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Sporting CP 2-2 FC Porto (5-4 g.p.): Jackpot das grandes penalidades saiu (novamente) ao Leão

A Final da Taça de Portugal tem sempre magia vista das bancadas. Restava para ver se o espetáculo que era feito pelos adeptos se transpunha para o relvado. Uma Taça que Sporting CP e FC Porto queriam muito no seu palmarés, depois de ambos terem perdido a corrida pelo título esta temporada. Ambos os emblemas procuravam então vencer aquela que é a segunda prova mais importante em Portugal. E tudo se iria decidir hoje.

As duas equipas entraram em campo com a vontade de marcar cedo, e o Porto teve perto de inaugurar logo aos 6 minutos: Marega recuperou uma bola perto da área sportinguista, cruzou e a bola foi parar ao Soares, que obrigou Renan a fazer a primeira grande defesa da tarde. Três minutos depois, foi Bruno Fernandes a disparar para uma intervenção segura de Vaná.

O jogo entrou depois num ritmo um pouco mais lento, e só haveria de ganhar interesse ao minuto 22 com o golo de Marega, que, inicialmente, fez saltar de alegria os adeptos portistas, contudo essa alegria foi de curta duração, já que o árbitro Jorge Sousa, auxiliado pelo VAR, anulou o tento ao maliano. Bruno Fernandes voltou a ter oportunidade para fazer o primeiro no marcador aos 29’, mas o seu remate saiu desviado, após cruzamento de Diaby.

O jogo ia desenrolando a um ritmo elevado, muitas vezes nem sempre bem jogado, até que o Porto voltou a introduzir a bola dentro da baliza do Sporting já à entrada para os últimos cinco minutos do primeiro tempo: após livre do lado esquerdo batido por Alex Telles, a bola foi ter aos pés de Herrera que cruzou para Soares cabecear para o 0-1 no Jamor. Jorge Sousa voltaria a consultar o VAR para ver se tinha havido alguma irregularidade no lance, mas o golo contou mesmo.

Tiquinho Soares não esqueceu Iker Casillas no momento do 1-0
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Sporting não se foi abaixo e respondeu de imediato pelo suspeito do costume: Bruno Fernandes, servido à entrada da área por Marcos Acuña, rematou para o canto inferior direito da baliza de Vaná que nem se mexeu. O empate perto do intervalo era justo face ao que se foi verificando durante a primeira parte. Expectava-se um segundo tempo de grande qualidade!

O segundo tempo começou repartido com oportunidades para ambos os lados: depois de um cruzamento de Bruno Fernandes, Luiz Phellype desperdiça aos 46 minutos mesmo em frente à baliza. No minuto seguinte, foi a vez do Porto criar perigo. Soares, pela esquerda, remata mas a bola vai parar ao poste. Um lance diferente, mas o mesmo protagonista: mais uma vez pela esquerda, Soares remata forte, mas o esférico passa ao lado da baliza de Renan.

Foi um início da segunda parte mais positivo por parte da equipa dos “dragões”. Aos 61 minutos, Marega tem uma oportunidade para marcar o 2-1, mas valeu ao Sporting o central Jérémy Mathieu faz o alívio para fora da área.

Aos 70 minutos, Brahimi levou a melhor no um contra um com Ilori, mas na altura do remate faltou pontaria ao número oito dos portistas. A equipa de Sérgio Conceição continuava a ter mais oportunidades, mas as falhas no último terço não lhe permitiram chegar à vantagem. A equipa de Alvalade respondeu à supremacia portista aos 76 minutos quando Wendel, à entrada da área, remata rasteiro, mas a bola passa para lá do poste.

Numa altura em que o Sporting estava a começar a dar alguma resposta, um erro de Renan Ribeiro comprometeu a equipa “leonina”. Aos 78 minutos, o brasileiro faz um mau passe e a bola vai parar a um dos jogadores portistas. Herrera ainda tenta aproveitar, mas o guarda-redes redime-se do seu erro e defende a bola que tinha perdido instantes antes.

Mathieu fez uma exibição quase irrepreensível no eixo da defesa leonina
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com os minutos finais a aproximarem-se, as duas equipas começaram-se a resguardar um pouco e, graças a isso, o jogo perdeu um pouco de ritmo. Ainda assim, aos 86’ Éder Militão teve oportunidade de dar a vantagem à sua equipa, mas o remate sai à figura.

Já para lá do período regulamentar, aos 91 minutos, Brahimi desequilibra pela esquerda, mas valeu Renan atento para salvar o Sporting de sofrer o segundo. Os instantes finais da partida continuaram a ser do domínio dos “dragões”, mas os azuis e brancos não conseguiram materializar a sua superioridade em golos. As duas equipas acabavam, assim, o jogo empatado a duas bolas, onde se tudo iria decidir para lá dos 90 minutos.

A primeira parte do prolongamento não teve muito para contar. Foi um período de contenção por parte das duas equipas, que preferiram não arriscar numa fase decisiva do jogo. Um erro poderia deitar tudo por água abaixo e ambos os conjuntos tinham plena noção disso. Acontece que o erro veio por parte da equipa portista aos 101 minutos, onde Bas Dost aproveitou e colocou a equipa verde-e-branca em vantagem.

O Porto tentou logo responder por intermédio de Adrán Lopez instantes seguintes. O remate foi forte, mas o guarda-redes dos “leões” estava atento e defendeu a bola. A equipa portista começou a jogar mais com o coração do que com a cabeça e isso em nada favoreceu as suas aspirações.

No segundo tempo do prolongamento, os “dragões” assumiram uma postura mais ofensiva desde o apito inicial de Jorge Sousa para o recomeço do encontro, mas começava a faltar alguma capacidade de raciocino, dado que o Porto já jogava “mais com o coração do que a cabeça”, e quando isso acontece acaba por ser difícil conseguir uma jogada bem construída. O Sporting limitava-se a fechar os caminhos da baliza de Renan de qualquer forma, e apostava na velocidade de Raphinha para tentar fazer o golo que sentenciasse a final.

Num belo rasgo individual, Brahimi, aos 111 minutos, furou a defensiva leonina, mas o seu remate saiu por cima da barra. O encontro ia caminhando a passos largos para o seu fim, e os adeptos sportinguistas iam apoiando euforicamente pela sua equipa, empurrando os jogadores para o último esforço, contudo o Porto não desistiu e conseguiu empatar: num autêntico “chuveirinho” para a área adversária, Felipe apareceu a cabecear para o 2-2, que empurrou a decisão para as grandes penalidades.

No desempate por grandes penalidades, a competência e frieza na hora de marcar são necessárias, e nesse capítulo o Sporting foi mais eficaz, e acabou por conquistar a 17.ª Taça para o seu museu, com o homem do penálti decisivo a ser Luiz Phellype, embora Renan também tenho sido fulcral ao defender um penálti.

Luiz Phellype foi um dos heróis do regresso ao Jamor
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Um ano depois, o Sporting CP saí desta vez do Jamor com motivos para sorrir, já que o jackpot das grandes penalidades saiu a si – novamente frente ao FC Porto, como tinha acontecido na final da Taça da Liga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Sporting CP: Renan Ribeiro, Jérémy Mathieu, Sebastián Coates, Bruno Gaspar (Subst. Ilori, 66’), Acuña, Nemanja Gudelj (Subst. Doumbia, 90+4’), Bruno Fernandes (C), Wendel (Subst. Jefferson 105’), Diaby (Subst. Bas Dost, 75’), Raphinha e Luiz Phellype.

FC Porto: Vaná, Militão (Subst. Hernâni, 102’), Pepe, Felipe, Telles, Otávio (Subst. Manafá, 77’), Danilo, Herrera, Brahimi, Marega (Subst. Adrián Lopez, 99’) e Soares.

A sorte nem sempre bate à porta de quem a procura

Ainda se sentia o cheiro a churrasco e a cerveja da afamada festa da Taça quando três freestylers de motocross entregavam a bola a Jorge Sousa para o pontapé de saída da prova rainha do futebol português. Com o Estádio Nacional muito bem composto, dava-se assim início à “repetição” do clássico de há uma semana, bem como da final da Taça da Liga. Aliás, a história da Taça da Liga repetiu-se e mais uma vez o Sporting CP venceu o FC Porto nas grandes penalidades, conquistando assim a 17ª Taça de Portugal da história do clube.

Sérgio Conceição apostou no mesmo esquema tático do jogo da semana passada, mas com o castigo de Jesús Corona, Brahimi ganhou lugar no onze inicial. Do lado do Sporting CP, Keizer foi a jogo num sistema 4-3-3 com Diaby, Raphinha e Luiz Phellype na frente, Bruno Gaspar e Acuña nas laterais, um meio campo a três com Wendel, Bruno Fernandes e Gudelj e a tradicional dupla de centrais Mathieu e Coates acompanhados de Renan na baliza.

Desde o início da partida que o FC Porto foi quem mais procurou o golo e chegou mesmo a estar a vencer por intermédio de Tiquinho Soares, mas não foi por muito tempo, pois Bruno Fernandes, num golpe de sorte (a bola desviou-se em Danilo Pereira), atirou para o fundo da baliza de Vaná. Na segunda parte os azuis e brancos cresceram e tomaram conta do jogo, ainda que sem conseguir concretizar. Os leões aguentaram bem a pressão que estavam a sofrer e tentaram levar o jogo para prolongamento.

Foi aí que a turma de Alvalade conseguiu a reviravolta no marcador e Bas Dost fez explodir a alegria no Jamor. Naquele que foi um prolongamento bastante faltoso, saindo quatro cartões amarelos para o lado do FC Porto e três para o lado do Sporting CP, o FC Porto conseguiu o empate no último lance do jogo, com Felipe a desviar de cabeça para golo. Havia jogo até ao fim no Estádio do Jamor e tudo se ia decidir nas grandes penalidades, onde mais uma vez, o Sporting CP levou a melhor, após Fernando Andrade falhar o penalti decisivo e Luiz Phellype marcar o golo que deu a 17ª Taça de Portugal ao seu clube.

Marega fez, provavelmente, o seu último jogo ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

O FC Porto, a nível exibicional, esteve por cima, mas mais uma vez o Sporting CP soube sofrer e gerir o jogo, ganhado novamente nos penáltis. A equipa não conseguiu finalizar nas oportunidades que teve e pagou caro o desperdício de algumas hipóteses de levar a Taça para o Estádio do Dragão. Na hora de bater os penaltis, o FC Porto não conseguiu levar a melhor e os adeptos ficam sem perceber o porquê de alguns titulares habituais não serem chamados a marcar a primeira série de grandes penalidades.

Do lado do FC Porto, Herrera teve uma vez mais uma exibição de encher o olho e foi dos melhores nesta final da Taça de Portugal. No conjunto leonino, Mathieu esteve intransponível na defesa e é um dos grandes responsáveis pela conquista desta taça.

Foi o jogo de despedida para muitos dos craques que estiveram em campo e o fechar da época futebolística em Portugal. Espera-se uma grande revolução no plantel do FC Porto no próximo mercado de transferências com muitas entradas e saídas. Até ao início da época 2019/2020, é necessário erguer a cabeça e começar tudo de novo com ainda mais trabalho e esforço.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

RB Leipzig 0–3 FC Bayern München: Quinze minutos de perdição

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Em fim-de-semana de Taças, a Alemanha não ficou atrás. RB Leipzig e FC Bayern Munique disputaram a final. O Bayern, com o campeonato garantido na semana passada, chegava à final como o ataque mais mortífero. Do lado do Leipzig, o conjunto que é detido pela gigante de bebidas energéticas Red Bull chegava como terceira classificada do campeonato alemão e a defesa menos batida do ano.

A primeira parte trouxe domínio do Bayern. Mas, até aos 28 minutos de jogo, apesar do Bayern ter mais posse de bola, quem criava oportunidades mais perigosas era o Leipzig. Aos dez minutos, Yussuf Poulsen colocou a bola a caminho da baliza, mas Manuel Neuer defendeu para a trave. Aos 28 minutos chegou o momento que marcou a primeira parte. Numa jogada que parecia perdida, David Alaba foi à linha de fundo cruzar para Robert Lewandowski marcar. Num movimento excelente, o polaco colocou a bola no fundo da baliza de Peter Gulacsi.

A partir do golo, o Bayern continuou com a posse de bola, mas com mais pressão. Um acerto no meio-campo, entre Javi Martínez e Thiago Alcântara, fez com que o conjunto de Munique ficasse com total controlo do jogo. A partir daqui, Serge Gnabry começou a destacar-se. O jogador formado no Arsenal FC mostrou a sua veia de formação britânica e era dele que saíam muitas jogadas de perigo.

Num movimento extraordinário, Lewandowski inaugurou o marcador em Berlim
Fonte: DFB POKAL

A segunda parte começou um pouco diferente da primeira. O RB Leipzig começou a criar perigo, com o Bayern a não conseguir a posse de bola. Aos 47 minutos, Forsberg isola-se e fica em frente a Neuer, mas não consegue finalizar. A partir daqui, o jogo do Bayern começou a ser baseado no contra-ataque. O domínio do Leipzig era grande. Timo Werner quase marcou num remate impressionante, que Manuel Neuer não conseguiu defender, mas que o central Süle conseguiu afastar.

A partir deste momento, o jogo deixou de se jogar no meio-campo e foi feito de ataque seguido de ataque, tanto do Bayern como do Leipzig. Aos 61 minutos, até Matts Hummels subiu, e rematou forte para uma enorme defesa de Peter Gulacsi.

Primeiras alterações nas equipas. Tanto o RB Leipzig como o Bayern mexeram aos 64 minutos no seu meio-campo, mas o jogo continuou um pouco partido. Aos 70 minutos, no Leipzig entrou Dayot Upamecano para a saída de Orban. Assim, a formação do RB Leipzig começou a jogar com três centrais. Momento crucial, que não resultou, já que, aos 77 minutos, Kingsley Coman recebeu uma bola do ar, tirou um defensor da frente com uma finta de corpo e fuzilou a baliza de Peter Gulacsi para o segundo golo da equipa de Munique.

A defesa do Leipzig sofreu uma ‘reviravolta’ tática que nem os jogadores perceberam                        Fonte: RB Leipzig

Quatro minutos depois, o Leipzig voltou a ter um sistema de quatro defesas, mas o ‘caldo já estava entornado’. O Bayern dominou os últimos dez minutos. Entraram Arjen Robben e Frank Ribery, mas quem carimbou a dobradinha do Bayern foi Lewandovski, com o terceiro golo da partida, o segundo da conta pessoal.

O Bayern ganha assim a Taça da Alemanha, Renato Sanches conquista mais um título. É a 12ª dobradinha do clube de Munique.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

RB Leipzig – Peter Gulacsi; Lukas Klostermann; Ibrahima Konoté (Subst: Amadou Keitara ‘81); Wili Orban (Subst: Dayot Upameco ’69); Marcel Halstenberg; Adams (Subst: Laimer ’64); Kampl; Sabitzer; Forsberg; Werner; Poulsen

FC Bayern Munchen – Manuel Neuer; David Alaba; Matts Hummels; Sule; Kimmich; Thiago Alcântara; Javi Martínez (Subst: Tolisso ’64); Muller; Gnabry (Subst: Robben ’77); Coman (Subst: Ribery ’86); Lewandovski

Portugal 1-0 Coreia do Sul (Sub-20): Equipa das quinas entra a vencer no Mundial Sub-20

Está feito, o jogo de abertura por parte da equipa portuguesa no Mundial de Sub20. Portugal que é considerada uma das seleções favoritas à conquista da prova, tendo já sido campeã do mundo em 1989 e 1991. Agora na Polónia, o estatuto de favoritos não é por acaso, visto que, esta seleção foi campeã europeia de sub-17 em 2016 e sub-19 em 2018.

Geração de ouro? Será que os pupilos de Hélio Sousa conseguem repetir os feitos de Ríade e de Lisboa? As respostas vão ser dadas em campo, nos próximos jogos, onde as decisões vão ser feitas.

Portugal apresenta uma equipa forte para esta competição. Mesmo na falta de jogadores importantes, casos de: Domingos Quina e de João Félix. O médio do Watford teve uma lesão no ombro, que obrigou a uma cirurgia, acabando a época mais cedo. Félix não ajuda os seus companheiros da seleção sub-20 porque vai estar na equipa principal de Portugal, ao serviço de Fernando Santos.

Portugal apesar de ter um elenco de luxo, tem adversários difíceis e outros que podem surpreender. O primeiro jogo, foi em Bielsko-Biala, diante da Coreia do Sul, um adversário que nunca ganhou a Portugal em sete jogos já realizados. No caso da Coreia, seria expectável que tentassem jogar de forma mais fechada e com um jogo em profundidade. Desde o início do jogo que Portugal tinha a lição bem estudada.

No entanto, a primeira equipa a criar perigo, foi mesmo a Coreia do Sul. Aos quatro minutos, com um cruzamento da esquerda, em que João Virgínia teve que sair dos postes para socar a bola. Uma das poucas jogadas de relevo da Coreia em toda a primeira parte.

Aos sete minutos, numa bola bombeada da defesa de Portugal, nasce o golo de Portugal. Toque subtil de Leão, a bola é rececionada por Jota e este com um passe a rasgar, isola Trincão, que finaliza com autoridade na cara do guarda-redes coreano.

Trincão a finalizar na cara do guarda-redes, marcando o único golo do jogo                                      Fonte: FIFA

Aos 17 minutos, Rafael Leão,  a trabalhar bem na esquerda, cruza rasteiro, com Trincão a aparecer com um remate, mas este foi cortado pela defesa coreana. Logo de seguida, Leão faz um remate em bicicleta perigoso, saindo um pouco ao lado da baliza. Passado um minuto, Leão novamente, assiste Trincão, que finaliza de primeira para o fundo das redes, mas o golo foi anulado por alegado fora de jogo do jogador do Lille.

Pouco depois, Portugal continuava na busca do segundo golo e Leão era o jogador mais irreverente, ganhou em velocidade à defesa da Coreia, num sprint supersónico, mas o remate saiu frouxo, contra o guarda-redes coreano.

Uma primeira parte em que Portugal cumpriu, com uma intensidade jogo pouco elevada, mas com bastantes jogadas ao primeiro toque e com um futebol autoritário.

A defesa subiu sempre bastante as linhas, o que facilitava a recuperação de bola em zonas mais adiantadas do terreno.

Na segunda parte, Portugal adormeceu por completo. Os primeiros 30 minutos, foram jogados com um ritmo lento, em que a Coreia conseguiu aproveitar para chegar à baliza portuguesa algumas vezes. O que é certo, é que mesmo chegando à grande área, os defesas de Portugal conseguiam limpar as jogadas ou João Virgínia acabava por resolver o lance. Mas Portugal deixou jogar a equipa coreana, descendo muito as suas linhas, arriscando-se a sofrer.

Depois com as entradas de Pedro Neto e Pina (já na fase final) a equipa estabilizou um pouco o jogo, mas nunca mais se viu a equipa a jogar o futebol da primeira parte.

A melhor oportunidade de Portugal na segunda parte, foi aos 71 minutos. Jogada feita por Trincão, com um cruzamento bem tirado para a área coreana, Leão ganha o ressalto, a bola fugiu para a esquerda, zona onde aparece Gedson Fernandes, e este com espaço, a finalizar ao lado da baliza.

Viu-se claramente uma seleção diferente na segunda metade da partida. A equipa voltou do balneário apática, a cumprir serviços mínimos para ganhar o jogo. A equipa coreana, apresentou-se bastante sólida e fechada, mas sempre à espreita do contra-ataque e de conseguir o golo do empate. Não é uma equipa com muitos valores individuais, destacando-se pelo seu coletivo, ficou bem patente no jogo de hoje. No entanto o jogador que mais se destacou, foi o jovem do Valência, batedor das bolas paradas e o jogador que impôs o ritmo coreano, Kangin Lee, ele que tem apenas 18 anos de idade.

No final do jogo, sentiu-se que Portugal podia ter feito muito mais e se tivesse aumentado a intensidade no jogo, provavelmente atingia um resultado diferente.

Valeu pela vitória, Portugal precisava de entrar com o pé direito e de ganhar os três pontos. Foi isso que aconteceu e terça feira há mais, desta vez contra a Argentina, que já foi seis vezes campeã do mundo!

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portugal –  João Virgínia; Diogo Dalot, Diogo Queirós, Diogo Leite e Rúben Vinagre; Florentino Luís, Miguel Luís (sub. Pina, 83´) e Gedson; Trincão (sub. Nuno Santos, 89´),  Rafael Leão e Jota (sub. Pedro Neto, 72´). 

Coreia do Sul – Kwang-Yeon Lee; Tae-Hyeon Hwang (sub. Lee S.J, 88´), Jae-Ik Lee, Ji-Sol Lee, Hyun-Woo Kim, Jung-Min Kim, Se-Jin Jeon (sub. Won-Sang Eom, 58´), Kang-In Lee, Jae-Hyeon Ko (sub. Se-Hun Oh, 58´), Young-Wook Cho e Jun Choi.

A venda de Gelson Martins: como comer gato por lebre

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Quando, em tempos idos, escrevi aqui mesmo no Bola na Rede sobre o negócio de Gelson Martins envolvendo 22.5M€ mais o jogador argentino Luciano Vietto estava longe de imaginar as voltas que o negócio daria desde então. Na altura, julgava que o argentino, há muito na órbita do Leão, vinha cedido para o clube de Alvalade o que, juntando aos 20M€ de Gelson – num processo de litígio entre as partes – só poderia ser um bom negócio. O tempo veio mostrar que estava enganado.

Mais recentemente percebi, eu e muitos sportinguistas, de que o “caso Gelson” foi tudo menos bom para os cofres leoninos, pois o Sporting CP terá de desembolsar cerca de 7.5M€ por 50% do passe de Vietto o que é manifestamente penoso, tendo em conta que se trata ainda (!) de um avençado que, há exceção do que fez no Villareal CF, tem gerado muitas incógnitas acerca do seu verdadeiro potencial. Ao ponto de Simeone, treinador do Atlético de Madrid, não contar com os serviços do argentino para as próximas épocas. Trocado por miúdos, a situação pode muito bem ser resumida da seguinte forma: o Sporting arrecada 20M€ pela transferência de Gelson Martins, resolve o litígio entre as partes envolvidas mas ainda tem que pagar 7.5M€ por 50% do passe de Vietto. Ou seja, em caso de venda futura deste argentino, o Sporting terá que ceder metade do valor dessa transferência ao clube colchonero.

O “caso Gelson” fica encerrado após este negócio
Fonte: BnR/ Carlos Silva

Em suma, o valor de Gelson Martins, aquele que todos vimos brilhar em Alvalade antes do “verão quente” da época transata, sai por uma modesta quantia de 12.5M€. O povo costuma referir-se pertinentemente quando alguém é enganado como “comer gato por lebre”. E este negócio é um bom exemplo disso. Um negócio péssimo, portanto, que nem as circunstâncias particulares deste caso justificam. Nem mesmo as palavras de Marcel Keizer considerando que Vietto é um grande jogador (Record, 18/05/2019) apagarão a trapalhada que este negócio representou para o clube leonino.

Foto de Capa: Club Atlético de Madrid

artigo revisto por: Ana Ferreira

«Esta é a nossa vida, temos de dar tudo e aproveitar a oportunidade» – Entrevista BnR com Diogo Barbosa

Um dos melhores júniores nacionais na época passada, Diogo Barbosa subiu ao escalão seguinte no país vizinho, na equipa amadora da Caja Rural. Nesta conversa com o BnR, o jovem ciclista revela como está a lidar com a adaptação à nova realidade, fala sobre a sua primeira experiência entre os Elites nacionais e pisca o olho à W52/FC Porto.

Bola na Rede (BnR): Este ano, subiste a Sub23 e foste para Espanha, para a Caja Rural. Como está a correr esta experiência?

Diogo Barbosa (DB): Está a ser uma experiência como esperava, tenho umas condições que em Portugal não temos. Temos muitas corridas e essas mesmas são do nosso escalão sub23, o que aqui em Portugal quase não existe, também ainda existe, mas em pequena escala. 

Estou a gostar da experiência e tenho companheiros de equipa que me ajudam a aprender, pois são mais velhos. Tenho até três companheiros de Elites, que me ajudam a aprender, a melhorar a cada dia que passa e que a cada dia de competição que fazemos ajudam-nos a perceber aquilo que é o ciclismo. E isso que faz com que nos evoluamos mais.

BnR: Além do facto de ser uma equipa espanhola, passaste também de Junior para Sub23. Já falaste dos teus colegas que te estão a ajudar. Como está a ser esta adaptação, não só a uma equipa com um tamanho diferente como também a passagem de escalão?

DB: A passagem de escalão era algo que estava muito à espera e ansioso, pois diziam-me que era a passagem mais dura que um ciclista tinha na sua carreira. Estou contente com a passagem, porque é difícil, tudo bem que é difícil, mas não tão difícil como aquilo que as pessoas dizem. 

Se nós temos os nossos objetivos, e temos como objetivo ser ciclista, e trabalhamos bem e preparamos bem a época, aí está a diferença. 

Porque, se nós vamos para Sub23 e não estamos com o chip virado que, a partir de agora, esta fase vai ser a nossa vida, a fase de ciclista, não conseguimos ter aquela garra que se tem quando o chip já está trocado. Se lidarmos com o facto que esta é a nossa vida, temos de dar tudo e aproveitar a oportunidade que nos deram, aí sim é mais fácil de nos adaptarmos a esta que é a fase mais difícil de um ciclista, o passar de Junior para Sub23.

Diogo Barbosa e Guilherme Mota (2º e 3º da dir. para a esq. na fila superior) são os dois portugueses na equipa amadora da Caja Rural
Fonte: Team Caja Rural – Seguros RGA

BnR: Falas exatamente da questão da oportunidade. Nos últimos anos temos tido mais portugueses no estrangeiro, também um aumento das equipas continentais e agora até a W52/FC Porto a subir a Pro Continental. É uma boa altura para se ser ciclista em Portugal?

DB: O ciclismo em Portugal acho que baixou muito há uns sete ou oito anos atrás, mas agora, com a vinda do FC Porto e do Sporting para o ciclismo, acho que está novamente a subir aos poucos. Penso que com o ciclismo assim, ser ciclista cá em Portugal melhorou um bom bocado. E, cada vez mais, o ciclismo e os ciclistas portugueses estão a ser reconhecidos lá fora com o devido valor.

Sporting CP-FC Porto: Mal menor

Está de volta a festa da Taça. E como há muito não se via, são dois dos três maiores clubes nacionais a enfrentarem-se na magnífica final do Jamor. FC Porto e Sporting CP defrontam-se no final de mais uma longa época. Os dois clubes chegam a esta final com estados de alma bem diferentes.

O Sporting CP, apesar de mais uma época modesta chega bastante moralizado. Devido ao início de época conturbado, as expectativas dos adeptos arrancaram mais baixas e a equipa gozou de uma maior tolerância. O 3º lugar no campeonato era o mais esperado e tudo o que viesse por acréscimo era visto como um bónus. Ora, esse bónus chegou por via das duas taças nacionais. A Taça da Liga já foi conquistada e os comandados de Marcel Kaizer fizeram um percurso bastante meritório na Taça de Portugal, chegando ao Jamor depois de eliminar o maior rival. A época foi de altos e baixos. Depois da conquista da Taça da Liga chegaram a passar lenços brancos por Alvalade mas, no final de contas, o Sporting CP que chega a esta final é o mais confiante de toda a temporada.

Relativamente às possíveis opções do treinador do Sporting CP para a partida deste sábado são praticamente nulas as dúvidas. Deverá subir ao relvado o habitual 4x3x3 com Renan na baliza, Bruno Gaspar, Coates, Mathieu e Acuña na defesa, Gudelj, Wendel e Bruno Fernandes no trio de meio campo e o ataque entregue a Raphinha, Diaby e Luiz Phellype.

A expulsão de Corona no passado sábado é uma dor de cabeça para Sérgio Conceição resolver
Fonte: FC Porto

No que concerne ao FC Porto a história é ligeiramente diferente. Por incrível que possa parecer, uma equipa que lutou pelo campeonato até à última jornada, atingiu os quartos-de-final da Liga dos campeões e logrou a final nas duas taças internas (para além da vitória na Supertaça), chega a este jogo decisivo mais fragilizada. A desilusão pela perda do campeonato depois de ter estado com sete pontos de avanço vai-se sobrepondo a todos os méritos que uma equipa que fez o percurso que o FC Porto fez tem que ter. A pressão dos adeptos sobre a equipa está numa fase de acalmia (depois do episódio em Vila do Conde) mas uma derrota no jogo com o Sporting CP pode voltar a disparar os níveis de frustração. Pela expectativa inicial e pela desilusão mais recente, parece-me que o FC Porto chega à final da Taça de Portugal com mais a perder e com maior responsabilidade.

No que diz respeito às opções de Sérgio Conceição, o onze inicial apresentado não deverá fugir muito disto: Fabiano; Militão, Felipe, Pepe e Alex Telles; Danilo, Herrera, Otávio e Brahimi; Marega e Soares.

São, portanto, duas equipas que chegam com algumas baixas (até por via das expulsões do fim-de-semana) mas que apostam tudo, ou quase tudo na final de sábado. Ainda assim, se para o Sporting CP este jogo será quase a cereja no topo de uma época que, dadas as expectativas, acaba por ser positiva, para os adeptos do FC Porto não passará de um mal menor e de um pequeno mimo após a frustração do campeonato.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Imprevisível. No futebol: apenas mais um dia

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Em dezembro, o Benfica estava a sete pontos do líder do campeonato. Dado praticamente como fora das contas do título. Há uma semana, os encarnados conquistaram o 37º. troféu da Primeira Liga da história do clube, alcançando a tão aclamada reconquista. Este é apenas um dos exemplos de como no futebol nada acaba até o apito final. “It ain’t over ‘til it’s over”.

Temos o Ajax, esta temporada. Visto como o underdog que alcançara a fase final da Liga dos Campeões, mas veio a eliminar Real Madrid e Juventus de Ronaldo e alcançar as meias finais da prova. Este exemplo tem, em si próprio, outro exemplo, já que os holandeses falharam a final da prova milionária depois de estarem a vencer por 2-0 em casa e deixarem o resultado inverter para 2-3 no último segundo da partida.

Ou por exemplo o Leicester. A equipa sensação que na época 2015/16 venceu a Premier League Inglesa. A qualidade da equipa ninguém a colocava em dúvida, mas o orçamento e poderio dos grandes ingleses iria com certeza abafar a campanha sonhadora dos foxes, seria apenas uma questão de tempo. Mas depois foram vencer por 1-3 na casa do Manchester City, ganhar 2-0 ao Liverpool, por 2-1 ao Chelsea e a manter a luta pelo título sempre além do que todos esperavam.

Depois de uma segunda volta histórica, o Benfica recuperou sete pontos de distância e reconquistou o título de campeão
Fonte: SL Benfica

Novamente na Premier League Inglesa, recordando quando os grandes de Manchester disputavam o título de campeão na última jornada. O United jogava com o Sunderland e fez o seu papel ao vencer por 1-0. Já o City, enfrentava o último classificado da tabela, o Queens Park Rangers, e perdia por 2-1 aos 92 minutos, altura em que houve o empate dos citizens. Quem não se arrepiou ao ver Aguero a marcar o golo da vitória, e por sua vez o golo do título, mesmo ao cair do pano? Magnífico.

Se há algo a aprender do futebol é que não há jogos vencidos antes do apito final. Os prognósticos, como a famosa frase, são feitos depois do jogo. Tudo pode acontecer. Obviamente que há sempre maior hipótese de isto ou aquilo acontecerem, mas o futebol joga contra quaisquer odds. Barcelona a dar a volta a uma eliminatória que perdeu por 4-0 na primeira mão e a vencer por 6-1 na segunda. Liverpool a perder por 3-0 contra o Barcelona na primeira ronda e a eliminar os espanhóis por 4-0 na segunda ronda.

Há milhares de casos destes no futebol. Já foi a vez do Benfica deixar cair sete pontos de vantagem em menos de metade de campeonato. Este ano foi o Benfica a recuperar de menos sete pontos, para o título trinta e sete de campeão nacional. Não é a vida. É mesmo o futebol. E tão lindo é sendo ele assim.

Foto de Capa: SL Benfica

E o galo voltou

Após uma temporada a “encher chouriços”, com a subida à Primeira Liga garantida e sem pontuar no Campeonato de Portugal, o Gil Vicente FC tem a dura tarefa de constituir um grupo de trabalho praticamente do zero e tentar garantir a permanência no principal escalão do futebol português.

Com 18 presenças na Primeira Liga, a última em 2015, os gilistas procuram estabilizar na elite do nosso futebol tendo uma temporada que se antevê muito difícil pela frente. Após mais uma relíquia do nosso futebol português, com a reintegração do Gil Vicente FC a ser arrastada por mais de uma época, o Galo está de volta, depois de uma temporada passada dois escalões abaixo com 23 vitórias, 4 empates e 9 derrotas. A equipa que não pontuava esta temporada, vai sofrer perto, ou até mais, de vinte alterações, começando desde logo no líder da equipa técnica.

Nandinho, antigo jogador do clube, que já tinha orientado o Gil Vicente FC na Segunda Liga, depois de uma temporada de interregno da atividade, voltou no verão de 2018 ao clube, com a expetativa de preparar uma equipa competitiva, que pudesse aproveitar alguns jogadores para a Primeira Liga. No entanto, quase nenhum jogador vai “resistir” a esta escalada de duas divisões de uma vez e nem mesmo Nandinho conseguiu garantir o seu lugar.

Vítor Oliveira apelidou este desafio como o “projeto mais difícil do futebol português”
Fonte: Gil Vicente FC

O “Rei das subidas”, Vítor Oliveira, após nova subida de divisão à Primeira Liga, volta ao topo do futebol português. Habituado a assumir candidaturas à Primeira Liga e em constituir plantéis de qualidade para tal, o experiente técnico tem agora que construir um grupo que tenha a capacidade de se aguentar na Primeira Liga.

Um misto de experiência e juventude será a resposta na constituição do plantel. Existem vários jogadores a terminarem contrato (é habitual em Portugal assinar-se por apenas uma época nos clubes fora do Top 10 da Primeira Liga), o mesmo é dizer que existem várias oportunidades de mercado para os gilistas. Uma coisa é certa, argumentos para construir uma equipa de qualidade, não faltará ao Gil Vicente FC.

Rúben Fernandes tem tido uma carreira impecável por onde passa
Fonte: Gil Vicente FC

A direção, após aposta num dos treinadores mais cotados do nosso futebol, já garantiu dois reforços de qualidade para o ataque à permanência: Fábio Abreu e Rúben Fernandes.

Abreu é um avançado de 26 anos, contratado ao FC Penafiel da Segunda Liga. Um reforço extremamente interessante e um dos elementos mais cotados dessa mesma divisão. Potente, rápido e com golo (tem mais de 50 golos na carreira em partidas oficiais), joga preferencialmente nos corredores, tendo feito carreira nos escalões amadores de Inglaterra, no CS Marítimo (onde se estreou na Primeira Liga, apesar de jogar mais pela equipa “B”). Nas últimas duas temporadas, no FC Penafiel, realizou 69 jogos oficiais e apontou 20 golos.

Rúben Fernandes, que tanto pode jogar no eixo defensivo, como a defesa esquerdo ou até a “6”, é uma super contratação e uma prova que o Gil Vicente FC não será coitadinho esta época. O defesa de 33 anos, vem de nova excelente temporada pelo Portimonense SC, sendo que, desde 2011, é sempre um dos titulares indiscutíveis das equipas que representa (inclusive com passagem de duas épocas na Primeira Liga Belga), o que demonstra bem da qualidade deste jogador.

Nunca será fácil para um clube começar uma equipa do zero numa realidade totalmente diferente dos últimos anos, no entanto, este tipo de aquisições revelam que os gilistas estão de regresso e estão com intenções de ficar.

 

Foto de Capa: Gil Vicente FC

“O Captain! My Captain!”

360 jogos e 20 golos depois, Vincent Kompany diz adeus ao Manchester City FC, clube pelo qual venceu quatro campeonatos, duas Taças de Inglaterra, quatro Taças da Liga e duas Supertaças de Inglaterra. O histórico capitão dos citizens anunciou a decisão no dia a seguir à conquista da Taça de Inglaterra, pondo fim à ligação de onze anos com os azuis de Manchester.

Após o anúncio oficial por parte do jogador belga, foram vários os colegas e ex-colegas de equipa a utilizar as redes sociais para se despedirem do capitão dos citizens, sendo comum a todas essas manifestações o reconhecimento das qualidades do belga como jogador e como líder nato. Eleito capitão de equipa na época 2011/2012, foi sob a sua liderança que o City conquistou 11 dos seus últimos 12 troféus.

Falar do período de maior sucesso da história do City é falar de Vincent Kompany. Reconhecido como um dos melhores defesas do mundo, forte fisicamente e no jogo aéreo, evoluído tecnicamente, com boa capacidade de distribuição e exímio no desarme, o jogador ficará para sempre na história do clube. No passado recente, talvez apenas Sergio Agüero esteja ao nível da importância do belga na história do clube.

Kompany chegou novo a Manchester e assistiu à compra do clube por parte de Khaldoon Al Mubarak, assim como fez parte do período de ascensão que levou os citizens a dominar o panorama futebolístico inglês e a ser presença assídua nas fases mais avançadas da Champions League, troféu que o clube ainda não conseguiu acrescentar ao seu museu.

Vincent Kompany conquistou 12 troféus com a camisola dos citizens
Fonte: Manchester City FC

Para além dos 12 troféus conquistados em onze anos ao serviço do Manchester City, o gigante belga acumulou também várias distinções a nível individual. Integrou a Equipa do Ano da Premier League em 2011, 2012 e 2014, venceu o prémio de Jogador do Ano da Premier League em 2012 e ficou classificado em 23º lugar na lista do The Guardian dos 100 melhores jogadores do Mundo, em 2012.

Nas últimas temporadas, o central belga foi fustigado com muitas lesões e nem sempre foi primeira opção, não deixando, contudo, de ter papel preponderante na equipa de Pep Guardiola. Esta época, foi precisamente com um remate fabuloso, frente ao Leicester City FC, que Kompany resolveu um dos jogos mais difíceis da época, permitindo ao City, na penúltima jornada do campeonato, manter a distância tangencial para o segundo classificado, o Liverpool FC.

Para o futuro, o jogador belga decidiu voltar ao seu clube de origem, o RSC Anderlecht, assumindo as funções de treinador-jogador. Se como jogador Kompany já não tem nada a provar, como treinador o seu caminho vai agora começar. O defesa trabalhou três anos sob a orientação de Pep Guardiola e já afirmou que aprendeu muito com o técnico espanhol. Mais, revelou também que o futebol que pretende jogar é aquele que o seu mentor pratica, o que faz acreditar que o campeonato belga da próxima época promete.

Foto de Capa: Manchester City FC