Início Site Página 10594

Com bilhete mas sem passaporte

Ter oportunidade de disputar as competições europeias é o sonho de todos os jogadores e respetivos clubes. O quinto lugar costuma dar acesso a essa oportunidade, porém como as inscrições são feitas numa fase embrionária da época, muitos dos clubes não se inscrevem por não acreditarem que sejam capazes de atingir esse patamar. CD Aves e Moreirense FC são os exemplos mais recentes, no futebol português.

No que diz respeito aos cónegos, estão a realizar a melhor época de sempre no primeiro escalão do futebol português, e a ida pela primeira vez às competições europeias era um prémio muito merecido para os jogadores. Um prémio que congratulava o excelente trabalho de Ivo Vieira ao serviço do Moreirense FC e dos jogadores que foram uma verdadeira surpresa nesta temporada. Porém ninguém esperava uma época tão boa, num clube cuja a realidade é a luta pela manutenção, e por isso não realizaram a inscrição a tempo.

Outro caso semelhante foi o CD Aves, que na temporada transata venceu o Sporting CP na final da Taça de Portugal e com isso obteve o direito de entrar diretamente na fase de grupos da Liga Europa. Mas mais uma vez o clube, por não acreditar na sua qualidade, não procedeu à inscrição na UEFA.

Apesar de ter vencido a última edição da Taça, o CD Aves não pode participar na Liga Europa por não se ter inscrito a tempo
Fonte: Bola na Rede

Dois casos que nos levam a pensar que há alguma coisa errada no futebol. Já que o que havia de ser valorizado é o valor de uma equipa dentro de campo, mas o que é realmente importante é uma inscrição feita a meia da época quando uma equipa de poucas posses financeiras ainda não sabe o lugar em que vai ficar classificada.

Dois casos que não são únicos e que se devem multiplicar pela Europa fora. Casos que deviam alertar a UEFA, o órgão soberano do futebol europeu, de que alguma coisa está mal. Já que nem sempre os clubes que tem mais dinheiro vencem, e como tal todos tem direito a ter a mesma oportunidade.

Há que repensar a forma como as inscrições da UEFA são feitas devendo-se pensar num modelo que possa estar ao alcance de todas as equipas. O futebol é de todos e todos devem ter as mesmas oportunidades de o disputar.

 

Foto de Capa: Moreirense FC

FC Porto 2-1 Sporting CP: A vitória não chegou para impedir a fuga do campeonato

Última jornada da primeira liga e um campeão por decidir no início do jogo. O FC Porto entrou em campo sabendo que o SL Benfica estava a um ponto de conquistar o título e que dependiam do resultado do jogo entre as águias e a turma açoriana do CD Santa Clara para conseguir ser campeão.

Para fechar esta edição da Primeira Liga Portuguesa, nada melhor do que um clássico entre dragões e leões, que serviu também para apimentar o “até já” dos dois clubes à principal competição do futebol profissional em Portugal. Na próxima semana as duas equipas encontram-se novamente para a final da Taça de Portugal e este jogo foi uma espécie de “aquecimento” do que ainda está por vir. O Sporting CP esteve na liderança do marcador, mas o FC Porto conseguiu dar a volta e fechar o campeonato com uma vitória caseira.

A exibição começou com uns largos minutos de atraso de forma a que não houvesse qualquer adiantamento face ao jogo do SL Benfica. Os primeiros 20 minutos da partida mostraram um jogo morno, com muito poucas oportunidades e as duas equipas a não procurarem muito o golo. Um dos primeiros casos do jogo foi a expulsão de Borja que, ao agarrar Corona que já tinha caminho livre para a baliza, recebeu primeiro o cartão amarelo. O VAR entrou em cena e Fábio Veríssimo acabou por dar o cartão vermelho ao colombiano. A partir desse momento, o FC Porto ganhou espaço no terreno e as oportunidades apareceram para os azuis e brancos. Primeiro por Marega, que acabou por passar ao lado, e depois foi o lance de Soares que, pela esquerda, cruzou para a entrada de Corona na área mas Renan ainda disse presente.

Dez minutos antes do intervalo no clássico, Marega conseguiu introduzir a bola dentro da baliza, mas o lance foi anulado por posição irregular do maliano. Alex Telles também tentou a sua sorte através da cobrança de um livre direto à baliza do Sporting CP, mas Renan respondeu com uma boa defesa. Sem mais oportunidades de perigo na primeira parte, o jogo seguia para intervalo com um 0-0 no marcador numa altura em que o SL Benfica ganhava por 3-0 ao intervalo. O possível cenário de festa para o FC Porto ficava cada vez mais longínquo e as águias voavam mais alto.

Renan foi negando alguns golos ao FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Na segunda metade do jogo Sérgio Conceição fez duas alterações – entrou Brahimi e saiu Otávio e Manafá entrou para o lugar de Pepe. Danilo foi quem esteve mais perto de inaugurar o marcador. Canto batido por Corona, Militão insiste de cabeça e a bola sobra para Danilo que, de pé esquerdo, atirou muito perto da baliza adversária. Num lance parecido, Soares recebeu também a bola vinda da bandeirola de canto, mas desta vez foi direta para as luvas de Renan.

Na sequência do lance o Sporting CP, numa das poucas oportunidades que teve durante o encontro, fez o primeiro golo da partida por intermédio de Luiz Phellype. Diaby encontrou Acuña com espaço e o argentino, após receber a bola, envia-a para o lado direito para o ponta-de-lança brasileiro do Sporting CP fazer o golo. Keiser mexeu de imediato e fez entrar Tiago Ilori para o lugar de Bruno Gaspar. Minutos depois, foi a vez de Luiz Phellype sair para a entrada de Bas Dost.

Nas bolas paradas não há igual à turma de Sérgio Conceição e foi a vez de Felipe rematar de cabeça, mas passou por cima. O FC Porto procurava o empate e Danilo tentou recuperar a desvantagem com um tiro do meio da rua que bate com estrondo na trave. Os azuis e brancos estiveram muito perto do golo neste lance. O 22 do FC Porto ameaçou e acabou mesmo por marcar! Aos 78 minutos, mais um canto batido, a bola ressalta em Felipe e Danilo, de cabeça, aproveita para igualar o marcador no Estádio do Dragão.

Aos 85 minutos o FC Porto esteve muito perto do golo. Marega apareceu sozinho do lado direito e enviou a bola para Aboubakar, que só tinha Renan pela frente, mas o guardião leonino faz uma grande defesa com o pé esquerdo. A bola sobrou para Soares que, à entrada da área, rematou para o desvio e após um cruzamento, Soares cabeceou mas a bola foi cortada em cima da linha por Mathieu. Aos 87 minutos, só podia ser de uma forma… Mais uma vez, pontapé de canto, bola desviada por Felipe e Herrera de pontapé de bicicleta faz a reviravolta no marcador. Grande golo do capitão do FC Porto.

Keiser ainda mexeu aos 89’ para a entrada de Wendel e a partida encerrou de uma forma atribulada com a expulsão de Corona. Os ânimos exaltaram-se no Estádio do Dragão e com tantos empurrões e puxões, o árbitro só conseguiu percecionar-se da falta de Corona. Último jogo do campeonato para o FC Porto e o último também para alguns jogadores que pisaram o relvado do Estádio do Dragão. Felipe, Brahimi, Herrera, Militão, Marega, Alex Telles e do lado do Sporting CP, Bruno Fernandes, são estes os nomes que à partida estão de malas feitas para outros destinos. Fecham-se assim as cortinas da Liga NOS 2018/2019, mas na próxima semana ainda há uma final a ser disputada entre FC Porto e Sporting CP.

Onzes iniciais e substituições:

FC Porto – Vaná; Militão, Felipe, Pepe (Manafá 46’) e Alex Telles (Aboubakar 76’); Danilo Pereira, Herrera, Corona e Otávio (Brahimi 46’); Soares e Marega

Sporting CP – Renan; Bruno Gaspar (Ilori 64’), André Pinto, Mathieu e Borja; Petrovic, Gudelj e Bruno Fernandes (Wendel 88’); Diaby, Luiz Phellype (Bas Dost 67’) e Acuña

SL Benfica 4-1 CD Santa Clara: Última batalha dá a tão desejada “R3conquis7a”

Na última partida no seu estádio para a edição 18/19 da Primeira Liga, o SL Benfica venceu o CD Santa Clara por 4-1, garantindo a conquista do campeonato. Os comandados de Bruno Lage tinham forçosamente de pontuar para alcançar o tão desejado 37.º título de campeão, embora a equipa açoriana tivesse a intenção de estragar a festa já planeada pelo conjunto encarnado.

Com um ambiente de arrepiar proporcionado pela forte moldura humana presente nas bancadas da Luz, previa-se uma entrada avassaladora das “águias” em busca do golo inaugural, contudo não foi isso que se viu nos primeiros minutos do jogo: o Santa Clara ia conseguindo estancar as tentativas encarnadas em chegar à baliza de Marco, tendo bola no meio-campo ofensivo e circulando pelos elementos mais avançados Mais uma vez, o Benfica entrava com dificuldades de acalmar o nervosismo de estar muito perto de alcança o objetivo definido no início da época.

Apesar da entrada menos acutilante, o Benfica conseguiu fazer o 1-0 à passagem do minuto 16: Samaris com um passe magistral, colocou a bola nas costas da defesa açoriana e Seferovic, “à matador”, rematou para o fundo das redes. Estava feito assim o centésimo golo do Benfica no campeonato. O Santa Clara não se retraiu e no instante a seguir esteve perto de repor a igualdade: num canto cobrado por Patrick, Fábio Cardoso ficou a centímetros de bater Vlachodimos.

Não marcou o Santa Clara, marcou (novamente) a equipa de Bruno Lage! Rafa recuperou uma bola perdida à entrada da área forasteira, a bola acabou por ir ter caprichosamente aos pés de João Félix, que com uma enorme frieza, disparou para o segundo dos encarnados ao minuto 23. A tentar reagir ao duplo golpe fatal, Bruno Lamas, num livre direto frontal aos 32’, fez a bola passar junto do poste de Vlachodimos e assustou por momentos os adeptos benfiquistas.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Apesar de ter menos remates que o adversário, o Benfica foi sempre mais eficaz quando chegava perto da baliza do Santa Clara, e, sem surpresa, fez o terceiro: num cruzamento de André Almeida, a bola sobrou para Rafa Silva que marcou pela terceira jornada consecutiva.

Até ao intervalo, não houve mais nada a assinalar, e o Benfica foi para o descanso com uma vantagem confortável. Faltavam somente 45 minutos para os encarnados festejarem mais um campeonato.

Enquanto os adeptos nas bancadas declaravam o seu amor ao SL Benfica, o jogo voltou do intervalo lento e jogado muito a meio campo. Mas eram os açorianos que mantinham intacto o objetivo de marcar na partida. Ao minuto 52, Ukra aproveitou uma desatenção da defesa “encarnada” e rematou de trivela. A bola passou perto, ainda assim o guarda-redes Vlachodimos estava no caminho da bola caso fosse necessária a defesa.

Se o Estádio da Luz estava algo adormecida, deixou de estar logo ao minuto 56, o avançado suíço do Benfica a fazer das suas mais uma vez. Depois de um cruzamento sublime de Grimaldo na esquerda do ataque, Seferovic “à ponta de lança” a fazer aquilo que melhor sabe. Foi o vigésimo terceiro golo de Seferovic, que é o melhor marcador da Liga. Estava feito o quarto golo da partida e os adeptos ficavam ainda mais descansados.

Ao minuto 57, Rúben Dias a fazer um grande corte para canto a impedir o golo do Santa Clara. Mas apenas adiou aquilo que vinha logo a seguir. Na sequência do segundo canto, primeiro foi Fábio Cardoso que enviou a bola ao poste e depois César marcou num lance algo caricato. O Santa Clara marcou um golo nesta tarde e foi mais do que justo por aquilo que fez em toda a primeira parte. O jogador número 12 dos açorianos não festejou por respeito ao clube que já tinha representado.

No Estádio da Luz, os momentos de felicidade agora multiplicavam-se e um foi com Jonas. O brasileiro, que foi a jogo ao minuto 68, foi ovacionado mesmo antes de entrar e não conteve as lágrimas com o gesto da bancada.

Como do jogo já pouco se via, os adeptos iam fazendo a festa na bancada com cânticos alusivos ao novo campeão nacional, o SL Benfica. Estavam todos à espera do apito final de Jorge Sousa para que desta forma se pudesse festejar finalmente o 37. Do jogo não houve mais nada para contar e houve um enorme suspiro de alívio quando Jorge Sousa apitou para o final da partida. Os comandados de Bruno Lage tornaram-se o novo campeão nacional e contam agora com 37 títulos de campeão nacional.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Ferro, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Andreas Samaris (Taarabt, 79’), Florentino Luís, Pizzi, Rafa Silva (Salvio, 86’), João Félix (Jonas, 68’) e Haris Seferovic

CD Santa Clara: Marco, Patrick, César Martins, Fábio Cardoso, João Lucas, Osama Rashid (Mamadu Candé, 77’), Francisco Ramos, Kaio (Zé Manuel, 53’), Bruno Lamas, Ukra (A. Stephens, 82’) e Guilherme Schettine

Manchester City FC 6-0 Watford FC: Citizens conquistam Taça de Inglaterra

Avassalador! O Manchester City conquistou a Taça de Inglaterra, após vencer o Watford por 6-0 na final de Wembley. Num encontro em que o clube de Manchester foi perfeito a todos os níveis, os citizens arrecadaram o quarto título da temporada (Supertaça, Taça da Liga, Premier League e agora FA Cup) e a tão desejada tripla coroa.

Perante o olhar atento de 90000 espetadores, a partida começou com o Watford encostado às cordas e o City com a responsabilidade de assumir a posse de bola.

Porém, a primeira oportunidade de golo da tarde pertencia aos Hornets, aos 11 minutos. Após um bom envolvimento coletivo do conjunto de Javi Gracia, o esférico chegou a Roberto Pereyra e o argentino obrigou Ederson a uma excelente intervenção.

Dez minutos depois, os jogadores do Watford pediram mão na bola de Kompany dentro de área, mas o árbitro Kevin Friend entendeu que não havia motivos para assinalar grande penalidade.

Numa altura em que os Golden Boys começavam a crescer em campo, os citizens aproveitaram uma falha de atenção de Doucoré e chegaram à vantagem: 26 minutos jogados em Wembley, a bola a chegar a David Silva e o espanhol, em posição regular, a fazer o 1-0.

A cinco minutos do intervalo, quando tudo parecia fácil para o City, a equipa de Pep Guardiola fez o 2-0: passe milimétrico de Bernardo Silva e, na cara do guarda-redes, Gabriel Jesus não vacilou. O avançado brasileiro – e grande novidade no onze do campeão inglês – marcava na sua 100ª aparição pelo clube.

David Silva fez o 1-0 em Wembley e o seu primeiro golo em 2019
Fonte: Manchester City FC

A segunda parte começou como acabou a primeira, com Gabriel Jesus a fazer abanar novamente as redes de Heurelho Gomes. No entanto, o juiz da partida estava atento à posição de fora de jogo de Jesus, na hora do passe de Zinchenko, e não validou o lance.

Aos 61 minutos, o recém-entrado Kevin De Bruyne, com um toque de classe, tirou Gomes de cena e, com a baliza à sua mercê, fez o 3-0. A taça estava cada vez mais próxima de viajar até ao museu do clube de Manchester.

No jogo mais apetecível da temporada inglesa, os citizens iam fazendo a festa, e com a festa chegou um festival… de golos. Aos 68 minutos, De Bruyne voltou a fazer tudo bem, assistiu Gabriel Jesus e o ponta-de-lança de 22 anos fez o segundo da conta pessoal, e o quarto da tarde.

A dez minutos do fim do encontro, o City chegou à mão cheia de golos, uma vez mais com Bernardo Silva em destaque: o internacional português trabalhou bem sobre o flanco esquerdo e assistiu Sterling para o quinto do encontro.

O extremo inglês, aos 87’, acabaria por estabelecer o resultado final em 6-0, numa tarde formidável da formação de Guardiola. O Manchester City juntou assim o campeonato e taça pela primeira vez, e tirou a possibilidade ao Watford de alcançar o seu primeiro troféu relevante.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Manchester City FC: Ederson, Walker, Kompay, Laporte, Zinchenko; Gündoğan (Sané, 73’), David Silva (Stones, 79’), Bernardo Silva; Mahrez (De Bruyne, 55’), Sterling, Jesus.

Watford FC: Gomes, Kiko, Mariappa, Cathcart, Holebas; Doucoré, Capoue, Hughes (Cleverley, 73’), Pereyra (Success, 66’); Deulofeu (Gray, 66’), Deeney.

FC Bayern 5-1 Eintracht Frankfurt: FC Bayern conquista o heptacampeonato alemão

0

Dia do título. Na Alemanha jogou-se hoje a última partida do campeonato. Antes do apito inicial da 38ª jornada, muitas eram as contas que faziam. Bayern de Munique e Borussia Dortmund lutaram para erguer o troféu no final da tarde.

Os bávaros, primeiro classificado, defrontaram o Eintracht Frankfurt que lutava ainda por um lugar na Liga dos Campeões da próxima época. Já o Dortmund, o segundo na tabela, deslocou-se à casa do Borussia Mochengladbach para vencer e esperar que o rival Bayern não triunfasse.

Na Allianz Arena, o Bayern começou logo a controlar o jogo, mas a pressão alta do Frankfurt não permitiu à equipa de casa sair com facilidade para o ataque. Ao minuto 3, e na primeira vez que conseguiu sair com eficácia, o Bayern fez golo. Coman apareceu sozinho do lado direito da grande área e encostou para dentro das redes adversárias. Três minutos depois, Kevin Trapp evitou o segundo golo da partida. Desta vez, Gnabry não foi capaz de ultrapassar o guarda-redes do Frankfurt. Ao minuto 12, uma vez mais Trapp defendeu um remate de Lewandowski que estava na cara do guarda-redes. Um grande defesa do alemão, mais uma.

Depois do golo e durante cerca de 10 minutos assistimos a um tremendo massacre dos bávaros. O Eintracht tentava contrariar o ímpeto do Bayern, mas sempre com pouco sucesso. Prova disso foi o golo marcado ao minto 26.  Depois de um belo contra-ataque rápido, Gnabry assistido por Lewandowski rematou colocado para dentro da baliza. No entanto, o VAR anulou o golo por fora-de-jogo de Lewandowski no início da jogada. À passagem da meia hora, o homem do momento Kevin Trapp fez mais uma grande defesa com os pés a evitar o segundo golo bávaro na partida.

Durante os últimos 15 minutos de jogo, tivemos um joco muito menos intensidade e com um Bayern a controlar o jogo. A equipa da casa baixou o ritmo da partida e saiu para o balneário com uma mão no título de campeão.

O quarto golo do jogo marcado por Frank Ribéry deu início à festa de campeão do Bayern de Munique
Fonte: FC Bayern Munchen

Para a segunda parte, o Frankfurt entrou com outra vontade. Vontade de marcar o golo do empate e garantir um lugar nas competições europeias. E logo cinco minutos depois do apito, Haller recém-entrado fez o golo do empate. Uma grande confusão na área do Bayern depois de um canto, resultou no golo do empate. Dois minutos depois e contra a corrente do jogo, o Bayern marcou o segundo golo e desbloqueou o empate. David Alaba encostou depois de uma defesa incompleto da Kevin Trapp. O Bayern voltou a controlar a partida e ao minuto 59, Renato Sanches marcou o terceiro numa excelente jogada individual. Ao minuto 68′, Joshua Kimmich desperdiçou uma grande oportunidade para aumentar a vantagem.

Três minutos depois, Ribéry no último jogo com a camisola do Bayern marcou um golaço. Uma verdadeira obra de arte a coroar uma excelente carreira ao serviço dos bávaros. Se Ribéry marcou também Robben tinha de o fazer. Também no último jogo pela equipa de Munique, Robben fez o gosto ao pé e marcou o quinto golo do jogo, ao minuto 78. Uma boa jogada coletiva, bem concluída pelo holandês.

Uma grande vitória do Bayern de Munique que conquistou o sétimo título de campeão consecutivo e o 28° da história. Mais uma época de excelência para os bávaros e concluída da melhor forma.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

 FC Bayern- Ulreich; Sule; Hummels; Alaba; Kimmich; Goretzka (35’ Renato Sanches); Thiago; Gnabry (65’ Robben); Coman (61’ Ribéry); Lewandowski; Muller.

Eintracht Frankfurt- Kevin Trapp; Danny da Costa; Abraham; Hinteregger; Gelson Fernandes; Hasebe; De Guzmán (45’ Haller); Gacinovic; Rebic (64’ Torro); Kostic; Jovic.

Houve Reconquista e o campeão é o SL Benfica

0

Independentemente do seu desfecho esta seria sempre uma época de Reconquista.

Depois do fracasso da temporada passada todos no SL Benfica esperávamos uma época de revolta, de acertos e correcções, uma campanha devidamente preparada para um arranque em força. Não foi o caso. Apesar do mote “Reconquista”, pouco pareceu ter sido pensado para tal. Os reforços chegavam e não tinham impacto na equipa, o treinador mantinha-se e mantinha o seu discurso e futebol. O treinador mantinha-se mesmo depois de já despedido. O ano de 2018 foi um pesadelo encarnado. Dois campeonatos perdidos e Europa por um cano.

Felizmente houve 2019. Felizmente alguém se encheu de passas e desejou a todas as estrelinhas e luzinhas por um SL Benfica mais forte, por um novo Sport Lisboa e Benfica. E aquele que era somente um interino obrigou a que realmente acreditassem nele.
Os adeptos benfiquistas mereciam poder sonhar e Bruno Lage fez-nos sonhar mais alto do que podíamos imaginar.

Esta época de Reconquista é uma reconquista da paixão, da alegria e do futebol. É uma reconquista do direito de sonhar. E tudo se deve a Bruno Lage. Chegou, agarrou o plantel, agarrou os adeptos e começou a vencer. A vencer nos relvados e a vencer no placard.

Os adeptos benfiquistas mereciam poder sonhar e Bruno Lage fez-nos sonhar mais alto do que podíamos imaginar
Fonte: SL Benfica

Foram 19 jogos, 18 vitórias e 1 empate. Foram 72 golos marcados e 16 sofridos. Várias boas exibições. E mais recentemente várias segundas partes de reconquistas.

Reconquistou-se o Seixal apostando-se seriamente no talento que o plantel tanto ansiava. Reconquistaram-se os reforços de qualidade. Reconquistaram-se os jogadores que até então só esperavam ser dispensados. Mais do que os onzes escolhidos, foi a rotina que Bruno Lage colocou no plantel, nos treinos e nas oportunidades. Reconquistou-se o oxigénio que qualquer papoila necessita para saltitar.
Campeão ou não campeão, esta época acaba por ser um reanimar do Benfica e é a Bruno Lage que o devemos.

Bruno Lage, Ferro, Grimaldo, Gabriel, Samaris, Florentino, Pizzi, Rafa, João Félix, Seferovic e Jonas. Odysseas Vlachodimos, Rúben Dias, Almeida e até Taarabt.

Quando já nada o fazia crer, voltámos a ter muito e muito Benfica.

Bruno Lage foi o grande obreiro da reconquista
Fonte: SL Benfica

Foi a confirmação do nosso talento e superioridade nos relvados do Estádio de Alvalade.
Foi a conquista da liderança em pleno Estádio do Dragão.
Foi a consolidação da liderança com uma goleada no Municipal de Braga naquele que era o jogo da grande esperança azul e branca.
E mais de 100 golos marcados. Mais de 100 festejos em euforia enquanto a bola batia na rede adversária. Um feito inédito neste século.

Com este treinador a liderar o Futebol encarnado e mantendo-se no plantel todos os talentos que vimos esta época despontar, acredito piamente que o Sport Lisboa e Benfica será o FC Ajax do ano 2020.

Agora… Agora é hora de festejar.

Festejar o 37!

 

Foto de Capa: SL Benfica

Finais de Conferência a duas velocidades

0

No ano corrente, nas finais de conferência da NBA temos 2 finais muito distintas. Por um lado, é nos apresentado uma final de Conferência Este que, ao que tudo indica, será muito bem disputada e em que vamos ter o prazer de observar um duelo de gigantes. Quem levará a melhor? Kawhi Leonard ou Giannis Antetokounmpo?

Por outro lado, na Conferência Oeste vai ser mais do mesmo. A equipa de Portland já se encontra em desvantagem de 2 jogos e a continuar assim nem um jogo vai vencer. Mesmo sem Kevin Durant e Boogie Cousins, os Warriors estão a demonstrar o porquê de serem os atuais bicampeões. No último jogo, marcavam no cronómetro cerca de três minutos e os Blazers estavam em vantagem por 8 pontos (108-100). Mesmo assim, até ao final do jogo fizeram 14 pontos e sofreram apenas 3, o que daria no resultado final de 114-111. No entanto, há 2 pontos que gostaria de elevar para que ficassem bem explícitos.

Haverá forma de parar Giannis?
Fonte: Milwaukee Bucks

Primeiramente, as exibições de Damian Lillard são muito, muito pobres para quem tem a oportunidade de disputar as finais de conferência com os atuais bicampeões. Nos 2 jogos que fez soma 42 pontos, o que se pedia, quase, para 1 jogo. Para não falar do turnover nos últimos 12 segundos do último jogo em que a sua equipa perdia por 3 pontos e já o vimos a fazer bem melhor nas séries anteriores.

Em segundo lugar, os Warriors não precisam de Kevin Durant para rigorosamente nada, é como ter uma garagem com 3 porsche’s e oferecerem-me um Maseratti. É muito bom? É! Mas eu não preciso! E é visível tanto em termos de jogo como em termos de estatística. O líder da equipa é Steph Curry, e é o jogador que precisa de estar em campo para vencerem. Kevin Durant só veio acrescentar mais uma solução a uma equipa imbatível. Relembro que a equipa de 73 vitórias e 9 derrotas não tem Kevin Durant, e só não ganharam esse título em 2016 porque LeBron James com a ajuda de Kyrie Irving fez o impossível, virou um resultado de 1-3 para 4-3.

Foto de Capa: Golden State Warriors

Antevisão – GP França

0

A quinta corrida do campeonato está prestes a começar e é altura de olhar para os candidatos à vitória.

Com a vitória em Jerez de la Frontera, no Grande Prémio de Espanha, Marc Marquez (Repsol Honda) regressou à liderança do campeonato. No entanto a vantagem para o segundo classificado, Alex Rins (Suzuki Ecstar) é de apenas um ponto. Aliás, neste momento, até ao quarto lugar da tabela, os pilotos estão separados por nove pontos. São diferenças mínimas que se podem alterar a qualquer momento e, depois da queda em Austin, esta será a primeira oportunidade de Marquez alargar a sua vantagem em relação aos restantes.

Na conferência de imprensa desta quinta-feira, o piloto disse estar confiante mas terá de ver como estão ele e os próprios pilotos este fim-de-semana e como se comportará a sua moto no circuito francês. Apesar de ter deixado claro que vai estar na luta pelo pódio o espanhol fez questão de sublinhar que não terá o seu trabalho facilitado.

Apesar de Marc Marquez ter vencido em Le Mans no ano passado, nada indica que ganhará novamente. Há vários pilotos que se estão a destacar, nomeadamente Alex Rins que poderá ter uma palavra a dizer. O espanhol continua motivado e, depois de mais um pódio conseguido em Jerez, o seu objetivo será certamente lutar elos primeiros lugares.

No entanto, todas estas suposições estarão dependentes de um fator que a maioria dos pilotos deverá querer evitar: a chuva. O tempo para este fim-de-semana em França é bastante instável e as previsões indicam alguns períodos de chuva.

Esta sexta-feira os pilotos não tiveram de ir para a pista em equipamento de chuva mas, até domingo muita coisa pode acontecer. Num cenário como esse, diria que um dos pilotos que iria tentar lutar pela vitória seria Danilo Petrucci (Mission Winnow Ducati). Também confiante com esta corria está o seu colega de equipa, Andrea Dovizioso. O piloto italiano esteve na conferência de imprensa e referiu que, apesar das incertezas quanto ao estado do tempo vai lutar pela vitória. Acrescentou ainda que esta é uma pista à qual se adapta muito bem, não só a sua mota como o seu estilo de condução, e na qual espera ser mais rápido do que em Jerez. Relembro que Dovizioso está em terceiro no campeonato, a apenas três pontos do líder, Marc Marquez.

O piloto da Ducati fez ainda referência a uma outra questão. Apesar de estar, sem dúvida, a lutar pela vitória no campeonato e sentir que está mais forte este ano, existe um fator acrescido que poderá dificultar a sua tarefa.

Há vários pilotos que, aqui e ali, tentam roubar os holofotes aos candidatos ao título. Essas ameaças são reais e não falo apenas de Alex Rins. Com as quatro corridas anteriores, já foi possível perceber que Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha) se sente bem diferente do ano passado. O facto de já ter conseguido pódios esta temporada e estar a apenas nove pontos do líder, faz com que o seu olhar se mantenha no título. No entanto, a real possibilidade de isso acontecer é questionável. De volta à luta pelos pódios está também o seu colega de equipa, Maverick Viñales que deixou claro que vai lutar pelos lugares do topo, depois do boost de confiança conseguido depois do pódio em Jerez.

Johann Zarco irá tentar estar no seu melhor para o Grande Prémio de França
Fonte: MotoGP

Os olhos estão postos também no pilotos da casa, Johann Zarco (RedBull KTM) e Fabio Quartararo (Petronas Yamaha STR). Quartararo deu que falar em Jerez quando se tornou no piloto mais jovem a conseguir uma pole position na categoria rainha. Antes de surgir o problema que o levou a abandonar a corrida, o francês estava com um ritmo bastante respeitável. Na primeira sessão de treinos livres da passada sexta-feira mostrou que tem uma palavra a dizer e conseguiu o melhor tempo. Na segunda sessão foi batido por Viñales e Marquez mas manteve-se perto, em terceiro lugar.

Quanto a Johann Zarco, foi possível ver algumas melhorias em relação às corridas anteriores depois de alcançar o nono melhor tempo na primeira sessão de treinos livres. No entanto, ainda é muito cedo para prever qual será realmente a postura do francês em termos de corrida.

Foto de Capa: MotoGP

Saída de Jonathan “pede” reforço para a lateral-esquerda leonina

0

Numa altura em que as atenções mediáticas estão centradas em Bruno Fernandes e na sua eventual (quase certa) transferência para um dos clubes de Manchester, pouca atenção tem sido dada aos restantes dossiês, com os quais a SAD sportinguista terá de lidar nos próximos tempos. Alguns negócios estão já concretizados e fechados. Um deles é a saída de Jonathan Silva que ficará em definitivo no CD Leganés, clube onde estava emprestado desde a presente época desportiva.

O clube da capital espanhola adquiriu o passe do argentino por um valor a rondar os 3M€, entrando mais uns “trocos” para os cofres de Alvalade por objetivos ao longo da época. Tendo em conta que o Sporting o “resgatou” por uma cifra de 1.25M€ na época 2014/2015 aos Estudiantes da Argentina, trata-se de uma recuperação considerável do seu investimento (1.75M€). Mas se olharmos para o plantel e para as opções disponíveis para Marcel Keizer não ficamos muito satisfeitos com a oferta para essa posição pois não será certamente Jefferson que substituirá Borja de forma indiscutível caso este falhe por algum motivo. Além disso, as prestações de Jonathan Silva na presente época não passaram despercebidas dos principais emblemas do futebol espanhol, desde logo do Atlético de Madrid: já em abril deste ano, corria tinta sobre o facto de o argentino estar na órbita dos colchoneros.

O jovem argentino está a agradar no clube primodivisionário espanhol
Fonte: CD Leganés

O Sporting já percebeu que terá de ir ao mercado para contratar mais um defesa esquerdo que dê outro tipo de garantias para a posição e que se afirme como um substituto credível ao colombiano Cristián Borja. Nesse sentido, correm rumores de que o clube de Alvalade poderá estar interessado em Mário Rui do Nápoles uma vez que, a avaliar por alguma imprensa nacional e internacional, o internacional português está descontente no clube italiano e, mais concretamente, com o treinador da equipa.  Alguns jornais noticiaram que o cenário mais provável para Rui será o regresso a Portugal e, mais concretamente, a um dos dois principais clubes de Lisboa: Sporting ou Benfica, clubes aliás onde fez a sua formação. Mas as investidas do Sporting para levar o lateral-esquerdo luso podem estar complicadas pois os Napolitanos já há muito que estão interessados em Alex Grimaldo do SL Benfica e podem muito bem anexá-lo na operação “Mário Rui”. Será que os Leões têm um trunfo maior na manga para levar o internacional português para Alvalade?

Com o mercado de transferências a movimentar-se à medida que se aproxima o final da época, muito se há-de dizer, escrever e falar. Mas o que é facto é que com a saída de Jonathan Silva em definitivo de Alvalade, as opções para a lateral-esquerda leonina encurtaram-se. É que Borja, apesar de bom jogador, requer um suplente à altura e que dê garantias no imediato. De referir que também Jefferson pode estar de saída de Alvalade, tendo clubes espanhóis interessados na sua contratação, nomeadamente o Deportivo da Corunha, o Eibar ou o Albacete, o que gera ainda maior premência numa contratação para esta posição. A ver vamos como o Sporting se movimentará no mercado de transferências que se avizinha.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Em busca da glória: Os 23 convocados para a Liga das Nações

Na fase final da Liga das Nações, Portugal volta a entrar em ação. Com quatro equipas apuradas para uma fase final disputada no nosso país, Portugal irá enfrentar a Suíça (5 de junho), enquanto Inglaterra e Holanda (6 de junho) medem forças entre si. A final será dia 9 de junho e será disputada no Estádio do Dragão no Porto.

Com a aproximação da data limite da convocatória da seleção nacional (próximo dia 23 de maio), é altura de estudar quais os possíveis eleitos de Fernando Santos, para juntar um novo troféu ao de Campeão da Europa.

Jogando em casa como atuais campeões Europeus, o favoritismo português é claro e evidente e, nem mesmo o duplo empate no arranque da fase de qualificação para o europeu, retira confiança e crédito à nossa seleção.

Nos próximos parágrafos, irá ser feita uma espécie de antevisão à convocatória, obedecendo o critério do momento atual de forma, características individuais e modelo de jogo de Fernando Santos. Na minha opinião, os 23 apresentados neste artigo iriam permitir uma panóplia de soluções tremenda, com bastante polivalência, talento e experiência.

Ronaldo já confirmou a sua presença, sendo um “reforço” tremendo no ataque ao título
Fonte: FPF

Para a baliza, há o inevitável Rui Patrício. Depois de uma temporada incrível no Wolverhampton WFC, o guarda-redes continua a ser a grande referência das nossas balizas. Para lhe fazer sombra, mantendo um nível de qualidade e segurança caso tenham que entrar no onze inicial, faz sentido chamar Beto e José Sá. O experientíssimo Beto, aos 37 anos, está a realizar outra época assombrosa no Goztepe SK e José Sá ganhou a baliza num dos clubes mais exigentes da Europa, PAE Olympiacos, perfilando-se como o principal substituto a Patrício no futuro.

Nas laterais, sobretudo na direita, as opções são muitas, no entanto, o critério de desempate foi a temporada global e o momento recente de forma. Sendo assim, para a direita, chamaria Ricardo Pereira, eleito o melhor jogador do Leicester City FC, e João Cancelo, campeão nacional em Itália. Para a esquerda, finalmente, Raphael Guerreiro estabilizou fisicamente no BV Borussia Dortmund, tendo participado em mais de 30 jogos esta temporada, e por isso tem de estar presente nesta fase final, juntamente com Mário Rui, que voltou a estar em evidência no vice-campeão italiano, SSC Napoli.

Para o eixo defensivo, experiência e juventude. Ferro e Rúben Dias, dupla titular da segunda metade da época no SL Benfica, justificam a convocatória, tal como os experimentadíssimos Pepe, do FC Porto, e José Fonte, que fez uma época soberba no vice-campeão francês, Lille OSC.

No meio campo, as opções também abundam. Para a posição “6”, convocaria Rúben Neves e Danilo Pereira, que fizeram épocas tremendas nos seus respetivos clubes e até devem ser transferidos no próximo defeso. Para a posição “8”, João Moutinho, a provar que está mais que vivo com esta época, e André Gomes, que está a caminho do Tottenham Hotpsur, depois de uma super temporada no Everton FC, parecem-me ser as melhores opções de momento. Para a posição “10”, temos os dois melhores jogadores da Primeira Liga Portuguesa: Pizzi e Bruno Fernandes. O primeiro, é o jogador com mais assistências nos campeonatos europeus, e o segundo, é o médio mais goleador de sempre na Europa. Faltam adjetivos para estes dois…

Quaresma é o complemento perfeito ao nosso melhor jogador
Fonte: FPF

No ataque, o nosso “monstro”, Cristiano Ronaldo, já confirmou que vai à final four, tornando-nos ainda mais favoritos do que já eramos. Nesta convocatória, também chamaria Bernardo Silva, talvez o segundo melhor jogador português no ativo a seguir a Ronaldo, e Rafa Silva, que fez a melhor época da sua carreira. Os “meninos” Diogo Jota e João Félix justificam, de uma forma absoluta, estarem presentes nesta convocatória, oferecendo inclusive a possibilidade da seleção jogar de várias formas diferentes, e, por fim, mas não último, Ricardo Quaresma. Mais uma época regular no Besiktas JK (ainda este fim de semana marcou um golaço que correu mundo), é um autêntico “abre-latas”, com uma capacidade de resolver jogos, em menos tempo possível, superior a qualquer outro jogador português. Um dos maiores talentos do nosso futebol, que não tem sido devidamente valorizado (que falta fez contra a Sérvia e contra a Ucrânia).

De fora, na minha opinião, ficariam João Mário, Cláudio Ramos, Tiago Sá, Cédric Soares, Rúben Semedo, Gonçalo Guedes, Dyego Sousa, André Silva, William Carvalho, Bruno Alves, Rony Lopes ou Gelson Martins. Todos equacionados e que podem dar o seu contributo no futuro, mas devido a esta reta final de época e comparando as características dos jogadores, penso que estes 23 iriam ser o lote mais equilibrado e recheado de soluções possível.

Esta é apenas uma antevisão, um esboço, de uma convocatória que terá sempre imensa qualidade e mais do que argumentos para vencer o título.

GK: José Sá – Beto – Rui Patrício

DD: Ricardo Pereira – João Cancelo

DE: Mário Rui – Raphael Guerreiro

DC: Pepe – Rúben Dias – Ferro – José Fonte

MC: Rúben Neves – Pizzi – Bruno Fernandes – Danilo Pereira – João Moutinho – André Gomes

EXT: Ricardo Quaresma – Bernardo Silva – Rafa Silva

PL: Cristiano Ronaldo – João Félix – Diogo Jota

De fora: João Mário – Cláudio Ramos – Tiago Sá – Cédric – Semedo – Guedes – Dyego – André Silva – William – Bruno Alves – Rony – Gelson.

 

Foto de Capa: Fonte: Selecções de Portugal