A Liga Revelação foi a competição que abriu as portas a vários jovens jogadores que encontraram um lugar ao sol para se mostrarem e ganharem visibilidade. Um desses casos foi o de Ricardo Jorge Silva Nogueira Rodrigues.
Este jogador natural de Paredes iniciou a sua carreira no SC Nun’Álvares, tendo-se transferido para o CD Aves já como júnior em 2013. Após ter brilhado nos juniores da equipa do conselho de Santo Tirso. Ao chegar a sénior, passou pela equipa B e foi ainda emprestado à AD Oliveirense, Brito SC, Canelas 2010 e Mafra. Nesta temporada, agarrou um lugar na equipa de sub-23, onde rapidamente se destacou tendo sido promovido à equipa principal.
No dia 13 de Outubro de 2018, Ricardo Rodrigues teria a sua estreia pela equipa principal, entrando a quatro minutos do fim no jogo contra o Rio Ave FC para a Taça da Liga, tempo suficiente para marcar um golo de levantar o estádio e saltar para a ribalta no clube avense. Daí para a frente, Rodrgues marcaria mais um golo na Taça de Portugal e começou a ganhar minutos no campeonato.
Porém, com a substituição de José Mota por Augusto Inácio no comando técnico do CD Aves, Ricardo Rodrigues deixou de ser opção e regressou aos sub-23. Na equipa orientada por Leandro Pires voltou a assumir papel de destaque, sendo uma das principais figuras na equipa que conquistou a dobradinha, tendo ainda marcado os dois golos na vitória sobre os sub-23 do Rio Ave FC na final da Taça Revelação.
Ricardo Rodrigues estreou-se pela equipa principal a marcar um golaço Fonte: CD Aves
Ricardo Rodrigues é um avançado muito rápido e móvel. Podendo jogar em qualquer posição no ataque, é um jogador que sabe explorar o espaço nas costas da defesa, sabendo muito bem enfrentar o guarda-redes adversário em situações de um para um. Destaca-se também na cobrança de livres, sabendo batê-los de qualquer zona do terreno.
Aos 23 anos, Ricardo Rodrigues mostra condições para vingar num patamar competitivo mais elevado. No entanto, duvido que seja com Augusto Inácio que ele encontre o contexto certo para se afirmar na equipa principal, apesar de eu considerar que ele oferece mais ao jogo do que o Luquinhas (que assumiu a titularidade na equipa principal com Inácio). Como tal, o seu futuro na próxima época é uma incógnita.
Com a temporada a chegar ao fim e os dias de férias dos jogadores a aproximarem-se parece que o que vai pairar na Luz é uma fase de férias para todos os responsáveis do clube encarnado. Mas não. Engane-se em pensa assim. Quando alguns viajam para os seus países, outros ficam por cá, a relaxar após uma temporada de jogos, existem uma equipa organizada pela estrutura que tratará de gerir o plantel para a próxima temporada. Uma equipa, que a meu ver, deve ser comandada pelo homem do balneário: Bruno Lage.
E se fosse eu Bruno Lage? E se fosse eu o homem que reforça a equipa? Este texto trata-se das minhas escolhas de posições e alternativas que, por alguma razão, precisam de ser reforçadas.
Na baliza é necessário um reforço. Um reforço que substitua Svilar no banco de suplentes. O belga não tem ainda qualidade suficiente para defender a baliza encarnada e precisa de uma ou duas temporadas de empréstimo. Sugiro para a baliza encarnada Cillessen. O substituto de Ter-Stegen tem muita qualidade, joga bem com os pés e seria um ótimo reforço para o plantel encarnado. Além disso, corresponde aquilo que o SL Benfica precisa, um reforço que não seja jovem nem que haja dúvidas da qualidade futebolística. Poderia, facilmente, disputar um lugar no onze encarnado com o camisola noventa e nove.
Com o mercado a apertar e as ótimas exibições de Grimaldo a defesa esquerdo será difícil mantê-lo na equipa. Assim sendo, gostaria de ver a compra de Cucurella ou de Rebocho. Cucurella é um polivalente da equipa do FC Barcelona B que jogou esta temporada emprestado ao SD Eibar.
Completando 30 jogos na LaLiga, o esquerdino espanhol provou ter qualidade suficiente para representar o clube da Luz, oferecendo ao corredor esquerdo movimentos muito semelhantes àqueles que Grimaldo faz. Rebocho é um homem da casa que conhece bem o futebol nacional tendo jogado na primeira liga ao serviço do Moreirense FC e que para mim tem muito mais qualidade que Yuri Ribeiro.
Chiquinho esteve em evidência durante toda a temporada. A sua polivalência e a sua técnica são as suas principais armas. O “regresso” ao SL Benfica seria uma boa forma de crescer junto de atletas de categoria e que podem ajudá-lo a tornar-se num melhor jogador Fonte; Moreirense FC
Do lado oposto da defesa, no corredor direito, André Almeida precisa de um substituto de nível, tendo sempre em equação a possibilidade ou não de Pedro Pereira estar nos inscritos da próxima temporada. Como reforço da temporada Alex Pinto da equipa B poderia subir para o plantel principal, não precisando assim a estrutura de investir no mercado de transferência. Adaptar Salvio também é uma possibilidade mas que até ao momento parece estar descartar pelo treinador do Benfica.
No meio campo o equilíbrio do plantel é notável onde vários jogadores podem jogar em várias posições oferecendo assim uma vasta opção de escolha do treinador Bruno Lage. Mesmo saindo algum jogador seja das alas ou da zona mais central, o Benfica está muito bem reforçado para a próxima época.
A frente de ataque precisa de um reforço de peso. Um homem que responda a possíveis ataques do mercado a João Félix. O Benfica conta com Jonas, Seferovic e Ferreyra. Com Jonas a entrar nos trinta e cinco anos, Seferovic como possível opção A da próxima temporada e Ferreyra mais um ano emprestado ao futebol espanhol, o Benfica precisa de reforçar o ataque com um jovem jogador que possa aos poucos entrar na equipa e ganhar confiança e experiência. Chiquinho é o nome.
O jovem português, que passou pelo Benfica mas que não cumpriu nenhum minuto de águia ao peito, mostrou muita qualidade esta temporada jogando bem à frente do meio campo, quase nas costas do ponta-de-lança. Contudo, fugindo à regra de ser jovem, gostaria de ver no Benfica Dyego Sousa. É verdade que o final de época do português não foi a melhor mas não há dúvidas que é um ótimo avançado e que precisa de jogar num palco maior que o do SC Braga. Assim sendo, seria um ótimo reforço para o Benfica.
Estas são as minhas escolhas para posições e alternativas a reforçar no mercado de transferência que se aproxima.
Em jogo em atraso relativo à oitava jornada da fase final, Grupo A do campeonato nacional de andebol, o Futebol Cube do Porto levou de vencida a equipa madeirense, aproveitando da melhor forma mais um o deslize do Sporting, no passado sábado, no reduto do Águas Santas.
Depois das duas equipas terem sido protagonistas num fim de semana histórico para o andebol português, em que o FCP conquistou um honroso terceiro lugar na EHF CUP, e o Madeira Sad um meritório segundo na taça challenge, foi a vez das duas equipas medirem forças.Aos azuis e brancos bastava um empate para consumar a conquista do título, mas foram além disso. Nos minutos inicias as equipas “ombrearam-se” e só a meio da primeira parte é que dragões conseguiram “descolar” no marcador, recolhendo ao balneário com um resultado favorável de (8-13). Já na segunda metade, os pupilos de Magnus Anderson voltaram a entrar determinados, dando sinais claros do ótimo momento de forma que atravessam.
Ainda que com algumas oscilações no mercador – em que o FCP dilatava e o Madeira Sad encurtava a diferença – à passagem do minuto 20 já se antevia o desfecho do encontro, e só mesmo um milagre era capaz de alterar o rumo da partida. Os dragões batem assim os insulares, por um diferença significativa de 20-29, e sagram-se campeões nacionais, quando ainda faltam duas jornadas para o término da prova.
FCP goleia Madeira Sad Fonte: FAF
Atente-se ainda que assim, os portistas igualam os “Leões” no número de conquistas de campeonatos nacionais (21), e têm a possibilidade de alcançar mais um marco histórico na sua página. Isto porque o FCP está nas meias finais da final da taça de Portugal de Andebol, e, em caso de vitória da competição, vence pela primeira vez ambos os títulos numa só temporada.
Equipas
Madeira Sad: João Silva; Hugo Lima(1); Valter Soares(4); João Martins; Ulisses Ribeiro; Lourenço Silva(1); Daniel Santos; Bruno Landim(7); Elias António; Ruben Sousa; João Miranda(2); Elledy Semedo(2); Pedro Peneda(1); Gustavo Capdeville; Francisco Pereira(1).
FC Porto: Alfredo Bravo; Victor Alvarez(2); Yoan Blanco(1); Miguel Martins; Djibril Mbengue; Angel Zulueta(3); Rui Silva(1); Daymaro Salina(5); Leonel Fernandes(1); Alexis Borges(2); Diogo Branquinho(2); Thomas Bauer; António Areia(3);André Gomes(2); Miguel Alves(3); Fábio Magalhães(4).
O FC Porto bateu o Madeira SAD por 29-20 e conquistou o título de Campeão Nacional de Andebol. O empate bastava para garantir o 21º título nacional mas a equipa do FC Porto voltou a fazer uma excelente partida, não concedendo qualquer veleidade aos madeirenses, e confirmou uma conquista que já estava “encomendada”. Os portistas recuperam um título que nas últimas três épocas fugiu para o ABC e Sporting CP, respetivamente. Com esta conquista os azuis e brancos igualam em número de títulos o Sporting CP, com 21 títulos para ambos os emblemas.
Depois de uma presença fantástica na Taça EHF, onde alcançou o terceiro lugar na prova e confirmado que está o título de Campeão Nacional, a época pode ainda ser mais vitoriosa visto que o FC Porto pode ainda conquistar a Taça de Portugal e fazer desta época a mais vitoriosa de sempre do andebol portista.
Magnus Andersson é o grande obreiro desta conquista Fonte: FC Porto
Um dos grandes obreiros desta fantástica época é o treinador Magnus Andersson. Chegou ao FC Porto no início da época e as expetativas eram grandes mas o desempenho da equipa superou todas as expetativas. Além dos brilhantes resultados, o andebol praticado é empolgante e extramente atrativo. Com Magnus Andersson, a equipa marca mais 2,7 golos por jogo no campeonato do que há um ano e sofre menos 2,2. Uma palavra também para o treinador adjunto Carlos Martingo, que foi uma peça preponderante para o sucesso dos azuis e brancos.
Mantendo esta estrutura o FC Porto pode iniciar um ciclo vitorioso que se pode prolongar por diversos anos. Existe muita qualidade e juventude neste plantel que é a base da seleção nacional. A época portista fica celebrizada pelo ataque de sete jogadores contra seis que foi decisivo nos principais jogos. Outro dado revelante do andebol empolgante que esta equipa praticou é a quantidade de jogadores que já ultrapassaram a marca dos 100 golos esta época, antes deste jogo eram sete jogadores e outros quatro estavam lá perto. No dia 2 de junho a festa pode e vai continuar na final-four da Taça de Portugal! Parabéns Campeões!
Em 1985, estreava nas salas de cinema “After Hours”, fita confinada ao humor mordaz e obscuro de Martin Scorsese; os UHF, pioneiros da onda rock em Portugal, lançavam o primeiro álbum ao vivo denominado por “No Jogo da Noite – Ao Vivo em Almada”; emergiam os britânicos Radiohead ao leme de Tom Yorke, os americanos (provavelmente) mais aclamados de sempre, Guns N` Roses, e a Juventus triunfava diante do Liverpool (1-0), agregando ao seu palmarés a primeira Liga dos Campeões, êxito encoberto pela nefasta Tragédia de Heysel.
Curiosamente, germinava, em São Paulo, Rodrigo Tiuí. Algo me sussurra internamente (sexto sentido?) sobre a miscelânea organizacional de que o leitor poderá estar a ser alvo. Não, não indulgencio a vossa negligência racional, ainda que momentânea. Contudo, reúno todas as diligências com o intento de vos narrar a proeza elementar.
18 de maio de 2008, 17h. Recém-chegado do passeio habitual com os progenitores pela cidade de Famalicão, dispus-me diante da televisão, titubeante e uivando aos sete ventos, com a face purpúrea aquando da bofetada que a minha procriadora me facultou pela ininterrupta gritaria no caminho até casa pelas cores que defendia (e defendo) e pela reiteração enfática da melodia “Só eu sei”. O benfiquismo da minha mãe, embora ela o refute, suplantou-se. Quando querem, os petizes exasperam qualquer pessoa, mesmo aquela que mais paciência possui.
Apito inicial, concentração imediata. Retive dois momentos em particular: o golo erroneamente invalidado ao meu protótipo argentino pelo facto de embater com o pé diminuto na esquina da mesa enquanto replicava o meu ídolo à data, Marat Izmailov, e uma falta não sinalizada sobre o temível Lisandro López no limiar da grande área na medida em que tinha expelido, naquele preciso instante, a primeira azeitona recheada com pimento.
O palco onde, ano após ano, finda a festa do futebol nacional Fonte: FPF
Estranhamente, após o disparo, enamoro um croissant com Nuttella e devorando-o em poucos tragos, contemplo a primeira de duas exultações verdes: Tiuí, assistido por Romagnoli, finaliza acompanhado pelo Fado, após embate no tronco de Pedro Emanuel e na baliza à guarda de Nuno. Repunham-se os níveis de açúcar!
Na mente infantil, as superstições adquirem um poder maciço. Pelo menos na minha, adquiriam. Sucedeu-se, propositadamente, outro croissant e adivinhem…? Yannick Djaló, no flanco esquerdo, cruza para Tiuí que, num contorcionismo surpreendente, cessa a partida. 2-0!
Ponderei resguardar um terceiro, porém os olhares indômitos provenientes da minha mãe detiveram-me. Reflito, inúmeras vezes, o que teria acontecido caso eu, contiguamente, tivesse esgotado o stock de croissants lá de casa…
O Money in the Bank poderá ser recordado como um evento que, mais uma vez, não resultou num bom uso das respectivas malas. Uma já foi usada e a outra não augura nada de bom…
Ainda assim foi evento que, apesar de ter alguns pontos baixos, também nos ofereceu bons combates e criou momentos fantásticos.
Vejamos então, em maior detalhe, o Money in the Bank 2019.
Após nove dias de corrida, chegou finalmente o primeiro dia de descanso para os ciclistas. Tivemos etapas planas e de média montanha, não houve espaço ainda para os homens da geral brilharem na alta montanha.
Contudo já tivemos quem conseguisse perder o Giro na primeira semana e quem tivesse sido protagonista pelas melhores razões.
A Volta a Itália começou com a vitória no contrarrelógio de Primoz Roglic, ele que é um dos principais favoritos, senão mesmo o maior favorito à vitória final. Ficou com a camisola rosa e ganhou tempo aos seus principais rivais: a Simon Yates, a Nibali e Miguel Ángel López/Tom Dumoulin.
A segunda etapa, acabou com um sprint poderoso do campeão germânico, Pascal Ackermann, contra os nomes importantes do sprint, o jovem da Bora-Hansgrohe não deu hipóteses e conquistou a sua primeira vitória em Grandes Voltas.
Na etapa três, ocorreu uma situação peculiar, isto porque Elia Viviani foi o primeiro homem a cortar a meta, mas acabou com uma desclassificação (a Organização considerou que o seu sprint foi irregular) e sendo assim Fernando Gaviria, que tinha cortado a meta em segundo, foi quem venceu a terceira etapa.
Richard Carapaz ganhou a quarta etapa, ele que adora correr o Giro de Itália, já tinha inclusive ganho uma etapa em 2018. Com uma queda no final a perturbar o pelotão, houve vários cortes, tendo muitos dos homens rápidos acabado por perder o contacto com a frente. O equatoriano aproveitou da melhor forma para amealhar uma vitória para a Movistar.
Tom Dumoulin caiu na etapa quatro e ficou muito combalido, não tendo acabado a quinta etapa do Giro (etapa do dia seguinte).
O homem da Bora, Ackermann, decidiu brilhar mais uma vez na quinta etapa, com o piso molhado, o alemão foi novamente o mais forte. Arrecadando assim a segunda vitória para a sua equipa.
Pascal Ackermann já leva duas vitórias no Giro e lidera a classificação por pontos Fonte: Giro d’Italia
As etapas seis e sete, foi onde as fugas tiveram espaço suficiente para alcançarem a vitória. Foi na etapa seis que um dos ciclistas sensação brilhou, no caso, Fausto Masnada. O homem da Androni alcançou a vitória depois de bater Valerio Conti no final da etapa. Com o sucesso desta fuga , mudou-se a camisola rosa de Roglic para Conti. O top dez foi revolucionado e Amaro Antunes que tinha andado na fuga do dia, acabou por ascender ao sexto lugar da geral individual.
Na sétima etapa, Pello Bilbao finalizou a fuga em grande, acabou por alcançar mais uma vitória para a equipa cazaque nesta temporada. Em termos de geral, houve poucas mudanças na classificação (dentro do top dez). No entanto, tivemos a desistência de alguns nomes importantes: Gaviria, Laurens de Plus e de Sacha Modolo.
O “Pocket Rocket”, de seu nome, Caleb Ewan, conquistou a oitava etapa. Num sprint em que bateu Elia Viviani e Pascal Ackermann, o australiano conquistou assim a sua quarta vitória nesta temporada, sendo esta a primeira vitória numa Grande Volta, pela sua nova equipa.
Para quem não acompanhou, ou já não se recorda, este ano foi assim:
E começa a época 2018/2019. O FC Porto está fortíssimo. O Sporting CP está melhor do que se esperava. Este SL Benfica joga pouco. O CD Feirense é a melhor defesa da Europa. O SC Braga é que tem um excelente plantel. O Peseiro foi despedido quando a equipa até andava a ganhar. O Rio Ave FC está a caminho da Europa. O CS Marítimo tem um treinador bem fraquinho. O Daniel Ramos não é treinador para o GD Chaves. Grande CD Santa Clara. O Silas é bom. O Costinha tem um plantel fraquinho e o Moreirense está a surpreender.
O Rui Vitória tem os dias contados. Este holandês do Sporting é bom pá. Joga muito o Sporting. O Dyego Sousa é uma máquina. E o ‘chinoca’? Vai sair de Portimão e nenhum grande se chega à frente? Vamos em Dezembro e o campeonato se calhar já não foge do dragão. O Luís Castro afinal não é assim tão bom.
O Rui Vitória foi embora e veio o gajo da equipa B. Mas quem deve vir é o Jorge Jesus. O Kaiser não sabe defender. O Bruno Fernandes joga muito. Que grande luta cá em baixo. O CD Feirense afinal sofre muitos golos. O Chaves este ano está muito irregular. O Vitória FC vai ter muitas dificuldades, assim como o Nacional, o CD Aves, o CS Marítimo e até o Boavista FC. Anda tudo a trocar de treinador…
O Porto está a perder gás e o Lage mudou quase tudo na equipa. Afinal vai ficar até ao fim da época. O Seferovic e o João Félix são os avançados do Benfica? O Bruno Fernandes joga muito, mas o Benfica também. Que jogão dos da Luz em Alvalade! O campeonato não está entregue. O Feirense não ganha a ninguém. O Petit, o Lito Vidigal e o Augusto Inácio percebem disto de lutar pela salvação.
O SL Benfica ganhou no dragão e está na liderança. O SC Braga está na luta pelo título também, mas já os vi jogar melhor. O Moreirense está em quinto. O Santa Clara está onde nunca esteve. Os adeptos do Vitória SC andam irritados. O Sporting parece que vai ficar em quarto, mas o Bruno Fernandes joga muito à bola.
O Bruno Fernandes joga muito à bola Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O Nacional levou 10(!!!) do Benfica. O CD Feirense não ganha a ninguém e já desceu. O Benfica e o Porto estão empatados. O SC Braga já não vai ao título. O Bruno Fernandes joga muito. O Seferovic é um grande goleador (!). E aquele menino? 120 milhões? O Dyego Sousa afinal não é assim tão máquina.
O Porto empatou em Vila do Conde quando ganhava 0-2 aos 85 minutos. O Benfica ganhou em Braga e tem o campeonato na mão. O Sporting vai ficar em terceiro. Deu 8-1 ao ‘novo’ Belenenses. O Nacional vai para a Segunda. O Boavista salvou-se. O Marítimo também. O Aves e o Vitória igualmente. O Benfica quase pode encomendar as faixas.
E o SL Benfica é campeão. O Vitória SC foi o primeiro dos ‘outros’ e vai à Europa. Grande Moreirense. Grande Santa Clara. O Tondela salvou-se na última (outra vez!) e o Chaves desceu. O Bruno Fernandes joga muito, muito, muito. O João Félix é o novo menino de ouro. O Seferovic marcou 23 (!!!) golos e foi o melhor marcador. O Samaris foi fundamental no título (?!?). E o Rafa também. O Luis Phellype do Sporting só custou 500 mil euros? O Braga desiludiu assim tanto? O Feirense ganhou de novo, 32 jornadas depois.
E foi (mais ou menos) assim. Apesar de todas as polémicas diárias, o que é certo é que vou ter saudades da Primeira Liga. Que a bola volte a rolar… rapidamente.
A 18 e 19 de Maio realizou-se no Crossódromo Internacional de Águeda mais uma etapa do Campeonato do Mundo de Motocross. A sexta etapa da presente temporada. Para além das classes rainhas, disputaram-se também as classes de WMX (mundial feminino) e EMX2T, classe do Campeonato Europeu. Pelo segundo ano consecutivo o Bola na Rede esteve por lá a acompanhar o melhor do motocross mundial.
No primeiro dia realizaram-se os habituais treinos livres e cronometrados de todas as classes, bem como a corrida 1 das classes MXW e EMX2T e as corridas de qualificação das classes MX2 e MXGP. Um dia de sol em Águeda, mas ventoso, que dificultava as condições para os pilotos, uma vez que, ou a pista estava enlameada (por ser regada pela organização) ou demasiado seca e com bastante pó no ar.
No domingo, segundo dia de competição, realizavam-se as restantes corridas de todas as classes. Com o clima a aquecer e uma casa bastante cheia, inclusive com a presença de muitos fãs estrangeiros (maioritariamente espanhóis), estavam reunidas as condições para um grande dia de corridas.
EMX2T
Classe com competição interessante na qual vários pilotos têm reais possibilidades de vencer corridas. Mike Kras assumiu o primeiro lugar da grelha com 1:48:576 e na corrida a vitória sorriu-lhe também, terminando 6.6 segundos na frente de Todd Kellett e quase a 15 segundos de Youri Van t Ende, terceiro classificado.
Na corrida 2 favoritismo para Mike Kras, que levou mesmo a vitória na corrida e venceu o grande prémio à geral. O pódio da corrida ficou fechado com Brad Anderson em 2.º e Andero Lusbo em terceiro. Na geral do grande prémio a segunda posição lugar foi para Youri Van t Ende (quarto na corrida 2) e o terceiro para Todd Kellett (6.º na corrida).
No campeonato, a classificação é a seguinte:
Mike Kras (NED, KTM), 119 pontos
Brad Anderson (GBR, KTM), 118 pontos
Vaclav Kovar (CZE, GAS), 101 pontos
WMX
Nas senhoras, ao longo do primeiro dia, foram sempre as mesmas as protagonistas, embora ao longo das sessões fossem alternando a classificação entre si. Na qualificação é Courtney Duncan que assegura a pole position com 1:52.91, à frente de Larissa Papenmeir (1:53.165) e Nancy Van de Ven (1:53.895). Joana Gonçalves tirou praticamente dois segundos à sua melhor volta, de um treino para o outro, conseguindo qualificar na 19.ª posição.
A corrida 1 ficou marcada por três quedas, duas delas bastante aparatosas, com as duas pilotos a serem levadas pelos bombeiros para serem prestados os cuidados médicos necessários. Enquanto isso, lá na frente, tudo muito aborrecido. Domínio absoluto de Courtney Duncan, seguida de Papenmeir e Van de Vem. Joana Gonçalves subiu sete posições e terminou numa excelente 12.ª posição.
Na corrida 2 Van de Ven é líder na passagem da curva 1 mas é ultrapassada por Duncan na segunda volta, que nunca mais larga a liderança da corrida e vence o grande prémio de Portugal pelo segundo ano consecutivo. A fechar o pódio da corrida e o pódio do grande prémio ficaram Van de Ven (2.ª classificada) e Papenmeier no último lugar.
Amandine Verstappen, que chegava a Águeda na liderança do campeonato teve um fim de semana para esquecer, ficando-se pelo meio da tabela, enquanto que Joana Gonçalves foi 15.ª classificada na corrida 2.
Contas feitas, o top 3 do campeonato feminino:
Courtney Duncan (NZL, KAW), 89 pontos
Nancy Van De Ven (NED, YAM), 85 pontos
Larissa Papenmeier (GER, YAM), 82 pontos
MX2
Nesta categoria esperava-se uma luta acesa entre Jorge Prado e Thomas Kjer Olsen e foi mais ou menos o que sucedeu ao longo do fim de semana. Treino cronometrado com Jorge Prado a começar melhor mas Olsen a fazer o melhor tempo da sessão (1:47.823) na sua nona volta ao traçado.
Na corrida de qualificação, é Henri Jacoby que sai melhor, na frente dos favoritos, mas ao longo da manga os três trocaram de posição e foi Olsen a qualificar-se na primeira posição, com Jacoby em segundo e Prado no último lugar do pódio. Diogo Graça chegou a rodar em 22.°, terminando a qualificação em 33.°.
No domingo, corrida 1, holeshot a sorrir a Jorge Prado (que viria a vencer a corrida). Na curva 2 vários pilotos a caírem e outros tantos a ficarem bloqueados pelas quedas, mas a corrida seguia e lá na frente ia Prado, isolado, com Olsen a passar para segundo a três voltas do final e Henri Jacobi que seguia em terceiro a sofrer uma queda, caindo para a sétima posição. A fechar o pódio ficou Jago Geerts. Diogo Graça terminou em 30.º.
Corrida 2 com um surpreendente holeshot do wild card vindo do campeonato europeu, Roan Van de Moosdijk, que viria a ser ultrapassado pelos favoritos da classe. Mitch Evans liderou quatro voltas, até ser ultrapassado por Prado, e mais tarde por Jacobi e a corrida termina com estes três pilotos no pódio pela ordem Prado (1.º), Jacobi (2.º), Evans (3.º). Olsen teve um pequeno infortúnio que o relegou para 10.º, tendo o piloto conseguido terminar a corida em quarto lugar.
Geral do grande prémio ganha por Prado, Olsen a terminar em segundo e Evans a fechar o pódio.
No final, Prado mostrava-se satisfeito com a vitória, afirmando que este é o grande prémio mais próximo do seu país e que estava praticamente a correr em casa, mostrando-se satisfeito com a afluência de fãs espanhóis ao traçado de Águeda.
No campeonato:
Jorge Prado (ESP, KTM), 250 pontos
Thomas Kjer Olsen (DEN, HUS), 247 pontos
Henry Jacobi (GER, KAW), 193 pontos
MXGP
Favoritismo para Antonio Cairoli mas o italiano a ter em Águeda rivais capazes de lhe fazer frente, fazendo mesmo. Nos treinos foi Tim Gajser que liderou e na corrida de qualificação é o próprio que sai na frente e lá se mantém até aos últimos quatro minutos da sessão, momento em que Cairoli assume a liderança da corrida. Sandro Peixe qualificou em 32.º lugar. No final do dia, Cairoli dizia gostar bastante do traçado de Águeda e que tinha feito uma boa qualificação, estando confiante para um bom arranque no segundo dia da competição.
Domingo, dia de corridas, é Cairoli que sai melhor na corrida 1, que ficou marcada por algumas quedas e poucos motivos de interesse lá na frente. Tudo mudava a 8 minutos do fim, quando Gajser assumia a liderança (após Cairoli ter um pequeno imprevisto com a sua mota) e não mais a largava até ao final, terminando na frente do italiano (2.º) e de Arnaud Tonus (terceiro). Sandro Peixe terminou em 30.º.
Na corrida 2 é Desalle quem sai melhor e na frente se aguenta metade da corrida, até ao momento em que Cairoli o ultrapassa e Gajser aproveita a deixa para também ele ultrapassar o belga. Minutos depois Cairoli comete um erro, caindo numa curva e para o quarto lugar da tabela, recuperando mais tarde para a segunda posição, deixando a vitória para Gajser e Arnaud Tonus a fechar o pódio. Sandro Peixe alcançou o 25.º lugar.
Na classificação geral do grande prémio, pódio exatamente igual ao das duas corridas (Gajser, Cairoli, Tonus), com o vencedor a mostrar-se satisfeito e a querer continuar o bom desempenho na etapa seguinte do campeonato.
Após a vitória por 3-1 frente ao CD Aves, em Aveiro, em jogo a contar para a entrega do primeiro título da temporada, o entusiasmo era palavra de ordem no vocabulário dos adeptos do FC Porto. E porque razão não haveria de ser? Grande parte dos titulares indiscutíveis haviam permanecido no plantel, o treinador, o mesmo que havia devolvido o clube às conquistas, continuara no comando, o clima entre equipa e massa associativa era invejável e um dos rivais na corrida pelo campeonato nacional tinha sido completamente “engolido” em problemas internos. As estrelas pareciam alinhadas para que a hegemonia do futebol português rumasse a norte, novamente. O FC Porto não nos dececionaria, certamente.
Capítulo 1 – Tropeçou, mas não tardou a levantar
Em agosto, quando os termómetros pareciam já não aguentar uma nova subida da temperatura, eis que a liga começa. E, para os portistas, o começo parecia ser bastante positivo: duas vitórias nos dois primeiros encontros e a certeza de que, na jornada seguinte, pelo menos um dos rivais da capital perderia pontos, visto que era semana de dérbi. E, se o facto de um dos adversários diretos perder pontos era bom, a confirmação do empate a uma bola na Luz parecia servir de embalo para uma expectável vitória do FC Porto sobre o Vitória SC, no Estádio do Dragão. Porém, essa vitória expectável não surgiu: numa reviravolta verdadeiramente incrível, o clube da cidade berço conseguiu reverter um 2-0 ao intervalo para um 2-3. Era um autêntico balde de água fria em Sérgio Conceição e na sua equipa. Contudo, esse balde voltaria a encher e, desta vez, com água mais gelada ainda: derrota no Estádio da Luz, por 1-0, naquele que era o primeiro clássico da temporada. O otimismo do verão transformara-se, pela primeira vez, em dúvida.
Porém, esse gelo acabaria também por rumar a sul. Isto porque, frente a Belenenses SAD e Moreirense FC, o Benfica sofreria duas derrotas consecutivas que pareciam escancarar uma crise encarnada. Crise essa que, efetivamente, havia de ser confirmada em Portimão, aquando de nova derrota do SL Benfica no campeonato. E, ao incêndio que se vivia na Luz, o FC Porto decidiu despejar um galão de gasolina sobre as águias: 18 vitórias consecutivas, a contar para todas as competições, haviam colocado o FC Porto a “milhas de distância” dos encarnados (sete pontos). Contudo, no futebol, nada está ganho em janeiro.
O FC Porto perdeu os dois clássicos com o SL Benfica Fonte: FC Porto
Capítulo 2 – Um gélido inverno que os escorregões acabaram por aquecer
A sequência de 18 vitórias do FC Porto via agora um novo obstáculo. Um obstáculo que não era ultrapassado há mais de uma década: o estádio José Alvalade. Oito pontos separavam os dois rivais à entrada para a 17ª jornada da liga contudo, tal diferença não seria confirmada dentro das quatro linhas: 0-0 no final dos 90 minutos e a certeza de que as vitórias não tenderiam sempre para o lado azul e branco. Os efeitos do inverno já se faziam sentir, até que fevereiro chegou e com que ele trouxe uma dose enorme de gelo para as aspirações azuis e brancas. Visitas consecutivas a Guimarães, resultados semelhantes. Primeiramente, o empate a zeros frente a Vitória SC (0-0) e, de seguida, nova igualdade em Moreira de Cónegos (1-1). Aqueles sete pontos eram, àquela altura, apenas meras lembranças. Pouco depois, no que muitos chamavam de “jogo do título”, o FC Porto não foi capaz de se superiorizar perante o SL Benfica e acabou por estender uma enorme passadeira vermelha aos comandados de Bruno Lage até ao titulo. O SL Benfica, agora, liderava a tabela classificativa com mais dois pontos que o FC Porto e com a vantagem pelo confronto direto do seu lado. Um campeonato morno tinha sido incendiado pelos sucessivos escorregões da equipa de Sérgio Conceição.
Capítulo 3 – Olhos na bola, mão na calculadora
Com a aproximação do término do campeonato, as naturais contas, tipicamente portuguesas, começavam a ser feitas. Não seria necessário esperar mais do que uma semana, todavia, para que todos esses cálculos ganhassem novos contornos: o Belenenses SAD fazia novamente o papel de vilão frente ao SL Benfica, forçando as águias a derramar pontos. Era este o incentivo que os portistas precisavam para voltar a acreditar na revalidação do título. E o “acreditar” continuava a crescer juntamente com o acumular de vitórias que o FC Porto alcançou. Contudo, o SL Benfica também insistia em não vacilar. Até que chegámos à 31ª jornada. Era uma das jornadas onde os adeptos portistas apostavam todas as fichas, visto que os seus principais rivais visitavam o sempre difícil terreno do SC Braga, à época, quarto classificado. Contudo, em primeiro lugar, era necessário passar em Vila do Conde. E o FC Porto não passou. Outro gigante balde de água fria derramado sob as aspirações dos dragões e um combustível extra para o SL Benfica, que acabaria por não vacilar em Braga. E esse combustível acabaria por ser suficiente para que o SL Benfica erguesse o 37º título de campeão nacional na sua história. Quanto ao FC Porto, teria que se contentar com o nada satisfatório segundo lugar e com a presença nas eliminatórias de acesso a Liga dos Campeões, em 2019/20.
“Reflexões do poeta”
Por entre “macacos” revoltados, birras, divisões entre adeptos e uma pitada de filhos à mistura, facto é que a revalidação do título, o principal objetivo do clube aquando do lançamento desta época, não foi conseguida. Algo que exige, necessariamente, reflexão, quer dos adeptos, quer da direção, quer do próprio Sérgio Conceição. Uma hipotética vitória no Jamor salva a época? Nem de perto, nem de longe, a meu ver. Não no FC Porto. Se o ano passado “engoli” o campeonato sem a companhia da Taça, sou incapaz de aceitar com um sorriso na cara uma época onde o FC Porto é “apenas” capaz de levantar uma Supertaça e uma Taça de Portugal. E quem o aceita sem contestação, demonstra que estes quatro anos fizeram danos severos no tribunal do Dragão. Apontar o dedo única e exclusivamente às arbitragens e aos “favorecimentos” seria o maior erro possível no rescaldo deste campeonato. Há que refletir imenso sobre os pontos perdidos, sobre a maneira como estes foram perdidos, sobretudo.