juntar este belo desempenho colectivo há que mencionar que o Vitória FC eSports contam também com os dois melhores marcadores da Liga, canadiano com 23 golos, w0zzer com 14 golos e ainda che_galego com 19 assistências números fantásticos que contribuíram para uma época quase perfeita por parte da turma de Setúbal. 

Fonte: jornalfifapt

Está oficialmente concluído o campeonato de Portugal da PS4. E hora de olharmos para as 16 equipas que vão disputar os playoffs da fase final. Apenas quatro equipas poderão almejar a subida à Liga 2 e após uma época já longa, as equipas do campeonato de Portugal ainda terão que se enfrentar para disputar esta fase final de maneira a conquistar esse lugar tão cobiçado na segunda divisão podendo dizer “adeus” ao campeonato onde se encontram transcendendo o seu futebol virtual para o próximo nível.

Na série 1, os qualificados foram o Leixões SC eSports, a equipa do CD Feirense SAD B, o Desportivo da Barca FC e ainda os Blues eSports com o quarto lugar.

Na série 2 com uma disputa intensa até ao fim tivemos o SC Campomaiorense, os ORO eSports, os SamClan eSports Club e ainda os ASP Galaxy que só se qualificaram após a última jornada da liga. Na série 3 de destacar a qualificação bastante cedo dos Leões de Porto Salvo equipa que ficou invicta com 17 vitórias e um empate em 18 partidas, o Sacavenense eSports e por fim, a equipa do GRCD Leião e C.R. Instrução eSports que carimbaram também no último jogo a qualificação. Para terminar, com nomes bastante sonantes a série 4 apurou os madeirenses do CDR Santanense eSports, os Grow uP eSports B, o CD Nacional e ainda o SC Farense.

UFC Rochester – Rafael Dos Anjos estraga estreia a Kevin Lee

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Rafael Dos Anjos venceu Kevin Lee no combate principal do UFC Fight Night Rochester, ao submeter o americano com um triângulo de braço. Felicia Spencer submeteu Megan Anderson e quer lutar contra Cyborg; Charles Oliveira nocauteou Nik Lentz no segundo assalto.

Rafael Dos Anjos e Kevin Lee protagonizaram aquele que foi o combate principal da noite. Dos Anjos vinha de duas derrotas consecutivas frente a Colby Covington e Kamaru Usman, e procurava reerguer-se de novo na divisão de meio-médio.

Kevin Lee fazia a sua estreia nesta divisão. O americano lutou 14 vezes no peso-leve, mas a dificuldade em cortar o peso fizeram-no tomar a decisão de subir uma categoria. Com duas derrotas nos últimos três combates, era um começo novo para Lee.

Kevin Lee cumpriu com o prometido: entrar agressivo. No strike esteve muito competente e forte, a acertar bons golpes em Rafael. Pressionou o adversário junto ao octógono para tentar a projeção, mas no fim do round quem a conseguiu foi Dos Anjos.

Na segunda ronda Rafael Dos Anjos entrou com um strike mais preciso e a entender melhor a distância e timing do adversário. Lee manteve a pressão junto à jaula à procura da projeção. Ambos ainda trocaram golpes mas sem muita ação. Dos Anjos tentou uma submissão, sem sucesso.

Na terceira ronda foi o grappling que dominou. Rafael conseguiu projetar Lee num contra-ataque, e Lee projetou-o momentos a seguir. Tanto no clinch como no chão Dos Anjos teve mais agressivo: lançou vários golpes e manteve-se ativo face a alguma passividade do adversário. 

Rafael entrou na quarta ronda com um strike fortíssimo: eram visíveis os danos que os constantes pontapés na perna esquerda de Lee provocaram. Dos Anjos defendeu bem todas as tentativas de projeção, assim como esteve eficaz no clinch ao anular o adversário. Aproveitou que Lee falhou uma projeção e conseguiu uma montada fácil, que depois originou um triângulo de braço e o fim do combate. 

Rafael dos Anjos volta às vitórias
Fonte: UFC

Na conferência pós-combate Rafael Dos Anjos revelou a importância que era voltar às vitórias, e que vai continuar a procurar o sonho de ser campeão em duas divisões (relembro que o brasileiro já foi campeão de peso-leve). 

Kevin Lee utilizou as redes sociais para explicar que está desapontado com a derrota, e que não sabe o que se passou dentro do octógono.

Antonio Carlos Junior enfrentou Ian Heinisch na divisão de peso-médio, no co-main event da noite. 

O brasileiro vinha de cinco vitórias consecutivas e tencionava entrar no top 10 da divisão. Para isso sabia que tinha de utilizar o seu excelente jiu-jitsu para ultrapassar o seu adversário.